Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Ramones. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ramones. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de julho de 2014

Último integrante da formação original dos Ramones, Tommy sai de cena

Último remanescente da formação original do grupo norte-americano Ramones, ícone do movimento punk dos Estados Unidos, o baterista e produtor Tommy Ramone sai de cena - aos 65 anos, vítima de câncer no ducto biliar - com a missão cumprida. Nascido em Budapeste, na Hungria, Erdélyi Tamás (29 de janeiro de 1949 - 11 de julho de 2014) cresceu nos Estados Unidos, mais precisamente em Nova York (EUA), aonde inscreveu seu nome na história do punk rock com o nome artístico de Tommy Ramone. Como baterista, Tommy deixou sua marca nos três primeiros álbuns de estúdio dos Ramones - The Ramones (1976), Leave home (1977) e Rocket to Russia (1977), todos decisivos para a consolidação da cena punk dos EUA - antes de passar o comando das baquetas para Marky Ramone em 1978. Depois, já na função de produtor, Tommy foi copiloto dos álbuns Road to ruin (1978), It's alive (ao vivo duplo de 1979) e Too tough to die (1984). Tommy - cuja bateria também é ouvida no álbum ao vivo NYC 1978 (registro de show de 1978, lançado somente em 2003) - foi também o compositor de um hit dos Ramones, I wanna be your boyfriend. A morte de Tommy enluta o universo pop.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Box embala os seis primeiros álbuns do grupo norte-americano Ramones

Com lançamento programado nos Estados Unidos para 29 de outubro de 2013, em edição da gravadora Rhino, o box Ramones The Sire Years 1976 - 1981 embala reedições em CD dos seis primeiros álbuns do grupo norte-americano Ramones, um dos pioneiros do universo punk dos Estados Unidos. Os discos reeditados são Ramones (1976), Leave home (1977), Rocket to Russia (1977), Road to ruin (1978), End of the century (1980) e Pleasant dreams (1981). Os álbuns são embalados no box em miniaturas de LPs, com suas capas e repertórios originais.

domingo, 31 de março de 2013

Autobiografia de Johnny Ramone vai direto ao ponto como um rock punk

Resenha de livro
Título: Commando - A autobiografia de Johnny Ramone
Autor: Johnny Ramone
Editora: Leya
Cotação: * * * *

Pela própria natureza, autobiografias são livros que expõem visões unilaterais da vida e dos fatos - a visão do autor do livro, claro. Commando - a autobiografia de Johnny Ramone (1948 - 2004), editada a partir de entrevistas concedidas pelo guitarrista norte-americano após a descoberta do câncer de próstata que o tirou de cena em 15 de setembro de 2004 - também padece desse mal. Contudo, o relato - cru e sem firulas, feito com a objetividade de um rock do grupo Ramones, ícone do punk dos Estados Unidos - parece honesto e com dose salutar de autocrítica. Johnny é bem severo, por exemplo, ao avaliar cada um dos 14 álbuns lançados pelos Ramones entre 1976 e 1995 em anexo do livro recém-editado no Brasil pela Leya. O músico, por exemplo, culpa a produção de Phil Spector pelo relativo fracasso comercial do álbum, End of the century (1980), arquitetado para levar os Ramones ao topo das paradas dos EUA e, por tabela, do mundo. A honestidade para ser a tônica destas memórias em que Johnny não poupa a si mesmo de sua autocrítica e de sua língua ferina. O artista relata a fase em que foi um adolescente delinquente - encerrada com acontecimento místico que redirecionou sua vida - com a mesma aparente sinceridade com que descortina os bastidores dos Ramones, deixando evidente a disputa de poder travada por ele com Joey Ramone (1951 - 2001), o vocalista da banda que legou ao universo pop clássicos como Blitzkrieg Bop, I wanna be sedated e  Sheena is a punk rocker. De forma às vezes até rude, Johnny expões as regras do jogo da indústria da música e emite opiniões sobre outros grupos e sobre assuntos polêmicos. Na página 102, o guitarrista se declara totalmente a favor da pena de morte por conta de ter sido vítima, em 14 de agosto de 1983, de agressão que lhe causou danos cerebrais que não geraram sequelas, mas a vontade de ver seu agressor no corredor da morte. Em outras passagens de Commando, Johnny discorre sobre o alcoolismo do baterista do grupo, Marky Ramone, único remanescente da formação clássica do quarteto. O título Commando é bem apropriado para a autobiografia porque, em essência, Johnny Ramone defende no livro que sempre esteve no comando da engrenagem que manteve os Ramones em cena com coerência com a ideologia da banda. Johnny não esconde as vezes em que foi voto vencido, mas, de certa forma, menospreza cada um de seus colegas de banda, até o baixista Dee Dee Ramone (1951 - 2002), com quem tinha relação mais próxima. O amor por sua última mulher - Linda Ramone, então namorada de Joey Ramone, fato que poderia ter provocado a extinção da banda - é assunto recorrente nas páginas deste livro em que Johnny Ramone revolve suas memórias sem maquiagem, indo direto ao ponto com um rock dos Ramones. Merece leitura!!!