Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Álbum solo de Juçara Marçal, 'Encarnado' sai em vinil com luva transparente

♪ Disco solo da cantora paulista Juçara Marçal lançado em fevereiro de 2014 por via independente, Encarnado - álbum mais impactante de 2014 - ganha edição em vinil fabricada em serigrafia com tiragem limitada de 300 cópias. Com vendas programadas para 4 de novembro de 2015 através da Goma Gringa Discos, ao custo de R$ 85, a edição em vinil de Encarnado ostenta uma capa transparente de PVC vermelho criada por Rubens Amatto. É nessa espécie de luva que foi impressa - em serigrafia de três cores - a arte criada por Kiko Dinucci para a capa original de Encarnado. Eis, na disposição do LP, as 12 músicas alinhadas na artesanal edição em vinil do álbum Encarnado:

Lado A
1. Velho amarelo (Rodrigo Campos, 2014)
2. Damião (Douglas Germano e Everaldo Ferreira da Silva, 2011)
3. Odoya (Juçara Marçal, 2014)
4. Ciranda do aborto (Kiko Dinucci, 2014)
5. Canção pra ninar Oxum (Douglas Germano, 2014)
6. João Carranca (Kiko Dinucci, 2014)


Lado B
1. Queimando a língua (Romulo Fróes e Alice Coutinho, 2014)
2. Pena mais que perfeita (Gui Amabis e Regis Damasceno, 2012)
3. E o Quico? (Itamar Assumpção, 1983)
4. Não tenha ódio no verão (Tom Zé, 2008)
5. A velha da capa preta (Siba Veloso, 2007)
6. Presente de casamento (Thiago França e Romulo Fróes, 2014)

terça-feira, 2 de junho de 2015

Moralista, o veto do iTunes à capa do álbum solo de Juçara amordaça a Arte

♪ EDITORIAL - O álbum mais importante de 2014 - Encarnado, primeiro disco solo da cantora Juçara Marçal - chegou hoje, 2 de junho de 2015, às plataformas digitais em lançamento nacional orquestrado pelo selo Laboratório Fantasma. Infelizmente, Encarnado não pode ser adquirido via iTunes. É que a loja virtual da Apple vetou a venda do disco com a capa criada por Kiko Dinucci e, diante da justa recusa da artista de alterar a capa, o álbum não foi aceito pelo iTunes. O motivo - inacreditável, bizarro - são os mamilos do desenho de Dinucci. A censura do iTunes à capa de Encarnado é de morte! Afinal, a nudez sempre esteve presente em capas de discos. Porque discos trazem músicas. E música é arte. Mesmo que a nudez fosse gratuita, já seria moralista proibir a exposição do corpo humano. Mas a nudez numa capa de disco é sempre artística - o que torna ainda mais lamentável a atitude tomada pelo iTunes. Uma ação que reforça a onda de moralismo hipócrita que varre o Brasil porque, em última instância, é uma censura à Arte e à liberdade de expressão artística. Como o mercado de música digital está em contínua expansão, trata-se de uma ação que deve ser motivo de denúncias e protestos públicos até que não se repita mais. Até porque, em vez de perder tempo vetando capas de discos, o iTunes deveria criar mecanismos que dessem nomes aos (jamais creditados) compositores das músicas que vende. Isso, sim, a ausência de crédito dos compositores, é aberração que deve ser proibida nas plataformas digitais em todo o território internacional o quanto antes, porque nega aos compositores as assinaturas de suas obras.