Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sábado, 3 de outubro de 2015

Eis a capa do primeiro DVD de Maria Alcina, gravado com Ney e Karina Buhr

Esta é a capa do primeiro DVD da cantora Maria Alcina, De normal bastam os outros, batizado com o mesmo título do álbum lançado em janeiro de 2014. Dirigido por Rafael Saar e Thiago Brito, o DVD exibe - em tom documental - o show produzido por Thiago Marques Luiz e gravado em 6 de julho de 2014 em apresentação da artista mineira no Auditório Ibirapuera, em São Paulo (SP). Com distribuição da Eldorado, o DVD será lançado pela gravadora Nova Estação em novembro de 2015 - mês em que o Canal Brasil (braço da produção erguida em parceria com a Dilúvio Produções, empresa de Saar, e com a Nova Estação) exibirá o DVD. Karina Buhr figura no DVD em Cocadinha de sal (2014), música de sua autoria, feita para o CD de Alcina. Felipe Cordeiro entra em cena em Fogo da morena (2011), composição de sua lavra. Já Anastácia participa de Concurso de bicho, parceria sua com Liane, lançada por Alcina no CD De normal bastam os outros. Já o dueto com Ney Matogrosso em Bigorrilho (Paquito, Sebastião Gomes e Romeu Gentil, 1963) - sucesso do cantor carioca Jorge Veiga (1910 - 1969) no Carnaval de 1964 - vai ser visto no DVD em meio aos números do show,  embora o clipe com Ney tenha sido gravado em estúdio,  sob a direção de Saar.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Punk e profana, Buhr peita em 'Selvática' a noção sacra da servidão feminina

Resenha de CD
Título: Selvática
Artista: Karina Buhr
Gravadora: YB Music
Cotação: * * * 1/2

O discurso de Karina Buhr em seu terceiro álbum solo, Selvática, é peitudo. Com discurso incisivo de espírito profano, a cantora e compositora peita a noção sacra da servidão feminina, presente nos textos sagrados, neste disco que chega ao mercado fonográfico a partir de 29 de setembro de 2015. Ao contradizer esta visão arcaica da mulher submissa ao homem, a artista baiana - de criação pernambucana, mas já radicada há anos na cidade de São Paulo (SP) - dá a decisão e retoma a atitude punk de seu primeiro excelente álbum solo, Eu menti pra você (Independente / Tratore, 2010). Buhr já tinha mostrado as garras de Selvática no primeiro single do álbum, Eu sou um monstro (Karina Buhr), mas há temas e letras mais punks no disco formatado por Bruno Buarque (bateria, MPC e percussões), MAU (baixo), André Lima (sintetizadores) e Victor Rice, cujo violoncelo adorna a balada Vela e navalha (Karina Buhr), de versos cortantes. Ao lado de virtuoses da guitarra (Edgard Scandurra, Fernando Catatau e Manoel Cordeiro), estes músicos formam o quarteto fantástico que vitaliza a produção autoral da artista e cria a adequada cama sonora para que Buhr deite e role, de peito aberto, entre o rock de alma punk e o regionalismo brasileiro contemporâneo. Destaque do repertório, Rimã (Karina Buhr) se banha nas águas da ciranda que inunda os mares musicais de Pernambuco, Estado que abrigou Buhr e que abriga Recife (PE), cidade que se torna irreconhecível aos olhos dessa atual forasteira no inebriante punk rock Cerca de prédio (Karina Buhr e Cannibal), hardcore de interpretação dividida pela cantora com o parceiro Cannibal, baixista e vocalista do grupo punk pernambucano Devotos. Mais leve, Dragão (Karina Buhr) se avizinha da praia do reggae na qual Alcunha de ladrão (Karina Buhr) mergulha, ecoando sons do álbum anterior da artista. Mas Selvática tem (muito) mais pegada do que Longe de onde (Coqueiro Verde Records, 2011), segundo álbum de Buhr. Por mais que haja apatia na condução de Conta-gotas (música de Karina Buhr e Guizado com letra de Karina Buhr), o conjunto da obra tem peso. Às vezes literalmente. A partir da quarta das 11 músicas, Pic nic (música de Karina Buhr e Guizado com letra de Karina Buhr) o disco vai encontrando seu tom e afiando seu discurso contra um mundo ainda machista. "Não quero saber porque você veio / Nem de sua cerveja, seu gelo / Sua ganância", dispara Buhr na alta velocidade de Pic nic. Faixa de ambiência noise, aditivada pelo toque da guitarra de Scandurra, Esôfago (Karina Buhr) enfia goela do ouvinte abaixo um doente caso de amor e morte. De digestão (musicalmente) mais fácil, a balada Desperdiço-me-te (Karina Buhr) expõe - no toque do trompete sonoro de Guizado (músico recorrente no álbum) - a desilusão e o cansaço da protagonista da canção ao ver a vida passar por ela, tal qual Carolina na janela dos anos 1960. No fim, a ópera-rock-punk que dá nome ao disco, Selvática (Karina Buhr), sintetiza o conceito do disco com peso e as vozes esbravejantes de Elke Maravilha e Denise Assunção. É quando o trio declara guerra ao mundo machista da selva de dentro. "Não lhe devemos nada / Não nos verá na escuridão / Como capacho / Nos temporais amargos", profetiza Buhr, secundada por Elke e Denise. É o grande fecho de um disco que se impõe pelo discurso e por seus rocks mais pesados. A qualidade da inédita safra autoral do álbum Selvática eventualmente oscila, mas a poética da artista jamais esmorece. Punk poeta e profana, Karina Buhr vence a guerra, por ora, na selva pop.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Primeiro single do terceiro álbum de Buhr, 'Eu sou um monstro' está na web

Segunda das onze músicas inéditas do terceiro álbum de Karina Buhr, Selvática, Eu sou um monstro - composição da lavra solitária da artista - já pode ser ouvida no portal SoundCloud a partir de hoje, 8 de setembro de 2015. O single (foto) dá prévia do álbum autoral que vai ser disponibilizado para download gratuito em 29 de setembro. A música foi gravada com os toques da guitarra de Edgard Scandurra e do baixo de MAU. Bruno Buarque toca bateria, MPC e guizos. Já André Lima pilota o sintetizador da gravação.  Clique aqui para rever a impactante capa do álbum.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Eis a capa de 'Selvática', terceiro álbum (inteiramente) autoral de Karina Buhr

Com capa e arte gráfica criada pelo designer Mozart Fernandes, a partir de foto de Priscilla Buhr, o terceiro álbum de Karina Buhr, Selvática, chega ao mercado fonográfico em edição digital a partir de 29 de setembro de 2015 (as edições física em CD e vinil estão previstas para outubro). A partir de amanhã, 8 de setembro, o primeiro single do álbum - Eu sou um monstro (Karina Buhr), uma das onze músicas inéditas do repertório inteiramente autoral de Selvática - vai estar nas plataformas digitais. Produzida e gravada por Bruno Buarque, MAU, André Lima e Victor Rice nos estúdios da YB Music, em São Paulo (SP), a música é caracterizada por Buhr como um grito feminista. “A letra fala da canseira da princesa rosa-loira-adormecida que tanto nos atormenta e vive querendo virar monstro, já sendo. É aquela fera puxando as rédeas e escolhendo pra onde vai, saindo da inércia, que resolve o que vai fazer e sabe o que vai acontecer com ela”, explica a cantora. Clique aqui para saber detalhes do repertório e do conceito que pauta o álbum Selvática.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Com Cida, Arthur canta Antony em show que teve Karina e Lirinha no roteiro

SÃO PAULO (SP) - "São Paulo, para mim, é a Cida", conceituou sucintamente Arthur Nogueira - cantor e compositor de origem paraense, mas radicado na cidade de São Paulo (SP) - ao saudar a presença da cantora paulistana no palco do teatro do Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP), na estreia nacional do show baseado no segundo álbum de Nogueira, Sem medo nem esperança (Joia Moderna, 2015). Uma das convidadas do belo show em que o artista traduziu em música suas vivências paulistanas, com sonoridade roqueira que embute elementos eletrônicos, Cida foi a responsável pelo momento mais sublime da apresentação realizada no início da noite de ontem, 23 de agosto de 2015. Sem ser anunciada, Cida entrou no palco, sentou ao piano e solou, com vocalises, Fawn (2002), tema instrumental da lavra do cantor e compositor norte-americano Tom Waits, criado em parceria com Kathleen Brennan. Na sequência, a cantora fez afinados duetos com Nogueira em For today I am a boy (2005) - música do repertório de Antony and the Johnsons, banda indie norte-americana liderada pelo cantor e compositor Antony Hegarty, autor da canção - e em Preciso cantar (Arthur Nogueira e Dand M, 2013), música que gravou com Arthur como vinheta de seu ainda inédito décimo álbum, Soledade (Joia Moderna, 2015). Além de Cida, Nogueira recebeu o cantor e compositor Lira, com quem cantou Pra fora da terra - parceria de Lirinha com Pupillo, lançada por Lira em seu segundo álbum solo, O labirinto e o desmantelo (Independente, 2015) - e Simbiose (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015). Neste número, Lira recitou o poema que, no disco, é ouvido na voz de Cícero. Fora de sua seara autoral, Nogueira ainda cantou Esperança cansa (2010), música do primeiro álbum da cantora e compositora baiana (de criação pernambucana) Karina Buhr, presente na plateia. Eis o roteiro seguido em 23 de agosto de 2015 por Arthur Nogueira - visto com Cida Moreira em foto de Diego Ciarlariello - no Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP), na estreia nacional de ótimo show Sem medo nem esperança:

1. Fim do céu (Arthur Nogueira, Michel Seilman e Adonis, 2015)
2. Por um fio (Slackline) (Arthur Nogueira, 2015)
3. Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015)
4. Esperança cansa (Karina Buhr, 2010)
5. O que você quiser (Marcelo Segreto e Arthur Nogueira, 2015)
6. Fawn (Tom Waits e Kathleen Brennan, 2002) - Cida Moreira
7. For today I'm a boy (Antony Hegart, 2005) - Arthur Nogueira e Cida Moreira
8. Preciso cantar (Arthur Nogueira e Dand M) - Arthur Nogueira e Cida Moreira
9. Vaga (Marina Wisnik e Arthur Nogueira, 2015)
10. Antigo verão (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2013)
11. Pra fora da terra (Lira e Pupillo, 2015) - Arthur Nogueira e Lira
12. Simbiose (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015) - Arthur Nogueira e Lira
13. Eye Shark (Arthur Nogueira e Letícia Novaes, 2015)
14. Truques (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015)
15. Gratuito (Arthur Nogueira e Renato Torres, 2009)
16. Volta (Arthur Nogueira e Omar Salomão, 2015)
Bis:
17. Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015)

O blog Notas Musicais está na cidade de São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Karina Buhr revela o título e as 11 músicas de seu terceiro álbum, 'Selvática'

Selvática é o título do terceiro álbum solo de Karina Buhr. A cantora e compositora baiana (de criação pernambucana) gravou o sucessor de Longe de onde (Coqueiro Verde Records, 2011) em junho de 2015, no estúdio da gravadora YB Music, em São Paulo (SP). Na foto de José de Holanda, a cantora é vista no estúdio com os músicos e produtores que tocam no disco formatado por Bruno Buarque, Mau, André Lima e Victor Rice. Selvática vai apresentar onze músicas inéditas da lavra de Buhr, compostas sozinha ou com parceiros como Cannibal e o trompetista Guizado. A artista explica a gênese de Selvática: "A partir da ideia dos animais selváticos, presente em textos sagrados e a maneira como são descritas as mulheres nesses mesmos textos, veio a ideia das mulheres selváticas, com inspirações em guerreiras do Daomé, do Brasil, de todo canto e todo tempo. Um som pesado às vezes, às vezes leve, com pouco de reaggae, um toque de ciranda e a percussão voltando aos poucos a fazer parte do meu som. A música homônima veio por último, aos 47 do segundo tempo, no fim da gravação, pra fechar a costura, com a participação de duas deusas maravilhosas, que daqui a pouco vamos ouvir com o disco na mão. Selvática começou com 15 músicas e depois fui, junto com Bruno Buarque, MAU, André Lima e Victor Rice (produtores do disco), tirando o sumo e deixando o extrato até virarem 11”, conta Buhr em texto publicado na plataforma de financiamento coletivo Kickante, através da qual a artista tenta arrecadar R$ 40 mil para bancar a edição e distribuição de Selvática no mercado fonográfico brasileiro, em outubro de 2015, nos formatos de CD e vinil (clique aqui caso queira colaborar e receber recompensas). Eis as 11 músicas do álbum Selvática, com as respectivas fichas técnicas de cada faixa do disco de Buhr:

1. Dragão (Karina Buhr)
Karina Buhr: Voz
Bruno Buarque: Bateria, MPC, Congas e Pandeirola
MAU: Baixo
André Lima: Piano elétrico
Fernando Catatau: Guitarra
Edgard Scandurra: Guitarra
Guizado: Trompete

2. Eu sou um monstro (Karina Buhr)
Karina Buhr: Voz
Bruno Buarque: Bateria, MPC e Guizos
MAU: Baixo
André Lima: Sintetizador
Edgard Scandurra: Guitarra


3. Conta gotas (Música de Karina Buhr e Guizado com letra de Karina Buhr)
Karina Buhr: Voz
Bruno Buarque: Bateria, MPC, Congas e Escada
MAU: Baixo
André Lima: Sintetizador
Edgard Scandurra: Guitarra
Guizado: Trompete

4. Pic nic (Música de Karina Buhr e Guizado com letra de Karina Buhr)
Karina Buhr: Voz
Bruno Buarque: Bateria, MPC e Pandeirola
MAU: Baixo
André Lima: Sintetizador
Fernando Catatau: Guitarra


5. Esôfago (Karina Buhr)
Karina Buhr: Voz
Bruno Buarque: Bateria e Maracas
MAU: Baixo
André Lima: Sintetizador
Edgard Scandurra: Guitarra

6. Cerca de prédio (Karina Buhr e Cannibal)
Karina Buhr: Voz
Cannibal: Baixo e Voz
Celo Brown: Bateria
Neilton: Guitarra


7. Vela e Navalha (Karina Buhr)

Karina Buhr: Voz
Bruno Buarque: Bateria, MPC e Ganzá
MAU: Baixo
André Lima: Sintetizador e Piano Elétrico
Fernando Catatau: Guitarra
Edgard Scandurra: Guitarra
Victor Rice: Violoncelo

8. Rimã (Karina Buhr)
Karina Buhr: Voz
Bruno Buarque: Bateria e MPC
MAU: Baixo
André Lima: Sintetizador
Edgard Scandurra: Guitarra
Manoel Cordeiro: Guitarra
Guizado: Trompete

9. Alcunha de ladrão (Karina Buhr)
Karina Buhr: Voz
Bruno Buarque: Bateria, MPC, Pandeirola e Afoxé
MAU: Baixo
André Lima: Sintetizador e Orgão
Edgard Scandurra: Guitarra
Fernando Catatau: Guitarra
Manoel Cordeiro: Guitarra
Guizado: Trompete

10. Desperdiço-te-me (Karina Buhr)
Karina Buhr: Voz
Laura Lavieri: Vocal
Bruno Buarque: Bateria
MAU: Baixo
André Lima: Sintetizador
Fernando Catatau: Guitarra
Edgard Scandurra: Guitarra
Guizado: Trompete


11- Selvática (Karina Buhr)
Karina Buhr: Voz, Congas e Cowbell
Denise Assunção: Voz selvática 1
Elke Maravilha: Voz selvática 2
Bruno Buarque: Bateria e Pandeirola
MAU: Baixo
André Lima: Orgão
Edgard Scandurra: Guitarra
Fernando Catatau: Guitarra

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Em fogoso show no Rio, Alcina cai no samba e na farra com Karina Buhr

O convidado oficial da estreia carioca do show De normal bastam os outros, de Maria Alcina, era Ney Matogrosso. Só que, rouco, o cantor foi obrigado a cancelar horas antes sua participação na apresentação feita pela cantora mineira no Theatro Net Rio na noite de ontem, 10 de junho de 2014. Embora seu nome nunca tivesse sido anunciado no material promocional do show, Karina Buhr - que tinha vindo ao Rio de Janeiro (RJ) participar de programa de televisão - já ia mesmo participar em caráter extraoficial da apresentação concebida, como disse Alcina ao público, para "fazer farra". Pois Buhr caiu na farra e no samba com Alcina no efusivo show que contagiou a plateia. De início, a cantora e compositora baiana de criação pernambucana entrou em cena para cantar com Alcina Cocadinha de sal, a música que fez para o CD De normal bastam os outros (Nova Estação, 2014) - o disco produzido por Thiago Marques Luiz que gerou o show e que revigorou a carreira de Alcina neste primeiro semestre de 2014 com excelentes críticas e generosos espaços na mídia.  Mas Buhr voltou no bia e sambou como uma cabrocha enquanto dividia com a anfitriã a interpretação de Kid cavaquinho (João Bosco e Aldir Blanc, 1974), sucesso de Alcina na fase inicial da carreira fonográfica da artista mineira. Eis o roteiro seguido por Maria Alcina - com Karina Buhr na foto de Rodrigo Goffredo - na estreia carioca do (fogoso) show De normal bastam os outros:

1. Eu sou Alcina (Zeca Baleiro, 2014)
2. De normal bastam os outros (Arnaldo Antunes, 2014)
3. Sem vergonha (Jorge Ben Jor, 1992)
4. O chefão (João Bosco e Aldir Blanc, 1974)
5. Nhém nhém nhém (Totonho, 2001)
6. Segura esse samba, Ogunhê (Osvaldo Nunes, 1969) /
    Dondoca (Adoniran Barbosa e Hervê Cordovil, 1972)

7. Não se avexe, não (Haydée de Paula e Chico Anysio, 1959)
8. Fio maravilha (Jorge Ben Jor, 1972)
9. Cocadinha de sal (Karina Buhr, 2014) - com Karina Buhr
10. Fogo da morena (Felipe Cordeiro, 2011) /
      Bacurinha (tema tradicional gravado por Alcina em 1980)

11. Concurso de bichos (Anastácia e Liane, 2014)
12. Prenda o Tadeu (Antônio Sima e Clemilda, 1985)
12. Bigorrilho (Paquito, Sebastião Gomes e Romeu Gentil, 1964)
14. Dionísio, Deus do vinho e do prazer (Péricles Cavalcanti, 2013)
15. Alô, alô (André Filho, 1934)
Bis:
16. Kid cavaquinho (João Bosco e Aldir Blanc, 1974)

sábado, 27 de julho de 2013

Com Buhr, banda Eddie mostra seu 'Original Olinda style' em Garanhuns

Garanhuns (PE) - Na cena de Pernambuco desde 1989, ano em que foi criada em Olinda, a banda Eddie mostrou seu groove - produto de sua fusão de rock, reggae, frevo, pop, brega e surf music - ao público que lotou a Esplanada Guadalajara para ver a apresentação do grupo na 23ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns. Alocado no palco Guadalajara, reservado às atrações principais do Fig, o show da Eddie teve início já na madrugada deste sábado, 27 de julho de 2013. Fábio Trummer (voz e guitarra), Urêa (percussão e voz), Andret (trompetes, teclados e samplers), Kiko (bateria) e Rob (baixo) receberam o cantor e compositor olindense Erasto Vasconcelos e as cantoras Karina Buhr e Isaar de França, que atuaram como ilustres backing-vocals no show. Buhr solou O céu - música que já havia gravado com o grupo no segundo álbum do Eddie, Original Olinda style (2002) - e fez dueto com o vocalista Fábio Trummer em Bairro novo / Casa caiada, revivendo outra participação em disco da banda (no caso, em Carnaval no inferno, CD lançado em 2008). Situada entre os shows de Fagner e Daniela Mercury, a apresentação da Eddie no Fig 2013 teve músicas como Pode me chamar no roteiro coeso. A foto de Eric Gomes / Fundarpe flagra Buhr com a Eddie no Palco Guadalajara.

O blog Notas Musicais cobre o Festival de Inverno de Garanhuns a convite da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Palavras de Buhr se cruzam (bem) com outras artes em cena multimídia

Resenha de espetáculo
Título: Palavras cruzadas
Artistas: Alessandra Colasanti, Aline Brune, Karina Buhr e Jarbas Jácome
Local: Oi Futuro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 14 de julho de 2013
Foto de Karina Buhr: Tomás Rangel
Cotação: * * * *

De certa forma, foi um show, pois Karina Buhr ficou o tempo todo em cena, protagonizando os 12 números musicais. No entanto, o espetáculo multimídia da segunda edição do Palavras cruzadas foi pontuado pela interação entre outras formas de arte - notadamente o teatro, o vídeo e as artes plásticas - para seguir o conceito do projeto criado por Marcio Debellian. A beleza plástica da cena orquestrada por Debellian - diretor do espetáculo concebido de forma coletiva na cidade interiorana de Cachoeira (BA) - saltou aos olhos com as projeções dos desenhos e fractais dos artistas plásticos baianos Aline Brune e Jarbas Jácome. A iluminação de Alessandro Boschinni também contribuiu decisivamente para realçar os climas do espetáculo e realçar o requinte da cena construída no palco do teatro do Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), onde o espetáculo ficou em cartaz de 12 a 14 de julho de 2013. Escritos pela atriz e roteirista carioca Alessandra Colasanti, o prológo e os cinco textos inseridos entre os números de Karina pontuaram o espetáculo com humor embebido em fina e mordaz ironia. Colasanti criou narrativa futurista que englobou as manifestações que mobilizam o Brasil desde junho. A interação resultou especialmente eficaz quando o texto abordou a violência dos protestos enquanto os músicos da banda - o tecladista André Lima, o baterista Clayton Martin e o baixista MAU - evocaram no toque de seus instrumentos os sons furiosos produzidos por esses atos violentos. Contudo, a personalidade forte de Karina Buhr - baiana criada em Pernambuco que tem se revelado uma das cantoras mais interessantes da geração 2010 - pairou sobre todas as formas de arte. Já no primeiro número, quando cantou Ponto do guerreiro branco a sós com seu tambor, Burh se mostrou senhora da cena multimídia. Extrapolando sua obra autoral, mas sem deixar de expor sua identidade, Buhr deu voz a dois reggaes - Pureza de menino (Marcelo Santana, 2000) e Árvore (Edson Gomes, 1991) - e a um tema kitsch da lavra autoral do cantor e compositor pernambucano Reginaldo Rossi, Desterro (1972), veículo para a criação de ambientação com signos associados ao termo brega. Dentro de seu território, Buhr pegou novamente seu tambor para fazer florescer Rosa alvarinha (Karina Buhr, 2009) - música do álbum Vou voltar andando (2009), terceiro e último título da discografia da Comadre Fulozinha, a banda de Pernambuco liderada pela cantora nos anos 2000 - e apresentou seu inédito funk Homem Elefante Mulher Melancia (Karina Burh, 2013). Feito à moda carioca para o espetáculo, o batidão interagiu com os vídeos do VJ Notívago. Com alma punk na concretista Cara palavra (Karina Buhr, 2011) e na explosiva Nassíria e Najaf (Karina Buhr, 2010), a cantora magnetizou a plateia com sua obra de palavras tão fortes quanto sua personalidade. "Não tenho medo de nada / Só tenho medo do nada", poetizou no jogo de palavras de Rosa alvarinha. Sem medo, a cantora encarou Negro amor (It's all over now, baby blue) (Bob Dylan em versão de Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti, 1977) - música a que deu voz no álbum Mulheres de Péricles (2012), tributo a Péricles Cavalcanti idealizado pelo DJ Zé Pedro para sua gravadora Joia Moderna - a seu modo roqueiro, sem clonar a antológica gravação feita por Gal Costa no álbum Caras e bocas (1977). No fim, ao evocar vida e morte com niilismo em Bem vindas (Karina Buhr, 2010), a artista arrematou com brilho sua participação em espetáculo que cruzou bem as palavras de sua música com outras formas de arte sem anular a força dessas palavras. Buhr é multimídia!!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Karina Buhr lança funk autoral na segunda edição de 'Palavras cruzadas'

Funk inédito composto por Karina Buhr, Homem Elefante Mulher Melancia foi a novidade entre os doze números musicais conduzidos pela artista baiana (criada em Pernambuco) no espetáculo multimídia da segunda edição do projeto Palavras cruzadas, em cartaz no último fim de semana no teatro do Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ). Com a personalidade e a alma que a tornam uma das mais interessantes cantoras projetadas nacionalmente nos anos 2010, Buhr - em foto de Tomás Rangel - deu voz a reggae de Edson Gomes (Árvore, 1991) e a tema de Reginaldo Rossi (Desterro, 1972) entre músicas do grupo pernambucano Comadre Fulozinha (liderado pela artista antes de sair em carreira solo em 2010) e de seus dois álbuns individuais. No espetáculo idealizado coletivamente sob a direção de Marcio Debellian, a música de Buhr interagiu com outras formas de arte em sintonia com o conceito agregador do projeto Palavras cruzadas. Textos da atriz e roteirista carioca Alessandra Colasanti entrecortaram os números musicais ilustrados com projeções e desenhos dos artistas visuais baianos Aline Brune e Jarbas Jácome, residentes em Cachoeira (BA), cidade onde o espetáculo tomou forma a partir da interação entre artistas e diretor. Desenhos de Karina Buhr também foram usados na produção. Eis o roteiro do (belo) espetáculo da segunda edição do projeto Palavras cruzadas:

*  Prólogo - Texto de Alessandra Colasanti com animação do VJ Notívago
1. Ponto do guerreiro branco (domínio público)
    - com texto Lenda de Iemajá (Raimundo Cerqueira)
2. Pureza de menino (Marcelo Santana, 2000)
    - com desenho e animação de Aline Brune
3. Árvore (Edson Gomes, 1991)
*  A cidade - Texto de Alessandra Colassanti
4. Rosa alvarinha (Karina Buhr, 2009)
    - com desenho de Karina Buhr e fractais de Jarbas Jácome
*  A revolução - Texto de Alessandra Colasanti
5. Cara palavra (Karina Buhr, 2011)
    - com projeção de Jarbas Jácome
6. Nassíria e Najaf (Karina Buhr, 2010)
    - com projeção de Jarbas Jácome
*  Puteiro - Texto de Alessandra Colasanti
7. Desterro (Reginaldo Rossi, 1972)
    - com vídeo do VJ Notívago
8. Homem Elefante Mulher Melancia (Karina Burh, 2013)
    - com vídeo do VJ Notívago
*  Emocionalistas - Texto de Alessandra Colasanti
9. Não me ame tanto (Karina Buhr, 2011)
    - com desenhos de Karina Buhr e projeção de Filipe Calegário
10. Eu menti pra você (Karina Buhr, 2010)
      - com projeção de Jarbas Jácome
11. Negro amor (It's all over now, baby blue) (Bob Dylan em versão de Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti, 1977)
      - com projeção de Jarbas Jácome
*   Parábola - Texto de Alessandra Colasanti)
12. Bem vindas (Karina Buhr, 2010) - com projeção de Jarbas Jácome
*   Anúncio final (narração de Aline Brune)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

CD dos 40 anos de carreira de Alcina tem inédita de Buhr e duo com Ney

Previsto de início para ser gravado e lançado neste ano de 2012, a tempo de comemorar os 40 anos de carreira de Maria Alcina, o disco Eu Sou Alcina vai ser efetivamente gravado no primeiro semestre de 2013. A previsão é de que a intérprete entre em fevereiro no estúdio da gravadora paulista Lua Music. Cantora mineira projetada em escala nacional em 1972 ao defender música de Jorge Ben Jor, Fio Maravilha, na sétima edição do Festival Internacional da Canção, a artista ganhou música inédita de Karina Buhr, Cocadinha de sal, para o CD. A música de Buhr se junta às inéditas já enviadas por Arnaldo Antunes (De Normal Bastam Os Outros) e Zeca Baleiro (Eu Sou Alcina, música que dá título ao álbum idealizado pelo produtor Thiago Marques Luiz). Está previsto um dueto de Alcina com Ney Matogrosso em Casamento da Pastora, um tema do folclore nordestino, recolhido pelo Pastoril do Velho Faceta. O repertório já selecionado para o álbum inclui Fogo da Morena (Felipe Cordeiro, 2011), Galo Garnizé (Luiz Gonzaga e Antonio Almeida, 1943), O Chefão (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) e Vô Baté Pá Tu (Chico Anysio e Arnaud Rodrigues, 1974). O violonista Rovilson Pascoal assina a direção musical.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Canção pop de Buhr, 'Amor Brando' origina um clipe bom, bonito e barato

Resenha de clipe
Música: Amor Brando (Karina Buhr, 2011)
Artista: Karina Buhr (em foto de Amanda Nascimento)
Direção e edição: Alice Lanari
Fotografia: Juan Camilo Fleing
Produção: Gaivota Filmes
Cotação: * * *


Com uma ideia na cabeça e uma câmera na mão da diretora Alice Lanari, Karina Buhr gravou em Buenos Aires, em setembro de 2012, o clipe de Amor Brando, canção de sua lavra autoral, lançada pela artista em seu segundo álbum, Longe de Onde (2011). Gravado em duas milongas da capital da Argentina, El Beso e Club Gricel, o clipe foi posto em rotação no YouTube neste mês de novembro. Embora não seja evidente a sintonia entre as imagens e a letra da canção de arquitetura pop, cozida em fogo brando na gravação feita por Buhr somente com a guitarra de Edgard Scandurra, o clipe resulta simples e estiloso em seu despojamento. Lanari capta Buhr dançando sozinha no salão. Imagens de outros casais na pista são desfocadas, acentuando a solidão (feliz) da personagem dos versos da canção. Bom, bonito e barato, o vídeo de um minuto e 37 segundos é exemplo da viabilidade de produzir um clipe de baixo orçamento sem prejuízo da qualidade artística, como prova a bela fotografia de Juan Camilo Fleing. Vale ver!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Primeiro disco solo de Buhr, 'Eu Menti pra Você' é lançado na Argentina

Primeiro disco solo de Karina Buhr, lançado no Brasil no início de 2010, Eu Menti pra Você ganha edição na Argentina neste mês de setembro de 2012. O álbum sai no mercado portenho pelo Sonamerica, selo habituado a lançar na Argentina CDs de outros países latinoamericanos.

sábado, 5 de maio de 2012

Show 'Longe de Onde' aproxima Buhr do equilíbrio entre o pop e o rock

Resenha de show
Título: Longe de Onde
Artista: Karina Buhr (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Studio RJ (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 4 de maio de 2012
Cotação: * * * *

Ao lançar seu segundo disco solo, Longe de Onde (2011), Karina Buhr amenizou seu sotaque regionalista e fez pulsar sua veia pop sem abrir mão da alma roqueira e do poder de seu verbo - qualidades detectadas em seu marcante álbum de estreia, Eu Menti pra Você (2010), ligeiramente superior ao seu sucessor. No show baseado no CD Longe de Onde, a artista mostra evolução em cena, sobretudo em sua dicção. Antes  deficiente, a dicção da cantora apresenta sensível melhora -  fundamental para a degustação ao vivo de uma obra em que as letras são o diferencial por marcarem a forte personalidade da compositora. Tal evolução fez com que o show que marcou o retorno de Buhr aos palcos cariocas - na casa Studio RJ, na noite de 4 de maio de 2012 - resultasse vibrante, sedutor. Sem jamais extrapolar sua seara autoral, a artista enfileirou no roteiro 16 músicas colhidas nos repertórios de seus dois álbuns individuais. A combinação se revelou eficiente, pois o show Longe de Onde aproxima Buhr de um equilíbrio entre a pegada pop de algumas músicas e a virulência de seu rock de alma punk. Aliada à postura performática da artista em cena, a sonoridade incandescente do trompete de Guizado contribui de forma expressiva para essa atmosfera de sedução. E o fato é que o show desceu redondo. A cantora já entrou em cena de forma expressiva, declamando os versos de Sem Fazer Ideia (Karina Buhr). Na sequência, o reggae Cadáver (Karina Buhr) mostrou algo que seria reiterado ao longo do show: as músicas do CD Longe de Onde crescem no palco. Não me Tanto (Karina Buhr) expõe o discurso direto e contundente que caracteriza o trabalho da artista e que se impõe até quando a compositora flerta com o universo kitsch da canção sentimental brasileira em Pra Ser Romântica (Karina Buhr). Se The War's Dancing Floor (Karina Buhr) é bissexta música em inglês que passa tão batida no show como no disco, Guitarristas de Copacabana (Karina Buhr) ganha peso e expõe a face punk do rock da artista, endiabrada em cena. É com ira punk, aliás, que a intérprete dispara os mísseis raivosos de Nassíria e Najaf (Karina Buhr), veículo para a apresentação dos músicos.  Karina Buhr canta também com o corpo - mesmo em temas que apagam seu fogo natural, caso de Amor Brando (Karina Buhr), número mais lento, quase cool. A Pessoa Morre (Karina Buhr, Fernando Catatau, Bruno Buarque e Mau) se diferencia pelo solo da guitarra de Fernando Catatau, fera da banda animal que inclui também o baixista Mau.  Avião Aeroporto (Karina Buhr) voa alto em atmosfera eletrizante, arrebatadora. No fim, Copo de Veneno (Karina Buhr), o rock concretista Cara Palavra (Karina Buhr) e a mordaz Ciranda do Incentivo (Karina Buhr) arrematam apresentação cheia de pegada, vigor e energia. Já no fecho do bis, a abordagem carnavalizante de Plástico Bolha (Karina Buhr) contagia e deixa claro que, não, ninguém mentiu para você quando falou lá no começo de 2010 do talento singular de Karina Buhr. Show!

Burh concilia os seus dois álbuns autorais no roteiro de 'Longe de Onde'

Karina Burh concilia os repertórios de seus dois álbuns autorais, Eu Menti pra Você (2010) e Longe de Onde (2011), em seu segundo show solo, Longe de Onde, que voltou ao Rio de Janeiro (RJ) em apresentação única que seduziu o público que compareceu à casa Studio RJ na noite de 4 de maio de 2012. Na companhia de músicos como o guitarrista Fernando Catatau e o trompetista Guizado, a cantora e compositora baiana (de criação pernambucana e alma pop) enfileirou 16 músicas em roteiro inteiramente autoral que jamais extrapolou os repertórios dos dois discos da carreira solo da artista. Eis o roteiro seguido por Karina Buhr - vista no Studio RJ em foto de Mauro Ferreira - no vibrante show que marcou seu retorno aos palcos cariocas:

1. Sem Fazer Ideia (Karina Buhr)
2. Cadáver (Karina Buhr)
3. Não me Ame Tanto (Karina Buhr)
4. Vira Pó (Karina Buhr)
5. Pra Ser Romântica (Karina Buhr)
6. The War's Dancing Floor (Karina Buhr)
7. Guitarristas de Copacabana (Karina Buhr)
8. Amor Brando (Karina Buhr)
9. A Pessoa Morre (Karina Buhr, Fernando Catatau, Bruno Buarque e Mau)
10. Avião Aeroporto (Karina Buhr)
11. Nassíria e Najaf (Karina Buhr)
12. Copo de Veneno (Karina Buhr)
13. Cara Palavra (Karina Buhr)
14. Ciranda do Incentivo (Karina Buhr)
Bis:
15. Eu Menti pra Você (Karina Buhr)
16. Plástico Bolha (Karina Buhr)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Buhr dá voz à 'Xanduzinha' em CD que festeja 100 anos de Luiz Gonzaga

Baião da alentada safra inicial da obra composta por Luiz Gonzaga (1912 - 1989) em parceria com Humberto Teixeira (1915 - 1979), lançado em 1950, Xanduzinha ganha a voz de Karina Buhr no CD duplo produzido por Thiago Marques Luiz para a gravadora Lua Music para celebrar o centenário de nascimento do Rei do Baião. A cantora e compositora gravou sua participação no tributo na noite desta quarta-feira - 14 de março de 2012 - em estúdio de São Paulo (SP).

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Karina Buhr dá vivacidade ao show em que Nina Becker canta Lamartine

São Paulo (SP) - Presença luminosa no bom show Nina Becker Canta Lamartine Babo, apresentado no teatro do Sesc Vila Mariana na noite de 24 de fevereiro de 2012, Karina Buhr deu vivacidade ao espetáculo em que Nina filtra pela estética indie a obra multifacetada de Lamartine Babo (1904 - 1963), compositor carioca dono de farto cancioneiro carnavalesco. Com Buhr, Nina fez gracioso dueto na marcha junina Isto É Lá com Santo Antônio (Lamartine Babo, 1933) e, com menos harmonia, na marchinha História do Brasil (Lamartine Babo e Almirante, 1933). No fim do show, Buhr - vista com Nina em foto de Mauro Ferreira - voltou à cena com China (o outro convidado da apresentação) para reforçar medley carnavalesco que uniu as marchinhas A.E.I.O.U. (Lamartine Babo e Noel Rosa, 1931), Grau 10 (Lamartine Babo e Ary Barroso, 1934) e 2 X 2 (Lamartine Babo, 1933). Buhr animou o baile alternativo de Nina.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Verbo e sonoridade do segundo álbum de Buhr pesam mais do que músicas

Resenha de CD
Título: Longe de Onde
Artista: Karina Buhr
Gravadora: Coqueiro Verde Records
Cotação: * * * 

"A pessoa morre depois de tanto verbo", sentencia Karina Buhr no verso inicial da letra circular de A Pessoa Morre (Karina Buhr, Fernando Catatau, Bruno Buarque e Mau), faixa do segundo álbum solo da cantora e compositora pernambucana, Longe de Onde. Curiosamente, é com o peso de seu verbo - tão contundente como no  primoroso primeiro disco, Eu Menti pra Você (2010) - que Buhr renasce como artista. Apesar de ter sido anunciado com punk rock de certo peso, Cara Palavra (Karina Buhr), Longe de Onde ameniza o som de Buhr sem perda da contundência do discurso. "Não me ame tanto / Eu tenho algum problema com amor demais / Eu jogo tudo no lixo sempre", admite, com sua linguagem habitualmente direta, em Não me Ame Tanto (Karina Buhr), faixa que exemplifica a opção por som mais leve e mais polido. Disco viabilizado com o patrocínio do projeto Natura Musical, Longe de Onde ostenta na ficha técnica os nomes de alguns músicos de ponta da cena pop nacional. Se o baixo largo de Mau joga Cadáver (Karina Buhr) na praia do reggae, o trompete de Guizado dita a pulsação de Sem Fazer Ideia (Karina Buhr), música em que a artista flerta com o canto falado sem cair na batida ortodoxa do rap. Já a guitarra de Fernando Catatau valoriza Pra Ser Romântica (Karina Buhr) e se revela indispensável neste tema em que Buhr se permite breve diálogo com o universo kitsch da canção mais sentimental. A mesma guitarra de Catatau se irmana com a guitarra de Edgard Scandura - presente em nove das dez faixas, ora como guitarrista, ora como backing vocal - na onda praieira da surf music que banha Guitarristas de Copacabana (Karina Buhr), uma das poucas faixas de pegada roqueira em Longe de Onde. A dupla de guitaristas - ambos precisos e geniais em seus respectitvos estilos - também enche Copo de Veneno (Karina Buhr) com certo peso roqueiro, quase bissexto na sustentável leveza pop do disco que cozinha Amor Brando (Karina Buhr) em fogo baixo, em faixa em que a voz (no todo, mais bem colocada) de Buhr dialoga solitariamente com a guitarra de Scandurra. Dentro desse espírito leve que move o álbum, The War's Dancing Floor (Karina Buhr) roça a língua do pop universal (e não somente pelo fato de ser a única faixa cantada em inglês) e Não Precisa me Procurar (Karina Buhr) - faixa em que sobressai o trompete de Guizado - encerra Longe de Onde deixando a sensação de que a sonoridade e as letras da atual safra de inéditas autorais de Karina Buhr têm mais peso do que boa parte das músicas. Só que, às vezes, tanto verbo é sopro de vida...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Coqueiro Verde lança em outubro segundo CD de Buhr, 'Longe de Onde'

Gravado com patrocínio do projeto Natura Musical, o segundo álbum de Karina Buhr, Longe de Onde, chega às lojas em outubro de 2011 com distribuição da Coqueiro Verde. De Jorge Bispo, a foto da capa do CD foi feita no Marrocos, onde a artista filmou o clipe do rock Cara Palavra.

sábado, 3 de setembro de 2011

Buhr grava no Marrocos clipe de 'Cara Palavra', rock de seu segundo CD

Caracterizada como uma mulher do universo islâmico, com direito a uma burca, Karina Buhr gravou em Casablanca, no Marrocos, o clipe de Cara Palavra, rock de autoria da própria Buhr que faz parte do repertório do segundo álbum da cantora e compositora pernambucana. A gravação aconteceu em julho. Produzido por Duda Vieira, o clipe tem direção e fotografia de Jorge Bispo, já podendo ser visto no site oficial da artista. Produzido por Buhr com Bruno Buarque e Mau, o segundo CD da cantora tem lançamento programado para outubro de 2011.