Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Divergências com Liminha teriam tirado Renegado do disco solo de Paula

 Quarto disco solo de Paula Toller, Transbordada chegou às lojas em dezembro de 2014 pela gravadora Som Livre sem o anunciado rap posto por Flávio Renegado na música Já chegou a hora (Paula Toller e Liminha). Oficialmente, a artista carioca e o rapper mineiro - vistos em foto de Cristina Granato - declaram que está tudo bem, como enfatizaram em entrevista ao repórter Leandro Souto Maior, do jornal carioca O Dia, para reportagem sobre o CD solo da cantora. De acordo com declaração de Paula ao jornal, a saída de Renegado do disco aconteceu por problema na faixa de ordem meramente técnica. Contudo, nos bastidores da indústria fonográfica, o que se comenta é que o rap de Renegado teria sido tirado do CD por divergências do artista com Liminha, produtor do álbum e parceiro de Paula na composição da música. As divergências teriam sido de razão financeira e relativas a desacordo sobre o percentual do rapper na comercialização da faixa. 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Guiado por Profeta, Renegado busca sons do mundo com rap positivista

Resenha de CD
Título: Minha Tribo É o Mundo
Artista: Flávio Renegado
Gravadora: Sem indicação
Cotação: * * * 1/2

Rapper oriundo das Geraes, o mineiro Flávio Renegado faz som que não cabe nas fronteiras de Belo Horizonte (MG), sua cidade natal. Já no título de seu primeiro CD, Do Oiapoque a Nova York (2008), o artista sinalizou que busca os sons universais. Busca desenvolvida em seu segundo álbum e explicitada no título Minha Tribo É o Mundo. Guiado por Plínio Profeta, produtor de nove das 11 faixas do álbum viabilizado pelo projeto Natura Musical, Renegado persegue a música do mundo a partir do rap. A música-título, Minha Tribo É o Mundo (Flávio Renegado), abre o disco com sons tribais que evocam a mãe África, cuja batida percussiva é reverenciada na trama de sintetizadores que envolve Zica (Flávio Renegado). Sai Fora (Flávio Renegado) prega discurso humanista ao pisar no quintal do samba, repisado cinco faixas depois em A Massa Quer Dançar (Flávio Renegado e Gustavo Maguá), tema gravado com o violão de sete cordas e o cavaco pilotados por Edu Krieger. Qual É o Nome Dela? (Flávio Renegado) mixa rap com r & b à moda urbana para falar de desencontros românticos nas baladas. Faixa mais envolvente do disco, por conta da pegada poderosa do refrão, Suave (Flávio Renegado) é exemplo do discurso positivista e pacificador repetido por Renegado neste disco que joga o rap na praia do reggae em Pontos Cardeais (Flávio Renegado) e em Evoluídos Pensamentos (Flávio Renegado). Na ânsia de transitar por babel de ritmos globalizados, Minha Tribo É o Mundo por vezes se ressente de um foco mais nítido. Contudo, o álbum resulta vigoroso e coeso. Ao terminar, com a singela balada Tempo Bom (Flávio Renegado), Minha Tribo É o Mundo deixa impressões e energias positivas, desconstruindo a face marrenta do rap. Sua tribo é a do bem.