Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sábado, 2 de abril de 2016

Bailão eletro-pop-popular de Ana & Jorge recicla hits sem a ambição artística

Resenha de show
Título: Mais uma vez Ana & Jorge
Artistas: Ana Carolina e Seu Jorge (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Citibank Hall (São Paulo, SP)
Data: 1º de abril de 2016
Cotação: * * 

"A criança tem 11 anos, é filha de preto com gay e é bem-sucedida". A fala de Ana Carolina na estreia nacional da turnê Mais uma vez Ana & Jorge foi dita antes de a cantora e Seu Jorge fazerem breve e bem-humorada retrospectiva sobre o que aconteceu nos 11 anos que separam o primeiro show da dupla, apresentado em 2005, e o espetáculo de tom eletro-pop-popular que teve estreia nacional na noite de ontem, 1º de abril de 2016, na casa Citibank Hall da cidade de São Paulo (SP). A criança a que se refere a cantora, compositora e instrumentista mineira é o projeto Ana & Jorge, cujo retumbante sucesso acontecido há 11 anos - alavancado pelo estouro de É isso aí, a versão em português escrita por Ana sem fidelidade ao sentido original de The blower's daughter (2002), sublime canção do compositor inglês Damien Rice - motivou a reunião da dupla em show que vai percorrer o Brasil e que vai gerar outro DVD e CD ao vivo. Ana Carolina e Seu Jorge são dois grandes cantores do Brasil que optaram por seguir trilhas cada vez mais populares em nome do sucesso. O show - que junta os artistas a Mikael Mutti e a Rodrigo Tavares, escalados para pilotar os teclados e as programações que alimentam a aura eletrônica da maior parte do espetáculo - foi concebido dentro dessa trilha. A rigor, trata-se de bailão em que Ana & Jorge reciclam hits próprios e alheios sem grandes ambições artísticas. Se falta a chama que poderia elevar os trabalhos dos artistas a um novo patamar, sobram sucessos. Mas o fato é que algo pareceu fora da ordem na estreia nacional. Nem o apelo pop da música inédita Mais uma vez (Nós dois) (Ana Carolina, Dudu Falcão, Gabriel Moura e Leandro Fab, 2016) surtiu o efeito esperado na primeira vez em que foi cantada, sendo recebida com um pouco mais de entusiasmo no bis, encerrado em clima de boate com O beat da beata (Ana Carolina e Seu Jorge, 2003), com Ana & Jorge se deixando levar e jogando charme na pulsação da batida eletrônica. Já no primeiro número - Tanta saudade (Djavan e Chico Buarque), música que teve o molho da salsa diluído na aura eletrônica do arranjo - ficou no ar uma sensação de que Ana e Jorge batiam ponto no palco do Citibank Hall. As programações deram o tom de boa parte dos arranjos, mas não tornaram rarefeita a levada de R&B que conduz Quem não quer sou eu (Seu Jorge, Gabriel Moura e Adriano Trindade, 2011), sucesso de Jorge revivido de início na voz de Ana até ser dominado pelo cantor. O que garantiu alguns bons momentos foram as vozes singulares e potentes dos cantores. Jorge arrepiou quando solou Talismã (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1989) em ritmo lento, com menos ênfase na cadência do samba que conduziu a gravação original do cantor Elson do Forrogode, lançada em 1989 com êxito retumbante. Ana confirmou a habilidade para interpretar baladas de natureza romântica. A reverente lembrança da melodiosa balada Não diga nada (Prêntice, Ed Wilson, Gilson e Ronaldo Bastos, 1985) - cantada inteira por Ana e, na sequência, por Jorge - reiterou tal habilidade. Único grande sucesso popular do cantor fluminense Prêntice (1956 - 2005), Não diga nada pode vir a ser o hit do show e futuro disco resultante do projeto que reúne Ana & Jorge em cena. O acento soul imprimido pela dupla à canção se afinou com outro sagaz revival do roteiro, Coleção (Cassiano e Paulo Zdanowski, 1976), uma daquelas matadoras baladas da lavra do genial compositor paraibano Cassiano, intérprete original da canção de alma soul propagada na trilha sonora da novela Locomotivas (TV Globo, 1977). O piano de Rodrigo Tavares sobressai no arranjo criado para o show de Ana & Jorge. Na sequência, um bloco acústico - com Ana & Jorge sentados na frente do palco - segue a cadência bonita do samba e dá vida ao show. Samba do Trio Preto + 1, Sábado e domingo (Nenê Brown e Alexandre França, 2012) abrem o set no qual Ana & Jorge saúdam a si próprios em Comparsas (Ana Carolina e Seu Jorge, 2005), praticam Tiro ao Álvaro (Adoniram Barbosa e Osvaldo Molles, 1980)  - com Ana no pandeiro e Jorge no violão - e mastigam Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho, 1958) sem saborear o suingue do tema associado ao balanço e à voz de Jackson do Pandeiro (1919 - 1982). Findo o bloco, Mikael Mutti e Rodrigo Tavares voltam à cena para dar base para o insosso solo de Ana em Mal acostumada (Meg Evans e Ray Araújo, 1997), tema do grupo forrozeiro Cabelo de Fogo que o grupo baiano de axé Ara Ketu tornou samba em gravação de 1998 que alcançou sucesso nacional. A abordagem de Ana, em ritmo mais lento, diluiu o balanço e a graça da composição. Na parte final do show, a falta de ambição artística fica mais evidente. É quando Ana & Jorge passam a alternar os hits que colecionaram nas respectivas discografias individuais. Só que há pouca interação vocal entre os cantores nesse bloco final. Jorge - que se tornou um cantor popular após o show feito com Ana em 2005 - domina a cena quando o roteiro rebobina os hits dele, como São Gonça (Seu Jorge, 1998) e Carolina (Seu Jorge, 2001). Já Ana é quem dá Sinais de fogo (Ana Carolina e Antonio Villeroy, 2003) para uma plateia formada por fãs - mais dela do que dele, diga-se - e já habituada ao estilo popular de Ana. Tanto que os refrães apelativos de Elevador (Livro do esquecimento) (Ana Carolina, 2003) e de Rosas (Antonio Villeroy, 2006) - ambos com versos constrangedores - são cantados a plenos pulmões pela plateia. São os momentos mais calorosos de show que transcorre morno, ainda à espera de um azeitamento que pode acontecer ao longo da turnê desse bailão eletro-pop-popular de resultado aquém dos talentos dos dois artistas ora reunidos em cena sem a devida ambição artística. A criança precisa crescer, amadurecer e entender que sucesso popular nem sempre tem a ver com qualidade artística...

Bailão eletro-popular de Ana & Jorge tem hits de Cassiano, Elson e Prêntice

SÃO PAULO (SP) - Em 1985, o cantor fluminense Prêntice Maciel Teixeira (1956 - 2005) - conhecido como Prêntice - conseguiu um sucesso popular ao gravar um compacto pela RCA com Não diga nada (Prêntice, Ed Wilson, Gilson e Ronaldo Bastos, 1985), melodiosa canção romântica que ganha as vozes de Ana Carolina e Seu Jorge 36 anos após ser propagada em escala nacional na trilha sonora da novela Ti-ti-ti (TV Globo, 1985). Revivida com reverência à arquitetura melódica da canção, Não diga nada é uma das surpresas do roteiro do show da turnê nacional Mais uma vez Ana & Jorge. O show teve estreia nacional na noite de ontem, 1º de abril de 2016, na Citibank Hall, na cidade de São Paulo (SP). Além de Não diga nada, a dupla surpreendeu ao dar voz a uma outra balada propagada em novela das 19h da Globo. Ana e Jorge revivem Coleção (Cassiano e Paulo Zdanowski, 1976), bela canção de alma soul lançada há 40 anos pelo cantor e compositor paraibano Cassiano no segundo álbum solo, Cuban soul (Polydor, 1976), e difundida em 1977 na trilha sonora da novela Locomotivas (TV Globo, 1977). Em momento solo, Jorge também cantou Talismã (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1989), samba propagado na voz do cantor fluminense conhecido como Elson do Forrogode. Sucessos do compositor paulistano Adoniran Barbosa (1910 - 1982) e do Trio Preto + 1 - Tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa e Osvaldo Molles, 1980) e Sábado e domingo (Nenê Brown e Alexandre França, 2012), respectivamente - também entraram em cena no bailão eletro-popular feito por Ana e Jorge com as adesões das programações e teclados pilotados por Mikael Mutti e Rodrigo Tavares. Mas a base do repertório é formada por hits de Ana e Jorge. Eis o roteiro seguido em 1º de abril de 2016 por Ana Carolina e Seu Jorge - em foto de Mauro Ferreira - na estreia nacional do show da turnê que reúne os (ótimos) cantores onze anos após o sucesso de show de vozes & violões que virou DVD e CD ao vivo:

1. Tanta saudade (Djavan e Chico Buarque, 1983)
2. Pole dance (Ana Carolina e Edu Krieger, 2013)

3. Mina do condomínio (Seu Jorge, Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura e Pierre Aderne, 2007)
4. Cantinho (Ana Carolina e Gastão Villeroy, 2006)
5. Chatterton (Serge Gainsbourg, 1967, em versão em português de Seu Jorge, 2004)
6. É isso aí (The blower's daughter) (Damien Rice, 2002, em versão em português de Ana
    Carolina, 2005)
7. Mais uma vez (Nós dois) (Ana Carolina, Dudu Falcão, Gabriel Moura e Leandro Fab, 2016)
8. Quem não quer sou eu (Seu Jorge, Gabriel Moura e Adriano Trindade, 2011)
9. Não diga nada (Prêntice, Ed Wilson, Gilson e Ronaldo Bastos, 1985)
10. Coleção (Cassiano e Paulo Zdanozwski, 1976)
11. Sábado e domingo (Nenê Brown e Alexandre França, 2012)
12. Vox populi (Ana Carolina, 2003)
13. Comparsas (Ana Carolina e Seu Jorge, 2005)
14. O pequinês e o pitbull (Gabriel Moura, Jovi Joviniano e Aranha, 2001)
15. Tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa e Osvaldo Molles, 1980)
16. Chiclete com banana (Gordurinha e Almira Castilho, 1958)
17. Mal acostumada (Meg Evans e Ray Araújo, 1997)
18. Pra rua me levar (Ana Carolina e Antonio Villeroy, 2001)
19. Talismã (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1989)
20. São Gonça (Seu Jorge, 1998)
21. Carolina (Seu Jorge, 2001)
22. Sinais de fogo (Ana Carolina e Antonio Villeroy, 2003)
23. Amiga da minha mulher (Seu Jorge, Gabriel Moura, Pretinho da Serrinha e Rogê, 2001)
24. Rosas (Antonio Villeroy, 2006)
25. Alma de guerreiro (Seu Jorge, Gabriel Moura, Pretinho da Serrinha e Leandro Fab 2012)
26. Elevador (Livro do esquecimento) (Ana Carolina, 2003)
27. Burguesinha (Seu Jorge, Gabriel Moura e Pretinho da Serrinha, 2007)
28. Garganta (Antonio Villeroy, 1999)
Bis:
29. Mais uma vez (Nós dois) (Ana Carolina, Dudu Falcão, Gabriel Moura e Leandro Fab, 2016)
30. O beat da beata (Ana Carolina e Seu Jorge, 2003)

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Single da volta de Ana e Jorge é editado oficialmente em plataformas digitais

Single de Ana & Jorge que anunciou em fevereiro a reunião de Ana Carolina com Seu Jorge em turnê nacional que vai percorrer o Brasil ao longo deste ano de 2016, Mais uma vez (Nós dois) - música de grande apelo pop assinada por Ana com Dudu Falcão, Gabriel Moura, Leandro Fab e Pretinho da Serrinha - ganha edição oficial nas plataformas digitais. Embora a música já estivesse disponível para audição nos canais de Ana & Jorge na web, o single está sendo lançado hoje, 1º de abril, no iTunes e nas plataformas de streaming, na data em que o show estreia em apresentação na casa Citibank Hall, na cidade de São Paulo (SP). Clique aqui para ler a resenha do single do duo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Mais uma vez a dois, Ana & Jorge se jogam na pista pop popular com inédita

Resenha de single
Título da música: Mais uma vez (Nós dois)
Compositores: Ana Carolina, Dudu Falcão, Gabriel Moura, Leandro Fab e Pretinho da Serrinha
Intérpretes: Ana Carolina & Seu Jorge (em foto de Leo Aversa)
Gravadora: Sony Music / Universal Music
Cotação: * * *

A união de Ana Carolina com Seu Jorge em 2005 acenou para as massas, dando a visibilidade que Jorge até então não tinha como cantor e compositor e amplificando a popularidade da música de Ana. Derivada do show acústico calcado nas vozes e nos violões dos artistas, a gravação da música É isso aí - versão em português (escrita pela própria Ana Carolina) que diluiu a densidade da canção mais sublime do compositor irlandês Damien Rice, The blower's daughter (2002) - cumpriu a função de gerar megahit para a dupla intitulada Ana & Jorge. O sucesso foi tanto que, desde então, Ana Carolina se debate entre manter a ampla conexão popular ou desenvolver obra autoral de méritos indiscutíveis sem preocupações mercadológicas. Onze anos depois, a reunião de Ana & Jorge - em turnê nacional programada para percorrer as principais capitais do Brasil entre abril e junho deste ano de 2016 e para gerar gravação ao vivo a ser editada em CD e DVD em parceria bissexta das gravadoras Sony Music (à qual o selo de Ana, Armazém, está vinculado) e Universal Music (que tem Jorge no elenco) - tem o claro objetivo de reacender a chama do sucesso de massa. A música inédita que anuncia a turnê - Mais uma vez (Nós dois), disponível para audição no site oficial da dupla - também acena para as massas, jogando a dupla na pista do pop mais popular. A batida eletrônica é trivial, mas a melodia e a levada são grudentas, típicas das boas músicas produzidas em escala industrial. A associação de compositores de universos distintos - de um lado, Ana e Dudu Falcão, dois hábeis artesãos de baladas pop românticas. De outro, Gabriel Moura, Leandro Fab e Pretinho da Serrinha, habituais colaboradores de Jorge na criação de samba pop - gerou música com breve discurso de rap (dito por Seu Jorge) e jeito de hit cantado a plenos pulmões por grandes plateias. Música animada que sinaliza o clima de show que certamente vai jogar para a galera das baladas que movimenta a indústria da música no Brasil de hoje. Mais uma vez (Nós dois) tem tom festivo que se afina com o sentimento do público que já anseia por (re)ver Ana & Jorge em cena. É música sem alma, como tantas produzidas em esquemática linha de montagem. Mas é, sim, uma música eficiente dentro da proposta.  A missão - tão musical quanto comercial - foi bem cumprida.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Single 'Mais uma vez (Nós dois)' anuncia a retomada do projeto Ana & Jorge

Onze anos após o show que rendeu o CD e DVD Ana & Jorge (Sony Music, 2005), Ana Carolina e Seu Jorge retomam o projeto em dupla que alcançou expressiva popularidade por conta do sucesso da música É isso aí, versão em português escrita pela própria Ana Carolina da canção The blower's daughter (Damien Rice, 2002). Para anunciar oficialmente a volta de Ana & Jorge, single com música inédita - Mais uma vez (Nós dois), composição feita por Ana em parceria com Dudu Falcão, Gabriel Moura, Pretinho da Serrinha e Leandro Fab - chega aos canais digitais da dupla neste mês de fevereiro de 2016, anunciando turnê nacional que começa pela cidade de São Paulo (SP) em 1º de abril e que parte na sequência pelas principais capitais do Brasil. O show da turnê será gravado ao vivo para gerar CD e DVD a serem lançados em parceria das gravadoras Sony Music (à qual o selo de Ana, Armazém, está vinculado) e Universal Music  (empresa que vem editando os CDs de Jorge).

♪ EDITORIAL - A reunião de Ana Carolina e Seu Jorge - em foto de Leo Aversa - acontece após uma década em que os artistas mudaram de status no mercado fonográfico. Em 2005, a cantora e compositora mineira saboreava o sucesso de público e crítica de Estampado (BMG, 2003), um dos melhores discos e shows de discografia que se tornaria irregular ao longo da da última década, com o desgaste da produção autoral da compositora. Já o carioca Jorge tinha sucesso internacional como ator de filmes como Cidade de Deus (Brasil, 2002), mas, como cantor, ainda era ouvido somente em nichos específicos do mercado. A reboque da popularidade de Ana, Jorge conseguiu visibilidade inédita na carreira musical e, desde então, se tornou - ele próprio! - um cantor popular.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Bem acomodada no banquinho, Ana faz solo com canções, discursos e pitos

Resenha de show
Título: Solo
Artista: Ana Carolina (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Teatro Bradesco (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 21 de janeiro de 2016
Cotação: * * * 1/2

Foi cantando baladas confessionais de tom ardente que Ana Carolina ganhou projeção nacional, a partir de 1999, e que se impôs como uma das grandes cantoras do Brasil do século XXI. Antes da fama, a artista mineira tocou nos bares da vida noturna da cidade natal de Juiz de Fora (MG), a sós com o violão que aprendeu a tocar (bem) com influências do som do conterrâneo João Bosco. Solo - show que Ana estreou ontem na cidade que a acolheu, o Rio de Janeiro (RJ), após ter feito apresentações por cidades do Sul, do Nordeste e de Minas Gerais  - é anunciado como volta ao começo da vida da artista. Só que Ana já está no meio da estrada, um tanto desgastada como compositora na última década, mas sempre valorizada como cantora e com público fiel. Foi uma cantora que sabe lidar bem com a fama - e que sabe manipular a plateia de fãs inflamadas - que pisou no palco do Teatro Bradesco do Rio de Janeiro na noite de 21 de janeiro de 2016 para desfiar roteiro que entrelaça músicas da própria lavra com temas de compositores associados à MPB. Bem acomodada no banquinho, no qual toca violão alternado com guitarra eletroacústica, a cantora apresentou show que alinhou canções, discursos, piadas e broncas espirituosas no técnico de som (perfeito para o público, mas insatisfatório do ponto de audição da artista). Solo não chega a ser "show íntimo", como a artista o caracterizou nas primeiras falas da estreia carioca, até porque Ana Carolina é cantora expansiva, de tons fortes. Ana é a antítese do estereótipo da cantora tímida e de voz pequena do banquinho e do violão. A intimidade criada em cena na estreia carioca de Solo veio menos da musicalidade e do espaço do show (um luxuoso teatro de grandes proporções como o Teatro Bradesco do Rio) e mais da naturalidade com que a cantora se portou no palco, seja conversando com o público, fazendo discurso de tom político - em sintonia com a verborragia da letra de Qual é? (Ana Carolina), única inédita autoral do roteiro - ou desfiando o bom roteiro musical. Aliás, musicalmente, a cantora e instrumentista se garante. Com senso rítmico apurado pelo toque do pandeiro, Ana cai bem no samba sincopado do mestre João Bosco, transitando à vontade por Linha de passe (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1979) e fazendo soar O ronco da cuíca (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) como citação final do samba Nomes de favela (Paulo César Pinheiro, 2003). Ana toca (bem) violão - cabe enfatizar. Ela não arranha o instrumento como umas e outras. Tanto que a entrada em cena, na segunda metade do show, do músico baiano Mikael Mutti - para pilotar teclados e programações eletrônicas - é luxo do qual a cantora poderia abrir mão sem prejuízo da musicalidade de Solo. A sós com o violão, Ana dá voz a um Chico Buarque pouco ouvido - Cecília, parceria com Luiz Cláudio Ramos lançada pelo cantor no álbum As cidades (BMG, 1998) - e a um samba do parceiro Edu Krieger, Coluna social, lançado em disco por Pedro Miranda em 2009. A canção refinada de Chico arde de desejo sem sair do tempo de delicadeza que a pauta. O samba espirituoso de Krieger poderia ter brotado no fundo de um quintal carioca da década de 1980. Tão ardente quanto a maioria das canções a que dá voz grave e robusta, a cantora toma para si Canção e silêncio (Zé Manoel, 2015), que soa como se fosse de Ana, e dá show ao abordar O que é que há? (Fábio Jr. e Sérgio Sá, 1982) - novidade do roteiro na estreia carioca de Solo - com toque folk do violão. Em contrapartida, titubeia ao djavanear Um amor puro (Djavan, 1999) - música, aliás, menos sedutora da lavra fina do compositor de Alagoas. Apresentada como "música muito bonitinha", Hoje (Jefferson Junior e Umberto Tavares, 2014) - sucesso da funkeira carioca Ludmilla - mostrou que Ana sabe cair no suingue. Herança do show anterior #AC (2014), calcado no groove, Coração selvagem (Belchior, 1977) ainda bateu tão forte com Ana que arrepiou quando cantado com a intensidade diluída na gravação eternizada em disco. Com os beats eletrônicos programados por Mikael Mutti, Ana também deu o tom certo a Xeque-mate (Edu Krieger, 2015), música politizada que vai direto ao ponto, denunciando as contradições sociais de país em decomposição de valores. O tema caiu bem na voz de Ana Carolina, cantora que toma e assume posições em Solo, inclusive ao cantar, marota, o samba churrasqueiro Amiga da minha mulher (Seu Jorge, Gabriel Moura, Pretinho da Serrinha e Rogê, 2011). Entre baladas da própria lavra passional (agrupadas em pot-pourris), Ana Carolina fez Solo contundente na estreia no Rio, entrelaçando canções, discursos sobre a situação política do Brasil - reiteradas na paródia do Hino Nacional Brasileiro (Francisco Manuel da Silva e Osório Duque Estrada, 1822 / 1909) com versos indignados que sobram na métrica original - e pitos engraçados no técnico de som. A intimidade, no caso, parece ser total, ainda que Solo escape do enquadramento dos shows íntimos.

Ana Carolina apresenta música inédita no show 'Solo' enquanto grava álbum

O público de Ana Carolina já sabe que, na parte autoral do roteiro do show Solo, há música inédita da lavra da cantora e compositora mineira. Qual é? é o nome da música nova apresentada pela artista - em foto de Rodrigo Goffredo - no show que estreou ontem, 21 de janeiro de 2016, na cidade do Rio de Janeiro (RJ) após passar pelo Sul, pelo Nordeste e por Minas Gerais. Ana, aliás, já começa a alinhavar o repertório do álbum de estúdio que já começou a gravar. O sucessor de #AC (Armazém / Sony Music,  2013) chegará ao mercado fonográfico brasileiro neste ano de 2016.

Ana Carolina dá voz a Chico, Bosco, Djavan, Fábio e Zé Manoel em show solo

Canção composta por Fábio Jr. em parceria com Sérgio Sá, lançada pelo artista paulistano no álbum Fábio Jr. (Som Livre, 1982), O que é que há? ganhou a voz grave de Ana Carolina na estreia carioca de Solo, show que percorre o Brasil desde novembro de 2015 e que chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 21 de janeiro de 2016, em apresentação no Teatro Bradesco, no qual permanece em cartaz somente até hoje, 22 de janeiro. A interpretação do sucesso de Fábio Jr. foi um dos melhores momentos do show em que Ana se acompanha ao violão, a sós no palco, antes de chamar à cena o músico baiano Mikael Mutti para pilotar teclados e programações eletrônicas. Sem deixar de lado as músicas do cancioneiro autoral que vem registrando em disco desde 1999, a cantora e compositor mineira também deu voz a composições de Chico Buarque com Luiz Cláudio Ramos (Cecília, de 1998), Djavan (Um amor puro, 1999), João Bosco com Aldir Blanc e Paulo Emílio (Linha de passe, 1999), Edu Krieger (Coluna social, de 2009, e Xeque-mate, de 2015) e Zé Manoel (Canção e Silêncio, 2015). Até o maior sucesso da funkeira carioca Ludmilla, Hoje (Jefferson Junior e Umberto Tavares, 2014), entrou no show. Eis o bom roteiro seguido em 21 de janeiro de 2016 por Ana Carolina - em foto de Rodrigo Goffredo - na estreia carioca do show Solo:

1. Eu que não sei quase nada do mar (Ana Carolina e Jorge Vercillo, 2006)
2. Qual é? (Ana Carolina, 2016) - Música inédita em disco
3. Cecília (Luiz Cláudio Ramos e Chico Buarque, 1998)
4. Coluna social (Edu Krieger, 2009)
5. Canção e silêncio (Zé Manoel, 2015)
6. Combustível (Ana Carolina e Edu Krieger, 2013)
 Dafodavindes - Texto de Elisa Lucinda lido por Ana Carolina
7. Um amor puro (Djavan, 1999)
8. Linha de passe (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1979)
9. A canção tocou na hora errada (Ana Carolina, 1999) /
10. Vai (Simone Saback, 2002) /
11. Nada pra mim (John Ulhoa, 1999)
12. O que é que há? (Fábio Jr. e Sérgio Sá, 1982)
13. Hoje (Jefferson Junior e Umberto Tavares, 2014)
14. Confesso (Ana Carolina e Antonio Villeroy, 2001) /
15. Trancado (Ana Carolina, 1999) /
16. Nua (Vitor Ramil e Ana Carolina, 2003) /
17. Pra rua me levar (Ana Carolina e Antonio Villeroy, 2001)
18. Coração selvagem (Belchior, 1977)
19. Hino Nacional Brasileiro (Francisco Manuel da Silva e Joaquim Osório Duque Estrada,
     1822 / 1909) - paródia em cima da letra de 1909
20. Nomes de favela (Paulo César Pinheiro, 2003) /
21. O ronco da cuíca (João Bosco e Aldir Blanc, 1975)
22. Xeque-mate (Edu Krieger, 2015)
23. Amiga da minha mulher (Seu Jorge, Gabriel Moura, Pretinho da Serrinha e Rogê, 2011)
24. Pole dance (Ana Carolina e Edu Krieger, 2013) /
25. Bang bang 2 (Ana Carolina e Rodrigo Pitta, 2013) /
26. 10 minutos (Dimmi perché) (Ana Carolina e Chiara Civello, 2009) /
27. Rosas (Antonio Villeroy, 2006) /
28. Baila comigo (Rita Lee, 1980)
29. Erva venenosa (Poison ivy) (Jerry Leiber e Mike Stoller, 1959, em versão de Rossini
      Pinto, 1965)
30. Garganta (Antonio Villeroy, 1999) /
31. Preta pretinha (Luiz Galvão e Moraes Moreira, 1972) - citação
Bis:
32. É isso aí (The blower's daughter) (Damien Rice, 2002, em versão em português de Ana
     Carolina, 2005)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Ana Carolina lança quatro inéditas em projeto que receita músicas contra dor

 Atenção: quatro músicas inéditas compostas e gravadas por Ana Carolina para projeto de caráter medicinal, Music experiment, estão disponíveis na web. Descomplicar (bonita canção que já tem clipe posto em rotação no YouTube), Outras paisagens, Quer saber e Ao redor de nós dois são as quatro composições inéditas registradas pela cantora e compositora mineira para o projeto de marca de analgésico que receita a música para aliviar dores tensionais sentidas no cotidiano, sobretudo a dor de cabeça (clique aqui para ouvir e/ou baixar as músicas no site oficial do projeto). Parceria da artista com o compositor carioca Edu Krieger (também coautor de Outras paisagens), Descomplicar é canção de tonalidade suave que resiste bem fora do universo temático do projeto porque os versos de Ana não aludem diretamente à questão medicinal, propondo formas de aliviar tensão de relacionamento afetivo sem tom panfletário ou de autoajuda. Quer saber? é parceria com o compositor pernambucano Zé Manoel - de quem Ana dá voz a Canção e silêncio no atual show Solo. Já Ao redor de nós dois é parceria de Ana com Mikael Mutti. O grande trunfo do lote de inéditas é Descomplicar. Descomplicando, Ana Carolina reaviva com leveza a compositora inspirada que conquistou o Brasil a partir de 1999,  mas que foi perdendo o foco ao longo dos anos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Ana, Chico e Gil cantam no disco de Chiara que a Sony Music lança no Brasil

Fãs de Ana Carolina, Chico Buarque e Gilberto Gil devem ficar atentos caso sejam do tipo que colecionam todas as gravações desses artistas. Os três participam de Canzoni, quinto álbum da cantora italiana Chiara Civello (Okeh / Sony Music, 2014). Um ano após ter sido lançado na Itália, o disco ganha edição brasileira, através da gravadora Sony Music, neste mês de novembro de 2015. Parceira de Chiara, a cantora e compositora mineira Ana Carolina participa de E penso a te (Lucio Battisti e Mogol, 1970). O carioca Chico Buarque é o convidado de Io che amo solo te (Sergio Endrigo, 1962). Já o baiano Gilberto Gil canta Io che non vivo senza te (Vito Pallavicini e Pino Donaggio,1965). No CD Canzoni, os três cantores brasileiros fazem duetos com Chiara em italiano.

domingo, 25 de outubro de 2015

Ana Carolina e Seu Jorge podem vir a lançar o volume dois de 'Ana & Jorge'

Há articulações nos bastidores da indústria fonográfica brasileira para que Ana Carolina e Seu Jorge bisem sua bem-sucedida parceria em disco, iniciada há dez anos com a edição do DVD e CD ao vivo Ana & Jorge (Sony Music, 2005). Nada foi anunciado até o momento e tudo pode ser mera intenção, mas a ideia do segundo volume do projeto já é comentada nos corredores da indústria do disco. Cabe lembrar que o lançamento de Ana & Jorge representou pico de popularidade e vendas nas discografias dos dois artistas (vistos em foto de Jotha R, da agência Fred Pontes) há dez anos.

domingo, 16 de agosto de 2015

Próximo projeto de Ana é trabalho de voz e violão com intervenções de Mutti

Encerrada a turnê nacional do show inspirado no álbum #AC (Armazém / Sony Music, 2013), a cantora e compositora mineira Ana Carolina já parte para outro projeto. Trata-se de show de voz e violão (tocado pela própria Ana) que vai ter eventuais intervenções eletrônicas - leia-se samples e programações - do músico, arranjador e produtor musical baiano Mikael Mutti. Provável objeto de registro fonográfico, o show vai misturar músicas de autoria da artista com composições de lavra alheia. Está prevista no roteiro uma música do compositor pernambucano Zé Manoel, cujo segundo álbum, Canção e silêncio (Independente, 2015), vem despertando a atenção do meio musical (o cantor gaúcho Filipe Catto já inclui a canção-título em seu segundo álbum de estúdio, Tomada, programado para setembro). Dirigido pela própria Ana Carolina (em foto de Leo Aversa), o show tem estreia prevista para o último trimestre de 2015,  chegando à cena possivelmente em outubro.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ana grava hit de Bethânia para disco em tributo aos 70 anos de Gonzaguinha

Música do cantor e compositor carioca Luiz Gonzaga do Nascimento Jr. (1945 - 1991), Explode coração - canção lançada por Maria Bethânia no álbum Álibi (Philips, 1978) com sucesso nacional - ganha a voz de Ana Carolina. A cantora gravou Explode coração para disco em tributo aos 70 anos de Gonzaguinha,  festejados em 22 de setembro de 2015.  O álbum está em processo de produção.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

'#AC ao vivo' mostra que Ana Carolina bate pé ao se jogar na pista autoral

Resenha de CD e DVD
Título: #AC ao vivo
Artista: Ana Carolina
Gravadora: Armazém / Sony Music
Cotação: * * *

Editado em CD simples, CD duplo e DVD, registro ao vivo do show #AC (2014) flagra Ana Carolina em momento de desgaste de sua obra autoral. Seria injusto acusar a cantora e compositora de mineira de estagnação. Calcado no groove, o álbum #AC (Armazém / Sony Music, 2014) significou tentativa de renovação, jogando a artista em outra pista e deixando as baladas românticas em segundo plano. A questão é que a irregularidade do repertório do álbum #AC salta aos ouvidos no registro ao vivo do show dirigido por Monique Gardenberg. Tal inconstância é potencializada no DVD e no CD ao vivo pelo confronto com canções da melhor fase da discografia da cantora, a do período que vai de 1999 - ano do lançamento do primeiro álbum e da projeção de Ana em escala nacional - até 2003, ano de Estampado (BMG), último ótimo álbum da artista. O medley com Nua (Ana Carolina e Vitor Ramil, 2003), Pra rua me levar (Ana Carolina e Totonho Villeroy, 2001) e Uma louca tempestade (Bebeto Alves e Totonho Villeroy, 2003) acentua a saudade de uma cantora menos imune aos vícios corrosivos do mercado fonográfico. Tanto que, sintomaticamente, o número de maior sucesso do show - perpetuado com capricho nesse DVD filmado sob a direção de Pedro Secchin - foi uma das poucas músicas do roteiro compostas fora da seara da compositora orgulhosa de sua produção autoral. Trata-se da forte canção Coração selvagem (Belchior, 1977), sucesso há 38 anos na voz do atualmente sumido cantor e compositor cearense Belchior. Coração selvagem bate no DVD em tom mais suave do que o das primeiras interpretações da canção por Ana. Pela própria natureza passional, a canção até permitiria arroubos de interpretação. Mas Ana vem dosando seus tons e, quando não carrega nas tintas vocais, costuma se confirmar a grande cantora que é. Mas Ana vem evitando correr perigo, andar na contramão, pecar (nem que seja pelo excesso) e arriscar. Em #AC, show baseado no sexo e na eletrônica que arranha Garganta (Totonho Villeroy, 1999), a cantora joga na pista sua libido e suas certezas (clique aqui para ler a resenha da estreia do show e aqui para ler o roteiro original) sem arriscar para valer. #AC ao vivo mostra que a cantora já está brilhando mais do que a compositora. Se de 1999 a 2003 houve um equilíbrio, a balança tem pendido a favor da cantora ao longo da última década. O que não seria um problema em si, se viesse por aí um possível disco de intérprete (aparentemente fora dos planos). Do jeito que está, #AC ao vivo reitera o que o público mais atento de Ana Carolina já percebeu há anos: já passa da hora de a compositora renovar seu repertório, não com grooves, mas com abertura de parcerias que possam abrir outras janelas, outras possibilidades, outras cores, enfim, para uma obra autoral que tem exposto poucos matizes.

sábado, 14 de março de 2015

Ana, Chico e Gil participam de 'Canzoni', o álbum inédito (no Brasil) de Chiara

Ainda inédito no mercado fonográfico brasileiro, o quinto álbum da cantora e compositora italiana Chiara Civello, Canzoni (Sony Music / Okeh, 2014), traz os nomes nacionais de Ana Carolina, Chico Buarque e Gilberto Gil na sua ficha técnica. Parceira de Chiara, a cantora e compositora mineira participa de E penso a te (Lucio Battisti e Mogol, 1970). O carioca Chico Buarque é o convidado de Io che amo solo te (Sergio Endrigo, 1962). Já o baiano Gilberto Gil canta com Chiara Io che non vivo senza te (Vito Pallavicini e Pino Donaggio, 1965). Os três cantam em italiano no disco de Chiara Civello.

segunda-feira, 9 de março de 2015

'Coração selvagem' bate a partir de hoje nas rádios - e na web - com Ana

Grande destaque do roteiro do show #AC (2014), de Ana Carolina, a música Coração selvagem - sucesso de Belchior lançado em 1977 na voz do próprio cantor e compositor cearense - é o primeiro single promocional do CD e DVD #AC ao vivo. A gravação da cantora mineira chega hoje, 9 de março de 2015, às rádios em lançamento sincronizado com o vídeo captado em São Paulo (SP) na apresentação de 25 de outubro de 2014 filmada para dar origem ao DVD. Dirigido por Ray Kay, o clipe também entrou hoje em rotação na web, mais precisamente no canal da artista no portal Vevo. O CD #AC ao vivo chega ao mercado fonográfico neste mês de março em edição do selo Armazém distribuída pela gravadora Sony Music. Tanto a edição simples como a edição dupla do CD incluem, como bônus, a música Coisas (versão em português da canção italiana Cose, feita pela própria Ana e gravada pela cantora em 2012 para a edição nacional de álbum do cantor italiano Sal da Vinci), a gravação de Sangrando (Gonzaguinha, 1980) e Esperta (Ana Carolina, Chiara Civello e Edu Krieger, 2013), faixa do álbum #AC (Armazém / Sony Music, 2013) rebobinada no CD #AC ao vivo por ter sido incluída na trilha sonora da novela Babilônia, que estreia na TV Globo em 16 de março de 2015. Na sequência do CD, o DVD #AC ao vivo vai chegar às lojas com os 22 números do show - no qual Ana dá voz a Fire (1977), música de autoria do cantor e compositor norte-americano Bruce Springsteen - e com os clipes de Poledance (Ana Carolina e Edu Krieger, 2013), Libido (Ana Carolina e Edu Krieger, 2013), Resposta da Rita (Ana Carolina e Edu Krieger, 2013), Combustível (Ana Carolina e Edu Krieger, 2013), Leveza de valsa (Ana Carolina e Guinga, 2010) e Un sueño bajo el agua (Ana Carolina e Chiara Civello, 2013). Aviso aos consumidores: Coisas, Sangrando e Esperta (registro de estúdio) são faixas exclusivas do CD.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Gulin reabre 'Livros' em show em que cantou com Ana Carolina e Macalé

A IMAGEM DO SOM - As fotos de Rodrigo Goffredo flagram a cantora e compositora curitibana Thaís Gulin no palco do Theatro Net Rio, em 3 de março de 2015, na sua volta aos palcos cariocas em show que teve intervenções de Ana Carolina e Jards Macalé. Com Ana, a anfitriã cantou Quem de nós dois (La mia storia tra le dita) (Gianluca Grignani e Massimo Luca, 1994, em versão em português de Ana Carolina e Dudu Falcão, 2001) e Quantas bocas (2009), única parceria de Gulin com Ana. Com Macalé, a cantora reviveu 78 rotações (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1972) - música que Gulin regravou em seu primeiro álbum, Thaís Gulin (Rob Digital, 2006) - e Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda, 1971). No roteiro, Gulin também reabriu Livros (Caetano Veloso, 1997) e deu voz a Walk on the wild side (1972), um dos clássicos do poético cancioneiro underground do cantor e compositor norte-americano Lou Reed (1942 - 2013).

terça-feira, 3 de março de 2015

Eis a capa de "#AC ao vivo", CD em que Ana Carolina canta Gonzaguinha

Esta é a capa de #AC ao vivo, CD duplo de Ana Carolina que a gravadora Sony Music vai lançar neste mês de março de 2015 com o registro integral do show #AC (2014). Feita em apresentação do show em São Paulo (SP), em 25 de outubro de 2014, a gravação ao vivo também vai ser editada nos formatos de DVD e CD simples. Entre os bônus do CD, há gravação de Sangrando (1980), música do compositor carioca Gonzaguinha (1945 - 1991) revivida pela intérprete mineira no remake do programa Globo de ouro, exibido pelo Canal Viva. E por falar em Ana (vista em foto de Leo Aversa na capa de #AC ao vivo), a cantora gravou Valsa de um cidade (Ismael Neto e Antonio Maria, 1954) para emissora carioca de rádio em homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Embora de uso exclusivo da emissora, a gravação já está em rotação na web.

domingo, 1 de março de 2015

'#AC ao vivo' chega às lojas em formato de DVD, CD duplo e CD simples

Ana Carolina lança neste mês de março de 2015 o registro ao vivo de seu show #AC, dirigido por Monique Gardenberg e baseado no homônimo e dançante álbum de inéditas lançado pela cantora e compositora mineira em 2013. Músicas inéditas foram inseridas no disco, que traz a gravação feita em 25 de outubro de 2014 em apresentação do show em São Paulo (SP). #AC ao vivo chega ao mercado fonográfico nos formatos de DVD, CD duplo - com o registro integral do show - e CD simples  (com 14 faixas)  em edição do selo Armazém posta nas lojas pela gravadora Sony Music.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Deeplick lança coletânea de remixes feitos para Ana, Jota Quest e Mallu

DJ, produtor musical e compositor paulista, nascido em São Bernardo do Campo há 37 anos, Fernando Deeplick cresceu e apareceu como autor de remixes que mantiveram nomes como Ana Carolina, Jota Quest e Vanessa da Mata nas pistas e nas FMs. Nove amostras da habilidade do artista para recriar uma música com recursos eletrônicos estão reunidas no álbum Deeplick remixes, lançado no iTunes via Sony Music neste mês de janeiro de 2015. Três dos nove remixes são de músicas do grupo mineiro Jota Quest (Até onde vai, La plata e So special). A cantora mineira Ana Carolina figura no disco com o remix de Entreolhares (The way you're looking at me), sucesso radiofônico de seu álbum N9ve (Armazém / Sony Music, 2009). Já a paulistana Mallu Magalhães aparece com o remix de Shine yellow, música de seu segundo álbum, lançado em 2009. Carlinhos Brown, que já fez álbuns produzidos por Deeplick, está na compilação com o remix de Tantinho. Há também remixes de músicas de Ana Cañas (Esconderijo), Danni Carlos (Coisas que eu sei) e grupo P9 (My favorite girl). Deeplick remixes sai somente em edição digital.