Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Solar, Bebel fala de amor sem drama e vê tudo azul em álbum romântico

Resenha de CD
Título: Tudo
Artista: Bebel Gilberto
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * *

"Ah, tudo azul...", suspira Bebel Gilberto, em português do Brasil, ao fim dos versos em francês de Tout est bleu (1993), primeiro sucesso do grupo francês de electro-pop âme strong S.A. - chanson solar ora reciclada pela cantora e compositora norte-americana (de criação brasileira) em seu sexto álbum, Tudo, o quinto gravado em estúdio. Com lançamento mundial orquestrado pela gravadora Sony Music para a segunda quinzena deste mês de agosto de 2014, o disco é o trabalho mais romântico da artista, soando até conceitual ao alinhar 13 músicas que, em sua quase totalidade, versam sobre o amor sob ótica positiva, sem peso, sem drama. Tudo é título decisivo na trajetória da artista, que nunca lançou um disco que superasse - ou ao menos roçasse... - o retumbante êxito de sua estreia no mercado fonográfico internacional, feita há 14 anos com Tanto tempo (Ziriguiboom, 2000), álbum em que, guiada pelo produtor Suba (1961 - 1999), a cantora repaginou a Bossa Nova em receita já copiada à exaustão. Tudo é disco gravado por Bebel com produção antenada de Mario Caldato Jr. e com interferências - na capa e também na seleção do repertório - sugeridas por uma gravadora multinacional, a Sony Music, que ainda sabe fazer valer seu poder de decisão no mercado fonográfico. E o fato é que o disco resulta com potencial comercial sem macular a discografia da artista, que vem de álbum de estúdio que não justificou o investimento da Verve Records (All in one, 2009) e de registro ao vivo de show que tinha tudo para acontecer no mercado fonográfico internacional - Bebel Gilberto in Rio (Biscoito Fino, 2013) - mas que acabou aprisionado no mercado brasileiro. Nesse clima de tudo ou nada, Tudo se revela um disco que fala de amor, estrelas, mar e luar em várias línguas - português, inglês e francês - e em tom pop contemporâneo, com doses bem calculadas de bossa e eletrônica. Dentro desse conceito, a regravação bilíngue de Vivo sonhando (Antonio Carlos Jobim, 1963) em clima de sambossa se afina com o espírito do disco tanto na parte em português como nos versos em inglês da segunda metade da faixa. Destaque da atual (desigual) safra autoral da compositora, a balada Somewhere else já anuncia com cordas, na abertura do disco, a atmosfera quase clássica que envolve o apaixonado álbum. Essa atmosfera permeia também outra sagaz lembrança de repertório alheio, Harvest moon (1992), música do compositor canadense Neil Young que virou balada classuda no toque de Bebel. A artista, aliás, normalmente foge do óbvio quando aborda temas alheios. Em contrapartida, como compositora, Bebel continua resultando bem irregular - como reitera Nada não, tema feito com o guitarrista Masa Shimitzu que contraria o negativismo do título com a determinação de versos como "Não vou calar / Não vou mudar / Não quero saber se é isso, aquilo, não, não, não quero não" - e tampouco se impõe como intérprete. Contudo, Bebel faz salutares conexões no álbum que valorizam o conjunto da obra. Parceria do baiano Quito Ribeiro com o compositor e violonista baiano Cezar Mendes, Tom de voz é canção pautada por tempo de delicadeza sensual. O mesmo que rege a canção-bossa contemporânea que dá título ao disco e que é conduzida pelo violão, Tudo, primeira parceria de Bebel com a gaúcha Adriana Calcanhotto, coautora da letra que versa sobre lembranças amorosas de madrugada acesa. Com o carioca Seu Jorge, Bebel assina e canta um samba, Novas ideias, que rompe com o padrão romântico do disco. A letra é ode à luz da inspiração, inclusive a musical. "Cantar e não saber às vezes / quem escreveu a canção / Mas fica sempre a mensagem / Dessas novas ideias", sublinham Bebel e Jorge numa das faixas mais populares de Tudo. Recorrente, o tom romântico e solar do disco é ressaltado por outra oportuna releitura, a de Saudade vem correndo (1963), samba-canção feito  pelo compositor e violonista carioca Luiz Bonfá (1922 - 2001) em parceria com a cantora e compositora mineira Maria Helena Toledo (1937 - 2010). Em si menos envolvente, a canção em inglês Lonely in my heart - música somente de Bebel - cativa pelo arranjo vocal enquanto Inspiração sobressai mais pelo clima viajante do arranjo eletrônico. Já Areia - parceria de Bebel com Pedro Baby - evoca na introdução a atmosfera de afro-samba, mas deságua na mesma praia do CD. A letra parece de canção praieira. No fim, It's all over now arremata disco que, mesmo sem impressionar, tem cacife para dar novo fôlego à carreira internacional de Bebel Gilberto. Agora é Tudo ou nada...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Bebel se conecta com Seu Jorge, Pedro Baby e Cezar Mendes no CD 'Tudo'

Artista brasileiro que ganhou visibilidade no exterior, em escala mundial, o ator, cantor, músico e compositor carioca Seu Jorge participa do quinto álbum de estúdio de Bebel Gilberto, Tudo, nas lojas a partir de 19 de agosto de 2014 via Sony Music. Seu Jorge é coautor e convidado de Novas ideias, uma das 12 músicas do disco produzido por Mario Caldato Jr. No álbum, Bebel abre parceria com o compositor e violonista baiano Cezar Mendes - músico que já fez conexões musicais com Caetano Veloso e Marisa Monte - na inédita Tom de voz. Filho de Baby do Brasil com Pepeu Gomes, o guitarrista Pedro Baby figura na faixa Areia. Primeiro álbum de estúdio de Bebel desde All in one (Verve Records, 2009), Tudo sucede o CD ao vivo e DVD Bebel Gilberto in Rio (Biscoito Fino, 2013) na discografia da cantora e compositora norte-americana (de criação brasileira). A música-título Tudo inaugura a parceria de Bebel com a cantora e compositora gaúcha Adriana Calcanhotto (coautora da letra que versa sobre lembranças ruminadas em intensa madrugada). Entre inéditas como Somewhere else e Nada não, o repertório poliglota de Tudo inclui regravações de Harvest moon (Neil Young, 1992), Saudade vem correndo (Luiz Bonfá e Maria Helena Toledo, 1963), Vivo sonhando (Antonio Carlos Jobim, 1963) e Tous est bleu, tema de âme strong S.A., grupo francês de electro-pop. O álbum Tudo marca a estreia da cantora Bebel Gilberto na gravadora Sony Music.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Bebel Gilberto dá voz à música de Luiz Bonfá no seu quinto álbum, 'Tudo'

Música de autoria do compositor e violonista carioca Luiz Bonfá (1922 - 2001), feita em parceria com a cantora e compositora mineira Maria Helena Toledo (1937 - 2010), Saudade vem correndo ganha a voz de Bebel Gilberto. A música integra o repertório do quinto álbum de estúdio de Bebel, Tudo, que vai chegar ao mercado fonográfico em agosto de 2014 em edição da gravadora Sony Music. Saudade vem correndo foi lançada em disco em fonogramas de 1963.

domingo, 22 de junho de 2014

'Tudo', álbum que sai em agosto, abre parceria de Bebel com Calcanhotto

Tudo - o quinto álbum de estúdio de Bebel Gilberto - inaugura a parceria da cantora e compositora norte-americana (de criação brasileira) com Adriana Calcanhotto. Bebel assina a música-título Tudo com a artista gaúcha, que já gravou duas parcerias de Bebel com Cazuza (1958 - 1990) e Dé Palmeira, Mais feliz e Mulher sem razão. Tudo, o disco, tem lançamento mundial programado para agosto de 2014 via Sony Music. O repertório é essencialmente inédito, mas inclui regravações de Harvest moon (Neil Young, 1992), Vivo sonhando (Antonio Carlos Jobim, 1963) e Tout est bleu (1993), tema lançado pelo grupo francês âme strong S.A..

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Eis a capa de 'Tudo', álbum em que Bebel vai de Tom Jobim a Neil Young

Esta é a capa de Tudo, o quinto álbum de Bebel Gilberto. Com lançamento previsto para 19 de agosto de 2014, via Sony Music, Tudo traz no repertório músicas de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) - Vivo sonhando, de 1963 - e Neil Young (Harvest moon, 1992), entre temas de autoria da cantora e compositora norte-americana (de criação brasileira). Em Tudo, Bebel também dá voz a Tout est bleu, tema em francês lançado em single de 1993 por âme strong S.A. - grupo francês de electro-pop. A artista faz dueto com Seu Jorge no samba Novas ideias.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quinto álbum de estúdio de Bebel, 'Tudo', chega no fim de julho via Sony

Tudo é o título do quinto álbum de estúdio de Bebel Gilberto. A artista norte-americana (de criação brasileira) assinou com a gravadora Sony Music para lançar o disco gravado em Nova York (EUA) neste primeiro semestre de 2014. O lançamento mundial está agendado para 29 de julho. Tudo sucede na discografia de Bebel o CD ao vivo e DVD Bebel Gilberto in Rio (Biscoito Fino, 2013) e é o primeiro disco de estúdio da cantora desde All in one (Verve Records, 2009).

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Bebel prepara em Nova York o seu quinto álbum internacional de estúdio

Bebel Gilberto se prepara para lançar neste ano de 2014 seu quinto álbum de estúdio gravado para o mercado internacional, o primeiro desde All in one (2009), CD que marcou sua estreia na gravadora norte-americana Verve Records. O disco está sendo feito pela cantora e compositora - norte-americana na certidão de nascimento, mas criada no Brasil - em Nova York (EUA). O último título da discografia da artista foi Bebel Gilberto in Rio, registro ao vivo de show, editado no Brasil em 2013 pela gravadora Biscoito Fino nos formatos de CD e de DVD.

domingo, 16 de junho de 2013

'In Rio' requenta a bossa tipo exportação de Bebel em DVD sem brilho

Resenha de CD e DVD
Título: In Rio
Artista: Bebel Gilberto
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * 1/2

O título In Rio deixa claro o principal destino do primeiro DVD de Bebel Gilberto. A ideia foi requentar a bossa tipo exportação dessa cantora e compositora nascida nos Estados Unidos em 1966, mas de vivência carioca. Sob direção musical de Kassin e Liminha, Bebel recicla músicas de seus quatro álbuns de estúdio com leve ênfase no repertório do primeiro, Tanto tempo (2000), disco fundamental na carreira da artista e na apresentação de um estilo de bossa eletrônica que seria imitado à exaustão. A ponto de já soar déjà vu. Tanto que In Rio prioriza sons orgânicos na formatação de músicas como Bananeira (João Donato e Gilberto Gil, 1975) e Samba da benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1965). Justiça seja feita: resulta bonita a filmagem do show feito a céu aberto em 5 de dezembro de 2012, em palco armado na Praia do Arpoador, cartão-postal do Rio de Janeiro (RJ) onde Bebel deu os primeiros passos artísticos no Circo Voador. A beleza natural da cidade emoldura a apresentação. Contudo, nenhuma paisagem disfarça o fato de o canto de Bebel soar opaco e de o repertório em si também ter pouco brilho quando a artista canta músicas de sua própria lavra. August day Song (Bebel Gilberto, Nina Miranda e Chris Frank, 2000) e Simplesmente (Bebel Gilberto, Didi Gutman e Marius De Vries, 2004) - faixa bilíngue, cantada de início em inglês - são exemplos dos limites da compositora. De todo modo, In Rio cumpre bem a função de resumir a obra de Bebel. É a primeira vez que a cantora registra Preciso dizer que te amo - parceria de Bebel com Cazuza (1958 - 1990) e Dé Palmeira lançada pela autora em obscuro EP de 1986 - após ter obtido projeção mundial. Já o samba-rap Na palma da mão - gravado com o rapper mineiro Flávio Renegado, compositor do tema que cita na letra um verso do samba Na cadência do samba  Ataulfo Alves e Paulo Gesta, 1950) - é novidade na voz da cantora. Intérprete pálida, Bebel tira todo o brilho do reggae Sun is shining (Bob Marley, 1971) com sua bossa eletrônica - em registro ouvido no DVD em clipe filmado na orla carioca - e recebe o tio Chico Buarque para dueto terno em Samba e amor (Chico Buarque, 1969). Gravado em estúdio, o registro de vozes e violão figura no CD e no DVD, para o qual foi gravado um clipe em preto e branco. Tudo a ver com o canto descolorido de Bebel, que foca o Rio por ótica estrangeira, de gringo. Tanto que, não por acaso, a releitura insossa de Rio (Simon Le Bon, Andy Taylor, John Taylor, Roger Taylor e Nick Rodes), hit do grupo inglês Duran Duran em 1982, figura no requentado primeiro registro ao vivo de Bebel Gilberto, um produto para exportação. Falta o calor do Rio!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Eis a capa de In Rio, primeiro DVD de Bebel, feito com Chico e Renegado

Esta é a capa de In Rio, o primeiro DVD de Bebel Gilberto. Nas lojas neste mês de maio de 2013, também no formato de CD, In Rio traz o registro ao vivo do show feito pela cantora em 5 de dezembro de 2012 em palco armado na Praia do Arpoador, no Rio de Janeiro (RJ), com a participação do rapper mineiro Flávio Renegado no samba-rap Na palma da mão, da lavra de Renegado. Tio de Bebel, Chico Buarque entra em cena na regravação de sua música Samba e amor, captada em estúdio e alocada nos extras do DVD. In Rio tem produção assinada por Kassin e Liminha. Gringo Cardia assina a direção e adereços postos no natural cenário carioca.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Emoldurada pela beleza natural do Rio, Bebel recicla sua bossa para DVD

Crônica de gravação de DVD
Título: Bebel Gilberto in Rio
Artista: Bebel Gilberto (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Arpoador (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 5 de dezembro de 2012
Cotação: * * 1/2

"Ah... O sol caiu, Gringo...", lamentou Bebel após gravar Simplesmente (Bebel Gilberto, Didi Gutman e Marius de Vries, 2004) sob o céu e o sol já poente do Arpoador. "Não tem problema. Ficou lindo", rebateu o diretor da gravação, Gringo Cardia. O número ficou mesmo bonito, mas nem o sol quente do verão de Ipanema foi capaz de elevar a temperatura morna do canto de Bebel Gilberto. Contudo, é inegável que a escolha do Arpoador para cenário natural do primeiro DVD dessa cantora norte-americana, Bebel Gilberto in Rio, foi jogada de mestre que vai potencializar o valor do produto, a ser lançado em 2013 e direcionado sobretudo ao mercado externo. Bebel é cantora que soa mais (ou menos) convincente em gravações de estúdio. Ao vivo, suas hesitações vocais saltam aos ouvidos. De todo modo, o DVD gravado sob a direção de Gringo tem endereço certo: o público que se deixou seduzir pela bossa moderna da artista. Nome brasileiro projetado em escala mundial em 2000, o que justifica o patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) em gravação que propagará o nome e as belezas naturais da cidade em todo o universo pop, Bebel Gilberto foi a pessoa certa (a filha de João Gilberto, papa da Bossa Nova) no lugar e no tempo certos (a Nova York da virada do milênio), com o produtor certo, Suba (1961 - 1999), piloto do primeiro consagrador álbum de Bebel, Tanto Tempo (2000), disco que reciclou a Bossa Nova com texturas eletrônicas então inovadoras e que deu projeção global a Bebel. Em Bebel Gilberto in Rio, a artista faz a reciclagem do repertório de seus três primeiros álbuns - a Tanto Tempo, seguiram-se Bebel Gilberto (2004) e Momento (2007) - sob a produção musical de Kassin e Liminha. Este também entrou em cena, como músico convidado de Rio (Simon Le Bon, Andy Taylor, John Taylor, Roger Taylor e Nick Rodes), releitura do sucesso do Duran Duran em 1982, uma das poucas reais novidades do repertório do DVD. Rio é a  forma de Bebel saudar sua bela cidade natal sem deixar de falar a língua dos gringos. É para estes que a cantora experimentou releitura climática do Samba da Benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1965) e que reviveu sua August Day Song (Bebel Gilberto, Nina Miranda e Chris Frank, 2000) diante do público que circulava desatento pelo calçadão e da plateia mais compenetrada que assistia à gravação sentada nas pedras do Arpoador, distante dos convidados-amigos alocados em bancos de madeiras postos ao redor do palco, simulando o clima de um luau. Clima quebrado a toda hora por questões recorrentes em gravações ao vivo. "Tira essa lata de coca-cola debaixo do masar", pediu Bebel em alto e bom som durante So Nice (a versão em inglês de Norman Gimbel para o mundialmente conhecido Samba de Verão, dos irmãos Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle). Ajustes técnicos à parte, para quem já conhece a discografia de Bebel, reouvir canções como Momento (Bebel Gilberto, Masa Shimizu e Mauro Refosco, 2007) foi bem menos surpreendente do que ver a artista cair no bom samba-rap Na Palma da Mão, da lavra do rapper mineiro Flávio Renegado, convidado do percussivo número que abriu a gravação por questões de logística, já que havia um cenário específico para esse número. No mais, Bebel regravou Close Your Eyes (Suba, Patrícia Ermel, Dinho Ouro Preto, Bebel Gilberto e Béco Dranoff, 2000) em clima de samba-jazz (com luzes artificiais nas palmeiras naturais), replantou Bananeira (João Donato e Gilberto Gil, 1975) em sua discografia, reviveu as duas canções-hits que compôs em 1986 com Cazuza (1958 - 1990) e Dé Palmeira na sua pré-história musical - Preciso Dizer que te Amo e Mais Feliz - e deu nova voz a Tranquilo (Kassin), tema que Bebel já gravara com a carioca Orquestra Imperial no álbum Momento. Aganjú (Carlinhos Brown, 2003) e Sem Contenção (Bebel Gilberto, G. Arling e R. Cameron) também integraram o roteiro revisionista da gravação que se estendeu até às 22h35m. O sol, claro, já tinha se posto sem alterar a temperatura do canto de Bebel Gilberto.

Com Liminha, Bebel regrava hit do Duran Duran para saudar Rio em DVD

Em 1982, Bebel Gilberto dava seus primeiros passos artísticos sob a lona pop do Circo Voador - então armada no Arpoador, cartão-postal de Ipanema e do Rio de Janeiro (RJ) - quando o grupo inglês Duran Duran lançou música inspirada pela cidade, Rio (Simon Le Bon, Andy Taylor, John Taylor, Roger Taylor e Nick Rodes), faixa-título do segundo álbum de estúdio da banda, lançado naquele ano. Três décadas depois, a cantora e compositora norte-americana - nome já bem conhecido na Europa e nos Estados Unidos - recorreu ao sucesso do Duran Duran para celebrar sua cidade natal na gravação de seu primeiro DVD, Bebel Gilberto in Rio, feita no início da noite de 5 de dezembro de 2012 sob o céu e o sol do mesmo Arpoador que abrigava o Circo Voador em 1982. Produtor musical do DVD ao lado de Kassin, Liminha - visto com Bebel na foto de Rodrigo Amaral - tocou baixo no número. Bebel cantou boa parte da letra de Rio sentada em um dos acessórios do cenário móvel da gravação ao vivo dirigida por Gringo Cardia.

Samba-rap de Renegado une rapper mineiro a Bebel em gravação no Rio

Samba-rap de autoria de Flávio Renegado, cantado em shows pelo rapper mineiro desde 2009 e lançado de forma extra-oficial pelo compositor em gravação posta em rotação na internet em janeiro deste ano de 2012, Na Palma da Mão ganhou a voz de Bebel Gilberto. O samba-rap foi a primeira música gravada ao vivo sob o céu e o sol do Arpoador (RJ) - e sob a direção de Gringo Cardia - para o DVD Bebel Gilberto in Rio, patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ). O número foi feito com a adesão de Renegado - visto com Bebel na foto de Rodrigo Amaral - na gravação ao vivo realizada no início da noite de ontem, 5 de dezembro de 2012. Liminha e Kassin são os produtores musicais do primeiro DVD da cantora e compositora norte-americana, previsto para ser lançado em 2013 no Brasil e EUA, o alvo prioritário do DVD.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Kassin e Liminha assinam produção do DVD que Bebel vai gravar no Rio

Bastante entrosados desde que dividiram harmoniosamente a produção do CD de inéditas que Vanessa da Mata vai lançar em 2013, Kassin e Liminha assinam juntos outra produção musical. Ambos pilotam a produção musical do DVD que Bebel Gilberto - vista com Kassin (à esquerda), Liminha (ao centro) e o rapper mineiro Flávio Renegado (um dos convidados do DVD) na foto postada pela artista via Instagram - gravará na próxima quarta-feira, 5 de dezembro de 2012, em show que será feito ao ar livre no Arpoador, bonito cenário natural do Rio de Janeiro (RJ).

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Bebel grava primeiro DVD no Rio com participação de Chico e Renegado

Com participação de Chico Buarque, Bebel Gilberto vai gravar seu primeiro DVD em show no Arpoador, em Ipanema, bairro do Rio de Janeiro (RJ) onde há 30 anos o Circo Voador armou sua lona pop - sob a qual Bebel deu seus primeiros passos artísticos ao lado de Cazuza (1958 - 1990). A gravação do DVD está agendada para dezembro de 2012 e vai ser feita sob a direção de Gringo Cardia. Além de Chico, está programada a participação do rapper Flávio Renegado.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Trilha sonora do filme 'Rio' junta Bebel, Brown, Sergio Mendes e will.i.am

Com estreia programada nos cinemas para 8 de abril de 2011, Rio - longa de animação produzido pela mesma equipe que criou A Era do Gelo - vai ter sua trilha sonora editada em CD no Brasil pela gravadora Universal Music. A seleção musical de Rio inclui gravações de Bebel Gilberto (Samba de Orly), Carlinhos Brown (Sapo Cai, Let me Take You to Rio - com Ester Dean - e Funky Money, fonograma que agrega Siedah Garrett, Mikael Mutti e Davi Vieira), Sergio Mendes (Valsa Carioca e uma nova versão de Mas que Nada na qual figura Gracinha Leporace) e will.i.am (Hot Wings - I Wanna Party, faixa feita em dueto com Jamie Foxx), entre outros nomes. O CD chegará às lojas em abril, simultaneamente com a estreia do filme.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Espontaneidade excessiva de Bebel em cena prejudica show 'All in One'

Resenha de Show
Título: All in One
Artista: Bebel Gilberto (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Circo Voador (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 3 de dezembro de 2010
Cotação: * *

Palco da adolescência musical de Bebel Gilberto, o Circo Voador voltou a abrigar a filha de João sob sua lona pop, já na madrugada desta sexta-feira, 3 de dezembro de 2010. O atraso do show de encerramento da turnê All in One - baseada no quarto homônimo álbum internacional da artista - deixou o público impaciente, mas a irritação se dissipou quando Bebel entrou em cena com sua espontaneidade charmosa que não disfarçou a irregularidade do repertório autoral registrado pela cantora no CD All in One. Distante da coesão, o show foi saindo progressivamente dos trilhos porque a tal espontaneidade charmosa do início promissor - com Aganjú, o tema de Carlinhos Brown que a cantora propagou mundialmente em seu segundo álbum feito para o exterior (Bebel Gilberto, 2004) - foi dando lugar a uma informalidade excessiva que prejudicou o show, filmado pela artista para dar início à captação de imagens para seu primeiro DVD, provisoriamente intitulado Sem Contenção, nome, aliás, de uma das insossas músicas autorais do roteiro. Nem a banda cosmopolita - que ganhou a adesão luxuosa do percussionista Marcos Suzano nesse retorno de Bebel ao Rio de Janeiro que a viu nascer em 1966 - consegue fazer muito por temas autorais como All in One (Bebel e Cezar Mendes), Simplesmente (Bebel Gilberto, Didi Gutman e Marius de Vries), August Day Song (Bebel Gilberto, Nina Miranda e Chris Franck) e Secret / Segredo (Bebel Gilberto e Thomas Barlett). Bebel fez o que pôde pelas músicas de sua lavra: dançou, incentivou o coro da plateia e conversou com o público - com o qual já havia se desculpado pelo atraso com a justificativa de que foi parada por  blitz da Lei Seca, motivo alegado para ter chegado tardiamente ao local do show. O que a obrigou até a retocar a maquiagem diante da plateia. Atrasos à parte, Bebel foi ficando dispersa em cena - saindo diversas vezes do palco por breves momentos - e a apresentação carioca do show All in One foi ficando marcada por um certo desleixo que diluiu o brilho de números como Bring Back the Love  (Bebel Gilberto, Didi Gutman e Sabina Sciubba), a versão em inglês de Baby (Caetano Veloso) e o revival, já no bis, de Preciso Dizer que te Amo (Cazuza, Bebel Gilberto e Dé Palmeira), atrapalhado pelo fato de Bebel ter se perdido na letra da canção que fez com o amigo Cazuza (1958 - 1990). Apesar dos tropeços, o show teve alguns momentos sedutores. Acabou Chorare (o tema dos Novos Baianos que foi composto a partir de uma frase espontânea da então criança Bebel) foi um deles. A improvisada homenagem de Bebel à sua mãe - Miúcha, para quem Bebel puxou os versos da valsa Pela Luz dos Olhos Teus (Vinicius de Moraes) ao avistar a cantora sentada na arquibancada do Circo Voador - foi outro. O emblemático Samba da Benção (Baden Powell  e Vinicius de Moraes) - a música que projetou Bebel no exterior em 2000 no estilo bossa eletrônica - foi um terceiro instante de luminosidade, em registro que quase adquiriu feitio de oração pelo coro cúmplice do público. Em contrapartida, a participação de Otto padeceu da mesma informalidade excessiva que comprometeu o show. Pareceu que Otto não sabia o que fazer enquanto Bebel cantava Bananeira (João Donato e Bebel Gilberto). No fim, a releitura carnavalizante do samba-rumba Chica Chica Boom Chic (Harry Warren e Mack Gordon)- ainda com Otto em cena - deixa no ar certa animação, sem desfazer a impressão de que, mesmo com repertório irregular, o CD All in One é muito mais bem-cuidado do que o show que gerou.