♪ Gal Costa pretende lançar, ainda neste ano de 2016, a gravação ao vivo do show Estratosférica, espetáculo em turnê pelo Brasil desde setembro de 2015. Se sair do plano das ideias, o disco da cantora com Milton Nascimento seria lançado somente a partir de 2017. Empolgado com o projeto, o cantor e compositor já disse a Gal que pretende fazer algumas músicas (especialmente) para o álbum.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quarta-feira, 15 de junho de 2016
domingo, 8 de maio de 2016
Voz de Gal em 1973 reverbera em faixa de '99,9%', o álbum do DJ Kaytranada
♪ A voz de Gal Costa em 1973 reverbera em 99,9% (XL Recordings, 2016), primeiro álbum de estúdio de Kaytranada - nome artístico de Louis Kevin Celestin, DJ e produtor musical nascido no Haiti e criado no Canadá, em ascensão hype no universo pop desde 2012 com mix de house, rap, trap e R&B. Na 13ª das 16 faixas de 99,9%, álbum lançado em escala mundial neste mês de maio de 2016 e já disponível nas plataformas digitais desde o dia 6, Kaytranada usa sample da gravação da música Pontos de luz (Jards Macalé e Waly Salomão, 1973), lançada pela cantora baiana no álbum Índia (Philips, 1973). Na faixa Lite spots, Kaytrana rebobina trechos da gravação de Pontos de luz em que Gal deu a singular voz cristalina a versos como "Me sinto feliz / Me sinto contente / Me sinto muito contente / Me sinto completamente contente". 99,9% chega ao mercado fonográfico no formato de vinil duplo (que inclui CD) e em edição digital na qual o nome da cantora baiana não é creditado. Mas Kaytranada certamente sabe que o nome dela é Gal e que ela é a tal!!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
RETROSPECTIVA 2015 – Em ano estratosférico, Gal vai de Lupicínio a Criolo
♪ RETROSPECTIVA 2015 – O ano de Gal Costa foi estratosférico. Shows e álbum pautados pela excelência mantiveram a verdadeira baiana em cena e na mídia ao longo de 2015 sem perda do prestígio (re)conquistado com o revigorante álbum Recanto (Universal Music, 2011) e o show decorrente do disco idealizado por Caetano Veloso para trazer Gal de volta à tona. Em março, a cantora oxigenou o coração magoado do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974) em show arrojado, Ela disse-me assim - Canções de Lupicínio Rodrigues, que revitalizou a obra do autor de Vingança (1951) e que manteve Gal envolta em aura de modernidade. Do recanto escuro de Lupi, Gal migrou para a atmosfera mais clara e pop do álbum Estratosférica (Sony Music), lançado em maio. No disco, produzido por Kassin e Moreno Veloso sob a direção artística de Marcus Preto, Gal deu voz a músicas de compositores da cena contemporânea brasileira - Arthur Nogueira, Céu, Criolo, Jonas Sá e Mallu Magalhães, entre eles - com a voz cristalina que ecoa pelo Brasil há 50 anos. Em junho, o primeiro disco solo da cantora, Gal Costa (Philips, 1969), foi efetivamente relançado no formato de LP dentro da série Clássicos em vinil, da Polysom. Aliás, Estratosférica também ganhou edição em vinil, em julho, mês em que a edição deluxe do álbum chegou ao iTunes com duas inéditas músicas adicionais. Em setembro, mês em que Gal festejou 70 anos de vida, a cantora estreou em Salvador (BA), na Bahia natal, o luminoso show Estratosférica, ainda em turnê pelo Brasil e com previsão de originar DVD e CD ao vivo em 2016. Em grande momento artístico, Gal Costa se refletiu bela e feliz no espelho mágico de 2015, ano estratosférico, para ela.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Gal grava imagens do show 'Estratosférica' em SP para clipe de música-título
♪ Não houve anúncio prévio de gravação ao vivo. Mas o fato é que Gal Costa fez um registro audiovisual do show Estratosférica na apresentação que encheu a casa Tom Brasil, em São Paulo (SP), no último sábado, 21 de novembro de 2015. Com direito a gruas na plateia e a três câmeras somente no palco, o show foi gravado na íntegra. No entanto, de acordo com o que disse em cena a cantora (em foto de Anderson Zag), o intuito da gravação foi a filmagem do clipe da música-título Estratosférica (Céu, Pupillo e Junio Barreto), repetida no bis. De todo modo, pelo aparato tecnológico armado para a filmagem, não será surpresa se o registro audiovisual também der origem, em 2016, a um DVD com a (oportuna) gravação ao vivo do luminoso show Estratosférica.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Aos 70 anos, Gal se reflete feliz no espelho cristalino do show 'Estratosférica'
Resenha de show
Título: Estratosférica
Artista: Gal Costa (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Sala principal do Teatro Castro Alves (Salvador, BA)
Data: 27 de setembro de 2015
Cotação: * * * * 1/2
Título: Estratosférica
Artista: Gal Costa (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Sala principal do Teatro Castro Alves (Salvador, BA)
Data: 27 de setembro de 2015
Cotação: * * * * 1/2
♪ Talvez não seja por mero acaso que as duas primeiras músicas do roteiro do show Estratosférica - estreado por uma já setentona Gal Costa na Bahia na noite de ontem, 27 de setembro de 2015 - versem sobre espelho, ainda que sob prismas distintos. Aos 70 anos, completados na véspera da estreia nacional do show baseado no álbum de inéditas Estratosférica (Sony Music, 2015), a cantora baiana se reflete com sua voz ainda cristalina no espelho plural e transcendental do espetáculo dirigido por Marcus Preto. E, ao se entregar às imagens de seu espelho, como canta no rock stoniano Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015), primeira das 25 músicas do impecável roteiro, Gal mostra em cena que já se vê de fora de si ao longo desse repertório que reflete todos os tons do canto extenso de Maria da Graça Costa Penna Burgos. Ao mover seu rosto do espelho, para citar verso do blues Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), Gal pode ser vista em cena tanto como a tímida Gracinha devotada a João Gilberto - quando arranha seu violão, a sós com o público, para reviver com beleza a primeira lembrança musical de seu compositor-guia Caetano Veloso, Sim, foi você (1965), marco inicial de sua discografia cinquentenária - quanto como a Gal fatal que eleva os tons para acertar a conta com seu passado transgressor no toque bluesy de Como dois e dois (Caetano Veloso, 1971), reminiscência de um lendário show feito a todo a vapor entre 1971 e 1972. Mais do que fatal, Gal sempre foi plural. Por isso, consegue passear com tanta naturalidade pelo inédito samba cheio de bossa e graça feito para ela por Marcelo Camelo - Pelo fio, número de voz & violão (o do guitarrista Guilherme Monteiro) que também faz ressuscitar a Gracinha, a menina que deu seus primeiros passos musicais na cidade de São Salvador onde o show Estratosférica debutou feliz em cena - e por libertador blues-rock como Cartão postal (Rita Lee e Paulo Coelho, 1975), inédito na voz da cantora, boa surpresa de roteiro que revisita o passado de Gal com foco no presente sem concessões aos hits esperados pelo público mais conservador. É fato, aliás, que várias músicas do repertório de Estratosférica foram recebidas pela plateia do Teatro Castro Alves com frieza até justificável pelo fato de o disco que batiza o show ainda não ter sido assimilado por boa parte desse público. Mas Quando você olha pra ela - a canção de Mallu Magalhães escolhida como primeiro single do álbum Estratosférica - surte efeito e soa com mais jeito de Jorge Ben Jor do que Cabelo (1990), a parceria do Zé Pretinho com Arnaldo Antunes que Gal lançou há 25 anos no álbum Plural (BMG-Ariola, 1990). Rearrumado com a espessura do rock'n'roll, Cabelo ainda pode crescer (mais) no show, ganhando interpretação mais descabelada que não se deixe abater pelo peso do (inspirado) arranjo roqueiro no qual sobressaem o baixo de Fábio Sá e a guitarra de Guilherme Monteiro. A propósito, Estratosférica é - no som e na atitude - um show de rock, ainda que tenha sambossa (como Vou buscar você pra mim, a inédita de Guilherme Arantes incluída somente na edição digital do álbum Estratosférica, mas cantada por Gal no bis do show), canção de amor e até um iê iê iê nada romântico de Tom Zé, Namorinho de portão (1968), gravado por Gal em disco de 1969 e revivido no show no momento em que o público vê pela primeira vez o painel abstrato criado por Zé Carratu para o cenário do espetáculo. A vibração do rock é garantida pela direção musical de Pupillo (por questões de agenda substituído na bateria por Thomas Harres, embora tenha sido anunciado como o baterista do show). O quarteto soou fantástico na estreia, executando arranjos que tiraram qualquer sinal de mofo do repertório antigo, irmanando músicas novas e velhas. Tecladista e guitarrista da banda paulistana Bixiga 70, Maurício Fleury integra o quarteto e tira de seus teclados os efeitos psicodélicos que pavimentam o caminho percorrido pela personagem apaixonada de Jabitacá (Lirinha, Junio Barreto e Bactéria, 2015). E por falar em paixão, a canção Não identificado (Caetano Veloso, 1969) chega ao céu com o arranjo que projeta ruídos e efeitos em clima espacial, atualizando o tom futurista da gravação original. Na estreia da turnê, Não identificado foi o primeiro número musical recebido com entusiasmo pela plateia. Já Ecstasy (João Donato e Thalma de Freitas, 2015) surte efeito mais fraco em cena, talvez pela ausência de João Donato no toque do Fender Rhodes posto em cena e tocado por Fleury (Donato pilota o instrumento na gravação da música no disco). Outra música que ainda pode ganhar mais peso no show é Dez anjos (Milton Nascimento e Criolo, 2015), tema de tom social que não tem toda sua tensão evidenciada pelo arranjo e pela interpretação de Gal (talvez pela questão social destoar do repertório do espetáculo). Já Casca (Jonas Sá e Alberto Continentino, 2015) se manteve com a mesma consistência do disco em arranjo prog de tom eletrônico. Os climas do show, aliás, são bem variados - mérito do diretor Marcus Preto, que soube criar roteiro bem amarrado. Até mesmo Dez anjos tem seu link feito com a aridez de Acauã (Zé Dantas, 1952), Sem seu fantástico quarteto, Gal fica sozinha no palco e, com bases pré-gravadas, se embrenha no sertão seco de Acauã, ruminando seu canto com a propriedade de quem ouviu muito Luiz Gonzaga (1912 - 1989) antes de ser abduzida pela bossa aliciadora de João Gilberto. Em outro momento íntimo, no qual a cantora afina sua voz com o toque do violão de Guilherme Monteiro, Gal expõe sedutoramente a solidão triste e gelada de Três da madrugada (Carlos Pinto e Torcuato Neto, 1973). Mas alegrias e tristezas se irmanam em cena. Na parte mais expansiva e calorosa do show, iniciada com Como dois e dois, Gal e banda dão brilho contemporâneo a Pérola negra (Luiz Melodia, 1971) antes de caírem no suingue nordestino para desnudar a maliciosa Por baixo (Tom Zé, 2015), delícia luxuriosa do baiano Tom Zé. Na sequência, Arara (Lulu Santos, 1987) aponta seu bico quando Gal reproduz o canto onomatopaico da palavra-título da música, perseguindo os agudos da gravação original, feita em controvertido álbum de tom tecnopop, Lua de mel como o diabo gosta (BMG-Ariola, 1987). Profana ou sacra, Gal gosta da sua Bahia e, por isso, revive sua festa do interior ao cantar Estratosférica (Céu, Pupillo e Junior Barreto, 2015), música-título do disco e do show que alude nos versos ao cortejo do bloco afro-baiano Filhos de Gandhy pelas ruas da velha São Salvador, capital de uma Bahia mítica que resiste no imaginário nacional. No fecho do show, antes do bis, a cantora ainda tenta esticar a festa no refrão de Os alquimistas estão chegando os alquimistas (Jorge Ben Jor, 1974), reflexo de uma Gal que deu muita voz a Jorge Ben. No bis, a cantora atualiza Meu nome é Gal com citações dos músicos da banda, dos compositores que lhe forneceram o repertório do álbum Estratosférica e dos 70 anos completados na véspera da estreia nacional do show que vai percorrer o Brasil até 2016. A simulação de sons de guitarra na voz - ao fim do número - é outro reflexo de uma Gal que trilhava o caminho da inquietude, retomada na maturidade a partir do revigorante disco e show Recanto (2011 / 2012). No segundo bis, a fúria roqueira de Vingança (Lupicínio Rodrigues, 1951) - herança do demolidor show em que Gal deu lufada de ar fresco no cancioneiro amargurado do compositor Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974) - e a beleza plácida da canção Você me deu (Caetano Veloso e Zeca Veloso, 2015) reiteram que o espelho de Gal Costa é multifocal. Grande show de uma senhora cantora de 70 anos, Estratosférica é reflexo feliz desse espelho ainda cristalino.
Gal relê 'Cartão' de Rita entre voo de 'Acauã e 'Arara' no show 'Estratosférica'
♪ SALVADOR (BA) - Blues-rock composto por Rita Lee com Paulo Coelho e lançado há 40 anos pela Ovelha Negra no álbum que é a obra-prima da discografia de Rita na fase Tutti Frutti (Fruto proibido, 1975, Som Livre), Cartão postal é uma das boas surpresas do roteiro do show Estratosférica, estreado por Gal Costa na noite de ontem, 27 de setembro de 2015. No palco da sala principal do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), a cantora baiana foi além do inspirado repertório do álbum Estratosférica - lançado em maio pela gravadora Sony Music e mote do show dirigido por Marcus Preto com produção musical de Pupillo - e apresentou também samba inédito de Marcelo Camelo, Pelo fio, de tom bossa-novista. Acauã (Zé Dantas, 1952) e Arara (Lulu Santos, 1987) - música lançada por Gal em um de seus discos mais controvertidos, Lua de mel como o diabo gosta (BMG-Ariola, 1987) - também alçaram voos na rota essencialmente roqueira do roteiro da estreia nacional do show Estratosférica entre um iê iê iê nada romântico do compositor baiano Tom Zé, Namorinho de portão (Tom Zé, 1968), e um sucesso transcendental de Jorge Ben Jor, Os alquimistas estão chegando os alquimistas (1974). Eis o roteiro seguido em 27 de setembro de 2015 por Gal Costa - em foto de Mauro Ferreira - na estreia nacional do show Estratosférica no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), cidade natal dessa senhora cantora que completou 70 anos na véspera da bem-sucedida estreia:
1. Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015)
2. Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971)
3. Jabitacá (Lirinha, Junior Barreto e Bactéria, 2015)
4. Não identificado (Caetano Veloso, 1969)
5. Namorinho de portão (Tom Zé, 1968)
6. Ecstasy (João Donato e Thalma de Freitas, 2015)
7. Casca (Jonas Sá e Alberto Continentino, 2015)
8. Dez anjos (Milton Nascimento e Criolo, 2015)
9. Acauã (Zé Dantas, 1952)
10. Cabelo (Jorge Ben Jor e Arnaldo Antunes, 1990)
11. Quando você olha pra ela (Mallu Magalhães, 2015)
12. Cartão postal (Rita Lee e Paulo Coelho, 1975)
13. Pelo fio (Marcelo Camelo) - música inédita
14. Três da madrugada (Carlos Pinto e Torquato Neto, 1973)
15. Sim, foi você (Caetano Veloso, 1965)
16. Como dois e dois (Caetano Veloso, 1971)
17. Pérola negra (Luiz Melodia, 1971)
18. Por baixo (Tom Zé, 2015)
19. Arara (Lulu Santos, 1987)
20. Estratosférica (Céu, Pupillo e Junior Barreto)
21. Os alquimistas estão chegando os alquimistas (Jorge Ben Jor, 1974)
Bis:
22. Meu nome é Gal (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969)
23. Vou buscar você pra mim (Guilherme Arantes, 2015)
Bis 2:
24. Vingança (Lupicínio Rodrigues, 1951)
25. Você me deu (Caetano Veloso e Zeca Veloso, 2015)
Com bossa, Gal apresenta samba inédito de Camelo no show 'Estratosférica'
♪ SALVADOR (BA) - Estratrosférica - o show que Gal Costa estreou na Capital da Bahia na noite de ontem, 27 de setembro de 2015, um dia após completar 70 anos de vida - apresenta música inédita no roteiro. Trata-se de Pelo fio, samba composto por Marcelo Camelo com o balanço suave da Bossa Nova formatada por João Gilberto. Quando recolhia repertório para o álbum Estratosférica, Gal ganhou duas músicas do compositor carioca. Uma foi Espelho d'água, a canção de Marcelo Camelo e Thiago Camelo que a cantora baiana lançou em 2014 em show de voz & violão feito com o guitarrista Guilherme Monteiro e batizado com o nome da música então inédita dos irmãos Camelo. Gal registrou Espelho d'água no álbum Estratosférica, mas não gravou no disco de 2015 o gracioso sambossa que Camelo fez para ela. Pelo fio debutou ontem no palco da sala municipal do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), na estreia nacional do show Estratosférica em número de voz & violão - o do mesmo Guilherme Monteiro, visto com Gal na foto de Mauro Ferreira - que evocou o clima da bossa nova que seduziu a então menina Gracinha, atualmente uma senhora cantora de 70 anos, mas ainda fã de João.
Gal toca violão no show 'Estratosférica' para lembrar o passado com Caetano
♪ SALVADOR (BA) - "Não reparem no violão", pediu Gal Costa, com humildade, ao público que lotou a sala municipal do Teatro Castro Alves na noite de ontem, 27 de setembro de 2015, para assistir à estreia nacional do show Estratosférica, baseado no homônimo álbum de músicas inéditas lançado pela cantora baiana em maio deste ano de 2015. No número mais íntimo do show dirigido por Marcus Preto, a cantora ocupa o palco a sós com seu violão canhestro - como visto na foto de Mauro Ferreira - para lembrar um passado vivido com Caetano Veloso há mais de 50 anos na capital da Bahia. É quando Gal conta para o público como o então desconhecido compositor baiano lhe ensinou Sim, foi você (Caetano Veloso, 1965), canção seminal de Caetano que Gal gravou em compacto editado há 50 anos pela gravadora RCA. Foi num pólo de artes plásticas de Salvador (BA) que Gal conheceu, na voz de Caetano, a canção que daria início à sua já cinquentenária carreira fonográfica. A lembrança de Sim, foi você por Gal na estreia nacional do show Estratosférica foi tão bonita que ninguém reparou no toque tímido do violão da cantora. Sim, foi você foi um dos grandes números do show Estratosférica.
domingo, 6 de setembro de 2015
Patricia Marx vai dar voz em EP a duas músicas de Caetano gravadas por Gal
♪ A cantora paulistana Patricia Marx selecionou duas músicas de Caetano Veloso - Tigresa (1977) e Tapete mágico (1981), ambas conhecidas nas gravações originais de Gal Costa - para o EP de cinco músicas para o qual busca financiamento coletivo através da plataforma Kickante (clique aqui caso queira contribuir com a gravação e edição do disco). Além das duas músicas do compositor baiano, Marx vai dar voz no EP a Miragem viagem (1986), versão em português de Ronaldo Bastos para Black orchid (Stevie Wonder e Yvonne Writght, 1979) que Marx já gravou em solo feito para o LP Xou da Xuxa (Som Livre, 1986). O detalhe curioso é que Gal também gravou versão em português de Black orchid - intitulada Orquídea negra e com letra diferente de Miragem viagem - para seu álbum Profana (1984), só que a gravação acabou excluída do disco que marcou sua estreia na RCA.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Edição 'deluxe' de 'Estratosférica', com duas faixas-bônus, sai em 31 de julho
♪ A partir de 31 de julho de 2015, os admiradores de Gal Costa poderão comprar no iTunes a edição deluxe do 33º álbum da discografia solo da cantora baiana, Estratosférica. As novidades são as duas inéditas músicas adicionais gravadas exclusivamente para a edição digital do álbum, Átimo de som (Arnaldo Antunes e José Miguel Wisnik) e Vou buscar você pra mim (Guilherme Arantes). A partir de 7 de agosto de 2015, as duas faixas-bônus poderão ser ouvidas também em plataformas de streaming como o Spotify. Clique aqui para (re)ler a crítica do CD Estratosférica.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Edição em vinil de 'Estratosférica', disco de Gal, chega ao mercado este mês
♪ Fabricada pela Polysom sob licença da gravadora Sony Music, a edição em vinil de Estratosférica - 33º álbum da discografia solo de Gal Costa - vai chegar ao mercado fonográfico neste mês de julho de 2015. A partir de 13 de julho, o vinil de 140 gramas de Estratosférica já vai estar nas lojas, custando cerca de R$ 80. A edição em vinil reproduz 12 das 14 músicas do CD. Eis - na ordem do LP - a disposição das 12 faixas na edição em vinil de Estratosférica, o festejado álbum de Gal:
1. Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero)
2. Jabitacá (José Paes Lira, Junio Barreto e Bactéria)
3. Estratosférica (Céu, Pupillo e Junio Barreto)
4. Ecstasy (João Donato e Thalma de Freitas)
5. Dez anjos (Milton Nascimento e Criolo)
6. Espelho d'água (Marcelo Camelo e Thiago Camelo)
Lado B
1. Quando você olha para ela (Mallu Magalhães)
2. Casca (Jonas Sá e Alberto Continentino)
3. Por baixo (Tom Zé)
4. Amor, se acalme (Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Cezar Mendes)
5. Anuviar (Moreno Veloso e Domenico Lancellotti)
6. Você me deu (Zeca Veloso e Caetano Veloso)
terça-feira, 30 de junho de 2015
Retrô 2° trimestre de 2015: Duda, Gal, Lenine e Virgínia fazem 'discos do ano'
♪ RETROSPECTIVA 2º TRIMESTRE DE 2015 - Diferentemente do primeiro trimestre do ano, período em que os shows foram mais marcantes do que os discos, o segundo trimestre deste ano de 2015 - encerrado hoje, 30 de junho - legou ao universo pop quatro álbuns espetaculares, perfeitos, que fizeram jus às cinco estrelas na avaliação de Notas Musicais e, por isso mesmo, já estão garantidos nas listas de melhores discos do ano. Três foram lançados em abril e um veio ao mundo em maio. Lançado em abril, Mama kalunga (Casa de Fulô Produções) reacendeu o fogo sagrado do canto da cantora baiana Virgínia Rodrigues, emanando orgulho negro e saudando os ancestrais numa trama que juntou tambores e cordas com maestria na produção capitaneada por Sebastian Notini e Tiganá Santana. Também lançado em abril, em edição inicialmente apenas digital, É (Independente) revelou e afirmou Duda Brack, jovem cantora gaúcha radicada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), como a grata revelação do ano. Sob a produção de Bruno Giorgi, Brack apresentou um disco (in)tenso, urgente, experimental, que passa pelo filtro do indie rock músicas identificadas com o universo da MPB. Lançado oficialmente em 30 de abril, Carbono (Universal Music) abriu e expandiu as parcerias e conexões de Lenine, fazendo o artista evoluir na atmosfera densa do álbum de inéditas autorais, em alquimia com seus pares. Bruno Giorgi, JR Tostoi e o próprio Lenine assinaram a produção do álbum em química perfeita. Por fim, em maio, Estratosférica (Sony Music) confirmou a alta expectativa depositada sobre o primeiro disco de estúdio de Gal Costa após o revigorante Recanto (Universal Music, 2011). O resultado foi um disco moderno, mais pop e menos radical na sonoridade eletrônica que ampliou as conexões da cantora baiana com a cena contemporânea. Sob a direção artística de Marcus Preto, personagem-chave do disco produzido por Moreno Veloso e Kassin, Gal deu voz a músicas de compositores como Arthur Nogueira, Céu, Jonas Sá, Junio Barreto, Lira, Mallu Magalhães, Marisa Monte e Tom Zé, entre outros nomes. O repertório de (alta) qualidade originou CD à altura do histórico fonográfico de Gal.
domingo, 28 de junho de 2015
Reedição em vinil do primeiro álbum de Gal chega efetivamente ao mercado
♪ Embora anunciada em outubro de 2014 pela Polysom, a reedição em vinil do primeiro álbum solo da cantora baiana Gal Costa - Gal Costa, lançado originalmente no formato de LP no início de 1969 pela gravadora Philips - está efetivamente chegando ao mercado fonográfico neste mês de junho de 2015. Produzida sob licença da gravadora Universal Music, a reedição foi fabricada com vinil de 180 gramas. Relançado em LP dentro da coleção Clássicos em vinil, Gal Costa volta ao catálogo com as 12 músicas originais na mesma ordem. Eis, na disposição do LP, as 12 faixas de Gal Costa:
Lado A:
1. Não identificado (Caetano Veloso, 1969)
2. Sebastiana (Rosil Cavalcanti, 1953) - com Gilberto Gil)
3. Lost in paradise (Caetano Veloso, 1969)
4. Namorinho de portão (Tom Zé, 1968) - com Gilberto Gil)
5. Saudosismo (Caetano Veloso, 1968)
6. Se você pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968)
Lado B:
1. Vou recomeçar (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969)
2. Divino maravilhoso (Gilberto Gil e Caetano Veloso, 1968)
3. Que pena (Ele já não gosta mais de mim) (Jorge Ben Jor, 1969) - com Caetano Veloso
4. Baby (Caetano Veloso, 1968) - com Caetano Veloso
5. A coisa mais linda que existe (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1968)
6. Deus é o amor (Jorge Ben Jor, 1969)
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Tono lembra no Facebook que gravou em 2010 música inédita do CD de Gal
♪ Com sutileza e elegância, sem querer polemizar, o grupo carioca Tono lembrou em post na sua página oficial no Facebook que gravou em 2010 - para ser lançada como faixa-bônus de seu segundo álbum, Tono (Oi Música, 2010) - a música Casca, parceria dos compositores cariocas Alberto Continentino (um dos produtores do segundo álbum do Tono) e Jonas Sá. Casca figura no repertório do álbum Estratosférica (Sony Music, 2015), tendo sido apresentada como uma das 15 músicas inéditas do disco lançado pela cantora baiana Gal Costa neste mês de maio de 2015. E, de fato, a música Casca parece ser oficialmente inédita em disco, já que, embora a gravação de Casca pelo Tono possa ser ouvida no portal SoundCloud, a gravação não esta incluída na edição do álbum Tono oferecida para download gratuito no site oficial do grupo e tampouco aparece como faixa-bônus na edição do álbum Tono vendida no iTunes. O que garante o ineditismo fonográfico alardeado pelo texto que apresenta o disco de Gal no hotsite criado para promover Estratosférica.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Gravado por Gal, Arthur Nogueira lança seu segundo álbum via Joia Moderna
♪ Cantor e compositor paraense radicado em São Paulo (SP) que ganhou visibilidade fora da cena indie neste mês de maio por ser parceiro do poeta carioca Antonio Cícero em Sem medo nem esperança, elogiado rock gravado por Gal Costa no recém-lançado álbum Estratosférica (Sony Music, 2015), Arthur Nogueira se prepara para lançar seu segundo álbum. O sucessor do álbum Mundano (Independente, 2009) e dos EPs Mundano+ (Independente, 2010) e Entremargens (Independente, 2013) vai ser lançado em junho de 2015 em edição da gravadora Joia Moderna. Sem medo nem esperança figura no repertório autoral e dá nome ao disco de Arthur (em foto de Diego Ciarlariello). O álbum tem produção do duo paraense Strobo, tendo sido gravado com coprodução de Marcelo Segreto (integrante da banda paulistana Filarmônica de Pasárgada) e de João Paulo Deogracias. A direção artística do álbum Sem medo nem esperança é de Marcus Preto.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Sony Music antecipa em quatro dias venda da edição digital de álbum de Gal
♪ Prevista de início para começar no iTunes em 26 de maio de 2015, a venda da edição digital do álbum Estratosférica, de Gal Costa, foi antecipada em quatro dias pela gravadora Sony Music. Desde hoje, 22 de maio, já é possível comprar o 33º álbum solo da discografia da cantora baiana (em foto de Bob Wolfenson). Mas, por ora, somente é possível fazer o download de 14 das 16 faixas. As duas (ótimas) músicas exclusivas da edição digital de Estratosférica - Átimo de som (Arnaldo Antunes e Zé Miguel Wisnik) e Vou buscar você pra mim (Guiherme Arantes) - devem ser adicionadas ao repertório somente daqui a alguns meses, numa data ainda não divulgada pela Sony.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Festejada festa de Gal, 'Estratosférica' abre e clareia recantos para a cantora
Título: Estratosférica
Artista: Gal Costa
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * * *
♪ Havia entre os admiradores de Gal Costa a incerteza se a cantora daria outro passo adiante após Recanto (Universal Music, 2011) - revigorante álbum articulado por Caetano Veloso que repôs a cantora baiana na linha de frente da música brasileira - ou se, de olho no retrovisor, Gal acionaria novamente o piloto automático em disco pautado por regravações. Com edição física em CD posta nas lojas a partir de hoje, 19 de maio de 2015, Estratosférica dissipa a dúvida. Gal dá outro passo firme para frente. No lugar de Caetano, há Marcus Preto, diretor artístico do disco - produzido por Alexandre Kassin e Moreno Veloso - e articulador das conexões de Gal com compositores de uma geração contemporânea que, em sua maioria, eram até então inéditos na voz ainda cristalina da intérprete. Menos radical e eletrônico do que Recanto na questão dos arranjos, Estratosférica se ilumina pela grandeza do repertório inédito selecionado por Gal entre cerca de 150 músicas recolhidas por Preto. Estratosférica é um disco moderno, de sons contemporâneos, que amplia o diálogo com a cena musical atual sem negar o passado pop de Gal. Estratosférica é tudo o que Aquele frevo axé (BMG, 1998) quase foi e o que Hoje (Trama, 2005) poderia ter sido se a produção e os arranjos deste disco que tentou arejar o som de Gal não tivessem sido confiados a César Camargo Mariano, extraordinário músico mais identificado com o ontem do que com o hoje. Nesse sentido, Estratosférica soa como um disco de carreira como Fantasia (Philips, 1981), mas filtrado, aí sim, pelos sons dos dias de hoje. Porque produtores, diretor artístico, compositores e músicos da antenada banda arregimentada para o disco - André Lima (teclados), Guilherme Monteiro (guitarra), Pupillo (bateria) e o próprio Kassin (baixo e programações) - se afinam e olham para a mesma direção. Estratosférica é um disco enraizado no momento presente, saudado já no estupendo rock, Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero), que abre sintomaticamente o disco, iluminando a obra autoral do compositor paraense Arthur Nogueira e vislumbrando o futuro através de versos ("Nada do que fiz / Por mais feliz / Está à altura / Do que que há por fazer") que servem como carta de princípios da artista. Diferentemente de Recanto, disco que encantou mais pela sonoridade seca e compacta do que pelo (inspirado) conjunto de canções inéditas de seu mentor Caetano Veloso, Estratosférica é álbum que alinha grandes canções na voz monumental de sua intérprete, soando como um disco de carreira de tempos em que a música parecia mais importante do que conceitos e propostas. Tanto que abre espaço para uma balada como Jabitacá (Junio Barreto, José Paes Lira e Bactéria), cuja leve psicodelia - sublinhada pelo órgão de André Lima e o lap steel de Kassin - não encobre o romantismo latente nos versos. Entre os autores de Jabitacá, música batizada com nome de serra situada na divisa entre Pernambuco e Paraíba, há o pernambucano Junio Barreto, único compositor duplamente presente no repertório selecionado para as 14 faixas do CD e as 12 do vinil ainda indisponível no mercado fonográfico. Junio é parceiro de Céu e de Pupillo na vivaz música-título Estratosférica, espécie de refazenda de uma festa do interior perfumada por um regionalismo pop latino que o ouvido sagaz de Gal intuiu que pediria metais orquestrados por Lincoln Olivetti (1935 - 2014), no que acabou se transformando no último arranjo do maestro fluminense. Genial como arranjador, mas compositor irregular, Olivetti também comparece nos créditos de Estratosférica como parceiro do carioca Rogê em Muita sorte, outra música banhada em regionalismo pop - no caso, nas águas eternamente límpidas do compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008), cujo universo inspirou a letra de música que harmoniza no arranjo o primitivismo do ritmo do samba de roda - marcado na percussão de Armando Marçal e nas palmas das mãos de Moreno Veloso (também no ukelele) e de Kassin - com a eletrônica up to date do produtor carioca Diogo Strausz, criador de algumas programações da faixa. Estratosférica olha para o futuro sem renegar sons referenciais do passado glorioso de Gal. Ecstasy (Thalma de Freitas e João Donato) - música e letra criadas por Thalma a partir de harmonia deixada pelo parceiro em seu laptop - tem a levada donatiana do pianista acriano, piloto de seu teclado rhodes na faixa pautada por leveza e também pelo suingue dos metais orquestrados por Marlon Sette. Entre o balanço de Ecstasy e a pacificidade amorosa da lírica canção Espelho d'água (Marcelo Camelo e Thiago Camelo), única das 15 músicas inéditas já previamente cantada por Gal antes da gravação do disco no estúdio RootSans (SP), Estratosférica apresenta a afinada primeira parceria de Milton Nascimento com Criolo. Dez anjos contabiliza perdas e danos de um mundo sem esperança, esculpido pelo aço duro da dor e do medo. Impressiona a sintonia da melodia de Milton com o universo tenso no qual está entranhado o cancioneiro do rapper paulistano, porta-voz das quebradas. Contribuição da compositora paulistana Mallu Magalhães ao repertório, Quando você olha pra ela - música lançada em single no iTunes para promover o álbum - se situa na temperatura amena em que os produtores Kassin e Moreno aclimataram Estratosférica. Nessa canção que concilia toques de samba e da obra de Jorge Ben Jor, mas que não é uma coisa nem outra, Gal encarna a outra sem grandes dramas, apesar de ameaças que parecem que jamais serão cumpridas ("Eu vou fugir de casa / Você vai ter saudade"). Música cheia de verve e erotismo, Por baixo mostra que Tom Zé ainda é um compositor cheio de tesão e graça. Encorpada por sons sintetizados por Kassin, Casca (Alberto Continentino e Jonas Sá, 2010) joga para a galera da eletrônica, espalhando no ar o perfume da paixão. Acalanto romântico dos tribalistas Arnaldo Antunes, Cezar Mendes e Marisa Monte, Amor, se acalme baixa novamente a onda e propõe o amor em paz já vivenciado em Espelho d'água. Mas Anuviar (Moreno Veloso e Domenico Lancellotti) - canção cortada por pausas intencionais cujo arranjo evoca aquelas baladas de alma soul dos anos 1970 ouvidas nos programas de flashbacks das FMs - pesa o tempo, com sons de progressiva intensidade em que sobressaem tanto a eletrônica quanto a guitarra heavy de Guilherme Monteiro. Único registro da presença no disco de Caetano Veloso, autor da letra, Você me deu apresenta melodia terna de Zeca Veloso, filho de Caetano. É uma das faixas de tom mais eletrônico que exemplifica a habilidade dos produtores para irmanar elementos do passado e do presente sem que Estratosférica soe retrô ou futurista. Música exclusiva da edição digital, mas que somente vai estar disponível daqui a alguns meses, Vou buscar você pra mim é um sambalada que tem a bossa e a habilidade pop de Guilherme Arantes, compositor até nunca gravado por Gal. Outra faixa-bônus da edição digital que ainda está indisponível, Átimo de som (Arnaldo Antunes e Zé Miguel Wisnik) mostra que os computadores também podem fazer arte em torno da deusa música, mas que tudo começa mesmo com o som, com o brilho natural de uma voz como a de Gal, de movimentos precisos como uma hélice no centro. "Um átimo de som / Num átomo de ar / Pode ser capaz de disparar / O que sente o pensamento / O que pensa a sensação / Antes mesmo de virar canção", canta Gal, do túnel seco de uma garganta única que tem produzido sensações estratosféricas ao longo de 50 anos de carreira festejados com este retumbante Estratosférica, festejada festa que abre e clareia recantos ainda a serem explorados por essa grande cantora hoje a caminho dos 70 anos. Disco à altura dos melhores álbuns de Gal, pela atitude rocker e pela pegada jovial que persiste até em canções de amor que poderiam soar triviais (mas que estão cheias de frescor), Estratosférica sinaliza que ainda há muito por fazer. E Gal está aí para fazer.
sábado, 16 de maio de 2015
Período em que Gal foi musa da contracultura vai ser documentado em filme
♪ Atual diretor artístico dos discos e shows de Gal Costa, ocupando função já desempenhada por nomes como Caetano Veloso e Waly Salomão (1943 - 2003), Marcus Preto vai lançar um olhar cinematográfico sobre o período em que a cantora foi a musa da contracultura brasileira. Preto - com Gal na foto de Lauro Lisboa Garcia - planeja com o cineasta Daniel Ribeiro um documentário sobre a carreira e a postura de Gal no período que vai de 1969 a 1972, quando Caetano Veloso e Gilberto Gil amargaram forçado exílio europeu. A ideia é começar a filmar em 2016, incluindo no documentário imagens do show Fa-Tal - Gal a todo vapor (1971), marco dessa fase da cantora.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
'Estratosférica' já credita Paulo Junqueiro como o presidente da Sony Music
♪ Feita em silêncio, a troca de presidente da filial brasileira da gravadora multinacional (de origem japonesa) Sony Music - Paulo Junqueiro assumiu em abril de 2015 o posto até então ocupado por Alexandre Schiavo - já está documentada no encarte do álbum Estratosférica, de Gal Costa. O CD e o vinil - que chegam ao mercado fonográfico a partir de 26 de maio com 14 e com 12 músicas, respectivamente - já creditam Paulo Junqueiro como o presidente da Sony Music Brasil na ficha técnica publicada no encarte. Marcus Preto - que arquitetou o disco com a cantora desde setembro de 2013 - é creditado como diretor artístico e de repertório, escolhido com base numa pré-seleção de quase 150 músicas inéditas recolhidas entre vários compositores, sobretudo os da nova geração.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Disco de Gal entra em pré-venda no iTunes sem as faixas-bônus exclusivas
♪ Trigésimo terceiro álbum da discografia solo de Gal Costa, Estratosférica entra hoje, 11 de maio de 2015, em pré-venda no iTunes. Mas a edição digital é apresentada sem as duas exclusivas faixas-bônus previstas na comercialização do disco em formato digital. Ausentes das edições em CD e vinil, Átimo de som (Arnaldo Antunes e Zé Miguel Wisnik) e Vou buscar você pra mim (Guilherme Arantes) tampouco aparecem na edição digital. Pode ser que sejam incorporadas ao repertório a partir de 26 de maio, data oficial de lançamento do álbum. Segundo a assessoria de imprensa da gravadora Sony Music, as duas músicas adicionais da edição digital de Estratosférica, Átimo de som e Vou buscar você pra mim, ainda podem vir a ser lançadas futuramente no iTunes. Mas - por enquanto - ambas estão ausentes da edição digital do disco produzido por Kassin e Moreno Veloso.
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