♪ Um dos maestros do samba, Rildo Hora se consagrou no mercado fonográfico brasileiro como produtor e arranjador de álbuns de bambas como Beth Carvalho, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho. Contudo, paralelamente, o gaitista de origem pernambucana - radicado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) desde a década de 1940 - ergueu obra como compositor, da qual Visgo de jaca - parceria com Sérgio Cabral lançada por Martinho da Vila em 1974 e revitalizada por Céu em 2009 - é o título mais conhecido ao lado do samba Os meninos da Mangueira, outra parceria com Cabral, lançada por Ataulfo Alves Jr. em 1975. O recém-lançado CD Eu e minha filha expõe a produção autoral de Rildo de forma resumida, numa amostra de 15 músicas da lavra do artista. Como o título do disco já explicita, Eu e minha filha junta Rildo com Patrícia Hora. A filha cantora do compositor dá voz - quase sempre em dueto com o pai - a músicas como Anda, sai dessa cama (Rildo Hora e Martinho da Vila, 1995), tema lançado em disco há 20 anos nas vozes do MPB-4 em projeto infantil de Martinho da Vila. Embora o repertório inclua eventuais regravações, como as de Os meninos da Mangueira e Visgo de jaca, Eu e minha filha renova a produção autoral de Rildo, apresentando parcerias do compositor com nomes como Fausto Nilo (Vida disparada), Lysias Ênio (O beijo que te dei), Ronaldo Bastos (Canção de amor dos Beatles) e Zélia Duncan, convidada e coautora de Gotas de sal. O álbum Eu e minha filha está sendo lançado de maneira independente.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Russo grava Herivelto em álbum em tributo à Mangueira produzido por Rildo
♪ Está em fase de produção, no Rio de Janeiro (RJ), um disco em tributo à escola de samba Estação Primeira de Mangueira. O álbum está sendo produzido e arranjado por Rildo Hora. Vários intérpretes estão gravando sambas em exaltação à Mangueira para o disco. O cantor e compositor carioca Leo Russo, por exemplo, pôs voz no samba Lá em Mangueira (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres), lançado em 1942 nas vozes do Trio de Ouro. O disco sairá ainda neste ano de 2015.
sábado, 29 de novembro de 2014
Fundo de Quintal lança 'Só felicidade', CD de inéditas produzido por Rildo
♪ Primeiro disco de inéditas do grupo Fundo de Quintal desde Nossa verdade (Biscoito Fino, 2011), o álbum Só felicidade chega ao mercado fonográfico em dezembro de 2014 em CD posto nas lojas pela gravadora Radar Records. Produzido por Rildo Hora sob a direção artística de Líber Gadelha, o disco foi batizado com o nome do samba de André Renato e Sereno promovido pelo sexteto carioca desde o primeiro semestre deste ano de 2014. Com 14 músicas (Agenda de Deus, Cariocada da gema, Deita que eu vou pro samba, Encontro marcado, Esqueço da hora, Eu quero é mais, Hoje tem festa, Trilha sonora e Tudo de bom, entre outras), o álbum teve seu repertório selecionado dentre as cerca de 400 composições recebidas pelo Fundo de Quintal diretamente de compositores como Leandro Fab, Mauro Júnior, Picolé, Pretinho da Serrinha e Renan Pereira, entre outros. Disco que marca a volta do vocalista e cavaquinista Mário Sérgio ao grupo, após um afastamento de seis anos, Só felicidade transita basicamente por partido alto e samba romântico.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Fundo de Quintal grava álbum de inéditas no Rio com produção de Rildo
♪ Sem lançar CD de inéditas há três anos, o grupo carioca Fundo de Quintal grava o sucessor de Nossa verdade (Biscoito Fino, 2011). O disco - gravado no estúdio Cia. dos Técnicos, no Rio de Janeiro (RJ), com produção de Rildo Hora - marca o retorno ao grupo do vocalista e cavaquinista Mário Sérgio, que anunciou em 2008 sua saída do Fundo de Quintal para seguir carreira solo que não vingou. Neste álbum de inéditas, previsto para ser lançado em dezembro de 2014 pela LGK Music, o grupo se rende ao repertório da nova geração do samba, gravando músicas de Leandro Fab, Mauro Júnior (do Grupo Revelação), Pretinho da Serrinha, Picolé e de Renan Pereira, entre outros compositores que entraram na roda mais recentemente. Contudo, entre as 14 músicas do disco, há também sambas dos integrantes Mário Sérgio (cavaquinho e voz ), Ronaldinho (banjo e voz) e Sereno (tantã e voz), que formam o sexteto com Ademir Batera (bateria) e com os pioneiros Bira Presidente (pandeiro e voz) e Ubirany (repique e voz).
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Leo Russo lança CD produzido por Rildo que traz Velha Guarda da Portela
Projetado no circuito de samba da Lapa, bairro do Centro do Rio de Janeiro (RJ), o cantor carioca Leo Russo - nome artístico de Leonardo Bernardes Russo - se prepara para lançar seu primeiro CD neste primeiro semestre de 2013. Produzido por Rildo Hora, o disco começou a ser gravado em novembro de 2012. Integrantes da Velha Guarda da Portela gravaram participação na faixa Só pra chatear, samba do compositor carioca José Luiz da Costa, o Príncipe Pretinho.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Rildo produz seis faixas do sexto disco do jovem pagodeiro Gustavo Lins
Jovem cantor e compositor carioca cuja carreira não manteve o pico inicial de popularidade atingido em 2003 com o sucesso da música Pra Ser Feliz, Gustavo Lins convocou Rildo Hora - conceituado produtor de discos de samba - para formatar seis faixas de seu sexto CD. Curiosamente, a faixa promocional, Não Vou Entrar no Jogo (Gustavo Lins) não foi produzida por Rildo, mas pelo guitarrista Torquato Mariano. Coube a Rildo pilotar as faixas Não É Força, É Jeito (Gustavo Lins e Aloysio Reis), Nem Tudo que Reluz É Ouro (Gustavo Lins), Vou Lutar por ti (Gustavo Lins e Délcio Luiz), Fazer Amor Contigo (Gustavo Lins), Um Amor de Verdade (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Aluísio Machado) e Oi (Rildo Hora/ Lu Cardoso). Lins - que produz outras músicas do disco - transita pelo gênero populista rotulado de pagode romântico.
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