Mauro Ferreira no G1

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Com show de 2007, DVD da Orquestra Imperial já chega defasado às lojas

Por melhores que sejam os álbuns de estúdio da Orquestra Imperial, o coletivo carioca nunca conseguiu registrar em disco a energia e o alto astral de seus shows - o que torna oportuna a edição de uma gravação ao vivo da big-band em CD e DVD. Pena que este registro audiovisual de show tenha chegado tão defasado ao mercado fonográfico. Na sequência não imediata do CD, posto à venda em meados de 2013, o selo Da Lapa - criado pela gravadora Biscoito Fino para centralizar edições de produtos voltados para a música ouvida no Centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ) - põe nas lojas neste mês de fevereiro de 2014 o DVD Orquestra Imperial ao vivo!. Embora seja interessante do ponto de vista musical, o registro do show soa desatualizado por ter sido feito em 2007, no Teatro Rival (RJ), e tem valor mais documental nos dias de hoje. Há sete anos, a formação da Orquestra Imperial era outra - tendo nomes como a cantora Thalma de Freitas e o hermano Rodrigo Amarante no posto de vocalistas - e o grupo não tinha lançado seu segundo álbum de estúdio, Fazendo as pazes com o swing (2012). Para quem não se importar com o longo hiato entre a feitura e a edição da gravação do show, o DVD Orquestra Imperial ao vivo! enfileira 20 músicas em roteiro que vai de O mar e o ar (Rodrigo Amarante, Domenico Lancellotti e Kassin) e Popcorn (Gerson e Kingsley), passando por sucessso como Sem compromisso (Geraldo Pereira e Neslon Trigueiro), Obsessão (Mirabeau e Milton de Oliveira), Tranquilo (de Kassin) e Conselho (Zé Roberto e Adilson Bispo).

domingo, 18 de agosto de 2013

Orquestra Imperial lança, via Biscoito Fino, seu primeiro registro ao vivo

Nas lojas neste mês de agosto de 2013, em edição da gravadora Biscoito Fino, o primeiro registro de show da Orquestra Imperial traz números captados em apresentação feita em 2007 pelo coletivo carioca, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ). O CD Orquestra Imperial ao vivo! inclui 11 músicas. Entre elas, há os sucessos Conselho (Adilson Bispo e Zé Roberto), Não foi em vão (Thalma de Freitas), Obsessão (Milton Oliveira e Mirabeau), Sem compromisso (Geraldo Pereira e Nelson Trigueiro) e Tenha pena de mim (Babaú e Cyro de Souza). Sai DVD!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Já masterizado, primeiro disco ao vivo da Orquestra Imperial sai em 2013

Previsto de início para ter sido lançado neste ano de 2012, o primeiro registro ao vivo de show da Orquestra Imperial vai ser editado em 2013 nos formatos de CD e DVD. A masterização da gravação ao vivo foi finalizada, no Rio de Janeiro (RJ), pelo engenheiro de som Ricardo Garcia.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sempre na paz, Orquestra Imperial cai no habitual suingue em bom show

Resenha de show
Título: Fazendo as Pazes com o Swing
Artista: Orquestra Imperial (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Espaço Tom Jobim (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 3 de outubro de 2012
Cotação: * * * 1/2
Em cartaz em 6 de outubro de 2012 na quadra do Sesc Madureira, no Rio de Janeiro (RJ) 

"Agora no final vocês fizeram as pazes com o swing", disse Duani para o público que, enfim, tinha se levantado das cadeiras do Espaço Tom Jobim para dançar ao som do samba Conselho (Adilson Bispo e Zé Roberto, 1986), fecho do bis do show feito pela Orquestra Imperial na noite de 3 de outubro de 2012. A fala de Duani -  substituto de Rodrigo Amarante num dos postos de vocalistas da big-band carioca  - aludia ao título do segundo recém-lançado álbum da Orquestra Imperial, Fazendo as Pazes com o Swing, mote da apresentação. Mas ninguém, a rigor, estava brigado com o suingue. A questão é que, por ter sido feito em teatro, com o público sentado, o show jamais teve o clima de baile e o ar carnavalizante das habituais apresentações da orquestra. As pessoas somente levantaram quando Duani já fechava a tampa com o sucesso de Almir Guineto. Mesmo sem entrar na dança, o público viu um show azeitado com bom som. Com arranjos de sopros na maior parte dos 25 números, reproduzindo em cena o tom do disco produzido por Kassin (presente no palco), a Orquestra Imperial caiu no costumeiro suingue, sem surpresas e sem Nina Becker, ausência anunciada pelo fato de a cantora estar prestes a dar à luz sua filha Cora. Em contrapartida, a presença de João Donato - convidado especial da estreia nacional do show - valorizou a apresentação. Até porque o suingue latino da música de Donato ecoa no som da Orquestra. À vontade, cantando e pilotando seus teclados, Donato fez substancioso Suco de Maracujá - samba composto com Martinho da Vila e gravado pelo parceiro de Donato em 2005 - e se afinou com Thalma de Freitas, com quem abriu parceria na sensualíssima Enquanto a Gente Namora (2012), convite a uma folia a dois. O set de Donato foi a cereja do bolo. Já costumeira, a presença comunicativa de Wilson das Neves valorizou ótimos sambas como A Saudade É Que me Consola (2012) - cantado em dueto com Moreno Veloso - e o já célebre O Samba É Meu Dom (1996), ambos compostos pelo baterista com o poeta Paulo César Pinheiro. E por falar em criação, o show reiterou a crescente evolução de Ruben Jacobina como compositor, progresso já perceptível no disco. Aguenta Mais e Velha Estória - samba impregnado de lirismo, composto por Rubinho com Guga Ferraz e interpretado por Moreno Veloso - têm cacife para figurar entre as melhores músicas do repertório da Orquestra. Contudo, houve também as habituais incursões por cancioneiros alheios. Antes de pôr o bloco na rua com Cair na Folia (Argemiro Patrocínio e Paulinho César), samba carnavalesco que ficou quase tão empolgante no show quanto no disco, Duani cantou uma das mais belas baladas da gloriosa fase inicial da discografia de Tim Maia (1942 - 1998), Você, joia do segundo álbum do Síndico (Tim Maia, 1971). De início, o arranjo foi reverente à gravação de Tim, mas, na parte final, os sopros deram outra alma à canção de espírito soul. Duani não é Tim Maia (embora vá interpretar o cantor em cinebiografia já em processo de produção), mas sua entrada na Orquestra Imperial criou bom contraponto entre seu canto caloroso e a voz cool da maior parte dos solistas. Mesmo que o show ainda precise de uns ajustes, a big-band - que completa uma década de vida neste ano de 2012 - reiterou em cena seu suingue. Na paz.

Até Led Zeppelin paira sobre salão da Orquestra Imperial em show no Rio

Em paz com seu suingue, a Orquestra Imperial galga até as escadas que vão dar no céu. Um dos clássicos do repertório do grupo inglês Led Zeppelin, Stairway to Heaven (Jimmy Page e Robert Plant, 1971) abriu em registro instrumental o roteiro do show de lançamento do segundo álbum da big-band carioca, Fazendo as Pazes com o Swing, apresentado no palco do Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 3 de outubro de 2012. Outra surpresa do roteiro foi Você (Tim Maia, 1971), bonita balada de alma soul cantada por Duani, vocalista que substituiu Rodrigo Amarante num dos postos de vocalistas da orquestra. Além de sambas já recorrentes há dez anos nos repertórios de seus bailes-shows como Sem Compromisso (Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira, 1954) e Obsessão (Milton de Oliveira e Mirabeau, 1955), gravados pelo grupo no EP de 2006 que deu o pontapé inicial na seu discografia, a Orquestra Imperial - vista em foto de Rodrigo Amaral - apresentou músicas de seus dois álbuns, com natural ênfase no segundo. Eis o roteiro seguido pela Orquestra Imperial na estreia nacional do show Fazendo as Pazes com o Swing, no Espaço Tom Jobim (RJ), em 3 de outubro de 2012:

1. Stairway to Heaven (Jimmy Page e Robert Plant, 1971)
2. Sem Compromisso (Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira, 1954)
3. Obsessão (Milton de Oliveira e Mirabeau, 1955)
4. Não Foi em Vão (Thalma de Freitas, 2007)
5. O Samba É Meu Dom (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro, 1996)
6. Salamaleque (Ruben Jacobina, Max Sette e Jonas Sá, 2007)
7. Moléculas (Nina Becker e Ruben Jacobina, 2012)
8. Ouvindo Vozes (Ruben Jacobina e Guga Ferraz, 2012)
* Prefixo do quadro de calouros do Programa Silvio Santos para chamar João Donato
9. Enquanto a Gente Namora (Thalma de Freitas e João Donato, 2012) - com João Donato
10. Tudo Tem (João Donato e Gilberto Gil, 1975) - com João Donato
11. Suco de Maracujá (João Donato e Martinho da Vila, 2005) - com João Donato
12. A Rã (João Donato, 1973) - com João Donato
13. Mocotó em Tijuana (Altair Martins, 2012)
14. Velha Estória (Domenico Lancellotti e Kassin, 2012)
15. Tamancas do Cateretê (Domenico Lancellotti, Ruben Jacobina, Nelson Jacobina, Berna Ceppas e Pedro Sá, 2012)
16. Apaixonado (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro, 2012)
17. A Saudade É que me Consola (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro, 2012)
18. Ela Rebola (Nelson Jacobina e Jorge Mautner, 2007)
19. Você (Tim Maia, 1971)
20. Aguenta Mais (Ruben Jacobina, 2012)
21. Fala Chorando (Nelson Jacobina e Jorge Mautner, 2012)
22. Cair na Folia (Argemiro Patrocínio e Paulinho César, 2012)
Bis:
23. Daquele Amor Nem me Fale (João Donato e Martinho da Vila, 1981) - com João Donato
24. Devagar com a Louça (Luiz Reis e Haroldo Barbosa, 1962)
25. Conselho (Adilson Bispo e Zé Roberto, 1986)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Donato faz bombar o sangue latino da Orquestra Imperial em show no Rio

Convidado da estreia nacional do (bom) show de lançamento do segundo álbum de estúdio da Orquestra Imperial, Fazendo as Pazes com o Swing, João Donato contou ao público que foi ao Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), que pegou Thalma de Freitas  no colo. Foi nos anos 70, quando Donato voltou ao Brasil e conviveu com o pianista Laércio de Freitas, pai da vocalista da big-band carioca. Thalma ainda usava fraldas. A história teve sabor especial pelo fato de Donato ter entrado em cena - ao som do prefixo do programa de calouros do apresentador Silvio Santos, bossa do show realizado na noite de 3 de outubro de 2012 - na qualidade de parceiro de Thalma. Foi a primeira parceria do singular pianista com a cantora e compositora carioca - Enquanto a Gente Namora, gravada por Augusto Martins no recém-lançado CD Felizes Trópicos e pela Orquestra Imperial em Fazendo as Pazes com o Swing - que abriu o set em que Donato ressaltou a latinidade do suingue do coletivo carioca. Na sequência da sensual Enquanto a Gente Namora, Donato - visto na foto de Rodrigo Amaral com Thalma, Duani e Wilson das Neves - cantou Tudo Tem (parceria com Gilberto Gil, de 1975), recordou o sabor delicioso de Suco de Maracujá (parceria com Martinho da Vila, de 2005) e entrou na cadência singular de A Rã (João Donato, 1973) com Wilson das Neves na bateria. No bis, Donato voltou para tocar ao piano - novamente com Das Neves na bateria - outra parceria com Martinho da Vila, Daquele Amor Nem me Fale, lançada por Martinho em 1981 no álbum Sentimentos. A presença de João Donato na primeira apresentação do show Fazendo as Pazes com o Swing fez bombar o sangue latino que pulsa na Orquestra Imperial.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Segundo álbum da Orquestra Imperial dá baile na melancolia com sopros

Resenha de CD
Título: Fazendo as Pazes com o Swing
Artista: Orquestra Imperial
Gravadora: Ping-Pong
Cotação: * * * 1/2

A julgar pelo segundo álbum da Orquestra Imperial, Fazendo as Pazes com o Swing, Carnaval só no ano que vem. Aos dez anos de vida, a big-band carioca acerta ao experimentar levadas menos esfuziantes no disco, evitando a missão impossível de captar no estúdio o ar carnavalizante de seus bailes-shows. Mesmo assim, o coletivo dá um baile na melancolia com o suingue dos sopros que pautam as 13 músicas do CD produzido por Berna Ceppas e Kassin. "O samba espanta a tristeza", sentencia Moreno Veloso em verso de A Saudade É que me Consola (Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro), grande samba interpretado por Moreno com Wilson das Neves. A poesia de versos "Coração rebenta a gaiola / Ao sentir que o vão fica estreito / A lembrança puxa a viola / Nasce mais um samba em meu peito" ganha vida com os sopros orquestrados por Marlon Sette. Elo entre as faixas, os arranjos de sopros por vezes soam mais exuberantes do que as músicas e as interpretações em si. Arranjados por Altair Martins, os sopros que estruturam Moléculas (Nina Becker e Ruben Jacobina) - faixa solada por Nina Becker - trazem inventividade para o salão. Da mesma forma, os sopros orquestrados por Felipe Pinaud são o maior atrativo de Fala Chorando, faixa cantada por Thalma de Freitas. Até porque a música está aquém do histórico autoral da parceria de Jorge Mautner com Nelson Jacobina (1953 - 2012), a quem o disco é dedicado (ao sair de cena em maio, Jacobina já tinha gravado sua intensa participação em Fazendo as Pazes com o Swing). A dupla também é autora de Alcaçuz, tema que pedia voz mais apimentada do que a de Nina Becker. Ritmicamente, o CD transita entre o samba - gênero dominante no repertório - e ritmos latinos da região da América Central. Com sopros ambientados por Ruben Jacobina em clima de gafieira, Tamancas do Cateretê (Domenico Lancellotti, Ruben Jacobina, Nelson Jacobina, Berna Ceppas e Pedro Sá) é suingante faixa que sintetiza bem o recorte rítmico do disco. O solo vocal é de Rubinho Jacobina. O clima de gafieira reaparece em Velha Estória (Domenico Lancellotti e Kassin), samba cantado por Duani. Faixa que descarta os sopros recorrentes nos arranjos do álbum, o samba Cair na Folia (Argemiro Patrocínio e Paulinho César) é introduzido por sons delicados que remetem a uma caixa de música, mas logo cai no suingue de batucada tipicamente carioca. Duani põe o bloco e a voz na rua nessa que é a faixa mais carnavalizante do disco. Em clima menos esfuziante, o hermano Rodrigo Amarante também cai no samba com (bom) tema de sua autoria, Pode Ser. Convite a uma folia particular, Enquanto a Gente Namora é cantada por Thalma de Freitas, parceira de João Donato neste tema sensual banhado pela latinidade da música de João Donato, convidado da faixa. Mais serelepe, Aguenta Mais - tema composto, interpretado e arranjado por Ruben Jacobina - faz ecoar no salão lembranças do Noel Rosa (1910 - 1937) e Zeca Pagodinho pelo ritmo e pelos versos espertos que evocam a boa malandragem carioca. No canto triste de Moreno Veloso, Ouvindo Vozes (Rubinho Jacobina e Guga Ferraz) impregna o baile de certo lirismo. Na sequência, Wilson das Neves dissipa qualquer traço de melancolia ao abençoar a mulher amada e o próprio amor em Apaixonado, outra parceria de Neves com o poeta Paulo César Pinheiro. No fim, o saboroso  e azeitado Mocotó em Tijuana (Altair Martins) injeta adrenalina ao encerrar o baile. O único tema instrumental do disco evoca trilhas sonoras de filmes de ação e mostra que o império rítmico da orquestra se estende além do terreno do samba e dos demais ritmos latinos.

sábado, 15 de setembro de 2012

Orquestra Imperial estampa foto de Jacobina na capa do segundo álbum

Nas lojas em outubro de 2012, em edição do selo MP,B que vai ser distribuída pela Universal Music, o segundo álbum de estúdio da Orquestra Imperial, Fazendo as Pazes com o Swing, expõe na capa foto do compositor e violonista Nelson Jacobina (1953 - 2012). Morto em 31 de maio, Jacobina tocou em todas as faixas do sucessor de Carnaval Só no Ano que Vem (2007).

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Orquestra Imperial vai lançar primeiro registro ao vivo de show em 2012

Sucesso hype no circuito carioca de shows, a Orquestra Imperial planeja lançar neste primeiro semestre de 2012 seu primeiro registro ao vivo de show. CD e DVD incluem números captados em apresentações do coletivo carioca no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ), ao longo de 2007. Na sequência, a Orquestra pretende entrar em estúdio para gravar seu segundo álbum.