Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sábado, 27 de junho de 2015

Em transição, Mariene experimenta tempos de delicadeza no show 'Lindeza'

Resenha de show
Título: Lindeza
Artista: Mariene de Castro (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 26 de junho de 2015
Cotação: * * * 1/2

Mariene de Castro está em processo de transição. Lindeza - show de entressafra, criado para manter a cantora em cena enquanto não se concretiza a gravação de seu terceiro projeto fonográfico audiovisual, previsto para ser registrado em Salvador (BA) no segundo semestre deste ano de  2015 - reflete esse momento transitório. É um show de formação inusitada na trajetória da cantora baiana nos palcos. Estão lá as percussões que sustentam os ritmos afro-brasileiros, mote do repertório original da intérprete. Mas está lá também um piano acústico, de cauda, tocado por Rafael Vernet. É somente com o toque do piano de Vernet que Mariene experimenta número de tom camerístico, entoando com correção Por causa de você (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1957), canção de arquitetura clássica que refina o clima sentimental dos temas folhetinescos típicos da década de 1950 sem perda da intensidade. Em Lindeza, Mariene se permite experimentar tempos de delicadeza, ainda que o santo baixe com alguma força na parte final do show, deixando a cantora em casa com suas saudações aos orixás. Mas não é essa Mariene efusiva, calorosa, que domina a cena, sobretudo na primeira metade de Lindeza. Já no primeiro número, Sinfonia da paz (Altay Veloso, 1991), fica evidente que a cantora baixou intencionalmente os tons. Opção estética confirmada na música seguinte, Flor de ir embora (Fátima Guedes, 1990), canção lançada por Maria Bethânia há 25 anos. De certa forma, os versos de Fátima Guedes simbolizam o momento e o movimento artístico esboçado por Mariene em seu último álbum de estúdio, Colheita (Universal Music, 2014). Sem romper radicalmente com os sons de sua terra, Mariene está sendo movida pelo desejo de correr o mundo (musical) afora, amadurecendo aos poucos. O show Lindeza poderia até esticado esse movimento. Seu bloco inicial supõe um roteiro mais surpreendente do que efetivamente é o repertório deste show em que Mariene revisita sucessos da cantora mineira Clara Nunes (1942 - 1983) - cuja obra abordou no CD e DVD Ser de luz - Homenagem a Clara Nunes (Universal Music, 2013) - e músicas de seus discos anteriores como Amuleto de sorte (Nelson Rufino, 2012) - cantado com gosto pela plateia - e o infalível Abre caminho (Roque Ferreira, J. Velloso e Mariene de Castro, 2004). O atrapalhamento da cantora com a letra de João Valentão (Dorival Caymmi, 1953) evidenciou sério momento de desconcentração da artista em número valorizado pelo floreio jazzy do baixo de Adalberto Miranda. Um medley com toadas e baiões da nação nordestina - partindo de Hora do adeus (Onildo de Almeida e Luiz Queiroga, 1966), lembrança do reinado de Luiz Gonzaga (1912 - 1989), e culminando com Assum preto (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950) - mostrou que Mariene, fora da seara do samba de sua terra, tem mais facilidade para dominar o idioma sentimental dessas canções, como Dono dos teus olhos (Humberto Teixeira, 1956), sem cair no drama. Lindamente vestida com figurinos de Cris Cordeiro, a cantora abriu espaço - na hora de trocar de vestido - para o inebriante solo de percussão (conduzido pelo berimbau) de Marco Lobo que culminou com afetiva citação de Ponta de areia (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974) em ponte que ligou Bahia a Minas Gerais do imortal poeta Fernando Brant (1946 - 2015). Música inédita que Mariene já vem cantando em shows, desde a temporada de Colheita, Eu quero ir com você confirma a inspiração da emergente compositora paraibana Flavia Wenceslau, de quem Mariene já gravara o maracatu Filha do mar no álbum Tabaroinha (Universal Music, 2012). A canção é tão simples quanto bela, evocando o repertório romântico do compositor pernambucano Dominguinhos (1941- 2013) e se insinuando como hit assim que for promovida (a cantora já gravou a música e vai lançá-la com clipe). Na sequência final, Mariene voltou a cair no samba de sua terra com a manemolência e a ginga que a tornaram uma das mais destacadas intérpretes do gênero. Show que não chega a delimitar de fato novo ciclo na carreira de Mariene de Castro,  Lindeza aduba o terreno para colheitas mundo afora.

sábado, 30 de maio de 2015

Primeiro (raro) álbum de Mariene de Castro, 'Abre caminho', vai ser reeditado

Obra-prima da discografia da cantora baiana Mariene de Castro, o álbum Abre caminho (Eldorado / Distribuidora Independente, 2005) - primeiro título da obra fonográfica da artista - vai ser reeditado pela gravadora Universal Music no segundo semestre deste ano de 2015. Gravado em Salvador (BA) em 2004, nos estúdios Palco Livre e WR, o álbum foi lançado com tiragem de mil cópias - que logo se esgotaram - e desde então se tornou um disco bem raro. Até então item de colecionador, Abre caminho é grande disco que apresentou um som voltado para o samba da Bahia, com fortes tons regionais. O compositor baiano Roque Ferreira assina - sozinho ou com parceiros como J. Velloso (coprodutor do disco produzido pela própria Mariene) - nada menos do que oito das 16 músicas do disco. Entre elas, Prece de pescador (Roque Ferreira e J. Velloso) - composição que mostra como Roque se tornou o único seguidor do compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008) - e o samba que dá nome ao CD, Abre caminho,  parceria com J. Velloso e com a própria Mariene. 

domingo, 29 de março de 2015

Mariene lança música inédita em clipe e prepara DVD a ser feito na Bahia

Canção de autoria de Flavia Wenceslau, compositora paraibana radicada em Salvador (BA), Eu quero ir com você é a próxima música de trabalho da cantora baiana Mariene de Castro. Inédita em disco, Eu quero ir com você vai ser promovida por Mariene através de clipe gravado em Imbassaí, no litoral da Bahia. Belíssima, a canção de Flavia Wenceslau - compositora presente no roteiro do atual show de Maria Bethânia com a também inédita Silêncio - ecoa influências da obra autoral do compositor pernambucano Dominguinhos (1941 - 2013). Simultaneamente com a divulgação da canção de Flavia, já incluída no roteiro de seu show Colheita, Mariene já prepara seu terceiro DVD. A gravação ao vivo vai ser realizada no segundo semestre deste ano de 2015 em Salvador (BA) em show agendado dentro da programação de reinauguração do Parque da Cidade Joventino Silva.

sábado, 3 de maio de 2014

Arlindo, Beth, Dudu e Mariene se juntam em turnê que vai virar CD e DVD

Pelo quarto ano consecutivo, o Prêmio da Música Brasileira vai ser desdobrado em um show itinerante que vai sair em turnê nacional que estreia em 15 e 16 de maio de 2014 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro - na cidade do Rio de Janeiro (RJ), sede da premiação - e cuja rota prevê apresentações em São Luís (MA) (em 20 de maio), Belém (PA) (em 22 de maio), Parauapebas (PA) (em 25 de maio), Belo Horizonte (MG) (em 28 de maio), Vitória (ES) (em 31 de maio) e Corumbá (MS) (em 3 de junho). Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Dudu Nobre e Mariene de Castro integram o elenco fixo do show roteirizado pelo empresário José Maurício Machline - criador do Prêmio da Música Brasileira - com consultoria de Beth. Homenagem ao samba, o show vai ser gravado ao vivo - já nas duas apresentações cariocas que iniciam a turnê - para dar origem a CD e DVD que serão editados no segundo semestre de 2014. Esse elenco fixo vai ter adesões diferentes em cada cidade. Nas apresentações que serão gravadas ao vivo no Rio, Angelique Kidjo, Beatriz Rabello, Péricles e Xande de Pilares vão se juntar a Arlindo, Beth, Dudu e Mariene ao longo do roteiro que prevê solos, duetos e números coletivos. Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola, 1970), Juízo final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, 1973) e O mar serenou (Candeia, 1975) são alguns sambas-hits incluídos no repertório.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Mariene abre outro caminho no show 'Colheita' sem anular a força da raiz afro

Resenha de show
Título: Colheita
Artista: Mariene de Castro (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 22 de março de 2014
Cotação: * * * *

♪ Mariene de Castro continua na roda, eventualmente até com prato e faca, como no momento em que dá sua voz calorosa a um pot-pourri de tradicionais sambas da sua terra. Herança de shows anteriores da artista baiana, o número com sambas de roda figura no roteiro do atual espetáculo da cantora - Colheita, fruto do homônimo disco lançado em fevereiro de 2014 - como uma lembrança de que Mariene de Castro ainda continua sendo Mariene de Castro após se abrigar sob a luz de Clara Nunes (1942 - 1983) em tributo que ampliou seu público na mesma medida que lhe rendeu críticas dos que ouviram e viram no CD e DVD Um ser de luz (2013) mero cover da mineira guerreira. Contudo, Colheita expõe em cena o sincretismo musical semeado pelo quinto disco de Mariene, conciliando o canto de forte carga-brasileira da fase inicial da artista - que deu seus primeiros passos fonográficos há dez anos com a edição do CD Abre caminho (2004) - com as tonalidades mais suaves e românticas do álbum recém-editado. Os três figurinos deixam entrever sensualidade sutil na atual estampa da intérprete. O cenário colorido de Gringo Cardia - com panos e painéis movimentados e exibidos de acordo com a necessidade de cada número - emoldura a mudança, deixando o palco clean para receber os efeitos da bela iluminação de Guilherme Bonfanti. O visual do show é leve e elegante como o canto adotado por Mariene em músicas como Retrato da vida (Dominguinhos e Djavan, 1998) - número que deixa a cantora a sós com o acordeom de Cícero Assis - e o samba-canção Só nos dois (Cartola, 1977), entoado pela cantora no toque luxuoso do bandolim de Hamilton de Holanda, convidado da estreia nacional de Colheita, show que debutou na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 22 de março de 2014. "Nasceu!!!", exultou a cantora no bis, dado com as músicas A pureza da flor (Arlindo Cruz, Jr. Dom e Babi, 2006), Conto de areia (Romildo Bastos e Toninho Nascimento, 1974), Coisinha do pai (Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila e Jorge Aragão, 1979) - homenagem à madrinha artística Beth Carvalho, convidada do Samba da benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966) - e Abre caminho (Roque Ferreira, Jota Velloso e Mariene de Castro, 2004). Para desbravar outras trilhas no caminho aberto no mercado a partir de sua contratação pela Universal Music, gravadora multinacional que sabe fazer girar a máquina da indústria do disco, a cantora também está caindo no samba à moda carioca. Me beija (Arlindo Neto, Marquinhos Nunes e Renato Moraes, 2014) exemplifica o sincretismo musical que une Rio e Bahia na rota da intérprete. Só que a identidade de Mariene - estrela radiante que já figura no primeiro time de cantoras da música brasileira - é tão forte que resiste. Quando as cortinas se abrem e a artista, ainda de costas para o público, canta o ponto de umbanda que introduz Oxossi (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro, 2004), um facho de luz envolve o ambiente tanto no sentido literal como no figurado. A luminosidade de Mariene em cena é intensa. Ela tem a força que vem da raiz, como diz o título do samba antigo de Roque Ferreira que somente este ano ganhou registro em disco em dueto de Mariene com Maria Bethânia. A ausência de Bethânia no show em nada tira a força desse samba enraizado nas tradições afro-brasileiras. Aliás, todas as músicas do CD Colheita ganham força adicional no show - como explicitam as cores vivas da Aquarela da Amazônia (Toninho Geraes e Toninho Nascimento), samba que exalta o Norte do Brasil na forma de um samba-enredo. Para quem prefere ver Mariene com um pé no terreiro, a segunda metade do show é festa para olhos e ouvidos. Os percussionistas André Souza, Fábio Cunha, Iuri Passos, Marcelo Pinho e Reinaldo Boaventura fazem ressoar os tambores, preparando o clima para a volta de Mariene à cena com exuberante figurino vermelho, cor que no Candomblé simboliza Iansã, orixá saudado em Tirilê (Roque Ferreira e Dunga, 2014), samba sagazmente alocado no roteiro ao lado de A deusa dos orixás (Romildo Bastos e Toninho Nascimento, 1975), herança do tributo a Clara. Ser de luz própria, Mariene de Castro faz nesse número uma dança que eletriza a plateia. Visualmente, a cena orquestrada pelo diretor Elisio Lopes Junior atinge seu pico de beleza nesse bloco, sobretudo em Ponto de Nanã (Roque Ferreira, 2007), número que culmina com a citação de Cordeiro de Nanã (Os Tincoãs, 1973) e no qual a presença do bailarino Denys Silva é fundamental para a exposição da beleza negra da música afro-brasileira. Show que flui com naturalidade, Colheita tem seu único ponto fraco nos textos ditos em cena pela cantora em tom artificial. Embora bem estruturado, o roteiro poderia expandir mais o repertório de Mariene. Uma ou duas músicas inéditas na voz da artista valorizariam o show, apagando a sensação de que vários números são herdados do espetáculo anterior Tabaroinha (2012). No mais, Mariene de Castro segue rota extremamente feliz. Com um pé na Bahia e outro no Rio de Janeiro, a artista continua abrindo caminho, sem anular completamente a força que vem da raiz da mãe África.

domingo, 23 de março de 2014

Roteiro do show 'Colheita' reflete o atual sincretismo musical de Mariene

Quinto álbum de Mariene de Castro, lançado em fevereiro de 2014 pela gravadora Universal Music, Colheita dá início a uma fase de sincretismo musical na carreira da cantora baiana. Sem deixar de dar voz ao samba de sua terra, a artista põe na roda o samba do Rio de Janeiro (RJ) - cidade na qual veio morar em 2012 - e experimenta tons mais suaves na interpretação de algumas músicas. Fruto do disco, o show Colheita tem roteiro que reflete o sincretismo que rege atualmente a obra de Mariene. A estreia nacional do do show aconteceu na noite de ontem, 22 de março de 2014, em apresentação na casa Vivo Rio, situada no Rio de Janeiro (RJ), a cidade que acolheu a artista há um ano e nove meses. A cantora priorizou as músicas do CD Colheita sem deixar de transitar pelo repertório de seus discos anteriores, rebobinando músicas dos shows Santo de casa (2010) e Tabaroinha (2012). Eis o roteiro seguido por Mariene de Castro - em foto de Rodrigo Amaral - em 22 de março de 2014, na casa Vivo Rio, na estreia nacional de Colheita, ótimo show que vai chegar a São Paulo (SP) em 27 de março:

1. Oxossi (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro, 2004)
2. A força que vem da raiz (Roque Ferreira, 2014)
3. Me beija (Arlindo Neto, Marquinhos Nunes e Renato Moraes, 2014)
4. Ilha de maré (Walmir Lima e Lupa, 1977)
5. Falsa baiana (Geraldo Pereira, 1944)
6. Amuleto de sorte (Nelson Rufino, 2012)
7. Mágoa (Roque Ferreira e Toninho Geraes, 2014)
8. O que é o amor (Arlindo Cruz, Fred Camacho e Maurição, 2007)
9. Impossível acreditar que perdi você (Márcio Greyck e Cobel, 1970)
10. Nós dois (Cartola, 1977) - com Hamilton de Holanda
11. Retrato da vida (Dominguinhos e Djavan, 1998)
12. Samba da benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966)
13. Tirilê (Roque Ferreira e Dunga, 2014)
14. A deusa dos orixás (Romildo Bastos e Toninho Nascimento, 1975)
15. Ponto de Nanã (Roque Ferreira, 2007) 
      - com citação de Cordeiro de Nanã (Tincoãs, 1973)
16. Prece de pescador (Roque Ferreira e Jota Velloso, 2004)
17. Raiz (Roberto Mendes e Jota Velloso, 1992)
18. Colheita (Nelson Rufino, 2014)
19. Balancê (Sara Tavares, 2005)
20. Pot-pourri de sambas de roda (temas de domínio público)
21. Aquarela da Amazônia (Toninho Geraes e Toninho Nascimento, 2014)
Bis:
22. A pureza da flor (Arlindo Cruz, Jr. Dom e Babi, 2006)
23. Conto de areia (Romildo Bastos e Toninho Nascimento, 1974)
24. Coisinha do pai (Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila e Jorge Aragão, 1979)
25. Abre caminho (Roque Ferreira, Jota Velloso e Mariene de Castro, 2004)

Mariene se veste com as cores (e as armas) de Iansã no show 'Colheita'

Na segunda ritualística metade de seu show Colheita, que teve sua estreia nacional no Rio de Janeiro (RJ) em 22 de março de 2014, Mariene de Castro está vestida com a cor (vermelho) que simboliza Iansã no Candomblé - como mostra a foto de Rodrigo Amaral. Não por acaso, ao voltar para o palco da casa Vivo Rio com tal figurino, a cantora baiana deu voz a Tirilê, samba de Dunga e Roque Ferreira que saúda a orixá. Primeira música divulgada do recém-lançado CD Colheita, Tirilê foi sagazmente linkada no roteiro com A deusa dos orixás (Romildo Bastos e Toninho Nascimento, 1975), sucesso da cantora mineira Clara Nunes (1942 - 1983), saudada por Mariene em seu anterior projeto fonográfico, Um ser de luz (2013). Ao longo do show, a cantora alterna três figurinos de sensualidade discreta, idealizados especialmente para o show.

Com Beth, Mariene pede benção a bambas na estreia do show 'Colheita'

Com Beth Carvalho, Mariene de Castro pediu benção a todos os bambas do samba na estreia nacional do show Colheita, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, 22 de março de 2014. Dois números após o sublime duo da cantora baiana com o bandolinista carioca Hamilton de Holanda no samba-canção Nós dois (Cartola, 1977), um painel do cenário de Gringo Cardia subiu e o público viu Beth Carvalho ao fundo do palco da casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). Sentada, a cantora carioca deu voz com Mariene ao Samba da benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966), tal como fizera no CD Colheita, lançado em fevereiro. Mais tarde, no bis, Beth voltou ao palco - de pé, como mostra  a foto de Rodrigo Amaral - mas não cantou. Foi saudada por Mariene, que lembrou o incentivo de sua madrinha artística quando decidiu vir morar na cidade do Rio de Janeiro, vinda de Minas Gerais - como Mariene ressaltou para o público - e não da Bahia, como se pensava. Na sequência, em homenagem a Beth (madrinha de sua filha Maria), Mariene puxou Coisinha do pai (Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila e Jorge Aragão), o samba que alavancou as vendas do álbum Beth Carvalho no pagode (RCA, 1979). 

Mariene recebe Hamilton para duo na estreia nacional do show 'Colheita'

O olhar embevecido de Mariene de Castro - captado na foto de Rodrigo Amaral - expressa a devoção da cantora baiana ao bandolim de Hamilton de Holanda. O músico carioca foi um dos convidados da estreia nacional de Colheita, show baseado no CD homônimo lançado em fevereiro de 2014 pela gravadora Universal Music. Tal como fez no quinto álbum de Mariene, Hamilton abrilhantou com o toque magistral de seu bandolim o samba-canção Nós dois, joia pouco conhecida do baú do compositor carioca Cartola (1908 - 1980). Iniciado com solo do músico, o número de voz-e-bandolim foi um dos mais aplaudidos do show feito pela cantora na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 22 de março de 2014. O dueto reiterou a afinação dos dois artistas em cena no show emoldurado com colorido cenário de Gringo Cardia.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Gravação ao vivo do 'Samba social clube' tem Beth, Leci, Mariene e Zeca

Beth Carvalho, Leci Brandão, Mariene de Castro - em foto de Adriano Fagundes - e Zeca Pagodinho figuram no elenco da próxima edição do CD e DVD Samba social clube ao vivo, a serem lançados no segundo semestre de 2014 pela gravadora Universal Music. Aberta ao público, a gravação ao vivo está agendada para 14 e 15 de março de 2014 na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro (RJ). O CD e DVD serão gravados sob a direção musical de Paulão Sete Cordas. No primeiro dia de gravação, o elenco é formado por Arlindo Cruz, Hamilton de Holanda, Mariene de Castro, Mumuzinho, Péricles, Serjão Loroza, Sombrinha, Xande de Pilares e Zeca Pagodinho. No segundo dia da gravação ao vivo, Almir Guineto, Beth Carvalho, Dudu Nobre, Jorge Aragão, Fundo de Quintal, Leci Brandão, Mart'nália, Moacyr Luz, Monarco, Nelson Sargento, Neguinho da Beija-Flor, Reinaldo e Teresa Cristina sobem ao palco do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Fruto de vivência carioca, 'Colheita' suaviza baianidade nagô de Mariene

Resenha de CD
Título: Colheita
Artista: Mariene de Castro
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * *

Fruto da vivência carioca de Mariene de Castro, cantora baiana que se radicou na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o álbum Colheita suaviza o canto e a baianidade nagô desta intérprete de voz radiante. É com maior leveza no canto - nítida na regravação da balada Impossível acreditar que perdi você (Márcio Greyck e Cobel, 1970) na cadência bonita do samba - que Mariene se equilibra na ponte Bahia-Rio de Janeiro neste disco formatado por Max Pierre, produtor associado a nomes como o cantor carioca Zeca Pagodinho. Não por acaso, Pagodinho participa do CD, cantando (no seu tom habitualmente informal, sem rigor estilístico) Colheita, o samba inédito do compositor baiano Nelson Rufino que dá nome ao CD e que foi gravado com arranjo valorizado pelo realejo de Rildo Hora. Colheita, o disco, insere Mariene de Castro no nobre quintal carioca. Escolhido para promover o disco nas rádios do Rio de Janeiro, o samba Me beija (Arlindo Neto, Marquinhos Nunes e Renato Moraes) é típico fruto desse quintal. Mesmo que o baiano Roque Ferreira seja o compositor mais recorrente no repertório, a cadência do disco pende para o samba do Rio de Janeiro por conta dos arranjos, assinados em sua maioria pelo pianista Júlio Teixeira, a sós ou em parceria com os músicos da banda de Mariene. Basta ouvir Mágoa - samba composto por Roque Ferreira em parceria com o mineiro Toninho Geraes - para perceber que a matriz luminosa do canto da mineira Clara Nunes (1942 - 1983) por vezes ainda guia a baiana em Colheita, revelando a influência do projeto Um ser de luz (Universal Music, 2013), tributo a Clara que ajudou a popularizar o nome de Mariene no ano em que o Brasil lembrou as três décadas da precoce saída de cena da Guerreira. Disco de samba, Colheita atenua a carga afro-brasileira do repertório de Mariene de Castro, ainda que uma esplendorosa gravação de Oxossi (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro, 2004) - feita com o violoncelo de Jaques Morelenbaum e citação de ponto do orixá que nomeia a composição - esteja alocada já na abertura do disco, lembrando a origem e a fé da cantora. Origem reiterada no majestoso dueto com Maria Bethânia em A força que vem da raiz, samba inédito (em disco) de Roque Ferreira, parceiro de Dunga em Tirilê, outra inédita música cheia de baianidade que também conecta Mariene ao seu universo original. Disco que recusa a tristeza, Colheita reafirma a fé de Mariene de Castro no samba, na vida e em dias melhores. Música da cantora e compositora portuguesa Sara Tavares, Balancê (2005) liga o quintal brasileiro à África, em especial no suingue da música de Cabo Verde. Um dos pontos mais altos do disco, o partido Eu carrego patuá - dos compositores cariocas Juninho Thybau, Alexandre Cacrinha e Flavinho Bento - explicita o sincretismo religioso e musical promovido em Colheita. Samba-canção pouco ouvido do compositor carioca Cartola (1908 - 1980), Nós dois (1977) é veículo para Mariene exercitar os tons mais suaves adotados no canto da grande maioria das 14 músicas do álbum. O bandolim virtuoso de Hamilton de Holanda adorna a faixa. Já O que é o amor (Arlindo Cruz, Fred Camacho e Maurição, 2007) soa dispensável no disco porque, embora o registro de Mariene seja bonito como o samba, a recente gravação de Maria Rita ainda está na memória do Brasil. Mais sagaz foi a lembrança da toada-canção Retrato da vida (1998), primeira parceria do pernambucano Dominguinhos (1941 - 2013) com o alagoano Djavan. Pontuada pelo acordeom de Cicinho de Assis, a gravação de Mariene leva a música para outra dimensão, beirando o sublime. E se o samba nasceu na Bahia, como defende o poeta Vinicius de Moraes (1913 - 1980) em verso do Samba da benção (1966), uma das obras-primas que compôs com Baden Powell (1937 - 2000), o samba também floresceu no solo do Rio de Janeiro. O que justifica a benção aos bambas cariocas pedida pela convidada Beth Carvalho na apropriada regravação do Samba da benção. Para Mariene de Castro, sempre foi melhor ser alegre do que triste. Colheita é disco de cores vivas, todas expostas na Aquarela da Amazônia, o sambão de Toninho Geraes e Toninho Nascimento que exalta o Norte do Brasil, fechando o disco no toque caloroso dos ritmistas da bateria da escola de samba carioca Portela. Mesmo sem o tom radiante de Tabaroinha (2012), grande disco produzido por Alê Siqueira, Colheita expõe os bons frutos colhidos por Mariene de Castro em sua vivência carioca.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Mariene revive balada tristonha de Greyck em seu quinto disco, 'Colheita'

Balada romântica que alavancou a carreira fonográfica de Márcio Greyck ao ser lançada pelo cantor e compositor mineiro em compacto editado em 1970 pela CBS, Impossível acreditar que perdi você - composição feita por Greyck em parceria com seu irmão Cobel - ganha a voz de Mariene de Castro. Destoante do estilo radiante da artista, a bela e tristonha canção é uma das 14 músicas do quinto CD da cantora baiana, Colheita, previsto para ser lançado pela gravadora Universal Music na segunda quinzena deste mês de fevereiro de 2014. No disco, Mariene também regrava o samba O que é o amor - parceria de Arlindo Cruz, Maurição e Fred Camacho lançada por Maria Rita no seu álbum Samba meu (2007) - e conta com o bandolim de Hamilton de Holanda em Nós dois (Cartola, 1977). O time de convidados inclui Beth Carvalho no Samba da benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966), Jaques Morelenbaum em Oxossi (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro, 2004) e em Aquarela da Amazônia (samba de Toninho Geraes e Toninho Nascimento, turbinado com o toque da bateria da escola de samba carioca Portela), Maria Bethânia em A força que vem da raiz (música de Roque Ferreira, inédita em disco) e Zeca Pagodinho (no inédito samba do baiano Nelson Rufino que batiza o CD, Colheita). Tirilê (Roque Ferreira e Dunga) é a faixa que promove no iTunes o CD em que Mariene também regrava Retrato da vida (1998) - parceria de Djavan com Dominguinhos (1941 - 2013), lançada pelo cantor e compositor alagoano no álbum Bicho solto - O XIII (Sony Music, 1998) - e Balancê (2005), a música da cantora e compositora portuguesa Sara Tavares.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mariene divulga no YouTube trecho de 'Tirilê', música de seu quinto disco

Parceria do compositor baiano Roque Ferreira com Dunga, o samba Tirilê é a primeira música divulgada do quinto disco de Mariene de Castro. A cantora baiana anunciou a disponibilização de trecho da faixa no YouTube. Nas lojas em breve, em edição da Universal Music, o terceiro álbum de estúdio de Mariene - gravado no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro (RJ) - tem participação de Beth Carvalho na regravação do Samba da benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966), de Maria Bethânia em A força que vem da raiz (outra música de Roque Ferreira, inédita em disco) e de Zeca Pagodinho em Colheita (samba inédito de Nelson Rufino).

Tirilê
(Dunga / Roque Ferreira)


A lua na beira do meu chapéu
Cintila na pedra do meu anel
Toda dor pra mim é mel (A lua)

A lua na beira do meu chapéu
Cintila na pedra do meu anel
Toda dor pra mim é mel

A guerreira se enxágua
No fundo do olho d’água
Onde a lua serenou
Lá no coração da mata
Onde a lua se exalta
Tudo cala com seu grito
Ela bebe de beber
E manda a banda bater
O seu batuque bonito
Tirilê, tirilê, eô 
Tirilê, tirilê, eô
Tirilê, tirilê, eô
Tirilê, relampejô

sábado, 25 de janeiro de 2014

No seu quinto CD, Mariene cai no 'Samba da benção' em dueto com Beth

Incentivadora da carreira de Mariene de Castro, Beth Carvalho integra o time de convidados do quinto disco da cantora baiana. A artista carioca cai com Mariene no Samba da benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966). Além de Beth, Mariene canta com Maria Bethânia (A força que vem da raiz, de Roque Ferreira) e com Zeca Pagodinho (Colheita, samba de Nelson Rufino). O álbum de Mariene foi gravado no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro (RJ).

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Mariene grava música de Roque Ferreira com Bethânia em seu quinto CD

Enquanto aprontava no estúdio da gravadora Biscoito Fino seu próximo disco, concluído em dezembro de 2013, Maria Bethânia arrumou tempo para gravar participação no quinto CD da cantora Mariene de Castro. As baianas - vistas em foto de Bruno Pettinelli - unem vozes em música de Roque Ferreira, A força que vem da raiz, que já batizou show feito por Mariene na Bahia, nos anos 2000, com Jota Veloso e o próprio Roque Ferreira. Além de Bethânia, Mariene conta com Zeca Pagodinho no álbum que vai lançar via Universal Music. O cantor e compositor carioca pôs voz com Mariene em samba inédito do compositor baiano Nelson Rufino, Colheita.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Mariene colhe samba inédito de Rufino ao gravar no Rio seu quinto álbum

Pelo visto, um samba inédito de Nelson Rufino já virou amuleto para Mariene de Castro. Dois anos após promover seu álbum Tabaroinha (Universal Music, 2012) com samba inédito do compositor baiano, Amuleto de sorte, a cantora baiana prepara no Rio de Janeiro (RJ) seu quinto disco - o terceiro CD gravado em estúdio - com outra composição inédita de Rufino, Colheita. Mariene gravou o samba Colheita em dueto com Zeca Pagodinho, cantor carioca que já deu voz a outros sambas do compositor baiano, com destaque para Verdade (Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996), um dos maiores sucessos de Zeca. Ainda em fase de produção, o quinto CD de Mariene de Castro vai ser lançado neste ano de 2014 através da Universal Music.

sábado, 22 de junho de 2013

Fernanda, Mariene, Teló e Vercillo gravam músicas do 'Barzinho - Novela 80'

♪ Samba de Ivan Lins e Vítor Martins, lançado na voz da cantora Simone em gravação feita para a trilha sonora da novela Água viva (TV Globo, 1980), Desesperar jamais ganhou a voz de outra cantora baiana, Mariene de Castro, no segundo e último dia de gravação do projeto Um barzinho, um violão - Novelas anos 80. Mariene - que também deu voz à toada De volta pro aconchego (Dominguinhos e Nando Cardel, 1985 - novela Roque Santeiro) - integrou o time de 11 intérpretes que passaram pelo palco armado em salão do Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 18 de junho de 2013. Fernanda Abreu, Jorge Vercillo e Michel Teló - vistos em fotos de Vera Donato - também reviveram músicas propagadas em novelas dos anos 80, em sintonia com o conceito da quinta edição do projeto Um barzinho, um violão, idealizado pelo produtor Max Pierre. Na companhia de Eugênio Dale e Fernandinho Beat Box, Fernanda Abreu regravou Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979 - novela Água viva) e Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero - novela Vereda tropical). Jorge Vercillo deu voz a Luiza (Tom Jobim, 1981 - novela Brilhante) e a Papel Machê (João Bosco e José Carlos Capinam, 1984 - novela Corpo a corpo). Já Michel Teló registrou Anjo (Dalto, Cláudio Rabello e Renato Correa, 1983 - novela Guerra dos sexos) e Faltando um pedaço (Djavan, 1981 - novela Sétimo sentido) enquanto Thiaguinho regravou Dona (Luiz Carlos Sá & Guarabyra, 1985 - novela Roque Santeiro) e Bye bye, tristeza (Marcos Valle e Carlos Colla, 1988 - novela Que rei sou eu?). Aposta da gravadora Universal Music no segmento do samba, Mumuzinho pôs na roda Judia de mim (Wilson Moreira e Zeca Pagodinho, 1986 - novela Hipertensão) e Enredo do meu samba (Jorge Aragão e Ivone Lara, 1984 - novela Partido alto). Vocalista e principal compositor do Grupo Revelação, Xande de Pilares gravou Malandro sou eu (Arlindo Cruz, Franco e Sombrinha, 1985 - novela Roque Santeiro) e Deixa eu te amar (Mauro Silva, Camillo e Agepê, 1984 - novela Vereda tropical). Por sua vez, o cantor e compositor mineiro Vander Lee saiu de seu território autoral para interpretar As vitrines (Chico Buarque, 1982 - novela Sétimo sentido) e Por causa de você (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1957 - série Anos dourados). Marina Elali deu voz a Certas coisas (Lulu Santos e Nelson Motta, 1984 - novela Vereda tropical) e a Um dia, um adeus (Guilherme Arantes, 1987 - novela Mandala). Por fim, Alex Cohen gravou Perigo (Nico Rezende e Paulinho Lima, 1986 - novela Selva de pedra) e Você é linda (Caetano Veloso, 1983 - novela Eu prometo). Escalada para gravar no segundo dia, Daniela Mercury alegou imprevisto e desmarcou a gravação. O CD e DVD Um barzinho, um violão - Novelas anos 80 serão lançados pelo selo ZecaPagodiscos, do cantor Zeca Pagodinho, com distribuição da Universal Music (gravadora da qual Zeca é contratado). O primeiro volume do projeto tem a edição programada para o segundo semestre deste ano de 2013. Já o segundo volume vai chegar às lojas (somente) em 2014.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Cantores regravam hits de novelas dos anos 80 na 5ª edição do 'Barzinho'

Mariene de Castro (foto) é um dos 22  nomes confirmados na gravação da quinta edição do projeto Um barzinho, um violão, idealizado pelo produtor Max Pierre. A gravação ao vivo dos dois volumes do CD/DVD do quinto título da série - dedicado aos temas de novelas dos anos 80 - está agendada para 17 e 18 de junho de 2013, no Rio de Janeiro (RJ), em evento restrito a convidados. Cada cantor vai dar voz a duas músicas. Os CDs e DVDs serão editados pelo selo ZecaPagodiscos, com a distribuição da gravadora Universal Music. O primeiro volume já tem lançamento previsto para setembro de 2013. O segundo vai chegar às lojas somente em 2014. O repertório selecionado para o projeto Um barzinho, um violão - Novelas anos 80 inclui hits como Brasil (Cazuza, George Israel e Nilo Romero), É (Gonzaguinha), Enredo do meu samba (Dona Ivone Lara e Jorge Aragão), Luiza (Tom Jobim), Menino do Rio (Caetano Veloso) e Oceano (Djavan), entre outros temas. Eis, por data, os 22 cantores escalados para a gravação:

17 de junho de 2013:
1. Paula Fernandes
2. Ivete Sangalo
3. Alexandre Pires
4. Chitãozinho & Xororó
5. José Augusto
6. Sandy
7. Zeca Pagodinho
8. Guilherme Arantes
9. Ellen Oléria
10. Toni Garrido
11. Liah Soares


18 de junho de 2013:
1. Xande de Pilares
2. Michel Teló
3. Thiaguinho
4. Jorge Vercillo
5. Mariene de Castro
6. Daniela Mercury
7. Mumuzinho
8. Marina Elali
9. Fernanda Abreu
10. Vander Lee
11. Luiza Possi

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Mariene se distancia de Clara ao mixar bem 'Ser de luz' com 'Tabaroinha'

Resenha de show
Título: Ser de luz
Artista: Mariene de Castro (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 6 de junho de 2013
Cotação: * * * *

Levada a prestar um tributo a Clara Nunes (1942 - 1983) no auge do sucesso de seu disco e show Tabaroinha (2012), para registro de CD e DVD editados neste ano em que o Brasil celebra a cantora mineira por conta dos 30 anos de sua saída de cena, Mariene de Castro está conseguindo conciliar no palco os dois trabalhos de forma iluminada. Ser de luz - o show da turnê que teve sua estreia nacional em São Paulo (SP) em 30 de março e, após passar por Portugal e Salvador (BA), chegou ao Rio de Janeiro (RJ) em 6 de junho em consagradora apresentação na casa Vivo Rio - não é o mesmo show gravado pela cantora baiana em 9 de outubro de 2012 no Espaço Tom Jobim (RJ). Em vez de cantar somente o repertório de Clara, para depois dar sua voz calorosa a algumas músicas de seu próprio cancioneiro, Mariene apresenta mix azeitado dos dois trabalhos. A espinha dorsal do roteiro é o tributo a Clara, mas, ao encadear músicas como Oxossi (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro, 2004) e A deusa dos orixás (Romildo Bastos e Toninho Nascimento, 1975), Mariene explicita o parentesco natural que existe entre seu repertório e o de Clara, unidos pelos signos afro-brasileiros e por vivaz brasilidade que cai bem na voz incendiária da baiana. Ao aproximar os dois repertórios, a baiana se distancia mais da matriz da mineira guerreira e afirma sua própria personalidade. Mariene está cantando Clara como Mariene, com a ajuda do toque nordestino do acordeom de Cícero Assis (mais nítido no CD, pois a percussão se faz ouvir com mais força em cena). De todo modo, Mariene irradia tanto calor no palco que a participação de Diogo Nogueira resultou dispensável. Com sua voz de trovão, Mariene já faz o santo baixar em casa grande. O show na casa Vivo Rio reiterou o momento de consagração nacional da baiana guerreira, cantora de luz.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Mariene dá voz aos Brasis, hits, sons e credos de Clara com naturalidade

Resenha de CD e DVD
Título: Ser de luz - Uma homenagem a Clara Nunes
Artista: Mariene de Castro
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * *

Diz Mariene de Castro, em texto escrito para o encarte do CD e DVD Ser de luz - Uma homenagem a Clara Nunes, que se sente feliz por cantar os Brasis, os sons e os credos da cantora mineira, morta há 30 anos, em 2 de abril de 2013. A bem da verdade, a cantora baiana sempre cantou os sons e os credos afro-brasileiros propagados na voz emblemática de Clara Nunes (1942 - 1983) entre 1971 e 1982, período áureo da discografia da artista. Por isso, o repertório da Guerreira caiu tão bem na voz de Mariene. A conexão soa totalmente natural em temas como Ijexá (Edil Pacheco, 1982). Mesmo assim, Ser de luz resulta menos caloroso no DVD do que no palco do Espaço Tom Jobim, o teatro do Rio de Janeiro (RJ) em que o show em tributo a Clara foi gravado em 9 de outubro de 2012. Mariene de Castro é intérprete calorosa, domina o palco com radiante presença cênica, mas parte desse calor se dissipou na captação ruim de áudio e imagem. Ainda assim, o tributo soa sincero, honesto, como sinaliza o incontido choro da artista em Um ser de luz (João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, 1983), faixa exclusiva do DVD (assim como as demais músicas do show Tabaroinha). O toque do acordeom de Cicinho Assis põe leve tempero nordestino em sambas como Coisa da antiga (Wilson Moreira e Nei Lopes, 1977) - gravado em dueto com um protocolar Zeca Pagodinho - e Menino Deus (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, 1974) sem diluir a reverência da produção musical de Alceu Maia aos (imbatíveis) registros originais de Clara Nunes. Mesmo assim, por ter luz própria, Mariene escapa da armadilha de ser mero clone da artista que celebra com sua verdade. Sua personalidade está perceptível nas saudações pessoais que embute no discurso de Guerreira (João Nogueira e Paulo César Pinheiro, 1978), para citar somente um exemplo. Há total identificação com o universo do repertório - vale repetir. Com exceção do samba-enredo Portela na avenida (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, 1981), todas as músicas do cancioneiro de Clara cantadas por Mariene transitam pelo universo do repertório da cantora baiana, voltado para os sambas de temática afro-brasileira e com alguns temas forrozeiros que encontram eco em Feira de mangaio (Sivuca e Glória Gadelha, 1977), sucesso de Clara em 1979. Por isso mesmo, a seleção das 16 músicas soa bem preguiçosa. Por prováveis razões comerciais, o CD/DVD Ser de luz - Uma homenagem a Clara Nunes prioriza somente os hits da Guerreira. Há joias escondidas na discografia de Clara que poderiam resultar mais impactantes do que os registros de músicas como A deusa dos orixás (Romildo Bastos e Toninho Nascimento, 1975) e O mar serenou (Candeia, 1975). Tanto que, no quesito interpretação, o único número realmente surpreendente do DVD é Coração leviano (Paulinho da Viola, 1977) porque, nele, Mariene se dissocia por completo da luminosa matriz. O majestoso samba bate em compasso cadenciado num tom seco e levemente interiorizado que condiz com a melancolia dos versos de Paulinho. Enfim, Mariene de Castro é das melhores cantoras projetadas nos anos 2000. Seus shows são incandescentes. Por isso mesmo, o DVD resultante da calorosa gravação do show em tributo a Clara Nunes não irradia toda a luz dessa baiana boa que gosta de samba e da roda. Baiana hábil ao recontar o conto de areia de Clara.