♪ Retrospectiva 2014 - Os Racionais MC's causaram certo impacto na sua volta ao mercado fonográfico, em 25 de novembro. Desta vez, no entanto, o impacto foi provocado mais pela capa do primeiro disco de inéditas do grupo paulistano em doze anos, Cores & Valores (Cosa Nostra / Radar Records), do que pelo rap de Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay. Na capa do álbum, precedido pelo hipnótico single Quanto vale o show? (Mano Brown), os quatro integrantes dos Racionais MC's aparecem mascarados e caracterizados como garis, com armas na mão, numa imagem original - e coerente com a estética visual do arredio grupo - que sobressaiu em ano em que as capas de discos internacionais foram bem mais criativas do que as dos discos brasileiros.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Disco autorreferente dos Racionais MC's causa mais impacto pela capa
Resenha de CD
Título: Cores & valores
Artista: Racionais MC's
Gravadora: Cosa Nostra / Radar Records
Cotação: * * *
Título: Cores & valores
Artista: Racionais MC's
Gravadora: Cosa Nostra / Radar Records
Cotação: * * *
♪ Nada como um dia após o outro dia. Doze anos separam Cores & valores - o sexto disco de inéditas dos Racionais MC's - do último álbum de estúdio do grupo paulistano de rap. As aparições de rappers como Emicida e Criolo movimentaram o universo do hip hop brasileiro com outros tons, cores e valores. Natural em qualquer nicho musical, a rotatividade de nomes e discursos no mundo do rap faz com que o elemento de maior impacto do CD Cores & valores esteja na capa que expõe Edi Rock, Ice Blue, KL Jay e Mano Brown caracterizados como garis armados. É a estética da violência que já pautou discos do grupo como - esse sim, impactante - Sobrevivendo no inferno (Cosa Nostra, 1997), tratado sobre miséria, desigualdade, racismo e injustiça social feito na velocidade do rap com uma virulência que faz com que o ataque ao consumismo de Eu compro (Ice Blue e Helião) soe quase pueril. Talvez pela ciência de que a forma desse discurso já dá sinais de esgotamento no tempo presente (embora as periferias continuem ardendo em chamas infernais), Os Racionais MC's se voltam para seu passado no autorreferente Cores & valores. Em O mal e o bem (Edi Rock e Don Pixote), tema de levada soul que se destaca entre as 15 faixas do álbum, Edi Rock versa sobre seu encontro nos anos 1990 com KL Jay, o DJ dos Racionais. Já no single Quando vale o show? (Mano Brown) - tão hipnótico com sua batida que torna um anticlímax a audição de Cores & valores - Mano Brown rima sobre a adolescência vivida nos anos 1980 no bairro do Capão Redondo, na periferia chapa quente da cidade de São Paulo (SP). Aliás, trechos de letras de sucessos da década pop de 1980 - Pro dia nascer feliz (Frejat e Cazuza, 1983), Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero, 1984) e Vamos fugir (Gilberto Gil e Liminha, 1984), entre outros - são citados nos versos de Eu te proponho (Mano Brown e Lino Crizz), convite romântico-sensual de Brown para uma fuga momentânea da realidade dura e crua que inspira os raps da primeira parte do disco. Raps como Cores & valores (Mano Brown e Don Pixote), Somos o que somos (Ice Blue e Helião) e Preto Zica (Mano Brown e Edi Rock) reproduzem os tons e as cores da matriz norte-americana do hip hop. Dentro dessa atmosfera tensa, que adquire peso especial em Coração barrabaz (Mano Brown), A praça (Edi Rock e Juliano Kurban) alfineta a mídia ao versar sobre a veiculação nos meios de comunicação do tumulto gerado por show gratuito feito pelos Racionais MC's em 2007 na Praça da Sé, no Centro da cidade de São Paulo (SP). Em que pese o excesso de autorreferências no disco, como se a periferia gerasse em torno dos umbigos dos Racionais, o que mais incomoda em Cores & valores são as faixas com menos de um minuto - Cores & valores - Preto e amarelo (Negreta), Trilha (Mano Brown e DJ Cia) e Eu te disse (Mano Brown) - que soam como vinhetas enfileiradas na primeira metade do álbum. Mais do que ganchos para a costura do repertório, tais vinhetas parecem estar ali para preencher o espaço mínimo para que Cores & valores seja tecnicamente considerado um álbum com sua meia hora de duração. Um título literal e metaforicamente menor na discografia vultosa dos Racionais MC's...
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Racionais MC's lançam o oitavo álbum, 'Cores & valores', com 15 faixas
♪ O grupo paulistano de rap Racionais MC's apresentou aos primeiros minutos de hoje, 25 de novembro de 2014, Cores & valores, seu oitavo álbum, o sexto de estúdio e de inéditas. Com capa provocativa, na qual os quatro integrantes do grupo (Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay) aparecem mascarados e caracterizados como garis, com armas na mão, o álbum Cores & valores já está disponível para compra na plataforma virtual Google Play e para audição no YouTube. Gestado no Maraca Estúdio, situado no Capão Redondo, bairro da periferia paulista que serviu de cenário para a criação dos Racionais MC's, mas gravado no Quad Recording Studios e mixado no Brevery Recordind Studio, em Nova York (EUA), o disco enfileira 15 faixas. Algumas têm menos de um minuto e soam como vinhetas. Todas inéditas, as músicas do disco são assinadas por Mano Brown, Edi Rock e Ice Blue sozinhos ou em parceria com nomes como Don Pixote, Helião e Lino Crizz. Eis - na ordem do álbum - as 15 faixas de Cores & valores, o primeiro álbum de inéditas dos Racionais MC's desde Nada como um dia após o outro dia (Cosa Nostra, 2002):
1. Cores & valores (Mano Brown e Don Pixote)
2. Somos o que somos (Ice Blue e Helião)
3. Cores & valores - Preto e amarelo (Negreta)
4. Trilha (Mano Brown e DJ Cia)
5. Eu te disse (Mano Brown)
6. Preto zica (Mano Brown e Edi Rock)
7. Cores & valores - Finado neguim (Mano Brown)
8. Eu compro (Ice Blue, Helião e Mano Brown)
9. A escolha que fiz (Edi Rock)
10. A praça (Edi Rock e Juliano Kurban)
11. O mal e o bem (Edi Rock e Don Pixote)
12. Você me deve (Mano Brown e Don Pixote)
13. Quanto vale o show? (Mano Brown)
14. Coração barrabaz (Mano Brown)
15. Eu te proponho (Mano Brown e Lino Crizz)
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Sobre batida hipnótica, Racionais rimam sobre anos 80 em 'single' quente
Resenha de single
Título: Quanto vale o show
Artista: Racionais MC's
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * * *
Título: Quanto vale o show
Artista: Racionais MC's
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * * *
♪ "Só eu sei os desertos que eu cruzei até aqui", ressalta Mano Brown no início de Quanto vale o show, primeiro single do álbum que o grupo paulistano de rap vai lançar ainda neste ano de 2014. Por ora disponível somente para compra na loja Google Play, em ação que contraria a tendência do mercado fonográfico de oferecer singles promocionais para download gratuito, o single sampleia a voz do apresentador carioca de TV Silvio Santos em trecho no qual Silvio pergunta "quanto vale o show?" - título de quadro bem antigo de seu programa do SBT - à plateia de seu auditório. Em sedutores dois minutos e 52 segundos, Mano Brown rima sobre a adolescência vivida nos anos 1980 no periférico bairro do Capão Redondo, em São Paulo (SP). Aos primeiros segundos da gravação produzida por Mano Brown com o DJ Cia (do grupo RZO), o som de uma percussão insinua um samba. Mas logo Quanto vale um show vira um rap embasado pelo toque cortante e suingante de uma guitarra. É sobre essa batida hipnótica que Brown cita ícones do universo pop no período 1983 / 1987 - Djavan, a música Billie Jean, Sandra de Sá, Yves Saint Laurent (1936 - 2008), Bezerra da Silva (1927 - 2005) - enquanto relata sua rotina naqueles anos e lembra que a chapa já estava quente na época, levando muitos manos para o caminho da marginalidade em Brasil que vivia em colapso econômico. Mesmo sem impactar, Quanto vale o show mostra que o rap dos Racionais MC's ainda tem (muito) o que dizer, mantendo alta a expectativa para o primeiro álbum de inéditas do quarteto desde Nada como um dia após o outro dia (Independente, 2002).
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Racionais MC's anunciam lançamento de álbum de inéditas em dezembro
♪ O grupo paulistano de rap Racionais MC's anunciou a edição, em dezembro de 2014, de seu primeiro álbum de inéditas e de estúdio em 12 anos. O anúncio do lançamento do sucessor de Nada como um dia após o outro dia (2002) foi feito na noite de hoje, 22 de outubro de 2014, no site oficial do quarteto. O álbum vai ser lançado após o encerramento da turnê que celebrou os 25 anos de vida dos Racionais MC's. Não há informações sobre o repertório do disco.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Racionais lançam coletânea digital com música nunca incluída em álbum
Sem lançar álbum de inéditas desde Nada como um dia após o outro dia (2002), o grupo paulista de rap Racionais MC's edita coletânea neste mês de dezembro de 2013 em formato somente digital. Disponível para comprar no iTunes a partir de 17 de dezembro, a compilação Racionais MC's reúne 14 fonogramas dos cinco álbuns do grupo - formado por Edi Rock, Ice Blue, KL Jay e Mano Brown - e adiciona ao repertório de hits música, Mente do vilão, que o quarteto já toca em shows desde meados dos anos 2000 e que até então ganhara somente registro avulso na internet com direito a clipe posto em rotação na rede em setembro de 2012.
sábado, 21 de julho de 2012
Há dez anos sem lançar CD de inéditas, Racionais promovem 'Marighella'
Sem lançar álbum de inéditas desde Nada Como Um Dia Após o Outro Dia (2002), o grupo paulista de rap Racionais MC's promove música inédita, Mil Faces de um Homem Leal (Marighella), composta por Mano Brown para documentário sobre o líder político Carlos Marighella (1911 - 1969), comunista assassinado pelo Governo Militar instaurado no Brasil em 1964. No clipe da música, filmado no Centro de São Paulo (SP) já em rotação na internet, Dexter, Edy Rock, Ice Blue, KL Jay e Mano Brown portam armas nas cenas externas e no estúdio, reciclando estética da violência que polemizou desde a divulgação da primeira imagem.
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