Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sábado, 2 de abril de 2016

Bailão eletro-pop-popular de Ana & Jorge recicla hits sem a ambição artística

Resenha de show
Título: Mais uma vez Ana & Jorge
Artistas: Ana Carolina e Seu Jorge (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Citibank Hall (São Paulo, SP)
Data: 1º de abril de 2016
Cotação: * * 

"A criança tem 11 anos, é filha de preto com gay e é bem-sucedida". A fala de Ana Carolina na estreia nacional da turnê Mais uma vez Ana & Jorge foi dita antes de a cantora e Seu Jorge fazerem breve e bem-humorada retrospectiva sobre o que aconteceu nos 11 anos que separam o primeiro show da dupla, apresentado em 2005, e o espetáculo de tom eletro-pop-popular que teve estreia nacional na noite de ontem, 1º de abril de 2016, na casa Citibank Hall da cidade de São Paulo (SP). A criança a que se refere a cantora, compositora e instrumentista mineira é o projeto Ana & Jorge, cujo retumbante sucesso acontecido há 11 anos - alavancado pelo estouro de É isso aí, a versão em português escrita por Ana sem fidelidade ao sentido original de The blower's daughter (2002), sublime canção do compositor inglês Damien Rice - motivou a reunião da dupla em show que vai percorrer o Brasil e que vai gerar outro DVD e CD ao vivo. Ana Carolina e Seu Jorge são dois grandes cantores do Brasil que optaram por seguir trilhas cada vez mais populares em nome do sucesso. O show - que junta os artistas a Mikael Mutti e a Rodrigo Tavares, escalados para pilotar os teclados e as programações que alimentam a aura eletrônica da maior parte do espetáculo - foi concebido dentro dessa trilha. A rigor, trata-se de bailão em que Ana & Jorge reciclam hits próprios e alheios sem grandes ambições artísticas. Se falta a chama que poderia elevar os trabalhos dos artistas a um novo patamar, sobram sucessos. Mas o fato é que algo pareceu fora da ordem na estreia nacional. Nem o apelo pop da música inédita Mais uma vez (Nós dois) (Ana Carolina, Dudu Falcão, Gabriel Moura e Leandro Fab, 2016) surtiu o efeito esperado na primeira vez em que foi cantada, sendo recebida com um pouco mais de entusiasmo no bis, encerrado em clima de boate com O beat da beata (Ana Carolina e Seu Jorge, 2003), com Ana & Jorge se deixando levar e jogando charme na pulsação da batida eletrônica. Já no primeiro número - Tanta saudade (Djavan e Chico Buarque), música que teve o molho da salsa diluído na aura eletrônica do arranjo - ficou no ar uma sensação de que Ana e Jorge batiam ponto no palco do Citibank Hall. As programações deram o tom de boa parte dos arranjos, mas não tornaram rarefeita a levada de R&B que conduz Quem não quer sou eu (Seu Jorge, Gabriel Moura e Adriano Trindade, 2011), sucesso de Jorge revivido de início na voz de Ana até ser dominado pelo cantor. O que garantiu alguns bons momentos foram as vozes singulares e potentes dos cantores. Jorge arrepiou quando solou Talismã (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1989) em ritmo lento, com menos ênfase na cadência do samba que conduziu a gravação original do cantor Elson do Forrogode, lançada em 1989 com êxito retumbante. Ana confirmou a habilidade para interpretar baladas de natureza romântica. A reverente lembrança da melodiosa balada Não diga nada (Prêntice, Ed Wilson, Gilson e Ronaldo Bastos, 1985) - cantada inteira por Ana e, na sequência, por Jorge - reiterou tal habilidade. Único grande sucesso popular do cantor fluminense Prêntice (1956 - 2005), Não diga nada pode vir a ser o hit do show e futuro disco resultante do projeto que reúne Ana & Jorge em cena. O acento soul imprimido pela dupla à canção se afinou com outro sagaz revival do roteiro, Coleção (Cassiano e Paulo Zdanowski, 1976), uma daquelas matadoras baladas da lavra do genial compositor paraibano Cassiano, intérprete original da canção de alma soul propagada na trilha sonora da novela Locomotivas (TV Globo, 1977). O piano de Rodrigo Tavares sobressai no arranjo criado para o show de Ana & Jorge. Na sequência, um bloco acústico - com Ana & Jorge sentados na frente do palco - segue a cadência bonita do samba e dá vida ao show. Samba do Trio Preto + 1, Sábado e domingo (Nenê Brown e Alexandre França, 2012) abrem o set no qual Ana & Jorge saúdam a si próprios em Comparsas (Ana Carolina e Seu Jorge, 2005), praticam Tiro ao Álvaro (Adoniram Barbosa e Osvaldo Molles, 1980)  - com Ana no pandeiro e Jorge no violão - e mastigam Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho, 1958) sem saborear o suingue do tema associado ao balanço e à voz de Jackson do Pandeiro (1919 - 1982). Findo o bloco, Mikael Mutti e Rodrigo Tavares voltam à cena para dar base para o insosso solo de Ana em Mal acostumada (Meg Evans e Ray Araújo, 1997), tema do grupo forrozeiro Cabelo de Fogo que o grupo baiano de axé Ara Ketu tornou samba em gravação de 1998 que alcançou sucesso nacional. A abordagem de Ana, em ritmo mais lento, diluiu o balanço e a graça da composição. Na parte final do show, a falta de ambição artística fica mais evidente. É quando Ana & Jorge passam a alternar os hits que colecionaram nas respectivas discografias individuais. Só que há pouca interação vocal entre os cantores nesse bloco final. Jorge - que se tornou um cantor popular após o show feito com Ana em 2005 - domina a cena quando o roteiro rebobina os hits dele, como São Gonça (Seu Jorge, 1998) e Carolina (Seu Jorge, 2001). Já Ana é quem dá Sinais de fogo (Ana Carolina e Antonio Villeroy, 2003) para uma plateia formada por fãs - mais dela do que dele, diga-se - e já habituada ao estilo popular de Ana. Tanto que os refrães apelativos de Elevador (Livro do esquecimento) (Ana Carolina, 2003) e de Rosas (Antonio Villeroy, 2006) - ambos com versos constrangedores - são cantados a plenos pulmões pela plateia. São os momentos mais calorosos de show que transcorre morno, ainda à espera de um azeitamento que pode acontecer ao longo da turnê desse bailão eletro-pop-popular de resultado aquém dos talentos dos dois artistas ora reunidos em cena sem a devida ambição artística. A criança precisa crescer, amadurecer e entender que sucesso popular nem sempre tem a ver com qualidade artística...

Bailão eletro-popular de Ana & Jorge tem hits de Cassiano, Elson e Prêntice

SÃO PAULO (SP) - Em 1985, o cantor fluminense Prêntice Maciel Teixeira (1956 - 2005) - conhecido como Prêntice - conseguiu um sucesso popular ao gravar um compacto pela RCA com Não diga nada (Prêntice, Ed Wilson, Gilson e Ronaldo Bastos, 1985), melodiosa canção romântica que ganha as vozes de Ana Carolina e Seu Jorge 36 anos após ser propagada em escala nacional na trilha sonora da novela Ti-ti-ti (TV Globo, 1985). Revivida com reverência à arquitetura melódica da canção, Não diga nada é uma das surpresas do roteiro do show da turnê nacional Mais uma vez Ana & Jorge. O show teve estreia nacional na noite de ontem, 1º de abril de 2016, na Citibank Hall, na cidade de São Paulo (SP). Além de Não diga nada, a dupla surpreendeu ao dar voz a uma outra balada propagada em novela das 19h da Globo. Ana e Jorge revivem Coleção (Cassiano e Paulo Zdanowski, 1976), bela canção de alma soul lançada há 40 anos pelo cantor e compositor paraibano Cassiano no segundo álbum solo, Cuban soul (Polydor, 1976), e difundida em 1977 na trilha sonora da novela Locomotivas (TV Globo, 1977). Em momento solo, Jorge também cantou Talismã (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1989), samba propagado na voz do cantor fluminense conhecido como Elson do Forrogode. Sucessos do compositor paulistano Adoniran Barbosa (1910 - 1982) e do Trio Preto + 1 - Tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa e Osvaldo Molles, 1980) e Sábado e domingo (Nenê Brown e Alexandre França, 2012), respectivamente - também entraram em cena no bailão eletro-popular feito por Ana e Jorge com as adesões das programações e teclados pilotados por Mikael Mutti e Rodrigo Tavares. Mas a base do repertório é formada por hits de Ana e Jorge. Eis o roteiro seguido em 1º de abril de 2016 por Ana Carolina e Seu Jorge - em foto de Mauro Ferreira - na estreia nacional do show da turnê que reúne os (ótimos) cantores onze anos após o sucesso de show de vozes & violões que virou DVD e CD ao vivo:

1. Tanta saudade (Djavan e Chico Buarque, 1983)
2. Pole dance (Ana Carolina e Edu Krieger, 2013)

3. Mina do condomínio (Seu Jorge, Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura e Pierre Aderne, 2007)
4. Cantinho (Ana Carolina e Gastão Villeroy, 2006)
5. Chatterton (Serge Gainsbourg, 1967, em versão em português de Seu Jorge, 2004)
6. É isso aí (The blower's daughter) (Damien Rice, 2002, em versão em português de Ana
    Carolina, 2005)
7. Mais uma vez (Nós dois) (Ana Carolina, Dudu Falcão, Gabriel Moura e Leandro Fab, 2016)
8. Quem não quer sou eu (Seu Jorge, Gabriel Moura e Adriano Trindade, 2011)
9. Não diga nada (Prêntice, Ed Wilson, Gilson e Ronaldo Bastos, 1985)
10. Coleção (Cassiano e Paulo Zdanozwski, 1976)
11. Sábado e domingo (Nenê Brown e Alexandre França, 2012)
12. Vox populi (Ana Carolina, 2003)
13. Comparsas (Ana Carolina e Seu Jorge, 2005)
14. O pequinês e o pitbull (Gabriel Moura, Jovi Joviniano e Aranha, 2001)
15. Tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa e Osvaldo Molles, 1980)
16. Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho, 1958)
17. Mal acostumada (Meg Evans e Ray Araújo, 1997)
18. Pra rua me levar (Ana Carolina e Antonio Villeroy, 2001)
19. Talismã (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1989)
20. São Gonça (Seu Jorge, 1998)
21. Carolina (Seu Jorge, 2001)
22. Sinais de fogo (Ana Carolina e Antonio Villeroy, 2003)
23. Amiga da minha mulher (Seu Jorge, Gabriel Moura, Pretinho da Serrinha e Rogê, 2001)
24. Rosas (Antonio Villeroy, 2006)
25. Alma de guerreiro (Seu Jorge, Gabriel Moura, Pretinho da Serrinha e Leandro Fab 2012)
26. Elevador (Livro do esquecimento) (Ana Carolina, 2003)
27. Burguesinha (Seu Jorge, Gabriel Moura e Pretinho da Serrinha, 2007)
28. Garganta (Antonio Villeroy, 1999)
Bis:
29. Mais uma vez (Nós dois) (Ana Carolina, Dudu Falcão, Gabriel Moura e Leandro Fab, 2016)
30. O beat da beata (Ana Carolina e Seu Jorge, 2003)

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Single da volta de Ana e Jorge é editado oficialmente em plataformas digitais

Single de Ana & Jorge que anunciou em fevereiro a reunião de Ana Carolina com Seu Jorge em turnê nacional que vai percorrer o Brasil ao longo deste ano de 2016, Mais uma vez (Nós dois) - música de grande apelo pop assinada por Ana com Dudu Falcão, Gabriel Moura, Leandro Fab e Pretinho da Serrinha - ganha edição oficial nas plataformas digitais. Embora a música já estivesse disponível para audição nos canais de Ana & Jorge na web, o single está sendo lançado hoje, 1º de abril, no iTunes e nas plataformas de streaming, na data em que o show estreia em apresentação na casa Citibank Hall, na cidade de São Paulo (SP). Clique aqui para ler a resenha do single do duo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Mais uma vez a dois, Ana & Jorge se jogam na pista pop popular com inédita

Resenha de single
Título da música: Mais uma vez (Nós dois)
Compositores: Ana Carolina, Dudu Falcão, Gabriel Moura, Leandro Fab e Pretinho da Serrinha
Intérpretes: Ana Carolina & Seu Jorge (em foto de Leo Aversa)
Gravadora: Sony Music / Universal Music
Cotação: * * *

A união de Ana Carolina com Seu Jorge em 2005 acenou para as massas, dando a visibilidade que Jorge até então não tinha como cantor e compositor e amplificando a popularidade da música de Ana. Derivada do show acústico calcado nas vozes e nos violões dos artistas, a gravação da música É isso aí - versão em português (escrita pela própria Ana Carolina) que diluiu a densidade da canção mais sublime do compositor irlandês Damien Rice, The blower's daughter (2002) - cumpriu a função de gerar megahit para a dupla intitulada Ana & Jorge. O sucesso foi tanto que, desde então, Ana Carolina se debate entre manter a ampla conexão popular ou desenvolver obra autoral de méritos indiscutíveis sem preocupações mercadológicas. Onze anos depois, a reunião de Ana & Jorge - em turnê nacional programada para percorrer as principais capitais do Brasil entre abril e junho deste ano de 2016 e para gerar gravação ao vivo a ser editada em CD e DVD em parceria bissexta das gravadoras Sony Music (à qual o selo de Ana, Armazém, está vinculado) e Universal Music (que tem Jorge no elenco) - tem o claro objetivo de reacender a chama do sucesso de massa. A música inédita que anuncia a turnê - Mais uma vez (Nós dois), disponível para audição no site oficial da dupla - também acena para as massas, jogando a dupla na pista do pop mais popular. A batida eletrônica é trivial, mas a melodia e a levada são grudentas, típicas das boas músicas produzidas em escala industrial. A associação de compositores de universos distintos - de um lado, Ana e Dudu Falcão, dois hábeis artesãos de baladas pop românticas. De outro, Gabriel Moura, Leandro Fab e Pretinho da Serrinha, habituais colaboradores de Jorge na criação de samba pop - gerou música com breve discurso de rap (dito por Seu Jorge) e jeito de hit cantado a plenos pulmões por grandes plateias. Música animada que sinaliza o clima de show que certamente vai jogar para a galera das baladas que movimenta a indústria da música no Brasil de hoje. Mais uma vez (Nós dois) tem tom festivo que se afina com o sentimento do público que já anseia por (re)ver Ana & Jorge em cena. É música sem alma, como tantas produzidas em esquemática linha de montagem. Mas é, sim, uma música eficiente dentro da proposta.  A missão - tão musical quanto comercial - foi bem cumprida.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Single 'Mais uma vez (Nós dois)' anuncia a retomada do projeto Ana & Jorge

Onze anos após o show que rendeu o CD e DVD Ana & Jorge (Sony Music, 2005), Ana Carolina e Seu Jorge retomam o projeto em dupla que alcançou expressiva popularidade por conta do sucesso da música É isso aí, versão em português escrita pela própria Ana Carolina da canção The blower's daughter (Damien Rice, 2002). Para anunciar oficialmente a volta de Ana & Jorge, single com música inédita - Mais uma vez (Nós dois), composição feita por Ana em parceria com Dudu Falcão, Gabriel Moura, Pretinho da Serrinha e Leandro Fab - chega aos canais digitais da dupla neste mês de fevereiro de 2016, anunciando turnê nacional que começa pela cidade de São Paulo (SP) em 1º de abril e que parte na sequência pelas principais capitais do Brasil. O show da turnê será gravado ao vivo para gerar CD e DVD a serem lançados em parceria das gravadoras Sony Music (à qual o selo de Ana, Armazém, está vinculado) e Universal Music  (empresa que vem editando os CDs de Jorge).

♪ EDITORIAL - A reunião de Ana Carolina e Seu Jorge - em foto de Leo Aversa - acontece após uma década em que os artistas mudaram de status no mercado fonográfico. Em 2005, a cantora e compositora mineira saboreava o sucesso de público e crítica de Estampado (BMG, 2003), um dos melhores discos e shows de discografia que se tornaria irregular ao longo da da última década, com o desgaste da produção autoral da compositora. Já o carioca Jorge tinha sucesso internacional como ator de filmes como Cidade de Deus (Brasil, 2002), mas, como cantor, ainda era ouvido somente em nichos específicos do mercado. A reboque da popularidade de Ana, Jorge conseguiu visibilidade inédita na carreira musical e, desde então, se tornou - ele próprio! - um cantor popular.

domingo, 25 de outubro de 2015

Ana Carolina e Seu Jorge podem vir a lançar o volume dois de 'Ana & Jorge'

Há articulações nos bastidores da indústria fonográfica brasileira para que Ana Carolina e Seu Jorge bisem sua bem-sucedida parceria em disco, iniciada há dez anos com a edição do DVD e CD ao vivo Ana & Jorge (Sony Music, 2005). Nada foi anunciado até o momento e tudo pode ser mera intenção, mas a ideia do segundo volume do projeto já é comentada nos corredores da indústria do disco. Cabe lembrar que o lançamento de Ana & Jorge representou pico de popularidade e vendas nas discografias dos dois artistas (vistos em foto de Jotha R, da agência Fred Pontes) há dez anos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Música gravada por Dinho com Seu Jorge puxa o acústico do Capital em NYC

Música inédita composta por Dinho Ouro Preto em parceria com Alvin L. e Thiago Castanho (guitarrista do extinto grupo Charlie Brown Jr.) e registrada pelo Capital Inicial com a participação de Seu Jorge, a balada Vai e vem é o primeiro single promocional do projeto acústico gravado ao vivo pelo grupo brasiliense em show na casa Terminal 5, em Nova York (EUA), em 6 de junho deste ano de 2015. O single inicial de Capital Inicial acústico  NYC chega às plataformas digitais a partir da próxima sexta-feira, 9 de outubro de 2015. Além de Seu Jorge, que participa de três das 23 músicas, o segundo projeto acústico da discografia do grupo foi feito com a voz de Lenine na canção Tempo perdido (Renato Russo, 1986), hit da banda Legião Urbana, e em Não olhe pra trás.

domingo, 31 de maio de 2015

Lenine e Seu Jorge participam do registro acústico ao vivo do Capital em NY

A IMAGEM DO SOM - Postada na página oficial do Capital Inicial no Facebook, a foto mostra Lenine e Dinho Ouro Preto ensaiando para a gravação ao vivo do CD e DVD Acústico 2. O cantor e compositor pernambucano é um dos convidados do show acústico que o grupo brasiliense - do qual Dinho é vocalista - vai fazer e registrar na casa Terminal 5, em Nova York (EUA), em gravação programada para 6 de junho de 2015. Seu Jorge e Thiago Castanho são os outros convidados do Capital no CD e DVD que a gravadora Sony Music vai lançar no segundo semestre deste ano de 2015.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Graziela Medori canta com Seu Jorge e regrava Lô e Raul no segundo álbum

Quatro anos após lançar seu primeiro (bom) álbum, A hora é essa (Lua Music, 2011), a cantora paulistana Graziela Medori prepara seu segundo disco em São Paulo (SP). Pai da artista, o baterista Chico Medori é o produtor do CD e o compositor da música já eleita o primeiro single do álbum, Toma limonada, gravada por Graziela em parceria com o cantor carioca Seu Jorge. Com video-teaser já em rotação no YouTube, o single sinaliza a direção pop tomada pela cantora neste álbum em que regrava músicas como Top top (Arnaldo Baptista, Sérgio Dias, Rita Lee e Liminha, 1971), Let me sing, let me sing (Raul Seixas, 1972), A Paraíba não é Chicago (Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle, Laudir de Oliveira, Peter Cetera e Leon Ware, 1980) - híbrido de funk e baião lançado por Marcos Valle no álbum Vontade de rever você (Som Livre, 1980) - e Um girassol da cor de seu cabelo (Márcio Borges e Lô Borges, 1972). Filha da cantora carioca Cláudia, Graziela - vista no estúdio na foto de Tati Provenzano - também dá voz a uma música do jovem compositor baiano Thiago Pimentel (Nada mais que cinema) e canta Na pisada do baião, parceria de seu pai, Chico Medori, com o compositor carioca  Paulo César Pinheiro.  O álbum ainda está em fase de gravação.

terça-feira, 31 de março de 2015

Seu Jorge acerta de novo o ponto do churrasco com temperos adicionais

Resenha de CD
Título: Músicas para churrasco II
Artista: Seu Jorge
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * *

O sabor é praticamente o mesmo de quatro anos atrás. Mas há sutis temperos adicionais na nova fornada das músicas para churrasco oferecidas por Seu Jorge no álbum lançado hoje, 31 de março de 2015, em edição da gravadora Universal Music, com capa (de Vik Muniz) que alude aos anúncios de carne nos açougues e nos supermercados. O falsete experimentado em Papo reto (Seu Jorge, Rogê e Gabriel Moura) - música em que o cantor e compositor carioca manda recado direto para homens que tratam suas mulheres como cachorras - é um desses temperos. A setentista levada festiva em tom funky disco de Everybody let's go - parceria de Jorge com Tattá Spalla que fecha o CD Músicas para churrasco II com letra em português, apesar de o verso-refrão-título do tema ser em inglês - é outro. Há ainda o acento neosoul da balada r & b Tá em tempo (Seu Jorge, Pretinho da Serrinha, Rogê e Gabriel Moura), biscoito mais fino. Mas, em essência, o sabor popular do disco produzido por Jorge com Mario Caldato Jr. é o mesmo do antecessor Músicas para churrasco vol. 1 (Universal Music, 2011). Por isso mesmo, músicas como Faixa de contorno (Seu Jorge, Pretinho da Serrinha, Rogê e Gabriel Moura) e Motoboy (Seu Jorge, Pretinho da Serrinha, Rogê e Gabriel Moura) - faixa não por acaso eleita o primeiro single do álbum - até soam repetitivas numa primeira audição. Não está tudo dominado pelo samba no território de Músicas para churrasco II. Mas o samba está lá, com seu balanço herdeiro do legado do mestre Jorge Ben Jor. Às vezes até explicitado como na cadência bonita do samba para qual evolui Mina feia (Seu Jorge, Pretinho da Serrinha, Rogê e Gabriel Moura), faixa em que, ao fim, Jorge repete à exaustão o verso "A beleza está dentro de você". Com dez músicas inéditas compostas por Jorge com parceiros como os recorrentes Gabriel Moura (colega dos tempos do grupo Farofa Carioca), Pretinho da Serrinha e Rogê, Músicas para churrasco II fala - como o primeiro volume da trilogia - a língua do povo. Com linguagem simples, as letras das músicas vão direto ao ponto, mandando papo reto para os habitantes das comunidades, o público que forma a chamada classe C. Todo mundo vai entender o problema exposto em Ela é bipolar (Seu Jorge, Adriano Trindade, Rodrigo Tavares e Gabriel Moura), faixa que abre o disco com alta dose de eletrônica. Dentro dessa simplicidade, Jorge dá até toques mais profundos do que aparentam versos como "O samba pegando fogo / O churrasco tá bombando / Ela pensa estar curtindo / Mas na verdade não tá", ouvidos na letra de Na verdade não tá (Seu Jorge, Rogê e Gabriel Moura). Já Babydoll (Seu Jorge, Gabriel Moura, Sidão Santos e Tattá Spalla) explicita tensão sexual na letra de clima noturno. Mas o clima do álbum é de festa, como mostra Felicidade (Seu Jorge, Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura e Leandro Fab), música que evoca o balanço pop funk do cancioneiro de Tim Maia (1942 - 1998). Com o som chique de Seu Jorge, a animação do churrasco está garantida.

sábado, 14 de março de 2015

Eis as dez faixas do CD 'Músicas para churrasco II', o álbum de Seu Jorge

Com lançamento programado para 31 de março de 2015, em edição da gravadora Sony Music, o álbum Músicas para churrasco II, de Seu Jorge, apresenta dez músicas inéditas assinadas pelo cantor e compositor carioca com seus parceiros. Ela é bipolar, Na verdade não tá, Faixa de contorno, Mina feia, Tá em tempo, Papo reto, Motoboy (faixa eleita o primeiro single e já em rotação na web), Felicidade, Babydoll e Everybody let's go são - pela ordem do disco - as dez músicas de Músicas para churrasco II,  CD que chega ao mercado fonográfico no fim deste mês. A arte da capa de Vik Muniz evoca os anúncios de carne expostos em açougues e supermercados.

domingo, 8 de março de 2015

'Músicas para churrasco II', de Seu Jorge, chega às lajes a partir do dia 31

O álbum Músicas para churrasco II - o 12º título da discografia oficial de Seu Jorge - vai chegar às lojas e lajes a partir de 31 de março de 2015, em edição da gravadora Universal Music. Já em rotação na web desde fevereiro, o single Motoboy segue rota popular que leva o disco do cantor e compositor carioca em direção aos consumidores da classe C, o público-alvo do álbum de inéditas. A arte da capa de Vik Muniz alude aos anúncios de carne dos açougues e supermercados.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

'Motoboy' dá a partida no segundo álbum de Seu Jorge para 'churrascos'

Motoboy é a música que dá a partida na promoção do álbum Músicas para churrasco vol. 2, o 12º título da discografia oficial de Seu Jorge. O single vai ser lançado nas plataformas digitais nesta última semana de fevereiro de 2015. Já o álbum vai chegar ao mercado fonográfico entre março e abril, em edição da gravadora Universal Music, com repertório inédito e autoral que mira a classe C.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Livro sobre Seu Jorge pega pela reprodução da palavra do próprio Jorge

Resenha de livro
Título: Seu Jorge - A inteligência é fundamental
Autor: Leonardo Rivera
Editora: MPMNETO
Cotação: * * *

A improvável história da vida de Jorge Mário da Silva daria um filme, como reconhece o jornalista e produtor musical Leonardo Rivera logo no início do prólogo do livro que escreveu sobre o cantor, compositor e ator conhecido no Brasil e no mundo pelo nome artístico de Seu Jorge. Seu Jorge - A inteligência é fundamental é uma biografia não autorizada (mas tampouco desautorizada) de um Jorge que tinha tudo para cumprir o destino anônimo e triste de um dos milhões de Silva de um Brasil pobre e injusto. Só que este Jorge - oriundo de Gogó da Ema, em Belford Roxo, bairro da Baixada Fluminense (RJ) regido pelas leis dos que lá vivem - driblou as armadilhas da vida, chorou o assassinato brutal de um de seus três irmãos, sobreviveu durante sete anos como morador de rua e chegou ao topo da pirâmide social como ator de filmes como Cidade de Deus (Brasil, 2002) e como cantor e compositor de sucesso, um hábil diluidor do samba-rock dos anos 1970. A saga de Jorge Mário da Silva para se transformar em Seu Jorge é tão cativante em si que o livro de Rivera te pega pela palavra. No caso, pela reprodução de palavras ditas pelo próprio Jorge na mídia. A principal matéria-prima do livro é a entrevista concedida pelo artista ao programa Roda viva (da TV Cultura) em 2005. Costuradas com declarações de Jorge a jornais e revistas, as falas do artista nesse programa de TV ajudam Rivera a reconstituir os principais passos da vida do Jorge Mário da Silva em narrativa que seduz pela força dos fatos. A principal contribuição do autor à biografia é relatar a contratação do Farofa Carioca - o grupo carioca que deu projeção a Jorge no fim da década de 1990 - pela gravadora então denominada PolyGram. Criador do selo fonográfico Astronauta Discos, Rivera trabalhava na PolyGram na época e foi o principal incentivador da contratação do coletivo carioca. No livro, ele conta a disputa travada pelo grupo, também alvo de interesse da Sony Music, e relata a turbulenta gravação do primeiro álbum do Farofa Carioca, Moro no Brasil (PolyGram, 1998), disco que fez história com as gravações originais das músicas São Gonça (Seu Jorge) - tema inspirado pela vivência de Jorge no município de São Gonçalo (RJ) - e A carne (Seu Jorge, Marcelo Yuka e Ulisses Cappelletti). Entre um depoimento e outro do biografado, Rivera lista as atividades de Jorge no mundo da música e do cinema. Mesmo sem traçar um perfil mais profundo da personalidade de Jorge, o livro deixa entrever a inteligência que norteou a vida do artista e o inspirou a tomar decisões na época incompreendidas, como a saída do Farofa Carioca após o lançamento do primeiro álbum do grupo. Nas entrelinhas, o livro revela que a inteligência foi mesmo fundamental para que Jorge Mário da Silva chegasse (a)onde chegou.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Jorge lança em 2015 segundo volume da trilogia 'Músicas para churrasco'

Seu Jorge vai lançar no primeiro trimestre de 2015, via Universal Music, o segundo volume da trilogia intitulada Músicas para churrasco. O cantor e compositor fluminense - em foto de Nana Moraes - já finalizou o volume 2 com o produtor Mario Caldato. O primeiro volume do projeto foi lançado em julho de 2011 e gerou gravação ao vivo de show editada em CD e DVD no fim de 2013.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Bebel se conecta com Seu Jorge, Pedro Baby e Cezar Mendes no CD 'Tudo'

Artista brasileiro que ganhou visibilidade no exterior, em escala mundial, o ator, cantor, músico e compositor carioca Seu Jorge participa do quinto álbum de estúdio de Bebel Gilberto, Tudo, nas lojas a partir de 19 de agosto de 2014 via Sony Music. Seu Jorge é coautor e convidado de Novas ideias, uma das 12 músicas do disco produzido por Mario Caldato Jr. No álbum, Bebel abre parceria com o compositor e violonista baiano Cezar Mendes - músico que já fez conexões musicais com Caetano Veloso e Marisa Monte - na inédita Tom de voz. Filho de Baby do Brasil com Pepeu Gomes, o guitarrista Pedro Baby figura na faixa Areia. Primeiro álbum de estúdio de Bebel desde All in one (Verve Records, 2009), Tudo sucede o CD ao vivo e DVD Bebel Gilberto in Rio (Biscoito Fino, 2013) na discografia da cantora e compositora norte-americana (de criação brasileira). A música-título Tudo inaugura a parceria de Bebel com a cantora e compositora gaúcha Adriana Calcanhotto (coautora da letra que versa sobre lembranças ruminadas em intensa madrugada). Entre inéditas como Somewhere else e Nada não, o repertório poliglota de Tudo inclui regravações de Harvest moon (Neil Young, 1992), Saudade vem correndo (Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo, 1963), Vivo sonhando (Antonio Carlos Jobim, 1963) e Tous est bleu, tema de âme strong S.A., grupo francês de electro-pop. O álbum Tudo marca a estreia da cantora Bebel Gilberto na gravadora Sony Music.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Seu Jorge dá voz a sucesso de Jair Rodrigues para campanha publicitária

Música lançada por Jair Rodrigues em 1964 e considerada a precursora do rap no Brasil por conter passagens mais faladas do que propriamente cantadas, o hit Deixa isso pra lá (Edson Menezes e Alberto Paz) ganha o balanço de Seu Jorge em gravação feita para a campanha publicitária Carinho inspira carinho, idealizada por marca de cosméticos. Já disponível no YouTube, a gravação de Jorge evita enfatizar o discurso falado do rap para priorizar o suingue típico do cantor. E por falar em Jorge, o artista carioca vai lançar, no segundo semestre de 2013, álbum gravado entre Brasil e Estados Unidos com a participação de Marisa Monte e com convidados norte-americanos como a cantora Erykah Badu, o baixista Flea (do Red Hot Chili Peppers), o rapper Mos Def e o violinista e arranjador Miguel Atwood-Ferguson - entre outros.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Parceiro de Jorge, Moura tenta se firmar como cantor em 'Karaokê tupi 2'

Parceiro de Seu Jorge, com quem assina sucessos como Mina do condomínio e com quem integrou o grupo Farofa Carioca na segunda metade dos anos 90, Gabriel Moura vai tentar se firmar como cantor de suas músicas no segundo CD solo, Karaokê tupi 2, sucessor de Brasis (2009). Nas lojas entre fim de maio e início de junho de 2013, em edição da gravadora Som Livre, Karaokê tupi 2 alinha no repertório 11 composições assinadas por Moura com diversos parceiros. O artista revisita Garota do Méier - música que lançou em Brasis - entre inéditas feitas com Mestre Joviano (Vou te pegar, música gravada por Moura com a estrela paraense Gaby Amarantos), Rogê (Ex-amante) e o próprio Jorge (Quero ver você no baile e Babydoll). Jorge também figura no disco como cantor, tendo posto voz em Miss favela, parceria de Moura com Leandro Fab e Pretinho da Serrinha. O trio assina o samba Felicidade (com adesão de Jorge) e A seu critério. Vocalista da Orquestra Saga, big-band paulistana, Gabriel Moura - sobrinho do clarinetista e maestro Paulo Moura (1932 - 2010) - integra ainda o grupo 4 Cabeça.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Jorge agrega Atwood-Ferguson, Badu e Marisa em CD gravado nos EUA

Seu Jorge prepara disco gravado nos Estados Unidos com convidados norte-americanos como a cantora Erykah Badu, o rapper Mos Def e o violinista e arranjador Miguel Atwood-Ferguson, entre outros nomes. Marisa Monte representa o Brasil no time estelar de convidados do álbum produzido por Mario Caldato. No CD, previsto para ser lançado no segundo semestre de 2013, Seu Jorge dá voz a músicas inéditas e regrava Far from the sea (Robertinho Brant e Emerson Penha), música já lançada pela cantora Bebel Gilberto em seu quarto álbum, All in one (2009).

sexta-feira, 22 de março de 2013

Marx troca Seu Jorge por Fito Paez na edição argentina do álbum 'Trinta'

Lançado no Brasil neste mês de março de 2013 pelo selo Lab 344, Trinta - o disco de estúdio com que Patricia Marx festeja 30 anos de carreira fonográfica iniciada com participação no LP 1º Festival Internacional da Criança (1983) - vai ser editado na Argentina em maio. Com direito a um dueto da artista brasileira com o cantor e compositor argentino Fito Paez. Para tornar Trinta mais atrativo para o mercado portenho, foi arquitetada a participação de Paez na faixa Espelhos d'água, parceria de Dalto e Claudio Rabello, lançada por Dalto em 1983, regravada pela cantora no CD Quero mais (Lux Music, 1995) e rebobinada em Trinta em duo com Seu Jorge. Trinta totaliza 10 faixas. O samba Menino conta com o rap de Diego Oliveira.