Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Saulo Duarte e a Unidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saulo Duarte e a Unidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de junho de 2016

Saulo une Ava e Passapusso em álbum, 'Cine ruptura', produzido por Curumin

Cine ruptura é o título do terceiro álbum de Saulo Duarte e a Unidade. O baterista e compositor paulistano Curumin é o produtor do sucessor de Quente (YB Music, 2014) e parceiro do paraense Saulo Duarte na criação da música escolhida para ser o primeiro single do álbum. O samba Na terra vermelha é o nome do single gravado com a voz de Russo Passapusso. Aliás, o mentor da banda BaianaSystem também é compositor da música assinada por Passapusso com Saulo e Curumin. No álbum Cine ruptura, Saulo Duarte e a Unidade - em foto de Fabiano Rodrigues - também fazem conexões com a cantora e compositora carioca Ava Rocha e com o pianista paulista Laércio de Freitas.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Com Unidade, Saulo cruza os sons do Norte e da América Central em 'Quente'

Resenha de CD
Título: Quente
Artista: Saulo Duarte e a Unidade
Gravadora: YB Music
Cotação: * * *

 Saulo Duarte foi criado em Fortaleza (CE) e há cinco anos está radicado na cidade de São Paulo (SP). Mas a origem nortista deste cantor, compositor e guitarrista nascido em Belém (PA) prevalece em Quente, segundo (bom) álbum de Saulo Duarte com o grupo Unidade. Diferentemente do antecessor Saulo Duarte e a Unidade (YB Music / Baritone Records, 2013), pautado por combinação do suingue do Norte com o brega dos anos 1970, Quente está centrado no cruzamento dos ritmos do Brasil amazônico com os sons da América Latina. Ritmos como reggae - entranhado na levada de Me dei conta (Saulo Duarte), faixa gravada com a adesão da voz, dos clavinetes e do MPC do baterista Curumin - e cumbia se harmonizam com levadas de carimbó e lambada em repertório autoral que destaca Flores pelo ar (Saulo Duarte) e Zonzon (Saulo Duarte). As guitarras de Manoel Cordeiro - ícone da guitarrada paraense - pontuam Quente, álbum de temperatura amena, que varia conforme o grau de inspiração do compositor. Mas é curiosamente numa faixa em que Cordeiro não toca - a instrumental Lambada do anel (Saulo Duarte, João Leão, Beto Gibbs e Klaus Sena) - que a atmosfera da guitarrada mais fica perceptível. Dentro desse coquetel latino, Na companhia dos seus (Saulo Duarte) e Massafera (Saulo Duarte) embutem o tempero do rock em algumas passagens. Já Yo vengo (Saulo Duarte) tangencia o formato mais tradicional da canção em gravação feita por Saulo com a cantora Vera Souza. E por falar em cantora, a paraense Luê figura na faixa mais sedutora de Quente: a graciosa regravação de Tô que tô... saudade (Eudes Fraga). Lembrança afetiva da infância do artista, o sucesso do cantor e compositor paraense Nilson Chaves na década de 1980 norteia Saulo neste disco que desencava raízes afro-brasileiras no toque do tambor embutido em No coração da mata (Saulo Duarte). "Eu canto para tornar felizes os outros / Que cantarão meu sonho", diz Saulo, ao fim da vinheta escondida que fecha verdadeiramente o álbum com a declamação do Poema xavante no toque da guitarra de Felipe Cordeiro. Com um pé no Norte e o outro no universo pop cosmopolita, Saulo Duarte sabe interagir com as tribos que moldam o universo pop e, em especial, o som do artista.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Com Unidade, Saulo Duarte junta suingue do Norte com brega dos anos 1970

Resenha de álbum
Título: Saulo Duarte e a Unidade
Artista: Saulo Duarte e a Unidade
Gravadora: YB Music / Baritone Records
Cotação: * * * 1/2

 É fácil identificar ecos das canções de Odair José em Essa semana (Saulo Duarte), quarta das dez faixas do primeiro álbum de Saulo Duarte e a Unidade. A harmoniosa combinação do universo do brega dos anos 70 com o suingue do Norte é o mote do disco. Saulo é cantor, compositor e guitarrista nascido no Pará. Sua origem é perceptível no toque de carimbó embutido em Mistério no olhar (Saulo Duarte) - outra boa faixa do CD lançado pela YB Music neste mês de fevereiro de 2013 - e também no balanço da guitarra tocada pelo artista em temas autorais como Amor de piração (Saulo Duarte). Contudo, Saulo Duarte e a Unidade é disco de arquitetura pop cosmopolita, formatado com a ajuda de Carlos Eduardo Miranda. Onze horas (Saulo Duarte) - canção pop dividida por Saulo com Tulipa Ruiz - é exemplo de faixa que dribla os clichês regionais. De todo modo, o álbum tem espírito gregário. Radicado em São Paulo (SP) há mais de três anos, o artista lidera a banda A Unidade, na qual canta e toca guitarra ao lado de Beto Gibbs (bateria), João Leão (teclados) e Klaus Sena (baixo). A opção por desenvolver um projeto de banda dá unidade ao CD, ainda que a combinação de brega e balanço do Norte soe meio repetitiva lá pela segunda metade do álbum, sobretudo em músicas como Não vale a pena (Saulo Duarte e Beto Gibbs), Meu sonho é você (Saulo Duarte) - exemplo do romantismo despudorado que pauta as letras do CD - e Querida (Victor Hudson), faixa que explicita a reciclagem do brega dos 70. Mas há temas pautados por maior diversidade rítmica. Amor e outras cositas más (Saulo Duarte) adiciona rock à mistura pop de Saulo Duarte e a Unidade. Já Manda ela comprar im iglu (Beto Gibbs, Klaus Sena e Saulo Duarte) se acomoda na praia do reggae. E tudo acaba em samba aos quatro minutos de Que massa, tema gravado por Saulo com seus parceiros Daniel Groove e Diogo Soares. Enfim, mesmo que transitem por trilha não exatamente original (já seguida por outros artistas do Pará),  Saulo Duarte e a Unidade conseguem imprimir sua identidade sonora neste primeiro álbum.