♪ Após dois álbuns gravados em estúdio, Jobim jazz (Biscoito Fino, 2007) e + Jobim jazz (Biscoito Fino, 2011), o compositor, violonista, arranjador e produtor musical carioca Mario Adnet lança o registro ao vivo do projeto em que dá abordagem jazzística ao cancioneiro soberano de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994). Recém-lançado pela gravadora Biscoito Fino, o DVD Jobim jazz ao vivo exibe a gravação ao vivo, feita em apresentação no Auditório Ibirapuera, em São Paulo (SP), em 31 de outubro de 2013, do show da turnê que percorreu sete capitais do Brasil há dois anos. Na companhia da Orquestra Jobim Jazz, Adnet fez uso irrestrito da tal influência do jazz para reapresentar títulos menos ouvidos do cancioneiro de Jobim, casos de Antigua (1967), Mojave (1967), Sue Ann (1970), Takatanga (1970) e Tema jazz (1970) - composições lançadas por Antonio Brasileiro nos álbuns Wave (A & M, 1967) e Tide (CTI Records, 1970). A entrada em cena da cantora carioca Nana Caymmi - para soltar a voz singular em Derradeira primavera (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962), Por causa de você (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1957) e Estrada do sol (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1958) - valoriza a gravação ao vivo do projeto Jobim jazz. Exibido nos extras do DVD, o making of da (boa) gravação ao vivo do projeto inclui Daniel Jobim, Hamilton de Holanda, Letieres Leite, Lô Borges, Paulo Jobim e Yamandu Costa.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2015
quinta-feira, 12 de março de 2015
'Brasil' de Lisa Ono e de Adnet ainda é o país do suingue dos anos 1960
Resenha de CD
Título: Brasil
Artista: Lisa Ono
Gravadora: Deck
Cotação: * * * *
Título: Brasil
Artista: Lisa Ono
Gravadora: Deck
Cotação: * * * *
♪ Para o Japão, o Brasil ainda é o país do suingue dos anos 1960 e da Bossa Nova da década de 1950. Por isso mesmo, Brasil - o álbum de Lisa Ono ora editado pela gravadora Deck no mercado fonográfico do país que dá nome ao disco - talvez faça bem mais sentido para ouvidos japoneses. Lá, no Japão, Brasil foi lançado em maio de 2014, celebrando os 25 anos de carreira da artista. Aqui, no Brasil, o CD saiu em injusto silêncio em fevereiro de 2015. Azar do Brasil, pois o disco - produzido por Ono com o violonista e arranjador Mario Adnet - é bonito, transcorrendo leve, coeso, com frescor, ainda que sem um real sopro de novidade. Cantora, compositora e violonista paulista criada no Japão desde os dez anos de idade, Ono é - como acentua Adnet no texto que escreveu para o encarte do CD - uma espécie de embaixatriz da música brasileira na terra do sol nascente. Melhor cantora do que compositora, Lisa está em cena desde 1989. Já gravou álbuns com músicas japonesas, com standards da canção norte-americana, com temas italianos e até com boleros hispânicos. Mas foi com os discos no qual deu voz à bossa brasileira que a cantora se fez mais ouvir tanto no Brasil como no Japão. Aos 53 anos, ela cai bem no suingue da música produzida no Brasil nos anos 1960. Embora o repertório inclua até um samba de 1945, Eu quero um samba (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida), o mote do disco é o balanço da década de 1960, um dos períodos mais férteis da música brasileira. Sem inventar moda, Adnet cria arranjos que preservam o suingue original de músicas como Upa neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1967), Lapinha (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1968) e Roda (Gilberto Gil e João Augusto, 1966). Os ares de novidade são sutis, como o toque serelepe do piano de Marcos Nimritcher em Reza (Edu Lobo e Ruy Guerra, 1965) e em Sá Marina (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, 1968). Mas não havia mesmo o que inventar. A fluidez do canto de Lisa Ono valoriza o repertório, sobretudo O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta, 1966). Em seleção de standards, as únicas surpresas para ouvidos nacionais são Tim dom dom (João Mello e Clodoaldo Brito, o Codó) - tema sincopado de 1963, há anos esquecido no Brasil, mas imortalizado no Japão e nos Estados Unidos por conta da gravação feita por Sergio Mendes em 1966 - e Bossa na praia (Peri Ribeiro e Geraldo Cunha,1963), música que sintetiza o clima arejado deste disco que tem faixas cantadas por Ono com Mario Adnet e com Chico Adnet. Brasil exala uma (leve) saudade do Brasil.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Álbum em que Lisa Ono canta Baden, Ben, Dori e Gil, 'Brasil' sai no Brasil
♪ Cantora, compositora e violonista nascida em São Paulo (SP), mas criada no Japão desde os dez anos de idade, Lisa Ono volta ao mercado fonográfico nacional com o álbum Brasil, editado pela gravadora Deck no Brasil neste mês de fevereiro de 2015, mas já lançado no Japão em maio de 2014. Produzido por Mario Adnet, o CD alinha regravações de 12 músicas brasileiras lançadas, em sua grande maioria, nos anos 1960. Jorge Ben Jor aparece duplamente na seleção com Mas que nada (1963) e Chove chuva (1963), músicas lançadas por Ben em seu primeiro álbum, Samba esquema novo (Philips, 1963). Gilberto Gil tem sua Roda (1966), parceria com João Augusto, revivida por Ono. Como exposto na capa solar do disco, o repertório de Brasil também inclui Bim bom (João Gilberto, 1959), Lapinha (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1968), O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta, 1966), Reza (Edu Lobo e Ruy Guerra, 1965), Sá Marina (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar,1968) e Upa neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri,1967).
domingo, 1 de fevereiro de 2015
MPB-4 inclui 'Valsa do baque virado', de Adnet e João, em CD de inéditas
♪ Parceria de Mario Adnet com João Cavalcanti ainda inédita em disco, embora já gravada por Adnet em vídeo posto em rotação no YouTube em agosto de 2013, Valsa do baque virado vai ganhar seu primeiro registro fonográfico nas vozes do resistente grupo MPB-4. A composição integra o repertório do disco de inéditas que o quarteto vai lançar neste ano de 2015. O repertório do álbum também inclui Notícia de jornal, a (inédita) parceria de Joyce Moreno com Sergio Santos.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Com Adnet, Dori orquestra tributo a Dorival que une Caetano, Chico e Gil
Postada por Danilo Caymmi em seu facebook, a foto acima flagra Dori Caymmi no estúdio da gravadora Biscoito Fino, no Rio de Janeiro (RJ), durante a produção do segundo disco em tributo ao centenário de nascimento do compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008). Em fase de gravação, o álbum Dorival Caymmi - Centenário tem arranjos sinfônicos divididos entre Dori e Mario Adnet. Diferentemente de Caymmi (Som Livre, 2013), álbum de raridades do cancioneiro lapidar de Dorival, gravado por Dori com seus irmãos Danilo e Nana Caymmi, Centenário está centrado nos grandes sucessos do compositor e junta os três irmãos Caymmi a Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil. Sozinho, Caetano dá voz ao samba-canção Sábado em Copacabana (Dorival Caymmi e Carlos Guinle, 1951) e ao samba Saudade da Bahia (Dorival Caymmi, 1957). Solo, Gil cai nos sambas Rosa Morena (Dorival Caymmi, 1942) e O samba da minha terra (Dorival Caymmi, 1940). Já Chico interpreta Dora (Dorival Caymmi, 1945) e Marina (Dorival Caymmi, 1947). Juntos, Caetano, Chico e Gil fazem novamente a pergunta-título do samba O que é que a baiana tem? (Dorival Caymmi, 1939). Já Danilo canta sozinho Nem eu (Dorival Caymmi, 1952) e remexe no Vatapá (Dorival Caymmi, 1942) enquanto Nana reconta A lenda do Abaeté (Dorival Caymmi, 1948) e se embrenha no Sargaço mar (Dorival Caymmi, 1985). Além de arranjar metade do disco, Dori canta João Valentão (Dorival Caymmi, 1953) assim como Adnet interpreta o samba A vizinha do lado (Dorival Caymmi, 1946). Juntos, os Caymmi entoam a Canção da partida (Dorival Caymmi, 1957). O CD-tributo Dorival Caymmi - Centenário tem lançamento previsto para este primeiro semestre de 2014.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Adnet expõe gravação de música inédita composta com João Cavalcanti
O compositor e arranjador carioca Mario Adnet lança nesta quarta-feira, 28 de agosto de 2013, a primeira de uma série de quatro gravações feitas em estúdio com músicas de sua nova safra autoral. As gravações serão apresentadas em vídeos. O primeiro mostra o registro da inédita Valsa do baque virado, composição que desenvolve a parceria de Adnet com o cantor e compositor carioca João Cavalcanti - iniciada com Sem tirar nem por, música gravada por Adnet no CD O samba vai (2010). O parceiro - na foto com Adnet - participa da gravação, feita com banda formada por virtuoses como Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria) e
Marcos Nimrichtero (piano), Marcelo Martins (sax tenor), Everson Moraes
(trombone) e Aquiles Moraes (flugelhorn). O vídeo com a gravação da Valsa do baque virado já está disponível no canal oficial de Adnet no YouTube. Os demais vídeos serão lançados pelo músico até outubro.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Adnet repisa a floresta de sons de Jobim e Villa-Lobos no CD 'Amazônia'
Resenha de CD
Título: Amazônia - Na Trilha da Floresta
Artista: Mario Adnet
Gravadora: Adnet Mvsica
Cotação: * * * *
Título: Amazônia - Na Trilha da Floresta
Artista: Mario Adnet
Gravadora: Adnet Mvsica
Cotação: * * * *
Basta ouvir Trilhas da Floresta - tema de Mario Adnet que abre o CD Amazônia - para perceber que o violonista, compositor e arranjador repisa matas já trilhadas pelo compositor e maestro carioca Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959) neste projeto inspirado nos sons da flora do Norte do Brasil. Não é por acaso, aliás, que o segundo movimento de Saudades das Selvas Brasileiras, peça sinfônica de Villa, encerra o álbum ora editado pela Adnet Mvsica. Gravado com patrocínio do Ibope, Amazônia - Na Trilha da Floresta é disco orquestral que finca raízes na obra de Villa-Lobos e no cancioneiro de outro maestro soberano, Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994), para revisitar temas que evocam a natureza e a trilha sonora da floresta amazônica, ponto mais verde do Norte do Brasil. O CD entrelaça a linguagem da música erudita com canções populares, seguindo receita já testada com sucesso em discos anteriores de Adnet. A presença de Jobim é sentida ao longo do álbum - e não somente nas músicas de autoria do compositor, casos de Borzeguim (cantada por Adnet com Mônica Salmaso) e O Boto (solada por Lenine com reverência ao universo jobiniano). Os belos vocais femininos ouvidos na introdução de A Rã (João Donato e Caetano Veloso) - música cantada por Antonia Adnet - remetem de imediato ao coro da Banda Nova que acompanhou Jobim nos palcos do Brasil e do mundo a partir dos anos 80. Acreano cuja música suingante está enraizada (também) nos sons do Norte, Donato é outro compositor recorrente no disco. Sua Amazonas II (João Donato, Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti) é reouvida em Amazônia na voz de Roberta Sá, cantora escalada também para entoar Canoa Canoa (Nelson Ângelo e Fernando Brant) - o que faz com correção, mas sem um brilho especial. Com mais intimidade com os sons da floresta, Salmaso brilha em Uirapuru (Waldemar Henrique), tema que evoca lendas e mistérios da Amazônia, assim como Saci (Guinga e Paulo César Pinheiro), música difícil, encarada com valentia pelo jovem Vicente Nucci, intérprete também de Os Rios (Cláudio Nucci e Juca Filho). Enfim, por mais que não aponte caminhos novos numa floresta de sons que já vem sendo trilhada desde que Villa-Lobos a desbravou, Adnet reitera o alto nível de sua obra fonográfica em Amazônia.
terça-feira, 27 de março de 2012
Adnet retrata Amazônia em CD que tem as vozes de Salmaso e Roberta
O músico e arranjador Mario Adnet está em estúdio, no Rio de Janeiro (RJ), gravando disco, Amazônia, em que retrata o universo musical do Norte do Brasil a partir de músicas de compositores como Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994), Guinga e João Donato. Com lançamento previsto para junho de 2012, em edição da gravadora Biscoito Fino, Amazônia tem solistas convidados para participações especiais. Mônica Salmaso - vista no estúdio com Adnet na foto de Dani Gurgel - pôs voz em Borzeguim (Antonio Carlos Jobim, 1981). Já Roberta Sá - que tem arranjos de sopros assinados por Adnet em seu quinto CD, Segunda Pele (2012) - foi convidada a gravar A Rã (João Donato e Caetano Veloso, 1974) no disco de Adnet.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Com maestria, Adnet orquestra (15) parcerias de Vinicius com maestros
Resenha de CD
Título: Vinicius & os Maestros
Artista: Mario Adnet
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * *
Título: Vinicius & os Maestros
Artista: Mario Adnet
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * *
Vinicius & e os Maestros é, a rigor, um disco de arranjador. Somente o grandioso arranjo de Consolação (Baden Powell e Vinicius de Moraes) - urdido com sopros, a percussão de Armando Marçal e as cordas regidas por Claudio Cruz - já valeria o CD por evocar com suingue amplo universo musical que vai além do afro-samba. No caso, o arranjador é Mario Adnet, diretor musical deste projeto que aborda a vasta obra composta por Vinicius de Moraes (1913 - 1980) com maestros como Claudio Santoro (1919 – 1989), Moacir Santos (1926 - 2006), Pixinguinha (1898 – 1973) e Baden Powell (1937 - 2000). Com exceção das músicas da parceria de Vinicius com Baden, quase todas já bem conhecidas, os temas reunidos e orquestrados com maestria por Adnet no disco permaneciam obscuros, pouco ouvidos. São belezas até então ocultas como A Santinha Lá da Serra (Moacir Santos e Vinicius de Moraes), linda música a que a voz solene de Mônica Salmaso dá feitio de oração. Orquestradas em tom clássico por Adnet, com o uso recorrente das cordas regidas por Claudio Cruz, as músicas ganham as vozes de solistas convidados como Dori Caymmi, Joyce Moreno, Sergio Santos e Tatiana Parra, além da citada Mônica Salmaso. Cantora de precisão técnica, Parra dá voz à faixa de abertura, Em Algum Lugar (Claudio Santoro e Vinicius de Moraes), e divide o Samba em Prelúdio (Baden Powell e Vinicius de Moraes) com Dori Caymmi, cujo canto adensa Lembre-se (Moacir Santos e Vinicius de Moraes). Joyce se sai melhor no samba Se Você Disser que Sim (Moacir Santos e Vinicius de Moraes) - cantado em dueto com Sergio Santos - do que em Triste de Quem (Moacir Santos e Vinicius de Moraes), tema em que a solista nem sempre a roça a intensidade emocional pedida pela faixa. Dentro dessa atmosfera clássica, Salmaso é a solista de melhor desempenho pela total adequação de seu canto ao universo moldado por Adnet. Ao entoar a Canção de Ninar meu Bem (Baden Powell e Vinicius de Moraes), Salmaso expõe qualidades vocais que justificam os elogios derramados de nomes como o compositor Edu Lobo. Ao fim, Canto de Xangô (Baden Powell e Vinicius de Moraes) - faixa em que a percussão de Armando Marçal se faz ouvir entre cordas e sopros - junta todos os solistas em fecho grandioso para este álbum fino, indicado somente para os fãs da música brasileira mais ortodoxa e tradicional.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Mario Adnet dá tom jazzístico ao cancioneiro de Jobim pela segunda vez
Em 2007, o violonista Mario Adnet deu tom jazzístico ao cancioneiro soberano de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) no aclamado CD Jobim Jazz. Quatro anos depois, o segundo volume do projeto, + Jobim Jazz, chega às lojas pela gravadora Biscoito Fino, seguindo a mesma trilha. Sem desfigurar as melodias e harmonias originais de Tom, Adnet abre espaço para o improviso em temas como Takatanga (tema do álbum Tide, de 1970), Mojave (do álbum Wave, de 1967), Boto (do álbum Urubu, de 1975) e Antigua (outro tema do álbum Wave). A seleção de Adnet - diretor musical e arranjador do projeto - inclui dois temas pouco ouvidos. O Homem é peça da Brasília - Sinfonia de Alvorada (1960). Já O Barbinha Branca - parceria de Jobim com Luiz Bonfá (1922 - 2001) - foi lançado em 1955 no álbum Luiz Bonfá. Para tocar Jobim no idioma livre do jazz, Adnet se cercou de músicos como o saxofonista Zé Canuto, o baterista Jurim Moreira, o guitarrista Ricardo Silveira e o baixista Jorge Helder. Dez!
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