Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Biografia revê alguns outubros da militância social e musical de Taiguara

Resenha de livro
Título: Os outubros de Taiguara - Um artista contra a ditadura: música, censura e exílio
Autoria: Janes Rocha
Editora: Kuarup Música
Cotação: * *

 Livro que marca o ingresso da gravadora Kuarup no mercado editorial, Os outubros de Taigura parece ser mais uma (boa e extensa) reportagem sobre Taiguara Chalar da Silva (Montevidéu, 9 de outubro de 1945 - São Paulo, 14 de fevereiro de 1996) do que propriamente uma biografia do cantor e compositor uruguaio de criação brasileira. Escrita por Janes Rocha, jornalista paulistana ligada à área econômica, a biografia reconstitui somente alguns outubros de Taiguara. Com texto objetivo, a autora segue narrativa de tom geralmente superficial em que os fatos da vida e obra do artista são relatados sem minúcias. O terceiro álbum do artista - Crônica da cidade amada (1966), o último feito pelo cantor na Philips, em fase em que sua música ainda estava associada à Bossa Nova - é mencionado somente na discografia que se limita a listar títulos, anos e gravadoras de álbuns e compactos. O maior mérito do livro reside na exposição de documentos que comprovam a perseguição implacável da censura federal ao cancioneiro militante de Taiguara. Tais documentos reiteram a visão tacanha dos censores do Departamento de Censura e Diversões Públicas (DCDP), da Polícia Federal, sobre músicas de Taiguara. A censura à obra de Taiguara era tão forte que extrapolou as fronteiras do Brasil. Como revela Janes Rocha, a EMI-Odeon foi notificada no Brasil do veto que a censura brasileira impôs a um disco em inglês gravado por Taiguara em Londres via KPM, gravadora associada à multinacional EMI. Batizado com o nome da versão em inglês de Que as crianças cantem livres (1972), o álbum Let the children hear the music foi abortado e suas gravações tiveram destino ignorado. Além de documentos do DCDP, o livro reproduz também fotos do artista - algumas raras - e a letra de Zumbi do Brasil, a última música composta pelo artista, já no leito do hospital no qual Taiguara travava batalha contra o câncer que o fez sair precocemente de cena, aos 50 anos. Apesar de ter sido escrita com as melhores intenções, a biografia de Taiguara fica aquém da importância do artista nos anos 1960 e 1970. Parece que faltou à autora uma compreensão mais profunda de obra analisada com propriedade pelo jornalista musical Tárik de Souza no ensaio O novo amanhecer de Taiguara, trunfo da abertura deste livro que se debruça somente sobre alguns poucos outubros militantes do artista ora biografado.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

DVD rebobina a obra resistente de Taiguara nas vozes de nove mulheres

Resenha de CD e DVD
Título: A voz da mulher na obra de Taiguara
Artistas: Vários
Gravadora: Nova Estação / Eldorado
Cotação: * * * 1/2

O oportuno revival da obra de Taiguara Chalar da Silva (1945 - 1996) - em evidência neste mês de outubro por conta do lançamento via Kuarup de disco póstumo e biografia do artista - teve início, a rigor, em fevereiro de 2011 quando a então iniciante gravadora Joia Moderna pôs no mercado fonográfico um CD viabilizado pelo DJ Zé Pedro em tributo ao cancioneiro desse compositor de origem uruguaio e vivência brasileira. Orquestradas pelo produtor Thiago Marques Luiz, 14 cantoras deram vozes a esse resistente cancioneiro no CD A voz da mulher na obra de Taiguara (Joia Moderna, 2011). Em 1º de julho daquele ano, nove das 14 cantoras subiram ao palco do Auditório Simon Bolivar do Memorial da América Latina, em São Paulo (SP), para interpretar ao vivo canções de Taiguara no show roteirizado e dirigido por Marques Luiz. O registro desse show está sendo lançado de forma tardia pela gravadora Nova Estação, mas ainda a tempo de celebrar Taiguara em gravações muito mais sedutoras do que os registros das fracas músicas inéditas apresentadas no CD póstumo Ele vive (Kuarup, 2014). Em que pese o redutor áudio 2.0 do DVD, o registro do show reitera os acertos do álbum de estúdio de 2011. Sob a direção musical do pianista Daniel Bondaczuk, as noves cantoras se afinam com as canções e os arranjos calcados no piano com adesões de violinos, violoncelo e viola. Em momento luminoso em cena, Cida Moreira se confirma grande cantora ao dar voz a Viagem (1970) - em interpretação que supera sua boa gravação de estúdio - e a Modinha (Sergio Bittencourt, 1968), uma das duas músicas do roteiro que não são de autoria de Taiguara, embora associadas ao seu canto. A outra é Helena, Helena, Helena (Alberto Land, 1968), única música ausente do disco de estúdio, belamente interpretada por Fafá de Belém, a quem foi confiado também o sucesso Universo no teu corpo (1970). Outro destaque do tributo é Verônica Ferriani. Ao clarear a psicodélica Manhã de Londres (1972) com dose exata de melancolia, Ferriani começou a mostrar o talento de intérprete que floresceria no álbum autoral que lançou no fim de 2013. No todo, as cantoras dão conta de expor toda a paixão contida num cancioneiro que mistura romantismo e consciência social. Silvia Maria desbrava Terra das palmeiras (1976) com o virtuosismo técnico que também pauta o canto de Claudia em Memória livre de Leila (1972), canção difícil composta por Taiguara em homenagem à atriz Leila Diniz (1945 - 1972), então recentemente falecida em acidente de avião. Com sua voz límpida, Vânia Bastos viaja na leveza do Tema de Eva (1970) e acende a beleza de Luzes (1972). Intérprete importante na propagação da obra de Taiguara, Claudette Soares defendeu Coisas (1971) - música que lançou em disco - e Romina e Juliano (1973). Intérprete de Hoje (1969), Fernanda Porto mostra que sobrevive como cantora sem os beats eletrônicos de sua obra fonográfica. Aretha completa o time de cantoras do show - encerrado com a voz de Taiguara, ouvida em O cavaleiro da esperança (1974) - com a defesa de Que as crianças cantem livres (1973). Para quem preferir o CD ao vivo, lançado simultaneamente com o DVD, há - como faixa-bônus - a definitiva gravação de Mudou (1972), feita por uma perfeita Célia para o álbum de estúdio que jogou luz sobre a obra guerrilheira e ainda relevante de Taiguara.

sábado, 25 de outubro de 2014

Disco póstumo de inéditas 'Ele vive' pouco acrescenta à obra de Taiguara

Resenha de CD
Título: Ele vive
Artista: Taiguara
Gravadora: Kuarup
Cotação: * * 

 Revirar o baú de cantores e compositores que já saíram de cena é tarefa a que a indústria fonográfica mundial se dedica com afinco. Exumações de obras geram discos póstumos que, em geral, pouco ou nada acrescentam às discografias dos artistas vítimas dessa exploração comercial. Ele vive - CD póstumo de inéditas do cantor e compositor Taiguara Chalar da Silva (9 de outubro de 1945 - 14 de fevereiro de 1996) - não veio ao mundo neste mês de outubro de 2014 por ganância. Fora do esquema predador que move a indústria do disco e da saudade, a gravadora Kuarup fez no disco Ele vive - sob a direção musical do produtor Pedro Baldanza - um trabalho de expansão da obra e da memória deste guerrilheiro urbano da canção, artista de origem uruguaia e criação brasileira. Infelizmente, a qualidade do repertório não faz jus ao legado de Taiguara. O que se ouve entre as onze inéditas - apresentadas ao público através de restauração de registros caseiros encontrados em fitas cassetes - são músicas com melodias fracas, compostas em épocas distintas e finalizadas para o disco com o acréscimo de bases instrumentais às vozes do cantor. Mesmo que a ideologia firme do artista pulse com força em letras como a de Conflito (Sexo escravo), libelo contra a exploração sexual da mulher, a fraqueza das melodias dilui o vigor dos versos. Não é por acaso que Manhã na Candelária - canção de cunho político - foi feita para Beth Carvalho, mas jamais foi gravada pela cantora carioca (rigorosa na seleção do repertório de seus discos). "Ninguém quer mais sambar para miséria aumentar e para sustentar bandido", dispara Taiguara em verso de Guerra pra defender, samba pouco empolgante. Entre músicas censuradas e esquecidas pelo próprio Taiguara, caso de Alba Esperanza (1974), duas ostentam centelhas da luz que iluminou um dos cancioneiros mais engajados da MPB surgida nos anos 1960. Trata-se de Moça da noite - tema no qual volta a bater na tecla da exploração da mulher em sociedade machista em gravação que parece inacabada (a faixa termina em fade out) - e de Ele vive. A propósito, a música-título Ele vive foi composta em tributo ao líder socialista Luiz Carlos Prestes (1898 - 1990), outra amostra de como Taiguara usava sua música valente na luta contra a opressão social e política. Única das onze inéditas do disco composta em parceria (no caso, com versos do poeta Sergio Napp), Te quero - canção composta para a atriz, cantora e cineasta Vanja Orico, amiga de Taigura - embaralha amor e política em versos apaixonados como "Te quero porque me ensinas justiça e liberdade".  As quatro inéditas restantes - Sou negro, Tomou rebeldia (samba de formato bem convencional), O catador de milho e Sou Samora Potiguara - corroboram a sensação de que o valor do CD Ele vive é meramente documental. Impressão reforçada pela audição das quatro músicas-bônus, captadas ao vivo em show do artista no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro (RJ). Entre sucessos como Hoje (1969) e Universo no teu corpo (1970), ouve-se Taiguara dar voz a Outubro (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967), música sintonizada com o espírito politizado de Taiguara, guerrilheiro da canção que tirou do lamento um novo canto, contando sua história até sair de cena, aos 50 anos. Embora este CD póstumo pouco faça para a preservação de sua memória musical, Taiguara Chalar da Silva vive.

sábado, 7 de junho de 2014

Eis a capa do DVD que celebra a obra de Taiguara em vozes de mulheres

Esta é a capa do DVD A voz da mulher na obra de Taiguara, nas lojas no segundo semestre de 2014, em edição produzida por Thiago Marques Luiz para sua gravadora Nova Estação. O registro ao vivo do show realizado em 1º de julho de 2011 no Auditório Simon Bolivar do Memorial da América Latina, em São Paulo (SP), vai ser lançado também no formato de CD. O roteiro do show é baseado no disco de estúdio A voz da mulher na obra de Taiguara, lançado pela gravadora Joia Moderna em fevereiro de 2011. Também produzido por Marques Luiz, o álbum de estúdio foi idealizado pelo DJ Zé Pedro, diretor artístico da Joia Moderna, para reavivar nas vozes de cantoras o cancioneiro do cantor e compositor uruguaio-brasileiro Taiguara Chalar da Silva (1945 - 1996) no momento em que se completavam 15 anos da saída de cena deste artista que marcou época entre a segunda metade dos anos 1960 e o início da década de 1970. O show reproduz as abordagens do CD, mas foi além. Fafá de Belém, por exemplo, deu voz a Helena, Helena, Helena (Alberto Land), música lançada em 1968 na voz de Taiguara e não incluída no tributo gravado em estúdio. Já Cida Moreira - além de embarcar novamente em Viagem (Taiguara, 1970), canção que defende no disco de estúdio - deu voz a Modinha (Sérgio Bittencourt), música gravada por Taiguara em 1968 e revivida no álbum da Joia Moderna na voz de Teresa Cristina (ausente do show). O CD ao vivo A voz da mulher na obra de Taiguara vai trazer, como faixa-bônus, a melhor gravação do disco de estúdio, Mudou (Taiguara, 1972), cantada por Célia em instante grandioso de sua carreira fonográfica.

domingo, 25 de maio de 2014

Rock de Taiguara desvia Erasmo do trilho autoral do show 'Gigante gentil'

Rock da lavra do cantor e compositor uruguaio-brasileiro Taiguara (1945 - 1996), lançado por Erasmo Carlos em um de seus melhores álbuns, Carlos, Erasmo... (Philips, 1971), Dois animais na selva suja da rua é uma das três músicas do show Gigante gentil que desviam o Tremendão do trilho essencialmente autoral do roteiro. A carta (Benil Santos e Raul Sampaio, 1966) e Vem quente que eu estou fervendo (Eduardo Araújo e Carlos Imperial, 1967) - sucessos do cantor na era da Jovem Guarda - completam o trio de músicas não assinadas por Erasmo no roteiro desse bom show que teve sua estreia nacional em Curitiba (PR), em 26 de abril de 2014. Quase um mês depois da estreia nacional, Gigante gentil chegou ao Rio de Janeiro (RJ) - cidade natal do artista, um dos pilares do rock made in Brasil - na noite de ontem, 24 de maio. A apresentação emocionou o público presente na casa Vivo Rio, marcando a retomada da turnê e da vida profissional do cantor após a morte de seu filho Carlos Alexandre Sayão Lobato Esteves (1973 - 2014), conhecido como Gugu entre amigos e familiares. O choro incontido de Erasmo ao longo da canção É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968) - já no bis do show - motivou uma referência do artista ao filho, também cantor e compositor, que adotara nos anos 1990 o nome artístico de Alexandre Pessoal. "É complicado estar aqui! Mas estou fazendo exatamente o que o meu filho gostaria que eu estivesse fazendo. A música tem que continuar", sentenciou Erasmo, sob aplausos do público. Eis o roteiro seguido por Erasmo Carlos - em foto de Mauro Ferreira - na casa Vivo Rio, em 24 de maio de 2014, na estreia carioca da turnê nacional de Gigante gentil, show baseado no homônimo disco de inéditas recém-lançado pela gravadora Coqueiro Verde Records:

1. Gigante gentil (Erasmo Carlos, 2014)
2. A carta (Benil Santos e Raul Sampaio, 1966)
3. Gatinha manhosa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1966)
4. Sou uma criança, não entendo nada (Erasmo Carlos e Ghiaroni, 1974)
5. Dois animais na selva suja da rua (Taiguara, 1971)
6. Amor na rede (Erasmo Carlos e Nelson Motta, 2014)
7. Mesmo que seja eu (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1982)
8. Grilos (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1972)
9. Sentado à beira do caminho (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969)
10. Sentimentos complicados (Erasmo Carlos e Caetano Veloso, 2014)
11. Mulher (Erasmo Carlos e Nara Esteves, 1981)
12. 50 tons de cor (Erasmo Carlos, 2014)
13. Além do horizonte (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975)
14. Jogo sujo (Erasmo Carlos, 2009)
15. Colapso (Erasmo Carlos, 2014)
16. Quero Que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965)
17. Minha fama de mau (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965)
18. Vem quente que eu estou fervendo (Eduardo Araújo e Carlos Imperial, 1967)
19. É proibido fumar (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1964)
Bis:
20. É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968)
21. Festa de arromba (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Disco censurado de Taiguara, de 1976, é enfim reeditado em CD no Brasil

Um dos títulos mais obscuros da discografia do cantor e compositor uruguaio Taiguara (1945 - 1996), Imyra, Tayra, Ipy ganha a primeira edição em CD no Brasil dentro da terceira fornada de reposições do catálogo da gravadora Kuarup, revitalizado com distribuição da Sony Music. A edição chega às lojas em agosto de 2013. Lançado originalmente em 1976 pela gravadora EMI-Odeon, o disco foi recolhido do mercado dias após chegar às lojas por determinação da censura do governo militar de Ernesto Geisel (1907 - 1996). Um dos alvos principais dos órgãos de repressão da época, Taiguara tinha sido tão perseguido que se exilara em Londres na primeira metade dos anos 70. Foi na volta ao Brasil, em 1975, que o artista começou a conceber Imyra, Tayra, Ipy, disco de referências indígenas, inspirado pela leitura de Quarup (1967), romance do escritor fluminense Antônio Callado (1917 - 1997) do qual Taiguara extraiu os três termos em tupi que batizam o álbum. Hermeto Pascoal assina os arranjos de seis das oito músicas do disco, gravado por músicos como Jacques Morelembaun (violoncelo), Nivaldo Ornellas (sax e flautas), Novelli (baixo), Toninho Horta (violão) e Zé Eduardo Nazário (bateria e percussão). As regências foram confiadas ao maestro e produtor Wagner Tiso. Formatada em arranjo de pegada nordestina, a mineira Três Pontas (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967) foi a única regravação do disco, de repertório essencialmente autoral. Assinadas por Taiguara com seu sobrenome Chalar da Silva, para tentar driblar a censura, músicas como Aquarela de um país na lua, Primeira bateriaSete cenas de Imyra (faixa de tom experimental), SituaçãoTerra das palmeiras são peças-chaves de repertório de forte cunho ideológico e social. Lançado em CD no Japão, em 2004, Imyra, Tayra, Ipy chega enfim ao mercado brasileiro em CD oportuno que mostra que o cancioneiro engajado e consciente de Taiguara não se limita aos hits gravados pelo cantor em álbuns editados pela Odeon na virada dos anos 60 para os 70.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pinheiro vai de Freddie a Taiguara, passando por Caetano, no CD 'Julho'

Duas músicas do compositor uruguaio Taiguara (1945 - 1996), Hoje (1970) e Teu sonho não acabou (1972), ganham a voz de João Pinheiro em Julho, CD que o cantor e compositor carioca vai lançar em 8 de julho de 2013. O artista regrava também música do cantor inglês Freddie Mercury (1946 - 1991), I was born to love you (1985). O repertório inclui também regravações de Muito romântico (Caetano Veloso, 1977) e De fogo, luz e paixão (Marcelo e Ney Costa) - música do primeiro álbum do cantor carioca Marcelo, gravada em 1978 com a participação de Gal Costa - entre inéditas de autoria de Pinheiro como Lapsos e Deixa eu cuidar de você (parceria com Tony Dorea). A atriz Hermila Guedes é a convidada de Tudo que eu tenho, versão em português de Everything i own (David Gates), megahit do grupo norte-americano Bread. Tal versão foi gravada pelo grupo The Fevers em 1972, mesmo ano em que o Bread lançou a música com sucesso mundial. Parceiro de Sade, cuja obra já foi abordada pelo artista no CD João canta / sings Sade (2008), Martin Ditcham compôs Live life para o cantor carioca. Produzido por André Agra, o CD Julho vai ser editado pela Sala de Som Records.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Show com cantoras em tributo a Taiguara é editado em CD e DVD via Lua

A gravadora Lua Music vai lançar no segundo semestre de 2013 CD e DVD com 13 músicas gravadas ao vivo no show em tributo ao compositor uruguaio-brasileiro Taiguara (1945 - 1996). Com a participação de cantoras como Cida Moreira, Claudette Soares, Fafá de Belém, Fernanda Porto, Vânia Bastos e Verônica Ferriani, o show foi realizado em 1º de julho de 2011 no Auditório Simon Bolivar do Memorial da América Latina, em São Paulo (SP), para promover o lançamento do CD A voz da mulher na obra de Taiguara (Joia Moderna, 2011), produzido por Thiago Marques Luiz para a gravadora então recém-aberta do DJ Zé Pedro. Além dos 13 números incluídos no DVD, o CD vai trazer como bônus a bela gravação de estúdio de Mudou (Taiguara, 1972), feita por Célia, cantora ausente do show por incompatibilidade de agendas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Nasi regrava temas de Taiguara e da banda Garotas Suecas em 'Perigoso'

Música da lavra do compositor Taiguara (1945 - 1996), lançada por Erasmo Carlos no álbum Carlos, Erasmo (1971), Dois Animais na Selva Suja da Rua ganha registro de Nasi. O cantor dá voz ao tema em seu terceiro disco solo, Perigoso, em fase de gravação em São Paulo (SP) sob a produção de Apollo Nove. Nasi também regrava Tudo Bem, música da banda indie paulistana Garotas Suecas, já lançada no primeiro álbum do grupo, Escaldante Banda (2010). 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Filho de Taiguara, Lenine Guarani debuta em disco com 'Menino da Silva'

Filho mais novo de Taiguara (1945 - 1996), o cantor e compositor uruguaio criado no Brasil e projetado em escala nacional na virada dos anos 60 para os 70, Lenine Guarani debuta no mercado fonográfico. Primeiro álbum de Guarani, Menino da Silva chega às lojas neste mês de agosto de 2012 em edição da reativada gravadora Kuarup com distribuição da Sony Music e uma música de Taiguara, de 1970, no título. Egresso do projeto Quinta Dissonante, que percorreu entre 2009 e 2010 o circuito paulista de shows, o jovem cantor e compositor tem voz de timbre semelhante ao de Toquinho - como mostra a regravação de Ponteio (Edu Lobo e Capinam, 1967), uma das onze faixas do disco gravado em São Paulo (SP) entre o fim de 2011 e o início de 2012. Toquinho, aliás, figura na ficha técnica de Menino da Silva como parceiro de Vinicius de Moraes (1913 - 1980) e de Luiz Enrique Bacalov em O Velho e a Flor, samba de 1971 que refloresce em outra cadência na voz grave de Guarani. Entre inéditas autorias como Tristeza É Vagar, Como Vai o Amor e PQP (em parceria com Marcos Alma), Guarani - visto em foto da sessão que gerou a imagem da capa - dá voz a duas músicas lançadas originalmente por Taiguara no  último álbum do artista, Brasil Afri (1994), Samba do Amor e O Olhar. Lenine Guarani também regrava O Cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta, 1966) e Agora Falando Sério (Chico Buarque, 1970), samba que ganha tempero de salsa na abordagem do cantor. Parceria de Bruno Piazza com Camila Wittmann, colegas de Guarani no Quinta Dissonante, Catavento tem citação de Lamento Sertanejo (Dominguinhos e Gilberto Gil, 1973).

sábado, 2 de julho de 2011

Fafá se agiganta ao gravar 'Helena, Helena, Helena' em tributo a Taiguara

São Paulo (SP) - Em 1968, Taiguara (1945 - 1996) já sedimentava sua obra como compositor, mas gravou álbum, Taiguara, em que atuou basicamente como intérprete de músicas alheias. Neste disco, o cantor gravou Helena, Helena, Helena (Alberto Land). Um dos títulos mais bonitos (e mais desconhecidos) do repertório de Taiguara, Helena, Helena, Helena ganhou perfeito registro ao vivo de Fafá de Belém. Destaque da gravação do CD e DVD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, realizada em 1º de julho de 2011 em show no Auditório Simon Bolivar do Memorial da América Latina, o belo número mostrou como Fafá se agiganta como cantora quando doma seu canto - passional como o cancioneiro de Taiguara - sem prejuízo da emoção. Sua interpretação de Helena, Helena, Helena - única música da gravação ao vivo não incluída no disco de estúdio lançado em fevereiro pela gravadora Joia Moderna - ressaltou todas as nuances do tema sem jamais sair do tom. Já em Universo no teu Corpo (1970) a cantora - vista em foto de Mauro Ferreira - exagerou na dose de emoção e teatralidade, com direito a batidas de pé típicas de artista de música flamenca. No fim, após a apresentação de Fafá, a maioria das cantoras se reuniu no palco ao som da música O Cavaleiro da Esperança (1994), ouvida na voz do próprio Taiguara, homenageado de noite especial em que mulheres reavivaram os ideais humanistas e libertários da bela obra do compositor, joia ainda moderna.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

Claudette canta 'Coisas' de Taiguara em gravação de DVD em São Paulo

São Paulo (SP) - Cantora que deu voz às músicas de Taiguara (1945 - 1996), Claudette Soares lançou em 1971 Coisas, música que reviveu na gravação ao vivo do CD e DVD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara. Por ter agendado outro show em São Paulo (SP) para a noite de 1º de julho de 2011, Claudette chegou ao Memorial da América Latina minutos antes de ser chamada por Fernanda Porto ao palco do Audítório Simon Bolivar. Sem saber da tensão nos bastidores com a dúvida se a cantora chegaria a tempo de gravar sua participação, o público aplaudiu esta veterana cantora que foi uma das principais intérpretes do compositor uruguaio criado no Brasil. Após Coisas, Claudette - vista em foto de Mauro Ferreira - interpretou Romina e Juliano, tema de 1973, livremente inspirado na peça Romeu & Julieta. Tanto Coisas quanto Romina e Juliano reproduzem o tom sempre apaixonado do cancioneiro de Taiguara. Paixão evidenciada especialmente em Romina e Juliano pelo arranjo do pianista e diretor musical Daniel Dondaczuk. A intensa interação do piano com o quarteto de cordas valorizou o segundo (e melhor) número de Claudette Soares na (sedutora) gravação ao vivo do tributo a Taiguara.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

Fernanda Porto traz o sonho de Taiguara para hoje em gravação ao vivo

São Paulo (SP) - Tal como Cida Moreira, Fernanda Porto assumiu o piano do diretor musical Daniel Dondaczuk ao ser chamada ao palco do Auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina, para fazer seus dois números na gravação ao vivo do CD e DVD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara. Coube à artista - vista em foto de Mauro Ferreira - reviver duas das músicas mais conhecidas do repertório passional do cantor e compositor Taiguara (1945 - 1996). Mostrando que tem potencial extrapolar o universo da música eletrônica, Porto cantou Teu Sonho Não Acabou (1972) - tema interpretado por Luciana Mello no disco de estúdio editado em fevereiro - e Hoje (1969). Dirigido por Thiago Marques Luiz para a gravadora Joia Moderna, o show reuniu nove cantoras na noite de ontem, 1º de junho de 2011. A ausência de Luciana Mello foi sentida na gravação ao vivo, desdobramento do (oportuno) disco de estúdio.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

Voz cristalina de Vânia Bastos ilumina tema de Evinha em ode a Taiguara

São Paulo (SP) - Com sua voz cristalina que conserva o brilho e a afinação dos anos 80, Vânia Bastos foi presença reluzente na gravação ao vivo do CD e DVD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, realizada na noite de ontem, 1º de julho de 2011, em show no Auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina. Chamada ao palco por Cida Moreira, Vânia entrou em cena para cantar Tema de Eva (1970) - já gravado por ela no disco de estúdio lançado em fevereiro pela gravadora Joia Moderna para lembrar os 15 anos da morte do cantor e compositor Taiguara (1945 - 1996) - e Luzes (1972), música que coube a Evinha no CD de estúdio que originou a gravação ao vivo. Entre um número e outro, Vânia - vista em foto de Mauro Ferreira - lembrou que Tema de Eva foi lançado justamente por Evinha e que ouvia músicas de Taiguara nas rádios de sua cidade natal, Ourinhos (SP). Presença luminosa em cena!

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

Cida é ponto mais alto na gravação ao vivo de tributo a Taiguara em DVD

São Paulo (SP) - A participação de Cida Moreira foi o ponto mais alto da gravação ao vivo do CD e DVD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, realizada na noite de ontem, 1º de julho de 2011, em show no Auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina. Cida fez dois números. No primeiro, tocou ao piano - até então pilotado por Daniel Dondaczuk, diretor musical do tributo - enquanto cantou de forma pungente Modinha, tema do compositor carioca Sérgio Bittencourt (1941 - 1979) que ficou associada à voz passional de Taiguara (1945 - 1996). No segundo número, já de pé, Cida - vista em foto de Mauro Ferreira - interpretou Viagem (1970), um dos títulos mais bonitos do cancioneiro de Taiguara. Com doses exatas de técnica e emoção, Cida Moreira expôs toda a sensibilidade da obra de Taiguara, dando brilho especial à gravação arquitetada pelo DJ Zé Pedro para a gravadora Joia Moderna.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

Aretha defende 'Que as Crianças Cantem Livres' em justa ode a Taiguara

São Paulo (SP) - Filha de Antônio Marcos (1945 - 1992), Aretha Marcos defendeu Que as Crianças Cantem Livres - música que exemplifica o caráter humanista do cancioneiro do compositor Taiguara (1945 - 1996) - na gravação ao vivo do CD e DVD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara. Desdobramento do homônimo disco de estúdio editado em fevereiro de 2011 pela gravadora Joia Moderna, a filmagem do DVD foi feita na noite de ontem, 1º de julho, em show no Auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina. Aretha - em foto de Mauro Ferreira - lembrou em cena que Taiguara deu música, Amanda, para Antônio Marcos.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

Claudia reaviva memória de Leila Diniz ao gravar ao vivo ode a Taiguara

São Paulo (SP) - Em 1972, entristecido com a morte precoce da atriz Leila Diniz (1945 - 1972) em desastre de avião, o cantor e compositor Taiguara (1945 - 1996) fez uma música em homenagem à libertária artista, ícone nacional da revolução cultural e comportamental dos anos 60. Lançada por Cláudia em compacto de 1972, Memória Livre de Leila foi reavivada pela própria Cláudia na gravação ao vivo do CD e DVD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, realizada na noite de ontem, 1º de julho de 2011, em show no Auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina. A mesma música já tinha sido regravada em estúdio pela cantora carioca - radicada há anos em São Paulo (SP) - no CD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, origem do primeiro registro audiovisual da gravadora Joia Moderna. Terceira cantora a se apresentar no show dirigido e roteirizado por Thiago Marques Luiz, Claudia fez dois números. Além de Memória Livre de Leila, a cantora pôs sua técnica exemplar em outra música lançada por Taiguara em 1972, Mudou. Contudo, justamente por se cantora gerida pela técnica, Claudia não reproduziu em Mudou as nuances emocionais do primoroso registro feito por Célia para o disco de estúdio lançado em fevereiro. Por estar se apresentando em São Paulo (SP) na mesma noite do show, Célia não participou da gravação ao vivo do oportuno tributo a Taiguara.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

Silvia Maria adentra 'Terra das Palmeiras' segura e grava Taiguara ao vivo

São Paulo (SP) - Coube a Silvia Maria fazer o primeiro número da gravação ao vivo do CD e DVD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara em show realizado no Auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina, na noite de ontem, 1º de julho de 2011. Apresentado pelo DJ Zé Pedro, dono da gravadora Joia Moderna, o show dirigido e roteirizado por Thiago Marques Luiz reproduziu ao vivo - nas vozes de nove cantoras - o repertório gravado no CD que chegou às lojas em fevereiro. Com técnica irretocável, Silvia Maria - cantora paulistana que retomou sua carreira fonográfica neste ano de 2011 ao lançar pela Joia Moderna o álbum Ave Rara - se embrenhou pela Terra das Palmeiras, música lançada por Taiguara em 1976. Ao vivo, Silvia soou menos cansativa do que no disco. Sua segurança em cena faz jus ao culto de seus poucos admiradores. O belo tributo a Taiguara marca a entrada da Joia Moderna no mercado de DVDs.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

terça-feira, 28 de junho de 2011

Show em tributo a Taiguara vira primeiro DVD da gravadora Joia Moderna

Às vésperas de pôr nas lojas seu segundo lote de lançamentos, a gravadora Joia Moderna parte para a edição de DVD. O primeiro vai ser gravado ao vivo no show A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, agendado para a próxima sexta-feira, 1º de julho de 2011, no Auditório Simon Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP). O DVD é um desdobramento do CD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, editado em fevereiro pelo selo do DJ Zé Pedro.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Coletânea dupla refaz trajetória de Taiguara nos festivais de 1966 a 1970

Na sequência da edição pela gravadora Joia Moderna do tributo A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, o selo Discobertas põe nas lojas a coletânea dupla Festivais, que mapeia a trajetória do cantor e compositor Taiguara (1945 - 1996) nos festivais de 1966 a 1970. De alto valor documental, a compilação traz para o formato digital alguns até então raros fonogramas extraídos de álbuns de festivais e de compactos. São os casos de Eu Quis Viver - parceria de Taiguara e Cido Bianchi que foi eliminada no II Festival Internacional da Canção em 1967 e acabou registrada em compacto duplo editado pela gravadora Odeon em 1969 - e de Faço o Amor, Não Faço a Festa (Taiguara) e Canta (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), dois temas defendidos por Taiguara no Musicanossa, minifestival realizado em Niterói (RJ) em 1968. Com informações sobre a procedência de cada faixa, a coletânea Festivais traz à tona músicas como A Hora de se Dar (Eduardo Souto Neto e Sergio Bittencourt) - composição defendida por Taiguara em 1968 no Festival de Juiz de Fora e lançada no mesmo compacto duplo de 1969 que trouxe a já citada Eu Quis Viver - e A Vez e a Voz da Paz (Paulo Machado e Paulo Sérgio Valle), tema registrado pelo cantor no álbum O Brasil Canta no Rio, editado pela Odeon em 1968. Com fotos das capas dos compactos e LPs que lançaram as músicas, a coletânea apresenta no CD 2 cinco registros ao vivo captados em fevereiro de 1970 no Festival de Rock, realizado no Espírito Santo. Nessas gravações ao vivo até então inéditas em disco, Taiguara canta músicas de sua lavra - Geração 70, Viagem, O Medo, Amanda, Hoje - e aborda hit de Cat Stevens na época, Wild World. Enfim, ao contrário das coletâneas volta e meia lançadas pela EMI Music, Festivais é título que realmente vem somar à discografia de Taiguara em CD.