Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Axé music. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Axé music. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Revisão dos 30 anos de 'axé music' entroniza Daniela como rainha do gênero

♪ EDITORIAL - Sucessivas reportagens sobre a axé music vem sendo publicadas nas mídias impressa e digital desde janeiro deste ano de 2015. Os 30 anos do gênero - contados a partir do lançamento em 1985 da música Fricote (Paulinho Camafeu e Luiz Caldas) na voz de seu coautor Luiz Caldas - têm servido de ganho para revisões dos (des)caminhos da música afro-pop-baiana logo rotulada como axé music pelo jornalista soteropolitano Hagamenon Brito. Em todas essas reportagens, o nome de Daniela Mercury (foto) tem sido destacado. Embora cantoras como Ivete Sangalo e sua seguidora Claudia Leitte estejam atualmente bem mais em evidência na mídia, é consenso que, se for para eleger uma rainha vitalícia da axé music, quem vai para o trono é Daniela Mercury. A caminho dos 50 anos, a serem completados em julho deste ano de 2015, a cantora e compositora baiana soube construir discografia perene a partir de sua explosão em 1992 com a música e o disco O canto da cidade (Sony Music, 1992). Álbuns posteriores como Feijão com arroz (Sony Music, 1996) e Balé mulato (EMI Music, 2005) confirmaram a habilidade da artista para criar discos que transcenderam a fugacidade de boa parte da axé music, gênero que vive muito em função do Carnaval de Salvador (BA). Se Ivete Sangalo nunca apresentou um álbum solo com cacife para romper a corda dos trios elétricos e se tornar clássico ao longo dos anos, embora tenha emplacado sucessos perenes ao longo dos anos 2000, como o samba-reggae Sorte grande (Lourenço), Daniela Mercury parece ter entendido de cara que uma cantora de axé não pode basear sua carreira somente em hits para fazer o público tirar o pé do chão. Seu poder na indústria da música baiana hoje é bem menor do que o de Ivete e até mesmo do que o de Claudia Leitte ( ainda à procura de um rumo em carreira solo que não bisou o sucesso dos tempos em que era vocalista do grupo Babado Novo). Em contrapartida, seu prestígio e seu legado são infinitamente maiores do que o de outras cantoras do gênero. Decorridos 30 anos do sucesso de Fricote, dá para sentenciar que Daniela Mercury é  - desde sempre e para sempre... -  a rainha do axé.