Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Gilberto Gil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gilberto Gil. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de junho de 2016

Musical navega em vários sentidos da obra de Gil no tempo e espaço cênicos

Resenha de musical de teatro
Título: Gilberto Gil - Aquele abraço - O musical - O poeta, a canção e o tempo
Dramaturgia e direção geral: Gustavo Gasparani
Músicas e letras: Gilberto Gil
Direção musical e arranjos: Nando Duarte
Elenco: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Gabriel Manita, Daniel Carneiro, Jonas Hammar, Luiz 
             Nicolau, Rodrigo Lima e Pedro Lima (em foto de Ag. News)
Cotação: * * * *
Espetáculo em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro (RJ), até 14 de agosto de 2016


Recém-estreado na cidade do Rio de Janeiro (RJ), após temporada em São Paulo (SP), o musical criado e dirigido por Gustavo Gasparani com base na obra de Gilberto Gil segue a fórmula vitoriosa de Samba futebol clube, espetáculo de 2014 que marcou golaço na cena carioca, arrebatando público, crítica e elevando a cotação de Gasparani na volátil bolsa do teatro. Com o mesmo elenco, diretor musical (Nando Duarte) e coreógrafo (Renato Vieira), Gasparani criou outro musical vivaz, de graciosa teatralidade, que navega em vários sentidos do cancioneiro plural do compositor baiano, reagrupando a longa obra por temas no tempo e no espaço cênicos. Tal vivacidade salta aos olhos e ouvidos já no primeiro número do espetáculo, De onde vem o baião? (Gilberto Gil, 1977). Gilberto Gil - Aquele abraço não se enquadra na moldura do musical biográfico. No bloco sertanejo, um dos primeiros quadros do espetáculo, ator travestido de retirante se refere nominalmente a Gil para deixar claro, no subtexto, que o painel cênico foi montado com signos ficcionais. A ideia foi mesmo reapresentar as canções do poeta na dimensão do tempo. Para tal, Gasparani se vale de um excepcional elenco - Alan Rocha, Cristiano Gualda, Gabriel Manita (ausente em cena por questões de saúde na apresentação vista pelo editor de Notas Musicais), Daniel Carneiro, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Rodrigo Lima e Pedro Lima - de atores que se revezam no papel de cantores, músicos e dançarinos, às vezes fazendo tudo ao mesmo tempo agora. A força do espetáculo reside na união do elenco. Mas brilhos individuais emanam em cena quando, por exemplo, Daniel Ribeiro sola Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil, 1980), nu com a música e a guitarra. Contudo, é da coletividade que brotam instantes vigorosos na cena de Aquele abraço, espetáculo que costura números musicais com declamações de trechos de letras de músicas de Gil. Entoada à frente de painel que expõe fotos de militantes mortos pela ditadura militar instaurada em 1964, Cálice (Gilberto Gil e Chico Buarque, 1973) deixa em cena o gosto amargo da opressão. Há neste número a teatralidade que escasseia quando Cristiano Gualda sola a canção A linha e o linho (Gilberto Gil, 1983) e quando o musical entra na zona zen da obra de Gil, reverberando a filosofia zen-budista de canções como A paz (João Donato e Gilberto, 1987) e Esotérico (Gilberto Gil, 1976) em clima de um barzinho, um violão. Nessa zona zen, O seu amor (Gilberto Gil, 1976) ganha conotação explicitamente gay e política no duo terno entre os atores Daniel Carneiro e Jonas Hammar. A teatralidade vivaz é retomada no bloco que expõe a negritude e a fé da obra de Gil e, sobretudo, no quadro futurista em que Gasparani arma odisseia no espaço cênico para acentuar o sentido filosófico-cientifico-metafísico embutido em músicas como Raça humana (Gilberto Gil, 1984) e Parabolicamará (Gilberto Gil, 1992). Ainda nesse bloco, A gaivota - raro lado B da obra de Gil incluído no roteiro - alça voo no solo em que o ator Jonas Hammar, com figurino alado, evoca número feito pelo cantor Ney Matogrosso, intérprete original da canção, no show Bandido (1976). No todo bem feita, a costura do musical parece desalinhar quando o ator Cristiano Gualda discorre sobre impressões que teve sobre a obra de Gil no processo de criação do espetáculo. Sempre nos trilhos, a direção musical de Nando Duarte envolve Pai e mãe (Gilberto Gil, 1975) em ambiente seresteiro. Mais para o fim, Alan Rocha puxa o samba Aquele abraço (Gilberto Gil, 1969) no toque do cavaquinho, armando o clima festivo do fim do musical. Em Aquele abraço, a bola nem sempre rola redonda como no antológico Samba futebol clube (todos os textos que citam Gil embolam o meio de campo cênico), mas o resultado roça a excelência, deixando pairar, acima de tudo e de todos, a grandeza rítmica, melódica e poética da vasta obra de Gilberto Passos Gil Moreira, grande nome na arte da composição.

sábado, 28 de maio de 2016

Mauro Senise toca (bem...) 13 composições de Gil no álbum 'Amor até o fim'

Após álbuns dedicados aos cancioneiros de compositores como Dolores Duran (1930 - 1959), Edu Lobo, Noel Rosa (1910 - 1937) e Sueli Costa, o saxofonista e flautista carioca Mauro Senise dá outro sopro de vitalidade ao tocar a obra plural do compositor baiano Gilberto Gil no álbum Amor até o fim. Lançado pela gravadora Fina Flor neste mês de maio de 2016, em edição dupla que agrega DVD com o making of da gravação do disco, o CD transita por 13 temas do cancioneiro do compositor baiano em seleção que vai de 1965 a 1983. Revezando-se entre a flauta, o sax alto, o sax soprano e o piccolo, instrumento com que Senise faz circular o popular Expresso 2222 (1972) no fecho do álbum, o músico - de 66 anos completados no último dia 18 de maio de 2016 - apresenta abordagem instrumental da obra de Gil. A única música de Gil rebobinada com letra - no caso, declamada pelo próprio cantor e compositor em participação avalizadora do tributo - é a canção existencialista Preciso aprender a só ser (1973). Na flauta, Senise leva o samba-título Amor até o fim (1966), a sinuosa Ladeira da preguiça (1973), a apaixonada canção Flora (1981) e o samba cartão-de-visitas Eu vim da Bahia (1965). Com o sax soprano, o músico sopra a beleza melódica de Drão (1982), segue a veloz Procissão (Gilberto Gil e Edy Star, 1967) em andamento de forró, refaz Refazenda (1975) e viaja pelo toque de Oriente (1973). Com o sopro sonoro do sax alto, Senise cai no samba Mancada (1967), alinhava o lirismo de A linha e o linho (1983), reza pela cartilha zen de Se eu quiser falar com Deus (1980) e dá o toque existencialista da já mencionada Preciso aprender a só ser. No todo, Senise toca Gil em Amor até o fim com respeito à arquitetura melódica das 13 composições. O músico gravou o disco de forma gregária, ao lado de feras da música instrumental brasileira. O virtuoso time de arranjadores do álbum inclui o acordeonista Kiko Horta e os pianistas Cristóvão Bastos, Gabriel Geszti, Gilson Peranzzetta e Jota Moraes (no vibrafone e nos arranjos de Expresso 2222 e Oriente). Mauro Senise toca Gilberto Gil com alma e com amor, do início ao fim...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Vanessa Moreno & Fi Maróstica abordam Gil em disco produzido por Swami

Três anos após lançar o álbum Vem ver (Independente / Tratore, 2013), o duo paulistano Vanessa Moreno & Fi Maróstica se prepara para lançar Cores vivas, disco em que abordam o cancioneiro de Gilberto Gil. O violonista Swami Jr. produziu o álbum batizado com o nome da música de Gil lançada pelo cantor e compositor baiano em 1981. Vanessa Moreno (voz e percussão) & Fi Maróstica (baixo elétrico e contrabaixo acústico)  - vistos em foto de Dani Gurgel / Da Pá Virada -  revisitam a obra vivaz de Gil com intervenções das cantoras Fabiana Cozza e Rosa Passos.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Registro do show de Caetano com Gil captura (toda) a irmandade dos artistas

Resenha de CD e DVD
Título: Dois amigos, um século de música / Multishow ao vivo
Artistas: Caetano Veloso e Gilberto Gil
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * * *

 Feita na cidade de São Paulo (SP), a gravação ao vivo do show que reuniu Caetano Veloso e Gilberto Gil - em turnê internacional iniciada em junho deste ano de 2015 que vai se estender por 2016 - captura com precisão a irmandade que tem regido o reencontro no palco dos cantores, compositores e músicos baianos (clique aqui para ler ou reler a resenha detalhada do show ora perpetuado em CD ao vivo e DVD). O show Dois amigos, um século de música é luxo só! Nem a desatenção da gravadora Sony Music na edição do CD duplo e do DVD ao creditar erroneamente no encarte o samba É luxo só (Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1957) - trocando o nome de Ary Barroso (1903 - 1964) pelo da cantora Inezita Barroso (1925 - 2015) - tira do produto o caráter antológico e até mesmo histórico. Estão ali, juntos, dois dos compositores mais relevantes da música brasileira pós-Bossa Nova. Nada importa que o toque do violão de Gil contenha mais ritmo e musicalidade do que o violão meramente eficaz de Caetano. Também nada importa que a voz rouca de Gil soe mais desgastada pelos efeitos do tempo rei do que a voz de Caetano (ainda que a voz de Gil mantenha todo o poder de expressão). No palco, os amigos de fé - irmãos na camaradagem que vigora desde a primeira metade da década de 1960 - estão em pé de igualdade, harmonizados pelas grandezas das obras que construíram ao longo de 50 e poucos anos. Unidos por amizade sincera que nunca os separou de fato, ainda que ambos tenham seguido trajetórias distintas e paralelas nos cursos da vida e da música, com eventuais reencontros como o que gerou o álbum Tropicália 2 (Philips, 1993). Dois amigos, um século de música se engrandece na soma destes dois gigantes da MPB que, aos 73 anos, mostram vitalidade jovial quando estão em cena. A movimentação ágil do público brasileiro para adquirir ingresso para os shows da turnê - que aportou no Brasil em agosto, no exato momento em que o inédito samba As camélias do quilombo do Leblon entrou no roteiro - sinalizou que o país esteve atento ao simbolismo do reencontro. Primeira parceria de Caetano e Gil desde 1993, As camélias do quilombo do Leblon figura evidentemente entre as 29 músicas registradas no CD e DVD Dois amigos, um século de música / Multishow ao vivo. Mesmo que o samba inédito seja eclipsado no roteiro por músicas antigas de inspiração sublime, a presença dele no repertório simboliza pulsão de vida de dois artistas que, afinal, nunca pararam de criar. Caetano explicita o jorro contínuo da criação na conexão com músicos jovens. Contudo, ao se debruçar recentemente sobre o repertório de João Gilberto, mestre de ambos, Gil mostrou que o pulso musical ainda pulsa com força. Enfim, tudo já foi dito sobre Dois amigos, um século de música. Com o registro do show para posteridade, caberá ao tempo rei dimensionar a importância musical e histórica do reencontro perpetuado em CD e em DVD que - lapso de edição à parte! - são luxo só.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Livro 'Disposições amoráveis' expõe grandes pensamentos afetuosos de Gil

Resenha de livro
Título: Disposições amoráveis
Artista: Gilberto Gil e Ana de Oliveira
Editora: Iyá Omin
Cotação: * * * *

Gilberto Gil é um pensador. As ideias expostas por Gil de forma sucinta nas letras das músicas mais filosóficas e mais politizadas da monumental obra do músico compositor sempre deixaram entrever pensamentos interessantes sobre questões sociais, científicas, afetivas e transcendentais. Pensamento que costuma se expandir - livre, solto e com a leveza aparente do artista baiano - nas entrevistas e depoimentos dados por Gil. Piada recorrente nos bastidores jornalísticos diz que, ao ser perguntado sobre as horas, Gil inicia dissertação sobre o tempo. Só que Gil sempre fala sério, evidenciando conhecimento e aguçada percepção de mundo que transcendem a área musical, ramo da principal atuação profissional do pensador. O que justifica a edição de um livro filosófico como Disposições amoráveis, idealizado por Ana de Oliveira para a editora Yiá Omin. No livro, Ana dá voz ao pensador tropicalista através de respostas dadas por Gil a perguntas feitas por time ilustre de 14 inquisidores recrutados entre a política (Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva e Marina Silva, entre eles), a cultura (Gal Costa, Jorge Mautner e Nelson Motta), o movimento contra o racismo (Preto Zezé, um dos mais atuantes ativistas brasileiros da causa negra) e a religião (o ex-sacerdote Leonardo Boff), entre outras áreas. Dividido em seis capítulos que podem ser lidos fora da ordem disposta no livro, o livro expõe pensamentos afetuosos e lúcidos de Gil sobre cidadania, espiritualidade, sustentabilidade e Tropicália, entre outros temas afins. A partir das perguntas enviadas previamente pelos entrevistadores, Ana de Oliveira media o debate de ideias, com breves intervenções que jamais tiram o foco do pensamento de Gil. No capítulo Pensar um tempo circular, de tom memorialista tendo a música com fio condutor das reminiscências da vida e obra, Gil admite a Gal que tem dificuldade para compor músicas sob encomenda para cantores porque, para tal, precisaria ter uma leitura precisa dos sentimentos e da alma do intérprete que vai dar à canção. E brinca, dizendo que a pessoa que mais conhece é ele mesmo. De toda forma, o capítulo sobre música é o mais superficial do livro, talvez pelo alto grau de afeto e conhecimento mútuo que pauta as relações de Gil com Gal e Jorge Mautner, dois dos três entrevistadores do tópico. Gil se expõe de forma (bem) mais surpreendente, inclusive sobre música, diante dos questionamentos da crítica literária Flora Süssekind, uma das inquisidoras do capítulo Tropicalismos & tropicalidades. É quando Gil reflete sobre a Bossa Nova ("Um movimento com muita novidade, mas ainda tributário de um mundo debussyano") e sobre a (in)capacidade técnica da geração tropicalista da segunda metade da década de 1960 para criar música que dialogasse de igual para igual com a Bossa Nova ("Fizemos uso de pequenos fragmentos que estavam sob nosso domínio"). Gil dá sempre a impressão de saber o que diz. E, por aparentar saber o que diz, Disposições amoráveis é livro que contribui para abrir a cabeça do leitor no que diz respeito a questões políticas, sociais e musicais. As reflexões de Gil sobre as conquistas libertárias da Tropicália ainda soam relevantes mesmo que o tema e o movimento já tenham sido exaustivamente discutidos e rediscutidos por outros pensadores e pelos dois artífices mais populares do movimento, Gil e o amigo de fé Caetano Veloso (ausência sentida no time de entrevistadores). Contudo, as reflexões sobre política, cidadania e racismo também ajudam a pensar o próprio artista, um ser político, e reiteram a coerência do posicionamento humanista de Gil na vida e na música. "Às vezes, o artista é político", sentencia Gil ao responder pergunta de Ana de Oliveira no capítulo O que permanece é a impermanência, no qual entram em pauta questões relativas à ciência e à espiritualidade. Sim, quem fala em Disposições amoráveis é um artista politizado, político (inclusive no tom diplomático com que discorre sobre obras e feitos alheios), que faz música. E talvez por isso a música pareça estar tão entranhada na mente de Gilberto Gil quanto os pensamentos amoráveis dispostos no livro.

sábado, 12 de dezembro de 2015

RETROSPECTIVA 2015 – Caetano e Gil reabrem parceria em turnê fenomenal

RETROSPECTIVA 2015 – A rigor, se somadas, as trajetórias profissionais de Caetano Veloso e Gilberto Gil já totalizam mais de um século de música, já que ambos os artistas deram os primeiros passos na carreira antes de 1965. Mas o fato é, ao fechar a conta de 2015, poucos artistas saem deste ano com tanto sucesso artístico e comercial como os cantores, compositores e músicos baianos. Caetano e Gil - em foto de Fernando Young - se reuniram em show, Dois amigos, um século de música, que se tornou concorrido desde a estreia mundial da turnê, em 25 de junho, em Amsterdam, nos Países Baixos. Ao chegar ao Brasil, em rota nacional iniciada pela cidade de São Paulo (SP) em 20 de agosto, o êxito da turnê adquiriu caráter fenomenal, com ingressos esgotados em horas. Para a estreia nacional do show em São Paulo, aliás, Caetano e Gil retomaram a parceria e apresentaram o samba As camélias do quilombo do Leblon, primeira música que compuseram juntos desde 1993. Foi em São Paulo que o show foi gravado ao vivo para edição de DVD e CD duplos lançados em dezembro pela gravadora Sony Music. Em sinal de mudança de relação entre artistas e gravadoras diante da decomposição do mercado fonográfico nativo, Dois amigos, um século de música - Multishow ao vivo foi o primeiro produto fonográfico lançado por Caetano sem vínculo contratual com a companhia fonográfica atualmente denominada Universal Music (ele já havia lançado eventualmente discos por outros selos, mas até então sob licença da gravadora na qual entrou em 1967). Clique aqui para (re)ler a resenha de apresentação carioca de Dois amigos, um século de música - show fenomenal no sentido artístico e também no comercial. Foi luxo só!...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Gil e Eliane Elias representam Brasil na lista de indicações ao Grammy 2016

Gilberto Gil está indicado à 58ª edição do Grammy, o maior prêmio da indústria fonográfica dos Estados Unidos. O cantor, compositor e músico baiano concorre na categoria Álbum de world music com Gilbertos samba ao vivo (Sony Music), disco lançado em dezembro de 2014 com o registro do show baseado no homônimo álbum de estúdio - também lançado em 2014, mas em março - em que Gil revisita o repertório do cantor baiano João Gilberto. Cabe lembrar que Gil - em foto de Daryan Dornelles - já ganhou duas vezes o Grammy na mesma categoria world music. A primeira foi na edição de 1999 com outro álbum ao vivo, Quanta gente veio ver (Warner Music, 1998). A segunda foi na edição de 2006 por conta do álbum Eletroacústico (Warner Music, 2004). Além de Gil, o Brasil está representado no Grammy de 2016 por Eliane Elias. A cantora, compositora e pianista paulistana - radicada nos Estados Unidos desde 1981 - concorre a um Grammy na categoria Álbum de jazz latino com Made in Brazil (Concord Jazz / Universal Music, 2015), disco gravado no Brasil com registros adicionais na Inglaterra.Os vencedores serão anunciados em 15 de fevereiro de 2016.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Bianco assina a capa do CD e DVD com a gravação do show de Caetano e Gil

Giovanni Bianco assina a capa do CD e DVD (foto) Dois amigos, um século de música. Editados dentro da série Multishow ao vivo e distribuídos pela gravadora Sony Music, o CD e o DVD trazem o registro ao vivo do show que reuniu, em turnê internacional, os cantores, compositores e músicos baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil - show que ainda está cartaz pelo Brasil e que vai seguir em turnê em 2016. Feita na passagem da turnê pela cidade de São Paulo (SP), a gravação ao vivo do show vai ser lançada nos formatos de CD, DVD e em kit que junta CD duplo e DVD em embalagem especial.  Eis, na ordem do DVD, as 29 músicas da gravação que sairá em 27 de novembro de 2015:

1. Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972)
2. Coração vagabundo (Caetano Veloso, 1967)
3. Tropicália (Caetano Veloso, 1967)
4. Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1967)
5. É luxo só (Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1957)
6. De manhã (Caetano Veloso, 1965)
7. As camélias do quilombo do Leblon (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 2015) - música inédita
8. Sampa (Caetano Veloso, 1978)
9. Terra (Caetano Veloso, 1978)
10. Nine out of ten (Caetano Veloso, 1972)
11. Odeio (Caetano Veloso, 2006)
12. Tonada de luna Ilena (Simón Díaz, 1973)
13. Eu vim da Bahia (Gilberto Gil, 1965)
14. Super homem, a canção (Gilberto Gil, 1979)
15. Come Prima (Alessandro Taccani, Vincenzo Di Paola e Mario Panzeri, 1957)
16. Esotérico (Gilberto Gil, 1976)
17. Tres Palabras (Osvaldo Farrés, 1946)
18. Drão (Gilberto Gil, 1982)
19. Não tenho medo da morte (Gilberto Gil, 2008)
20. Expresso 2222 (Gilberto Gil, 1972)
21. Toda menina baiana (Gilberto Gil, 1979)
22. Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil, 1980)
23. São João Xangô menino (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1976)
24. Nossa gente (Avisa lá) (Roque Carvalho, 1992)
25. Andar com fé (Gilberto Gil, 1982)
26. Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973)
27. Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1993)
28. Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967)
29. A luz de Tieta (Caetano Veloso, 1996)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Ana, Chico e Gil cantam no disco de Chiara que a Sony Music lança no Brasil

Fãs de Ana Carolina, Chico Buarque e Gilberto Gil devem ficar atentos caso sejam do tipo que colecionam todas as gravações desses artistas. Os três participam de Canzoni, quinto álbum da cantora italiana Chiara Civello (Okeh / Sony Music, 2014). Um ano após ter sido lançado na Itália, o disco ganha edição brasileira, através da gravadora Sony Music, neste mês de novembro de 2015. Parceira de Chiara, a cantora e compositora mineira Ana Carolina participa de E penso a te (Lucio Battisti e Mogol, 1970). O carioca Chico Buarque é o convidado de Io che amo solo te (Sergio Endrigo, 1962). Já o baiano Gilberto Gil canta Io che non vivo senza te (Vito Pallavicini e Pino Donaggio,1965). No CD Canzoni, os três cantores brasileiros fazem duetos com Chiara em italiano.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Sandy dá voz à música do Jota Quest em gravação ao vivo que terá Gil e Iorc

Música composta por Rogério Flausino em parceria com Fernanda Mello e lançada pelo grupo mineiro Jota Quest no seu quarto álbum de estúdio, Discotecagem pop variada (Sony Music, 2002), Só hoje ganha a voz de Sandy. Só hoje integra o roteiro do show que a cantora e compositora paulista vai gravar ao vivo - em apresentações agendadas para sábado e domingo, 14 e 15 de novembro de 2015 - no Teatro Municipal de Niterói. A gravação dos dois shows de Niterói (RJ) vai ser feita com as participações dos cantores Gilberto Gil e Tiago Iorc. O registro vai dar origem a CD e a DVD cujo lançamento está programado para o primeiro semestre de 2016. Sandy - em foto de NPL - vai gravar o segundo DVD de sua carreira solo sob direção de Raoni Carneiro. O roteiro terá algumas músicas inéditas, além do hit do Jota Quest e de músicas dos álbuns gravados pela artista na sua carreira solo, Manuscrito (Universal Music, 2010) e Sim (Universal Music, 2013).

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Show de Caetano e Gil sai em CD duplo e DVD via Sony em 27 de novembro

Pela primeira vez, desde 1967, Caetano Veloso vai lançar um produto fonográfico no Brasil sem ter contrato com a gravadora atualmente denominada Universal Music. Caberá a Sony Music lançar, em 27 de novembro de 2015, a gravação ao vivo do show Dois amigos, um século de música feito por Caetano com Gilberto Gil desde 25 de junho deste ano de 2015. Gravado na passagem da turnê internacional por São Paulo (SP), em agosto, o show de vozes & violões dos dois músicos, cantores e compositores baianos - em foto de Rodrigo Goffredo - vai ser perpetuado em dois CDs e em DVD, vendidos separadamente e também comercializados juntos em kit que inclui o CD duplo e o DVD. O CD e o DVD Dois amigos, um século de música alinham 29 números do show, incluindo a música inédita As camélias do quilombo do Leblon, a primeira parceria de Caetano com Gil desde 1993. Eis, na ordem do DVD, as 29 músicas eternizadas no registro oficial do lindo show dos dois artistas:

1. Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972)
2. Coração vagabundo (Caetano Veloso, 1967)
3. Tropicália (Caetano Veloso, 1967)
4. Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1967)
5. É luxo só (Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1957)
6. De manhã (Caetano Veloso, 1965)
7. As camélias do quilombo do Leblon (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 2015) - música inédita
8. Sampa (Caetano Veloso, 1978)
9. Terra (Caetano Veloso, 1978)
10. Nine out of ten (Caetano Veloso, 1972)
11. Odeio (Caetano Veloso, 2006)
12. Tonada de luna Ilena (Simón Díaz, 1973)
13. Eu vim da Bahia (Gilberto Gil, 1965)
14. Super homem, a canção (Gilberto Gil, 1979)
15. Come Prima (Alessandro Taccani, Vincenzo Di Paola e Mario Panzeri, 1957)
16. Esotérico (Gilberto Gil, 1976)
17. Tres Palabras (Osvaldo Farrés, 1946)
18. Drão (Gilberto Gil, 1982)
19. Não tenho medo da morte (Gilberto Gil, 2008)
20. Expresso 2222 (Gilberto Gil, 1972)
21. Toda menina baiana (Gilberto Gil, 1979)
22. Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil, 1980)

23. São João Xangô menino (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1976)
24. Nossa gente (Avisa lá) (Roque Carvalho, 1992)
25. Andar com fé (Gilberto Gil, 1982)
26. Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973)
27. Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1993)
28. Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967)
29. A luz de Tieta (Caetano Veloso, 1996)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Gil participa da música em que é celebrado por Daniela no disco 'Vinil virtual'

A IMAGEM DO SOM - Postada por Daniela Mercury em sua página oficial no Facebook, a foto flagra a cantora e compositora baiana com seu conterrâneo Gilberto Gil em estúdio, na gravação da música feita pela artista para celebrar o cantor, compositor e músico baiano. A composição se chama De Deus, de Alah, de Gilberto Gil e integra o repertório inédito e autoral de Vinil virtual, álbum que Daniela planeja lançar em novembro deste ano de 2015. Além do tributo a Gil, o disco Vinil virtual inclui músicas como Alegria e lamento (samba-reggae gravado com a percussão de Márcio Victor, vocalista do grupo baiano Psirico), Maria casaria (poema feito para Malu Verçosa - esposa da artista - e musicado por Daniela), Sem argumento (outra música composta por Daniela a partir de poema escrito para Malu), Tô samba da vida (música já mostrada por Daniela no seu corrente show A voz e o violão) e, claro, A rainha do axé (A rainha má), música lançada pela cantora na web em novembro de 2014 cuja letra contém o título do álbum Vinil  virtual, 15º título da discografia solo da artista. O repertório inteiramente autoral do CD totaliza 15 músicas inéditas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Caetano e Gil se irmanam ao expor um século de música brasileira em show

Resenha de show
Título: Dois amigos, um século de música
Artistas: Caetano Veloso e Gilberto Gil (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Metropolitan (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 18 de outubro de 2015
Cotação: * * * * *

 O título do show Dois amigos, um século de música alude ao fato de Caetano Veloso e Gilberto Gil estarem completando e festejando juntos, neste ano de 2015, cinco décadas de suas respectivas carreiras. Duas carreiras afins, irmãs, que correm paralelas desde que os artistas extrapolaram as fronteiras da Bahia natal e ganharam exposição nacional a partir de 1965 com a gravação e edição de compactos pela gravadora RCA. A soma dos 50 anos de carreira de Caetano com os 50 de Gil daria "um século de música". Mas o título faz mais sentido quando a visão do show - cuja turnê de rota internacional, iniciada em 25 de junho em Amsterdam, chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) no último fim de semana - mostra que, juntos no palco, a sós com seus respectivos violões e com o justo status de gênios da MPB, Caetano e Gil se irmanam na exposição fraterna de um século de música brasileira. Sim, embora a composição mais antiga do repertório seja o bolero cubano Tres palabras (Osvaldo Farrés), lançado em 1946 e ouvido no show na voz rouca de Gil, os cantores e compositores sintetizam um século de música brasileira nas vozes, nos violões e nas 30 músicas do roteiro. Desde que o samba é oficialmente samba, a partir de  novembro de 1916, a música brasileira se expandiu em ramificações que, de uma certa forma, estão representadas no roteiro de Dois amigos, um século de música, show de sucesso massivo que tem lotado grandes casas das cidades por onde tem passado. Situado musicalmente entre Rio e Bahia, evocada já na abertura do show, quando em uníssono Caetano e Gil relembram em Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972) o inventário existencial do exílio londrino, feito por Gil na volta ao Brasil, o roteiro abarca diversos afluentes da música brasileira. Se Coração vagabundo (Caetano Veloso, 1967) - que começa a bater com a habitual suavidade na voz de Gil para somente depois ser ouvido com seu compositor - é o eco ainda vívido do poder transformador da Bossa Nova, É luxo só (Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1957) representa o requebrado brasileiro de antes da bossa do fundamental João Gilberto. E aí, nesse momento, Gil brilha provisoriamente mais do que Caetano em um "cai para lá, cai para cá" de sua voz e de seu violão que reiteram a espantosa musicalidade do preto que Caetano gostava antes mesmo de ser alguém na música. Antes da bossa de João, houve também o baião de Luiz Gonzaga (1912 - 1989), ídolo dos dois amigos, rei da musical nação nordestina, evocado com reverência na fogueira armada em São João Xangô menino (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1976). Depois da bossa de João, houve a Tropicália, o movimento pop de 1967 orquestrado por Caetano e Gil para derrubar os muros da música brasileira, redefinindo os conceitos de bom e mau gosto. O solo vocal de Caetano em Tropicália (Caetano Veloso, 1967) e o de Gil em Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1967) saúdam os poetas que desfolharam a bandeira entre pânicos e glórias. Única novidade do repertório, incorporada ao roteiro a partir da estreia do show em palcos brasileiros, As camélias do quilombo do Leblon - samba que se revela mais engenhoso e mais sedutor a cada audição, desfazendo a impressão inicial de ser composição meramente mediana - remete a tempos remotos de lutas pelo fim da escravidão. No fim do samba, quando percute o violão e emula a voz de um preto velho, Gil sintetiza toda a carga ancestral da negritude africana que pauta a música brasileira, sêmem que gerou tanto o samba-reggae - ritmo que sustenta o Olodum, grupo lembrado no show com seu hit Nossa gente (Avisa lá ) (Roque Carvalho, 1992) em número festivo em que os cantores alternam tons e timbres - quanto o rap não evidente no show, mas presente na obra dos dois amigos desde a parceria na composição de Haiti (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1993), ausência sentida do roteiro pautado por sucessos como Sampa (Caetano Veloso, 1978), tema cantado por Caetano e adornado por leves toques de percussão tirados por Gil de seu violão. A obviedade da inclusão de alguns hits cantados com avidez por um público mais conservador é redimida pela musicalidade dos amigos. O arranjo de Terra (Caetano Veloso, 1978) exemplifica a habilidade de dar frescor ao que parece girar na rota da previsibilidade. Quando fala das sacadas dos sobrados da velha São Salvador, os sons percussivos do violão de Caetano simulam os tambores dos tempos do imperador, instrumento-símbolo da negritude resistente em priscas eras. Mas, quando segundos depois o cantor lembra na mesma estrofe que "a Bahia tem um jeito", seu violão já é pura manemolência, tirada das cordas. A naturalidade com que Caetano e Gil encadeiam no roteiro obras pautadas pela pluralidade faz com que o público assimile tanto uma música em inglês que cita na letra o então nascente reggae, Nine out of ten (Caetano Veloso, 1972), quanto um rock desossado pela estética acústica do show, Odeio (Caetano Veloso, 2006), dono de melodia que resiste bem ao violão (também o de Gil) que preserva o andamento nervoso desse hit da recente fase Cê da antropofágica discografia de Caetano. Entre lembranças sutis da penetração da música hispânica em terras brasileiras, ecoada em Tonada de luna llena (Simón Diáz) - solo em que Caetano recorre ao seu falsete - e no já mencionado bolero Tres palabras, os dois amigos revivem com doçura Esotérico (Gilberto Gil, 1976), reminiscência de encontro bárbaro. Até a força da canção italiana é lembrada - com Come Prima (Alessandro Taccani, Vincenzo Di Paola e Mario Panzeri, 1957), música cantada tanto por Caetano como Gil - no roteiro do show de turnê de rota planetária que parece extrapolar os limites do planeta Terra quando Gil filosofa sobre a finitude em Não tenho medo da morte (Gilberto Gil, 2008) com voz de tom cavernoso que parece vir de outra dimensão existencial. Mesmo com a rouquidão, a voz de Gil - a propósito - continua plena de sentidos e significados. Seu solo em Drão (Gilberto Gil, 1972) atesta o vigor que desafia seus 73 anos. Senhor da música, Gil faz com que todo mundo embarque mais uma vez no Expresso 2222 (Gilberto Gil, 1972) e se deixe seduzir pela pegada funkeada de Toda menina baiana (Gilberto Gil, 1979). E, por mais que estejam evocando todo o Brasil através do roteiro e que tenham mandado Aquele abraço (Gilberto Gil, 1969) com toda carioquice no segundo bis da apresentação carioca de 18 de outubro de 2015, Caetano Veloso e Gilberto Gil fazem da Bahia o epicentro de Dois amigos, um século de música. "Ê Santo Amaro!", gritou Gil ao pôr Andar com fé (Gilberto Gil, 1982) na roda, samba cantado em uníssono pelo cantores com direito a joviais requebros de Caetano. E é sintomático que tudo acabe (antes do bis) no compasso do ijexá Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973). Caetano Veloso e Gilberto Gil rodam o mundo com essa síntese de seus 50 anos de carreira (o que justifica o roteiro centrado em sucessos), mas terminam sempre na Bahia, o quintal-celeiro, ponto de referência do qual partiram há 50 anos em travessia que os tornou universais, como prova este primoroso show que condensa um século de música brasileira no tom fraterno dos dois amigos.

Caetano e Gil mandam 'Aquele abraço' no bis carioca do show 'Dois amigos'

  Caetano Veloso e Gilberto Gil mandaram Aquele abraço para o público do Rio de Janeiro (RJ) que assistiu à terceira apresentação carioca do show Dois amigos, um século de música, na casa Metropolitan, na noite de domingo, 18 de outubro de 2015. Samba lançado por Gil em 1969 para se despedir do Rio (e do Brasil) ao partir para o exílio forçado, em Londres, Aquele abraço não estava oficialmente previsto no roteiro da turnê em sua passagem pelo Rio. Mas entrou no segundo bis, encerrando a apresentação, para alegria do público do Rio. Bis à parte, os cantores, compositores e músicos baianos seguiram basicamente o roteiro original do show, cuja turnê internacional estreou em 25 de junho de 2015, na cidade de Amsterdam, nos Países Baixos. Além da adição do inédito samba As camélias do quilombo do Leblon (primeira música composta por Caetano e Gil em parceria desde 1993, incorporada ao roteiro do show desde a estreia da turnê no Brasil, no Citibank Hall de São Paulo, em 20 de agosto), a única mudança - já prevista - em relação ao repertório original foi a troca de Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil, 1980) por Eu não tenho medo da morte (Gilberto Gil, 2008), temas espiritualistas. Eis o roteiro de 30 músicas seguido em 18 de outubro de 2015 por Caetano Veloso e Gilberto Gil - vistos na foto de Rodrigo Goffredo à frente do cenário criado por Hélio Eichbauer para a estreia da turnê no Brasil - na apresentação do show fraterno Dois amigos,  um século de música que lotou a casa Metropolitan, no Rio de Janeiro (RJ):

1. Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972)
2. Coração vagabundo (Caetano Veloso, 1967)
3. Tropicália (Caetano Veloso, 1967)
4. Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1967)
5. É luxo só (Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1957)
6. De manhã (Caetano Veloso, 1965)
7. As camélias do quilombo do Leblon (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 2015) - música inédita
8. Sampa (Caetano Veloso, 1978)
9. Terra (Caetano Veloso, 1978)
10. Nine out of ten (Caetano Veloso, 1972)
11. Odeio (Caetano Veloso, 2006)
12. Tonada de luna Ilena (Simón Díaz, 1973)
13. Eu vim da Bahia (Gilberto Gil, 1965)
14. Super homem, a canção (Gilberto Gil, 1979)
15. Come Prima (Alessandro Taccani, Vincenzo Di Paola e Mario Panzeri, 1957)
16. Esotérico (Gilberto Gil, 1976)
17. Tres Palabras (Osvaldo Farrés, 1946)
18. Drão (Gilberto Gil, 1982)
19. Não tenho medo da morte (Gilberto Gil, 2008)
20. Expresso 2222 (Gilberto Gil, 1972)
21. Toda menina baiana (Gilberto Gil, 1979)
22. São João Xangô menino (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1976)
23. Nossa gente (Avisa lá) (Roque Carvalho, 1992)
24. Andar com fé (Gilberto Gil, 1982)
25. Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973)
Bis
26. Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1993)
27. Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967)
28. A luz de Tieta (Caetano Veloso, 1996)
Bis 2:
29. O leãozinho (Caetano Veloso, 1977)
30. Aquele abraço (Gilberto Gil, 1969)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Segundo DVD solo de Sandy vai ser gravado com participações de Gil e Iorc

Gilberto Gil e Tiago Iorc são os convidados do segundo registro de show da carreira solo de Sandy. A gravação ao vivo do segundo DVD solo da cantora e compositora paulista - em foto de Tata Barreto, da TV Globo - está programada para 14 e 15 de novembro de 2015 em apresentações da artista no Teatro Municipal de Niterói (RJ). Sandy anunciou os convidados em sua página oficial no Facebook, mas não revelou que músicas vai cantar com Gil e Iorc na gravação ao vivo de seu show.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Sérgio Sá finaliza álbum de inéditas com convidados como Elba, Gil e Baleiro

Parceiro de Antonio Marcos (1945 - 1992) e de Vanusa em músicas que fizeram sucesso nos anos 1970, casos de Sonhos de um palhaço (1974) e Mudanças (1979), o cantor, compositor, músico e arranjador cearense Sérgio Sá busca ajuda na plataforma de financiamento coletivo Kickante para viabilizar o lançamento do álbum de inéditas Sérgio S/A. Compositor de hits propagados na voz do cantor Fábio Jr., como Eu me rendo (1981) e O que é que há? (1982, em parceria com Fábio), Sérgio Sá apresenta 15 músicas inéditas de sua autoria no disco Sérgio S/A. Dez foram gravadas pelos convidados Carlos Navas (O equilibrista), Cláudia Albuquerque (Mergulho neste azul), Elba Ramalho (Fibra de cristal), Gilberto Gil (Arte da ciência), Jane Duboc (Começar), Jorge Vercillo (Celebridade), Lucinha Lins (Te quero aos meus pés), Tribo de Jah (63 sinais), Vânia Bastos (Sua grandeza) e Zeca Baleiro (Às vezes). O próprio Sérgio Sá dá voz a cinco das 15 composições (30 de fevereiro, Nó de marinheiro, Pista livre, Poder tamanho e Voz do fogo). Zé Américo Bastos assina os arranjos e a coprodução do álbum Sérgio S/A. Clique aqui se quiser contribuir com a campanha.

domingo, 30 de agosto de 2015

Manuela Rodrigues recria rock de Gil e canta com Machete no terceiro álbum

 Depois de retiro necessário para parir, amamentar e acalentar seu primeiro filho, a cantora e compositora baiana Manuela Rodrigues volta à cena e se prepara para lançar, em novembro de 2015, seu terceiro álbum, Se a canção mudasse tudo, sucessor de Uma outra qualquer por aí (Garimpo Música, 2011), um dos melhores discos brasileiros de 2011. Gravado com patrocínio obtido no projeto Natura musical, o disco Se a canção mudasse tudo tem repertório basicamente autoral, como a artista já havia sinalizado há dois anos ao lançar no iTunes, em agosto de 2013, Ôxe, ôxe, ôxe! (Manuela Rodrigues e Álvaro Lemos), a primeira música do disco formatado por um time de produtores que inclui André T, Gustavo Di Dalva, Luciano Salvador Bahia, João Milet Meirelles (autor da foto que ilustra este post) e Tadeu Mascarenhas. A cantora carioca Silvia Machete figura numa das onze músicas da lavra de Manuela, Amor de carne e de osso. Também convidado do disco, João Cavalcanti dá voz à parceria sua com a artista, Nenhum homem é uma ilha. Embora o repertório seja essencialmente autoral, a cantora regrava Extra II (O rock do segurança) - música de seu conterrâneo Gilberto Gil, lançada pelo cantor e compositor baiano no álbum Raça humana (Warner Music, 1984) - e apresenta parceria inédita dos compositores paulistanos Clima e Romulo Fróes, Vai que eu desembeste. Já Risos é de autoria de Ronei Jorge, mentor da banda baiana Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta. Manuela Rodrigues assina a direção artística do disco, mixado por André T no estúdio T, em Salvador (BA), e masterizado por Carlos Freitas no estúdio Magic Master, em São Paulo (SP). Eis, na ordem do CD independente, as 14 músicas e respectivos compositores, produtores e convidados do álbum Se a canção mudasse tudo:

1. Lista (Manuela Rodrigues) - Produção de Tadeu Mascarenhas
2. Bagagem (Manuela Rodrigues) - Produção de Gustavo di Dalva
3. Amor de carne e de osso (Manuela Rodrigues) - Produção de Gustavo Di Dalva

    - com Silvia Machete
4. Rede social (Manuela Rodrigues) - Produção de Luciano Salvador Bahia
5. Desejo batuque (Manuela Rodrigues e Lara Belov) - Produção de André T
6. Qualquer porto (Manuela Rodrigues) - Produção de Tadeu Mascarenhas
    - com Nicolas Krassik
7. Ventre (Manuela Rodrigues) - Produção de Tadeu Mascarenhas e João Milet Meirelles
8. Vai que eu desembeste (Romulo Fróes e Clima) - Produção de João Milet Meirelles
9. Extra II (O rock do segurança) (Gilberto Gil, 1984) - Produção de Tadeu Mascarenhas
10. Marcha do renascimento (Manuela Rodrigues) Produção de André T
11. Risos (Ronei Jorge) - Produção de André T
12. Ôxe, ôxe, ôxe! (Manuela Rodrigues e Álvaro Lemos) - Produção de Manuela Rodrigues e 
      Tadeu Mascarenhas
13. Nenhum homem é uma ilha (Manuela Rodrigues e João Cavalcanti) - Produção de Gustavo
      Di Dalva -com João Cavalcanti
14. Lista 2 (Manuela Rodrigues) - Produção de João Milet Meirelles

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Caetano e Gil lançam parceria inédita na estreia no Brasil de show em dupla

Sem compor em parceria desde 1993, ano em que lançaram no CD Tropicália 2 (Philips, 1993) músicas que fizeram juntos, como Haiti e Cinema novo, Caetano Veloso e Gilberto Gil lançaram uma música inédita na estreia no Brasil da turnê do show Dois amigos, um século de música. O público que foi ao Citibank Hall de São Paulo (SP) na noite de ontem, 20 de agosto de 2015, ouviu em primeira mão As camélias do quilombo do Leblon, samba que os artistas baianos compuseram na madrugada anterior à estreia nacional do show em que Caetano e Gil - em foto de Raphael Castello, da Ag. News - revivem sucessos de seus repertórios à frente de cenário formado por  bandeira abstrata alocada ao fundo do palco e por várias bandeiras de Estados do Brasil. Assinado por Hélio Eichbauer, o cenário foi outra novidade do show em sua chegada à cena nacional. Eis a letra de  As camélias do quilombo do Leblon,  a primeira parceria de Caetano com Gil em 22 anos:

As camélias do quilombo do Leblon

(Caetano Veloso/Gilberto Gil)

As camélias do quilombo do Leblon
As camélias do quilombo do Leblon
As camélias do quilombo do Leblon
As camélias

As camélias do quilombo do Leblon
As camélias do quilombo do Leblon
As camélias do quilombo do Leblon
Nas lapelas

Vimos as tristes colinas do sul de Hebron
Rimos com as doces meninas sem sair do tom
O que fazer chegando aqui
As camélias do quilombo do Leblon brandir

Somos a guarda negra da redentora
Somos a guarda negra da redentora

Somos a guarda negra da redentora

As camélias da segunda abolição
As camélias da segunda abolição
As camélias da segunda abolição
As camélias

As camélias da segunda abolição
As camélias da segunda abolição
As camélias da segunda abolição
Cadê elas?

Somos assim, capoeiras das ruas do rio
Será sem fim o sofrer do povo do Brasil?
Nele, em mim, vive o refrão
As camélias da segunda abolição virão

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Após gravar 'Aquele abraço', Daniela celebra Gil com inédita de disco autoral

Aos recém-completados 50 anos, Daniela Mercury permanece com o plano de lançar álbum de músicas inéditas e autorais ainda em 2015. Além de A rainha má, música lançada pela artista na web em novembro de 2014, o repertório inclui homenagem ao cantor e compositor baiano Gilberto Gil. Dois anos após apresentar regravação do samba Aquele abraço (Gilberto Gil, 1969) no abandonado disco Daniela Mercury & Cabeça de Nós Todos (Eldorado, 2013), a cantora baiana reverencia seu conterrâneo em música de sua autoria intitulada De Deus, de Alah, de Gilberto Gil.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Eis o roteiro da turnê de Caetano e Gil que, provavelmente, vai originar DVD

Caetano Veloso e Gilberto Gil estrearam na noite de ontem, 25 de junho de 2015, o show Dois amigos - Um século de música, calcado em suas vozes, obras e violões. A rota internacional da turnê - que chega ao Brasil a partir de agosto - foi iniciada em Amsterdam, nos Países Baixos. Embora nada tenha se falado (ainda) sobre o registro audiovisual da turnê, é provável que o show seja gravado ao vivo para dar origem a CD e DVD em 2016 ou mesmo ainda no fim deste ano de 2015. Caso o registro se concretize, o público que admira os dois cantores e compositores baianos - vistos no palco da sala Concertgebouw em foto postada na página de Caetano no Facebook - terá a oportunidade de ver e ouvir em casa um show centrado em sucessos da lavra dos artistas. Mas o roteiro também abre espaço para uma canção italiana  - Come Prima (Alessandro Taccani, Enzo Di Paola e Mario Panzeri, 1957) - e um bolero de autoria do compositor cubano Osvaldo Farrés (1902 - 1985), Tres palabras, já presente no repertório de Gil. Sem falar no tema venezuelano Tonada de luna llena (Simón Díaz, 1973), gravado por Caetano no álbum em que abordou o cancioneiro latino-americano, Fina estampa (PolyGram, 1994). Eis o roteiro seguido por Caetano Veloso e Gilberto em 25 de junho de 2015, na cidade de Amsterdam, na estreia mundial da turnê do show Dois amigos, um século de música, com o qual eles celebram cinco décadas de carreira e amizade:

1. Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972)
2. Coração vagabundo (Caetano Veloso, 1967)
3. Tropicália (Caetano Veloso, 1967)
4. Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1967)
5. É luxo só (Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1957)
6. De manhã (Caetano Veloso, 1965)
7. Sampa (Caetano Veloso, 1978)
8. Terra (Caetano Veloso, 1978)
9. Nine out of ten (Caetano Veloso, 1972)
10. Odeio (Caetano Veloso, 2006)
11. Tonada de luna Ilena (Simón Díaz, 1973)
12. Eu vim da Bahia (Gilberto Gil, 1965)
13. Super homem, a canção (Gilberto Gil, 1979)
14. Come Prima (Alessandro Taccani, Enzo Di Paola e Mario Panzeri, 1957)
15. Esotérico (Gilberto Gil, 1976)
16. Tres Palabras (Osvaldo Farrés, 1946)
17. Drão (Gilberto Gil, 1982)
18. Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil, 1980)
19. Expresso 2222 (Gilberto Gil, 1972)
20. Toda menina baiana (Gilberto Gil, 1979)
21. São João Xangô Menino (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1976)
22. Nossa gente (Avisa lá) (Roque Carvalho, 1992)
23. Andar com fé (Gilberto Gil, 1982)
24. Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973)
Bis
25. Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1993)
Bis 2:
26. O leãozinho (Caetano Veloso, 1977)
27. Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967)