Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sábado, 2 de agosto de 2014

Lorde assina trilha sonora do próximo filme da franquia 'Jogos vorazes'

Revelação do universo pop em 2013 por conta da sensação provocada por sua música Royals, single de seu EP The love club (Universal Music, 2013), a cantora e compositora neozelandesa Lorde vai assinar a trilha sonora do próximo filme da franquia Jogos vorazes, intitulado A esperança - Parte 1. Além de fazer a seleção das músicas, Lorde vai dar voz à inédita canção-título do longa-metragem, bisando sua colaboração com a franquia, já que a artista gravou Everybody wants to rule the world (Roland Orzabal, Ian Stanley e Chris Hughes), sucesso do grupo inglês Tears for Fears no ano de 1985, para o filme Jogos vorazes - Em chamas (2013). 

sábado, 7 de junho de 2014

Lorde começa a criar sucessor de 'Pure heroine' e promete CD 'diferente'

Sensação do universo pop no ano passado, por conta de seu superestimado álbum de estreia, a cantora e compositora neozelandesa Lorde já começa a trabalhar no sucessor de Pure heroine (Universal Music, 2013). A dona do viciante hit Royals promete um disco totalmente diferente de seu primeiro primeiro álbum. “Escrevi o último álbum baseada no subúrbio em que cresci, povoado por meus amigos e pessoas que eram familiares para mim. Agora estou em um lugar diferente a cada dia e com pessoas diferentes a cada dia, é uma vibe diferente”, relativizou Lorde em entrevista à rede BBC. Lorde ressaltou que o trabalho está bem no início.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Hit de Lorde é bônus de trilha de novela que junta Lenine, Marisa e Moska

Com muito atraso, uma vez que a novela já está na segunda metade, o CD com a trilha sonora nacional da novela Além do horizonte chega às lojas até o fim deste mês de março de 2014. Hit da cantora e compositora neozelandesa Lorde, uma das sensações do universo pop em 2013, Royals figura como faixa-bônus do disco, que reúne fonogramas de artistas como Lenine, Marisa Monte, Moska e Vanguart. Eis as 15 músicas reunidas no CD Além do horizonte:

1. O que eu só vejo em você - Nando Reis & Os Infernais
2. Além do horizonte - Erasmo Carlos
3. Zen - Anitta
4. Ilusão (Ilusión) - Marisa Monte
5. Imergir - Silva
6. Magra - Lenine
7. Felicidade - Roberta Campos
8. Meu sol - Vanguart
9. Carimbó da alegria - Gaby Amarantos
10. Dançando no salão - Gang do Eletro (com Felipe Cordeiro)
11. O amor verdadeiro não tem vista para o mar - Pullovers
12. Somente nela (ao vivo) - Paulinho Moska
13. Cada qualidade de homem - Tanga de Sereia
14. Take the money and run away to Rio - Brothers of Brazil
15. Royals - Lorde (faixa-bônus)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Irmã de Lorde, India O'Connor se lança com 'cover' de A Great Big World

Irmã mais nova de Ella Maria Lani Yelich-O'Connor, adolescente neo-zelandesa que se tornou uma das sensações do universo pop em 2013 com o nome artístico de Lorde, India Yelich O'Connor segue os passos musicais da mana que se tornou instantaneamente famosa com o estouro da música Royals, incluída no EP The love club (gravado em 2012 e lançado em março de 2013) e rebobinada no álbum Pure heroine (2013). Tal como Lorde, que começou jogando na rede covers de hits de artistas como a cantora galesa Duffy, India se lança como cantora, aos 15 anos, com cover (simples, mas classudo) de Say something (Ian Axel, Chad Vaccarino e Mike Campbell), música do duo norte-americano A Great Big World, de 2011, mas popularizada em 2013 em regravação feita com a adesão da cantora norte-americana Christina Aguilera. A seminal gravação de India Yelich O'Connor está disponível para audição no portal SoundCloud.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

'Pure heroine' impõe Lorde no universo pop sem (chegar a) ser viciante

Resenha de CD
Título: Pure heroine
Artista: Lorde
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * 1/2

Houve um momento neste ano de 2013 em que o universo pop começou a falar de Lorde, apontando a adolescente da Nova Zelândia - de 17 anos completados em novembro - como a sensação do universo pop por conta de seu primeiro álbum, Pure heroine. É aquele momento em que jornais, revistas e blogs musicais começam a falar em bloco de determinado nome, reproduzindo elogios e expandindo culto não raro engendrado por ações do departamento de marketing de alguma gravadora - no caso, a Universal Music. Bastou uma música de Lorde virar viral na rede - Royals, originalmente lançada pela artista no EP The love club, gravado em 2012, mas lançado em março de 2013 - para que a cantora e compositora neozelandesa fosse apontada como a maior revelação pop de todos os tempos daquelas semanas. Incenso de aura mercadológica, desfeita por uma avaliação sensata de Pure heroine. Produzido por Joe Little, o disco é realmente bom sem chegar a ser viciante. A questão é que o art indie pop de Lorde - aditivado com coros em temas como Ribs - soa por vezes monocórdio ao longo das dez faixas do álbum. Há músicas realmente bacanas em Pure heroine, com menções honrosas para Glory and gore e para os singles Royals, Tennis court e Team (de tom tecnopop), mas outras (como White teeth teens e Still sane, por exemplo) passariam batidas não fossem suas letras. A ideologia exposta por Lorde em seus versos é o grande trunfo do disco. Pure heroine versa sobre os desajustes emocionais de uma adolescente face a um mundo consumista, cibernético, em que o próprio universo pop parece conspirar a favor da visão de que, ou você entra na moda e nas ondas, ou é um fracassado, um loser, para usar termo da língua inglesa.  Lorde se sentia uma perdedora quando escreveu as letras de músicas como 400 lux e Buzzcut season (a faixa de contorno mais pop). Por isso, sim, Pure heroine impõe o nome de Lorde - cuja voz por ironia se parece com a de sua desafeta Lana Del Rey - como uma das gratas revelações do universo pop neste ano de 2013. Mas é preciso dimensionar o culto a Lorde, artista que expõe emoções e dilemas reais em suas músicas enquanto suas colegas parecem tomar atitudes fabricadas em série para se ajustarem às regras de jogo volátil e voraz - caso de Miley Cyrus. Resta saber se a fama e o triunfo vão alterar a visão de mundo de Lorde nas próximas músicas.