Tantinho da Mangueira e Wilson das Neves - vistos em foto de Rodrigo Amaral - dividiram a cena na 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira para cantar dois sambas bem populares da obra do compositor carioca Noel Rosa (1910 - 1937), homenageado da festiva cerimônia realizada no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ) na noite de 6 de julho de 2011. À vontade no universo de Noel, Tantinho abriu o número com Conversa de Botequim (Noel Rosa e Vadico, 1935). Na sequência, Wilson das Neves vestiu Com que Roupa? (Noel Rosa, 1930) com sua ginga toda própria. No número seguinte, foi a vez de Lenine se encontrar com Luísa Maita. De início, o cantor interpretou Pierrot Apaixonado (Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, 1935) em marcha lenta. Depois, Maita engatou As Pastorinhas (Noel Rosa e João de Barro, 1934), outra marcha do repertório do Poeta da Vila. Por fim, Lenine e Maita cantaram O Orvalho Vem Caindo (Noel Rosa e Kid Pepe, 1933), com metais evocando clima de gafieira.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Retrô 2010: a nova geração paulistana mostra a que veio na cena 'indie'
Em dezembro, o lançamento do primeiro álbum do cantor, compositor e percussionista Leo Cavalcanti (foto), Religar, fechou em grande estilo o ano em que a nova geração paulistana deu às caras e mostrou a que veio, agitando a cena indie com discos cheios de personalidade. Em março, no embalo do sucesso do Sweet Jardim (2009) de sua amiga Tiê, Thiago Pethit montou seu cabaré folk em Paris, Texas. Em maio, foi a vez de Tulipa Ruiz inserir seu nome entre as gratas revelações de 2010 com Efêmera, bom CD que gerou um show ainda melhor. Em julho, Luísa Maita seguiu a trilha periférica do cantor e compositor paulista Rodrigo Campos - uma das revelações de 2009 por conta do disco São Mateus Não É um Lugar Assim Tão Longe - e retratou o lado menos chique de São Paulo (SP) em Lero-Lero. Em novembro, Marcelo Jeneci se confirmou excelente compositor no ótimo Feito pra Acabar, álbum assumidamente pop produzido por Kassin. Incensada pela crítica, inclusive a carioca, essa turma paulistana sai de 2010 com o ego inflado e entra em 2011 com o desafio de fazer seus antenados discos serem efetivamente ouvidos e consumidos fora da limitada cena indie nativa.
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