Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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domingo, 15 de maio de 2016

Céu levanta alto voo ao ocupar o Circo para comandar nave neon de 'Tropix'

Resenha de show
Título: Tropix
Artista: Céu (em foto de Rodrigo Goffredo) (https://www.instagram.com/rodrigogoffredo/)
Local: Circo Voador (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 15 de maio de 2016
Cotação: * * * * 1/2

Pilotada por Céu, a nave neon de Tropix levantou voo de alto nível artístico tão logo a cantora e compositora paulistana ocupou o palco do Circo Voador - já no início da madrugada deste domingo, 15 de maio de 2016 - para apresentar ao público carioca o show baseado no quinto álbum de discografia iniciada em 2005. Quarto álbum de estúdio de Céu, Tropix (Slap / Som Livre, 2016) - lançado em março - se revelou o melhor disco da artista. Trata-se de disco de atmosfera noturna, calcado nos beats eletrônicos e na conexão de Céu com Hervé Salters, tecladista do grupo francês de rock-funk eletrônico General Elektriks. Mesmo com as ausências sentidas de Salters e do baterista Pupillo (bem substituído na estreia carioca por Thomas Harres), produtores do disco homônimo, o show Tropix conseguiu evocar em cena o ambiente sintético de músicas como Perfume do invisível (Céu, 2016) - o inebriante primeiro single do álbum - e Camadas (Céu e Fernando Almeida, 2016). Em números como Contravento (Lucas Santtana e Gui Amabis, 2012), herança do show anterior Caravana sereia bloom (2012), de aura mais pop e solar, o som feito pela banda - formada por David Bovée Swan (guitarra),João Leão (teclados) e Lucas Martins (baixo), além de Harres - ficou mais orgânico. Contudo, o clima de Tropix imperou em cena em fina sintonia com o ambiente do Circo Voador. No palco, a emissão vocal de Céu é menos límpida do que no disco, mas esse detalhe se apequenou diante da atmosfera vibrante que fez com que músicas como A nave vai (Jorge Du Peixe, 2016), Etílica (Céu, 2016) - esta mixada, tal como no disco, com o psicodélico Interlúdio (Céu e Hervé Salters, 2016) - e Chico Buarque song (Ricardo Salvagni, Carlos Adão Volpato, Jair Marcos Vieira e Thomas Kurt Georg Pappon, 1990), música até então obscura do grupo paulistano Fellini, ganhassem (ainda) mais força e vida em comparação com os registros de estúdio. A psicodélia de Interlúdio, a propósito, preparou o clima no roteiro para a letargia de Grains de beauté (Céu e Beto Villares, 2009), reminiscência da viagem dub de Vagarosa (Six Degrees Records, 2009), segundo álbum da artista, (bem) representado no roteiro quando Céu puxou Cordão da insônia (Céu e Beto Villares, 2009) com a levada de reggae ("Quem não gosta de reggae bom sujeito não é", gracejou, parafraseando verso lapidar de Dorival Caymmi), rememorou o papo de Comadi (Céu e Beto Villares, 2009) e, no fecho do bis, recaiu no balanço ragga de Sonâmbulo (Céu, Bruno Buarque, Sérgio Machado, Lucas Martins, DJ Marco e Guilherme Ribeiro, 2009). Por falar em balanço, as levadas tropicais de Minhas bics (Céu, 2016) e da caribenha Varanda suspensa (Céu e Hervé Salters, 2016) contribuíram para que a nave neon de Tropix viajasse em céu de brigadeiro por quase todo o show. A altitude somente baixou um pouco no número inicial, Rapsódia brasilis (Céu, 2016), tema adornado por cordas inusuais no registro do disco. No início do bis, o neobolero Sangria (Céu e José Paes de Lira, 2016) - ambientado em clima cool com o toque macio da percussão de Thomas Harres - reiterou o momento de plenitude artística vivido por Céu. Roçando o alto nível dos beats e do repertório do disco homônimo, Tropix é o melhor show de Céu. A nave neon de Tropix vai por rotas que expõem a salutar tendência da cantora e compositora de sempre abrir novos caminhos ao prosseguir em moderna viagem musical.

Em cena, a nave neon de 'Tropix' gravita em torno da galáxia autoral de Céu

A nave neon de Tropix - show baseado no homônimo quinto álbum de Céu - pousou no Circo Voador já na madrugada deste domingo, 15 de maio de 2016. Diferentemente do roteiro seguido há três anos pela itinerante Caravana sereia bloom (2012) no mesmo palco da cidade do Rio de Janeiro (RJ), a nave de Tropix gravita em torno da galáxia autoral da cantora e compositora paulistana. As três músicas situadas fora do trilho autoral da artista já fazem parte da discografia de Céu. Chico Buarque song (Ricardo Salvagni, Carlos Adão Volpato, Jair Marcos Vieira e Thomas Kurt Georg Pappon, 1990) - música do grupo paulistano Fellini - e A nave vai (Jorge Du Peixe, 2016) são do álbum Tropix (Slap / Som Livre, 2016), lançado em março. Já Contravento (Lucas Santtana e Gui Amabis, 2012) é herança do disco e show anterior Caravana sereia bloom (2012). Eis o roteiro essencialmente autoral seguido em 15 de maio de 2016 por Céu - em foto de Rodrigo Goffredo - na estreia carioca do show Tropix:

1. Rapsódia brasilis (Céu, 2016)
2. Perfume do invisível (Céu, 2016)
3. Arrastar-te-ei (Céu, 2016)
4. Contravento (Lucas Santtana e Gui Amabis, 2012)
5. Comadi (Céu e Beto Villares, 2009)
6. Amor pixelado (Céu, 2016)
7. Etílica (Céu, 2016) /
8. Interlúdio (Céu e Hervé Salters, 2016)
9. Grains de beauté (Céu e Beto Villares, 2009)
10. Cangote (Céu, 2009)
11. Minhas bics (Céu, 2016)
12. Varanda suspensa (Céu e Hervé Salters, 2016)
13. Cordão da insônia (Céu e Beto Villares, 2009)
14. Camadas (Céu e Fernando Almeida, 2016)
15. Chico Buarque song (Ricardo Salvagni, Carlos Adão Volpato, Jair Marcos Vieira e Thomas
      Kurt Georg Pappon, 1990)
16. A nave vai (Jorge Du Peixe, 2016)
Bis:
17. Sangria (Céu e José Paes Lira, 2016)
18. Lenda (Céu, Alec Haiat e Graziella Moretto, 2005)
19. Malemolência (Céu e Alec Haiat, 2005)
20. Sonâmbulo (Céu, Bruno Buarque, Sérgio Machado, Lucas Martins, DJ Marco e Guilherme
      Ribeiro, 2009)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

'Tropix' é editado em vinil com 10 das 12 músicas do álbum original de Céu

O cultuado quarto álbum de estúdio de Céu ganha edição em vinil de 140 gramas, fabricado pela Polysom sob licença do selo Slap, da Som Livre, gravadora que distribui o álbum lançado em março de 2016. À venda a partir este mês de maio de 2016, a edição em vinil de Tropix traz 10 das 12 músicas do álbum original produzido pelo baterista pernambucano Pupillo com o tecladista francês Hervé Salters. Por falta de espaço no vinil para caber todas as 12 faixas, a cantora e compositora paulistana limou do LP as músicas A menina e o monstro (Céu, 2016) e Sangria (Céu e José Paes Lira, 1026). Eis, na disposição do LP, as 10 músicas da edição em vinil do inebriante álbum Tropix:

Lado A
1. Perfume do invisível (Céu, 2016)
2. Arrastar-te-ei (Céu, 2016)
3. Amor pixelado (Céu, 2016)
4. Minhas bics (Céu, 2016)
5. Etílica (Céu, 2016) / Interlúdio (Céu e Hervé Salters, 2016)


Lado B
1. Varanda suspensa (Céu e Hervé Salters, 2016)
2. Chico Buarque song (Ricardo Salvagni, Carlos Adão Volpato, Jair Marcos Vieira e Thomas

    Kurt Georg Pappon, 1990)
3. Camadas (Céu e Fernando Almeida, 2016)
4. A nave vai (Jorge Du Peixe, 2016)
5. Rapsódia brasilis (Céu, 2016)

segunda-feira, 14 de março de 2016

'Tropix' ambienta Céu no mundo artificial da noite sem perda da naturalidade

Resenha de álbum
Título: Tropix
Artista: Céu
Gravadora: Slap
Cotação: * * * * *

♪ Precedido por uma das mais inspiradas composições de Céu, Perfume do invisível, o quarto excelente álbum de estúdio da moderna cantora e compositora paulistana - Tropix, disponível para audição na plataforma Spotify a partir da próxima sexta-feira, 18 de março de 2016 - flagra a artista em contínuo movimento. Produzido pelo baterista Pupillo com o tecladista francês Hervé Salters, Tropix exala o cheiro de Perfume do invisível, single de sonoridades fragmentadas que cai na pista com ecos de disco music. Tropix é disco de clima noturno, mas sem as densas nuvens de dub que cobriram Vagarosa (Six Degrees Records, 2009), sucessor do seminal Céu (Urban Jungle, 2005). Contudo, a claridade pop que conduziu o itinerante e diurno álbum anterior Caravana sereia bloom (Urban Jungle / Universal Music, 2012) também se dissipa nos beats eletrônicos que pautam Tropix. Álbum fincado no tripé bateria (de Pupillo, músico da Nação Zumbi), baixo (de Lucas Martins) e teclados (os de Hervé Salters, do grupo francês de rock-funk eletrônico General Elektriks), Tropix é disco de luzes difusas que se banha em águas afro-brasileiras em Arrastar-te-ei (Céu), lança olhar antropofágico sobre a tropicália latino-americana na levada caribenha de Varanda suspensa (Céu e Hervé Salters) - composição inspirada pelas lembranças dos encontros da artista com o avô no litoral nortista de São Paulo - e derrama romantismo explícito em Amor pixelado (Céu), bela balada entrecortada e aditivada por fragmentos eletrônicos. O medley que junta Etílica (Céu) com Interlúdio (Céu e Hervé Salters) - faixa na qual se ouve os vocais de Tulipa Ruiz - injeta dose de psicodelia na mistura sem pesar a mão. Música composta por Céu com inspiração na filha, Rosa Morena, A menina e o monstro tem barulhinhos bons que remetem ao universo infantil, mas o acalanto é progressivamente encorpado com sons de gente bem grande. A textura eletrônica de Tropix encobre a batida nordestina de Minhas bics, faixa cuja assinatura é mais universal do que brasileira. Como todo o disco, aliás. O que justifica e avaliza o surpreendente revival lo-fi de música em inglês do obscuro grupo paulistano Fellini, Chico Buarque song, (Ricardo Salvagni, Carlos Adão Volpato, Jair Marcos Vieira e Thomas Kurt Georg Pappon, 1990), extraída do quarto álbum de estúdio da banda, Amor louco (Wop Bop, 1990). Menos indie e mais melódico, o neobolero Sangria - parceria de Céu com o cantor e compositor pernambucano José Paes Lira, o Lirinha - devolve a Tropix a atmosfera de encantamento que inebriara em Perfume do invisível e em Amor pixelado. Parceria de Céu com Fernando Almeida, adornada com cordas, Camadas é música em si menos sedutora, mas em fina sintonia com a ambiência sintética de Tropix. Os beats eletrônicos dos teclados de Hervé Salters rejeitam o bate-estaca atual das pistas e apresentam visão contemporânea dos embalos de noites de tempos idos. Única música inédita de Tropix não composta por Céu, A nave vai tem cordas, a assinatura de Jorge Du Peixe - colega de Pupillo na Nação Zumbi - e um groove funkeado que captura o ouvinte à medida em se que se rebobina a faixa. Encerrado com Rapsódia brasilis (Céu), faixa também envolta por cordas de orquestração inusual, Tropix se situa no mesmo alto nível de Caravana sereia bloom, mas supera o antecessor, atingindo a perfeição. Inclusive por reiterar a habilidade de Céu de mudar o disco a cada álbum lançado em discografia iniciada há 11 anos. Ao longo de quatro álbuns de estúdio e de um registro ao vivo de caráter revisionista, Céu jamais se repetiu, arriscando modificações estruturais a cada disco gravado em estúdio. O mundo musical da artista sai do lugar a cada passo dado por Céu. Em Tropix, cuja edição em CD sai em abril pelo selo Slap, a caravana da sereia se ambienta no universo artificial da noite sem perda da naturalidade de Céu.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Quarto álbum de estúdio de Céu tem música de Fellini e a voz de Tulipa Ruiz

♪ Música de Thomas Pappon, Ricardo Salvagni e Cadão Volpato que abriu o quarto álbum de estúdio da banda paulistana Fellini, Amor louco (Wop Bop, 1990), Chico Buarque song ganha a voz de Céu no quarto álbum de estúdio da cantora e compositora (também) paulistana. Chico Buarque song é uma das 12 faixas de Tropix, álbum que chega ao mercado fonográfico a partir de 25 de março de 2016 em edição do selo Slap. Produzido por Pupillo com Hervé Salters (tecladista e compositor francês do projeto General Elektriks), Tropix tem a participação da cantora Tulipa Ruiz na faixa Etílica / Interlúdio. Sozinha, Céu - em foto de Luiz Garrido - dá voz a músicas como A menina e o monstro, A nave vai, Amor pixelado, Arrastarte-ei, Camadas, Minhas bics, Sangria, Rapsódia Brasilis, Varanda suspensa e Perfume do invisível (escolhida para ser o primeiro single do álbum).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Single 'Perfume do invisível' revela cheiro de 'Tropix', o quarto álbum de Céu

Quatro dias após o anunciar o lançamento do quarto álbum de estúdio, Tropix, programado para chegar ao mercado fonográfico a partir de 25 de março de 2016 em edição do selo Slap, Céu apresenta o primeiro single do álbum. Música de autoria da própria cantora e compositora paulista, Perfume do invisível revela o cheiro fresco de Tropix, álbum produzido por Pupillo com Hervé Salters, tecladista e compositor francês do projeto General Elektrik, e coproduzido pela própria Céu. O single Perfume do invisível já está disponível desde hoje, 26 de fevereiro de 2016, nas plataformas digitais. Simultaneamente, a artista põe em rotação no YouTube o clipe da música, filmado em preto e branco sob a direção de Esmir Filho. "Seguindo o estilo do novo disco da Céu, que experimenta sonoridades fragmentadas e descontínuas, minha ideia para o clipe foi tentar provocar a mesma sensação com a imagem, trabalhando com glitch art, que explora a estética do erro de leitura dos códigos. Para isso, eu e minha equipe criamos quatro planos sequências em preto e branco onde Céu canta e dança sob jogos de luzes e projeções. Na edição, com a evolução da música, provocamos quebras e ruídos de imagem que fragmentam e desconstroem os planos e movimentos de Céu", conceitua o diretor do clipe, cuja estética realmente está impregnada do som embriagante de Perfume do invisível, música gravada por Céu com os teclados de Hervé Salters, o baixo de Lucas Martins, a guitarra de Pedro Sá e a bateria de Pupillo.  O single sinaliza belo álbum.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Céu anuncia quarto álbum de estúdio, 'Tropix', programado para 25 de março

 A cantora e compositora paulistana Céu vai lançar o quarto álbum de estúdio, Tropix, em 25 de março de 2016. Com capa que expõe foto de Luiz Garrido, o álbum Tropix tem produção assinada por Pupillo com Hervé Salters, tecladista e compositor francês do projeto General Elektriks. Tropix vai ser lançado pelo selo Slap. O repertório é basicamente formado por músicas inéditas e autorais.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Céu esbanja elegância e sedução na primeira gravação ao vivo de show

Resenha de CD e DVD
Título: Céu ao vivo
Artista: Céu
Gravadora: Urban Jungle / Slap  / Som Livre
Cotação: * * * * 1/2

Primeiro nome da cena musical contemporânea de São Paulo (SP) a ganhar projeção, Céu - cantora e compositora que despontou em 2005 com a edição de um primeiro álbum batizado com seu nome artístico - chega ao DVD no timing certo. Em vez de ceder à tentação de lançar logo um DVD (produto por vezes redundante que somente alcançou relevância na indústria fonográfica do Brasil), a artista esperou três álbuns de estúdio para fazer seu primeiro registro ao vivo de show, captado em 30 de julho de 2014 no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo (SP), sob direção de The Wolfpack. Síntese da primeira década de carreira da artista,  Céu ao vivo chega ao mercado no momento ideal porque flagra a cantora sob a ótica mais pop e solar de seu terceiro álbum, Caravana sereia bloom (Urban Jungle / Universal Music, 2012). Produzido pela própria Céu com Gui Amabis, este disco desanuviou o som da cantora após as densas camadas de dub do antecessor Vagarosa (Six Degrees Records / Universal Music, 2009), disco que representou o ápice da conexão de Céu com o produtor Beto Villares. Céu ao vivo se afina com o tom de Caravana sereia bloom, até porque a apresentação vista pelo DVD - com exibição compulsória de cenas de making of entre os 24 números musicais - deriva do show da turnê promocional do terceiro álbum da artista. E o fato é que, nesse tom, a cantora esbanja elegância e sedução nesta sua primeira gravação ao vivo, feita sob a direção e produção musical da própria Céu. Entre músicas de seus três álbuns, a cantora dá voz a temas inéditos em sua voz. Sucesso de Pepeu Gomes na década de 1980, Mil e uma noites de amor (Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Fausto Nilo, 1985) - música lançada pelo cantor, compositor e guitarrista baiano no álbum Energia positiva (CBS, 1985) - ganha frescor na voz de Céu. Grande sucesso do cantor e compositor porto-riquenho Bobby Capó (1922 - 1989), o bolero Piel canela (Félix Manuel Rodríguez Capó, 1952) é temperado com levada caribenha em instante de latinidade (pena que Piel canela entrou somente no DVD). Presos no início da apresentação, aberta com a abordagem em clima de valsa do samba Palhaço (Nelson Cavaquinho, Oswaldo Martins e Washington Fernandes, 1953), os cabelos de Céu ficam soltos à medida em que o show ganha ar mais leve e extrovertido. Primeiro produto do contrato assinado pela artista com o selo Slap, braço indie da gravadora global Som Livre, Céu ao vivo peca somente pela seleção do repertório do CD lançado simultaneamente com o DVD, que exibe nos extras os clipes de músicas como Cangote (Céu, 2009), Grains de beauté (Céu e Beto Villares, 2009), Retrovisor (Céu, 2012) e Sereia (Céu, 2012). Além de Piel canela, ficou fora do CD o samba Visgo de jaca (Rildo Hora e Sérgio Cabral, 1974), registrado por Céu somente em EP, Cangote (Urban Jungle / Six Degrees Records, 2009), inédito em edição física no Brasil (embora tenha entrado na Deluxe edition nacional do álbum Vagarosa, o fonograma é meio raro). Feita a ressalva, Céu ao vivo cumpre majestosamente a função de encerrar uma década e um ciclo bacana na carreira da artista, que vai entrar em 2015 pronta para outras viagens musicais.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Eis a capa do DVD em que Céu canta sucessos de Pepeu e Bobby Capó

Sucesso de Pepeu Gomes na década de 80, Mil e uma noites de amor (Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Fausto Nilo, 1985) - música lançada pelo cantor, compositor e guitarrista baiano no álbum Energia positiva (CBS, 1985) - ganha a voz de Céu no primeiro registro ao vivo de show da cantora e compositora paulistana. Mil e uma noites de amor integra o repertório do CD e DVD Céu ao vivo, que vai chegar às lojas em breve pelo selo Slap, da gravadora Som Livre, com o registro do show captado em 30 de julho de 2014 no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo (SP). Entre músicas do repertório da própria Céu, o roteiro do show inclui o bolero Piel canela (1953) - o maior sucesso do compositor porto-riquenho Bobby Capó (1922-1989) - e o reggae Concrete jungle (Bob Marley, 1973), gravado pela cantora em seu primeiro álbum, Céu (Urban Jungle, 2005), e revivido pela artista no show em que interpreta o álbum Catch a fire (Island Records, 1973), de Bob Marley.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Com Pupillo, Céu pega a onda de Nelson Motta e regrava canção de 1982

Com capa assinada pelo designer Luiz Stein, o CD Nelson 70 - produzido em homenagem aos 70 anos do compositor, jornalista, escritor e produtor musical carioca Nelson Motta - inclui gravação de De repente Califórnia na voz da cantora e compositora paulistana Céu. A faixa foi produzida por Pupillo, que ainda toca bateria, baixo, mellotron e percussão no fonograma mixado pelo próprio Pupillo no estúdio Muchito, em São Paulo (SP). A gravação foi feita com as adesões dos músicos Curumim (no cavaquinho) e Donatinho (nos teclados). Música composta por Motta em parceria com Lulu Santos, De repente Califórnia foi feita a pedido do escritor e diretor Antonio Calmon para ser o tema do surfista Pepeu (Ricardo Graça Mello) no filme Menino do Rio (Brasil, 1982). O CD Nelson 70 sai via Som Livre neste mês de outubro de 2014.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Selo Slap anuncia a contratação de Céu, que vai lançar 'best of' em DVD

Vinculado à gravadora carioca Som Livre, o selo Slap anunciou a contratação da cantora e compositora paulistana Céu. A artista vai debutar no selo com a edição em CD e DVD da gravação ao vivo captada em 30 de julho de 2014 no show feito por Céu no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo (SP). Embora Céu já tenha revelado a intenção de fazer o registro audiovisual do show em que canta o repertório de Catch a fire (Island Records, 1973), álbum clássico da discografia do cantor e compositor jamaicano de reggae Bob Marley (1945-1981), a apresentação gravada foi um show de caráter retrospectivo, no estilo best of. Na foto acima, extraída da página do Centro Cultural Rio Verde no Facebook, Céu aparece na gravação do show em que dá voz a sucessos como Lenda (Céu, Alec Haiat e Graziella Moretto, 2005), Malemolência (Céu e Alec Haiat, 2005) e 10 Contados (Céu e Alec Haiat, 2005). Sai este ano.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Céu vai gravar seu primeiro DVD em show em 30 de julho, em São Paulo

Após três álbuns de estúdio, a cantora e compositora paulistana Céu anuncia a gravação de seu primeiro DVD. A artista vai fazer seu primeiro registro ao vivo audiovisual de show em apresentação agendada para 30 de julho de 2014, no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo (SP). Somente 200 ingressos vão estar disponíveis para venda. O DVD vai chegar ao mercado fonográfico em edição viabilizada por uma parceria da gravadora Urban Jungle com o selo Slap.

sábado, 17 de maio de 2014

Mombojó lança 'Alexandre', CD de inéditas feito com participação de Céu

O grupo pernambucano Mombojó se prepara para lançar Alexandre, seu primeiro álbum de inéditas em quatro anos. Sucessor de Amigo do tempo (2010), álbum que antecedeu a precoce coletânea 11º aniversário (2013), Alexandre já está sendo promovido neste mês de maio de 2014 com o single Pro sol. Alexandre tem produção assinada pela banda com Rodrigo Sanches e Homero Basílio. O CD foi gravado com participação da cantora e compositora paulistana Céu.

domingo, 2 de março de 2014

Céu acerta ao mergulhar com cautela na praia do reggae de 'Catch a fire'

Resenha de show 
Título: Céu interpreta Catch a fire
Artista: Céu
Local: Miranda (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 28 de fevereiro de 2014
Cotação: * * * *
Resenha feita a partir da transmissão ao vivo do show pelo Canal Bis HD (Net, 620)

A partir do lançamento do álbum Catch a fire, em abril de 1973, a praia do reggae se agitou, gerando ondas de alcance internacional. Tsunami na história do reggae, o disco é um dos clássicos da discografia do grupo jamaicano The Wailers (1963 - 1981), criado dez anos antes da edição Catch a fire por seus líderes Bob Marley (1945 - 1981), Bunny Wailer e Peter Tosh (1944 - 1987). Céu mergulhou nessa praia em 2013 ao apresentar em São Paulo (SP) show que celebrava os 40 anos de vida do álbum que gerou obras-primas do reggae como Stir it up (Bob Marley) e Concrete jungle (Bob Marley), música que denunciou ao mundo a pobreza cotidiana nos guetos da Jamaica e que já tinha sido gravada pela cantora e compositora paulistana em seu primeiro álbum, Céu (2005). Dado com cautela, como a própria artista ressaltou ao estrear o show na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 28 de fevereiro de 2014, o mergulho de Céu no repertório de Catch a fire resultou harmonioso, com a dose certa de reverência, mas sem soar como mero cover dos registros definitivos dos Waillers. Recorrentes em todos os 13 números do show, os vocais masculinos - feitos pelo baterista Bruno Buarque e pelos guitarristas Dustan Gallas e Zé Nigro - foram fundamentais para a recriação do clima do disco. À vontade no canto de um repertório com o qual parece ter relação afetiva, Céu brilhou ao reviver reggaes como Slave driver (Bob Marley) - de cuja letra foi extraído o título Catch a fire - e 400 years (Bob Marley Peter Tosh). Reggaes que mexem na ferida ainda aberta da escravidão. "São músicas que fazem parte da história de todos nós", exagerou a cantora ao dar voz a Baby, we've got a date (Bob Marley). Pontuado pelos scratches do DJ Marco, o show transcorreu bem sedutor em sua harmoniosa linearidade, abrindo passagens instrumentais em músicas como o Kinky reggae (Bob Marley), número que culminou com a citação alterada ("Quem não gosta de reggae / Bom sujeito não é / É ruim da cabeça / Ou doente do pé") d'O samba da minha terra (Dorival Caymmi, 1940). As linhas sinuosas do baixo de Lucas Martins, evidentes em reggaes como No more trouble (Bob Marley), mostraram que a banda era sã e que sabia transitar naquela praia. Céu é boa de música. Os vocais que abriram e fecharam a balada High tide or low tide - música incorporada ao repertório de Catch a fire em recentes reedições do álbum no formato de CD - reiteraram o zelo com que a artista deu seu mergulho contemporâneo na praia do reggae, reacendendo com propriedade a chama de álbum luminoso.

Céu puxa 'Cordão da insônia' no bis de show sobre o álbum 'Catch a fire'

O show era inteiramente dedicado ao repertório do álbum Catch a fire (1973), título emblemático da obra fonográfica do grupo jamaicano The Wailers, mas Céu puxou seu Cordão da insônia (Céu e Beto Villares) - música de seu segundo álbum, Vagarosa (2009) - no bis da estreia do show no Rio de Janeiro (RJ), em 28 de fevereiro de 2014. No mesmo bis, a cantora e compositora paulista deu voz a Burnin' and lootin' (Bob Marley, 1973), música do álbum, Burnin' (1973), que sucede Catch a fire na discografia dos Wailers. Apresentado pela primeira vez em São Paulo (SP) em 2013, para celebrar os 40 anos de vida do álbum dos Wailers que abriu as portas do mercado internacional para o reggae, o show Céu interpreta Catch a fire também embutiu no roteiro carioca citação de versos d'O samba da minha terra (Dorival Caymmi, 1940). Eis o roteiro seguido por Céu - vista em foto extraída da transmissão ao vivo do show pelo Canal Bis HD (Net, 620) - na estreia no Rio de Janeiro (RJ) do show em que dá voz a reggaes do repertório do cantor e compositor jamaicano Bob Marley (1945-1981):

1. Concrete jungle (Bob Marley, 1973)
2. Slave driver (Bob Marley, 1973)
3. 400 years (Bob Marley e Peter Tosh, 1973)
4. Stop that train (Peter Tosh)
5. Baby we've got a date (Bob Marley, 1973)
6. Stir it up (Bob Marley, 1973)
7. Kinky reggae (Bob Marley, 1973)
    - com citação d'O samba da minha terra (Dorival Caymmi, 1940)
8. No more trouble (Bob Marley, 1973)
9. High tide or low tide (Bob Marley, 1973)
10. All day all night (Bob Marley, 1973) 
11. I'm still waiting (Bob Marley, 1965)
Bis:
12. Burnin' and lootin' (Bob Marley, 1973)
13. Cordão da insônia (Céu e Beto Villares, 2009)
14. Slave driver (Bob Marley, 1973)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Samba cantado com Céu batiza 'Imune', segundo álbum de Diogo Poças

Já em rotação na internet, Imune - estilizado samba de gafieira composto por Diogo Poças com Marcos Tanaka e Jesse Santo - dá nome ao segundo álbum de Poças. No single, o cantor e compositor paulista faz dueto com sua irmã Céu. O samba tem sopros orquestrados por Leonardo Mendes e Paulo Malheiros. Mendes, aliás, é o produtor do disco Imune, sucessor de Tempo (Warner Music, 2009). Imune - o álbum - vai ser lançado por Poças em março de 2014.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Céu faz e grava letra para a trilha da edição nacional do filme 'Star trek'

Filme que tem estreia nos cinemas do Brasil programada para 14 de junho de 2013, Além da escuridão – Star trek inclui gravação inédita de Céu na trilha sonora da edição nacional do filme do diretor J. J. Abrams. Trata-se de Flashback 92. A cantora e compositora paulista fez e gravou letra a partir de tema instrumental do compositor norte-americano (de ascendência italiana) Michael Giacchino. A letra de Céu será ouvida somente nas cópias brasileiras do filme.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Hyldon recebe Spindel e abre parceria com Céu em 'Romances Urbanos'

A foto acima mostra Hyldon com Roberta Spindel em estúdio do Rio. A cantora carioca gravou participação em Romances Urbanos, álbum de inéditas que o cantor e compositor baiano prepara para lançar em 2013. Spindel canta na faixa O Velho e Novo Amor, parceria de Hyldon com a novata compositora Hanna Guerra. A faixa tem o toque do clarinete de Rui Alvim. Primeiro disco de inéditas de Hyldon desde Soul Brasileiro (2008), Romances Urbanos marca a abertura de parcerias do compositor com nomes como Arnaldo Antunes, Céu, Jorge Vercillo, Mano Brown (coautor com Hyldon e o rapper Dexter da festiva Foi no Baile Black) e Pedro Luís.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Gravações de Camelo e Céu promovem tributo aos 70 anos de Caetano

A gravadora Universal Music vai lançar em 7 de agosto de 2012 - dia em que Caetano Veloso completa 70 anos - CD com gravações inéditas de músicas do compositor por artistas nacionais e estrangeiros. Mariana Aydar, por exemplo, recria Araçá Azul (1973). Duas faixas do tributo pilotado pelo produtor Paul Ralphes - De Manhã (1965) e Eclipse Oculto (1983) - já estão disponibilizadas no iTunes. Samba lançado por Maria Bethânia em 1965, De Manhã ganhou a voz e o toque cool de Marcelo Camelo, produtor da gravação feita com metais à moda dos discos individuais do cantor e compositor carioca. Canção de pegada mais pop lançada pelo próprio Caetano Veloso em 1983, no álbum Uns, Eclipse Oculto é revisto por Céu em tom contemporâneo em gravação produzida por Fernando Catatau. Os registros são bem pessoais.

domingo, 6 de maio de 2012

Ao vivo, a 'Caravana sereia bloom' segue a viagem pop de Céu com leveza

Resenha de show
Título: Caravana sereia bloom
Artista: Céu (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Circo Voador (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 6 de maio de 2012
Cotação: * * * *

 Em turnê internacional desde março deste ano de 2012, o show Caravana sereia bloom, de Céu, é pautado pela leveza pop que caracteriza o homônimo disco de caráter itinerante que o inspirou. Há ecos da viagem dub do anterior Vagarosa (2009) em Grains de beauté (Céu e Beto Villares, 2009). Mas a Caravana - que passou pela cidade do Rio de Janeiro (RJ) nas primeiras horas deste domingo, 6 de maio de 2012, em show que contagiou o público do Circo Voador - abarca basicamente as músicas inéditas do terceiro CD da cantora e compositora paulista. Leve como atmosfera do show, o canto da sereia - ouvido de início quase a capella em Fffree (Céu, 2012), a vinheta que abre o roteiro - transita pop por músicas como Contravento (Lucas Santtana e Gui Amabis, 2012) e o suingante Amor de antigos (Céu, 2012). A ausência no show de parte da tripulação do disco - como o guitarrista Fernando Catatau e o baterista Curumim - é sentida, mas a sonoridade do álbum de certa forma está reproduzida no palco. Músico do CD que segue a caravana na estrada, o guitarrista Gustan Dallas se faz ouvir em especial no solo de Retrovisor (Céu, 2012). Piloto dos scratches, o DJ Marco põe efeitos em Cangote (Céu, 2009), número que evoca o suingue nortista. Em latitude próxima, Piel canela (Félix Manuel Rodrigues Capó) - sucesso da música latino-americana composto e lançado por Bobby Capó (1922 - 1989) em 1952 - remete ao balanço caribenho apreciado por Céu. Segura da rota musical, a Caravana sereia bloom passou pelo Rio de Janeiro sem atropelos. Sobretudo porque o público carioca mostrou total adesão ao repertório de um disco que, de início, dividiu opiniões entre os fãs de Céu, decepcionando os que esperavam que o álbum Caravana sereia bloom desse continuidade à viagem dub de Vagarosa. Seja como for, o coro imediato e espontâneo do público em Falta de ar (Gui Amabis, 2012) - um rock à moda da Rita Lee da fase Tutti Frutti, alocado logo no roteiro logo após a vinheta que abre o show - deixou claro que a plateia carioca seguia feliz a Caravana. Era noite de lua cheia no Rio de Janeiro, mas, dentro do Circo Voador, parecia fazer sol quando Céu se jogou na praia do reggae em Asfalto e sal (Céu e Gui Amabis, 2012) e reviveu o delicioso rocksteady You won't regret it (Lloyd Robinson e Glen Brown, 1966). Somente apareceram algumas nuvens cinzentas na estrada quando Céu, reiterando a forte personalidade como intérprete, juntou um lado B de fase inspirada da carreira de Erasmo Carlos - É preciso dar um jeito, meu amigo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971), do cultuado álbum Carlos, Erasmo (Philips 1971) - com tema psicodélico de Jimi Hendrix (1942 - 1970), Have you ever been (To electric ladyland)?, gravado pelo grupo The Jimi Hendrix Experience em 1968. No fim, o manemolente Baile de ilusão (Céu, 2012) reiterou no palco a  qualidade de grande música do álbum Caravana sereia bloom e Chegar em mim (Jorge Du Peixe, 2012) chegou de forma mais sedutora em cena. No bis, 10 Contados (Céu e Alec Haiat, 2005) e a improvisada Lenda (Céu, Alec Haiat e Graziella Moretto, 2005) findaram show que transcorreu azeitado e feliz. Se ouvir o sedutor canto da sereia, pode seguir viagem com a caravana de Céu...