♪ Em 1977, quando sua parceria com Paulo Coelho já tinha dado sinais de desgaste e iminente extinção, Raul Seixas (1945 - 1989) migrou da gravadora Philips para a então recém-aberta (no Brasil) Warner Music. Na nova companhia fonográfica, o cantor e compositor baiano gravou e lançou três álbuns - O dia em que a terra parou (1977), Mata virgem (1978) e Por quem os sinos dobram (1979) - que deram prosseguimento à discografia iniciada em 1973 na Philips. Em 1980, já em declínio, o Maluco beleza - epíteto surgido com a música homônima lançada no álbum de 1977 - assinou contrato com a CBS e, ao longo daquela década de 1980, transitou por várias gravadoras (Eldorado, Som Livre, Copacabana) até voltar para a Warner Music em 1989 para gravar seu último álbum, A panela do diabo, feito e assinado com o discípulo Marcelo Nova. Os quatro títulos da discografia do artista na Warner Music estão ganhando reedições neste ano de 2014, embalados numa caixa, Raul Seixas 70, produzida pelo pesquisador carioca Marcelo Fróes.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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domingo, 23 de novembro de 2014
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Aposta da Warner Music, Rogê perpetua seu baile em DVD e CD ao vivo
Artista carioca que milita há mais de 15 anos na cena indie, Rogê despertou o interesse da Warner Music. Coautor de músicas lançadas na voz de Seu Jorge, o cantor e compositor é uma das apostas mais fortes da gravadora multinacional para este ano de 2014. O primeiro produto de Rogê na companhia é o DVD e CD ao vivo Baile do brenguelé, registro do show baseado no último álbum do artista, Brenguelé, lançado pela Coqueiro Verde Records em junho de 2012. A gravação ao vivo foi feita em 11 de julho de 2013, em apresentação do show no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), que teve intervenções de Arlindo Cruz (em Remédio pro veneno), Serginho Meriti (em Quem fechou, fechou) e Wilson das Neves (na faixa Depurando ideias). O Baile do brenguelé está sendo editado neste mês de maio de 2014.
quarta-feira, 5 de março de 2014
Aquisição do selo Parlophone pela Warner Music gera coletânea de Tina
A compra da EMI Music pela Universal Music provocou mudanças no mercado fonográfico em âmbito mundial. Para não monopolizar a indústria do disco em caráter global, a Universal teve que abrir mão de alguns selos até então vinculados à EMI. Foi o caso do Parlophone Records, selo adquirido pela Warner Music. Tal aquisição gerou inédita coletânea de Tina Turner, Love songs, lançada em escala mundial pela Warner em fevereiro de 2014 e já disponível no Brasil. Como a norte-americana Anna Mae Bullock nunca foi exatamente uma cantora romântica no sentido mais restrito do termo, Love songs rebobina repertório similar ao de outras compilações da artista. Estão lá, ao longo das 18 faixas do CD, os megahits do álbum blockbuster Private dancer (1984) - What's love got to do with it (Terry Britten e Graham Lyle), Let's stay together (Al Green, William Mitchell e Al Jackson) e a música-título Private dance (Mark Knopfler) - e sucessos posteriores de menores proporções, como I don't wanna lose you (Albert Hammond e Graham Lyle), Look me in the heart (Tom Kelly e Billy Steinberg) e The best (Holly Knight e Mike Chapman), singles do álbum Foreign affair (1989). Two people (Terry Britten e Graham Lyle) representa o álbum Break every rule (1986). A seleção vai de 1966 - ano da gravação de River deep mountain high (Jeff Barry, Phil Spector e Ellie Greenwich) pela dupla Ike & Tina Tuner - a 1999, ano dos três fonogramas do álbum Twenty for seven. Sem sequer um texto que contextualize os 18 fonogramas na carreira da cantora, Love songs é um best of dispensável para quem já tem compilações anteriores de Tina Turner.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Com a ajuda da Delira, Warner reedita álbuns de jazz da Atlantic e Reprise
Segundo influente álbum solo do contrabaixista norte-americano de jazz Charles Mingus (1922 - 1979), The clown (foto) figura entre os dez discos de jazz que a gravadora Warner Music vai relançar em fevereiro de 2014. O pacote de lançamentos chega ao mercado fonográfico com coordenação da gravadora carioca Delira Música (requisitada para a parceria pelo fato de a Warner ter expandido seu catálogo de jazz e música clássica com a aquisição do acervo da Parlophone e do selo EMI Classics). Pertencentes aos catálogos das gravadoras Atlantic Records e Reprise Records, os dez discos vão chegar ao mercado em embalagem digipack com áudio remasterizado e a arte gráfica dos LPs originais. Eis, em ordem cronológica, os dez álbuns que voltam ao catálogo no Brasil em fevereiro de 2014 através da parceria da Warner com a Delira:
The clown (1957) - Charles Mingus
Turn me loose (1961) - Frank Rosolino
’Round midnight (1963) - Betty Carter
Afro-bossa (1963) - Duke Ellington
The avant-garde (1966) - John Coltrane & Don Cherry
Portrait of Carmen (1968) - Carmen McRae
Zawinul (1971) - Joe Zawinul
Svengali (1973) - Gil Evans
El juicio (The judgement) (1975) - Keith Jarrett
All the things we are (1976) - Dave Brubeck
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Universal vende Parlophone para Warner como acordado ao comprar EMI
A gravadora Universal Music vendeu o selo Parlophone - tradicional casa fonográfica que hoje abriga nomes como Blur, Coldplay, David Guetta, Kylie Minogue, Lily Allen e Pet Shop Boys, entre outros - para a Warner Music por 764,71 milhões de dólares, pagos à vista. O catálogo vendido não inclui a obra dos Beatles. Fundado em 1896, o selo Parlophone sempre esteve vinculado à EMI Music, mas a compra da EMI pela Universal - efetivada em setembro de 2012 - somente foi aprovada pela Comissão Europeia com a condição da venda de selos importantes vinculados à EMI como o Parlophone. Tal exigência foi necessária para impedir que a Universal se transformasse na donatária absoluta do mercado fonográfico mundial, pois a gravadora já era a líder desse mercado - então com 22% de participação - antes mesmo da aquisição da EMI.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Warner entra em 2013 com Rappa no cast e sem Affonso na presidência
Executivo atuante há decadas na indústria fonográfica brasileira, Sergio Affonso vai deixar a presidência da Warner Music no início de 2013. Especula-se nos bastidores do mercado do disco que Marcelo Castello Branco - executivo que deixou a presidência da EMI Music em setembro de 2010 - estaria cotado para assumir o posto de Affonso. Seja como for, antes de se desligar da Warner, Affonso renovou o contrato do grupo carioca O Rappa por mais três álbuns. O Rappa é o nome mais forte do (fraco) elenco nacional da Warner Music, que perdeu Maria Rita para a Universal Music neste ano de 2012. Em contrapartida, algumas contratações feitas por Affonso ao longo de 2012 - como a banda carioca Ava (da cantora Ava Rocha) e o cantor e compositor carioca Adriano Ribeiro (fornecedor de repertório para grupos de pagode) - não aconteceram.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Edição de gravações ao vivo do programa 'Ensaio' perde sentido em CD
A Warner Music está pondo nas lojas oito CDs com os áudios das músicas cantadas por diversos cantores e compositores em oito episódios de Ensaio, o programa da TV Cultura em que artistas rememoram suas trajetórias para o entrevistador oculto Fernando Faro entre números musicais feitos ao vivo. Como todos os oito títulos já foram recentemente editados em DVD, a coleção de CDs vai interessar somente a fãs extremados de Altamiro Carrilho (1924 - 2012), Luiz Melodia, Marcos Valle, Milton Nascimento (cujo CD é assinado com Wagner Tiso - tal qual o programa), Moraes Moreira & Pepeu Gomes, Nelson Cavaquinho (1911 - 1986), Peninha e Zélia Duncan. Produzidas para fisgar esses fãs, as edições em CD dessas gravações feitas para o programa Ensaio perdem o sentido pelo fato de várias músicas estarem associadas ao bate-papo biográfico com Faro e, sobretudo, porque várias são originalmente fragmentadas - o que dá a impressão de que a costura entre as faixas do CD está frouxa. Já nas lojas, a coleção da Warner Music inclui também o CD Intensa Emoção - que reproduz o áudio das gravações feitas por Maysa (1936 - 1977) em 1975 no programa Estudos, atração similar ao Ensaio, improvisada pelo diretor Antonio Abujamra na ausência de Faro - e o CD Bamba do Samba, que reproduz (com precária qualidade técnica) o áudio de show feito por João Nogueira (1941 - 2000) para ser exibido no programa Bem Brasil, da mesma TV Cultura que produz o Ensaio.
sábado, 7 de maio de 2011
Warner Music é vendida por 3,3 bilhões de dólares para empresário russo
Uma das quatro gravadoras multinacionais que dominam a indústria fonográfica em escala mundial, a Warner Music foi vendida por 3,3 bilhões de dólares para Access Industries, empresa dirigida por Len Blavatnik, empresário russo radicado nos Estados Unidos. Alvo de especulações no mercado fonográfico nas últimas semanas, a compra da Warner Music pela Acess Industries foi anunciada oficialmente em 6 de maio de 2011. A Warner Music - que conta em seu elenco com nomes como o grupo Green Day - é a terceira maior gravadora do mundo, mas vinha enfrentando dificuldades financeiras por conta da queda contínua das vendas de CDs e dos lucros ainda moderados obtidos com o comércio de música digital. Blavatnik já tinha cerca de 2% das ações da companhia, tendo feito parte do conselho do grupo que a comprara em 2004.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Warner entra no mercado nativo de blu-ray com nove títulos estrangeiros
A gravadora Warner Music entra no ascendente mercado brasileiro de blu-ray com a edição de nove títulos estrangeiros lançados originalmente entre 2005 e 2010. O pacote inclui vídeos em alta definição de Madonna, Green Day, Josh Groban, Michael Bublé, Linkin Park, David Foster, Blue Man Group, The White Stripes e de Eric Clapton com Steve Winwood. Os títulos mais antigos são Bullet in a Bible (2005) - que registra dois shows feitos pelo trio norte-americano Green Day no Reino Unido, em 2005 - e Caught in the Act (2005), que exibe show do cantor canadense Michael Bublé. Já os mais recentes são Under Great White Northern Lights (2010) - vídeo documental que foca a turnê do White Stripes pelo Canadá em 2007 - e Sticky & Sweet Tour (2010), que flagra a última turnê de Madonna em passagem pela Argentina, em dezembro de 2008. De 2009, há Live from Madison Square Garden, que registra o show feito por Eric Clapton com Steve Winwood em Nova York (EUA) em fevereiro de 2008, quando o guitarrista e o tecladista reviveram músicas do Blind Faith, o efêmero grupo que integraram em 1969. Já Road to Revolution - Live at Milton Keynes (2008) perpetua show feito ao ar livre na Inglaterra, em junho de 2008, pelo grupo norte-americano Linkin Park. Awake Live (2008) mostra o tenor Josh Groban em show apresentado em 2007 numa arena de Salt Lake City (Utah, EUA) enquanto How to Be a Megastar Live (2008) perpetua a turnê do Blue Man Group que passou pelo Brasil em 2007 com sua crítica ao circo pop armado para fabricar estrelas. Por fim, há Hit Man (2008), registro do tributo prestado por nomes como Celine Dion e Josh Groban em Las Vegas (EUA), em maio de 2008, ao produtor e compositor David Foster.
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