♪ Eis a capa estilo knolling de Antes do mundo acabar, o disco de samba da cantora, compositora e instrumentista fluminense Zélia Duncan. No álbum, produzido por Bia Paes Leme, Zélia dá voz a uma das obras-primas da parceria da compositora carioca Ivone Lara com o compositor fluminense Délcio Carvalho (1939 - 2013). Trata-se de Em cada canto, uma esperança, música lançada na voz de Ivone em seu primeiro álbum solo, Samba minha verdade, samba minha raiz (EMI-Odeon, 1978), revivida por Sombrinha em disco solo de 1992 e regravada por Beth Carvalho no álbum Nosso samba tá na rua (Andança / EMI Music, 2011). Antes do mundo acabar totaliza 14 faixas.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Discobiografia de Ivone revela pré-história da vida e obra da dama do samba
Resenha de livro
Título: Dona Ivone Lara - A Primeira-dama do samba
Autor: Lucas Nobile
Editora: Sonoras
Cotação: * * * *
Título: Dona Ivone Lara - A Primeira-dama do samba
Autor: Lucas Nobile
Editora: Sonoras
Cotação: * * * *
♪ Se o jornalista Lucas Nobile somente tivesse detalhado a gênese de cada um dos 12 álbuns de Ivone Lara, o autor da discobiografia da cantora e compositora carioca - livro escrito para integrar a quarta edição do Sambabook, o projeto multimídia da empresa Musickeria - já teria prestado relevante serviço à bibliografia musical brasileira. Afinal, o descaso da indústria do disco com a obra fonográfica da artista é tamanho que vários títulos nobres de sua discografia - como Samba minha verdade, samba minha raiz (EMI-Odeon, 1978), Sorriso de criança (EMI-Odeon, 1979) e Ivone Lara (Som Livre, 1985) - jamais ganharam reedição no formato de CD. Sem falar que os dois últimos - Bodas de coral no samba brasileiro (Independente, 2010), álbum assinado com o parceiro Délcio Carvalho (1939 - 2013), e Baú da Dona Ivone (Independente, 2012) - sequer tiveram distribuição comercial. Só que Nobile vai além. Além de discorrer sobre os discos em si, dedicando um capítulo a cada álbum, o jornalista revela a a pré-história de Ivone Lara, agregando valor documental ao livro. Até porque essa pré-história é longa. É que 40 anos separam a criação da primeira composição de Ivone - o partido alto Tiê (Ivone Lara, Mestre Fuleiro e Tio Hélio, 1934), feito aos 12 anos em clima familiar - e a chegada do sucesso em 1974, ano em que Tiê ganhou seu primeiro registro fonográfico no álbum coletivo Quem samba, fica? Fica (EMI-Odeon) e ano em que a cantora mineira Clara Nunes (1942 - 1983) gravou com sucesso o samba Alvorecer, uma das muitas obras-primas da lírica parceria de Ivone com Délcio Carvalho. O maior mérito do livro é contar a vida de Ivone Lara até esse momento de reconhecimento. Com rigor jornalístico, Nobile esclarece fatos fundamentais da biografia da artista. O mais relevante é a exposição do correto ano de nascimento de Ivone, 1922 - e não 1921, como se pensava até então e como consta na quase totalidade das publicações oficiais sobre a sambista. Nesse caso, o erro coletivo tem justificativa: a mãe de Ivone forjou outro ano de nascimento para a filha com o objetivo nobre de lhe acrescentar um ano de vida e, assim, permitir a entrada da então adolescente Ivone em colégio interno. Outra informação relevante é que, sem deixar de ressaltar o pioneirismo de Ivone ao abrir alas para as mulheres no mundo machista do samba (e das escolas de samba), o autor revela que, a rigor, a primeira mulher a integrar a ala de compositores de uma escola foi Carmelita Brasil, em 1959, na Unidos da Ponte. O que não diminui o feito de Ivone de ter entrado em 1965 para a ala de compositores da escola Império Serrano - então uma das quatro grandes do Carnaval carioca ao lado de Mangueira, Portela e Salgueiro - com sua assinatura no samba-enredo Os cinco bailes da história do Rio (Ivone Lara, Silas de Oliveira e Bacalhau, 1965), há 50 anos. Enfim, Ivone Lara - formada enfermeira em 1942, profissão que lhe garantiu o sustento pré-fama e uma aposentadoria ainda em vigor - teve uma vida bastante agitada antes de ingressar na carreira artística, a partir de 1970 (ano de sua primeira gravação em disco). Em seus capítulos iniciais, Dona Ivone Lara - A primeira-dama do samba reconta os fatos mais marcantes dessa vida, rememorando estripulias infantis e a criação da escola Prazer da Serrinha, na qual Ivone chegou a desfilar como porta-bandeira. Quando parte para analisar os discos da compositora que se tornou cantora nos anos 1970, Nobile não abre mão do espírito crítico, apontando com elegância as músicas e os títulos menos inspirados. Por mais que cometa uma imprecisão ao sentenciar o ineditismo de Candeeiro da vovó (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1996) na ocasião da gravação do álbum Bodas de ouro (Sony Music, 1997), ignorando que o samba já tinha sido lançado em disco um ano antes pelo grupo carioca Toque de Prima, o autor apresenta (disco)biografia à altura da importância de Ivone Lara.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Fichário do 'Sambabook' eterniza partituras de 60 composições de Ivone Lara
♪ Parte integrante do Sambabook, projeto multimídia criado pela empresa Musickeria, o fichário do Sambabook Dona Ivone Lara alinha partituras de 60 músicas da obra autoral da compositora carioca. As partituras foram transcritas das gravações originais das composições. A seleção das músicas cobre um período de 80 anos, indo de Tiê - o partido alto composto por Ivone em 1934, aos 12 anos, em parceria com Mestre Fuleiro e Hélio dos Santos (1917 - 2007), mas gravado somente 40 anos depois, em 1974 - a Amor relativo (Ivone Lara, Diogo Nogueira, Bruno Castro e André Lara, 2015), única música inédita do repertório do CD e DVD Sambabook Dona Ivone Lara. Além das partituras, o fichário - de capa dura - reproduz as letras de músicas como Alvorecer (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1974) e Dizer não pro adeus (Ivone Lara, Bruno Castro e Luiz Carlos da Vila, 2005). A seleção inclui músicas não regravadas no CD e DVD, casos de Cansei de esperar você (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1986) - música lançada pelo grupo Fundo de Quintal e regravada pela boa cantora Roberta Sá em 2007 - e de Felicidade segundo eu (Ivone Lara e Nei Lopes, 1986).
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Arlindo, Martinho e Ivone Lara são partidos (mais) altos do CD 'Sambabook 2'
Resenha de CD
Título: Sambabook Dona Ivone Lara 2
Artista: vários
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * *
Título: Sambabook Dona Ivone Lara 2
Artista: vários
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * *
♪ Ligeiramente menos sedutor do que o primeiro volume, o CD Sambabook Dona Ivone Lara 2 destaca quem é do ramo, quem tem real intimidade com o fundo dos quintais e dos terreiros em que brotam o samba e o partido alto. Martinho da Vila, por exemplo, é intérprete à altura do partido Andei para curimá (1974), tema em que Ivone Lara assina música e letra, mostrando que também domina a arte de fazer versos - função habitualmente entregue ao seu principal parceiro, Délcio Carvalho (1939 - 2013), na composição da obra poética da dupla. Quarto título do projeto multimídia criado pela empresa Musickeria, o Sambabook Dona Ivone Lara teve sua parte musical feita sob a direção artística de Afonso Carvalho e a direção musical de Alceu Maia. Como se trata de tributo ao legado desta grande compositora carioca que abriu alas para as mulheres no reduto historicamente masculino do samba, a opção pelo respeito à obra se revela acertada. O que torna o partido mais ou menos alto é a escolha dos intérpretes. Arlindo Cruz valoriza Força da imaginação (1982), parceria bissexta de Ivone com Caetano Veloso, que abre o segundo CD com interpretação insossa de Alguém me avisou (1980), samba à moda baiana que o próprio Caetano já gravou com mais viço como convidado do registro original feito por sua irmã Maria Bethânia no álbum Talismã (Philips, 1980). O Fundo de Quintal parece em casa ao defender Preá comeu (1982), outro tema criado por Ivone sem parceiros. Já Lu Carvalho ainda não tem estrada e maturidade vocal para celebrar Bodas de ouro (Ivone Lara e Paulo César Pinheiro, 1997), samba talhado para sua tia, Beth Carvalho, ausência sentida no elenco (Beth, a principal intérprete do cancioneiro de Ivone Lara, não pôde participar do Sambabook da compositora por problemas de saúde). Diferentemente do CD 1, calcado somente em regravações, o CD 2 apresenta título inédito do cancioneiro de Ivone Lara. Parceria da compositora com o neto André Lara, com Bruno Castro e com Diogo Nogueira (intérprete do samba inédito), Amor relativo ostenta as principais características da obra da artista - uma melodia lírica e uma letra impregnada de melancolia e de paradoxal fé na vida e no amor - e, mesmo sem cacife para se tornar um dos clássicos dessa obra, deixa boa impressão. Já Elba Ramalho e Zélia Duncan defendem duas músicas de 1981 - A sereia Guiomar (Ivone Lara e Délcio Carvalho) e Tendência (Ivone Lara e Jorge Aragão - sem um brilho especial que as faça sobressair. Por sua vez, Áurea Martins parece ter posto mais alma em Alvorecer (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1974), embora jamais atinja a maestria da interpretação precisa de Clara Nunes (1942 - 1983), cantora que lançou este lindo samba que, 41 anos depois, ainda paira como um dos mais belos da obra de Ivone e Délcio. Xande de Pilares lembra com mera correção um bonito samba triste, Liberdade (Ivone Lara e Délcio Carvalho), lançado em 1977 pelo cantor fluminense Roberto Ribeiro (1940 - 1996) no embalo do sucesso de Acreditar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1976), samba que alavancara sua carreira fonográfica no ano anterior. Também meramente correto, Reinado dá voz a Dizer não pro adeus (Ivone Lara, Bruno Castro e Luiz Carlos da Vila, 2005) enquanto Wilson das Neves repõe na avenida a nobreza histórica do samba-enredo Os cinco bailes da história do Rio (Ivone Lara, Silas de Oliveira e Bacalhau, 1965), título que justificou a entrada de Ivone Lara na ala de compositores da escola Império Serrano. Por fim, a própria Ivone Lara se junta aos convidados em registro coletivo de Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978), reiterando sua majestade.
domingo, 2 de agosto de 2015
Carminho, Mariene e Teresa sobressaem no bom CD 'Sambabook 1' de Ivone
Resenha de CD
Título: Sambabook Dona Ivone Lara 1
Artista: vários
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * 1/2
Título: Sambabook Dona Ivone Lara 1
Artista: vários
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * 1/2
♪ Com previdente bom senso, o elenco do primeiro dos dois volumes do CD Sambabook Dona Ivone Lara jamais inventa moda ao regravar 13 títulos expressivos do sensível cancioneiro da compositora carioca. Feitas sob a direção musical de Alceu Maia, as 13 regravações soam respeitosas, tendo sido feitas dentro de um padrão de reverência às melodias, às cadências e às letras geralmente poéticas e melancólicas da obra da artista, pioneira ao abrir alas para as mulheres no mundo machista do samba a partir dos anos 1940. É salutar que artistas procurem a reinvenção ao abordar músicas já conhecidas. Contudo, nesse caso específico, a reverência é oportuna por se tratar de um cancioneiro de características bem marcantes que dificilmente manteria sua beleza fora da forma original. Quarto título da série multimídia criada pela empresa Musickeria, o Sambabook Dona Ivone Lara soa digno, sempre correto, ainda que um ou outro artista sobressaia no elenco - como é natural em projetos coletivos. Os destaques do CD Sambabook Ivone Lara 1 são a cantora portuguesa Carminho, o rapper paulistano Criolo, a cantora baiana Mariene de Castro e a cantora carioca Teresa Cristina. Em dueto com o músico carioca Hamilton de Holanda, sublime no toque de seu bandolim, Carminho brilha em Nasci para sonhar e cantar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1982) porque "o mundo de tristeza" que ronda o samba de Ivone - e que é citado explicitamente na letra desse belo samba lançado pela compositora no seu quarto álbum, Alegria minha gente - Serra dos meus sonhos dourados (WEA, 1982) - tem parentesco com o universo do fado. Criolo reitera sua intimidade com o samba em Tiê (Ivone Lara, Mestre Fuleiro e Tio Hélio, 1934 / 1974) sem precisar inserir rap no partido alto para legitimar sua escalação. Mariene de Castro expõe com precisão o tom maternal de Sorriso de criança (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1979). Já Teresa Cristina - cujo canto carrega uma tristeza parecida com a melancolia recorrente no cancioneiro paradoxalmente otimista de Ivone - expressa toda a gama de sentimentos de um samba belo e pouco conhecido da compositora, Agradeço a Deus (Ivone Lara e Mano Décio da Viola, 1970), pérola pescada no baú da autora. Já Maria Bethânia demonstra preguiça ao regravar Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978), samba lançado pela própria Bethânia em dueto com Gal Costa. O disco teria ainda mais valor se Bethânia tivesse gravado um samba inédito em sua voz. Zeca Pagodinho também revela certa apatia na interpretação de Minha verdade (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1976), sem mostrar toda a beleza desse samba menos batido da parceria de Ivone com o compositor fluminense Délcio Carvalho (1939 - 2013), cujas letras de versos embebidos em poesia ajudaram a delinear os contornos da obra de sua parceira. A mineira Aline Calixto e as cariocas Leci Brandão e Luiza Dionísio defendem com correção Não chora neném (Ivone Lara, 1979), Enredo do meu samba (Ivone Lara e Jorge Aragão, 1984) e Mas quem disse que eu te esqueço? (Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho, 1981), respectivamente. Já Adriana Calcanhotto é tão boa intérprete que, mesmo sem ter veia afro pulsando em sua garganta, consegue acender Candeeiro da vovó (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1996). Por sua vez, Vanessa da Mata oferece pálida interpretação de Acreditar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1976), um dos sambas mais populares da obra da compositora. Vanessa somente não é pior do que Bruno Castro. Parceiro mais frequente de Ivone desde os anos 2000, Castro expõe a falta de vocação para o canto ao entoar um dos mais bonitos sambas do cancioneiro de sua parceira, Em cada canto uma esperança (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978). Por fim, o grupo Jongo da Serrinha defende com propriedade Axé de Ianga (Pai maior) (Ivone Lara, 1980) em gravação que deveria ter tido o peso da percussão mais realçado na mixagem. No todo, o Sambabook Dona Ivone Lara 1 cumpre sua função de expor - com maior ou menor êxito, dependendo do artista - a beleza poética de repertório tão nobre quanto atemporal.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Eis as músicas (e os intérpretes) do 'Sambabook' dedicado a Dona Ivone Lara
♪ Nas lojas em agosto de 2015, nos formatos de CD duplo, DVD e em edição tripla (capa à esquerda) que junta DVD com os dois CDs, o Sambabook Dona Ivone Lara alinha 26 números gravados em novembro de 2014, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ). Na quarta edição do projeto Sambabook, um time de intérpretes - que mistura nomes do samba, MPB e até do rap - regrava as músicas mais expressivas do cancioneiro da compositora carioca Ivone Lara. Esse time estelar inclui Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso, Criolo, Diogo Nogueira, Elba Ramalho, Leci Brandão, Maria Bethânia, Mariene de Castro, Martinho da Vila, Teresa Cristina, Vanessa da Mata e Zeca Pagodinho, entre outros nomes. Eis, na ordem do DVD e na disposição dos CDs, as músicas e intérpretes reunidos no Sambabook Ivone Lara:
DVD
1. Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) - Maria Bethânia
2. Andei para curimá (Ivone Lara, 1974) - Martinho da Vila
3. Alguém me avisou (Ivone Lara, 1980) - Caetano Veloso
4. Tiê (Ivone Lara, Mestre Fuleiro e Tio Hélio, 1934 / 1974) - Criolo
5. Agradeço a Deus (Ivone Lara e Mano Décio da Viola, 1970) - Teresa Cristina
6. Amor relativo (Ivone Lara, Diogo Nogueira, Bruno Castro e André Lara, 2015)
- Diogo Nogueira
- Diogo Nogueira
7. Nasci pra sonhar e cantar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1982)
- Carminho e Hamilton de Holanda
- Carminho e Hamilton de Holanda
8. Mas quem disse que eu te esqueço? (Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho, 1981)
- Luiza Dionísio
9. Preá comeu (Ivone Lara, 1982) - Fundo de Quintal
10. Tendência (Ivone Lara e Jorge Aragão, 1981) - Zélia Duncan
11. Acreditar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1976) - Vanessa da Mata
12. Minha verdade (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1976) - Zeca Pagodinho
13. Liberdade (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1977) - Xande de Pilares
14. Não chora neném (Ivone Lara, 1979) - Aline Calixto
15. Sereia Guiomar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1980) - Elba Ramalho
16. Em cada canto uma esperança (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) - Bruno Castro
17. Dizer não pro adeus (Ivone Lara, Luiz Carlos da Vila e Bruno Castro, 2005) - Reinaldo
18. Força da imaginação (Ivone Lara e Caetano Veloso, 1982) - Arlindo Cruz
19. Bodas de ouro (Ivone Lara e Paulo César Pinheiro, 1997) - Lu Carvalho
20. Candeeiro da vovó (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1996) - Adriana Calcanhotto
21. Enredo do meu samba (Ivone Lara e Jorge Aragão, 1984) - Leci Brandão
22. Alvorecer (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1974) - Áurea Martins
23. Sorriso de criança (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1979) - Mariene de Castro
24. Os cinco bailes da história do Rio (Ivone Lara, Silas de Oliveira e Bacalhau, 1965)
- Wilson das Neves
25. Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) - todos os convidados
26. Axé de Ianga (Pai maior) (Ivone Lara, 1980) - Jongo da Serrinha
CD 1
1. Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) - Maria Bethânia
2. Minha verdade (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1976) - Zeca Pagodinho
3. Nasci pra sonhar e cantar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1982)
- Carminho e Hamilton de Holanda
- Carminho e Hamilton de Holanda
4. Agradeço a Deus (Ivone Lara e Mano Décio da Viola, 1970) - Teresa Cristina
5. Mas quem disse que eu te esqueço? (Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho, 1981)
- Luiza Dionísio
6. Acreditar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1976) - Vanessa da Mata
7. Tiê (Ivone Lara, Mestre Fuleiro e Tio Hélio, 1974) - Criolo
8. Não chora neném (Ivone Lara, 1979) - Aline Calixto
9. Em cada canto uma esperança (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) - Bruno Castro
10. Candeeiro da vovó (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1996) - Adriana Calcanhotto
11. Enredo do meu samba (Ivone Lara e Jorge Aragão, 1984) - Leci Brandão
12. Sorriso de criança (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1979) - Mariene de Castro
13. Axé de Ianga (Pai maior) (Ivone Lara, 1980) - Jongo da Serrinha
CD 2
1. Alguém me avisou (Ivone Lara, 1980) - Caetano Veloso
2. Andei para curimá (Ivone Lara, 1974) - Martinho da Vila
3. Amor relativo (Ivone Lara e André Lara, 2015) - Diogo Nogueira
4. Preá comeu (Ivone Lara, 1982) - Fundo de Quintal
5. Tendência (Ivone Lara e Jorge Aragão, 1981) - Zélia Duncan
6. Liberdade (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1977) - Xande de Pilares
7. Sereia Guiomar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1980) - Elba Ramalho
8. Dizer não pro adeus (Ivone Lara, Luiz Carlos da Vila e Bruno Castro, 2005) - Reinaldo
9. Bodas de ouro (Ivone Lara e Paulo César Pinheiro, 1997) - Lu Carvalho
10. Força da imaginação (Ivone Lara e Caetano Veloso, 1982) - Arlindo Cruz
11. Alvorecer (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1974) - Áurea Martins
12. Os cinco bailes da história do Rio (Ivone Lara, Silas de Oliveira e Bacalhau, 1965)
- Wilson das Neves
13. Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) - todos os convidados
sábado, 6 de junho de 2015
'Sambabook' de Ivone Lara é lançado com Adriana, Bethânia, Elba e Vanessa
♪ A IMAGEM DO SOM - Postada na página do projeto Sambabook no Facebook, a foto flagra a cantora e compositora carioca nas gravações realizadas em novembro de 2014 na Grande Sala da Cidade das Artes, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Quarto volume do projeto, o Sambabook de Ivone Lara vai ser lançado neste mês de junho de 2015. Registros inéditos da musicografia da artista - feitos por elenco que inclui Adriana Calcanhotto, Áurea Martins, Beth Carvalho, Carminho, Criolo, Caetano Veloso, Diogo Nogueira, Elba Ramalho, Jongo da Serrinha, Maria Bethânia, Mariene de Castro, Teresa Cristina, Vanessa da Mata e Zeca Pagodinho, entre vários outros nomes - estão perpetuados em gravação ao vivo editada nos formatos de CD, DVD e blu-ray. Áurea Martins, por exemplo, dá voz a Alvorecer (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1974). Bethânia regrava Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978), samba que lançou em dueto com Gal Costa. Elba Ramalho reanima A sereia Guiomar (Ivone Lara, 1980). Já Vanessa da Mata reaviva Acreditar (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1976) enquanto o Jongo da Serrinha revive Axé de Ianga (Pai maior) (Ivone Lara, 1980). Projeto inclui também discobiografia e livro de partituras com as músicas mais expressivas do cancioneiro solar de Dona Ivone Lara, compositora que desbravou caminhos no mundo do samba.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Caetano revive no 'Sambabook' de Ivone música que já gravou com Bethânia
♪ A IMAGEM DO SOM - Postada na página do Sambabook no Facebook, a foto acima flagra Caetano Veloso no palco da Grande Sala da Cidade das Artes, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em novembro de 2014, na gravação da quarta edição do projeto, dedicada ao cancioneiro da compositora carioca Ivone Lara. Caetano reviveu o samba Alguém me avisou, composto somente por Dona Ivone e lançado por Maria Bethânia no álbum Talismã (Philips, 1980) em gravação feita com participações de Gilberto Gil e do próprio Caetano. O Sambabook de Ivone Lara vai ser lançado ainda neste semestre.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
'Sambabook' junta Dona Ivone Lara com Tia Maria, voz do Jongo da Serrinha
♪ A IMAGEM DO SOM - Postada na página oficial do projeto Sambabook no Facebook, a foto flagra o encontro histórico de duas damas da Serrinha, comunidade da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro (RJ), berço do jongo e da escola de samba Império Serrano. Matriarca do Jongo da Serrinha, Tia Maria (à esquerda) participa do Sambabook dedicado à obra de Dona Ivone Lara e programado para ser lançado no primeiro semestre de 2015 nos formatos de CD e DVD. O grupo canta Axé de Ianga (1980).
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Vanessa da Mata dá voz a belo samba de 1976 no 'Sambabook' de Ivone Lara
♪ Postada na página oficial de Vanessa da Mata no Facebook, a terna foto acima flagra a cantora e compositora mato-grossense com Ivone Lara nos bastidores da gravação do Sambabook da veterana compositora carioca, no Rio de Janeiro (RJ). Vanessa gravou Acreditar - samba de Ivone Lara e Délcio Carvalho (1939-2013) lançado pelo cantor fluminense Roberto Ribeiro (1940-1996) no seu segundo álbum solo, Arrasta povo (EMI-Odeon, 1976) - para o CD duplo, DVD e blu-ray que serão editados no primeiro semestre de 2015. O elenco do projeto inclui Adriana Calcanhotto, Carminho e Maria Bethânia.
sábado, 6 de dezembro de 2014
'Sambabook' de Ivone Lara apresenta inédita da compositora com neto André
♪ Previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2015, nos formatos de CD duplo, DVD e livro com partituras (além de discobiografia), o Sambabook de Dona Ivone Lara não vai se limitar a enfileirar regravações dos títulos mais expressivos do cancioneiro da compositora carioca. O repertório inclui música inédita, Amor relativo, assinada por Ivone com seu neto André Lara, com Bruno Castro (seu parceiro mais frequente a partir dos anos 2000) e com Diogo Nogueira. A música é cantada pelo próprio Diogo Nogueira. Ivone - vista nos bastidores da produção feita no Rio de Janeiro (RJ), em novembro de 2014, na foto postada na página do Sambabook no Facebook - foi conferir o primeiro dia de gravação.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Zélia interpreta parceria de Ivone Lara com Jorge Aragão em gravação no Rio
♪ A IMAGEM DO SOM - Postada na página do projeto Sambabook no Facebook, a foto flagra a cantora e compositora fluminense Zélia Duncan no palco da Grande Sala da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), na gravação do Sambabook dedicado ao cancioneiro da compositora carioca Ivone Lara. Zélia deu voz a Tendência, parceria de Dona Ivone com Jorge Aragão, lançada em 1981 em registros feitos por Beth Carvalho e pela própria Ivone para seus respectivos álbuns Na fonte (RCA-Victor) e Sorriso negro (Warner Music). O Sambabook de Ivone Lara foi gravado em novembro de 2014 - com a nobre participação da própria compositora homenageada no primeiro dos quatro dias de gravação - para originar CD (duplo), DVD e blu-ray, que serão lançados no primeiro semestre de 2015.
Bethânia homenageia Ivone, no Rio, com regravação do samba 'Sonho meu'
♪ A IMAGEM DO SOM - Postada na página do Sambabook no Facebook, a foto acima flagra Maria Bethânia na gravação do projeto dedicado à obra da compositora carioca Ivone Lara. Presença bissexta em discos alheios, a intérprete baiana reverencia Dona Ivone Lara com regravação do samba Sonho meu. Assinado pela compositora com seu mais constante parceiro, Délcio Carvalho (1939 - 2013), o belo samba foi lançado por Bethânia no álbum Álibi (Philips, 1978) em gravação feita em dueto com Gal Costa. Previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2015 (nos formatos de CD duplo, DVD, DVD + CDs, discobiografia e livro de partituras), o Sambabook de Dona Ivone Lara foi gravado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), em novembro de 2014. Caetano Veloso participou do registro.domingo, 23 de novembro de 2014
Bambas do samba reavivam música de Dona Ivone Lara em gravação no Rio
♪ A foto acima flagra o músico Dirceu Leite - mestre dos sopros - com a cantora e compositora carioca Dona Ivone Lara na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ). O palco da Grande Sala da Cidade das Artes está recebendo vários bambas do samba e da MPB neste fim de semana de 22 e 23 de novembro de 2014 para o início das gravações do quarto volume da série Sambabook, dedicado a Ivone Lara. Os títulos mais expressivos do cancioneiro solar da desbravadora compositora ganham regravações que serão lançadas em CD, DVD e blu-ray programados para o primeiro semestre de 2015. O projeto inclui discobiografia e livro de partituras. O elenco estelar inclui Adriana Calcanhotto, Áurea Martins, Beth Carvalho, Carminho, Criolo, Caetano Veloso, Diogo Nogueira, Elba Ramalho, Jongo da Serrinha, Hamilton de Holanda, Maria Bethânia, Reinaldo, Vanessa da Mata e Zeca Pagodinho, claro.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
'Tecnologiamor' gera encontro de Ivone Lara com Goldfrapp através de Jana
♪ Primeiro álbum da cantora e compositora carioca Jana Linhares, Tecnologiamor promove o inusitado encontro de Ivone Lara, primeira dama do samba do Rio de Janeiro, com a banda britânica de música eletrônica Goldfrapp. O encontro se dá através da bela releitura de Felicidade segundo... eu, samba composto por Ivone em parceria com Nei Lopes e lançado pela cantora Elizeth Cardoso (1920 - 1990) em seu álbum Luz e esplendor (Arca Som, 1986). A gravação foi feita por Jana para o disco com a participação da própria Ivone e com arranjo que evoca a sonoridade da obra do grupo Goldfrapp. O arranjo da faixa é de Rodrigo Campello, produtor de Tecnologiamor, CD que inclui também abordagens pouco convencionais de Barato total (Gilberto Gil, 1974) - com participação de Lenine - de Luz Del Fuego (Rita Lee, 1975) e de Nasci para bailar (João Donato e Paulo André, 1982), música revivida com mix de reggae e rock. Apesar das quatro regravações, Tecnologiamor é álbum majoritariamente autoral em que Jana apresenta parcerias (irregulares...) com Penna Firme - Espiral, Encantamento do sonho, Tempo e a música-título Tecnologia amor, entre outras - em gravações que explicitam influências de Björk e do já citado Goldfrapp. A faixa Satisfação (de Jana, Penna e Suely Mesquita) foi produzida pelo duo MiniStereo. O disco Tecnologiamor é editado por vias independentes.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Fundo entra no quintal de Ivone Lara para regravar samba de álbum de 1982
♪ Enquanto preparava seu primeiro disco de inéditas desde Nossa verdade (Biscoito Fino, 2011), o grupo carioca Fundo de Quintal recebeu - e aceitou - convite para participar do quarto volume da série Sambabook, dedicado à obra autoral de Dona Ivone Lara. Caberá ao Fundo de Quintal gravar o samba Preá comeu - lançado pela compositora no álbum Alegria, minha gente (Warner Music, 1982) - para o CD, DVD e blu-ray que serão editados em 2015 com gravações inéditas de músicas de Ivone. Martinho da Vila, Vanessa da Mata e Zeca Pagodinho também figuram no elenco do Sambabook de Ivone Lara.quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Álbum póstumo de Delcio, 'Lado D' pesca pérolas da parceria com Ivone Lara
Título: Lado D de Delcio Carvalho - Parcerias com Ivone Lara
Artista: Delcio Carvalho
Gravadora: Edição independente
Cotação: * * * 1/2
♪ Poucas parcerias da música brasileira foram tão felizes quanto a de Ivone Lara com Delcio Carvalho (8 de março de 1939 - 12 de novembro de 2013). A fina sintonia entre música (a de Ivone) e letra (a de Delcio) gerou sambas eternizados na memória popular. Alvorecer (1974), Acreditar (1976) e Sonho meu (1978) são os títulos mais conhecidos dessa obra construída no tempo da delicadeza, com doses bem calculadas de melancolia e esperança em seus versos poéticos. Mas há outros tão belos. É o caso de Em cada canto, uma esperança (1978), gravado de forma sublime por Beth Carvalho em seu álbum Nosso samba tá na rua (Andança / EMI Music, 2011). Em cada canto, uma esperança é o samba que fecha o disco Lado D de Delcio Carvalho, disco póstumo, finalizado pelo compositor fluminense oito meses antes de sair de cena, aos 74 anos, vítima de câncer. Sob a tradicionalista direção musical de Afonso Machado, produtor do disco gravado e mixado de janeiro a março de 2013 no Rio de Janeiro (RJ), Delcio dá voz a 12 títulos menos ouvidos de sua parceria com Ivone Lara. Por mais que não seja o melhor intérprete dessa obra já cantada por grandes vozes como a da cantora mineira Clara Nunes (1942 - 1983), intérprete original de Alvorecer, Delcio põe seu sentimento nato de compositor nesses registros com a vantagem de ser o maior conhecedor do significado de cada um dos versos que canta. Esse entendimento pleno das letras valoriza gravações como as de Nasci para sonhar e cantar (1982), grande samba cantado por Delcio com o ronco da cuíca de Paulino Dias. Nasci para sonhar e cantar é exemplo de perfeição na obra da dupla, cujo cancioneiro geralmente apresenta uma melodia delicada embalada por versos que creem em amanhã melhor que há de secar o pranto oriundo da desilusão amorosa. Basta ouvir Há música no ar - samba lançado pela cantora Nara Leão (1942 - 1989) no álbum Meu samba encabulado (Philips, 1983) - para identificar a ideologia típica da obra da dupla. Outra joia de delicadeza enraizada nesse poético universo melancólico é Canto do meu viver (1997), samba lançado por Teca Calazans no álbum Firoliu (Kuarup, 1997) e gravado com sensibilidade por Delcio. Em contrapartida, o compositor não dá conta de mostrar toda a beleza que há em Ainda baila no ar (2010), parceria da dupla com André Lara, lançada de forma mais sedutora por Dudu Nobre e Wilson das Neves no disco comemorativo dos 35 anos da parceria de Ivone com Delcio. Mesmo que um samba resulte ligeiramente menos inspirado, caso de Nunca mais (1994), samba raro na obra da dupla por não vislumbrar um raio de esperança no horizonte triste, o nível é sempre bom, às vezes alto. Delcio, aliás, foi muito feliz na pescaria de pérolas no baú da dupla. Harmonizado pelas flautas de Dirceu Leite, Doces recordações é de álbum feito por Ivone Lara na gravadora Som Livre em 1985. Desse disco de 1985, Lado D de Delcio Carvalho também revive em clima de gafieira, com metais e coro, Quem faz o mal não se cria, samba lançado por Ivone com o título de Meu samba é luz, é céu e mar. Enfim, o poeta se foi, mas deixou versos como os do samba O trovador (2004) e uma mensagem de amor que ainda baila no ar, na cadência suave das melodias líricas da parceira Ivone Lara. Em cada samba, uma esperança do finado poeta.
sábado, 20 de setembro de 2014
Dona Ivone Lara vai ter obra regravada em CDs e DVD da série 'Sambabook'
♪ Aos 93 anos, a cantora e compositora carioca Ivone Lara é a quarta homenageada da série Sambabook. Como tal, a parceira do fluminense Délcio Carvalho (1939-2013) em sambas como Alvorecer (1974), Acreditar (1976) e Sonho meu (1978) vai ter as principais músicas de seu poético cancioneiro autoral regravadas por artistas convidados para edição de CD duplo, DVD e blu-ray. Como de hábito, a série prevê também a publicação de discobiografia em livro que vai analisar a obra fonográfica da artista. O lançamento do projeto vai acontecer no primeiro semestre de 2015.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Álbum 'Baú da Dona Ivone' guarda para posteridade relíquias da compositora
Resenha de CD
Título: Baú da Dona Ivone
Artista: Vários
Gravadora: HL Records
Cotação: * * * 1/2
♪ Disco distribuído somente nas escolas, ainda à espera de edição comercial
Título: Baú da Dona Ivone
Artista: Vários
Gravadora: HL Records
Cotação: * * * 1/2
♪ Disco distribuído somente nas escolas, ainda à espera de edição comercial
♪ "O samba é feito da dor / Do açoite que ainda perdurar / Mas nasce e renasce na cor / Na ginga, na finta e no cantar", poetiza Bruno Castro nos versos finais de Dia do samba no Bonfim (Ivone Lara e Bruno Castro), tema que mistura a cadência do samba com o toque do ijexá. Nas emblemáticas vozes baianas de Caetano Veloso e Maria Bethânia, Dia do samba no Bonfim abre o CD Baú da Dona Ivone, produzido por Bruno Castro - parceiro mais frequente de Ivone Lara nos últimos anos - com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro para distribuição nas escolas. Ainda à espera de gravadora interessada na produção de uma edição comercial, o disco - gravado de maio a este mês de julho de 2012 - tem valor instantâneo por apresentar 12 boas músicas inéditas de Dona Ivone Lara, compositora carioca de importância fundamental e pioneira na história do samba. São sambas compostos em épocas diversas pela Rainha do Samba, artista ainda em cena do alto de seus 91 anos. Alguns estão à altura da obra da compositora - inclusive um ou outro samba finalizado pelo neto de Ivone, André Lara, caso de Luta imperiana (Ivone Lara, Bruno Castro e André Lara), defendido pelo próprio André em faixa de clima de terreiro, aberta com citação incidental de O preá (Bruno Castro). Baú da Dona Ivone guarda para a posteridade joias do cancioneiro da compositora. Dia do samba no Bonfim é o maior destaque. Mas cabe ressaltar a beleza melódica de A menina e o tempo (Ivone Lara, Bruno Castro e Zé Luiz do Império) - grande samba interpretado por Luiza Dionísio - e a parceria bissexta de Ivone com Nei Lopes, Outra vez, samba de boa cepa cantado pelo próprio Nei. Há também sobras da obra da compositora com Délcio Carvalho, seu primeiro parceiro mais frequente. São temas como o mediano Vai (Ivone Lara e Délcio Carvalho - na voz de Délcio), Vento da tarde (Ivone Lara, Délcio Carvalho e André Lara) - samba cantado por Nelson Sargento cuja primeira parte expõe beleza que soa mais rarefeita na segunda - e Não é miragem (Ivone Lara e Délcio Carvalho). Extraído do baú de Beth Carvalho, intérprete do tema, Não é miragem é samba de 1981 que se diferencia dos demais pelo tom político dos versos, escritos por Délcio quando o povo brasileiro ainda vivia sob a mordaça da ditadura. Mas a ideologia é a mesma. Afinal, os sambas de Ivone costumam versar com esperança e poesia sobre as vicissitudes da vida. E os temas do Baú da Dona Ivone vão por esse mesmo nobre caminho que exala certa melancolia tanto na melodia quanto na letra. "Vejo alegria na tristeza / Esperança na angústia / Luz em cada olhar / Eu agradeço essa riqueza", canta Luiza Dionísio no supra-citado A menina e o tempo. Com menor teor poético, Adeus ao senhor da razão (Ivone Lara e Bruno Castro) tem certo clima noturno, pontuado pelo arranjo do produtor musical Maurício Verde, que combina muito bem com a interpretação de Áurea Martins, tarimbada cantora diplomada na noite carioca. Já Não me maltrata costura o estilo mais informal de Sombrinha - intérprete do samba e parceiro de Ivone e Bruno Castro no partido alto - com o tom poético da obra da compositora. Da mesma forma, Império e Portela (Ivone Lara, Diogo Nogueira, Ciraninho e Bruno Castro) tem o azul e o branco do samba menos nobre de Diogo e Ciraninho, mas o colorido final é bonito. Na voz do portelense Monarco, a nobreza fica mais realçada em Sombras na parede (Ivone Lara, André Lara e Délcio Carvalho), outra relíquia do baú. No fim, À procura da felicidade (Ivone Lara) - samba da lavra solitária da compositora, interpretado por Juninho Thybau - reitera o alto quilate de parte dessas joias do Baú da Dona Ivone, CD que coroa o reinado da dama imperial.
Sururu põe Diogo e Ivone Lara na (sua) roda ao gravar o primeiro DVD no Rio
♪ Formado em 2000, o grupo carioca Sururu na Roda faz nesta terça-feira, 31 de julho de 2012, seu primeiro registro audiovisual de show em apresentação no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ). A gravação ao vivo vai ter intervenções de Diogo Nogueira, Ivone Lara, Monarco e Péricles. O quarteto - visto em foto de Ana Quintella - montou o roteiro com inéditas (entre elas, Ô Sorte), sucessos alheios (Morena de Angola, o samba de tom afro composto por Chico Buarque para Clara Nunes em 1980) e músicas já cantadas pelo Sururu na Roda em shows, mas nunca gravadas pelo grupo, casos de Mata Papai e Tia Eulália na Xiba. O DVD e CD ao vivo serão o quinto título de discografia que já inclui os CDs Arco da velha (2001), Sururu na Roda (2004), o ao vivo Que samba bom (2008) e o tributo Se você me ouvisse - 100 anos de Nelson Cavaquinho (2011). O Sururu é formado atualmente por Nilze Carvalho (voz, bandolim e cavaquinho), Silvio Carvalho (voz, cavaquinho e percussão), Fabiano Salek (voz e percussão) e Juliana Zanardi (voz e violão). Aliás, Juliana Zanardi entrou no grupo, em 2011, para substituir a dissidente Camila Costa.
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