Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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domingo, 3 de novembro de 2013

M.I.A. recupera foco e energia em 'Matangi' com rap 'made in' Bollywood

Resenha de CD
Título: Matangi
Artista: M.I.A.
Gravadora: N.E.E.T. Recordings / Interscope Records
Cotação: * * * *

Foi longa a batalha travada por Maya Arulpragasam, a M.I.A., contra a Interscope Records - com direito a alfinetadas públicas na gravadora norte-americana via Twitter - mas, enfim, o quarto álbum da rapper inglesa, Matangi, está na rede (disponibilizado para audição no Vevo pela própria artista) e nas lojas físicas e virtuais (a partir de segunda-feira, 4 de novembro de 2013). Embora pautado por certa diversidade rítmica com mistura que vai da batida agressiva do politizado rap Bring the noize (Maya Arulpragasam, Benoit Heitz, Dave Taylor, Jean-Baptiste de Laubier e Hugues Rey) à levada de dancehall que conduz Double bubble trouble (Maya Arulpragasam e Martin McKinney), faixa que cai no samba (estilizado), Matangi acerta o foco de M.I.A., disperso no anterior Maya (2010). Vibrante, cheio de energia, o álbum se alinha com os dois primeiros álbuns da artista, Arular (2005) e Kala (2007), como já sinalizaram singles como Bad girls (Maya Arulpragasam. Nate Hills e Marcela Araica), música, aliás, lançada originalmente (em outro registro) na mixtape Vicki Leekx, lançada por M.I.A. ao apagar das luzes de 2010. Em essência, o que se ouve em faixas como a música-título Matangi (Maya Arulpragasam e Dave Taylor), Only 1 U (Maya Arulpragasam e Dave Taylor e Kyle Edwards) e a tribal Warriors (Maya Arulpragasam e Chauncey Hollis) é um rap mixado com sons e ruídos de Bollywood. As referências indianas estão espalhadas por todo o disco, assim como a  influência do jungle. Descendente de refugiados do Sri Lanka, M.I.A.dispara sua artilharia habitualmente pesada sobre a selva das cidades. Mas há também espaço para o respiro mais pop de Exodus (Maya Arulpragasam, Abel Tesfaye, Carlo Montagnese e Martin McKinney), faixa na qual figura o cantor e produtor canadense The Weekend. Com produção capitaneada pela própria M.I.A., Matangi foi formatado com adesões do fiel escudeiro Switch, incluindo no time de colaboradores o hypado norte-americano Hit-Boy, piloto de Boom (Skit) (Maya Arulpragasam e Chauncey Hollis), rap em que M.I.A. tira sarro da polêmica de sua apresentação no Super Bowl em fevereiro de 2012, quando um gesto obsceno feito por ela no número de Madonna tirou do sério a hipócrita sociedade dos EUA. No todo, as batidas são mais poderosas do que as letras, nem sempre à altura das músicas. Mesmo assim, Matangi repõe M.I.A. nos trilhos, seguindo a linha EUA-Inglaterra-Índia em ponto de fervura. Valeu a espera!!

sábado, 10 de agosto de 2013

Diante da ameaça de M.I.A., Interscope anuncia 'Matangi' para novembro

Ao que parece, surtiu efeito a ameaça de M.I.A. de jogar seu quarto álbum na internet por conta dos sucessivos adiamentos do lançamento de Matangi pela Interscope Records. Diante da ameaça feita pela artista inglesa por meio do twitter, a gravadora norte-americana anunciou que o CD - previsto de início para ter saído em 2012 - será lançado em 4 de novembro de 2013.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

M.I.A. ameaça jogar 'Matangi' na rede se Interscope não lançar o álbum

Com seu lançamento adiado sucessivas vezes pela Interscope Records desde 2012, o quarto álbum de M.I.A., Matangi, pode ser jogado na internet se a gravadora norte-americana não se decidir a lançá-lo. A disponibilização do disco na internet foi cogitada pela própria artista inglesa - em tom de ameaça - no Twitter. M.I.A. já declarou que pretende deixar a Interscope tão logo se encerre seu vínculo contratual com a companhia fonográfica - com a qual vem se desentendendo durante todo o processo de gravação do álbum que sucede Maya (2010) na sua discografia. Consta que, já na primeira audição de Matangi, a diretoria da Interscope teria se decepcionado com o tom positivo das músicas do CD. De todo modo, duas faixas do álbum, Bring the noize e Only 1 U, foram lançadas recentemente de forma oficial, tendo vindo se somar a Bad girls, single extra-oficial de 2012. Matangi por ora não tem data de lançamento.

segunda-feira, 4 de março de 2013

M.I.A. lança em abril seu quarto álbum, 'Matangi', formatado com Hit-Boy

Nome de batismo de M.I.A., Matangi é o título do quarto álbum de estúdio da artista inglesa. O lançamento está previsto para 15 de abril de 2013. Sucessor de Maya (2010), Matangi está sendo promovido com mix de oito minutos assinado por Kenzo. Várias faixas do CD foram formatadas por Hit-Boy, produtor atuante no universo do hip hop norte-americano. Matangi chegaria às lojas em 2012 - ano em que a rapper lançou single extra-oficial, Bad girls - mas teve seu lançamento adiado pela Interscope Records. Diretores da gravadora teriam se decepcionado com o tom positivo do disco. Consta que músicas como Bring the noise, You my love, Come walk with me, Rain e People - entre outras - estariam no repertório de Matangi.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

M.I.A. revela '27', inédita que dedica a Amy e aos que morreram aos 27

Em homenagem a Amy Winehouse (1983 - 2011) e a "todos os meus amigos que morreram aos 27 anos", M.I.A. divulgou na internet música inédita, intitulada justamente 27. A gravação - qualificada pela artista como uma "demo inacabada" - foi feita (bem) antes da morte de Amy, que saiu de cena no último sábado, 23 de julho de 2011, aos 27 anos, idade que também ceifou a vida de Janis Joplin (1943 - 1970), Jimi Hendrix (1942 - 1970), Jim Morrison (1943 - 1971), Brian Jones (1942 - 1969) e Kurt Cobain (1967 - 1994). 27 está em rotação na internet.

sábado, 18 de dezembro de 2010

No politizado 'Maya', M.I.A. não seduz tanto como em 'Arular' e em 'Kala'

Resenha de CD
Título: Maya ( / \ / \ / \ Y / \)
Artista: M.I.A.
Gravadora: XL Recordings / Lab 344
Cotação: * * 1/2

Quem ouvir Steppin Up e Lovalot  - segunda e quinta das 12 faixas de Maya, o terceiro álbum de M.I.A. - vai identificar uma levada seca que remete ao batidão do funk carioca. A influência do Miami Bass no som dessa rapper inglesa (descendente de refugiados do Sri Lanka) é evidente desde o primeiro álbum de M.I.A., Arular (2005). Só que o sucessor de Kala (2007) é o menos interessante dos três discos da artista. Recém-lançado no Brasil pelo selo Lab 344, sob licença da XL Recording, Maya foi urdido por time de DJs e produtores norte-americanos (Blaqstarr e o já recorrente Diplo) e ingleses (Rusko e Switch) de música eletrônica. Mas algo soa diferente, fora da ordem. Os tambores tribais da faixa que introduz o CD, The Message, logo são suplantados por ruídos e guitarras. Com sua sujeira, Teqkilla é boa faixa que exemplifica bem o barulho causado por M.I.A. entre ecos de punk (ouvidos na controvertida Born Free), reggae (It Takes a Muscle, cover do repertório do grupo Spectral Display) e batidas de electro. Barulho amplificado pelo alto teor de politização dos versos de faixas como Meds and Feds. A rapper faz discurso irado a favor da liberdade e circulação democrática da informação. Na teoria, Maya pode até soar sedutor. Mas o fato é Arular e Kala foram mais impactantes, ainda que ambos sejam discos superestimados pela crítica. M.I.A. não é isso tudo.