Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Canção (pop) de Mallu vai promover o álbum que Gal lançará em 26 de maio

Com lançamento previsto para 26 de maio de 2015, em edição da gravadora Sony Music, o álbum Estratosférica - gravado por Gal Costa com produção de Moreno Veloso e Kassin - tem pegada rocker, mas abre janela para o pop radiofônico em canções como Amor, se acalme (Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Cezar Mendes). Uma dessas canções - Quando você olha para ela, de autoria da cantora e compositora paulistana Mallu Magalhães - foi escolhida para ser o primeiro single promocional oficial do álbum. Na sequência da edição do single Ilusão à toa (Johnny Alf, 1961), lançado nas plataformas digitais em 14 de abril de 2015 somente pelo fato de a faixa-bônus de uma das edições físicas do disco estar incluída na trilha sonora da novela Babilônia (TV Globo, 2015), Gal - em foto de Daniela Toviansky - vai começar a divulgar a canção pop de Mallu.  Está prevista a gravação de clipe.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Mallu Magalhães é a convidada de single gravado por Tricky para o Brasil

O trip hop sombrio de Tricky ganhou o tom suave da voz de Mallu Magalhães. O rapper, músico e produtor britânico edita esta semana single gravado com a participação da artista paulistana. O single lança gravação inédita de sua música Something in the way, composta com a cantora inglesa Francesca Belmonte, lançada por Tricky no seu décimo álbum de estúdio, Adrian Thaws (False Idols, 2014) e ora reapresentada com o canto de Mallu. Gravado para promover a vinda de Tricky para shows no Nublu Jazz Festival, nas cidades de São Paulo (SP) e São José dos Campos (SP), o single com a nova versão de Something in the way já está disponível no YouTube para audição e / ou download gratuito, pois o single está sendo lançado somente em formato digital.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Deeplick lança coletânea de remixes feitos para Ana, Jota Quest e Mallu

DJ, produtor musical e compositor paulista, nascido em São Bernardo do Campo há 37 anos, Fernando Deeplick cresceu e apareceu como autor de remixes que mantiveram nomes como Ana Carolina, Jota Quest e Vanessa da Mata nas pistas e nas FMs. Nove amostras da habilidade do artista para recriar uma música com recursos eletrônicos estão reunidas no álbum Deeplick remixes, lançado no iTunes via Sony Music neste mês de janeiro de 2015. Três dos nove remixes são de músicas do grupo mineiro Jota Quest (Até onde vai, La plata e So special). A cantora mineira Ana Carolina figura no disco com o remix de Entreolhares (The way you're looking at me), sucesso radiofônico de seu álbum N9ve (Armazém / Sony Music, 2009). Já a paulistana Mallu Magalhães aparece com o remix de Shine yellow, música de seu segundo álbum, lançado em 2009. Carlinhos Brown, que já fez álbuns produzidos por Deeplick, está na compilação com o remix de Tantinho. Há também remixes de músicas de Ana Cañas (Esconderijo), Danni Carlos (Coisas que eu sei) e grupo P9 (My favorite girl). Deeplick remixes sai somente em edição digital.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Produzido por Luisão, Bruno Capinan cai no samba em CD que tem Mallu

Cantor e compositor baiano radicado em Toronto, cidade do Canadá, Bruno Capinan cai no samba em seu segundo álbum, Tudo está dito (Maravilha 8), sucessor de Gozo (2010), disco de estreia lançado comercialmente somente na Europa e na América do Norte. Com aquarelas da cantora paulistana Mallu Magalhães expostas na capa e no encarte, Tudo está dito é um disco de sambas autorais como Eu não, De manhã e Gang bang Mangueira. A produção do CD passou a ser efetivamente concretizada em 2013, mas Capinan começou a compor o repertório do álbum em 2011, ano em que o compositor e músico baiano Luisão Pereira se ofereceu para produzir o disco, formatado com músicos da cena contemporânea carioca como o baixista Bruno Di Lullo e o baterista Domenico Lancellotti. Tudo está dito foi gravado entre as cidades de Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Lisboa (Portugal). Duo formado por Luisão Pereira com a violoncelista Fernanda Monteiro, Dois em Um toca na faixa Os pássaros não são nada fiéis. Já Sambolento tem a participação de Mallu Magalhães. Capinan assina sozinho nove das dez músicas do CD. A exceção é Ave mãe, parceria com Luisão Pereira. Lançado no Brasil neste mês de novembro de 2014, Tudo está dito ganha também edição japonesa produzida simultaneamente pelo selo P-vine.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Mallu se expõe como capista em álbuns de Bruno Capinan e de Tom Zé

Mallu Magalhães está se expondo cada vez mais como capista de discos. Dois álbuns lançados quase simultaneamente exibem capas com artes assinadas pela artista paulistana. Trata-se do CD de Bruno Capinan - cantor e compositor baiano radicado no Canadá - e de Vira lata na Via Láctea, o 15º álbum de inéditas do também baiano Tom Zé, cujo recente EP Tribunal do Feicebuqui (Independente, 2013) também teve capa feita por Mallu. No caso do disco autoral de Capinan, Tudo está dito, produzido por Luisão Pereira e com lançamento agendado para 4 de novembro pelo selo Maravilha 8, Mallu assina a pintura da capa e as aquarelas expostas no encarte do CD, além de participar da música Sambolento. Ambas as capas são bem expressivas.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Cumplicidade romântica de Camelo e Mallu pauta show da Banda do Mar

Resenha de show
Título: Banda do Mar
Artista: Banda do Mar (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Circo Voador (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 12 de outubro de 2014
Cotação: * * * *

Trio formado em Portugal pelo cantor e compositor carioca Marcelo Camelo com a paulistana Mallu Magalhães e com o baterista lusitano Fred Pinto Ferreira, a Banda do Mar lançou em agosto de 2014 um primeiro álbum explicitamente pop e solar que evidencia a cumplicidade romântica entre Camelo e Mallu. A sintonia fina entre o casal 20 do pop luso-brasileiro fica ainda mais clara no show que promove o (ótimo) disco. Com canções e olhares apaixonados, a turnê nacional do show Banda do Mar estreou em Porto Alegre (RS) em 10 de outubro e, na imediata sequência, chegou ao Rio de Janeiro (RJ) em duas apresentações que lotaram o Circo Voador em 11 e 12 de outubro. Em cena, Camelo e Mallu se portam como um casal. É essa química entre os dois protagonistas absolutos do trio que azeita o show. No palco, aliás, a Banda do Mar mais parece uma dupla, já que o competente Fred Ferreira atua em cena com o mesmo peso do que os dois músicos convidados (o baixista Marcos Gerez e o guitarrista Gabriel Mayall) para a turnê nacional que vai percorrer o Brasil até o fim deste ano de 2014. O roteiro segue a trilha da love story de Camelo e Mallu, com direito a mútuas declarações de amor - feitas por ele através dos versos de canções como Faz tempo (Marcelo Camelo, 2014) e por ela através das letras de músicas como Seja como for (Mallu Magalhães, 2014). A propósito, não foi por acaso que, na apresentação de 12 de outubro de 2014, Mallu solou na guitarra a melodia da canção (Where do I begin?) (Love story) (Francis Lai e Carl Sigman, 1970), música-tema de Love story, o melodramático filme norte-americano de 1970. Só que, ao vivo, o romantismo do casal tem pegada. Já no primeiro dos 22 números do roteiro, Cidade nova (Marcelo Camelo, 2014), a pulsação roqueira do show salta aos ouvidos. Tanto que Hey Nana (Marcelo Camelo, 2014) abre espaço para um solo da guitarra do hermano carioca. Contudo, mesmo quando faz rock, a Banda do Mar cai eventualmente no suingue, como mostra Mais ninguém (Mallu Magalhães, 2014), e faz pulsar veia pop melódica, até porque o cancioneiro autoral de Camelo - que fica sozinho no palco para solar Além do que se vê (Marcelo Camelo, 2003), música do repertório da ora desativada banda carioca Los Hermanos - está entranhado nas artérias da música brasileira. Filho do baterista Fred Ferreira, Sebastião põe sua bossa na percussão que ajuda a dar o ritmo leve do Sambinha bom (Mallu Magalhães, 2011). Tal como no disco, Camelo e Mallu se revezam em cena na cantoria do repertório. Mas o casal divide os versos de Janta (Marcelo Camelo, 2008), rebobinando dueto repetido nos últimos seis anos. O coro do público - que canta todas as músicas (as do álbum da Banda do Mar e as canções de discos anteriores de Camelo e Mallu) - é o tempero forte da ceia. A harmonia do casal passa para a plateia, cuja presença calorosa e receptiva valoriza o apaixonado show da Banda do Mar.

Camelo e Mallu cantam trilha de sua love story no show da Banda do Mar

Fez todo o sentido quando, em determinado momento do show feito pela Banda do Mar no Circo Voador em 12 de outubro de 2014, Mallu Magalhães solou na guitarra a melodia da canção (Where do I begin?) (Love story) (Francis Lai e Carl Sigman, 1970), música-tema do filme Love story (Estados Unidos, 1970). A citação instrumental se afinou com o tom de um roteiro que, a rigor, conta e canta a love story do casal - visto em foto de Rodrigo Goffredo - que formou a Banda do Mar em Portugal com o baterista lusitano Fred Pinto Ferreira. A canção Love story não faz parte oficialmente do repertório do show estreado pelo trio em Porto Alegre (RS), em 10 de outubro, mas foi um charme no roteiro da segunda apresentação da turnê nacional da banda no Rio de Janeiro (RJ). Roteiro que, no segundo show carioca, incluiu todas as 12 músicas do primeiro álbum do trio, Banda do Mar (Sony Music, 2014), três composições da discografia solo de Camelo (Vermelho, Doce solidão e Janta), quatro temas da obra individual de Mallu (Velha e louca, Sambinha bom, Cena e Olha só, moreno) e dois hits do grupo Los Hermanos (Além do que se vê e Morena). Eis o roteiro seguido pela Banda do Mar no show que lotou o Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 12 de outubro de 2014:

1. Cidade nova (Marcelo Camelo, 2014)
2. Me sinto ótima (Mallu Magalhães, 2014)
3. Hey Nana (Marcelo Camelo, 2014)
4. Faz tempo (Marcelo Camelo, 2014)
5. Seja como for (Mallu Magalhães, 2014)
6. (Where do I begin?) (Love story) (Francis Lai e Carl Sigman, 1970) 
7. Pode ser (Marcelo Camelo, 2014)
8. Mia (Mallu Magalhães, 2014)
9. Vermelho (Marcelo Camelo, 2011)
10. Velha e louca (Mallu Magalhães, 2011)
11. Além do que se vê (Marcelo Camelo, 2003) - solo de Marcelo Camelo
12. Olha só, moreno (Mallu Magalhães, 2011) - solo de Mallu Magalhães
13. Sambinha bom (Mallu Magalhães, 2011)
14. Janta (Marcelo Camello, 2008)
15. Solar (Marcelo Camello, 2014)
16. Cena (Mallu Magalhães, 2011)
17. Dia clarear (Marcelo Camelo, 2014)
18. Vamo embora (Marcelo Camelo, 2014)
19. Mais ninguém (Mallu Magalhães, 2014)
Bis:
20. Doce solidão (Marcelo Camelo, 2008)
21. Morena (Marcelo Camelo, 2005)
22. Muitos chocolates (Mallu Magalhães, 2014)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Álbum da Banda do Mar irradia luzes da cidade nova de Camelo e Mallu

Resenha de CD
Título: Banda do Mar
Artista: Banda do Mar
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * * 1/2

A rigor, a Banda do Mar é um trio luso-brasileiro formado pelo carioca Marcelo Camelo (voz, guitarra, violão, baixo e percussão) e a paulistana Mallu Magalhães (voz, guitarra e violão) com o português Fred Pinto Ferreira (bateria e percussão). Mas a Banda do Mar é também - e sobretudo, como mostra o álbum Banda do Mar - uma dupla formada por Camelo e Mallu. Por mais que a bateria de Fred ajude a construir a arquitetura pop do disco, o ótimo músico lusitano é coadjuvante sem força para chegar a formar a terceira ponta do triângulo neste álbum de casal. Lançado hoje (26 de agosto de 2014) pela Sony Music, o CD Banda do Mar é exatamente o que haviam sinalizado as músicas - Hey Nana (Marcelo Camelo), Mais ninguém (Mallu Magalhães) e Muitos chocolates (Mallu Magalhães) - previamente disponibilizadas nas plataformas de música digital. Trata-se de um disco pop, de vibe roqueira, que expõe a harmonia musical e conjugal do casal Camello e Mallu, ora residente em Lisboa. Na contramão da introspecção melancólica que pautou discos anteriores dela e (sobretudo) dele, o som da Banda do Mar é extrovertido, exteriorizado, um desfolhar de rosa, como diz verso de Cidade nova (Marcelo Camelo), a música que abre o disco produzido e arranjado pela própria Banda do Mar. O repertório é formado por 12 músicas inéditas. Sete são de autoria solitária de Camelo. As outras cinco são assinadas por Mallu sem parceiros. Cada um sola a sua música, embora Mallu faça vocais em músicas de Camelo como Pode ser e Vamo embora. Em essência, o álbum Banda do Mar é uma declaração de amor de Camelo para Mallu e vice-versa. "(...) Olha, menininha, tudo que eu faço é pelo seu amor", derrete-se ele em versos de sua canção autoral Faz tempo, de constituição melódica típica do hermano"Meu bem, você para mim é privilégio / Sorte grande de uma vez na vida / Minha chance de ter alegria/ (...) / Somos nosso próprio rei", retribui Mallu em sua canção Seja como for. O título de outra música de Mallu - Me sinto ótima, rock de acento country - reitera a atmosfera de felicidade zen e o leve estado de espírito que permeiam o álbum e que evocam o clima desencanado do som do trio Tribalistas. Com tanto mel, o disco poderia soar adocicado, mas se desvia da trilha sentimental no toque de suas guitarras e, além do mais, tem um frescor pop que anula qualquer eventual resquício de sentimentalismo. Acima de tudo, o álbum Banda do Mar soa sincero e cativa porque a safra de inéditas do casal é de ótima qualidade e se afina harmoniosamente. O clima do disco é solar mesmo nas canções mais melodiosas, conduzidas pelo violão, caso de Dia clarear (Marcelo Camelo). Em contrapartida, Mia (Mallu Magalhães) tem pegada. É a faixa em que a Banda do Mar mais soa como um trio porque o toque percussivo de Fred Ferreira é fundamental para a sonoridade mais agitada da faixa. De todo modo, Banda do Mar - o trio e o disco - é projeto de um casal. O álbum Banda do Mar faz a festa do amor correspondido, feliz, sempre em paz, irradiando as luzes da cidade nova de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Primeira coletânea de Mallu Magalhães sai em CD nos EUA e no iTunes

Música lançada por Mallu Magalhães em seu terceiro álbum, Pitanga (2011), Highly sensitive batiza a primeira coletânea da cantora e compositora paulista. A novidade é que a compilação Highly sensitive está sendo lançada nos Estados Unidos no formato de CD, além de também já estar à venda em formato digital no iTunes, não sendo dirigida ao mercado brasileiro. Highly sensitive compila 15 fonogramas dos três álbuns lançados por Mallu, que recentemente andou por Portugal às voltas com a criação de seu quarto álbum. Eis as faixas da coletânea de Mallu:

1. You know you've got (Mallu Magalhães, 2008)
2. My home is my man 
(Mallu Magalhães, 2009)
3. Highly sensitive (Mallu Magalhães, 2011)
4. Lonely 
(Mallu Magalhães, 2009)
5. Velha e louca 
(Mallu Magalhães, 2011)
6. Angelina, Angelina 
(Mallu Magalhães, 2008)
7. Youhuhu 
(Mallu Magalhães, 2011)
8. Cena 
(Mallu Magalhães, 2008)
9. Make It easy 
(Mallu Magalhães, 2009)
10. Sambinha bom 
(Mallu Magalhães, 2011)
11. In the morning 
(Mallu Magalhães, 2011)
12. You ain't gonna lose me 
(Mallu Magalhães, 2009)
13. Tchubaruba (Mallu Magalhães, 2008) - faixa-bônus
14. Soul mate (This morning) (Mallu Magalhães, 2009) - faixa-bônus
15. Baby, I'm sure 
(Mallu Magalhães, 2011) - faixa-bônus

terça-feira, 9 de abril de 2013

Dado ergue 'Quando a casa cai', balada de Nenung, com Mallu em show

Mallu Magalhães participou da estreia nacional do show O passo do colapso, de Dado Villa-Lobos, na noite de 8 de abril de 2013. A cantora e compositora paulista e o compositor e guitarrista belga-brasileiro - vistos em foto de Maíra Cassel - reproduziram no palco do Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ), o dueto na balada Quando a casa cai (Nenung), feito originalmente para o segundo disco solo gravado por Dado em estúdio, O passo do colapso, lançado em dezembro de 2012 e mote do show mostrado em primeira mão ao público carioca.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mallu viaja para Portugal para começar a compor repertório do quarto CD

Mallu Magalhães viaja para Portugal neste mês de dezembro de 2012. A cantora planeja passar três meses na Europa para compor o repertório de seu quarto CD, sucessor de Pitanga (2011).

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sem vivência, Mallu empalidece tributo a Elizeth em 'Cantoras do Brasil'

Resenha de programa de TV
Série: Cantoras do Brasil
Título: Mallu Magalhães Canta Elizeth Cardoso
Idealização: Mariana Rolim, Mercedes Tristão e Simone Esmanhotto
Direção: Simone Elias
Emissora: Canal Brasil
Foto: Chris Valias
Cotação: *  
Programa exibido pelo Canal Brasil às 18h45m de 15 de novembro de 2012


Em seu vago depoimento para o 11º  episódio de Cantoras do Brasil, série do Canal Brasil em que uma intérprete contemporânea dá voz a músicas gravadas por uma cantora de tempos idos, Mallu Magalhães fala mais de si própria do que de Elizeth Cardoso (1920 - 1990). Sobre a Divina, alvo da homenagem do episódio, a artista paulista se limita a expor uma ou outra percepção como "Ela cantava como se fosse a música". Em nítida evolução como cantora e compositora dentro de seu particular universo musical, Mallu decepciona no programa e deixa a certeza de não ter (ainda) vivência para encarar o repertório de Elizeth e - talvez - de não ter conhecimento mais nítido sobre a cantora que celebra na série idealizada por Mariana Rolim, Mercedes Tristão e Simone Esmanhotto. Tanto que as duas composições escolhidas por Mallu para dar origem aos habituais dois números musicais do episódio - gravados no estúdio YB Music, em São Paulo (SP), sob a direção musical do guitarrista Maurício Tagliari - são pouco ou nada identificadas com Elizeth, cantora de técnica primorosa que imortalizou vários clássicos da música brasileira com sua estilosa voz de contralto que roçava tons de mezzo-soprano. Demais (Tom Jobim e Aloyiso de Oliveira, 1959) foi lançada por Sylvia Telles (1935 - 1966) no álbum Amor de Gente Moça (Odeon, 1959), mas passaria a ser associada a Maysa (1936 - 1977) a partir de 1965 (a Divina gravou Demais em 1967 no álbum A Enluarada Elizeth). Já Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria, 1959) - música conhecida em escala mundial por ser da trilha sonora do filme Orfeu Negro (1959) - foi gravada originalmente por Elizeth na trilha do filme, mas, ao menos no Brasil, tal registro não se impôs na discografia da cantora. As interpretações pálidas de Mallu para as duas músicas acentuam o caráter equivocado das escolhas. Nem os bons arranjos dos números musicais - em que sobressaem o acordeom de Daniel Grajew e os violões de Gabriel Muzak e Pipo Pegoraro - atenuam a sensação de Mallu Magalhães Canta Elizeth Cardoso ser o único episódio ruim da boa série Cantoras do Brasil.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

'Estrela Decadente' é o título do álbum em que Pethit junta Cida e Mallu

Estrela Decadente é o título do segundo álbum de Thiago Pethit. Nas lojas em agosto, o disco conta com as participações das cantoras Cida Moreira e Mallu Magalhães - vistas com Pethit na foto de Gianfranco Briceño. Estrela Decadente tem produção assinada pelo requisitado Kassin.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

'Pitanga' precisa amadurecer em cena, mas já expõe evolução de Mallu

Resenha de show
Título: Pitanga
Artista: Mallu Magalhães (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Solar de Botafogo (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 12 de junho de 2012
Cotação: * * *
Em cartaz no Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ), até 14 de junho de 2012
Em cartaz no Sesc Osasco, em Osasco (SP), em 22 e 23 de junho de 2012
Em cartaz no Sesc Vila Mariana, em São Paulo (SP), em 30 de junho e 1º de julho de 2012

Mallu Magalhães cresceu. Inclusive em cena. A caminho dos 20 anos, a serem completados em 29 de agosto deste ano de 2012, a cantora e compositora paulista vem se distanciando a cada trabalho da menina tímida de 15 anos que despontou na internet com músicas compostas em inglês com inspiração no universo folk norte-americano. Pitanga - show baseado no homônimo terceiro álbum de Mallu, lançado em outubro de 2011 - atesta esse crescimento da artista. O show - que estreou oficialmente em 12 de junho de 2012 no Rio de Janeiro (RJ), embora já tivesse sido testado em apresentação seminal gravada em abril pela MTV - ainda precisa amadurecer, mas já evidencia e reitera a evolução de Mallu, sobretudo como compositora. As duas inéditas músicas autorais apresentadas no roteiro - a bela balada de espírito folk Your Lullaby (Mallu Magalhães, 2012) e o expansivo blues Me Sinto Ótima (Mallu Magalhães), estrategicamente alocado ao fim do bis -  sinalizam um quarto álbum no mínimo tão saboroso quanto Pitanga. Na estreia carioca, no  Solar de Botafogo, alguns problemas de som atrapalharam a concentração da artista, que expôs - com a habitual espontaneidade e com o persistente jeito de menina - seu nervosismo ao público que hiperlotou o teatro. O que Mallu Magalhães ainda precisa aprimorar - e com certa urgência - é sua emissão vocal. Em números como Cena (Mallu Magalhães, 2011) e Youhuhu (Mallu Magalhães, 2011), músicas lançadas no álbum Pitanga, Mallu canta tão para dentro que fica dificil entender o significado das letras. Contudo, o saldo do show é mais do que positivo. Velha e Louca (Mallu Magalhães, 2011) abre o roteiro sinalizando a influência de Marcelo Camelo no atual som de Mallu (ele é o produtor do disco Pitanga). Ele - o "Moreno do Cabelo Enroladinho" da letra de Olha Só, Moreno (Mallu Magalhães, 2011) - estava na plateia da estreia de Pitanga e aceitou de imediato o convite para improvisar Janta (Marcelo Camelo, 2008) no bloco final da apresentação em apaixonado dueto com sua parceira de vida. Nessa estreia um tanto nervosa, Pitanga foi ganhando mais consistência a partir da sétima música do roteiro,  In the Morning, (Mallu Magalhães, 2011), formatada em cena como uma canção de cabaré, com Mallu nos teclados pilotados por ela também em Por Que Você Faz Assim Comigo? (2010), tema adornado com sopros à moda do som de Camelo. O número representa um dos picos de beleza do show ao lado da climática Cais (Mallu Magalhães, 2011) - alocada.no bis, com Mallu sozinha em cena com seus teclados - e de Sambinha Bom (Mallu Magalhães, 2011), número em que a artista assume o violão com sua bossa particular. E por falar em bossa, Mallu surpreende positivamente quando refina o Xote dos Milagres (Tato, 2000) - megahit popular do grupo paulista de forró Falamansa - e quando aborda Me Gustas Tu (Manu Chao, 2001) no balanço do reggae, aditivado com o sangue latino que corre na música globalizada de Chao. Em contrapartida, Ev'ry Time We Say Goodbye (Cole Porter, 1944) - número feito pela cantora somente com a guitarra de Davi Bernardo - sinalizou que ainda falta maturidade a Mallu para encarar um standard desse porte. No todo, Pitanga conserva no palco boa parte do sabor do disco e ganha temperos adicionais. Com seu leque estético cada vez mais aberto, Mallu Magalhães cresce sem perder a ternura.

Inéditas, Porter, Falamansa e Chao dão sabor adicional ao show 'Pitanga'

Terceiro álbum de Mallu Magalhães, lançado em outubro de 2011, Pitanga ganhou sabores adicionais na transposição de seu repertório autoral para o palco em show que teve sua estreia nacional na noite de ontem, 12 de junho de 2012, no teatro Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ). Duas músicas inéditas - o blues Me Sinto Ótima e a bela balada de espírito folk Your Lullaby, feita pela artista paulista em Portugal por conta de sua ida à Terrinha para se apresentar na edição 2012 do Rock in Rio Lisboa - confirmaram a constante evolução da compositora e se destacaram em roteiro formatado também com covers do cancioneiro do compositor norte-americano Cole Porter (1891 - 1964), do grupo paulista de forró Falamansa e do globalizado artista francês Manu Chao. De Porter, Mallu abordou a canção Ev'ry Time We Say Goodbye (1944). Do Falamansa, a artista recriou o Xote dos Milagres (Tato, 2000), o maior hit do álbum Deixa Entrar... (2000). Já de Chao a opção foi por Me Gustas Tu, um dos singles do álbum ... Proxima Estacion... Esperanza (2001). Eis o roteiro seguido por Mallu Magalhães - vista em foto de Mauro Ferreira - na espontânea estreia nacional do show Pitanga:

1. Velha e Louca (Mallu Magalhães, 2011)
2. Cena (Mallu Magalhães, 2011)
3. Baby I'm Sure (Mallu Magalhães, 2011)
4. Highly Sensitive (Mallu Magalhães, 2011)
5. Ô, Ana (Mallu Magalhães, 2011)
6. Olha Só, Moreno (Mallu Magalhães, 2011)
7. In The Morning (Mallu Magalhães, 2011)
8. Por Que Você Faz Assim Comigo? (Mallu Magalhães, 2011)
9. Your Lullaby (Mallu Magalhães, 2012) - inédita
10. Ev'ry Time We Say Goodbye (Cole Porter, 1944)
11. Te Acho Tão Bonito (Mallu Magalhães, 2009)
12. Youhuhu (Mallu Magalhães, 2011)
13. Soul Mate (Mallu Magalhães, 2009)
14. Lonely (Mallu Magalhães, 2011)
15. Me Gustas Tu (Manu Chao, 2001)
16. Sambinha Bom (Mallu Magalhães, 2011)
17. Janta (Marcelo Camelo, 2008) - com Marcelo Camelo
18. Xote dos Milagres (Tato, 2000)
Bis:
19. Cais (Mallu Magalhães, 2011)
20. Me Sinto Ótima (Mallu Magalhães, 2012) - inédita

terça-feira, 12 de junho de 2012

Camelo improvisa 'Janta' na estreia nacional de 'Pitanga', show de Mallu

"Não rola uma jantinha?", perguntou uma espectadora na estreia nacional do show Pitanga, de Mallu Magalhães. A cantora havia acabado de anunciar que iria tocar a última música da apresentação que hiperlotou o teatro Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ), na noite desta terça-feira, 12 de junho de 2012. Contudo, atendendo ao pedido do público, que logo começou a pedir Janta, a artista convidou Marcelo Camelo - produtor do disco Pitanga (2011) - para cantar com ela a música que gravou no primeiro álbum solo de seu marido, Sou (2008). Camelo - visto com Mallu na foto de Mauro Ferreira - saiu da plateia e subiu ao palco para improvisar Janta ao violão, entoando com Mallu a canção bilíngue, composta em português e em inglês. O dueto apaixonado deu sabor especial à estreia de Pitanga no Dia dos Namorados.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mallu dá aos cinemas primazia de exibir clipe da música 'Velha e Louca'

O primeiro clipe gerado pelo repertório do terceiro álbum de Mallu Magalhães, Pitanga (2011), está sendo lançado em primeira mão nos cinemas do Brasil a partir desta sexta-feira, 20 de janeiro de 2012. Gravado no alto de prédio de São Paulo (SP), sob a direção de Paulo Gandra, o clipe de Velha e Louca vai ser mostrado antes da exibição de filmes em cartaz na rede de cinemas Kinoplex. A ação de marketing foi desenvolvida pela gravadora Sony Music em parceria com as empresas Hungry Man Projects e Mobz. Na sequência, o clipe entra em rotação na TV.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Toque de Camelo no álbum 'Pitanga' preserva o sabor original de Mallu

Resenha de CD
Título: Pitanga
Artista: Mallu Magalhães
Gravadora: Agência de Música / Sony Music
Cotação: * * * *

A disposição das guitarras e do clarinete no arranjo de Por Que Você Faz Assim Comigo? - uma das 12 músicas inéditas e autorais apresentadas por Mallu Magalhães em seu terceiro álbum, Pitanga - indica que o tema poderia figurar sem estranhamento no segundo álbum solo de Marcelo Camelo, Toque Dela (2011). Curiosamente idealizado pela própria artista, o arranjo da faixa sinaliza a simbiose entre Mallu e Camelo, unidos na música e na vida. Camelo é o produtor de Pitanga e põe sua marca na sonoridade do disco, mas, ainda assim, o toque dele preserva o sabor original da música de Mallu. Pitanga confirma a evolução da cantora e compositora projetada via internet em 2007. Crescimento - em todos os sentidos - sinalizado pelo antecessor Mallu Magalhães (2009), segundo coeso CD de Mallu em que a artista abriu o leque estético. Em Pitanga, a cantora e compositora se distancia da batida mais ortodoxa do folk que ditou o ritmo de seu primeiro disco, Mallu Magalhães (2008), embora músicas cantadas em inglês como Youhuhu e a bela Baby, I'm Sure pudessem se ajustar perfeitamente ao tom daquele seminal CD de estreia. Até pela escolha pelo idioma estrangeiro que vem sendo progressivamente preterido na obra de Mallu em favor do português. Se no disco anterior seis das treze faixas já foram escritas na língua materna da artista, em Pitanga oito das 12 músicas se apresentam em português, inclusive Highly Sensitive, em que pese a pista falsa dada pelo título. Musicalmente, Pitanga se revela doce, delicado, sensível, romântico - com direito a dois mergulhos na eterna onda da bossa nova. O primeiro, mais raso, é em Sambinha Bom. O segundo, mais fundo, é feito em Ô, Ana. As duas músicas se destacam em repertório de tom confessional que expõe o amor romântico de Mallu por Camelo em temas como Cena. Mesmo sem dar nomes ou referências explícitas, fica claro que ele é o "moreno do cabelo enroladinho", personagem de Olha Só, Moreno. Muso inspirador à parte, Mallu já parece seguir cada vez mais o próprio nariz - como afirma em verso de Velha e Louca, música eleita para dar o pontapé inicial na promoção do disco nas rádios e na internet - e esboça até densidade em Lonely e Cais, faixa-vinheta de voz, piano, arco e sino que fecha Pitanga em grande estilo. Sem querer impressionar como cantora (área em que a evolução da artista ainda não se mostra tão nítida), Mallu apresenta um terceiro disco saboroso que confirma o talento que somente os detratores de plantão insistem em negar. Só que Mallu agora segue seu nariz...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mallu lança 'Pitanga', disco produzido com o toque dele, Marcelo Camelo

Nas lojas nesta primeira semana de outubro de 2011, em edição distribuída pela Sony Music, o terceiro álbum de Mallu Magalhães, Pitanga, contabiliza 12 inéditas autorais no repertório formatado por Marcelo Camelo. Ajudado pelo copiloto Victor Rice, Camelo produziu o disco gravado no estúdio El Rocha, em São Paulo (SP), entre maio e julho. No CD, que une músicas em inglês e português, Mallu se aventura pela primeira vez a tocar piano, guitarra e bateria. Kassin participa do álbum como músico em algumas faixas. Eis as 12 músicas do CD Pitanga:

1. Velha e Louca
2. Cena

3. Sambinha Bom
4. Olha Só, Moreno

5. Youhuhu
6. Por Que Você Faz Assim Comigo?

7. Baby, I’m Sure
8. In the Morning

9. Lonely
10. Highly Sensitive

11. Ô, Ana
12. Cais

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Terceiro álbum de Mallu Magalhães continua em fase de gravação em SP

Desde maio, Mallu Magalhães grava seu terceiro álbum em estúdio de São Paulo (SP) e escreve o diário da gravação em seu site oficial. Na foto acima, clicada por Marcelo Camelo, ela toca sanfona na faixa Por que Você Faz Assim Comigo? - uma das inéditas autorais de repertório que inclui também Wake Up in the Morning, Lonely, Highly Sensitive e Sambinha Bom, entre outras músicas. Produtor do disco, Camelo pilota vários instrumentos - como a guitarra de Cena - e faz a segunda voz de faixa que pode vir a se chamar You Can Cure my Heart ou Baby, I'm Sure. Aliás, nos posts do diário virtual, Mallu ressalta que alguns títulos são provisórios. A música anteriormente intitulada Velha e Louca, por exemplo, deverá ter seu nome trocado para Riso Frouxo. Cais e Todo o Sentimento (faixa gravada no formato voz-e-piano) são outras faixas do CD, que vai se chamar Pitanga e sai no segundo semestre de 2011.