Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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terça-feira, 14 de julho de 2015

Targino cai no choro, tango e na bossa em disco pontuado por Dominguinhos

Embora Targino Gondim ainda esteja associado ao único grande sucesso de sua obra autoral, Esperando na janela (Targino Gondim, Manuca Almeida e Raimundinho do Acordeom), música lançada em 2000 na voz do cantor baiano Gilberto Gil, o cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano continua expandindo sua discografia. Seu atual lançamento fonográfico é o CD Chorando mais eu (Independente), no qual envereda por ritmos como choro e tango sem sair do universo da música nordestina. Instrumental, o disco é pontuado pela lembrança da música e da figura do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano Dominguinhos (1941 - 2013), de quem Targin toca Princesinha do choro (Dominguinhos, 1995), Lamento sertanejo (Dominguinhos e Gilberto Gil, 1973) - toada ouvida em gravação feita com o Quinteto Sinfônico da Bahia - e Um pé no asfalto, outro na buraqueira (Domiguinhos, 1990), tema gravado no disco com Oswaldinho do Acordeom. Entre saudações ao seu mestre, como Um xote pra neném (Targino Gondim) e Salve, Dominguinhos (Tadeu Gouveia), Gondim cai no choro Delicado (Waldir Azevedo, 1950) e persegue o passo do tango Adiós nonino (Astor Piazzolla, 1959), entrando com sua sanfona até na moderna onda da bossa-novista Wave (Antonio Carlos Jobim, 1967), ao lado do colega conterrâneo Cezzinha.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Documentário árido e emotivo sobre Dominguinhos é eternizado em DVD

 Sucesso de crítica quando estreou nos cinemas em 2014, o documentário Dominguinhos ganha edição em DVD posto nas lojas neste mês de fevereiro de 2015. Dirigido por Mariana Aydar, Eduardo Nazarian e Joaquim Castro, o filme reconta a saga do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano José Domingos de Morais (Garanhuns - PE, 12 de fevereiro de 1941 / São Paulo - SP, 23 de julho de 2013) no tom árido do sertão, porém com uma janela aberta para a emoção. Clique aqui para (re)ler a resenha do filme, narrado na primeira pessoa pelo próprio Dominguinhos.

domingo, 22 de junho de 2014

Elba grava Dominguinhos com Ferragutti em CD produzido por Luã e Yuri

 Parceria de Dominguinhos (1941 - 2013) com sua então companheira Anastácia, Contrato de separação - canção lançada por Nana Caymmi em álbum de 1979 - ganha a voz de Elba Ramalho. Em CD feito no Rio de Janeiro (RJ), sob produção de Luã Mattar e Yuri Queiroga, a cantora paraibana regravou a (bela) música com o toque do acordeom de Toninho Ferragutti.

sábado, 26 de abril de 2014

'Sentença' puxa DVD e CD ao vivo em que Alcione celebra Dominguinhos

Já à venda no iTunes, o single digital Sentença (Claudemir, Ricardo Moraes e Serginho Meriti) anuncia a chegada ao mercado fonográfico, em maio de 2014, do CD e DVD Eterna alegria ao vivo, de Alcione. Por seu tom romântico, a música foi escolhida para promover o registro audiovisual do show Eterna alegria, que estreou no Rio de Janeiro (RJ) em 21 de junho de 2013 e que foi captado ao vivo em apresentação feita na casa Barra Music, na mesma cidade do Rio de Janeiro, na madrugada de 22 de novembro de 2013. Em Eterna alegria ao vivo, a Marrom rebobina músicas do álbum de estúdio de 2013, faz Romaria (Renato Teixeira, 1977) com a dupla sertaneja Victor & Leo e dá voz a duas composições de Dominguinhos (1941 - 2013) lançadas em 1979, Quem me levará sou eu (Dominguinhos e Manduka) e Contrato de separação (Domiguinhos e Anastácia), unidas em medley no show. O CD e DVD Eterna alegria ao vivo vão sair em edição da Marrom Music, mas com distribuição da gravadora Biscoito Fino.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Com emoção, filme conta saga de Dominguinhos no tom árido do sertão

Resenha de documentário musical
Título: Dominguinhos
Direção: Joaquim Castro, Eduardo Nazarian, Mariana Aydar
Idealização e direção musical: Eduardo Nazarian, Mariana Aydar e Duani
Roteiro: Di Moretti
Cotação: * * * *
Estreia nos cinemas prevista para maio de 2014

Um pião a rodar na terra seca do sertão é a primeira imagem de Dominguinhos, tocante documentário que reconta a saga do cantor, compositor e sanfoneiro José Domingos de Morais (Garanhuns - PE, 12 de fevereiro de 1941 - São Paulo - SP, 23 de julho de 2013). Por Dominguinhos ter sido de lá do sertão, do interior do mato, Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar - diretores do filme exibido na 19ª edição do festival de documentários É tudo verdade antes de entrar em circuito nos cinemas em estreia prevista para maio de 2014 - acertam ao focar a história de Seu Domingos no tom árido da caatinga. Mas tal aridez, que remete à estética do filme Vidas secas (Nelson Pereira dos Santos, 1963), é diluída pela emoção que brota na tela como chuva a aliviar a seca e o cotidiano do sertanejo. São águas abundantes como as lágrimas incontidas da cantora Nana Caymmi ao dar voz - em número feito para o filme - à canção Contrato de separação (Dominguinhos e Anastácia, 1979) diante da sanfona e do olhar terno do compositor da música. Lançada pela própria Nana, Contrato de separação simboliza no roteiro de Di Moretti o fim do casamento de Dominguinhos com sua primeira esposa, Janete. Capítulo triste da saga narrada na primeira pessoa pelo próprio Dominguinhos através da fina costura de depoimentos em off captados pelos diretores do filme com trechos de entrevistas concedidas pelo artista a programas de TV. A saga é contada em ordem cronológica em rota que vai da interiorana cidade pernambucana de Garanhuns - que viu Dominguinhos nascer, filho de pais alagoanos descendentes de índios - aos palcos mais nobres do Brasil. Da aridez da interpretação juvenil d'O canto de Acauã (Dominguinhos e Anastácia, 1976), símbolo da vida seca dos tempos em que o pai agricultor tirava da roça pobre o sustento da família, às águas que marejam os olhos do cantor na interpretação maturada da canção De volta pro aconchego (Dominguinhos e Nando Cordel, 1985), o documentário Dominguinhos segue por trilhas musicais que temperam com sentimento a aridez de uma história de luta travada no Rio de Janeiro (RJ) a partir de 1954, ano da migração do sertanejo. "Acaba tudo em baião", resume lá pelo fim o próprio contador de seu causo. Antes, contudo, outros ritmos (como bolero e chá-chá-chá) entraram na história na fase em que o artista se sustentou tocando em boates cariocas. Matriz que inspirou Dominguinhos antes de o artista delinear sua própria identidade no universo musical da Nação Nordestina, o influente mestre Luiz Gonzaga (1912 - 1989) ajudou seu aprendiz nesse difícil início longe das origens. Mas Dominguinhos, tanto o filme como o artista, evitam o lamento sertanejo. A saga é lembrada sem mágoas, com ênfase nos bons momentos, como a volta definitiva para o aconchego dos ritmos nordestinos no álbum Fim de festa (Cantagalo, 1964). Apesar do título de ressaca, tal LP simbolizou o início de nova era na vida musical do então jovem Domingos. Os anos 1970 lhe trariam  visibilidade nacional através de parcerias com expoentes da já então consolidada MPB. A conexão mais notória de Dominguinhos nessa época de consolidação foi com Gilberto Gil, parceiro letrista de Lamento sertanejo (1973) e intérprete original de Eu só quero um xodó (Dominguinhos e Anastácia, 1973), xote ouvido no filme em número antigo de Gil com Dominguinhos, extraído de programa de TV. Eu só quero um xodó é uma das músicas mais famosas da parceria do cantor com sua segunda mulher, Anastácia. Obra que contabiliza 210 músicas. "Fora as que ela jogou fora quando ficou com raiva de mim", adiciona Dominguinhos em instante de humor no filme. Que, ao fim, pega o caminho de volta para o sertão, por ter Seu Domingos sido de lá, da caatinga do roçado, mesmo quando habitava cidades grandes, longe de sua terra. Embora omita feitos e fatos de Dominguinhos a partir dos anos 1990, o filme impressionista de Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar cumpre de forma emocionante a função de expor a grandeza da vida e obra do artista que focam com ternura. Ao viajar pelo Brasil árido de José Domingos de Morais, o filme traz na mala bastante saudade do (imortal) gigante gentil da nação nordestina.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Alcione vai celebrar Dominguinhos e Jovelina em registro ao vivo no Rio

Parceria de Dominguinhos (1941 - 2013) com Anastácia, lançada por Nana Caymmi em álbum de 1979, Contrato de separação vai ganhar a voz de Alcione na gravação ao vivo do show Eterna alegria, agendada para 21 de novembro de 2013 na casa Barra Music, no Rio de Janeiro (RJ). A Marrom - vista em foto de Marcos Hermes - vai cantar Contrato de separação na companhia da sanfona de Cezinha do Acordeom, um dos convidados da gravação que vai dar origem em 2014 a CD e a DVD editados pela Marrom Music em parceria com a gravadora Biscoito Fino. Zeca Pagodinho vai entrar em cena em Êh, êh, samba que compôs com Djavan - inaugurando parceria com o artista alagoano - e que foi lançado por Alcione no CD Eterna alegria, nas lojas desde junho. Com Tárcio Cardo, cantor contratado pelo selo Marrom Music, a Marrom vai cantar Mudança dos ventos (Ivan Lins e Vítor Martins, 1980) - outra música lançada na voz de Nana Caymmi - e A voz de uma pessoa vitoriosa (Caetano Veloso e Waly Salomão, 1978). Com Andreia Caffé, cantora contratada pela Marrom Music, Alcione vai se juntar em Sorriso de banjo (Fidélis Marques, Bira da Vila e Melodia Costa), samba que abriu o sexto álbum da cantora e compositora carioca Jovelina Pérola Negra (1944 - 1998), Vou na fé (1993). Já a música a ser cantada com a dupla Victor & Leo ainda está em fase de escolha. Estão previstas também no roteiro do show - feito com direção de Solange Nazareth e produção musical de Jorge Cardoso - as inéditas Essa gente de Mangueira (Toninho Geraes), A dama e o vagabundo (Jefferson Jr e Umberto Tavares) e Não me venha outra vez (Jason e Lúcia). O diretor Jodele Larcher vai comandar toda a captação das imagens do show.

domingo, 1 de setembro de 2013

Warner reedita três álbuns lançados por Dominguinhos entre 1988 e 1990

Como era previsível, a morte de José Domingos de Morais (Garanhuns - PE, 12 de fevereiro de 1941 - São Paulo - SP, 23 de julho de 2013), o Dominguinhos, já está motivando a indústria fonográfica a reeditar em CD alguns títulos da vasta discografia do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano. A Warner Music - que em 2012 já reeditara o álbum Seu Domingos (1987) pela Série Discobertas - repõe em catálogo neste mês de setembro de 2013, de forma avulsa, três álbuns lançados por Dominguinhos entre 1988 e 1990 na extinta Continental, gravadora cujo acervo está em poder da Warner Music. Voltam às lojas É isso aí! Simples como a vida (1988), Veredas nordestinas (1989) e Aqui tá ficando bom! (1990). É isso aí! Simples como a vida traz no repertório parcerias de Dominguinhos com Nando Cordel (Bateu no coração, É doce feito açúcar e Remelexo), Guadalupe (mulher do músico na época, coautora de Forró em Timbauba e de Me pede um carinho) e Anastácia (Já vou, mãe). Já Veredas nordestinas transita por músicas feitas por Dominguinhos com Fausto Nilo (O juazeiro e a sombra) e o recorrente Nando Cordel (De volta por aconchego - toada lançada em 1985 na voz de Elba Ramalho - e Pra desabafar). Zezum assina Mais que um amigo e Vá com Deus. Por sua vez, Aqui tá ficando bom! enfileira mais parcerias de Seu Domingos com Nando Cordel (Não faz assim e Todo ano) entre releitura do Chorinho pra ele (de Hermeto Paschoal) e a primeira composição do artista com sua filha (hoje cantora) Liv Moraes (Vários caminhos).

domingo, 28 de julho de 2013

Arlindo fecha ciclo de tributos a Dominguinhos no Festival de Garanhuns

Garanhuns (PE) - A morte de Dominguinhos (Garanhuns - PE, 12 de fevereiro de 1941 - São Paulo - SP, 23 de julho de 2013) durante a 23ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns mexeu com a emoção de todos os envolvidos na realização do maior evento cultural da cidade natal do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano. Como era natural, quase todos os artistas que se apresentaram no Fig 2013 após a notícia da morte do artista - anunciada na noite de terça-feira, 23 de julho - incluíram nos roteiros de seus shows músicas em saudação a Dominguinhos. Última atração do Palco Guadalajara na última noite do festival, Arlindo Cruz - em foto de Eric Gomes / Fundarpe - também prestou sua homenagem ao colega, cantando (pela primeira vez) a canção Quem me levará sou eu (Dominguinhos e Manduka). Sucesso na voz do cantor cearense Raimundo Fagner em 1979, Quem me levará sou eu virou samba lento com o cantor e compositor carioca, que trouxe o tema de Dominguinhos para seu quintal no show feito já na madrugada deste domingo, 28 de julho. Foi o último tributo ao mestre no Fig.

O blog Notas Musicais cobre o Festival de Inverno de Garanhuns a convite da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco

sábado, 27 de julho de 2013

Fagner celebra 'Seu Domingos' em Garanhuns em show com Manassés

Garanhuns (PE) - Desde que a notícia da morte de Dominguinhos (1941 - 2013) correu o Brasil na noite da última terça-feira, 23 de julho de 2013, vários shows da 23ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns - principal atração do calendário cultural da cidade natal do cantor, compositor e músico pernambucano - têm sido pontuados por naturais homenagens ao artista. Não foi diferente no show de Fagner, amigo de Seu Domingos, como o cantor e compositor cearense se referiu a Dominguinhos ao lamentar a morte do sanfoneiro no Palco Guadalajara, diante da multidão que lotou a Esplanada Guadalajara na noite de ontem, 26 de julho de 2013, para ver os shows de Fagner, de Eddie e de Daniela Mercury. "O Brasil está triste. A música brasileira está de luto. A música nordestina perdeu a nossa maior diferença", ressaltou Fagner, antes de homenagear Seu Domingos com a interpretação da canção Quem me levará sou eu, parceria de Dominguinhos com Manduka com a qual o cantor saiu campeão de festival promovido pela extinta TV Tupi em 1979 - vitória que levou a música a ser incluída numa segunda edição do quinto álbum de Fagner, Eu canto - Quem viver chorará (CBS, 1978). A homenagem seria repetida, já no fim do show, com a lembrança de Pedras que cantam, tema forrozeiro que deu título ao álbum lançado por Fagner em 1991. "Essa é pra você, Seu Domingos", ofereceu Fagner antes de recordar Pedras que cantam, a segunda parceria de Dominguinhos com Fausto Nilo - conexão promovida por Fagner, que mostrou em Garanhuns o show comemorativo de seus 40 anos de carreira fonográfica. O show marca o reencontro do cantor com Manassés, violeiro cearense (de Maranguape) que ajudou Fagner a cristalizar, a partir de 1978, cultuada sonoridade que identifica os discos gravados pelo cantor entre o fim dos anos 70 e o início dos 80. De caráter retrospectivo, o roteiro do show de Fagner em Garanhuns incluiu sucessos como Canteiros (Fagner sobre poema de Cecília Meirelles, 1973), Revelação (Clésio e Clodô, 1978), Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979), Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980), Fanatismo (Fagner sobre poema de Florbela Espanca), Cartaz (Francisco Casaverde e Fausto Nilo, 1984) - última das 18 músicas cantadas por Fagner em sua calorosa e coesa apresentação no Fig 2013 - e Deixa viver (Francisco Casaverde e Fausto Nilo, 1985), reminiscências de fase mais pop de sua discografia que culminou com gravações de canções de romantismo bem mais popular, casos de Deslizes (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1987) e Borbulhas de amor (Tenho um coração) (Juan Luis Guerra em versão em português de Ferreira Gullar, 1991), ambas evidentemente incluídas por Fagner - visto no Palco Guadalajara na foto de Eric Gomes / Fundarpe - no show de hits que agitou o Festival de inverno de Garanhuns.

O blog Notas Musicais cobre o Festival de Inverno de Garanhuns a convite da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Elba saúda Dominguinhos em Garanhuns e cogita CD com obra do artista

Garanhuns (PE) - Como era esperado, o show feito por Elba Ramalho com o maestro Spok na 23ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns teve homenagem a Dominguinhos (1941 - 2013), o cantor e compositor e sanfoneiro pernambucano nascido na cidade que sedia o Fig desde 1981. A cantora paraibana incluiu no roteiro da sua apresentação no Palco Guadalajara - feita já madrugada desta sexta-feira, 26 de julho de 2013 - registro quase a capella da bonita canção De volta pro aconchego (Dominguinhos e Nando Cordel), lançada por Elba em 1985. Dentro da já vasta discografia de Elba, De volta pro aconchego é a mais famosa das cerca de 30 músicas de Dominguinhos gravadas pela intérprete ao longo de seus 34 anos de carreira fonográfica. Elba - vista em foto de Eric Gomes / Fundarpe - cogita regravar essas músicas em disco que celebraria a obra do artista. A cantora revelou que ela e Dominguinhos tinham planos de fazer CD no estilo voz & sanfona com esse repertório - projeto que Elba considera concretizar, mesmo sem a presença do compositor e músico. O disco em dupla viraria tributo.

O blog Notas Musicais cobre o Festival de Inverno de Garanhuns a convite da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco

terça-feira, 23 de julho de 2013

Sai de cena Dominguinhos, herdeiro que expandiu o legado de Gonzaga

O título do primeiro álbum de José Domingos de Morais (Garanhuns - PE, 12 de fevereiro de 1941 - São Paulo - SP, 23 de julho de 2013), Fim de festa, foi enganador. A festa estava somente começando naquele ano de 1964 para o grande cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano, popularmente conhecido no Brasil como Dominguinhos. A rigor, o fim mesmo foi somente nesta terça-feira, 23 de julho, data em que o artista saiu de cena, aos 72 anos, após sete meses de internação em hospital de São Paulo (SP) para tratamento de problemas cardíacos e respiratórios, agravados por um câncer de pulmão diagnosticado já há seis anos. Enquanto durou, o forró foi animado. Por mais que a sanfona do mestre tenha chorado ao tocar temas melancólicos ao longo de carreira pavimentada desde a década de 50, o som de Dominguinhos vai estar para sempre associado à alegria e à vivacidade da música nordestina. Já virou clichê apontá-lo como o legítimo herdeiro musical de Luiz Gonzaga (1912 - 1989) - o pilar mais forte da Nação Nordestina - e, sim, Dominguinhos foi mesmo o mais capacitado sucessor na linhagem nobre do Rei do Baião. Contudo, Seu Domingos soube expandir esse legado, delineando sua identidade como compositor e se recusando, com a delicadeza que pautou a maioria de sua músicas, a ser mero clone de Gonzaga, a quem sempre reverenciou sem submissão. Aliás, o último trabalho autoral de Dominguinhos - Luar agreste no céu cariri (Passa Disco, 2013), assinado com o compositor cearense Xico Bizerra - reiterou a versatilidade de compositor que extrapolou o universo musical nordestino, compondo choros, boleros, valsas e até fado. Mas é fato que Dominguinhos vai ser sempre mais lembrado pelos xotes, baiões e toadas que ganharam as paradas nas vozes de cantores do Brasil. Gilberto Gil fez grande sucesso em 1973 com o compacto que trazia a gravação do xote Eu só quero um xodó, uma das mais conhecidas parcerias de Dominguinhos com sua então mulher Anastácia. Tanto que, na sequência, Gil letrou tema originalmente instrumental de Dominguinhos - Lamento sertanejo, música lançada pelo sanfoneiro no álbum Tudo azul (1973) - e virou parceiro do mestre em outro sucesso. Fafá de Belém registrou Carece de explicação (Dominguinhos e Clodô) em seu álbum Estrela radiante (Philips, 1979). No mesmo ano, Fagner fez sucesso com a toada Quem me levará sou eu (Dominguinhos e Manduka) - incluída na segunda edição do álbum Eu canto (CBS, 1978) - e Nana Caymmi fez a primeira e definitiva gravação de Contrato de separação em seu álbum Nana Caymmi (Odeon, 1979). Elba Ramalho - a cantora que mais propagou o cancioneiro de Dominguinhos, a ponto de gravar e assinar com o compositor um álbum em 2005 - imortalizou De volta por aconchego (Dominguinhos e Nando Cordel) em seu álbum Fogo na mistura (Barclay, 1985). Ao ser propagada na trilha sonora da novela Roque Santeiro (TV Globo, 1985), a toada nunca mais saiu da memória do Brasil e dos shows de Elba. Gostoso demais (Dominguinhos e Nando Cordel), outra canção composta no tempo da delicadeza, impulsionou as vendas de Dezembros (RCA, 1986), álbum que marcou a volta de Maria Bethânia à gravadora RCA. Entre um sucesso e outro na voz de cantoras do Brasil, o compositor se tornou parceiro do carioca Chico Buarque, com quem compôs Tantas palavras, lançada por Chico em álbum de 1984. Bissexta, a parceria seria reavivada em 1998 com o lançamento do Xote da navegação. Nesse mesmo ano de 1998, Djavan lançaria em seu álbum Bicho solto o XIII sua primeira e única parceria com Dominguinhos a belíssima Retrato da vida. Como sanfoneiro, o virtuosismo de Dominguinhos ia além das festas e forrós animados pelo músico - como pode ser comprovado com a audição do CD gravado com o violonista gaúcho Yamandu Costa, Yamandu + Dominguinhos (Biscoito Fino, 2007), título mais recente de discografia que inclui álbuns hoje raros, posto que nunca relançados em CD. São os casos de O forró de Dominguinhos (Philips, 1975), Domingo menino Dominguinhos (Philips, 1976), Oi, lá vou eu (Philips, 1977), Ó Xente! Dominguinhos (Philips, 1978) e Após tá certo (Philips, 1979) - para citar somente álbuns da segunda metade dos anos 70, década em que a carreira do artista engrenou em escala nacional. Até mesmo álbuns dos anos 80, como o popular Isso aqui tá bom demais (RCA, 1985), estão há anos fora de catálogo. Enfim, Dominguinhos fez sua festa na terra, alegrando o Brasil com sua música que, quando triste, embalava a tristeza com suavidade, sem peso. A partir de hoje, a festa é no céu. Puxe o fole, grande sanfoneiro!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Antologia dupla prova que cancioneiro de Dominguinhos é de toda a MPB

A vasta obra do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, é alvo de antologia dupla idealizada por Alice Soares, da Universal Music. Selecionado por Rodrigo Faour, autor do texto biográfico escrito para o encarte da coletânea posta nas lojas neste mês de junho de 2013, o repertório de Dominguinhos é de todos - Uma antologia mostra que o cancioneiro de Dominguinhos sempre foi alvo de gravações dos nomes mais expressivos da MPB. No CD 1, Todos cantam Dominguinhos, estrelas da MPB dão vozes a conhecidas canções do artista, em geral (belas) toadas de tonalidade romântica. Já no CD 2, Dominguinhos canta e toca, é o próprio artista que entra em cena para mostrar outras músicas de seu repertório, inclusive três temas instrumentais. É o disco que concentra as músicas menos ouvidas do cancioneiro de Seu Domingos. Eis as músicas, os anos das gravações ouvidas na (ótima) compilação e os intérpretes de Dominguinhos é de todos - Uma antologia:

CD 1  Todos cantam Dominguinhos
1. Eu só quero um xodó (1973) – Gilberto Gil
2. De amor eu morrerei (1974) – Gal Costa
3. Tantas palavras (1984) – Chico Buarque
4. Pedras que cantam (1998) – Paulinho Moska e Zé Ramalho
5. Carece de explicação (1979) – Fafá De Belém
6. Vem ficar comigo (1987) – Elba Ramalho
7. Contrato de separação (1979) – Nana Caymmi
8. Dedicado a você (1989) – Zizi Possi
9. Sem saída (1989) – Elba Ramalho
10. Isso aqui tá bom demais (1998) – Trio Nordestino e Zeca Baleiro
11. Chegando de mansinho (1977) – Com Nara Leão
12. Te cuida, rapaz (1977) – Emílio Santiago
13. Além da última estrela (1992) – Maria Bethânia
14. As unhas (1980) – Tânia Alves
15. Coberto de razão (1982) – Ângela Maria
16. De volta pro aconchego(1985) – Elba Ramalho

CD 2 - Dominguinhos canta e toca
1. Lamento sertanejo (Forró do Dominguinhos) (1979)
2. Chega morena (1979)
3. O sertão te espera (1978)
4. Tenho sede (1976)
5. Sete meninas (1975) – com o Quinteto Violado
6. Eu vou de banda (1975)
7. Veja (1976)
8. De trás do meu quintal (1977)
9. De Altamira a Campina Grande (1979) - Instrumental
10. A costureira (1979)
12. Xote da gameleira (1977)
13. Tema de um sanfoneiro (1980) – Tema instrumental do filme Bye bye Brasil
14. Catingueira fulorou (1977)
15. Pode morrer nessa janela (1979)
16. Salve-se quem puder (1988) – com Elba Ramalho
17. Forró do sertão (1976)
18. Saxofone, por que choras? (1978) – Instrumental

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Lírico, CD 'Luar agreste' ilumina diversidade rítmica da obra de Domiguinhos

Resenha de álbum
Título: Luar agreste no céu cariri - Forroboxote 10

Artista: Dominguinhos & Xico Bizerra
Gravadora: Passa Disco
Cotação: * * * 1/2

 “Esse adeus chuvoso por sobre a minha cabeça / É a falta de prumo bem na beira do barranco / É sonhar em preto e branco / Com a dona da minha tristeza”. Cantados pelo compositor pernambucano Dominguinhos, os líricos versos postos pelo cearense Xico Bizerra na melodia do xote Senhora da minha alegria adquirem sentido que extrapola o romantismo neste ano de 2013 em que o sanfoneiro se encontra internado desde 13 de janeiro no hospital Sírio-Libânes, em São Paulo (SP). Senhora da minha alegria abre o CD Luar agreste no céu cariri, recém-lançado pelo selo Passa Disco, da homônima loja do Recife (PE). Com dez melodias inéditas de Dominguinhos, letradas por Bizerra a pedido do sanfoneiro e gravadas por intérpretes como Elba Ramalho, o disco mostra que a obra autoral do compositor extrapola o universo do forró. Embora xotes e baiões sejam recorrentes no repertório, Luar agreste no céu cariri apresenta choros, bolero e até fado, Tempo de nós dois. Se não tem uma valsa, Eternamente nós, foi porque Dominguinhos pediu a Bizerra para retirá-la do disco porque a composição seria gravada por sua ex-mulher Guadalupe. Legítimo herdeiro do legado musical de Luiz Gonzaga (1912 – 1989), José Domingos de Morais celebra seu mestre em Lua Brasil, faixa que encerra Luar agreste no céu cariri. A única música do disco assinada somente por Xico Bizerra ganhou a voz e a sanfona de Dominguinhos. “Caiçara, quem dera, fizesse o tempo voltar / E de novo esse canto a gente pudesse escutar / Saudade tua, eterno Lua”, canta Dominguinhos, cheio de melancolia. Curiosamente, boa parte das músicas versa sobre amor e saudade no tom lírico e poético das letras de Bizerra. Caso do já citado fado Tempo de nós dois. E a cada nota desse meu cantar / O céu brindará u’a oração / Virão as estrelas com seu cantar / Apagar a escuridão”, canta André Rio, o intérprete da faixa. No bonito choro Estrelas que se encantam, Elba Ramalho lembra que as sanfonas também choram em versos como “Saudade boa daquele que foi / Certeza que um dia ele vem”. Décimo título do projeto Forroboxote, o CD Luar agreste no céu cariri  nasceu de telefonema dado ao músico a Xico Bizerra em fevereiro de 2011. Dominguinhos pediu uma letra para tema forrozeiro que havia composto. Os compositores marcaram então de se encontrar e, ao invés de uma melodia, Bizerra ganhou onze e ainda decidiu letrar nostálgico choro antigo, No tempo do meu pai, gravado por Dominguinhos no álbum Lamento caboclo (Tropicana / CBS, 1973). Das onze melodias, dez estão no disco, cujas gravações foram concluídas em novembro de 2012 (a exceção é a valsa retirada a pedido de Dominguinhos). Mil sorrisos é bolero solar gravado por Guadalupe. A canção Casa da lua menina abriga poesia onírica na voz delicada da cantora paraibana Socorro Lira. Até onde a alma alcança remói a saudade que move muitos versos do álbum: Que fazer se a vida não sorrir / Se o sol não sair, vier a escuridão”, pergunta, sem obter resposta, a cantora Maria DaPaz em versos do xote. O tom é similar na canção Pássaros de papel. “Lembre sempre que eu não esqueço você / No hoje, no amanhã, no ontem que não vem / Não enxergo ninguém nessa espera que é tão vã”, lamenta a baiana (radicada no Recife) Chris Nolasco, intérprete da faixa. Certo de que não há ninguém apto a ocupar o lugar de Seu Domingos na música, o Brasil espera a recuperação deste iluminado criador de melodias, dom ratificado neste lírico Luar agreste no céu cariri, álbum que irradia luz sobre obra (já) imortal.

domingo, 30 de dezembro de 2012

'Conterrâneos', CD lançado por Dominguinhos em 2006, volta ao catálogo

Álbum lançado por Dominguinhos em 2006 pela gravadora Eldorado, com singela capa assinada por Elifas Andreato, Conterrâneos está sendo reposto em catálogo com distribuição da própria Eldorado. Entre parcerias suas com Capinam (Duas Frutinhas), Clodô (Carece de Explicação) e Nando Cordel (Oi Que Balanço Bom), o cantor, compositor e sanfoneiro deu voz a um tema de Pinto do Acordeom, Por Amor ao Forró, apontado como um dos destaques do repertório do CD.

sábado, 17 de novembro de 2012

Série Discobertas reedita 'Seu Domingos', álbum de Dominguinhos de 87

Álbum que marcou a estreia de Dominguinhos na extinta gravadora Continental, em 1987, Seu Domingos ganha reedição em CD produzida por Marcelo Fróes para a Warner Music na Série Discobertas. Com sete temas de Dominguinhos entre suas 12 faixas, o repertório apresentou músicas de Moraes Moreira (Casamento no Juazeiro) e Cecéu (À Procura de Forró). Fogo de Amar (Nando Cordel e Dominguinhos), O Mel e o Fel (Nando Cordel e Dominguinhos), Danado no Forró (Luizinho Calixto e Eurides) e Pra se Misturar Gostoso (Nando Cordel e Domiguinhos) são músicas do disco que já deixam entrever pelos títulos o arretado tom romântico do álbum.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

'Luar Agreste no Céu Cariri' ilumina onze inéditas de Dominguinhos com Xico

 Nas lojas no primeiro trimestre de 2013, em edição do selo Passa Disco (aberto pela homônima loja de discos do Recife), o CD Luar agreste no céu cariri joga luz sobre onze parcerias inéditas do pernambucano Dominguinhos com Xico Bizerra, compositor cearense radicado no Recife (PE). Com exceção do choro No Tempo do Meu Pai, parceria de Dominguinhos com Anastácia que já existia em formato instrumental, as músicas são inteiramente inéditas e ganharam as vozes de cantores nordestinos como Adelson Viana (o baião Sem talvez ou porém), André Rios (o fado Tempo de nós dois), Chris Nolasco (a canção Pássaros de papel), Elba Ramalho (o choro Estrelas que se encantam), Guadalupe (o bolero Mil sorrisos), Maciel Melo (o citado choro No tempo do meu pai), Maria Dapaz (o xote Até onde a alma alcança), Socorro Lira (a canção Casa da lua menina), Tonfil (o xote Todo tudo e pouco nada) e Xangai (Morena cor de saudade, forró gravado em dueto com Leda Dias). O próprio Dominguinhos registrou com Waldonys uma das inéditas - o baião Senhora da minha alegria - que serão lançadas em Luar agreste no céu cariri, 10º volume da série Forroboxote criada por Xico. "É a lua de Garanhuns no agreste pernambucano clareando o céu do Crato no cariri cearense", poetiza Xico sobre o disco, gerado em fevereiro de 2011, quando telefonema de Dominguinhos para Xico - com o convite para que ele letrasse uma melodia criada por Seu Domingos - abriu a parceria, logo expandida e registrada nesse álbum Luar agreste no céu cariri, projeto fonográfico de (alto) valor documental.

domingo, 22 de abril de 2012

Dominguinhos grava em São Paulo participação no tributo a Luiz Gonzaga

Principal seguidor da estrada pavimentada pela obra fundamental de Luiz Gonzaga (1912 - 1989), Dominguinhos tinha que ser convidado para participar do disco produzido por Thiago Marques Luiz em tributo ao centenário de nascimento do Rei do Baião. E foi. O sanfoneiro foi ao estúdio da gravadora Lua Music na tarde deste domingo, 22 de abril de 2012, para gravar sua faixa no projeto. Dominguinhos reviveu Daquele Jeito, parceria de Gonzaga com Luiz Ramalho (1931 - 1981), lançada por Lua em 1973. Já em fase final de produção, o tributo a Luiz Gonzaga vai totalizar 50 gravações inéditas, distribuídas em três CDs embalados em caixa.

Inédita de Dominguinhos alavanca coletânea tripla de selo pernambucano

Música inédita de Dominguinhos, composta em parceria com Xico Bizerra, Senhora da Minha Alegria foi gravada por Dominguinhos & Waldonys para alavancar a edição do box Pernambuco Forrozando para o Mundo, coletânea tripla em fase de finalização pelo selo Passa Disco, braço fonográfico da loja pernambucana Passa Disco, referência no mundo musical de Recife (PE) e arredores. O repertório da compilação - produzida por Fábio Cabral em tributo a Dominguinhos - inclui outra gravação inédita, Domingos (Carlos Vilela e Xico Bizerra), feita pelo sanfoneiro Chambinho. Eis o repertório da caixa Pernambuco Forrozando para o Mundo:

Disco 1 - Santo Antônio
1 - Senhora da Minha Alegria (Dominguinhos e Xico Bizerra) – Dominguinhos & Waldonys
2 – Se tu Quiser (Xico Bizerra) – Elba Ramalho
3 – De Mala e Cuia (Flávio Leandro) – Flávio Leandro
4 – De Domingo a Domingo (Beto Hortis) – Beto Hortis
5 – Só Vou de Mulata (Gordurinha) – Maciel Melo & Dominguinhos
6 – Mucunã (Guilherme Medeiros) – Renata Rosa
7 - Sina de Passarinho (Tonzinho, Bruno Lins e Manoel Filó) – Fim de Feira
8 – Buliçoso (Arlindo dos Oito Baixos) – Spok & Arlindo dos Oito Baixos
9 – Arte Verdadeira (Herbert Lucena e Helder Isaac) – Azulão & Dominguinhos
10 – Canção Adomingada (Xico Bizerra e Beto Hortis) – Liv Moraes
11 – Fumar Mais Tonha (Zé da Flauta) – Jacinto Silva
12 – Mestre Salu (Sérgio Ferraz) – Sonoris Fábrica
13 – Pra Não Ter Mais Fim (Nena Queiroga) – Nena Queiroga & Dominguinhos
14 – Cacimba (Anchieta Dali e Abdias Campos) – Anchieta Dali & Jorge de Altinho
15 – Luz do baião (Cláudio Rabeca e José Mauro de Alencar) – Cláudio Rabeca
16  – Lua Brasil (Xico Bizerra) – Dominguinhos
Disco 2 - São João
1  – Fulô Ingrata (Zé Dantas) – Dominguinhos
2 –  Saudade Imprudente (Zé Marcolino) – Leda Dias
3 – Coco Viajado (Herbert Lucena, Paulo Carvalho e Cristiane Quintas) – Herbert Lucena
4 – E Aí, seu Domingos? (Cezzinha) – Cezzinha
5 – Baião de Nós Dois (Petrúcio Amorim e Rogério Rangel) – Petrúcio Amorim & Dominguinhos
6 – Caruaru é Roma Pegando Fogo (Carlos Fernando) – Adryana BB
7 – O Que Passa? (Climério de Oliveira) – Chá de Zabumba
8 – A Feira de Caruaru (Onildo Almeida) – Claudio Almeida
9 – A Rede Véia (Luiz Queiroga) – Dudu do Acordeon & Dominguinhos
10 – Seu Domingos (Flávia Bittencourt) – Flávia Bittencourt
11 – Bodo Bodocó (João Silva e José Maria Marques) – João Silva
12 – Radistae (Domínio público) – Eddie
13 – A Poeira e a Estrada (Claudio Almeida e Maciel Melo) – Irah Caldeira & Dominguinhos
14 – Retrato do Nordeste (Joquinha, Zé Peixota e Dijesus) – Joquinha Gonzaga & Dominguinhos
15 – Puxe o Fole Sanfoneiro (João Cláudio Moreno e Teo Azevedo) – João Cláudio Moreno
16 – Dominguinhos (sandro Haick) – Sandro Haick & Dominguinhos
Disco 3 - São Pedro
1 – Sertanejo forçado (Zé Marcolino) – Dominguinhos
2 – Confidências / Devagar / Meu Ex-Amor (Petrúcio Amorim e Jorge de Altinho) – Cristina Amaral
3 – Quixabinha (Anchieta Dali e Josildo Sá) – Josildo Sá
4 – Um abraço pra Dominguinhos (Luizinho Calixto) – Luizinho Calixto
5 – Forró na Gafieira (Silvério Pessoa) – Silvério Pessoa & Dominguinhos
6 – A dança do Dia a Dia (Flávio Leandro) – Santanna & Elba Ramalho
7 – Todo Dia (Rafael Beibi) – Quinteto Dona Zaíra & Dominguinhos
8 – Encruzilhada (Jefferson Gonçalves, Renier Oliveira e Beto Lemos) – Jefferson Gonçalve
9 – Um sonhador Marginando (Jessier Quirino) – Jessier Quirino & Dominguinhos
10 – Claridádiva (Zeh Rocha e Xico Bizerra) – Geraldo Maia
11 – Desabafo de Artista (Walmir Silva) – Walmir Silva
12 – Baião Experimental (Luciano Magno) Luciano Magno & Dominguinhos
13 – Querer (Adelson Viana e Paulo Viana) – Adelson Viana & Dominguinhos
14 – Saudade da Boa (Accioly Neto) –  Accioly Neto
15 – Café sem Açúcar (João do Pife) – João do Pife & Banda Dois Irmãos
16 – Domingos (Carlos Vilela e Xico Bizerra) – Chambinho

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Biscoito Fino joga luz sobre DVD feito por Dominguinhos com Elba e Gil

Em 26 e 27 de agosto de 2009, Dominguinhos festejou seus 60 anos de carreira com dois shows apresentados no teatro de arena da Caixa Cultural RJ, no Rio de Janeiro (RJ). As apresentações foram gravadas ao vivo para dar origem ao CD e DVD Iluminado, lançados em 2010 com repercussão restrita ao Nordeste e reeditados pela gravadora Biscoito Fino em escala nacional neste mês de novembro de 2011. Idealizado e produzido pelo maestro Zé Américo Bastos, o registro de show põe sob a luz de Dominguinhos nomes como Gilberto Gil (em Eu Só Quero um Xodó e em Tenho Sede), Elba Ramalho (na toada De Volta pro Aconchego), o violonista Yamandu Costa (em Noites Sergipanas), o pianista Wagner Tiso (em Ilusão Nada Mais e em Te Cuida, Jacaré), o baixista Arthur Maia (em Lamento Sertanejo), o pianista Gilson Peranzzetta (em temas como Quebra Quenga) e o sanfoneiro Waldonys. Na oportuna reedição da gravadora Biscoito Fino, Iluminado vai estar nas lojas a partir de 21 de novembro.

domingo, 21 de agosto de 2011

Djavan grava 'Lamento Sertanejo' com Dominguinhos para documentário

Dias antes de se internar em hospital para combater câncer no pulmão com novas sessões de quimioterapia, Dominguinhos recebeu Djavan em estúdio de São Paulo (SP) para gravar alguns números musicais para o documentário Dominguinhos Volta e Meia, dirigido por Felipe Briso. Parceiros em Retrato da Vida, Djavan e Dominguinhos - vistos no estúdio em foto de Ding Musa -  reviveram músicas como Lamento Sertanejo (Dominguinhos e Gilberto Gil) e A Rota do Indivíduo (Djavan e Orlando Moraes). Regada a bate-papo, a sessão musical teve adesões do bandolinista Hamilton de Holanda, do violonista Yamandu Costa e da cantora Mayra Andrade, que interpretou Retrato da Vida. Produzido pela bigBonsai a partir de uma ideia da cantora e compositora Mariana Aydar, do produtor e instrumentista Duani Martins e do pianista Eduardo Nazarian, o filme Dominguinhos Volta e Meia já tem estreia prevista nos cinemas para 2012.