Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Buchecha promove 'Funk pop' - CD feito com Kassin - com inédita e 'Só love'

Um dos pioneiros do funk pop, Buchecha - nome artístico do cantor e compositor fluminense Claucirlei Jovêncio de Souza - enfatiza esse real pioneirismo já no título do sexto título de sua discografia solo, Funk pop. Álbum produzido por Kassin e programado para ser lançado em 20 de novembro de 2015, Funk pop é disco que festeja os 40 anos de vida do artista e os 20 anos do aparecimento da dupla Claudinho & Buchecha, formada em 1995 em São Gonçalo (RJ) e desfeita em 2002 com a morte de Cláudio Rodrigues de Matos (1975 - 2002), o Claudinho. Em Funk pop, Buchecha revive os principais sucessos da dupla de funk melody com nomes como a cantora e compositora gaúcha Adriana Calcanhotto, a cantora e compositora carioca Paula Toller, o trio carioca Paralamas do Sucesso - convidado da regravação de Só love (Buchecha, 1998) - e o cantor e compositor pernambucano Lenine, com quem faz dueto em Conquista (Buchecha, 1996). Mas o repertório insere algumas músicas inéditas entre os hits dos anos 1990 e 2000. Uma delas - Vem cá fazer um love, já em rotação no YouTube e na trilha sonora do filme Vai que cola, em cartaz nos cinemas desde ontem, 1º de outubro de 2015 - promove o álbum ao lado da regravação de Só love.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Em cena, Platão adiciona Caetano, Kassin e Macalé ao roteiro afetivo de 'Lov'

Em seu segundo álbum solo, Calígula Freejack (RockIt!, 2000), lançado há 15 anos, o cantor carioca Toni Platão deu voz a uma canção do ainda pouco conhecido compositor e produtor musical carioca Alexandre Kassin, O que você quiser. Até então esquecida, a canção de Kassin - atualmente o produtor mais requisitado do mercado fonográfico brasileiro - é revivida por Platão no roteiro do show de lançamento de Lov, quinto (belo) título de sua espaçada discografia solo. O show estreou na noite de ontem, 21 de setembro de 2015, em apresentação que encheu o Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ). Além de interpretar ao vivo as nove músicas de Lov, álbum produzido por Berna Ceppas e lançado em edição digital em 14 de agosto de 2015, Platão - em foto de Rodrigo Goffredo - adicionou canções de Caetano Veloso (Não identificado, 1969), Jards Macalé (Movimento dos barcos, parceria com Capinam, de 1971) e Márcio Greyck (Impossível acreditar que perdi você, balada composta por Greyck com Cobel e lançada em compacto de 1970) ao repertório essencialmente romântico do show. Eis o roteiro seguido em 21 de setembro de 2015 por Toni Platão no Theatro Net Rio, na estreia nacional de Lov, show baseado no álbum homônimo:

1. Volta por cima (Paulo Vanzolini, 1962)
2. Dias estranhos (Toni Platão, 2015)
3. E não vou mais deixar você tão só (Antonio Marcos, 1968)
4. O que você quiser (Alexandre Kassin, 2000)
5. Já é tarde (Márvio dos Anjos, 2014)
6. Deve ser isso que se chama amor (Alvin L., 2015)
7. Não identificado (Caetano Veloso, 1969) - com citação de Sweet Jane (Lou Reed, 1970)
8. I never cry (Alice Cooper e Dick Wagner, 1976)
9. Agora quem parte sou eu (Demétrius, 1972)
10. Impossível acreditar que perdi você (Márcio Greyck e Cobel, 1970)
11. Negro amor (It's all over now, baby blue)
      (Bob Dylan, 1965, em versão em português de Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti, 1977)
12. Magia negra (Donni Araújo, 2015)
13. My cherie amour (My cherie amour)

      (Stevie Wonder, Henry Cosby e Sylvia Moy, 1969, em versão em português de Ronnie Von, 1969)
14. Nasci para chorar (Born to cry) 
      (Dion DiMucci, 1962, em versão em português de Erasmo Carlos, 1964)
15. Você não sabe o que te espera (Toni Platão e Cabelo, 2015)
Bis:
16. Movimentos dos barcos (Jards Macalé e José Carlos Capinam, 1971)
17. Volta por cima (Paulo Vanzolini, 1962)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Arnaldo lança 'Já é', álbum produzido por Kassin, com participação de Marisa

Décimo sétimo título da farta discografia de Arnaldo Antunes pós-Titãs, o álbum Já é chega ao mercado fonográfico brasileiro em setembro de 2015, com distribuição da gravadora Sony Music. Produzido por Kassin, o disco autoral alinha 15 músicas inéditas e tem a participação de Marisa Monte - parceira de Arnaldo - na faixa Peraí, repara. Algumas músicas foram feitas pelo cantor e compositor paulistano em recente viagem à Índia. Carlinhos Brown, Cezar Mendes, Dadi Carvalho, Davi Moraes Domenico Lancellotti, Jaques Morelenbaum, Pedro Sá, Marcelo Jeneci, Stephane San Juan e Zé Miguel Wisnik são músicos que figuram na ficha técnica do disco. Antes, Aqui onde está, As estrelas sabem, As estrelas cadentes, Azul e prateado, Dança, Na fissura, Naturalmente, naturalmente, Óbitos, O meteorologista, Põe fé que já é, Saudade farta, Se você nadar e Só solidão são as músicas que compõem o repertório inédito do disco Já é com a citada Peraí, repara. A capa (foto) tem direção de arte e fotografia de Marcia Xavier. O design gráfico é de Anna Turra. Eis, na ordem do CD, as 15 músicas (e os respectivos compositores) gravadas por Arnaldo em Já é:

1. Põe fé que já é (Arnaldo Antunes, André Lima e Betão Aguiar)
2. Antes (Arnaldo Antunes)
3. Naturalmente, naturalmente (Arnaldo Antunes, Dadi Carvalho e Marisa Monte)
4. Se você nadar (Arnaldo Antunes e Márcia Xavier)
5. Peraí, repara (Arnaldo Antunes, Dadi Carvalho e Marisa Monte) - com Marisa Monte
6. Óbitos (Péricles Cavalcanti e Arnaldo Antunes)
7. O meteorologista (Arnaldo Antunes)
8. Dança (Arnaldo Antunes e Marisa Monte)
9. Saudade farta (Arnaldo Antunes)
10. As estrelas sabem (Arnaldo Antunes e Zé Miguel Wisnik)
11. As estrelas cadentes (com Ortinho)
12. Na fissura (Arnaldo Antunes, Betão Aguiar e Chico Salem)
13. Azul e prateado (Arnaldo Antunes)
14. Só solidão (Arnaldo Antunes e Márcia Xavier)
15. Aqui onde está (Arnaldo Antunes e Márcia Xavier)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Catto começa a gravar no Rio, com produção de Kassin, seu álbum 'Tomada'

A IMAGEM DO SOM - Postada por Ricky Scaff em seu Facebook, a foto acima flagra o cantor e compositor gaúcho Filipe Catto com o baterista carioca Domenico Lancellotti na área externa de estúdio da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Desde a última segunda-feira, 18 de maio de 2015, Catto grava no Rio seu segundo álbum de estúdio, Tomada, sob a produção de Alexandre Kassin. Além de músicas autorais, o repertório de Tomada inclui Partiu - música de Marina Lima, lançada pela cantora e compositora carioca em shows, em 2013, mas ainda inédita em disco - e Depois de amanhã,  a primeira parceria de Catto com Moska. O álbum vai sair no segundo semestre de 2015.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Previsto para abril, álbum de inéditas de Gal já está em fase de masterização

A IMAGEM DO SOM - Previsto para ser lançado em abril de 2015, em edição da gravadora Sony Music, o primeiro CD de inéditas de Gal Costa desde Recanto (Universal Music, 2011) está em fase de masterização em estúdio do Rio de Janeiro (RJ). A masterização está sendo feita pelo engenheiro de som Ricardo Garcia. Na foto acima, postada no seu Facebook, Garcia aparece ao centro, ladeado por Kassin (à esquerda) e Moreno Veloso, produtores do álbum para o qual Gal recebeu músicas de Adriana Calcanhotto, Arthur Nogueira (uma parceria com Antonio Cícero intitulada Sem medo nem esperança), Arnaldo Antunes (uma parceria com José Miguel Wisnik e outra com Marisa Monte e Cezar Mendes), Criolo (parceria com Milton Nascimento, Dez anjos, feita para Gal), Caetano Veloso, Mallu Magalhães, Marcelo Camelo (duas músicas, sendo que uma, Espelho d'água, composta com Thiago Camelo, já foi lançada por Gal no seu atual show de voz e violão) e Tom Zé, entre outros compositores.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Strausz junta Alice, Danilo, Leno e Kassin no álbum solo 'Spectrum vol. 1'

 Spectrum se refere ao espectro musical e emocional do álbum. Eu sou novo, tenho muito o que explorar e esse álbum é uma chance de suprir meu desejo de me aventurar”, pontua o artista carioca Diogo Strausz a respeito do título de seu primeiro álbum solo, Spectrum vol. 1, cujo lançamento está agendado para 27 de janeiro de 2015. Produtor, compositor, arranjador e multi-instrumentista que deu seus primeiros passos profissionais como guitarrista do extinto grupo carioca R. Sigma, Strauz dispara seu primeiro disco solo de forma independente no rastro da consagração obtida entre a crítica musical por conta da produção do segundo álbum de Alice Caymmi, Rainha dos raios (Joia Moderna, 2014). Alice, aliás, integra o vasto time de convidados do disco ao lado de Apollo, Danilo Caymmi, Leno (pai de Strausz) e Kassin, entre outros nomes relacionados na intencionalmente envelhecida capa vintage de Spectrum vol. 1. Já em rotação na web, o primeiro single do álbum, Não deixe de alimentar, é faixa de groove que remete aos anos 1970, gravada com os vocais das cantoras Ledjane Motta e Maria Pia. Outras músicas do disco são Chibom (incursão de Strausz pelo universo nortista da guitarrada), Me ama (faixa formatada com Kassin e batida de drum'n'bass) e Narcissus. "Quero, com esse álbum, colocar pra fora dois anos de ideias guardadas e que ficavam tocando dentro da minha cabeça sem serem ouvidas por outros. Espero poder compartilhá-las agora", idealiza Strausz, com o fôlego otimista da juventude.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Catto prepara segundo álbum de estúdio, 'Tomada', produzido por Kassin

Filipe Catto - o melhor cantor de sua geração - prepara o seu segundo álbum de estúdio, programado para 2015 em edição da Universal Music. Tomada é o título do sucessor do disco que vai suceder o DVD e CD ao vivo Entre cabelos, olhos e furacões (Universal Music, 2013) na discografia do artista gaúcho (iniciada em 2009 com a edição do EP independente Saga). Caberá ao produtor carioca Alexandre Kassin pilotar a gravação do primeiro álbum de estúdio de Catto desde Fôlego (Universal Music, 2011). Catto alinhava parcerias com Alice Caymmi, Dani Black e Moska para compor o repertório (ainda em fase de seleção). Catto pediu música a Arthur Nogueira.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Temporão cai no samba dos Novos Baianos em gravação pilotada por Kassin

Já em rotação no portal SoundCloud, a gravação do samba Com qualquer dois mil réis (Luiz Galvão, Pepeu Gomes e Moraes Moreira, 1973) pelo cantor, compositor e músico carioca Fernando Temporão é a primeira faixa divulgada do tributo duplo ao grupo Novos Baianos arquitetado pelo portal Jardim Elétrico. Produzida por Kassin, a gravação de Temporão traz Donatinho nos teclados e sintetizadores e Thomas Harres na bateria, além do próprio Temporão ao violão. O samba foi lançado no álbum Novos Baianos F.C. (Continental, 1973). Previsto para ser lançado em agosto de 2014 em edição digital, o tributo foi reprogramado para novembro. Um disco se chama Tinindo e o outro, Trincando, títulos que citam Tinindo trincando, música de Luiz Galvão e Moraes Moreira lançada pelo grupo no álbum Acabou chorare (Som Livre, 1972), o LP do sucesso Preta Pretinha (Luiz Galvão e Moraes Moreira, 1972) - hit, aliás, recriado por A Banda Mais Bonita da Cidade, de Curitiba (PR), no tributo. Elenco tem 28 nomes recrutados na cena indie contemporânea brasileira.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pethit anuncia álbum, 'Rock'n'roll sugar darling', feito com Cintra e Kassin

Thiago Pethit anunciou hoje, 11 de setembro de 2014, o lançamento de seu terceiro álbum, Rock'n'roll sugar darling, programado para chegar ao mercado fonográfico em novembro por vias independentes. Produzido por Adriano Cintra e por Kassin, o álbum tem - como já sugere seu título - pegada roqueira. Com foto feita em Los Angeles (EUA) pelo fotógrafo Gianfranco Briceño, a capa de Rock'n'roll sugar darling (acima) tem direção de arte de Pedro Inoue (autor de capas de discos do cantor inglês David Bowie), com quem Pethit já havia trabalhado em seu segundo álbum, Estrela decadente (Independente, 2012). Eleito como primeiro single de Rock'n'roll sugar darling, Romeo vai ser lançado ainda neste mês de setembro. O álbum - de repertório inédito e autoral - é introduzido por texto gravado pelo ator norte-americano Joe Dallesandro. Muso de Andy Warhol (1928 - 1987), Dalessandro é citado como Little Joe pelo cantor e compositor inglês Lou Reed (1942 - 2013) em sua canção Walk on the wild side

domingo, 27 de julho de 2014

Moreno e Kassin comandam produção musical do próximo álbum de Gal

Moreno Veloso e Alexandre Kassin vão assinar a produção musical do álbum de inéditas que Gal Costa - em foto de André Schiliró - prepara em São Paulo (SP). Selecionado pela cantora com o auxílio do jornalista Marcus Preto, o repertório inclui músicas de Adriana Calcanhotto, Arthur Nogueira (em parceria com Antonio Cícero), Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre outros compositores. Dez anjos - música composta por Milton Nascimento para o sucessor de Recanto ao vivo (Universal Music, 2013) a partir de versos do rapper Criolo - figura no repertório do CD.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mautner grava CD de inéditas em julho sob produção de Berna e Kassin

Aos 73 anos, o cantor, compositor e músico carioca Jorge Mautner - em foto de Daryan Dornelles - se prepara para entrar em estúdio em julho de 2014 para começar a gravar álbum de inéditas sob a produção de Alexandre Kassin e Berna Ceppas. Trata-se do primeiro disco de Mautner após a saída de cena do parceiro Nelson Jacobina (1953 - 2012), morto há dois anos.

sábado, 10 de maio de 2014

Pethit vai repetir parceria com o produtor Kassin em seu terceiro álbum

Artista paulistano que se agigantou na cena indie brasileira com seu segundo álbum, Estrela decadente (2012), Thiago Pethit vai repetir a parceria com o requisitado produtor carioca Alexandre Kassin - piloto do disco anterior - em seu terceiro álbum. O cantor e compositor pretende entrar em estúdio no início do segundo semestre deste ano de 2014 para gravar de maneira independente - tal como fez com Estrela decadente - o álbum produzido por Kassin. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Repertório inspirado consagra CD em que Kassin dá trato pop na Nação

Resenha de CD
Título: Nação Zumbi
Artista: Nação Zumbi
Gravadora: Slap / Som Livre
Cotação: * * * *

Vinte anos após deflagarem o Mangue Beat, movimento que recolocou Pernambuco no mapa da música brasileira a partir de 1994, os tambores da Nação Zumbi rufam em tom cada vez mais pop. Produzido por Alexandre Kassin e Berna Ceppas, o primeiro álbum de inéditas da banda do Recife (PE) em sete anos aprimora o polimento pop já evidenciado no anterior Fome de tudo (Deck, 2007), bom disco em que Mario Caldato organizou a lama e o caos evidenciado em Futura (Trama, 2005). Contudo, o trato pop dado pelos produtores Berna & Kassin respeita o histórico da Nação. Disponível para compra no iTunes a partir de hoje, 5 de maio de 2014, o álbum Nação Zumbi confirma e consagra a sonoridade do grupo ao longo das onze músicas inéditas assinadas conjuntamente pelo vocalista Jorge Du Peixe, o baixista Dengue, o baterista Pupillo e o guitarrista Lúcio Maia (o pernambucano Junio Barreto adere ao time de compositores em O que te faz rir). A conexão com a história pregressa da banda fica nítida em Pegando fogo, música ardente que encerra o disco como uma benção ao mentor da Nação Zumbi, Chico Science (1966 - 1997). Com mix incandescente de guitarra e tambores, Pegando fogo é a música que lembra - em disco marcado pelo romantismo lúcido de temas como Foi de amorNunca te vi - que o som da Nação Zumbi sempre foi também uma arma política em cena social cada vez mais quente, como reitera a letra de Pegando fogo. "Não feche os olhos, não / Mais um dia tece a trama / E o drama reclama logo uma solução", alarmam os versos de Cuidado, faixa roqueira com dose de psicodelia que também remete ao som cristalizado por Science nos anos 1990. Sem renegar seu passado glorioso, mas com os pés fincados na lama do momento presente, a Nação Zumbi confirma mais uma vez - com esse belo e coeso álbum - que conseguiu criar uma marca e um som na sua vida pós-Science. Masterizado por Robert Carranza em Los Angeles (EUA), o CD Nação Zumbi dialoga com o disco em que o grupo Los Sebozos Postiços - projeto paralelo dos músicos da Nação - interpreta Jorge Ben Jor, provando a atualidade do álbum gravado com o patrocínio do projeto Natura Musical e editado pelo selo Slap (braço indie-pop da gravadora global Som Livre) em CD que vai estar nas lojas a partir de 15 de maio. Resistindo à tentação de criar um simulacro de seus álbuns clássicos, a Nação Zumbi caminha para frente em álbum engrandecido pela alta qualidade da safra de inéditas. Como o single Cicatriz já sinalizara em fevereiro, o mix de guitarras, tambores e synths (pilotados por Berna & Kassin) resulta harmonioso, sem diluir tensões contidas em versos como os de Bala perdida. E o fato é que as músicas de Nação Zumbi são boas e se prestam muito bem à sonoridade do disco, especialmente polida na melodiosa balada Um sonho. A trama de tambores intensificada ao fim de Nunca te vi é a mesma que sustenta o envolvente refrão de Novas auroras, música de versos ("Ontem você quis o amanhã / Hoje você quer o depois / Vou andando nas horas / Atravessando os agoras / Dançando as novas auroras") que parecem até mandar recado para quem espera ouvir somente ecos da Nação de Science, referendando que o tempo da Nação Zumbi é hoje. Nesse tempo e universo particular, A melhor hora da praia dança lindamente no passo da ciranda, embalada pelo canto da sereia Marisa Monte, cujos vocais valorizam uma das melhores músicas de um disco capaz de desmistificar o romantismo em Defeito perfeito ("À queima-roupa / Ninguém fica inteiro"). Enfim, os tambores estão lá, a guitarra de Lúcio Maia também - com direito a solo hendrixiano em O que te faz rir - mas, cada vez que dá um passo, a Nação Zumbi muda de lugar. É o que se espera dessa banda que soube caminhar ao longo desses 20 anos de Mangue Beat sem ficar à sombra de Chico Science.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Faixa-título de 'Gigante gentil', álbum de Erasmo, abre o CD e ganha clipe

Gigante gentil - a música que dá nome ao álbum de inéditas gravado por Erasmo Carlos com produção de Kassin (à esquerda na foto postada pelo Tremendão em sua página no Facebook) - ganhou clipe, filmado esta semana pelo cantor e compositor carioca. A faixa-título abre Gigante gentil, disco em que Erasmo abre parceria com Caetano Veloso - numa música de tonalidade romântica, Sentimentos complicados, na qual Caetano assina a letra - e apresenta músicas feitas com Arnaldo Antunes (nas faixas Manhãs de love e Teoria do óbvio) e com Nelson Motta (em Amor na rede). Gigante gentil será lançado pela gravadora Coqueiro Verde.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Miranda e Kassin calibram o som pop do terceiro CD de Felipe Cordeiro

Resenha de CD
Título: Se apaixone pela loucura do seu amor
Artista: Felipe Cordeiro
Gravadora: YB Music / Natura Musical
Cotação: * * * 1/2

Nem tão kitsch nem tão cult, o som pop de Felipe Cordeiro é devidamente calibrado por Carlos Eduardo Miranda e Kassin, produtores do segundo álbum do artista paraense. Álbum que pode ser encarado como o terceiro do artista se for posto na conta Banquete (2009), o disco de compositor (cantado por diversos intérpretes) que lançou Cordeiro no mercado fonográfico e que foi ignorado no material promocional de Se apaixone pela loucura do seu amor (2013). Título mais azeitado da discografia do artista, Se apaixone pela loucura do seu amor está sendo vendido como se Cordeiro tivesse debutado no universo pop com o CD Pop kitsch cult, em 2011, no momento em que o Brasil redescobria os sons do Norte. Ou seja, como se Cordeiro somente tivesse passado a existir quando foi percebido pelo olhar egocêntrico do eixo Rio-São Paulo. Seja como for, Se apaixone pela loucura de seu amor é ponto de maturação na obra do filho do guitarrista e produtor musical Manoel Cordeiro, ícone da nação paraense e presença recorrente no disco como músico e como compositor, assinando metade das 12 músicas em parceria com Felipe. Uma delas - Louco desejo (Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro) - remete ao ritmo antilhano do zouk, sendo sustentada por manemolente cama eletrônica em estilo caracterizado jocosamente pelo próprio Cordeiro como "Kraftwerk do Pará". As presenças de Miranda e, sobretudo, de Kassin também se fazem notar pelas programações de iPhone que ligam a esmaecida Trelelê (Felipe Cordeiro e Iva Rothe) ao pop de Rita Lee e pelos sons espaciais que fazem decolar a sagaz releitura de Marcianita (José Imperatore e Galvarino Villota Alderete em versão de Fernando César), sucesso do cantor carioca Sérgio Murilo (1941 - 1992) em 1960 que o baiano Caetano Veloso tropicalizou em 1968 ao lado do grupo paulista Os Mutantes. A sagacidade da única incursão de Cordeiro por seara alheia vem do fato de o brega do Pará também ser herdeiro da Jovem Guarda, evocada no disco em Alta voltagem (Felipe Cordeiro), música não por acaso encerrada com o verso "Minha brasa mora". Elementos proeminentes do brega também são ouvidos em É fogo (Felipe Cordeiro e Saulo Duarte) - faixa turbinada com os sintetizadores pilotados pelo artista capixaba Silva - e Saudade de você (Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro), música que exalam romantismo pop popular. Musicalmente, o disco Se apaixone pela loucura de seu amor apresenta bem acabado mix de brega, lambada, guitarrada, cumbia e ritmos afins. Ritmo que seduziu o Brasil em fins dos anos 1980, a lambada reaparece numa das músicas mais inspiradas do repertório autoral, Problema seu (Felipe Codeiro e Manoel Cordeiro), e no frenético tema instrumental apropriadamente intitulado Lambada alucinada, veículo ideal para a exposição dos dotes de Cordeiro como guitarrista. Lançada por Arnaldo Antunes em Disco (2012), álbum que saiu um mês antes de Se apaixone pela loucura de seu amorEla é tarja preta (Arnaldo Antunes, Betão Aguiar, Luê, Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro) parece ter encontrado seu habitat natural no CD de Cordeiro. Da mesma forma que a (bem) menos inspirada Brea époque (Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro) tem versos que fazem mais sentido para ouvidos paraenses. Mais coeso em sua primeira metade, o disco traz também parceria de Cordeiro com a conterrânea Lia Sophia, Um beijo, em ritmo que flerta com o xote sem apaixonar o ouvinte. Mesmo que perca pique a partir da oitava faixa, Se apaixone pela loucura de seu amor é bom disco que mostra Felipe Cordeiro mais pop do que kitsch ou cult, pronto para ser consumido pelo Brasil.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Eis a capa do álbum solo de Temporão, produzido por Kassin e Continentino

 Esta é a capa do primeiro álbum solo de Fernando Temporão, De dentro da gaveta da alma da gente, disco produzido por Kassin e por Alberto Continentino. Cantor e compositor carioca revelado como vocalista do grupo de samba Sereno na Madrugada, Temporão desvia a obra autoral para a rota contemporânea de De dentro da gaveta da alma da gente., álbum que vai na contramão do tom passadista de Primeira nota (Biscoito Fino, 2012), disco assinado por Temporão com João Callado. Tal desvio é sinalizado não somente pelo convite a Kassin e a Continentino para pilotar a produção do álbum solo de Temporão, mas também pela abertura de parcerias com nomes ligados a essa cena contemporânea, como Domenico Lancellotti, parceiro de Temporão em Sem cair do céu, uma das três faixas formatadas com arranjos do violonista e maestro carioca Arthur Verocai (as outras duas são O que é bonito e a faixa-título De dentro da gaveta da alma da gente, ambas assinadas apenas por Temporão). O disco solo de Temporão será lançado ainda neste ano de 2013.

sábado, 15 de junho de 2013

Kassin traz Pedro Sá para dar forma ao 'Gigante gentil' de Erasmo Carlos

Postada por Erasmo Carlos em sua página oficial no Facebook, a foto vista acima flagra o Tremendão em estúdio, no Rio de Janeiro (RJ), durante os ensaios para a gravação de seu 28º álbum, intitulado Gigante gentil. Como visto na foto, o produtor Kassin (à esquerda) arregimentou músicos como o guitarrista Pedro Sá (à direita) para dar forma ao primeiro álbum de inéditas de Erasmo desde Sexo (2011). O CD vai sair no segundo semestre de 2013.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Erasmo entra em estúdio para gravar CD de inéditas pilotado por Kassin

Erasmo Carlos entra em estúdio nesta primeira semana de junho de 2013 para gravar álbum de inéditas autorais. O sucessor de Rock'n'roll (2009) e de Sexo (2011) - discos revigorantes pilotados por Liminha - tem produção capitaneada por Kassin e vai sair no segundo semestre.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mata oscila nos tons de Jobim entre o embate (calado) de Eumir com Kassin

Resenha de show
Projeto: Nívea Viva Tom Jobim
Título: Vanessa da Mata canta Tom Jobim
Artista: Vanessa da Mata (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 9 de abril de 2013
Cotação: * * 1/2
Agenda da turnê do show do projeto Nívea Viva Tom Jobim:
21 de abril de 2013 - Farol da Barra - Salvador (BA)
28 de abril de 2013 - Parque Dona Lindu - Recife (PE)
5 de maio de 2013 - Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek - Brasília (DF)
19 de maio de 2013 - Anfiteatro Pôr do Sol - Porto Alegre (RS)
26 de maio de 2013 - Parque da Juventude - São Paulo (SP)

 Dentro do peito de Vanessa da Mata bate um coração destemido. A ponto de a cantora ter interpretado a capella a fatalista O que tinha de ser (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959), número surpreendentemente bom do show em que a artista de Mato Grosso dá voz ao cancioneiro de Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927 - 1994). A valentia vem do fato de o canto de Vanessa da Mata ser considerado - antes com razão, atualmente já com certa injustiça - desafinado quando a compositora vira somente cantora e dá voz a temas alheios. Entre altos e baixos, o show Vanessa da Mata canta Tom Jobim reitera a evolução da intérprete, ainda que Mata oscile nos tons soberanos de Jobim entre o embate silencioso travado entre Kassin - o diretor musical do show feito com banda que inclui músicos afinados com a linguagem moderna do músico, caso do guitarrista Gustavo Ruiz - e o pianista Eumir Deodato, autor dos refinados arranjos que embalam o cancioneiro de Jobim com cordas e um classicismo que se ajusta ao tom de músicas como Fotografia (Antonio Carlos Jobim, 1959), titubeante número inicial do show que vai percorrer seis Capitais do Brasil a partir de 28 de abril de 2013. O cruzamento entre universos musicais tão distintos tendeu a valorizar a maestria de Eumir na condução dos arranjos e do piano, embora tenha saltado aos ouvidos o frescor dos timbres que revestiram Este seu olhar (Antonio Carlos Jobim, 1959), Caminhos cruzados (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1958) e, sobretudo, Só danço samba (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962) - prováveis efeitos das intervenções de Kassin na banda formada por nomes como Dustan Gallas. De todo modo, também houve ousadias estilísticas nos arranjos de Eumir, que transformou Eu sei que vou te amar (Antonio Carlos Jobi e Vinicius de Moraes, 1959) em bolero. No todo, o tributo resultou  jovial porque jovial é a obra sempre nova de Jobim. Eclipsada pela magnética intervenção de Maria Bethânia, com quem armou feminino jogo de sedução ao fim do samba Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), Vanessa alcançou alguns bons momentos quando seu canto soou naturalmente integrado ao universo jobiniano. Música que evoca as matas e os matos que fertilizaram a inspiração de Jobim, sobretudo a partir da década de 70, a bucólica Chovendo na roseira (Antonio Carlos Jobim, 1971) e a interiorana Correnteza (Tom Jobim e Luiz Bonfá, 1973) se ajustaram bem ao canto da artista nascida em 1976 na ruralista cidade de Alto das Garças (MT). Artista que abriu os braços e expandiu o canto - contido, nos dois números iniciais do show - ao dar voz ao samba Só tinha de ser com você (Antonio Carlos Jobim, 1964).  Neste número, a cantora tentou orquestrar um coro de assovios, procurando se comunicar com a plateia de convidados que permaneceu fria na maior parte da apresentação, ficando acalorada somente ao longo dos três números individuais feitos por Bethânia sob a regência e o piano de seu maestro Wagner Tiso. Se a convidada roubou a cena ao interpretar Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959), a lacrimejante Modinha (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958) e Se todos fossem iguais a você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1956), número em que a cantora baiana dirigiu seu olhar à foto de Jobim exposta no telão ao fundo do palco em homenagem arrebatadora, a anfitriã por vezes deixou pairar no ar a sensação de que não era a intérprete ideal para capitanear o tributo. Faltou coração para aguentar a carga emocional de Por causa de você (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1957). Faltou vivência para fazer Sabiá (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1968) alçar voo com todo seu significado político. Faltou bossa para surfar na onda de Wave (Antonio Carlos Jobim, 1967). Faltou estofo para carregar Piano na Mangueira (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1992) na cadência do samba tão bonito. Em contrapartida, o Samba de uma nota só (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1959) ganhou frescor. À vontade, Mata brincou com a letra metalinguística.  Assim como pôs certa ironia (talvez involuntária) no canto dos versos de Desafinado (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1958), tema apresentado com a introdução geralmente omitida nas interpretações deste clássico de Jobim. Os clássicos do compositor, aliás, predominaram no roteiro até certo ponto preguiçoso, já que a vasta obra de Jobim tem muitas joias guardadas em baú pouco vasculhado. No fim, as belas canções Falando de amor (Antonio Carlos Jobim, 1979) e Estrada do sol (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1958) - esta apresentada na abertura do bis - corroboraram a sensação de que, em que pese sua evolução como intérprete (já atestada em show anteriores como Lua cheia de baião, de 2012), Vanessa da Mata não era a cantora mais vocacionada para prestar essa (bem-vinda) homenagem a Tom Jobim.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Jeneci repete produção de Kassin no seu segundo álbum, 'Doce Loucura'

Produtor fonográfico mais requisitado da música brasileira nos últimos anos, Kassin já tem um trabalho acertado para o primeiro semestre de 2013. Kassin vai pilotar o segundo álbum de Marcelo Jeneci (foto), repetindo a bem-sucedida parceria iniciada com a produção do primeiro disco do cantor e compositor, Feito pra Acabar (Slap, 2010). O segundo CD de Jeneci se chama Doce Loucura, nome da inédita música romântica que o artista já vem apresentando em shows desde o início deste ano de 2012. O lançamento do álbum está previsto para o fim do primeiro semestre de 2013. São cogitadas participações de nomes como Arnaldo Antunes, Vanessa da Mata (parceira de Jeneci em Amado, sucesso radiofônico de 2007) e Zélia Duncan.