♪ O cancioneiro magistral de Edu Lobo vai gerar mais um disco dedicado inteiramente à obra do cantor e compositor carioca. O violonista carioca Daniel Marques - líder da Orquestra Frevo Diabo, batizada com o nome da música composta por Edu com Chico Buarque para a trilha sonora do balé Dança da meia-lua (1988) - e a cantora mineira Paula Santoro preparam álbum em tributo ao cancioneiro de Edu. Em fase de pré-produção, o disco vai ser gravado em maio deste ano de 2016 em Bruxelas, na Bélgica, no estúdio do produtor Fernando Silva, irmão do violonista. Estão previstas no repertório do CD, entre outras, músicas como Canção da terra (Edu Lobo e Ruy Guerra, 1964), Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1964), Lero-lero (Edu Lobo e Cacaso,1978), Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983), No cordão da saideira (Edu Lobo, 1967), Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973) e Zambi (Edu Lobo com Vinicius de Moraes, 1964).
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
Mostrando postagens com marcador Edu Lobo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Edu Lobo. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Edu Lobo alimenta projeto de caminhar no passo do frevo da Spok Orquestra
♪ O cantor e compositor carioca Edu Lobo tem o projeto de fazer sua obra andar no passo do frevo da Spok Orquestra, a big-band pernambucana comandada pelo maestro Spok. Projeto é para 2016.
sábado, 25 de abril de 2015
Ary, Edu e Tom são vertidos para o espanhol por Estrella no CD Amar en paz
♪ Música que se tornou clássico instantâneo do repertório do cantor e compositor carioca Edu Lobo desde que foi lançada em 1967, Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torcuato Neto) é vertida para o espanhol e para o idioma musica do flamenco em Amar en paz, sexto álbum de Estrella Morente, cantora espanhola de música flamenca. Gravado pela intérprete com a guitarra do espanhol Niño Josele, o álbum Amar en paz está sendo editado no Brasil pela Sony Music neste mês de abril de 2015, seis meses após ter sido lançado na Espanha em outubro de 2014 pelo selo de Fernando Trueba, Calle 54 Records, com distribuição da Sony Music. O repertório do disco é dedicado à música brasileira. Além de Pra dizer adeus, Morente dá voz a versões em espanhol de Atrás da porta (Francis Hime e Chico Buarque, 1972), Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro, 1937). Fruta boa (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1983), Pra machucar meu coração (Ary Barroso, 1943), Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antonio Maria, 1959), Rosa (Pixinguinha e Otávio de Souza, 1917), Se todos fossem iguais a você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1956) e Solidão (Dolores Duran. 1958), entre outras.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Chega às lojas DVD com o registro integral do show de 70 anos de Edu Lobo
♪ Na sequência (não imediata) do CD ao vivo, lançado em julho de 2014, a gravadora Biscoito Fino pôs no mercado fonográfico, ao longo deste mês de setembro, o correspondente DVD Edu 70 anos. O DVD traz o registro (quase) integral do show comemorativo dos 70 anos do cantor e compositor carioca Edu Lobo. O quase fica por conta da supressão do (desencontrado) número coletivo que fechou o bis, encerrado com Corrida de jangada (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967). Feito em 29 de agosto de 2013, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o show - cuja resenha de Notas Musicais pode ser lida aqui - teve participações de Bena Lobo, Chico Buarque, Maria Bethânia e Mônica Salmaso, como visto na foto exposta na capa do DVD. No DVD, a música Pé de vento (Edu Lobo, 2010) foi alocada como faixa-bônus. Eis, na ordem do DVD, as (27) músicas de Edu 70 anos:
2. Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1963)
3. Zambi (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1963)
4. Upa, neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1967)
5. Cirandeiro (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com Maria Bethânia
6. Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torquato Neto, 1967) - com Maria Bethânia
7. Zanzibar (Edu Lobo, 1970) - número instrumental
8. No cordão da saideira (Edu Lobo, 1967) - com Bena Lobo
9. Ponteio (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com Bena Lobo
10. Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973)
11. O boto (Antonio Carlos Jobim e Jararaca, 1975)
12. O trenzinho do caipira (Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, 1978)
13. Angu de caroço (Edu Lobo e Cacaso, 1980)
14. Ave rara (Edu Lobo e Aldir Blanc, 1993)
15. A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com Chico Buarque
16. Lábia (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001) - com Chico Buarque
17. Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Chico Buarque
18. Beatriz (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
19. Opereta do casamento (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
20. A mulher de cada porto (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Mônica Salmaso
21. Coração cigano (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 2010) - com Mônica Salmaso
22. Valsa brasileira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988) - com Mônica Salmaso
23. Noite de verão (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001)
24. Frevo diabo (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988)
25. Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com todos os convidados
26. Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1966)
Faixa-bônus:
* Pé de vento (Edu Lobo, 2010)
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Embora fluente, a biografia de Edu paira na superfície rasa dos perfis oficiais
Resenha de livro
Título: Edu Lobo - São bonitas as canções - Uma biografia musical
Autor: Eric Nepomuceno
Editora: Edições de Janeiro
Cotação: * * *
Título: Edu Lobo - São bonitas as canções - Uma biografia musical
Autor: Eric Nepomuceno
Editora: Edições de Janeiro
Cotação: * * *
Ao fim da biografia oficial de Edu Lobo, (bem) escrita pelo jornalista Eric Nepomuceno, há um capítulo intitulado Notas pessoais em que o autor expõe os efeitos que a ausência do pai provocou na infância do cantor, compositor, músico e arranjador carioca, que completa hoje 71 anos. O pai era o compositor e jornalista pernambucano Fernando Lobo (1915 -1996), autor de músicas como Chuvas de verão (1949). Pai e filho nunca foram íntimos, mesmo quando Edu passou a conviver mais com Fernando, na adolescência e início da juventude. Mesmo feita sem aprofundamento, a abordagem dessa questão familiar é um dos raros momentos em que Eric Nepomuceno aproxima o homem Edu Lobo do leitor de São bonitas as canções. Escrita com fluência, a biografia paira na superfície dos perfis oficiais. Até porque o biógrafo é amigo pessoal do biografado há quase 50 anos. Para preservar a amizade e o caráter chapa branca do luxuoso livro recém-posto no mercado via Edições de Janeiro, o escritor jamais ultrapassa o limite da intimidade consentida e tampouco desrespeita os interesses do amigo. Na sequência desse único capítulo de tom mais pessoal, há outro - intitulado Ainda música - em que o autor revela curiosidades sobre a vida cotidiana de Edu, como sua habilidade no preparo de risotos (sobretudo o de lagosta com abóbora) e na imitação de colegas compositores como o carioca Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) e o pernambucano Lenine. De todo modo, justiça seja feita, o livro cumpre o que promete na capa: é uma confiável biografia musical de Edu Lobo. Nepomuceno reconstitui os principais passos da vida profissional do artista com conhecimento de causa - como fica claro no capítulo 12, Uma obra com cheiro de mato e de mar, de tom mais analítico. Embora nem sempre se detenha no detalhamento da gênese de títulos importantes da discografia de Edu, como o álbum Limite das águas (Continental, 1976), o autor traça com propriedade os caminhos trilhados pelo compositor. Do apogeu comercial da era dos festivais, duplamente vencidos com Arrastão (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1965) e Ponteio (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967), ao progressivo recolhimento voluntário para se dedicar ao ofício de compositor e arranjador de trilhas criadas sob encomenda, Edu Lobo seguiu rota coerente, sem concessões ao volátil mercado. "É bom saber como a fama é, e pular fora quando ainda há tempo. Porque, quando você assume um compromisso com a fama, tem que se comprometer com todas as suas ramificações. Tem de acompanhar de perto o que está tocando no rádio, o que está vendendo, e vai acabar compondo não pensando na sua música, mas no que vende. Vai compor para o mercado. Você vai ter de se transformar para não perder o tamanho da fama conquistada, e essa fama acaba sendo seu maior compromisso. A única saída será deixar de ser você para virar aquele produto da fama. Eu jamais quis isso", ratifica Edu, coberto de razão, para Nepomuceno em depoimento lapidar que aponta os certeiros caminhos seguidos pelo artista na pavimentação de sua obra, de sua estrada nobre. É pena que, em nome do compromisso com a amizade e com o tom oficial do livro, o biógrafo tenha se contentado com algumas respostas vagas. A insatisfação do compositor com a trilha sonora do musical Deus lhe pague (1976) - composta por Edu com Vinicius de Moraes (1913 - 1980) - poderia ter sido mais investigada, para citar somente um exemplo de que como a amizade entre biógrafo e biografado pode ter sido um entrave que impediu o livro de abordar a obra do artista com mais detalhes e profundidade. Mesmo assim, o bom acabamento do texto - que amarra o início ao fim da narrativa com histórias da primeira parceria de Edu com Vinicius - torna o livro recomendável. A exposição de fotos raras - de todas as fases da vida de Edu - também contribui para aumentar bastante o poder de atração da biografia São bonitas as canções. Embora muitas vezes superficial, é bonito o livro de tom oficial.
domingo, 6 de julho de 2014
Gravação do show comemorativo dos 70 anos de Edu Lobo é lançada em CD
♪ Quase um ano após a gravação ao vivo, feita em 29 de agosto de 2013 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o show comemorativo dos 70 anos do cantor e compositor carioca Edu Lobo ganha registro fonográfico. Com 19 das 28 músicas do roteiro estruturado por Hugo Sukman, diretor do show, o CD ao vivo Edu 70 anos chega primeiro ao mercado fonográfico e vai para as lojas, em edição da gravadora Biscoito Fino, neste mês de julho de 2014 (leia a resenha aqui). A capa do disco expõe foto de número coletivo feito pelo anfitrião aniversariante com os convidados Bena Lobo, Chico Buarque, Maria Bethânia e Monica Salmaso. Eis, na ordem, as 19 músicas selecionadas - com justificada ênfase nos duetos de Edu com seus quatro convidados - para o CD Edu 70 anos:
1. Chegança (Edu Lobo e Oduvaldo Viana Filho, 1963)
2. Cirandeiro (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com Maria Bethânia
3. Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torquato Neto, 1967) - com Maria Bethânia
4. Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973)
5. Ave rara (Edu Lobo e Aldir Blanc, 1993)
6. No cordão da saideira (Edu Lobo, 1967) - com Bena Lobo
7. Ponteio (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com Bena Lobo
8. Noite de verão (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001)
9. A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com Chico Buarque
10. Lábia (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001) - com Chico Buarque
11. Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Chico Buarque
12. Frevo diabo (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988)
13. Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1966)
14. A mulher de cada porto (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Mônica Salmaso
15. Coração cigano (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 2010) - com Mônica Salmaso
16. Valsa brasileira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988) - com Mônica Salmaso
17. Pé de vento (Edu Lobo, 2010)
18. Beatriz (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
19. Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com os convidados
quinta-feira, 15 de maio de 2014
25º Prêmio da Música laureia álbuns de Ney, Edu, Das Neves e Caymmi
A expressão de felicidade de Ney Matogrosso - captada pelas lentes do fotógrafo Roberto Filho - traduz o orgulho do artista por ter sido laureado no 25º Prêmio da Música Brasileira com os troféus de Melhor cantor e Melhor álbum (Atento aos sinais, Som Livre, 2013) na categoria Pop / rock / reggae / hip hop / funk. Roteirizada pela cantora e compositora Zélia Duncan em torno do samba, homenageado da 25ª edição do prêmio idealizado e dirigido pelo empresário José Maurício Machline, a cerimônia de entrega dos prêmios aconteceu na noite de quarta-feira, 14 de maio de 2014, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na cidade natal da premiação, o Rio de Janeiro (RJ). Além de Ney, merecidamente reconhecido por ainda estar fazendo CDs tão arrojados quanto os discos do início de sua carreira solo, o 25º Prêmio da Música Brasileira laureou álbuns de Adriana Calcanhotto (mentora da contemporânea releitura do repertório do projeto infantil Arca de Noé, de Vinicius de Moraes), Ângela Maria & Cauby Peixoto (Reencontro, mais uma brava ação do produtor Thiago Marques Luiz para manter os dois veteranos cantores em atividade), Edu Lobo (o majestoso disco gravado ao vivo com a Metropole Orkest), Famíia Caymmi (Caymmi, irretocável tributo ao centenário de nascimento de Dorival Caymmi), Hamilton de Holanda (um tributo ao seminal Pixinguinha), Osesp e Wilson das Neves (o superestimado Se me chamar, ô sorte), entre outros nomes. Eis todos os álbuns premiados em 14 de maio nas diversas categorias 25º edição do Prêmio da Música Brasileira:
* Canção popular - Reencontro (Ângela Maria e Cauby Peixoto)
* Eletrônico - Carnaval beach club vol. 1 (Rodrigo Sha)
* Erudito - Heitor Villa-Lobos - Sinfonia nº 6 e nº 7 (Osesp)
* Infantil - Arca de Noé (vários artistas)
* Instrumental - Mundo de Pixinguinha (Hamilton de Holanda)
* Língua estrangeira - Leila Maria canta Billie Holiday in Rio (Leila Maria)
* MPB - Edu Lobo e Metropole Orkest (Edu Lobo e Metropole Orkest)
* Pop / rock / reggae / hip hop / funk - Atento aos sinais (Ney Matogrosso)
* Projeto especial - Caymmi (Danilo Caymmi, Dori Caymmi e Nana Caymmi)
* Projeto visual - Arca de Noé (vários artistas)
* Regional - Zulusa (Patrícia Bastos)
* Samba - Se me chamar, ô sorte (Wilson das Neves)
* DVD - Criolo & Emicida ao vivo (Criolo e Emicida)
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Álbuns de Edu, Gal, Joyce, Ney e Ramil disputam o 25º prêmio da música
Edu Lobo, Gal Costa, Joyce Moreno, Lula Queiroga, Ney Matogrosso e Vitor Ramil estão entre os 103 nomes indicados nas 16 categorias da 25ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Todos têm discos concorrendo a prêmios de melhor álbum nas categorias MPB e Pop / Rock / Reggae / Hip hop / Funk. Mas chama atenção fato inédito na história do prêmio idealizado e produzido pelo empresário José Maurício Machline: indicado a melhor álbum de Pop / Rock / Reggae / Hip hop / Funk, o quarto disco solo do cantor e compositor pernambucano Lula Queiroga, Todo dia é o fim do mundo (2011), já havia disputado em 2012 o mesmo prêmio, na mesma categoria, na 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira. A sua nova (discutível...) indicação é resultante de o CD ter sido reeditado em 2013 pela gravadora Universal Music, dois anos após Queiroga ter lançado o disco de forma independente. Seja como for, Todo dia é o fim do mundo vai disputar o troféu com Atento aos sinais (Som Livre, 2013 - registro de estúdio do atual show do cantor Ney Matogrosso) e com Recanto ao vivo (Universal Music, 2013 - registro ao vivo do atual show da cantora Gal Costa). Na categoria MPB, os três CDs indicados ao troféu de melhor álbum do gênero são Edu Lobo & Metropole Orkest (Biscoito Fino, 2013), Foi no mês que vem (Satolep Music, 2013 - CD duplo revisionista do compositor gaúcho Vitor Ramil) e Tudo (Biscoito Fino, 2013 - álbum de inéditas gravado por Joyce Moreno em 2012 para o mercado japonês). Os 103 indicados foram revelados hoje, 14 de abril de 2014.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Edu Lobo costura a trilha de espetáculo de teatro na linha passional do tango
♪ Enquanto aguarda a edição do DVD e CD comemorativos de seus 70 anos de idade e 50 anos de carreira, gravados ao vivo em 29 de agosto de 2013 em show no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ), Edu Lobo continua às voltas com a criação de música para teatro. Além de arquitetar com o diretor de teatro João Fonseca a nova encenação do espetáculo O grande circo místico (1983), cuja trilha sonora compôs com Chico Buarque, o compositor carioca assina a música da peça Deixe que eu te ame, texto inédito do dramaturgo mineiro Alcione Araújo (1945 - 2012), encenado no Teatro Eva Herz, no Rio de Janeiro (RJ), sob a direção de Aderbal Freire-Filho. É no tom passional do tango que Edu Lobo criou a música que costura a montagem em trilha sonora orquestrada pelo maestro e pianista carioca Cristóvão Bastos. Fragmentos de um tango (inter)ligam todas as cenas da peça com dramaticidade que se afina com o tom do texto, que versa sobre os descompassos emocionais de dois casais de meia-idade em um fim de noite. Trilha não renderá CD.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Edu Lobo reaviva 'Canto triste' no disco que celebra os 100 anos de Vinicius
♪ Parceiro de Vinicius de Moraes (1913-1980) desde 1963, ano inicial de sua carreira fonográfica, o cantor e compositor carioca Edu Lobo integra o elenco do disco A vida tem sempre razão, tributo produzido por José Milton para a gravadora Sony Music para celebrar os 100 anos de nascimento do poeta. No CD, que vai ser lançado em outubro de 2013, Lobo dá novamente voz a uma expressiva parceria com Vinicius, Canto triste, música lançada em 1966 na voz de Elis Regina (1945 - 1982).
sábado, 31 de agosto de 2013
Conjunto da obra de Edu Lobo engrandece registro do show de seus 70 anos
Resenha de show - Gravação ao vivo
Título: Edu Lobo 70 anos
Artista: Edu Lobo
Convidados: Bena Lobo, Chico Buarque, Maria Bethânia e Mônica Salmaso
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 29 de agosto de 2013
Foto: Rodrigo Amaral
Cotação: * * * *
Título: Edu Lobo 70 anos
Artista: Edu Lobo
Convidados: Bena Lobo, Chico Buarque, Maria Bethânia e Mônica Salmaso
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 29 de agosto de 2013
Foto: Rodrigo Amaral
Cotação: * * * *
"Não dá para lembrar de tudo, principalmente na minha idade", gracejou Edu Lobo no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro ao esquecer que Beatriz (1983) - uma das obras-primas de sua parceria com Chico Buarque - era a próxima música do roteiro estruturado em ordem quase cronológica pelo jornalista carioca Hugo Sukman, diretor do show apresentado no Rio de Janeiro (RJ) em 29 de agosto de 2013. A data não foi aleatória. Era o dia do 70º aniversário deste compositor carioca que sempre explicitou em sua obra a influência da música nordestina apr(e)endida no convívio com o pai recifense, o também compositor Fernando Lobo (1915 - 1996), e que soube integrar a rítmica vivaz da Nação Nordestina com o universo mais suave da Bossa Nova. A festa foi feita no palco com a gravação ao vivo - para posterior edição em CD duplo e DVD pela gravadora Biscoito Fino - do show Edu Lobo 70 anos. O conjunto da obra - uma das mais refinadas da música brasileira, a ponto de Edu ter dividido em 1981, de igual para igual, um disco com o soberano Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) - engrandeceu o registro desse espetáculo majestoso, orquestrado sob a direção musical do pianista Cristóvão Bastos (com quem Lobo cantou a citada Beatriz em momento voz-e-piano) e aditivado com cordas regidas por Iura Ranevsky em números como Chegança (Edu Lobo e Oduvaldo Viana Filho, 1963), ponto de partida do roteiro e da obra monumental de Edu, cuja discografia - iniciada com compacto gravado em 1963 - completa 50 coerentes anos neste festivo 2013. No show, o lirismo de temas como a Canção do amanhecer - composta por Lobo naquele seminal 1963 em parceria com Vinicius de Moraes (1913 - 1980), o poeta maior da canção brasileira - se contrapôs à efervescência rítmica dos frevos que sempre pontuaram o cancioneiro do compositor. Com todo o vigor vocal permitido por seus 70 anos, Lobo passou em revista obra já em si tão grandiosa - inclusive em quantidade - que o longo roteiro de 28 músicas ignorou sucessos como Lero-lero (Edu Lobo e Cacaso, 1978). Seu completo domínio do idioma musical saltou aos ouvidos no diálogo entre os vocalises de Edu com a flauta soprada por Carlos Malta - destaque absoluto da banda em vários momentos - no tema sem letra Zanzibar (Edu Lobo, 1970). A participação dos convidados também contribuiu para a magia da noite de gala. Maria Bethânia - com quem o anfitrião dividiu o álbum Edu & Bethânia (Elenco, 1967) quando ambos ainda iniciavam suas caminhadas profissionais - errou a letra de Cirandeiro (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) sem prejuízo de sua interpretação e confirmou a habitual majestade cênica ao reviver Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torquato Neto, 1967) em pungente dueto com Edu. Presença afetiva no time de convidados por ser o filho do homem, Bena Lobo entrou direito no Cordão da saideira (Edu Lobo, 1967), frevo-canção alocado no roteiro ao lado do sucesso Ponteio (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967), reminiscência da era dos festivais que também contou com a presença de Bena. Parceiro de Edu em 43 músicas (a grande maioria composta sob encomenda para espetáculos de dança e teatro), Chico Buarque reviveu três delas com o amigo. Chico recontou A história de Lily Braun (1983) em dueto elegante com Edu, mas não soube fazer com o parceiro todo o jogo de cena de Lábia (2001), música já interpretada em toda sua plenitude por Zizi Possi, ausência sentida no time de convidados. Choro bandido (1988) arrematou a participação de Chico em grande estilo. Contudo, foi Mônica Salmaso quem teve o melhor rendimento vocal em cena dentre todos os convidados. Seu dueto com Edu em A mulher de cada porto (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) rivalizou em beleza com a gravação feita por Gal Costa com Chico Buarque para o álbum com a trilha sonora do musical O corsário do rei (Som Livre, 1985) - trilha, aliás, inexplicavelmente nunca reeditada em CD. Na sequência, o solo de Salmaso em Coração cigano (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 2010) - uma das obras-primas recentes do cancioneiro de Lobo - beirou o sublime, assim como sua interpretação da Valsa brasileira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988). Sozinho, Edu se bastou ao (re)apresentar músicas de sua parceria com Chico Buarque que permanecem pouco ouvidas. Opereta do casamento (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) e Noite de verão (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001) - único número interrompido (por Edu) e repetido na ágil gravação ao vivo - ganham nova chance de popularidade em roteiro que teve apropriadas homenagens a Tom Jobim - prestada com O boto (Antonio Carlos Jobim e Jararaca, 1975) - e a Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959), lembrado com a versão cantada d'O trenzinho do caipira (Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar), lançada por Edu em disco de 1978. Entre frevo-canção (Angu de caroço, parceria com o poeta Cacaso, lançada em disco de 1980) e frevo-ventania (o instrumental Pé de vento, criação mais recente de 2010), Lobo se afinou com a big-band em total harmonia. Era tanta sintonia que pouco importou o fato de o arranjo de Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973) ter soado menos impactante na comparação com o arranjo antológico perpetuado no disco gravado por Lobo em 2011 com a holandesa Metropole Orkest. No bis, a lembrança anti-climática de Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1966) - grande canção alocada entre os vivazes números coletivos Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) e Corrida de jangada (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - reiterou para o público que ali, no palco nobre do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, estava um compositor brilhante, hábil na criação de melodias sublimes, originais. Um compositor de personalidade inabalável. A obra de Edu Lobo é tão grandiosa que parece não caber em seus 70 anos de vida e em 50 anos de carreira.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Edu recebe Salmaso, 'uma das vozes de sua vida', ao gravar show dos 70
Edu Lobo nunca escondeu seu encantamento com o canto de Mônica Salmaso. Na gravação ao vivo do show Edu Lobo 70 anos, realizada no Rio de Janeiro (RJ) em 29 de agosto de 2013 para gerar CD e DVD a serem editados pela gravadora Biscoito Fino, o compositor carioca reafirmou tal encanto, dizendo ao público do Theatro Municipal do Rio de Janeiro que a voz da cantora paulista é uma das mais belas que ouviu em seus 70 anos de vida. Ninguém duvidou de Edu quando Salmaso soltou a voz em A mulher de cada porto (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - em dueto com o anfitrião que rivalizou em beleza com a gravação feita por Gal Costa com Chico Buarque para o LP com a trilha sonora do musical O corsário do rei (Som Livre, 1985) - e quando solou lindamente Coração cigano (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 2010), número em que Edu somente contribuiu com os vocais do fim em uníssono. Para arrematar, Salmaso - com Edu na foto de Rodrigo Amaral - ainda interpretou de forma arrebatadora a Valsa brasileira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988) antes de voltar à cena, no fim do show, para se juntar aos demais convidados - Bena Lobo, Chico Buarque e Maria Bethânia - nos números coletivos Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) e Corrida de jangada (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967). A participação luminosa de Salmaso na gravação do show Edu Lobo 70 anos justificou todos os elogios públicos do homenageado da noite à sua cantora.
Chico celebra 70 anos de Edu com três músicas feitas a mando do patrão
Parceiro de Edu Lobo em 43 músicas, Chico Buarque foi - juntamente com Maria Bethânia - o convidado mais aguardado do show comemorativo dos 70 anos de Lobo. Não por acaso, o público que lotou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro na noite de ontem - 29 de agosto de 2013, data do 70º aniversário de Lobo - ovacionou a entrada de Chico na música A história de Lily Braun. Composta por Edu e Chico para a trilha sonora do balé O grande circo místico (1983), A história de Lily Braun foi uma das três músicas cantadas pelo anfitrião em dueto com seu parceiro. As outras duas - Lábia (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001) e Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - foram compostas para os musicais Cambaio (2001) e O corsário do rei (1985), respectivamente. "Sempre tem um patrão mandando na gente...", brincou Edu diante de Chico, numa alusão ao fato de a quase totalidade de sua obra composta com Chico ter sido criada sob encomenda para espetáculos de artes cênicas. Chico (com Edu na foto de Rodrigo Amaral) voltou à cena no fim do show para participar dos dois números - Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) e Corrida de jangada (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - que juntaram todos os quatro convidados do show dirigido e roteirizado pelo jornalista carioca Hugo Sukman. Orquestrado sob a direção musical do pianista Cristóvão Bastos, o show Edu Lobo 70 anos foi gravado ao vivo para dar origem a CD duplo e DVD, nas lojas ainda neste ano de 2013 via Biscoito Fino, em produção feita com adesão do Canal Brasil.
Filho de Edu, Bena entra no 'Cordão da saideira' para festejar os 70 do pai
Filho de Edu Lobo, o também cantor e compositor Bena Lobo foi um dos convidados do show que festejou os 70 anos de seu pai na noite de ontem, 29 de agosto de 2013, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Bena entrou no Cordão do saideira - frevo-canção lançado por Edu em 1967 - e permaneceu em cena em Ponteio, outro sucesso de Edu naquele ano de 1967 (no caso, composto em parceria com o letrista José Carlos Capinam). No fim do show, já no bis, Bena - visto com Edu na foto de Rodrigo Amaral - puxou o coro do público num improvisado Parabéns pra você, já que o espetáculo foi apresentado no dia exato do 70º aniversário do compositor carioca. Entre o parabéns, houve dois números - Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) e Corrida de jangada (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - que juntaram todos os convidados (inclusive Bena, claro) do show dirigido e roteirizado pelo jornalista Hugo Sukman. Orquestrado sob a direção musical do pianista Cristóvão Bastos, o show Edu Lobo 70 anos foi gravado ao vivo para dar origem a CD duplo e DVD que chegarão às lojas ainda neste ano de 2013, em edição da gravadora Biscoito Fino, produzida em parceria com o Canal Brasil.
Bethânia retorna à ciranda na gravação ao vivo do show dos 70 anos de Edu
♪ Em 1967, Maria Bethânia gravou seu segundo álbum com Edu Lobo. Editado via gravadora Elenco, o disco Edu & Bethânia apresentou duetos dos cantores nas músicas Cirandeiro (Edu Lobo e José Carlos Capinam) e Pra dizer adeus (Edu Lobo e Vinicius de Moraes). Decorridos 46 anos, Edu e Bethânia - em foto de Rodrigo Amaral - reviveram os dois duetos na gravação ao vivo do show Edu Lobo 70 anos, apresentado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro na noite de ontem, 29 de agosto de 2013, dia do 70º aniversário deste genial compositor carioca que introduziu a vivacidade da música nordestina no universo da Bossa Nova. Estava previsto inicialmente um terceiro número com Bethânia - Só me fez bem (Edu Lobo e Vinicius de Moraes), outra música do álbum Edu & Bethânia - no roteiro estruturado em ordem quase cronológica pelo jornalista carioca Hugo Sukman, diretor do show. Contudo, a participação da intérprete baiana se limitou aos dois duetos e à adesão aos dois números coletivos do fim, Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) e Corrida de jangada (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967), feitos com as presenças de Bena Lobo, Chico Buarque e Mônica Salmaso - os outros três convidados da noite de gala. A gravação vai originar CD duplo e DVD, com previsão de serem lançados ainda neste ano de 2013 pela gravadora Biscoito Fino (há a hipótese de que sejam editados somente em 2014). Eis o roteiro seguido por Edu Lobo no show que festejou no Rio de Janeiro (RJ) seus 70 anos de vida e 50 anos de coerente carreira, contados a partir da criação - em 1963 - das primeiras músicas relevantes do compositor:
1. Chegança (Edu Lobo e Oduvaldo Viana Filho, 1963)
2. Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1963)
3. Zambi (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1963)
4. Upa, neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1967)
5. Cirandeiro (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com Maria Bethânia
6. Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torquato Neto, 1967) - com Maria Bethânia
7. Zanzibar (Edu Lobo, 1970)
8. No cordão da saideira (Edu Lobo, 1967) - com Bena Lobo
9. Ponteio (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com Bena Lobo
10. Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973)
11. O boto (Antonio Carlos Jobim e Jararaca, 1975)
12. O trenzinho do caipira (Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, 1978)
13. Pé de vento (Edu Lobo, 2010)
14. Angu de caroço (Edu Lobo e Cacaso, 1980)
15. Ave rara (Edu Lobo e Aldir Blanc, 1993)
16. A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com Chico Buarque
17. Lábia (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001) - com Chico Buarque
18. Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Chico Buarque
19. Beatriz (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
20. Opereta do casamento (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
21. A mulher de cada porto (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Mônica Salmaso
22. Coração cigano (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 2010) - com Mônica Salmaso
23. Valsa brasileira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988) - com Mônica Salmaso
24. Noite de verão (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001)
25. Frevo diabo (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988)
26. Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com os convidados
Bis:
* Parabéns pra você (tema de domínio público) - puxado por Bena Lobo
27. Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1966)
28. Corrida de jangada (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com os convidados
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Inédita de Edu Lobo com Pinheiro valoriza 'Amizade' do grupo Boca Livre
Música de Edu Lobo com Paulo César Pinheiro composta nos anos 90 para a trilha sonora de espetáculo infantil, mas ainda inédita em disco, Terra do nunca é um dos destaques do 12º álbum do grupo Boca Livre, Amizade, que chega às lojas em setembro de 2013 em edição do selo MP,B Discos distribuída pela gravadora Universal Music. David Tygel, Lourenço Baeta, Maurício Maestro e Zé Renato - vistos em foto de Frederico Mendes - dão vozes também a Água clara (Maurício Maestro), Rio Amazonas (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), Mistérios do prazer (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho) - balada lançada em 1986 em gravação de Zizi Possi - e Paixão e fé (Tavinho Moura e Fernando Brant). A regravação de Baião de acordar (Noveli) foi feita com a adesão do violoncelo de Jaques Morelenbaum. Já Amizade - a música que batiza o CD - é parceria inédita do compositor carioca Marcos Valle com Maurício Maestro. O álbum celebra os 35 anos de carreira do quarteto, formado no Rio de Janeiro (RJ) em 1978.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
'Camaleão' e 'Tempo presente', álbuns de Edu, são repostos em catálogo
domingo, 21 de julho de 2013
Aos 70, Edu grava DVD no Rio em show com Bethânia, Chico e Salmaso
Os 70 anos de Edu Lobo serão festejados com a gravação ao vivo de show inédito. No dia de seu 70º aniversário, 29 de agosto de 2013, o cantor e compositor carioca vai apresentar no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro (RJ), show de sucessos e tom retrospectivo, roteirizado e dirigido pelo jornalista carioca Hugo Sukman. O show vai ter participações de Chico Buarque (parceiro do compositor na criação de trilhas sonoras de balés e espetáculos teatrais), Maria Bethânia (com quem o artista gravou em 1967 o disco Edu & Bethânia) e Mônica Salmaso (uma das cantoras preferidas do aniversariante), além de Bena Lobo, filho de Edu. A gravação ao vivo originará CD e DVD - a serem lançados ainda este ano.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Obra de Edu Lobo ganha tom camerístico no toque do Brasil Guitar Duo
Em texto reproduzido no encarte do segundo CD do Brasil Guitar Duo, Zanzibar - A música de Edu Lobo, ninguém menos do que Edu Lobo elogia a musicalidade e o virtuosismo da dupla de violonistas formada por Douglas Lora e João Luiz. Trata-se do aval mais importante que o Brasil Guitar Duo poderia receber, pois em Zanzibar - disco finalizado em 2012, cinco anos após a edição do antecessor Bom partido (2007) - os violonistas dão tratamento camerístico a 13 músicas do cancioneiro do compositor carioca. Sem trair o requinte harmônico original de temas como Frevo de Itamaracá (Edu Lobo, 1970) e Nego maluco (Edu Lobo e Chico Buarque, 1993), o Brasil Guitar Duo dá sua visão da obra de Lobo com arranjos de João Luiz, feitos sob a produção de Guilherme Oliveira. Editado pela Guanabara Records, o CD Zanzibar alinha no repertório músicas como Corrida de jangada (Edu Lobo e Capinam, 1967), Quase sempre (Edu Lobo e Cacaso, 1979) e Valsa brasileira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988). Biscoito muito fino!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Obra de Edu tem grandeza reiterada no toque exuberante da Metropole
Resenha de CD
Título: Edu Lobo & Metropole Orkest
Artista: Edu Lobo e Metropole Orkest
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * * 1/2
Título: Edu Lobo & Metropole Orkest
Artista: Edu Lobo e Metropole Orkest
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * * 1/2
Lançado no Brasil pela gravadora Biscoito Fino neste mês de abril de 2013, o CD que registra o show feito por Edu Lobo com a Metropole Orkest - apresentado em 28 de maio de 2011 no Teatro Beurs Van Berlage, em Amsterdam, na Holanda - é mais um título retrospectivo da discografia do compositor carioca. Contudo, Edu Lobo & Metropole Orkest faz com que o cancioneiro de Edu soe renovado no toque exuberante da Metropole, orquestra holandesa já habituada a abordar obras de autores de música popular como Ivan Lins (com quem, aliás, também já gravou disco ao vivo). Mérito da orquestra em si - regida pelo maestro Jules Buckley - e mérito do pianista Gilson Peranzzetta, criador das orquestrações que se ajustam com maestria aos tons das músicas de Edu. Somente o arranjo de Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973) - em que a interação das cordas e metais cria tensões e provoca redemoinho que expandem pelo som o sentido dos versos de Pinheiro - já valeria o disco. Majestosa, a Metropole Orkest segue a pisada do baião de Dança do corrupião (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro 2010) e abrasa seus metais no ponto incandescente de Frevo diabo (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988). Já o samba Ave rara (Edu Lobo e Aldir Blanc, 1993) alça voo com passagens jazzísticas delineadas pelo toque do piano de Gilson Peranzzetta. Tema instrumental, Casa forte (Edu Lobo, 1969) tem - a propósito - sua arquitetura redesenhada com a liberdade do jazz. A mesma que pauta outra faixa instrumental, Zanzibar (Edu Lobo, 1970). Mesmo que o cantor fosse falso, o lirismo de Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1965) e de Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1967) - músicas em que sobressaem os saxes de Mauro Senise, convidado de quase todas as 14 faixas do disco - se faz ouvir em meio a suntuosidade orquestral dos arranjos de Edu Lobo & Metropole Orkest. Mas o cantor - mesmo sem ter a voz - sabe traduzir a verdade contida em obras-primas como Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) e, como as orquestrações exuberantes de Gilson Peranzzetta se adequam bem a temas como A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983), Edu Lobo & Metropole Orkest acaba se impondo como um dos melhores discos da carreira de Edu Lobo, resultando em best of indicado para admiradores antigos de seu cancioneiro refinado (pelo frescor dos arranjos) e também para quem quer se iniciar na obra deste compositor situado na linha de frente da música do Brasil. Grande disco!!!
Assinar:
Postagens (Atom)


















