Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Banda mineira Gamp edita single digital com regravação de balada de Lenine

Banda mineira de rock formada em 2013, Gamp lança esta semana single com regravação de Hoje eu quero sair só (Lenine, Mu Chebabi e Caxa Aragão), balada lançada em 1995 na voz da cantora Daúde e popularizada no registro feito por Lenine para seu primeiro álbum solo, O dia em que faremos contato (BMG, 1997). Sucessor do álbum Keep rockin' (Som Livre, 2014), o single da Gamp vai estar disponível exclusivamente nas plataformas digitais a partir da próxima sexta-feira, 14 de agosto de 2015. Inédita, a gravação de Hoje eu quero sair só pela Gamp foi masterizada pelo (hábil) engenheiro de som Chris Gehringer, no estúdio Sterling Sound, situado em Nova York (EUA).

terça-feira, 30 de junho de 2015

Retrô 2° trimestre de 2015: Duda, Gal, Lenine e Virgínia fazem 'discos do ano'

RETROSPECTIVA 2º TRIMESTRE DE 2015 - Diferentemente do primeiro trimestre do ano, período em que os shows foram mais marcantes do que os discos, o segundo trimestre deste ano de 2015 - encerrado hoje, 30 de junho - legou ao universo pop quatro álbuns espetaculares, perfeitos, que fizeram jus às cinco estrelas na avaliação de Notas Musicais e, por isso mesmo, já estão garantidos nas listas de melhores discos do ano. Três foram lançados em abril e um veio ao mundo em maio. Lançado em abril, Mama kalunga (Casa de Fulô Produções) reacendeu o fogo sagrado do canto da cantora baiana Virgínia Rodrigues, emanando orgulho negro e saudando os ancestrais numa trama que juntou tambores e cordas com maestria na produção capitaneada por Sebastian Notini e Tiganá Santana. Também lançado em abril, em edição inicialmente apenas digital, É (Independente) revelou e afirmou Duda Brack, jovem cantora gaúcha radicada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), como a grata revelação do ano. Sob a produção de Bruno Giorgi, Brack apresentou um disco (in)tenso, urgente, experimental, que passa pelo filtro do indie rock músicas identificadas com o universo da MPB. Lançado oficialmente em 30 de abril, Carbono (Universal Music) abriu e expandiu as parcerias e conexões de Lenine, fazendo o artista evoluir na atmosfera densa do álbum de inéditas autorais, em alquimia com seus pares. Bruno Giorgi, JR Tostoi e o próprio Lenine assinaram a produção do álbum em química perfeita. Por fim, em maio, Estratosférica (Sony Music) confirmou a alta expectativa depositada sobre o primeiro disco de estúdio de Gal Costa após o revigorante Recanto (Universal Music, 2011). O resultado foi um disco moderno, mais pop e menos radical na sonoridade eletrônica que ampliou as conexões da cantora baiana com a cena contemporânea. Sob a direção artística de Marcus Preto, personagem-chave do disco produzido por Moreno Veloso e Kassin, Gal deu voz a músicas de compositores como Arthur Nogueira, Céu, Jonas Sá, Junio Barreto, Lira, Mallu Magalhães, Marisa Monte e Tom Zé, entre outros nomes. O repertório de (alta) qualidade originou CD à altura do histórico fonográfico de Gal.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Lenine regrava hit inicial de Claudinho & Buchecha para álbum de Buchecha

A IMAGEM DO SOM - Extraída de vídeo postado no YouTube, a foto mostra Lenine em estúdio do Rio de Janeiro (RJ) com o cantor e compositor fluminense Buchecha. O artista pernambucano regravou o funk melody Conquista (Buchecha, 1996) - um dos maiores sucessos da dupla formada em 1995 por Buchecha com seu amigo Claudinho (1975 - 2002) - em dueto com o MC. A gravação é para o álbum que Buchecha vai lançar no segundo semestre deste ano de 2015, lembrando os 20 anos da formação da dupla Claudinho & Buchecha. Lançada no primeiro álbum de Claudinho & Buchecha, posto nas lojas em 1996, Conquista foi o primeiro hit nacional da dupla de funk melody.

domingo, 14 de junho de 2015

Com Lenine em hit da Legião, Capital Inicial grava 'Acústico 2' em Nova York

A IMAGEM DO SOM - A foto de Keith Alves Bentrup, compartilhada pelo grupo Capital Inicial na sua página oficial no Facebook, flagra o grupo de Brasília (DF) na casa Terminal 5, em Nova York (EUA), na gravação de seu segundo registro audiovisual de tom acústico, feito em 6 de junho de 2015, 15 anos após o lançamento do consagrador CD e DVD Capital Inicial Acústico MTV (Abril Music, 2000). Lenine participou da gravação ao vivo, dividindo com o vocalista do Capital, Dinho Ouro Preto, a interpretação de Tempo perdido (Renato Russo), sucesso da conterrânea banda brasiliense Legião Urbana em 1986.

domingo, 31 de maio de 2015

Lenine e Seu Jorge participam do registro acústico ao vivo do Capital em NY

A IMAGEM DO SOM - Postada na página oficial do Capital Inicial no Facebook, a foto mostra Lenine e Dinho Ouro Preto ensaiando para a gravação ao vivo do CD e DVD Acústico 2. O cantor e compositor pernambucano é um dos convidados do show acústico que o grupo brasiliense - do qual Dinho é vocalista - vai fazer e registrar na casa Terminal 5, em Nova York (EUA), em gravação programada para 6 de junho de 2015. Seu Jorge e Thiago Castanho são os outros convidados do Capital no CD e DVD que a gravadora Sony Music vai lançar no segundo semestre deste ano de 2015.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Lenine evolui na atmosfera densa de 'Carbono' em alquimia com seus pares

Resenha de CD
Título: Carbono
Artista: Lenine
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * * *

"O que eu sou / Eu sou em par / Não cheguei sozinho",  ressalta Lenine nos versos finais de Castanho, parceria sua com o sueco de vivência pernambucana-carioca Carlos Posada que abre o álbum de inéditas Carbono nos toques ruralistas das violas de Ricardo Vignini. Tais versos sintetizam a química deste disco em que o cantor e compositor pernambucano abre e expande parcerias. Em alquimia com seus pares, Lenine evolui e se renova na atmosfera densa de Carbono. Disco "inteiro, e ainda assim partido. Doído, e ainda assim contente", para citar versos da poesia pura da letra de O universo na cabeça do alfinete (Lenine e Lula Queiroga), uma das mais bonitas músicas dentre a safra inteiramente autoral e inédita de Carbono. Trunfo do repertório, a canção foi gravada com o toque delicadamente majestoso das cordas e sopros holandeses da Martin Fondse Orchestra. É outro exemplo de como os pares e parceiros de Lenine contribuíram decisivamente para o grandioso resultado final do disco, com o devido destaque para a química perfeita entre o trio de produtores de Carbono. Bruno Giorgi, JR Tostoi e Lenine chegaram juntos a uma sonoridade estupenda que valoriza cada uma das 11 faixas do CD. Isoladamente, em outro contexto, parte das 11 músicas de Carbono talvez até passasse despercebida face ao cancioneiro pregresso de Lenine. Contudo, na obra deste artista, a forma adquirida pela música no estúdio é tão importante quanto a música em si. Como essa forma atinge a perfeição em Carbono, o álbum logo se impõe como um dos pontos mais altos da discografia solo de Lenine. Cada faixa tem um elemento diferente que altera a química do disco, lhe conferindo diversidade dentro de uma unidade. O impossível vem pra ficar combina a levada da música de Lenine com a batida funkeada do grupo paulistano 5 a Seco, integrado por Vinicius Calderoni - parceiro de Lenine na composição - e por Tó Brandileone, coprodutor e músico da faixa. À meia-noite dos tambores silenciosos (Lenine e Carlos Rennó) ilumina - no toque dos sopros e percussões da baiana Orkestra Rumpilezz - a forte carga de ancestralidade e negritude embutida neste evento sagrado do Carnaval do Recife, derramando lágrimas brancas sobre a pele e os sons escuros. Em Cupim de ferro (Lenine, Pupillo, Dengue, Lucio Maia e Jorge Du Peixe), a química é com a Nação Zumbi, parceira e convidada de Lenine nesta música cuja letra faz alusões a versos de famoso frevo do compositor pernambucano Capiba (1904 - 1997), Madeira que cupim não rói, composto em 1963 para o bloco Madeira do Rosarinho. O amálgama de pulsações do som de Lenine e da Nação é azeitado. É rock, mas não só. Já A causa e o pó (Lenine e João Cavalcanti), de cuja letra saiu o título Carbono, expõe a fragilidade humana no caldo das estrelas em arranjo árido que fricciona guitarras, violino e flauta. Banhada em atualidade e em efeitos atordoantes, Quedé água? (Lenine e Carlos Rennó) segue o seco no contraste entre a escassez nordestina e a concretude urbana das metrópoles sedentas de tudo em sua atmosfera cinzenta e carbonada. Balada melodiosa de Lenine com Dudu Falcão, Simples assim é pausa para o respiro, desanuviando e oxigenando o disco com levadas mais serenas. É a Paciência (Lenine e Dudu Falcão, 1999) de Carbono. Em Quem leva a vida sou eu (Lenine), música que é (também) samba, mas não só, o artista desmente a filosofia de um dos sambas mais famosos do repertório de Zeca Pagodinho - Deixa a vida me levar (Serginho Meriti e Eri do Cais, 2002) - com a autoridade de quem já frequentou os quintais do Cacique de Ramos nos anos 1980. Grafite diamante (Lenine e Marco Polo) é noise, roqueira, e traz outros versos definidores de Carbono ("A gente se junta / E dança na diferença"). Tema instrumental que fecha o disco, Undo (Lenine, Pantico Rocha, Gulla, JR Tostoi e Bruno Giorgi) prova que o rico universo musical  de Lenine pode caber na cabeça de um alfinete, no caso de uma faixa que roça os três minutos e que parece ter sido criada no estúdio. Carbono também é calado, e ainda assim intenso.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Eis as músicas de 'Carbono', disco em que Lenine abre e expande parcerias

Com lançamento agendado para 30 de abril de 2015, Carbono - álbum de repertório autoral gravado por Lenine com produção dividida entre JR Tostoi, Bruno Giorgi e o artista pernambucano - alinha 11 músicas inéditas. No álbum, Lenine abre algumas  parcerias (com Nação Zumbi, Vinicius Calderoni e Marco Polo) e expande outras (com Carlos Rennó, Lula Queiroga e Dudu Falcão) já recorrentes em sua discografia solo. Carbono também marca conexões do artista com nomes como Carlos Malta, Orkestra Rumpilezz, Marcos Suzano, Martin Fondse Orchestra e Tó Brandileone, convidados da gravação feita no Rio de Janeiro (RJ) neste ano de 2015. Eis - na ordem do CD que vai chegar ao mercado fonográfico com distribuição da Universal Music -  as 11 músicas autorais do álbum Carbono:

1. Castanho (Lenine e Carlos Posada)
2. O impossível vem pra ficar (Lenine e Vinicius Calderoni)
3. À meia-noite dos tambores silenciosos (Lenine e Carlos Rennó)

     - com Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz
4. Cupim de ferro (Lenine, Pupillo, Dengue, Lúcio Maia e Jorge Du Peixe)
     - com Nação Zumbi
5. A causa e o pó (Lenine e João Cavalcanti) - com Carlos Malta
6. Quedé água? (Lenine e Carlos Rennó) - com Marcos Suzano
7. Simples assim (Lenine e Dudu Falcão)
8. Quem leva a vida sou eu (Lenine)
9. Grafite diamante (Lenine e Marco Polo)
10. O universo na cabeça do alfinete (Lenine e Lula Queiroga)

       - com Martin Fondse Orchestra
11. Undo (Lenine, Pântico Rocha, Guila, JR Tostoi e Bruno Giorgi)

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Primeira gravação de Lenine com a Nação Zumbi faz referência a Capiba

Com trajetórias que correm paralelas desde a década de 1990, tendo em comum a origem pernambucana, o cantor e compositor Lenine e a banda Nação Zumbi cruzam seus caminhos musicais pela primeira vez em uma das músicas de Carbono, álbum de inéditas que Lenine lança em 30 de abril de 2015. A parceria acontece na composição e na gravação de Cupim de ferro, música definida pelo artista como um frevo'n'roll. Cupim de ferro é "um frevo felliniano" na definição de Jorge Du Peixe, vocalista da Nação. A parceria foi divulgada hoje, 16 de abril de 2015, na página oficial de Lenine no Facebook. Frevo gravado com as guitarras e os tambores proeminentes na Nação, sem a típica orquestra de metais recorrente nas orquestrações do ritmo pernambucano, Cupim de ferro faz referência na letra a versos de um dos frevos mais conhecidos do compositor pernambucano Capiba (1904 - 1997), Madeira que cupim não rói, composto em 1963 para o bloco Madeira do Rosarinho como resposta à derrota deste bloco no Carnaval anterior para o bloco Batutas de São José. Produzido por JR Tostoi com Bruno Tostoi e com o próprio Lenine, o álbum Carbono foi gravado de janeiro a março deste ano de 2015, entre Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Amsterdam (nos Países Baixos). Inédito e autoral, o repertório inclui músicas como Castanho (canção de sotaque interiorano e sertanejo, composta por Lenine com o sueco-pernambucano Carlos Posada, da banda carioca Posada e O Clã), O impossível vem pra ficar (parceria de Lenine com Vinicius Calderoni, gravada com a participação de Tó Brandileone, ambos do grupo paulistano 5 a Seco), À meia-noite dos tambores silenciosos (uma parceria de Lenine com Carlos Rennó arranjada pelo maestro baiano Letieres Leite), Grafite diamante (parceria de Lenine com Marco Polo) e Simples assim (parceria de Lenine com Dudu Falcão). A capa do álbum Carbono expõe Lenine no traço - em grafite - do artista plástico paulistano José Carlos Lollo.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Eis a capa de 'Carbono', o disco de inéditas que Lenine lança em 30 de abril

Esta é a capa de Carbono, álbum de inéditas autorais que Lenine vai lançar em 30 de abril de 2015. A capa é um desenho a lápis feito por João Carlos Lollo, artista plástico que passou dias no estúdio para retratar o cantor e compositor pernambucano na gravação do disco. O grafite é uma das referências do álbum. Uma das músicas, aliás, se chama Grafite diamante e é assinada por Lenine em parceria com Marco Polo, mentor da banda pernambucana Ave Sangria. Com produção de JR Tostoi, Bruno Giorgi e Lenine, Carbono apresenta músicas como Castanho - canção de tom interiorano e sertanejo, composta por Lenine com o sueco-pernambucano Carlos Posada (da banda carioca Posada e O Clã) - e O impossível vem pra ficar, parceria de Lenine com Vinicius Calderoni, gravada com a participação de Tó Brandileone (integrante, assim como Calderoni, do grupo paulistano 5 a Seco). O inédito repertório inclui também o poema-canção À meia-noite dos tambores silenciosos, uma parceria de Lenine com Carlos Rennó arranjada pelo maestro baiano Letieres Leite. A música é "quase uma oração" na definição dada por Lenine no faixa-a-faixa em que vem detalhando progressivamente o repertório de Carbono na sua página oficial no Facebook.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Enquanto produz 'Carbono', Lenine põe gravação do show 'Chão' na web

Em estúdio da cidade do Rio de Janeiro (RJ) desde fevereiro para gravar o álbum de inéditas Carbono, como visto na foto de Flora Pimentel, Lenine ainda mantém os pés no Chão (Casa 9 / Universal Music, 2011), disco sensorial que gerou show de som surround apresentado de 2012 a 2014 em turnê nacional que contabilizou 130 shows feitos em 80 cidades do Brasil e do mundo ao longo de dois anos e nove meses. A partir de hoje, 13 de março de 2015, o cantor e compositor disponibiliza progressivamente no YouTube, em série, os 22 números captados ao vivo ao longo da turnê. Idealizado por Bruno Giorgi, coprodutor do disco e do show, o projeto Chão ao vivo foi viabilizado pela Casa 9 / Mameluco Produções através da instalação de quatro câmeras GoPro ao lado do artista, dos dois músicos em cena (Giorgi e JR Tostoi), e no corpo dos técnicos de som e dos roadies. A intenção foi captar cada detalhe visual de um show feito (também) de sons pré-gravados em MPCs com ruídos extraídos do cotidiano e erguido sob a direção de arte de Paulo Pederneiras. O material ao vivo foi editado por Flora Pimentel, codiretora do vídeo (em parceria com Bruno Giorgi). Clique aqui para (re)ler a resenha do show Chão postada em Notas Musicais.

domingo, 8 de março de 2015

Amud, Alexandre Caldi e JR Tostoi deixam marca no 'Carbono' de Lenine

A IMAGEM DO SOM - Desde fevereiro, Lenine grava seu álbum de inéditas Carbono em estúdio do Rio de Janeiro (RJ). Com lançamento previsto para maio deste ano de 2015, o disco tem produção orquestrada por JR Tostoi, que postou a foto acima em seu facebook. Na foto, Tostoi (à esquerda) aparece com Lenine e os músicos Alexandre Caldi (de camisa verde) e Thiago Amud. Ambos deixaram suas marcas em Carbono, álbum que, na discografia oficial de Lenine, sucede Triz (2013), CD de menor visibilidade em que o compositor registrou a trilha sonora que fez para o homônimo espetáculo do Grupo Corpo. Carbono apresentará repertório inédito e autoral.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Com produção de Profeta, Lenine canta Milton em trilha sonora de filme

Enquanto prepara o álbum de inéditas Carbono, 14º título de sua discografia (se postas na conta as trilhas sonoras e coletâneas), Lenine dá voz a um dos maiores sucessos do cancioneiro de Milton Nascimento, Fé cega, faca amolada, parceria de Milton com Ronaldo Bastos lançada pelo MPB-4 no LP Palhaços e reis (Philips, 1974). Arranjada, produzida e mixada por Plínio Profeta, a gravação de Fé cega, faca amolada por Lenine está na trilha sonora do filme Meus dois amores, comédia rural dirigida por Luiz Henrique Rios que tem estreia nos cinemas prevista para 19 de março de 2015. O clipe da regravação de Fé cega, faca amolada já está em rotação no YouTube.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

No seu tempo, Carla Gomes dá voz a Caetano, Pedro, Samuel e a Lenine

Cantora e compositora mineira, Carla Gomes lança seu primeiro álbum, O tempo sou eu, produzido por Liminha. Sozinha, a artista assina a música-título O tempo sou eu, além das faixas Acredite e Com calma. Em parceria com Liminha, Carla apresenta outras duas músicas inéditas, Saber melhor quem é você e Tenho você. Vocalista do grupo fluminense Cidade Negra, Toni Garrido pôs voz em Baixada news (Samuel Rosa e Chico Amaral, 1992), lado B do primeiro álbum do grupo mineiro Skank. Salta aos ouvidos, a propósito, a habilidade da cantora para garimpar repertório para este disco cheio de groove. Nenhuma das regravações é óbvia. A seleção de O tempo sou eu inclui Sem cais (Pedro Sá e Caetano Veloso, 2009), 4 horizontes (Pedro Luís e Lenine, 2008) - faixa em que Carla cai no samba no toque do pandeiro do percussionista Marcos Suzano - e Só eu e mais ninguém, música de Vinicius Cantuária, gravada em 1993 pelo grupo carioca Tigres de Bengala (formado por Cantuária com colegas como Claudio Zoli, Dadi e Ritchie).

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Lenine idealiza sexto CD solo de inéditas, 'Carbono', para lançar em 2015

Carbono é o título do sexto álbum de inéditas da discografia solo de Lenine. Previsto para ser lançado em 2015, o CD está em fase de captação de recursos. Trata-se do primeiro disco de inéditas do artista pernambucano desde Chão (Casa 9 / Universal Music). Assim como Chão, Carbono é CD de repertório autoral. O título Carbono soa curioso para quem sabe que - antes de se firmar como cantor e compositor - Lenine chegou a cursar a faculdade de engenharia química.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Música de Lenine com Dudu Falcão pode gerar o título do álbum pop de Elba

Embora tenha cogitado dar ao seu próximo álbum o título de Livre, Elba Ramalho tende a batizar o disco produzido por Luã Mattar e Yuri Queiroga (já em fase de mixagem) com título extraído de um verso da canção É o que me interessa (Lenine e Dudu Falcão, 2008), regravada pela cantora no CD. Do meu olhar para fora é o provável nome do disco que, se depender da artista, vai ser lançado ainda neste ano de 2014. Eis, em ordem alfabética, 15 das cerca de 20 músicas gravadas por Elba Ramalho - vista em foto de Alex Ribeiro - para o álbum de sotaque pop contemporâneo:

* Árvore (Edson Gomes, 1991)
* Cidade em movimento (Pedro Luís, Toni Garrido, Roberto Valente e Rodrigo Saad, 1996)
* Ciranda praieira (Lenine e Paulo César Pinheiro, 2008)
* Contrato de separação (Dominguinhos e Anastácia, 1979)
* É o que me interessa (Lenine e Dudu Falcão, 2008)
* Fazê o quê? (Pedro Luís, 1997)

* La noyée (Serge Gainsbourg, 1971)
* Nos ares de Lisboa (Passarinho enganador) (Dominguinhos e Fausto Nilo) - música inédita
* Nossa Senhora da Paz (José Paes Lira, Clayton Barros, Emerson Calado, Rafael Almeida e Nego Henrique, 2002)
* Olhando o coração (Dominguinhos e Climério Ferreira) - música inédita
* Patchuli (Chico César) - música inédita
* Pé de calçada (Siba, 1996)
* Risoflora (Chico Science, 1994)

* Ser livre (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho) - música inédita
* Só pra lembrar (Dani Black e Zélia Duncan) - música inédita

sábado, 18 de outubro de 2014

Com Cristina Braga, Lenine respeita sons (e silêncios) de 'Certas coisas'

Apaixonada sinfonia feita de silêncio e sons, a balada Certas coisas foi sucesso nacional em 1984 na gravação original feita por Lulu Santos - parceiro de Nelson Motta na canção - para seu terceiro ótimo álbum, Tudo azul (Warner Music, 1984). Trinta anos depois, Certas coisas - música que Lulu e Motta fizeram para Roberto Carlos, mas que o Rei nunca gravou - ganha gravação de Lenine, feita somente com a harpa virtuosa de Cristina Braga para Nelson 70, o projeto comemorativo dos 70 anos do compositor, jornalista e escritor carioca Nelson Motta. Com delicadeza e pausas estratégicas, Lenine e Cristina fazem registro reverente aos sons e silêncios de uma das mais belas baladas do cancioneiro de Lulu. A gravação já está disponível para audição no YouTube. O CD Nelson 70 vai ser lançado pela gravadora Som Livre em 29 de outubro de 2014, dia do 70º aniversário de Nelson Motta. O projeto inclui série no Canal Brasil.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Krassik transita entre Paris e Nordeste com os Cordestinos, Gil e Lenine

Violinista parisiense de ampla vivência musical no Brasil, país no qual está radicado há anos, Nicolas Krassik trafega pelo ponte Brasil-França em seu quinto álbum, Nordeste de Paris, editado pela Superlativa neste mês de abril de 2014. Com capa que alude à antológica capa de Dark side of the moon, álbum emblemático na discografia do grupo inglês Pink Floyd, Nordeste de Paris é o segundo CD gravado por Krassik com o grupo Cordestinos, arretado quarteto formado por Carlos César (percussão), Chris Mourão (percussão), Guto Wirtti (baixo) e Marcos Moletta (rabeca). Produzido por Bruno Giorgi, Nordeste de Paris alinha na ficha técnica os nomes de Gilberto Gil - cujo atual CD, Gilberto Sambas, tem várias faixas gravadas com o violino de Krassik - e Lenine, convidados de Refazenda (Gilberto Gil, 1975) e d'A balada do cachorro louco (Fere rente) (Lenine, Lula Queiroga e Chico Neves, 1997), respectivamente. Filho de Lenine e irmão de Giorgi, o cantor e compositor carioca João Cavalcanti conceitua Nordeste de Paris com precisão no texto enviado à imprensa com o CD. Com a palavra, João:

"É claro que há fronteiras, sempre houve. Há fronteiras arbitrárias, conquistadas, consensuais. Quase sempre são imaginárias. Há quem veja nelas a razão de sermos distintos tão somente por estarmos em lados distintos delas.

Por outro lado, é claro que há quem ignore haver fronteiras. Sempre houve. Nicolas Krassik é um desses. Nascido na grande Paris, ele veio pôr o sumo do jazz e a essência erudita de seu violino a serviço da música popular brasileira. Mais do que isso, Nicolas resolveu que seria brasileiro. Ou, melhor ainda, um apátrida honorário voluntário.

Nordeste de Paris (Superlativa / 2014), seu quinto álbum - segundo acompanhado dos Cordestinos Marcos Moletta (rabeca), Guto Wirtti (baixo), Carlos César e Chris Mourão (percussões) -, confirma a fluência com que Nicolas costura e descostura as fronteiras a gosto. Os sotaques, as escolhas, a erudição na técnica e o espírito popular na linguagem (e, eventualmente, vice-versa) constroem um ambiente com um aroma inédito - embora seja criado pelo que absorvem, Nicolas e Cordestinos, cá e acolá dos limites que escolheram ignorar.

A surpresa é ainda maior e mais bem-vinda graças à produção primorosa de Bruno Giorgi, outro daqueles que se entrincheiraram nas fileiras do mundo-uno, mundo afora. Delays, mutings, compressões e ruídos nada ortodoxos para o universo da música instrumental, mas já explorados sem pudor no pop contemporâneo. Como já disse outras vezes: fronteira?

Contribui para o gosto de novidade, ainda, o fato de ser um disco sumamente autoral. Sete das dez músicas foram compostas por Nicolas, duas delas em parceria com Marcelo Caldi. O disco arromba os ouvidos com o tema-título, uma espécie de xaxado-manouche que evoca o suspense brevemente melancólico do estrangeiro íntimo, clima que se mantém em Soturno, primeira parceria com Caldi. O começo abrupto de Azul elétrico é a senha da ruptura pra esse baião frenético que parece ter um pé no choro - de que todos ali também são impregnados. Evelise é um xote-moto-contínuo bom de dançar e de regozijar quem percebe que por trás da zabumba, às vezes, tem um beat cavernoso do MPC de Chris.

Em seguida, Lenine aparece pra cantar A balada do cachoro louco (Fere rente), sua e de Lula Queiroga e Chico Neves. As intervenções são de um músico - é a voz a serviço do instrumento, não o contrário. Mar da minha terra é uma ciranda-lamento. Um lamento sertanejo-litorâneo (que vira sertão que vira mar) de começo lamurioso e fim redentor, tão complexo como a própria saudade. Esse é o terreno para Gilberto Gil (com quem Nicolas toca há bastante tempo) promover sua Refazenda, num arranjo que, mais uma vez, joga longe a obviedade da relação vocal-instrumental.

Forrockatu é um groove devastador que deflagra como Nicolas, Moletta, Guto, Carlinhos e Chris já se entrelaçaram de forma irreversível na estética de banda. Na sequência, Jimi’s galop, a segunda com Caldi, leva Hendrix do arraiá ao baile funk. O disco, aliás, é cheio de pequenas referências como essa, a começar pela capa sensacional que faz alusão ao clássico Dark Side of the Moon. Para encerrar o disco, Krassik elege Tears, música de Django Reinhardt e do violinista Stéphane Grappelli, e não há de ser por acaso: Django, maior nome do jazz francês, era nascido na Bélgica e de família cigana. Aliás, talvez sejam diásporas como a dos Romani que nos permitiram chegar a esse tempo em que se pode escolher não ter pátria - ou acumular pátrias - carregando um mundo inteiro consigo.

Por isso, é claro, há Nicolas Krassik.
Ouve". 
João Cavalcanti

sexta-feira, 21 de março de 2014

Hit de Lorde é bônus de trilha de novela que junta Lenine, Marisa e Moska

Com muito atraso, uma vez que a novela já está na segunda metade, o CD com a trilha sonora nacional da novela Além do horizonte chega às lojas até o fim deste mês de março de 2014. Hit da cantora e compositora neozelandesa Lorde, uma das sensações do universo pop em 2013, Royals figura como faixa-bônus do disco, que reúne fonogramas de artistas como Lenine, Marisa Monte, Moska e Vanguart. Eis as 15 músicas reunidas no CD Além do horizonte:

1. O que eu só vejo em você - Nando Reis & Os Infernais
2. Além do horizonte - Erasmo Carlos
3. Zen - Anitta
4. Ilusão (Ilusión) - Marisa Monte
5. Imergir - Silva
6. Magra - Lenine
7. Felicidade - Roberta Campos
8. Meu sol - Vanguart
9. Carimbó da alegria - Gaby Amarantos
10. Dançando no salão - Gang do Eletro (com Felipe Cordeiro)
11. O amor verdadeiro não tem vista para o mar - Pullovers
12. Somente nela (ao vivo) - Paulinho Moska
13. Cada qualidade de homem - Tanga de Sereia
14. Take the money and run away to Rio - Brothers of Brazil
15. Royals - Lorde (faixa-bônus)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Fresno faz com Lenine 'Manifesto' que inclui também o 'rapper' Emicida

Já em fase final de gravação, o sétimo álbum de estúdio do grupo gaúcho Fresno, Eu sou a maré viva, traz a voz de Lenine. O cantor e compositor pernambucano gravou esta semana sua participação em Manifesto, faixa que também traz as rimas do rapper paulistano Emicida, parceiro do vocalista e guitarrista Lucas Silveira na música. Eu sou a maré viva é o 11º título da discografia do Fresno, iniciada em 2001 com a edição do EP independente O acaso do erro.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Dirigido por Pedro Luís, o sétimo CD do Fato tem participação de Lenine

Longe demais das capitais, como seus vizinhos gaúchos, o grupo paranaense Fato pavimentou em Curitiba (PR) trajetória que já completa duas décadas. Sob a direção musical do cantor e compositor carioca Pedro Luís, o sétimo álbum do Fato - finalizado neste mês de dezembro de 2013 - faz conexões com artistas de maior visibilidade na mídia do eixo Rio-São Paulo. Gravado entre Curitiba e Rio de Janeiro (RJ), o CD tem participações do próprio Pedro Luís e do cantor e compositor pernambucano Lenine, que pôs voz em A fio (Ulisses Galetto, Grace Torres e Marcelo Sandmann). Pedro canta e toca surdo em Vagabundo II (Ulisses Galetto), assina o violão de Raiz (Ulisses Galetto e Neuza Pinheiro), percute um triângulo em Carros blindados (Sérgio Monteiro Freire) e toca seu recorrente surdo em Vez por outra (Grace Torres e Benito Rodriguez). Além de Lenine e Pedro Luís (vistos na foto com integrantes do Fato), o disco tem intervenções de João Cavalcanti (que canta Bandida, parceria de Ulisses Galetto e Grace Torres), do carioca Rodrigo Campello (arranjo para violão de sete cordas e programações de Indivídua, parceria de João Cavalcanti com Pedro Luís) e do pernambucano Yuri Queiroga (programações e loops na já citada Raiz), além da poeta e cantora paranaense Neuza Pinheiro.