Mauro Ferreira no G1

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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Los Porongas lançam terceiro álbum, 'Infinito agora', que inclui Dado e Bruno

Formado em 2003 na então inexistente cena indie de Rio Branco, capital do Acre, o grupo Los Porongas lança seu terceiro álbum, Infinito agora, neste mês de outubro de 2015. Gravado com recursos obtidos em plataforma de financiamento coletivo, Infinito agora tem intervenções de Bruno Gouveia (voz do grupo carioca Biquini Cavadão) e Dado Villa-Lobos ao longo das dez músicas que compõem o repertório autoral do disco produzido pelos quatro músicos do grupo com João Vasconcelos, ex-integrante de Los Porongas (Carlos Gadelha, aliás, é o substituto de João na atual formação da banda). Bruno divide a interpretação da música Tarde pra voltar atrás com o vocalista Diogo Soares. Já Dado Villa-Lobos toca sua guitarra na faixa Sobre mim. Infinito agora também ostenta participações do tecladista Henrique Portugal - o músico do Skank toca na música Caminho - e de Fernando TRZ (Cérebro Eletrônico), cujos sintetizadores embasam Menino velho. João Leão toca teclados em várias faixas. Infinito agora sucede os álbuns Los Porongas (Senhor F, 2007) e O segundo depois do silêncio (Tratore, 2011) na discografia independente do quarteto ora formado por Diogo Soares (voz), Carlos Gadelha (guitarra), Márcio Murad (no baixo) e Jorge Anzol (bateria).

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Bonfá e Dado abortam reedição do primeiro álbum da Legião por divergência

Às vésperas de iniciar a primeira turnê nacional da Legião Urbana sem Renato Russo (1960 - 1996), Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá cancelaram a reedição do primeiro álbum da banda brasiliense, Legião Urbana (EMI-Odeon, 1985), produzida pela Universal Music com inéditas faixas-bônus. O motivo do cancelamento foi mais uma divergência de Dado e Bonfá - em foto de Marcos Hermes - com Giuliano Manfredini, filho e herdeiro da obra de Renato Russo. Desta vez, o ponto da discórdia é a autoria da música inédita 1977, cuja gravação (nunca lançada pela Legião) seria incluída na turbinada reedição do álbum. Manfredini alega que a música é de autoria somente de Renato Russo e - como tal - assim ela foi registrada no ECAD após a morte de Renato. Bonfá e Dado sustentam que têm direitos sobre a composição. Para evitar mais um embate judicial, eles optaram por abortar o projeto da reedição do álbum - ansiosamente aguardada pelos fãs da banda.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Edição de 30 anos do álbum 'Legião Urbana' vai ser dupla e terá pérolas raras

Em comunicado expedido na tarde de hoje, 2 de setembro de 2015, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá revelaram que a edição comemorativa dos 30 anos do primeiro álbum da banda Legião Urbana é dupla e vai apresentar gravações raras. No mercado fonográfico no último trimestre de 2015, em edição do selo EMI distribuída pela gravadora Universal, a edição dupla vai trazer no disco 1 a edição remasterizada do álbum original de 1985. No disco 2, o álbum Legião Urbana - 30 anos vai apresentar registros até então guardados nos arquivos da gravadora EMI-Odeon. Entre estes fonogramas raros, há as gravações das três músicas registradas pela Legião Urbana em 1983, quando o grupo ainda era um trio e Renato Russo (1960 - 1996) acumulava as funções de vocalista e baixista da banda. No comunicado, Dado e Bonfá ressaltam que a turnê nacional a ser feita a partir de outubro - com o cantor paulista André Frasteschi no posto de vocalista da banda - tem o objetivo de promover a edição comemorativa das três décadas do disco e que não se trata de uma volta da Legião Urbana. O roteiro do show inclui o repertório integral do álbum Legião Urbana. Eis as palavras oficiais de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá sobre o projeto  Legião Urbana - 30 anos:

"Em 2014, enquanto atravessávamos o difícil processo judicial pelos nossos direitos sobre o nome da banda, acabamos achando - em comunicados como este - uma ferramenta clara de nos comunicar de forma direta com a imprensa e, principalmente, com os fãs da Legião Urbana. 

Nesses comunicados dizíamos que, enquanto esse problema não fosse resolvido, não haveria nenhum lançamento da banda. Foi assim que, depois de termos nossos direitos reconhecidos pela justiça, recebemos da EMI - hoje parte da Universal Music - a proposta de lançar uma edição especial do nosso primeiro disco, também chamado de Legião Urbana e originalmente lançado em 1985. 

Surgia então o projeto Legião Urbana - 30 anos. Edição especial que, além de trazer o disco original remasterizado, vai trazer um outro disco contendo algumas pérolas e raridades cuidadosamente guardadas nos cofres da gravadora. Entre elas estão, por exemplo, as três músicas que a EMI nos convidou para gravar no Rio de Janeiro em 1983, quando éramos um trio de rapazes vindo de Brasília - ainda com o Renato tocando baixo e cantando! Este lançamento da EMI / Universal está previsto para o final de 2015.

O processo de mexer com todas essas fitas, de ver aquelas fotos, de ler aqueles textos e, principalmente, de ouvir aquelas primeiras versões das nossas músicas, foi realmente emocionante. Tanto que acabou despertando a vontade de estarmos juntos tocando de novo. 

Dessa vontade surgia uma segunda ideia: a de chamar alguns amigos e montar um show para tocar o nosso primeiro disco na íntegra. Mas, para evitar erros ou mal-entendidos, sentimos a necessidade de deixar bem claro que não existe possibilidade alguma de “volta” da Legião Urbana. Como já dissemos inúmeras vezes, a Legião - como banda - acabou junto com a morte do Renato, em 1996. E ninguém pode substituir o Renato. Único e insubstituível.

Esse encontro onde vamos comemorar os 30 anos do nosso primeiro disco - tocando ele na íntegra - vai levar o nome do próprio disco, e será divulgado da seguinte forma: 

Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá
em
Legião Urbana – 30 anos
Como o Renato sempre dizia nos nossos shows: "A gente está aqui no palco, mas a verdadeira Legião Urbana são vocês”. Só que, desta vez, alguns de vocês vão estar no palco junto conosco!"

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT

domingo, 24 de maio de 2015

Dado repassa tensa história da Legião pelo filtro da memória própria e alheia

Resenha de livro
Título: Dado Villa-Lobos - Memórias de um legionário
Autor: Dado Villa-Lobos, Felipe Demier e Romulo Mattos
Editora: Mauad X
Cotação: * * 1/2

Em tese, o livro Memórias de um legionário é a autobiografia de Dado Villa-Lobos, o compositor e guitarrista de origem belga que ganhou projeção nacional a partir dos anos 1980 como músico da banda Legião Urbana (1982 - 1996). Na prática, embora concentre dados biográficos da infância e adolescência do artista em seus capítulos iniciais, o livro reconta basicamente a saga da Legião Urbana. Sim, há também menções, ao longo das 256 páginas do livro, aos trabalhos feitos por Dado antes, durante e depois de seu ingresso na banda. Mas o foco principal é sempre a Legião, banda alvo de culto sagrado que conseguiu transcender o universo do rock por conta das letras políticas, filosóficas e existenciais escritas pelo mentor do grupo, Renato Russo (1960 - 1996). No livro, Dado repassa a tensa história da Legião pelo filtro da sua memória e de memórias alheias, pois volta e meia o artista recorre às versões de fatos escritos em outros livros que narraram a vida de Renato Russo e dissecaram a cena roqueira de Brasília (DF) que gerou em 1982 a Legião Urbana - banda nascida após o fim do lendário Aborto Elétrico (1978 - 1982), grupo de aura punk para o qual Russo criou músicas que ganhariam alcance nacional em registros da Legião Urbana. A narrativa do legionário flui muito bem, provavelmente pelo fato de o autor ter se juntado a dois historiadores, Felipe Demier e Romulo Matos, para organizar os dados no livro. Por ter sido um dos agentes dessa história, Dado Villa-Lobos tem muito o que contar. Mas o fato é que sua autobiografia pouco ou nada acrescenta de relevante ao que já se sabia sobre a Legião. Por mais que Dado detalhe a gestação de cada álbum da Legião (reproduzindo - e comentando - trechos de críticas para mostrar como cada disco foi recebido na imprensa) e que reviva o clima dos shows mais emblemáticos da banda, descortinando atribulados bastidores de turnês, as memórias do legionário são indicadas preferencialmente para quem nunca leu um livro sobre a heroica aventura de Dado, Marcelo Bonfá (bateria), Renato Rocha (1961 - 2015), o controvertido baixista Negrete, e Renato Russo no universo pop brasileiro. A fartura de menções ao que foi publicado em livros, jornais e revistas sinaliza que Dado confiou menos na sua memória do que deveria. E é justamente quando o autor deixa escapar uma impressão mais pessoal - como a exposta na frase "Essa banda teve poucos momentos divertidos, e esse foi um deles", dita ao comentar a performance e os figurinos dos legionários no especial infantil A era dos Halley, exibido pela TV Globo em outubro de 1985 - que o livro avança em relação às publicações anteriores e fica mais interessante, posto que mais pessoal. Mas tais impressões são raras. Dado tampouco se posiciona sobre a polêmica atitude de cantar o repertório da Legião em especial da MTV com o ator e cantor Wagner Moura no posto de vocalista. De todo modo, Memórias de um legionário documenta mais uma (bem-vinda) visão de grande história que atravessa gerações, tal como o som da Legião Urbana. Sempre haverá novos leitores...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Justiça faz justiça ao devolver a Dado e Bonfá o direito da marca Legião

EDITORIAL - Em comunicado expedido hoje, 30 de outubro de 2014, por meio de sua assessoria de imprensa, os músicos Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá (à direita) anunciaram que readquiriram na Justiça o direito de também usar a marca Legião Urbana em produtos e atividades artísticas relacionadas à banda que mantiveram de 1982 a  1996 com Renato Russo (1960 - 1996). Pela sentença proferida em 28 de outubro de 2014 na 7ª vara empresarial do Rio de Janeiro (RJ), o herdeiro de Russo - seu filho Giuliano Manfredini - já não pode mais impedir Dado e Bonfá de usar a marca da banda do qual eles também fizeram parte desde a fundação até a dissolução por conta da saída de cena de Russo. Com tal sentença, a Justiça fez justiça. Por mais que Renato Russo tenha sido informalmente o mentor, o líder e o porta-voz da Legião Urbana, Dado e Bonfá eram membros ativos da banda, para cujo repertório também contribuíram, e estavam em posição de igualdade com Russo - como ressaltado na sentença, aliás - de forma legal. Já que houve impossibilidade de acordo (mais por parte de Manfredini, como frisa o comunicado de Dado e Bonfá), é justo que os dois músicos também tenham o direito de usar a marca que ajudaram a erguer. Que sejam feitas a paz e a justiça!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Show 'O passo do colapso' confirma em cena que Dado anda para frente

Resenha de show
Título: O passo do colapso
Artista: Dado Villa-Lobos (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 8 de abril de 2013
Cotação: * * 1/2

Foi sintomático que os aplausos mais fortes recebidos por Dado Villa-Lobos na estreia nacional do show O passo do colapso tenham sido motivados por sua interpretação de Índios (Renato Russo, 1986), sucesso da Legião Urbana, a banda brasiliense que projetou este guitarrista e compositor belga-brasileiro que tem se aventurado cada vez mais como cantor no exercício de sua carreira solo. Dado cantou bem Índios, no fim do bis do show apresentado no Theatro Net Rio na noite de 8 de abril de 2013, mas - justiça seja feita - o artista não se escorou em cena no legado do grupo que integrou com Renato Russo (1960 - 1996) e Marcelo Bonfá. O roteiro incluiu músicas do cancioneiro da Legião - como a obscura Depois do começo (Renato Russo, 1987), reapresentada no (com)passo veloz do ska, e como Giz (Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, 1993) - sem jamais tirar o foco principal do repertório inédito lançado por Dado no seu segundo álbum solo, O passo do colapso, que ganha edição física em CD neste mês de abril de 2013 cinco meses após ter sido lançado em formato digital. O passo do colapso é disco climático produzido por Dado com Kassin. De início frio, o show - aberto com o rock Colapso (Dado Villa-Lobos, China e Jr. Black) - engrenou aos poucos e mostrou que Dado caminha bem em cena entre rocks e climas. Contudo, o roteiro ainda pode ser aprimorado. A junção de várias músicas inéditas no bloco inicial - Brilho de gente que faz brilhar (Beto Callado, 2012), Lucidez (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012) e Sobriedade (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012) - contribuiu para a frieza inicial. Até porque não são as melhores músicas do disco. O primeiro grande momento veio com Beleza americana (Fausto Fawcett e Carlos Laufer, 2012), música que derramou poesia urbana em cena, reproduzindo em cena o clima do CD. Outro destaque foi a canção Quando a casa cai (Nenung, 2012), cantada por Dado com a presença graciosa de Mallu Magalhães, repetindo o dueto gravado para o álbum. Na sequência imediata da intervenção rápida de Mallu, Dado convocou ao palco Fausto Fawcett, cuja participação em Overdose coração - parceria de Fawcett com Laufer, baixista da boa banda que incluía também Günter Fetter (teclados, programações, guitarra) e Lourenço Monteiro (bateria) - injetou pulsação em show que caminhava em passos lineares com a sucessão das músicas e das projeções de Clara Cavour. O cover de 3,6,9 - música recente de Cat Power, lançada pela cantora e compositora norte-americana em seu último álbum, Sun (2012) - reanimou o espírito roqueiro de Dado, artista formado entre os estilhaços da explosão punk que ecoou em Brasília (DF) na virada dos anos 70 para os 80. Por não ser em essência um cantor, Dado não conseguiu reverberar em cena toda a sensibilidade latente na letra de Filho, versão em português que fez de Son (Scott Weilland e Victor Indrizzi). Ainda assim, o show O passo do colapso sinaliza que Dado Villa-Lobos está andando para frente em cena, mesmo que eventualmente olhe para trás - com todo o direito, aliás - para reviver o legado que construiu como integrante da Legião Urbana, banda lendária que deixou órfãos no universo pop nacional.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Dado dá passo solo no palco entre lado B da Legião e tema de Cat Power

Música de autoria de Cat Power lançada pela cantora e compositora norte-americana em seu radiante nono álbum de estúdio, Sun (2012), 3,6,9 ganhou a voz de Dado Villa-Lobos. O tema de Power integra o roteiro do show de lançamento do CD O passo do colapso (2012), segundo disco solo de estúdio do compositor e guitarrista projetado na banda brasiliense Legião Urbana (1982 - 1996). Do repertório da Legião, aliás, Dado pinçou algumas músicas menos badaladas, como Depois do começo (Renato Russo, 1987) e Giz (Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, 1993), para cantar no show. Contudo, o show O passo do colapso - cuja estreia foi na noite de ontem, 8 de abril de 2013, no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ) - tem roteiro centrado nas músicas do álbum homônimo que foi lançado em edição digital em dezembro de 2012 e ganha edição física em CD neste mês de abril. Eis o roteiro seguido por Dado Villa-Lobos - visto em foto de Mauro Ferreira - na estreia nacional do show O passo do colapso:

1. Colapso (Dado Villa-Lobos, China e Jr. Black, 2012)
2. Brilho de gente que faz brilhar (Beto Callado, 2012)
3. Filho (Son) (Scott Weilland e Victor Indrizzi em versão em português de Dado Villa-Lobos, 2012)
4. Lucidez (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012)
5. Sobriedade (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012)
6. Depois do começo (Renato Russo, 1987)
7. Beleza americana (Fausto Fawcett e Carlos Laufer, 2012)
8. Tudo bem (Marcelo Guimarães, 2012)
9. Quando a casa cai (Nenung, 2012)
10. Overdose coração (Fausto Fawcett e Carlos Laufer, 2012)
11. Giz (Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, 1993)
12. 3,6,9 (Cat Power, 2012)
13. O passo do colapso (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012)
Bis:
14. O teatro dos vampiros (Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, 1991)
15. O homem que calculava (Nenung, 2012)
16. Índios (Renato Russo, 1986)
17.O parto (Dado Villa-Lobos e Cristina Braga sobre poema de Eduardo Galeano,2012) - texto em off

Dado ergue 'Quando a casa cai', balada de Nenung, com Mallu em show

Mallu Magalhães participou da estreia nacional do show O passo do colapso, de Dado Villa-Lobos, na noite de 8 de abril de 2013. A cantora e compositora paulista e o compositor e guitarrista belga-brasileiro - vistos em foto de Maíra Cassel - reproduziram no palco do Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ), o dueto na balada Quando a casa cai (Nenung), feito originalmente para o segundo disco solo gravado por Dado em estúdio, O passo do colapso, lançado em dezembro de 2012 e mote do show mostrado em primeira mão ao público carioca.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Dado se movimenta bem nos climas do disco solo 'O Passo do Colapso'

Resenha de CD
Título: O Passo do Colapso
Artista: Dado Villa-Lobos
Gravadora: Rockit!
Cotação: * * *
Disco à venda no iTunes com lançamento físico em CD previsto para março de 2013

Dado Villa-Lobos está em movimento. Mesmo que cada passo dado em sua carreira solo vá sempre ser confrontado com a caminhada feita com a Legião Urbana (1982 - 1996), banda-ícone do rock brasileiro dos anos 80, o guitarrista tem direcionado sua música para um rumo todo próprio. Segundo álbum solo gravado em estúdio por Dado, já disponível em edição digital, O Passo do Colapso empurra o artista para frente e o desvincula definitivamente do som da Legião. Efeito provável de a produção ter sido dividida por Dado com o onipresente Kassin - uma das grifes da recente produção fonográfica nacional - e com Carlos Laufer. O Passo do Colapso abre com um rock - Colapso (Dado Villa-Lobos, China e Jr. Black), de versos imagéticos como "Eu sou a força e o que move o desejo dos deuses" - e fecha com o funkaço que lhe dá título e que capta a efervescência do caos planetário no toque dançante dos metais arranjados por Marlon Sette. Contudo, o álbum resulta no todo climático, espiritualizado, por conta da presença forte de Nenung - mentor do grupo gaúcho Os The Darma Lóvers - na composição do repertório. Aliás, O Passo do Colapso, a música, é parceria de Dado com Nenung, autor solitário ou parceiro de Dado em cinco das 12 inéditas do repertório. Crítica delicada ao culto às aparências e ao domínio materialista num tempo que sobrepõe o ter ao ser, O Homem que Calculava (Nenung) é exemplo da linha pop zen-budista do cancioneiro de Nenung. Que também assina Quando a Casa Cai, canção sobre o fim de união afetiva, entoada por Dado com Mallu Magalhães, cujo canto se ajusta perfeitamente ao espírito do disco. Contudo, apesar da predominância de Nenung na autoria do repertório (ele é parceiro de Dado também em Lucidez e em Sobriedade, temas de menor poder de sedução dentro do conjunto do álbum), O Passo do Colapso também caminha em outras direções. Tudo Bem (Marcelo Guimarães) é bom rock vintage com tendência ao blues. Versão em português de Son (Scott Weilland e Victor Indrizzi), assinada pelo próprio Dado Villa-Lobos, Filho é mergulho profundo na sensibilidade de pai que vela por seu filho - no caso de Dado, o já crescido Nicolau - sem derramar pieguice ou clichês na letra embebida em poesia. E há duas salutares conexões com Fausto Fawcett, poeta do caos urbano. Beleza Americana (Fausto Fawcett e Carlos Laufer) segue a cinematográfica rota Paris-Texas com versos declamados por Fawcett. Com seus vocais, Paula Toller e Arto Lindsay (em inglês) são os companheiros de Dado na viagem. Outra parceria de Fawett com Laufer, Overdose Coração bate em compasso progressivamente mais forte no clima acalorado e sensual em que está ambientada a poética do cronista do purgatório urbano. Já Brilho de Gente que Faz Brilhar (Beto Callado) é faixa que evidencia a forte marca de Kassin na produção do disco. A riqueza de timbres e a sonoridade das faixas valorizam repertório cantado por Dado com sua voz pequena, mas sempre bem colocada. Enfim, o disco é o passo mais largo do guitarrista da Legião Urbana na construção de sua identidade como artista solo. Bom, O Passo do Colapso prova que, sim, Dado Villa-Lobos está em movimento.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Guiado por Kassin, Dado dá 'Passo do Colapso' com Arto, Mallu e Paula

Já disponível para download gratuito no iTunes, a música Colapso - parceria de Dado Villa-Lobos com China e Jr. Black - anuncia o lançamento do terceiro álbum solo de Dado Villa-Lobos,  guitarrista projetado na banda Legião Urbana (1982 - 1996). Produzido por Kassin, o disco se chama O Passo do Colapso, totaliza 13 músicas e vai ser lançado com exclusividade no iTunes a partir de 27 de novembro de 2012. No CD, sucessor de MTV Apresenta Dado Villa-Lobos - Jardim de Cactus ao Vivo (2005) e de Jardim de Cactus (2006), Dado - visto em foto de Christian Gaul - recebe convidados como Arto Lindsay (em Beleza Americana), Cristina Braga (harpa em O Homem que Calculava), Fausto Fawcett (em Beleza Americana) Mallu Magalhães (em Quando a Casa Cai) e Paula Toller (na citada música Beleza Americana).   

domingo, 15 de julho de 2012

Banda ainda sem nome junta Charles Gavin, Dado, Dé Palmeira e Platão

Quatro artistas projetados em grupos da geração pop dos anos 80 juntaram forças e nomes para formar uma banda, ainda sem nome. O ex-titã Charles Gavin (bateria), o legionário Dado Villa-Lobos (guitarra), o ex-Barão Vermelho Dé Palmeira (baixo) e o cantor Toni Platão (voz) - revelado como cantor do grupo carioca Hojerizah - integram a nova banda e já ensaiam juntos.