Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Marina Lima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marina Lima. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Marina Lima lança música inédita, 'Novas famílias', minando qualquer ditador

Marina Lima lançou música inédita de autoria própria na volta do show No osso à cidade do Rio de Janeiro (RJ). Em apresentação no Espaço Tom Jobim na noite de ontem, 19 de maio de 2016, a cantora e compositora - em foto de Paulo Mancini - apresentou a canção Novas famílias com versos em sintonia com a ideologia libertária dessa assumida artista.  Eis a letra de Novas famílias:

Novas famílias
(Marina Lima)

Mesmo que falte água no Estado
Eu vou cuidar de você
Grãos, shots, ervas, o diabo
E nós vamos sobreviver

É... basta olhar
O que já construímos aqui
Na força, na luz e na fé

Um carioca acrobata
Não deixa a peteca cair
Júpiter, Kepler, outras galáxias
Dou pra você decidir

Céus!... Essas novas famílias
Com terras molhadas de amor
Minando qualquer ditador

Mesmo que falte água no Estado
Marte virá acudir

É... basta olhar
O que já construímos aqui
Na força, na luz e na fé

Um carioca acrobata
Não deixa a peteca cair
Júpiter, Kepler, outras galáxias
Dou pra você decidir

Céus!... Essas novas famílias
de terras molhadas com amor
Minando qualquer ditador

Mesmo que falte água no espaço,
Marte virá acudir

sábado, 30 de janeiro de 2016

Marina põe voz na letra que fez para o quarto álbum do duo paraense Strobo

Marina Lima gravou, neste mês de janeiro de 2016, participação no quarto álbum do Strobo, o duo paraense formado por Arthur Kunz (bateria e programações) com Leo Chermont (guitarra e efeitos). A cantora foi ao Red Bull Stations, na cidade de São Paulo (SP), pôr voz em Vingativa. Caracterizada por Marina como "uma música forte", de  pegada eletrônica, Vingativa é a primeira parceria da cantora e compositora com Kunz. Marina pôs letra em melodia composta pelo músico e compositor do Strobo.  O quarto álbum da dupla também ostenta a participação de Lucas Santtana.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Quarto álbum do Strobo traz primeira parceria de Arthur Kunz e Marina Lima

Duo formado em janeiro de 2011 em Belém (PA) para tocar mix de sons do Norte com beats eletrônicos e com a linguagem universal do pop rock, Strobo entra em estúdio na segunda quinzena deste mês de janeiro de 2016 para gravar o quarto álbum. A ficha técnica do sucessor de Strobo (Ná Music, 2011), Delírio cromático (Ná Music, 2012) e Mamãe quero ser pop (Independente, 2014) vai incluir o nome de Marina Lima. A cantora e compositora assina letra escrita para melodia criada por Arthur Kunz (bateria e programações). Kunz forma o núcleo criativo do Strobo com Leo Chermont (guitarra e efeitos). A conexão de Marina com o Strobo foi iniciada em 2015, ano em que a artista regravou Partiu - música autoral da qual Marina já havia feito registro extra-oficial em 2013 com Adriano Cintra - com a batida do Strobo. Feita em estúdio, a boa regravação é uma das duas faixas-bônus do recém-lançado disco de Marina No osso - Ao vivo (Universal Music, 2015).

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Álbum ao vivo 'No osso' expõe Marina Lima sem culpas e medo nas paradas

Resenha de CD
Título: No osso - Ao vivo
Artista: Marina Lima
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * *

Solo da paixão de Marina Lima pela música, No osso é show mais sedutor do que sugere o disco lançado neste mês de dezembro de 2015 pela Universal Music - gravadora para a qual a cantora e compositora retorna após 15 anos. E não é pela questão da voz. Porque a voz nunca foi o centro das atenções em shows e discos desta sofisticada artesã do pop nacional. Questão já resolvida por Marina, a voz (que resta) está inteira neste solo que evidencia o violão de Marina. Único instrumento ouvido na maioria das músicas, o violão quase nunca fora associado no imaginário do público da cantora a essa artista que surgiu na década de 1970 empunhando guitarra - instrumento que até então era visto nas mãos de homens em machista comportamento social e musical, desafiado por algumas pioneiras como Lucia Turnbull e a própria Marina. Mas tal violão é a fonte da maior parte do cancioneiro de Marina, como a artista explica em texto reproduzido no encarte do CD. A questão é que o show No osso pedia registro audiovisual em DVD para que o ouvinte-espectador pudesse apreciar a ambiência íntima do cenário e pudesse ouvir-ver todo o roteiro encadeado por Marina com falas que acentuam o caráter de intimidade perdido no disco. Dos 20 e poucos números do roteiro original, o CD reproduz somente 12, aos quais foram acrescidos duas faixas-bônus formatadas em estúdio. Uma é o rock Partiu, uma das duas músicas autorais inéditas em disco na voz da compositora. Partiu abre o álbum no registro ao vivo de voz & violão do show. Mas volta para a encerrar o disco em potente gravação de estúdio turbinada com a pegada do grupo paraense Strobo. É quando Partiu - música que Marina já canta em shows desde 2013 - faz mais sentido e se revela com toda a força em disco, já que a gravação feita por Filipe Catto no álbum Tomada (Agência de Música / Radar Records, 2015) soou artificial na voz do cantor (mesmo contando com o violão de Marina). Outra novidade do repertório é o samba Da Gávea. Um bom samba simples, composto (por razões afetivas) e cantado na cadência tradicional do gênero, capaz de gerar empatia ao mesmo tempo em que pode também decepcionar quem se habituou com a sofisticação melódica e poética inerente à obra de uma compositora que já produziu pérolas como O solo da paixão (1996) - parceria com o irmão Antonio Cícero que cai bem no disco - e Na minha mão (Marina Lima e Alvin L, 1998), música ouvida com bases pré-gravadas que se fundem com o toque sagaz do violão da artista. A questão que redime No osso de perdas e de qualquer eventual fragilidade vocal - mais evidente nas falas (dispensáveis no CD) e nas composições mais conhecidas como Virgem (Marina Lima e Antonio Cícero, 1987) - é que Marina Lima continua esbanjando sofisticação. Criada sob a direção de arte de School / SS99 a partir de foto de Paulo Mancini, a capa chiquérrima do CD No osso - Ao vivo traduz o refinamento natural que pauta a trajetória e a obra de Marina Lima. Nesse sentido, No osso - disco captado ao vivo em apresentações do show no Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP), em 2 e 3 de maio deste ano de 2015 - se impõe como digno título desta artista que não se contém com o formato acústico do show, reapresentando Não me venha mais com o amor - parceria de Marina com Adriana Calcanhotto lançada por Marina no último álbum de estúdio, o excelente, paulistano (e subestimado) Clímax (Libertá Records / Fullgás / Microservice, 2011) - com as programações eletrônicas concebidas para a gravação original e explicadas pela cantora em cena na fala mais didática do show. Além de diluir a versão em inglês de O chamado (Marina Lima e Giovanni Bizzotto, 1998), ouvida somente nos momentos finais da música em português, No osso - Ao vivo pode reacender a discussão sobre a voz de Marina Lima pela natureza desnudada de show corajoso. A voz de outrora já se partiu, e curiosamente tal percepção está mais nítida na faixa-bônus de estúdio Can't help falling in love (Hugo Peretti, Luigi Creatore e George David Weiss, 1961), calcada no violão. Marina não evidencia toda a beleza da balada propagada na voz do cantor norte-americano Elvis Presley (1935 - 1977) em gravação lançada na trilha sonora do filme Blue Hawaii (Estados Unidos, 1961). Mas, para quem entende que o canto de Marina transcende a capacidade de atingir notas na escala musical, tal questão se dissipa na maioria das valentes interpretações ao vivo do roteiro em que Marina celebra colegas de geração com Cazuza (1958 - 1990) e Lobão em Carente profissional (Roberto Frejat e Cazuza, 1983) e Noite e dia (Lobão e Júlio Barroso, 1982), respectivamente. Ela pode falar por eles. Mesmo seguindo caminho paralelo, Marina sempre foi legítima representante daquela turma pop da geração roqueira de 1980 - o que torna natural a opção por cantar Cazuza, Lobão e Cia. E o fato é que, no fim do disco, há o registro eletrizante de Partiu com o Strobo para lembrar que Marina sempre foi mais do que uma voz. A eternidade de Marina Lima na música brasileira é resultado de mix de atitude, de inspiração para compor um pop sofisticado de postura rocker e da habilidade para soar sempre moderna, desafiando modismos, gerações e o próprio tempo que não para. Para quem percebe a dimensão da obra da artista, o destemido CD No osso - ao vivo pode ser ouvido e encarado como tradução fiel do atual momento Marina Lima. Aos 60 anos, festejados em setembro deste ano de 2015, Marina Lima continua musicalmente jovem, contemporânea e cheia de charme, sem medo nas paradas, sem culpa de já não ser o que foi (mas de certa forma ainda é). Cola nela!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Álbum com gravação ao vivo do show 'No osso', de Marina, inclui hit de Elvis

 Reprogramado para chegar ao mercado fonográfico em 4 de dezembro de 2015, em edição da gravadora Universal Music, o álbum No osso - Ao vivo, de Marina Lima, vai trazer uma surpresa para quem pensa encontrar no disco somente a gravação ao vivo de No osso, show de voz & violão apresentado pela artista desde junho de 2014. A cantora incluiu no disco um registro de Can't help falling in love (Hugo Peretti, Luigi Creatore e George David Weiss, 1961), balada propagada na voz do cantor norte-americano Elvis Presley (1935 - 1977) em gravação lançada na trilha sonora do filme Blue  Hawaii (Estados Unidos, 1961).  Can't help falling in love  é inédita na voz de Marina.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Eis a capa do álbum que traz o registro ao vivo do show 'No osso', de Marina

Com capa que expõe foto de Paulo Mancini, o álbum No osso - Ao vivo, de Marina Lima, tem lançamento programado para 11 de dezembro de 2015 em edição da gravadora Universal Music. O disco traz o registro ao vivo do show de voz e violão No osso, captado pela artista em maio deste ano de 2015 em temporada no Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP), cidade onde o show estreou em junho de 2014. No repertório, a cantora e compositora dá voz ao inédito samba Da Gávea, de sua lavra. Clique aqui para ler a resenha do show  No osso, feita por Notas Musicais na estreia carioca.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Após 15 anos, Marina volta para casa e assina contrato com Universal Music

Aos 60 anos, festejados em 17 de setembro deste ano de 2015, Marina Lima está de volta para a companhia fonográfica na qual gravou expressivos discos ao longo da década de 1980. A cantora e compositora assinou contrato com a Universal Music, gravadora da qual se despediu há 15 anos após lançar o CD duplo ao vivo Sissi na sua (2000). Marina - vista na foto com Victor Kelly, um dos principais executivos da empresa - tinha planos de lançar o registro ao vivo do show de voz & violão No osso. E será com a gravação ao vivo de No osso que a artista volta à gravadora Universal Music.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Ainda gata todo dia, Marina chega aos 60 anos com coerência e modernidade

EDITORIAL - Marina Lima parece beber da fonte da eterna juventude. Ainda gata todo dia, a cantora e compositora de família piauiense - e alma carioca - chega hoje, 17 de setembro de 2015, aos 60 anos de idade com seu prestígio inabalado na cena musical brasileira e com planos de lançar em data ainda incerta o registro ao vivo de seu corajoso show de voz & violão No osso, já gravado em São Paulo (SP). Marina pertence ao seleto clube de artistas que estão em contínua evolução e inquietação criativa. Sua obra nunca ficou datada e parou no tempo. Ao contrário, invariavelmente atenta ao seu tempo, Marina faz música de caráter sempre contemporâneo. Aliás, Marina já surgiu moderna, empunhando uma guitarra no contexto conservador da MPB dos anos 1970 e antecipando sutilmente a onda pop roqueira que invadiria a praia dessa MPB a partir de 1982 como tsunami. Inteligente, Marina soube se integrar à geração pop dos anos 1980 (como Lulu Santos, também egresso da década anterior). Mas jamais ficou presa ao som daquele década quando ela, a década, se foi. Seu último (ótimo) álbum, Clímax (Libertá Records / Fullgás / Microservice, 2011), flagrou uma cantora antenada com seu momento atual, influenciado pelas luzes e sombras de São Paulo (SP), cidade que a artista escolheu para viver nos últimos anos. Em pauta desde 1996, a questão da voz - inevitável divisor de águas na carreira de Marina - já parece resolvida. Ao menos para a artista, que sempre mobilizou seu público pela atitude roqueira (ainda que nem sempre ou quase nunca cante rock), pela música arejada, pelas opiniões contundentes - e não exatamente pela potência vocal. Guardadas as devidas proporções, Marina Lima está para a cena pop brasileira como Madonna está para todo o universo pop. Por isso mesmo, a questão da meia-voz é secundária na trajetória de uma artista que tem sua importância pelo conjunto da obra. E, por obra, entenda-se também - como no caso de Madonna - seu posicionamento na vida e na música. Quem pesquisar a vida de Marina Lima vai perceber coerência entre a cantora dos primórdios dos anos 1970 e a artista que chega hoje aos 60 anos. Conhecida no meio artístico pela personalidade forte, Marina jamais facilitou sua música autoral em favor de um maior reconhecimento popular. Mesmo assim, chegou a ser uma cantora de massas lá pelos idos dos anos 1980 e 1990. A partir dos anos 2000, passou a cantar para públicos menores e mais antenados, gravou menos discos e perdeu parte da popularidade. Talvez boa parte da geração do funk pop e do sertanejo universitário nem saiba quem é Marina Lima. Mas Marina Lima sabe quem ela é e o que quer. E é por isso que sempre teve lugar garantido na galeria dos imortais da música brasileira. Bem-vinda aos 60 anos, Marina Lima!!!

domingo, 26 de abril de 2015

Marina vai fazer em São Paulo a gravação ao vivo de seu belo show 'No osso'

Marina Lima vai aproveitar a minitemporada do show No osso no Sesc Belenzinho - em São Paulo (SP), de 1º a 3 de maio - para fazer o registro ao vivo deste recital de voz & violão que estreou em junho de 2014 na mesma cidade de São Paulo (SP) em que vai ser gravado, sob a direção de Candé Salles, para edição de CD e DVD. No show, a cantora e compositora de origem piauiense e alma carioca - em foto de Rodrigo Goffredo - apresenta o inédito samba Da Gávea entre títulos menos ouvidos de seu cancioneiro autoral como o rock Acho que dá (Marina Lima e Tavinho Paes, 1982). Clique aqui para ler em Notas Musicais a resenha do show No osso,  o solo da paixão de Marina Lima pela (sua) música.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Além de parceria com Moska, Catto põe inédita de Marina no álbum 'Tomada'

Música lançada por sua compositora Marina Lima em shows, em 2013, mas ainda inédita em disco, Partiu integra o repertório do segundo álbum de estúdio de Filipe Catto, Tomada. Com lançamento previsto para o segundo semestre deste ano de 2015, o disco - produzido por Alexandre Kassin - também inclui no repertório a primeira parceria de Catto com Moska. A música se chama Depois de amanhã e está disponível na web desde julho de 2014 em gravação feita pelo cantor gaúcho radicado em São Paulo (SP)  - em foto do Canal Brasil -  para o projeto Studio 62. CD deve sair em setembro.

sábado, 26 de julho de 2014

Show de voz e violão, 'No osso' é solo da paixão de Marina Lima pela música

Resenha de show
Título: No osso
Artista: Marina Lima (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Miranda (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 25 de julho de 2014
Cotação: * * * 1/2

 No show No osso, Marina Lima volta aos primórdios da criação de sua música, espocando nas cordas de seu violão flashes de trajetória musical iluminada pela atitude e pela coragem de se expor sem máscaras e subterfúgios. Mas sem ranço nostálgico. É sintomático, aliás, que a cantora e compositora de origem piauiense e alma carioca tenha escolhido música que mira o futuro - Que ainda virão (Marina Lima, 2006), lançada no álbum Lá nos primórdios (EMI Music, 2006) - para encerrar show em que revira páginas menos folheadas de seu passado em roteiro pontuado por lados b de discografia iniciada há 35 anos. "Os passos que não dei / Ainda virão / Em outra direção / ... / O sol brilha no azul / Que aponta novos caminhos / Quem sabe logo virão me achar", canta Marina em Que ainda virão, ao fim de seu primeiro show de voz & violão. O próprio conceito do show aponta novo caminho para uma artista identificada com uma guitarra no imaginário pop nacional. Desde 1979, Marina é umas das mais perfeitas traduções do pop rock brasileiro, ainda que sua música nem sempre possa ser enquadrada na moldura do rock. Desossar suas canções ao violão, em público, é atitude que reitera a coragem artística de Marina por realçar em cena uma voz que já não resiste às comparações com gravações anteriores a 1996, ano de rupturas na carreira da cantora. Mas a voz está lá, sim, inteira ao modo atual de Marina. E, por mais incrível que pareça, essa voz nunca soou tão bem nos últimos 18 anos, expondo luzes e sombras de uma artista que sempre preservou a integridade. "Jamais foi tão escuro no país do futuro", volta a cantar Marina - sentada no sofá que compõe o cenário casual do show, à luz de luminária - ao reviver $ cara (Marina Lima e Antonio Cícero, 1989), lado A que o tempo destinou a ser lado B de um álbum nublado (Próxima parada, PolyGram, 1989). Entre tons mais ou menos iluminados, Marina apresenta show que desmente todos os prognósticos pessimistas e soa fluente, sedutor. Até porque Marina jamais arranha seu violão. O instrumento que a conduz na interpretação de canções que partiram do violão - como a artista ressalta em cena - é tocado com propriedade, com conhecimento de causa e com uma musicalidade que embasa boas surpresas como Something that we missed (Marina Lima e Giovanni Bizzotto em versão em inglês de Pat McDonald, 1993) - abordagem em inglês de O chamado, música que deu título ao álbum lançado por Marina em 1993 - e O solo da paixão (Marina Lima e Antonio Cícero). Há surpresas menos boas em roteiro povoado por composições menos conhecidas da cantautora. Música do álbum Virgem (PolyGram, 1987) que Marina nunca havia apresentado ao vivo, 1º de abril (Eu negar)? (Marina Lima, 1987) é canção menor na obra de compositora capaz de voos artísticos mais altos - como os alçados, por exemplo, na criação de Na minha mão (Marina Lima e Alvin L, 1998), momento mais relevante do show. Em contrapartida, as oportunas lembranças de Noite e dia - parceria de Lobão com Júlio Barroso (1953 - 1984) lançada por Marina no álbum Desta vida, desta arte (Ariola, 1982) - e do rock Acho que dá (Marina Lima e Tavinho Paes), reminiscência de aventura na estrada a caminho de Búzios (RJ), legitimam a pescaria de pérolas no baú da artista. A harmonização de sua voz com o toque preciso do violão - afinado em cena repetidas vezes - resulta tão suficiente que o uso eventual de bases eletrônicas em músicas como À meia voz (Marina Lima e Antonio Cícero, 1996) e Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero, 1984) soa até dispensável, pois polui a atmosfera íntima do show sem criar a rigor um novo ambiente. As bases se justificam somente nos dois números - Não me venha mais com o amor (Marina Lima e Adriana Calcanhotto, 2011) e Keep walkin' (Marina Lima, 2011) - em que, munida de sua guitarra, Marina mostra de forma quase didática como se deu a criação sintética dessas músicas gravadas em seu último revigorante álbum, Clímax (Libertà Records / Fullgás / Microservice, 2011). De todo modo, os melhores momentos do show No osso são aqueles em que, no seu lugarzinho (termo usado pela cantora para caracterizar o sofá que a acomoda durante quase toda a apresentação), Marina apresenta bom samba inédito de sua lavra, Da Gávea, entre alguns sucessos que geram empatia imediata entre cantora e público nem sempre disposto a ouvir o que não conhece ou não se lembra. Nesse sentido, a obra-prima Virgem (Marina Lima e Antonio Cícero, 1987) e as delícias do bis - Criança (Marina Lima, 1991), Grávida (Marina Lima e Arnaldo Antunes, 1991), Eu te amo você (Kiko Zambianchi, 1985) e À francesa (Marina Lima e Antonio Cícero, 1989) - aumentam o grau de sedução popular de No osso, show que, sobre todas as coisas, é essencialmente um corajoso solo que evidencia a paixão de Marina Lima pela (sua) música e pela vida, com muita fé no que ainda virá. Os passos que a cantora não deu ainda virão...

Ao violão, Marina revive transa inocente e música de Kiko no show 'No osso'

"Inocente...", sentenciou Marina Lima após apresentar ao público da casa Miranda a versão desossada de Transas de amor (Os sonhos de quem ama), parceria com seu irmão Antonio Cícero, gravada pela cantora e compositora de origem piauiense e alma carioca em seu primeiro álbum, Simples como fogo (Warner Music, 1979). A inocência a que se referiu a artista na estreia carioca de seu primeiro show de voz e violão, No osso, reside na ideologia afetiva contida nos versos da canção, que expõe "visão naïf do amor" no entender de Marina. Transas de amor é um dos lados B do roteiro do show, que estreou em São Paulo (SP) em junho de 2014 e chegou ao Rio de Janeiro (RJ), cidade natal da artista, na noite de 25 de julho. No show, feito somente com violão e eventuais bases eletrônicas, Marina canta o inédito samba Da Gávea, apresenta músicas menos ouvidas de seu cancioneiro autoral - como It's not enough (Marina Lima, Pat McDonald e Reed Vertelney, 1993), 1º de abril (Eu negar?) (Marina Lima, 1987), música que a cantora nunca havia feito ao vivo, e Acho que dá (Marina Lima e Tavinho Paes, 1982) - entre lados B dos repertórios autorais dos compositores cariocas Cazuza (1958 - 1990) e Lobão, amigos e colegas de geração dos quais Marina canta Carente profissional (Roberto Frejat e Cazuza, 1983) e Noite e dia (Lobão e Júlio Barroso, 1982), respectivamente. A versão em inglês de O chamado (Marina Lima e Giovanni Bizzotto, 1993) - intitulada Something that we missed e feita por Pat McDonald para a edição norte-americana do álbum O chamado (EMI Music, 1993), raríssima no Brasil - também é reavivada pela artista em seu show de clima mais íntimo, cujo bis inclui delícia pop do compositor paulista Kiko Zambianchi, Eu te amo você, música lançada pela cantora no álbum Todas (PolyGram, 1985). Eis o roteiro seguido por Marina Lima - em foto de Rodrigo Goffredo - em 25 de julho de 2014 na casa Miranda, no Rio de Janeiro (RJ), na estreia carioca de seu fluente show solo No osso:

1. Partiu (Marina Lima, 2013)
2. $ cara (Marina Lima e Antonio Cícero, 1989)
3. It's not enough (Marina Lima, Pat McDonald e Reed Vertelney, 1993)
4. Something that we missed (O chamado)
     (Marina Lima e Giovanni Bizzotto em versão em inglês de Pat McDonald, 1993)
5. O solo da paixão (Marina Lima e Antonio Cícero, 1996)
6. 1º de abril (Eu negar?) (Marina Lima, 1987)
7. Transas de amor (Marina Lima e Antonio Cícero, 1979)
8. Na minha mão (Marina Lima e Alvin L, 1998)
9. Virgem (Marina Lima e Antonio Cícero, 1987)
10. Carente profissional (Roberto Frejat e Cazuza, 1983) - gravada por Marina em 1993
11. Noite e dia (Lobão e Júlio Barroso, 1982)
12. Acho que dá (Marina Lima e Tavinho Paes, 1982)
13. Pessoa (Dalto e Cláudio Rabello, 1983)
14. À meia voz (Marina Lima e Antonio Cícero, 1996)
15. Da Gávea (Marina Lima, 2014)
16. Não me venha mais com o amor (Marina Lima e Adriana Calcanhotto, 2011)
17. Keep walkin' (Marina Lima, 2011)
18. Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero, 1984)
19. Que ainda virão (Marina Lima, 2006)
Bis:
20. Criança (Marina Lima, 1991)
21. Grávida (Marina Lima e Arnaldo Antunes, 1991)
22. Eu te amo você (Kiko Zambianchi, 1985)
23. À francesa (Cláudio Zoli e Antonio Cícero, 1989)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Eis a letra de 'Da Gávea', o samba lançado por Marina no show solo 'No osso'

"É um samba ou não é?", perguntou Marina Lima para a plateia que ouviu em primeira mão sua mais nova composição, Da Gávea. Sim, dessa vez, é um samba mesmo - como dá para perceber pelo ritmo e até pela construção da direta letra da música lançada pela cantora e compositora de origem piauiense (mas alma carioca) em seu show No osso. O samba Da Gávea - que cita no título bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ) - é a novidade do roteiro do primeiro show feito pela artista no estilo voz & violão.  Eis a letra do (bom) samba Da Gávea, tal como cantada por Marina - vista no show em foto de Juliana Trevisoli extraída da página oficial da cantora no Facebook - na estreia nacional do show No osso na casa Tom Jazz, em São Paulo (SP), em 5 de junho de 2014:

Da Gávea (Marina Lima)

Meu amor mora na Gávea
E na Gávea quando chove
Passa o rodo, desce a lama
E a gente quase morre
Como em todo o Rio de Janeiro
Mas na Gávea é diferente
Lá no alto tem um rolo

Com uma nega que me inflama

Gávea

Devo confessar
Eu sempre fui de outras bandas
Onde o verde vem do mar
E saudade e o luar
Caem noutros sambas
Mas quando me toquei
Seu perfume tomou conta do lugar
Tudo parecia que bastava
Antes de conhecer a Gávea

Meu amor mora na Gávea
E lá na Gávea tem um bosque.
Onde o verde e as promessas
Se revezam sem retoque
Nesse Rio cheio de oferta
As da Gávea são diferentes
Passo o resto dos meus dias
Depurando melodias
Pra essa nega que me cessa
Entre vinho e iguarias
Passo o resto dos meus dias
Pra essa nega que me cessa
Meu amor mora na Gávea

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Marina apresenta inédita em 'No osso', show em que bebe da fonte do violão

 Marina Lima vai apresentar música inédita - Da Gávea, samba composto com inspiração no bairro da Gávea, situado em zona nobre da cidade do Rio de Janeiro (RJ) - em seu primeiro show de voz & violão, No osso. "Pouca gente conhece o meu violão. No entanto, praticamente tudo o que fiz vem dele. Depois é que entram guitarra, programações, timbres, todo o resto. Mas a fonte está nele", ressalta a cantora e compositora de origem piauiense e alma carioca ao conceituar o show que vai apresentado na casa Tom Jazz, em São Paulo (SP), em 5 e 19 de junho de 2014. No osso é o ponto de partida de um novo projeto da artista.  Em princípio, serão apenas duas apresentações.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Parceria com Pitty promove álbum que também une Takai a Bonfá e a Marina

 Graciosa canção de arquitetura pop, Seu tipo é a primeira música divulgada do quarto CD gravado por Fernanda Takai fora do grupo mineiro Pato Fu, do qual é vocalista. Já disponível para audição no portal SoundCloud, a canção é parceria da artista amapaense com a cantora e compositora baiana Pitty. Gravado no estúdio 128 Japs, em Belo Horizonte (MG), com produção de John Ulhoa, o álbum de Takai se chama Na medida do impossível e tem edição programada para março de 2014 pela gravadora carioca Deck. Além de Pitty, Takai apresenta parcerias com Marina Lima, Marcelo Bonfá (da Legião Urbana), Julieta Venegas - artista do universo pop mexicano com quem Takai já fez alguns shows pelo Brasil - e Climério Ferreira. O disco inclui também dueto de Takai com Samuel Rosa em faixa de título ainda não divulgado (especula-se que seja numa versão).

domingo, 27 de outubro de 2013

No palco, o 'Disco' de Arnaldo gira com hit de Marina e canção de Donato

Em 1991, Marina Lima abriu parceria com Arnaldo Antunes, assinando com o titã a canção Grávida, um dos sucessos do melhor álbum da cantora e compositora carioca, Marina Lima (EMI-Odeon, 1991). Em que pese a excelente repercussão obtida pela música, Grávida nunca tinha ganhado a voz de seu coautor - até a estreia da turnê do show inspirado no álbum Disco, lançado pelo cantor e compositor paulista neste mês de outubro de 2013. Grávida é ótima surpresa do roteiro do show que, após passar por Salvador (BA) e Porto Alegre (RS), chegou ao Rio de Janeiro (RJ) no Circo Voador, em apresentação iniciada já na madrugada deste domingo, 27 de outubro. Além de Grávida, Arnaldo deu voz à canção de seu parceiro João Donato - Até quem sabe, parceria do compositor acriano com Lysias Ênio e Mercedes Chies, gravada por Donato o álbum Quem é quem (Odeon, 1973) - em bloco acústico. Eis o roteiro seguido por Arnaldo Antunes - em foto de Rodrigo Amaral - na estreia carioca do show Disco:

1. Agora (Já passou) (Arnaldo Antunes) - poema
2. Muito muito pouco (Arnaldo Antunes, 2013)
3. Sou volúvel (Arnaldo Antunes, Dadi Carvalho e Marisa Monte, 2013)
4. Trato (Arnaldo Antunes, Céu e Hyldon, 2013)
5. Atenção (Arnaldo Antunes, Alice Ruiz e João Bandeira, 2001)
6. Consumado (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2004)
7. Dizem (Quem me dera) (Arnaldo Antunes, Dadi Carvalho e Marisa Monte, 2013)
8. Hotel Fraternité (Arnaldo Antunes sobre poema de Hans Magnus Enzensberger traduzido por Aldo Fortes, 2006)
9. Grávida (Arnaldo Antunes e Marina Lima, 1991)
10. A casa é sua (Arnaldo Antunes e Ortinho, 2009)
11. Querem mandar (Arnaldo Antunes, Dadi Carvalho e Marisa Monte, 2013)
12. Nome não (Arnaldo Antunes, 1993)
13. Contato imediato (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2006)
14. Azul vazio (Arnaldo Antunes e Márcia Xavier, 2013)
15. Até quem sabe (João Donato, Lysias Ênio e Mercedes Chies, 1973)
16. Saiba (Arnaldo Antunes, 2004)
17. Meu coração (Arnaldo Antunes e Ortinho, 2009)
18. Ela é tarja preta (Arnaldo Antunes, Betão Aguiar, Luê, Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro, 2013)
19. Invejoso (Arnaldo Antunes e Liminha, 2009)
20. Vá trabalhar (Arnaldo Antunes, 2013) - composto em 1981 para o grupo Titãs
21. Medo (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Bellotto, 1989)
22. Sentido (Arnaldo Antunes e Nando Reis, 2013) - composto em 2001
23. Fora de si (Arnaldo Antunes, 1995)
Bis:
24. Envelhecer (Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci e Ortinho, 2009)
25. Socorro (Arnaldo Antunes e Alice Ruiz, 1994)
Bis 2:
26. Passe em casa (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte e Margareth Menezes, 2002)
27. O pulso  (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Bellotto, 1989)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Simone canta o primeiro sucesso autoral de Marina no seu CD de 40 anos

Primeiro sucesso da obra autoral de Marina Lima, Charme do mundo - parceria da cantora e compositora carioca com seu irmão Antonio Cícero, lançada por Marina no LP Certos acordes (1981) - ganha a voz de Simone no CD feito pela cantora baiana, sob produção de Bia Paes Leme e Leandro Braga (com Simone na foto de Cristina Granato), para festejar 40 anos de carreira. Charme do mundo integra repertório que inclui também Só se for - inédita parceria de Simone com Zélia Duncan - e o samba Trégua suspensa (Teresa Cristina e Lula Queiroga, 2010), entre outras músicas assinadas por mulheres. O disco sai em outubro pela Biscoito Fino.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Marina Lima planeja lançar, na internet, um EP produzido com Adriano Cintra

♪ Marina Lima planeja disponiblizar na internet - possivelmente ainda neste ano de 2013 - um EP com quatro ou cinco músicas. Rock que a cantora compôs sem parceiros e que entrou no roteiro do show Maneira de ser ao longo da turnê, Partiu seria uma dessas músicas. Partiu foi gravado com produção dividida entre Marina Lima - vista em foto de Rodrigo Amaral - e Adriano Cintra, artista que já integrou o grupo Cansei de Ser Sexy e que, no momento, faz parte da dupla Madrid.

domingo, 23 de junho de 2013

Show no Rio prova que Marina está plena em sua maneira de ser e de cantar

Resenha de show - Segunda visão
Título: Maneira de ser
Artista: Marina Lima (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 22 de junho de 2013
Cotação: * * * *

♪ Em cena, Marina Lima continua cantando à meia-voz  - como ficou claro logo que a cantora emitiu as primeiras notas de Virgem (Marina Lima e Antonio Cícero, 1987) no palco do Teatro Rival na noite de 22 de junho de 2013. Contudo, a artista piauiense (de alma carioca) está plena, feliz, em paz com sua maneira de ser e cantar - como também ficou claro na volta do show Maneira de ser ao Rio de Janeiro (RJ) para três apresentações que foram reduzidas a duas por conta das manifestações populares que paralisaram a cidade em 20 de junho. Sob a direção de Marcio Debellian e sob iluminação inventiva, a cantora e compositora reacendeu sua própria luz ao fazer um show ainda mais azeitado do que a apresentação da estreia carioca de Maneira de ser, em 16 de janeiro. Falante, Marina fez questão de tecer loas aos três músicos que dividem o palco com a cantora. De fato, Alex Fonseca (bateria e programações) Edu Martins (baixo e guitarra) e William Magalhães (teclados) são três músicos fundamentais na reconstrução da identidade musical de Marina ao longo dos anos 2000 em guinada iniciada, a rigor, com o álbum Pierrot do Brasil (1998), apropriadamente caracterizado em cena pela cantora como "o disco da virada". É um som que fica entre o rock, o pop e a música eletrônica. Para quem tem ouvidos limpos de qualquer preconceito com a (já resolvida) questão da voz da cantora, o show Maneira de ser mostra que, a caminho dos 58 anos (a serem completados em setembro), Marina continua moderna, antenada, cosmopolita. Composto somente pela artista e produzido por Marina em parceria com Adriano Cintra (o ex-integrante do grupo Cansei de Ser Sexy) para EP a ser lançado na internet, o bom rock Partiu - única música inédita do roteiro - atesta que a obra de Marina caminha (em sintonia) com o tempo. Por isso mesmo, é pena que o roteiro de Maneira de ser esteja calcado em sucessos e em um ou outro lado B da discografia da artista, caso do rock À meia-voz (Marina Lima e Antonio Cícero, 1996). Marina vem de um grande álbum de inéditas, Clímax (2011), e esse pouco ouvido disco que reflete sua vivência em São Paulo (SP) - do qual Marina canta somente Não me venha mais com o amor (Marina Lima e Adriana Calcanhotto, 2011) em Maneira de ser - precisaria estar representado com mais músicas no repertório do show. Parafraseando a letra de À francesa (Cláudio Zoli e Antonio Cícero, 1989), hit que fechou a apresentação (antes do bis aberto com música de Caetano Veloso, Como 2 e 2, que fez sucesso na voz de Roberto Carlos em 1971), os momentos felizes de Marina Lima não estão escondidos nem no passado e nem no futuro, mas neste tempo presente  em que a artista já se mostra plena com sua música e com sua (meia) voz.

Marina mostra rock 'Partiu' aos cariocas no retorno do show 'Maneira de ser'

 Após a conclusão de seu primeiro livro, Maneira de ser (2012), Marina Lima voltou a compor. Assinada somente por Marina, a primeira música da atual safra dessa cantora e compositora de origem piauiense, mas alma carioca, foi mostrada pela primeira vez aos conterrâneos da artista na volta do show Maneira de ser ao Rio de Janeiro (RJ) em duas apresentações que lotaram o Teatro Rival nas noites de 21 e 22 de junho de 2013. Trata-se de um rock, intitulado Partiu e concebido no tom cosmopolita que pauta o cancioneiro da compositora. Já gravado em estúdio com produção de Adriano Cintra (ex-integrante do grupo Cansei de Ser Sexy) e da própria Marina, para promover EP a ser lançado na internet ainda em 2013, o rock Partiu entrou no roteiro na temporada paulistana do show dirigido por Marcio Debellian - assim como uma versão editada do vídeo Sexo é bom - Todas ao vivo (1986). Partiu e o vídeo Sexo é bom foram para os cariocas as novidades do roteiro que Marina experimentou pela primeira vez em janeiro de 2013 - em apresentações em Osasco (SP), Sorocaba (SP) e Piracicaba (SP) - antes de estrear oficialmente o show Maneira de ser no Centro Cultural João Nogueira, no Imperator, Rio de Janeiro (RJ), em 16 de janeiro. Eis o roteiro seguido por Marina Lima - em foto de Rodrigo Amaral - no Teatro Rival na azeitada apresentação de 22 de junho de 2103 e, na sequência, eis a letra de seu inédito (bom) rock Partiu:

*  Inocentes do Leblon (Carlos Drummond de Andrade)
    - Poema recitado em vídeo por Antonio Cícero
1. Virgem (Marina Lima e Antonio Cícero, 1987)
2. Pseudo-blues (Nico Rezende e Jorge Salomão, 1987)
    - com exibição em vídeo de Deserto e chuva, tela de Killian Glasner, artista pernambucano radicado em Berlim 
3. À meia voz (Marina Lima e Antônio Cícero, 1996)
4. O chamado (Marina Lima e Giovanni Bizzoto, 1993)
5. Não me venha mais com o Amor (Marina Lima e Adriana Calcanhotto, 2011)
6. Difícil (Marina Lima e Antonio Cícero, 1985)
7. Partiu (Marina Lima, 2013) - música inédita
8. Me chama (Lobão, 1984)
9. Lígia (Tom Jobim e Chico Buarque, 1976) - em vídeo
    - Exibição do dueto de Marina e Tom Jobim (1927 - 1994), gravado em 1987 para a TV Globo

10. Pierrot (Marina Lima, 1998)
11. Pra começar (Marina Lima e Antônio Cícero, 1986)

12. Fullgás (Marina Lima e Antônio Cícero, 1984) 
      - Exibição do vídeo Sexo é bom - Todas ao vivo (1986)
13. Mesmo que seja eu (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1982)
14. Charme do mundo (Marina Lima e Antônio Cícero, 1981)
       - com exibição de Beijo, vídeo de Rafael Rosendaal
15. À francesa (Claudio Zoli e Antônio Cícero, 1989)
Bis:
16. Como 2 e 2 (Caetano Veloso, 1971)

17. Uma noite e 1/2 (Renato Rockett, 1987)

Partiu 
(Marina Lima)

Partiu, foi

Cola comigo
Partiu, foi
Fora do umbigo
Uma vida inteira pra plantar e pra colher
Luz

Juntos na virada

Quentinhos no iglu
Soltos no Esplanada
Chapados com o azul
Com você formou
A liga das nações
Pra libertar os povos
Dos nossos corações
Partiu, Berlim
Fica comigo
Partiu Berlim
Tudo é possível
Uma vida inteira pra plantar e pra colher (3x)
Luz

Secos e sedentos

Jovens ou além
O que pede a liga
É o belo, é o bem
Com você sou livre
Pra ser o que sentir
Sem medo nas paradas
Sem culpas pra ingerir
Partiu, formou
Casa comigo
Partiu, formou
Em todos os sentidos
Libertar o povo
Que amei e me peitou
E acolher os novos
Entes do Amor
Partiu Brasil
Bora comigo
Partiu Brasil
Tudo contigo
Uma vida inteira pra plantar e pra colher (3x)
Luz