♪ Cantora e compositora carioca que ampliou a visibilidade no universo pop ao dividir o palco com Ney Matogrosso em Infernynho, show de 2012 transformado em CD e DVD em 2013 via Canal Brasil, Marília Bessy grava álbum na cidade do Rio de Janeiro (RJ) com produção e direção musical de Michael Sullivan. Uma das músicas do disco - gravado no estúdio carioca Clave de Sullivan, de propriedade do produtor - é a marcha Eu dei..., composta por Ary Barroso (1903-1964) e lançada em disco na voz da cantora Carmen Miranda (1909-1955) em 1937. Decorridos 79 anos da gravação original, Bessy rebobina a malícia sensual de Eu dei... em dueto com o funkeiro carioca Mr. Catra.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
terça-feira, 24 de setembro de 2013
'Infernynho', show de Bessy com Ney, sai em CD e DVD via Canal Brasil
Infernynho - o show estreado em maio de 2012 em que Marília Bessy e Ney Matogrosso cantam repertório de tom erotizado sob a direção de Rodrigo Faour - ganha registro ao vivo através da Coleção Canal Brasil. Nas lojas em outubro de 2013, nos formatos de CD e DVD, a gravação ao vivo do show - captado em apresentação feita em 27 de julho de 2012 no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ) - rebobina, na voz do cantor, músicas como Açúcar candy (Sueli Costa e Tite de Lemos, 1975), Amor objeto (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1981), Por debaixo dos panos (Cecéu, 1978) e Folia no Matagal (Eduardo Dussek e Luiz Carlos Góes, 1979), entre outros sucessos da carreira solo de Ney. Clique aqui para (re)ver o roteiro do show Infernynho.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Show de Bessy com Ney, 'Infernynho' volta ao Rio para gravação ao vivo
Show que junta a cantora e compositora carioca Marília Bessy com Ney Matogrosso, Infernynho vai voltar ao Rio de Janeiro (RJ) para uma segunda apresentação no Teatro Rival - palco de sua estreia, em 23 de maio de 2012 - para ser gravado em DVD. O registro ao vivo do show idealizado por Bessy - com Ney na foto de Rita Vicente - e dirigido por Rodrigo Faour vai ser feito em 27 de julho. Clique aqui para ler a resenha da estreia de Infernynho e aqui para conhecer o roteiro deste show de tom erotizado que rebobina hits de Gretchen e Sidney Magal.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Quando Ney chega, todo mundo se agita no erotizado show 'Infernynho'
Resenha de show
Título: Infernynho
Artistas: Marília Bessy e Ney Matogrosso (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 23 de maio de 2012
Cotação: * * * 1/2
Título: Infernynho
Artistas: Marília Bessy e Ney Matogrosso (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 23 de maio de 2012
Cotação: * * * 1/2
"Quando ele chega / Todo mundo se agita / Quando ele canta / Todo mundo canta com ele / E todo mundo sabe quem ele", deu a senha Marília Bessy, dando a pista de que Ney Matogrosso iria entrar no palco do Teatro Rival para a partir de então dividir a cena com a cantora no show Infernynho. De fato, Ney apareceu no meio do número e dançou no palco enquanto Bessy terminava de cantar Quem É Ele? (Betto Gouglas e Fernando Santos), sucesso nacional em 1978, em pleno apogeu da disco music, na voz efêmera da cantora cearense Miss Lene. A sacação de usar o hit de Miss Lene para pontuar a entrada do cantor - ideia do diretor e roteirista do show, Rodrigo Faour - foi perfeita porque, sim, todo mundo se agitou no Infernynho quando Ney chegou e fez o show bombar. Majoritariamente senhoril, o público que lotou o Teatro Rival na noite de 23 de maio de 2012 estava ali somente para ver Ney cantar músicas sensuais, às vezes até erotizadas, revivendo de certa forma a postura libertária dos históricos shows que fez entre a segunda metade dos anos 70 e a primeira dos 80. Isso fez com que o set individual de Bessy - cantora de alma e postura roqueira - fosse recebido com frieza. Nem quando recorreu a sucessos do rock brasileiro dos anos 80 como Louras Geladas (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon, 1985), degustado em (ótimo) arranjo que alternou ambiências, indo de clima inicialmente lânguido até a pegada frenética de um ragga, Bessy conseguiu contagiar a plateia. Diretora musical e idealizadora do show, a cantora somente conseguiu alguma interação com o público quando acendeu Fogo e Paixão (Wando e Rose, 1985) e fez parte desse público fazer coro no sucesso de Wando (1945 - 2012), cantor popularizado a partir da segunda metade da década de 80 por repertório de tom erotizado que se ajusta bem ao clima acalorado de Infernynho. Até que Ney Matogrosso chegou e acendeu o fogo da plateia apaixonada por ele. À beira dos 71 anos, mas com um corpinho de 20 e a voz dos 30 e poucos anos, Ney reiterou sua força cênica desde que pisou no palco do Teatro Rival. Após dançar com ar sedutor em Quem É Ele?, o cantor assumiu o microfone e interpretou Amor Objeto - delícia pop de Rita Lee e Roberto de Carvalho - no mesmo tom da gravação original de 1981. Hábeis na junção de amor e sexo em seu pop rock, o casal Rita & Roberto é não por acaso nome recorrente no roteiro de Infernynho. São deles Bem-me-Quer (1980) e Banho de Espuma (1981), joias cantadas em tom esfuziante por Ney e Bessy no carnavalizante medley final feito bem depois de, na sequência de Amor Objeto, Ney ter rebobinado - com Bessy na guitarra - O Que Você Quer de Mim? (Marília Bessy, Rodrigo Santos e Mauro Stª Cecília,
2011), música a que deu voz em recente CD da artista, Doce Devassa (2011). Neste dueto, os cantores esboçaram um tom teatral que atingiria seu ápice em Meu Sangue Ferve por Você (M. Pancol, Jack Arel, C. Carrere e Freddie Meyer em versão em português
de Serafim Costa Almeida, 1976), sucesso do amante latino Sidney Magal nos anos 70. No fervido número, o hit de Magal é revivido com Bessy aos pés de Ney. Fã assumido do cancioneiro kitsch nacional, Faour concilia no roteiro desde sucesso da rebolativa Gretchen - Conga Conga Conga (Mister Sam, 1980), solado por Bessy em ralentado ritmo jazzy enquanto se roça no corpo de Ney, que permanece sentado em todo o erotizado número - até (insosso) tema dançante e malicioso gravado pelo grupo Roupa Nova em 1982, Vira de Lado (Mariozinho Rocha, Serginho e Ricardo Feghali). Contudo, o grande poder de sedução de Infernynho reside no fato de fazer Ney voltar a um repertório que não cantava há cerca de 30 anos. Originalmente gravado pelo cantor em 1982 em clima forrozeiro, Por Debaixo dos Panos (Cecéu, 1978) ganha pegada roqueira. O número mostra que, mesmo quando lê as letras, o cantor não deixa que a necessidade dessas leituras atrapalhe suas interpretações, habitualmente sedutoras. Em Trepa no Coqueiro (Ary Kerner), o cantor ressalta a malícia da música que gravou no álbum Bandido (1976) enquanto chega ao ponto de simular orgasmo ao fim de Açúcar Candy (Sueli Costa e Tite de Lemos, 1975), tema de versos como "Tua pistola dispara baunilha na minha boca", ousados para a época. Sim, em plena era ditatorial, Ney gozou na cara de seus opressores com gravação de 1975 que gerou número igualmente ousado de show dos anos 70. "Um pouco de indecência é sempre necessário", pregara Marília Bessy ao abrir seu set com A Indecência (Paula Toller e George Israel, 1991), tema obscuro de um disco em que o trio carioca Kid Abelha sentenciou que tudo é permitido. Em Infernynho, show que inspirou rock composto por Bessy com Eduardo Dussek e apresentado no bis, Ney se permite correr riscos para evocar o período mais libertário de sua carreira. Veículo para o exercício da vaidade do diretor, a aparição de Faour no palco para apresentar o show - na abertura das cortinas - teria feito mais sentido se, nesse momento, ele se valesse de texto que contextualizasse esse repertório sensual na trajetória de Ney. É Ney Matogrosso quem esquenta o Infernynho e é por ele que Infernynho chega ao céu.
Ney e Bessy descem ao 'Infernynho' com hits de Magal, Rita e Gretchen
Hit nacional de Sidney Magal em 1976, Meu Sangue Ferve Por Você pulsou sensual nas vozes e veias de Ney Matogrosso e Marília Bessy no bis da estreia do show Infernynho. Número que se destacou na apresentação que lotou o Teatro Rival no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 23 de maio de 2012. Meu Sangue Ferve por Você foi uma das pérolas do cancioneiro kitsch nacional pescadas pelo diretor Rodrigo Faour para o roteiro do espetáculo de tom acalorado que Faour pretende registrar posteriormente para edição em DVD. Ney e Bessy - vistos em foto de Rodrigo Amaral - descem ao Infernynho ao som de músicas mais ou menos sensuais lançadas por Kid Abelha (A Indecência, 1991), Wando (Fogo e Paixão, 1985), Gretchen (Conga Conga Conga, 1980), Miss Lene (Quem É Ele?, 1978) e Roupa Nova (Vira de Lado, 1982), além de temas maliciosos já gravados pelo próprio Ney, casos de Açúcar Candy (1975), Amor Objeto (1981), Por Debaixo dos Panos (1982) e Trepa no Coqueiro (1976). Eis o roteiro seguido por Ney Matogrosso e Marília Bessy na estreia nacional do despudorado e sensual show Infernynho:
1. A Indecência (Paula Toller e George Israel, 1991) - com Marília Bessy
2. Por Aí (Cazuza e Frejat, 1982) - com Marília Bessy
3. Louras Geladas (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon, 1985) - com Marília Bessy
4. Blá, Blá, Blá... Eu te Amo (Rádio Blá) (Tavinho Paes, Arnaldo Brandão e Lobão, 1987) - com Marília Bessy
5. Doce Devassa (Marília Bessy e Rodrigo Santos, 2011) - com Marília Bessy
6. Kátia Flávia, A Godiva do Irajá (Fausto Fawcett e Carlos Laufer, 1987) - com Marília Bessy
7. Fogo e Paixão (Wando e Rose, 1985) - com Marília Bessy
8. Quem É Ele? (Betto Douglas e Fernando Santos, 1978) - com Marília Bessy e coreografia de Ney Matogrosso
9. Amor Objeto (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1981) - com Ney Matogrosso
10. O Que Você Quer de Mim? (Marília Bessy, Rodrigo Santos e Mauro Stª Cecília, 2011) - com Ney Matogrosso e Marília Bessy
11. Por Debaixo dos Panos (Cecéu, 1978 / Gravação de Ney Matogrosso - 1982) - com Ney Matogrosso
12. Trepa no Coqueiro (Ary Kerner, 1929 / Gravação de Ney Matogrosso - 1976) - com Ney Matogrosso
13. Açúcar Candy (Sueli Costa e Tite de Lemos, 1975) - com Ney Matogrosso
14. Conga Conga Conga (Mister Sam, 1980) - com Marília Bessy
15. Vira de Lado (Mariozinho Rocha, Serginho e Ricardo Feghali, 1982) - com Ney Matogrosso e Marília Bessy
16. Bem-me-Quer (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1980) - com Ney Matogrosso e Marília Bessy /
Banho de Espuma (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1981) - com Ney Matogrosso e Marília Bessy
Bis:
17. Meu Sangue Ferve por Você (M. Pancol, Jack Arel, C. Carrere e Freddie Meyer em versão em português de Serafim Costa
Almeida, 1976) - com Ney Matogrosso e Marília Bessy
18. Folia no Matagal (Eduardo Dussek e Luiz Carlos Góes, 1979 / Gravação de Ney Matogrosso - 1981) - com Ney Matogrosso
19. Infernynho (Marília Bessy e Eduardo Dussek, 2012) - com Ney Matogrosso e Marília Bessy
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Bessy vai de Gretchen a Tim entre inéditas autorais de 'Doce Devassa'
Cinco anos após seu primeiro CD, lançado de forma independente em 2006, a cantora e compositora carioca Marília Bessy volta ao mercado fonográfico com Doce Devassa, álbum editado pelo selo Discobertas. Sob a produção musical do baixista Rodrigo Santos, Bessy vai de Gretchen (Conga Conga Conga, hit de 1981 alocado como faixa-bônus) a Tim Maia (Não Vou Ficar, funk de 1969, revivido com a voz e a guitarra de Hyldon) entre inéditas autorais como Tem Dias que Eu Sou Assim, Vela e Meu Mundo Virou. Com pegada roqueira, Doce Devassa traz também a voz singular de Ney Matogrosso, convidado da faixa O Que Você Quer de Mim.
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