Mauro Ferreira no G1

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sem identidade, Rita Ora soa como mera xerox de colegas no álbum 'Ora'

Resenha de CD
Título: Ora
Artista: Rita Ora
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * 

É difícil encontrar em Ora - o primeiro álbum de Rita Ora, lançado no Brasil pela Sony Music  neste mês de outubro de 2012 - algum traço determinante capaz de delinear uma identidade própria para esta cantora e compositora de origem albanesa, nascida em Kosovo e naturalizada britânica. No embalo de dois singles alçados quase instantaneamente ao topo da parada do Reino Unido, How We Do (Party) e R.I.P., Ora foi despejado no mercado comum da música com o vasto time de produtores - Diplo, Greg Kurstin, Stargate, The Dream, The Runners e will.i.am, entre outros nomes - habitualmente recrutados para formatar discos de cantoras que rebobinam a já trivial mistura de pop, dance, r & b e rap. Ora faz Rita soar como mera xerox de Rihanna e Cia. e sequer esboça uma marca pessoal para artista. Se Facemelt tem algo do batidão funkeado de M.I.A., Shine Ya Light evoca a pegada do eurodance. Radioactive não deixa dúvida de que Rita Ora se joga na mesma pista de suas colegas - inclusive com o já obrigatório flerte com o universo do hip hop, mote em Ora de faixas como Love and War (na qual figura J. Cole). A robótica Fall In Love (tema produzido e gravado com a adesão de will.i.am) e a balada Hello, Hi, Goodbye reforçam a impressão de que Ora é álbum fabricado com já desgastada fórmula industrializada que inclui doses estéreis de sensualidade. E, justiça seja feita, nessa seara Rihanna se sai bem melhor do que Rita Ora.