Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Vulgue Tostoi lança música inédita, 'Por onde corre a hora?,' em single digital

Sem lançar repertório inédito desde a edição do orgânico segundo álbum, Vulgue Tostoi II - Sistema delirante amplo e defasado da realidade (Bolacha Discos / Guri Zumbi, 2013), o carioca Vulgue Tostoi - trio dos anos 1990 que virou duo formado por JR Tostoi (voz, guitarra e programações) e Marcello H (voz, guitarra e programações) - volta ao mercado fonográfico com a edição de Por onde corre a hora?, single que vai chegar em breve às plataformas digitais. Com capa que expõe arte de Marcello H, o single apresenta música composta pelos dois integrantes do Vulgue Tostoi. É Marcello H quem canta Por onde corre a hora? na gravação em que Tostoi toca guitarra e pilota as programações eletrônicas.  O single foi formatado com as adesões dos músicos Guila (baixo) e Marcelo Vig (bateria).

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Primeiro (cultuado) álbum do Vulgue Tostoi ganha edição digital em fevereiro

Antes mesmo do surgimento oficial do Vulgue Tostoi em 1997, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), JR Tostoi (guitarra, voz e programações) e Marcello H (baixo, voz e programações) já tinham se unido para fazer experimentações com sons e ruídos eletrônicos. Foi assim que o duo criou em estúdio caseiro, em dezembro de 1996, a abordagem dark de Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão) em gravação que explicitou a influência de trip hop no som do Vulgue Tostoi e que ganhou elogios entusiasmados de Jards Macalé, compositor da música. Quando entrou oficialmente em cena em 1997, como trio, já com a adesão do baixista Victor Z, o Vitinho, o Vulgue Tostoi gravou ao longo de 1998 e 1999 as músicas do primeiro álbum. Lançado dois anos após a conclusão do disco, Impaciência (Net Records, 2001) demoraria a chegar ao mercado fonográfico brasileiro, cujas vias independentes eram mais lentas na época, mas foi lançado com onze músicas da lavra de JR Tostoi e Marcello H entre a hypada leitura de Vapor barato. Item de colecionador, cultuado por conta da habilidade do trio de soar experimental (em músicas como Vegetal) sem deixar de pulsar a veia pop (em Deleta), o álbum Impaciência ganha edição digital a partir de 17 de fevereiro deste ano de 2016. A edição digital chega à web 15 anos após o lançamento do disco, que resiste ao tempo, reiterando o valor do Vulgue Tostoi.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Duo Vulgue Tostoi soa mais orgânico, mas ainda inquieto, no segundo álbum

Resenha de álbum
Título: Vulgue Tostoi II - Sistema delirante amplo e defasado da realidade 
Artista: Vulgue Tostoi
Gravadora: Bolacha Discos / Guri Zumbi
Cotação: * * * 

 Quando lançou há longos 12 anos o primeiro álbum, Impaciência (Net Records, 2001), o Vulgue Tostoi era um trio formado pelo guitarrista JR Tostoi com Marcello H e Victor Z. Como trio, o Vulgue Tostoi debutou no mercado fonográfico com cultuado disco de inspiração concretista, calcado em experimentações e ruídos eletrônicos. Decorridos 12 anos, o grupo carioca já está reduzido a um duo - levado adiante pelos remanescentes JR Tostoi (voz e guitarra) e Marcello H (voz, guitarra e programações) - e soa mais orgânico no segundo álbum, Vulgue Tostoi II - Sistema delirante amplo e defasado da realidade, produzido por Tostoi e lançado neste mês de novembro de 2013. Sedutor mais pelas texturas e camadas entranhadas nas 16 músicas do que pelas composições em si, o disco preserva a inquietude do Vulgue Tostoi - como sinalizam as dissonâncias da ruidosa Na Casa da Matriz (Quando ainda era na Rua da Matriz) (JR Tostoi, Marcelo H, Berg e Guila) e os ruídos da roqueira Explosão (Marcello H e JR Tostoi) - ao mesmo tempo em que aproxima o duo do formato mais pop e convencional da canção, tendência seguida por faixas como Bomber (Marcello H) e Coliseu (Marcelo H e JR Tostoi). Entre o rock Exílio (Marcello H) e o envergonhado reggae Persona (JR Tostoi e Marcelo H), o álbum Sistema delirante amplo e defasado da realidade reitera a personalidade do toque da guitarra de Tostoi - evidente em Será preciso (JR Tostoi, Marco Alexandre e Marcello H) e em outras músicas deste disco gestado ao longo dos últimos cinco anos - e abre espaço para vozes afins com a sonoridade de Tostoi, produtor com cacife elevado no mercado fonográfico carioca. Lenine entra ao fim do Samba do silêncio (JR Tostoi e Marcello H) para citar versos de Lembranças (Benil Santos e Raul Sampaio). Katia B divide Doce (Marcello H, Larissa Bracher e JR Tostoi) com o vocalista Marcello H. A presença dos violões na gênese do repertório se faz notar em Som se parte (JR Tostoi e Marcello H), canção de atmosfera power folk. Contudo, por mais que seja orgânico, Sistema delirante amplo e defasado da realidade é disco carregado de eletricidade. Uma chama perpassa a formatação das canções, plugando o duo e evitando que o Vulgue Tostoi dilua toda inquietude sob a regra do jogo pop.