Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Carlos Lyra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carlos Lyra. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Gudin grava parcerias com Toquinho, Ivan Lins e Lyra para álbum de inéditas

A foto acima, de Joana Gudin, flagra Eduardo Gudin com Toquinho em estúdio de São Paulo (SP). Sem lançar disco de inéditas desde 2006, ano em que  editou pela gravadora Dabliú o álbum Um jeito de fazer samba, Gudin - que completa 64 anos hoje, 14 de outubro de 2014 - está em estúdio gravando CD com repertório inédito. Neste disco, previsto para ser lançado no começo de 2015 pela Dabliú em parceria com a Realejo Produções, o cantor e compositor paulistano registra parcerias com Toquinho, Carlos Lyra, Ivan Lins, Paulinho da Viola, Paulo César Pinheiro, Fátima Guedes, Carlinhos Vergueiro, J.C. Costa Netto e Theo de Barros. O repertório inclui música em homenagem de Gudin ao cantor, compositor e violonista Paulinho Nogueira (1929 - 2003). A canção em tributo a Paulinho Nogueira, intitulada De todo meu violão, foi composta por Gudin em parceria com Maurício Sant'Anna (integrante da nova formação do conjunto paulistano Notícias Dum Brasil).

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Salmaso canta as 'gracinhas' e 'cacetadas' de Vinicius com Ary, Tom e Lyra

"Esse show é assim: tem uma gracinha e uma cacetada". Com esse comentário maroto, Mônica Salmaso conceituou com precisão as modulações do roteiro do show em que celebra o compositor e poeta carioca Vinicius de Moraes (1913 - 1980) na companhia dos músicos Nelson Ayres (piano) e Teco Cardoso (saxofone e flauta). Idealizado há dois anos para ser apresentado em Belo Horizonte (MG) em dezembro de 2012, a convite do projeto Compositores.BR, o show 100 Vinicius voltou à capital mineira em outubro de 2013 - mês em que o Brasil festejou o centenário de nascimento de Vinicius de Moraes - e depois percorreu cidades como Brasília (DF) e Curitiba (PR) antes de estrear no Rio de Janeiro (RJ), em apresentações que lotaram o Teatro Rival em 25 e 26 de julho de 2014. Na estreia nacional de 2012, o roteiro do show tirava o foco das parcerias do poeta compositor com Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) e Baden Powell (1937 - 2000), pois ambas já eram abordadas em outros eventos do projeto Compositores.BR. Mas o roteiro atual - apresentado pela primeira vez pela cantora em outubro de 2013 - já põe Jobim no seu devido lugar de destaque na obra de Vinicius. Já os afro-sambas - abordados por Salmaso em seu primeiro álbum, de 1995 - foram excluídos pelo fato de dependerem do violão, instrumento ausente na formação camerística do show. A mesma formação, aliás, utilizada por Salmaso no recital Alma lírica brasileira (2010), perpetuado em CD e DVD. Em contrapartida, a cantora dá sua voz precisa a gracinhas e a cacetadas feitas por Vinicius com parceiros como Ary Barroso (1903 - 1964), Carlos Lyra, Chico Buarque, Francis Hime e Paulo Soledade (1919 - 1999). Eis o belo roteiro seguido por Mônica Salmaso - em foto de Rodrigo Goffredo - na apresentação de seu show (rebatizado Homenagem a Vinicius de Moraes),  realizada em 26 de julho de 2014,  no Teatro Rival,  no Rio de Janeiro  (RJ):

1. Chora coração (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1973)
2. A casa (Vinicius de Moraes, 1980)
3. Estrada branca (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)  
4. Rancho das namoradas (Ary Barroso e Vinicius de Moraes, 1962)
5. Coisa mais linda (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1961)
6. Maria Moita (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1964)
7. Insensatez (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1961) 
8. Olha, Maria (Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, 1970) 
9. Modinha (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958) 
10. São Francisco (Paulo Soledade e Vinicius de Moraes, 1956)
11. Sabe você (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1964)
12. Pau de arara (Comedor de gilete) (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1964) 
13. Sem mais adeus (Francis Hime e Vinicius de Moraes, 1963)
14. Odeon (Ernesto Nazareth, 1909, com letra póstuma de Vinicius de Moraes, 1968)
15. Derradeira primavera (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962)
16. Frevo de Orfeu (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959)  
Bis:
17. Valsinha (Chico Buarque e Vinicius de Moraes, 1971)
18. Trem das onze (Adoniran Barbosa, 1964)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

No Olho da Rua foca samba-jazz em CD em que toca Alf, Eça, Lyra e Tom

Não é por um mero preciosismo estilístico que a capa carioca do álbum Samba-jazz 40º evoca intencionalmente o design das capas criadas pelo artista gráfico César Villela para LPs editados pela gravador Elenco nos anos 1960. Afinal, o som deste CD do grupo carioca No Olho da Rua - recém-lançado pela gravadora Rob Digital - foca o samba-jazz, gênero derivado da Bossa Nova e nascido na efervescência das boates e becos da década de 1960. A ideia do disco conceitual foi do jornalista e escritor Ruy Castro, responsável pela fina seleção do repertório. Eduardo Henrique (piano), Gustavo Schnaider (bateria), Nito Lima (violão e guitarra), Paulo Rego (saxofones e flauta) e Rodrigo Ferreira (baixos acústico e elétrico) tocam temas como Alegria de viver (Luiz Eça e Fernanda Quinderé), Eu e a brisa (Johnny Alf), Os grilos (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), Samba do carioca (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes) e The red blouse (Antonio Carlos Jobim). O quinteto traz as músicas para o estilo do samba-jazz neste álbum que concilia diferentes graus de temperatura. Com onze faixas, o CD Samba-jazz 40º culmina com medley de músicas do repertório do cantor catarinense Orlandivo, mestre do sambalanço.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Em gravação ao vivo, Wanda dá voz à primeira parceria de Donato e Lyra

Primeira parceria de João Donato com Carlos Lyra, Pra sempre ganhou a voz de Wanda Sá na gravação do show feito pela cantora no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, 19 de novembro de 2013. Donato e Lyra participaram da gravação ao vivo, que vai dar origem a CD e a DVD a serem editados em 2014 pela gravadora Biscoito Fino em parceria com o Canal Brasil. Wanda Sá - vista na gravação em fotos de Cristina Granato - também recebeu em cena o cantor e compositor carioca Marcos Valle, que se juntou ao time de convidados do registro da apresentação, derivada do show Isso é bossa nova, isso é muito natural..., com o qual Wanda Sá percorre o Brasil desde 2012 cantando sucessos da Bossa Nova. A intenção é lançar o CD e o DVD - que também vão festejar os 50 anos de carreira fonográfica de Wanda Sá, iniciada em 1964 com a edição do LP Vagamente, produzido por Roberto Menescal - em 11 de julho de 2014, data em que a cantora completa 70 anos de vida. Além do show, o DVD vai exibir números gravados em estúdio em outubro com convidados como o cantor carioca Bena Lobo (filho da artista) e a cantora norte-americana Jane Monheit.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Wanda vai receber Dori e Lyra em gravação que festeja 50 anos de bossa

Carlos Lyra e Dori Caymmi confirmaram participação na gravação ao vivo do show Isso é bossa nova, isso é muito natural..., apresentado desde 2012 pela cantora paulista (mas de criação carioca) Wanda Sá. O Canal Brasil agendou a gravação para 19 de novembro de 2013, em apresentação do show no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ).  O DVD e o CD ao vivo resultantes da gravação vão ser lançados em 2014, em edição da gravadora Biscoito Fino, para festejar os 70 anos de vida e os 50 de carreira de Wanda Sá. O show reúne hits da Bossa Nova.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dois álbuns com os tons de Carlos Lyra nos anos 70 voltam ao catálogo

O nome de Carlos Lyra vai estar para sempre associado ao magistral repertório que compôs no rastro do nascimento da Bossa Nova. Contudo, o cantor e compositor carioca tentou ir além da bossa ao longo dos anos 70. Dois raros títulos da discografia de Lyra nessa década - até então nunca lançados em formato digital - ganham suas primeiras edições em CD em box da série Tons, da Universal Music. A caixa Dois Tons de Carlos Lyra embala os álbuns ...E no Entanto É Preciso Cantar (1971) e Eu & Elas... (1972). No disco de 1971, produzido por Menescal com arranjos de Théo de Barros, o artista até revisita sucessos marcantes de sua fase bossa-novista, mas lança inéditas - como Até Parece e Lenda do Rio Vermelho - e abre parceria com Chico Buarque, coautor e convidado de Essa Passou, cujo título alude à castradora censura da época. Já Eu & Elas... passa no título a impressão errônea de ser álbum de duetos com vozes femininas, mas, a rigor, elas são Kate Lyra (mulher e parceira de Lyra em Nothing Night) e a então recém-nascida Kay Lyra, filha do casal. No disco, produzido pelo compositor Paulinho Tapajós com arranjos de Hugo Bellard, Lyra dá voz a inéditos temas autorais como Entrudo (nova parceria com o cineasta Ruy Guerra), O Amor Mais TristeAntes do Tempo e Despedida.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Série de reedições da Universal Music traz raros álbuns de Maysa e Lyra

Um dos títulos mais raros da discografia da cantora paulista Maysa (1936 - 1977), o álbum Ando Só Numa Multidão de Amores - lançado em 1970 pela gravadora Philips - ganha reedição produzida por Rodrigo Faour dentro de série de relançamentos ...Tons de..., arquitetada pela Universal Music. Com faixas-bônus como Nosso Caminho (Fred Falcão e Arnoldo Medeiros, fonograma de 1970, extraído da trilha sonora da novela Irmãos Coragem) e História de Amor (versão em português do tema do filme Love Story, gravada em compacto de 1971), Ando Só Numa Multidão de Amores vai voltar ao catálogo agregado ao álbum Maysa (Elenco, 1964) em box intitulado Dois Tons de Maysa. Além de box com três álbuns de Fafá de Belém dos anos 70, reeditados sob produção de Thiago Marques Luiz, a coleção inclui em sua fornada inicial álbuns do cantor e compositor carioca Carlos Lyra (...E no Entanto É Preciso Cantar e Eu & Elas..., lançados em 1971 e 1972, ambos inéditos em CD). Dependendo do resultado comercial destas reedições iniciais, outros títulos do vasto catálogo da Universal Music - de outros artistas como Alcione e Emílio Santiago - poderão vir a ser relançados ao longo de 2013.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Álbum lançado por Carlos Lyra em 1974 ganha primeira reedição em CD

Em 1954, Carlos Lyra deu o pontapé inicial em sua obra autoral ao compor a canção Quando Chegares. Vinte anos depois, em 1974, o cantor e compositor carioca - expoente da segunda engajada geração da Bossa Nova ao lado de colegas contemporâneos como Marcos Valle - reviveu Quando Chegares no álbum Carlos Lyra, o primeiro dos dois LPs lançados por Lyra na extinta gravadora Continental na primeira metade dos anos 70 (o segundo, Herói do Medo, foi lançado em 1975 após a liberação da censura). Até então inédito em formato digital, Carlos Lyra - 11º título da discografia oficial do artista - ganha sua primeira reedição em CD neste mês de setembro de 2012 dentro da Série Discobertas, produzida por Marcelo Fróes para a Warner Music (gravadora detentora do acervo da Continental). Produzido pelo próprio Lyra com Hugo Bellard, o álbum Carlos Lyra apresentou músicas autorais como Lanterna, Só Mesmo Por Amor e Amar É Viver, além de trazer regravação de Feio Não É Bonito, parceria de Lyra com o ator, dramaturgo e compositor Gianfrancesco Guarnieri (1934 - 2006). Carlos Lyra foi o terceiro disco feito pelo artista após regressar ao Brasil, vindo do México, país onde fixara residência entre 1966 e 1971. Após estes dois discos feitos na Continental, ambos de repercussão limitada, Lyra foi viver um tempo em Los Angeles (EUA) até regressar ao Brasil para viver dos sucessos da Bossa Nova, gênero que ele ajudou a propagar no Brasil e no mundo.

domingo, 3 de abril de 2011

CD 'Bruta Flor' une versos de Morais às músicas de Lyra, Sueli, Ná e Krieger

 O cantor, compositor, ator e poeta paraibano André Morais debuta no mercado fonográfico com o CD Bruta Flor. Baseado no homônimo espetáculo teatral, um monólogo de natureza musical, Bruta Flor une os versos de Morais às músicas de nomes como Carlos Lyra (Lua-me), Ceumar (Pequenas Epifanias, tema gravado com a participação de Ceumar), Ná Ozzetti (Canção Meretriz, com a participação da própria Ná), Chico César (Seio), Sueli Costa (De Corpo Aberto) e Edu Krieger (Desprimavera). Tetê Espíndola participa da regravação de Ave Maria (Bach e Gounod). Já a voz de Mônica Salmaso é ouvida n'O Canto do Cisne Negro (Heitor Villa-Lobos), faixa que inclui poema de Charles Baudelaire (1821 - 1867). Âmago, Leve e Do Amor são outros temas do CD independente, cuja capa (foto) reproduz a delicada obra Santa, do artista plástico Dyógenes Chaves, da Paraíba.