Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ao cantar calores do amor, Mahmundi evoca verão synth-pop dos anos 1980

Resenha de álbum
Título: Mahmundi
Álbum: Mahmundi
Gravadora: StereoMono / Skol Music
Cotação: * * * *

As guitarras, drum machines e sintetizadores pilotados por Mahmundi no primeiro álbum - lançado neste mês de maio de 2016 pela gravadora StereoMono em edição digital e numa luxuosa edição física em CD que merece investimento - evocam quase sempre os verões do synth-pop que deu o tom tecno da década de 1980. Por mais que faixas como Meu amor (Mahmundi e Roberto Barrucho, 2016) transitem pela trilha do R&B contemporâneo com ecos do som do gênero nos anos 1990, o álbum Mahmundi conecta a cantora, compositora e multi-instrumentista carioca Marcela Vale ao universo musical sintetizado da década de 1980. Mahmundi, a propósito, é o codinome artístico adotado por Vale na cena indie carioca, embora a artista atualmente esteja radicada na cidade de São Paulo (SP). Seja no Rio ou em Sampa, o fato é que é impossível ouvir músicas como Calor do amor (Mahmundi, Roberto Barrucho e Bruno Dias, 2012) e Eterno verão (Mahmundi e Lucas de Paiva, 2016) - faixa previamente lançada como single do álbum em novembro de 2015 - sem que a memória musical remeta a década em que bandas de tecnopop como a britânica Duran Duran reinaram no universo pop ao lado de cantores como o inglês Phil Collins. Produzido pela própria Mahmundi sob a direção artística de Carlos Eduardo Miranda, o álbum escapa da sina de soar datado, mesmo que o arranjo da maioria das dez composições autorais reprocesse o som sintetizado dos anos 1980. Nesse sentido, Mahmundi está em sintonia com Silva, outro artista da atual geração que bebe da fonte de Guilherme Arantes e cia. sem soar antiquado. Não por acaso, Silva pilota os teclados de Desaguar (Mahmundi, 2012), música originalmente lançada pela artista em Efeito das cores (Independente, 2012), primeiro dos dois EPs editados por Mahmundi antes de partir, em janeiro de 2015, para a gravação do primeiro álbum. Trunfo de safra autoral marcada pela coesão, Leve (Mahmundi e Roberto Barrucho, 2013) - sedutora composição previamente lançada pela artista no EP Setembro (Abtjour Records, 2013) - é uma das faixas que mais exalam a paradoxal modernidade também evidenciada no canto da artista. Outra composição lançada por Mahmundi no EP Efeito das cores, o baladão Quase sempre (Mahmundi e Roberto Barrucho, 2012) expõe o tom melancólico de boa parte dos versos. No cancioneiro autoral, Mahmundi canta o calor do amor e também o tempo ruim da paixão, assunto de Wild (Mahmundi, 2016). "No meu coração / Fiz um disco / Pra me lembrar você", dão a pista os versos de Hit (Mahmundi, 2016), música de boa cepa pop que abre o álbum, encerrado com balada de tom R&B sobre o tal do amor, Sentimento (Mahmundi e Lux Ferreira, 2014), ótima música previamente lançada pela cantora compositora em outubro de 2014, três meses antes de começar a gravar o álbum Mahmundi com os músicos Felipe Vellozo (baixo e efeitos) e Lux Ferreira (teclados, pianos, Rhodes, programações e samplers), companheiros dos tempos em que Mahmundi cantava e tocava no púlpito de igrejas cariocas. Azul (Lux Ferreira, Victor Abdelnur e Mahmundi, 2016) tem a cor e o tom do som de Mahmundi, formatado com mix azeitado do synth-pop dos anos 1980 e do R&B da década de 1990 com toque de contemporaneidade. Mahmundi sabe o que os artistas fizeram em verões passados...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Com dez músicas, primeiro álbum de Mahmundi sai em maio via StereoMono

Mahmundi se prepara para lançar o primeiro álbum. O lançamento do disco intitulado Mahmundi está programado para 6 de maio de 2016 via StereoMono, selo associado à plataforma Skol Music. Com dez músicas (Azul, Calor do amor, Desaguar, Eterno verão, Hit, Leve, Meu amor, Quase sempre, Sentimento e Wild), o álbum da cantora e compositora Marcela Vale foi precedido em novembro de 2015 pela edição do single Eterno verão (Mahmundi, Felipe Veloso e Lux Ferreira), música que remete ao synth-pop da década de 1980 e que acaba de originar um remix, com ecos de disco music,  produzido por Boss in Drama.  Yugo assina a direção de arte do álbum  Mahmundi.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Mahmundi continua na praia synth-pop dos anos 80 com single 'Eterno verão'

Após dois EPs, Efeito das cores (Independente, 2012) e Setembro (Abtjour Records, 2013), Mahmundi - nome artístico da cantora e compositora carioca Marcela Vale - lança o single Eterno verão nas plataformas digitais. Disponível também no YouTube, o single Eterno verão mostra que Mahmundi permanece na praia pop da década de 1980. Música de autoria da artista, criada em parceria com Felipe Veloso e Lux Ferreira, Eterno verão tem arquitetura que remete ao synth-pop brasileiro dos anos 1980 - década em que o pop rock nativo invadiu a praia da MPB sem aviso prévio. A gravação de Eterno verão foi produzida pela própria Mahmundi sob a direção artística de Carlos Eduardo Miranda.  O single marca a estreia da artista no (novo) selo fonográfico Skol Music.