Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Julia Bosco faz segundo álbum no Rio com produção pilotada por Donatinho

Já em fase de gravação, no Rio de Janeiro (RJ), o segundo álbum da cantora e compositora carioca Julia Bosco vai ter produção assinada pelo tecladista Donatinho - e não pelo artista capixaba Juliano Rabujah, como planejado inicialmente. O repertório pré-selecionado para o disco - previsto para ser lançado em 2016 - abrangia as músicas Dance com seu inimigo (Julia Bosco e Gustavo Macacko), Déjà vu (Julia Bosco e Juliano Rabujah), Domingo (César Lacerda e Fernando Temporão), Pra gozar (Julia Bosco e Emerson Leal), Quem me passa o coração? (Julia Bosco, Juliana Sinimbú e Marcela Bellas) e Volume (Ana Clara Horta, Gabriel Pondé, João Bernardo e Miguel Jorge). Julia incluiu música da cantora e compositora paraense Dona Onete neste repertório.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Donatinho dedica seu álbum solo 'Zambê' a Montarroyos, parceiro n'O sopro'

Às do trompete, instrumento do qual foi um mestres no Brasil, o músico e compositor carioca Márcio Montarroyos (1948 - 2007) é parceiro póstumo de Donatinho em O sopro, uma das dez músicas de Zambê, primeiro (ótimo) álbum solo do tecladista carioca. O disco, aliás, é dedicado por Donatinho a Montarroyos. Embora já esteja disponível no iTunes desde outubro de 2014, através do selo carioca Pimba, Zambê somente está ganhando edição física em CD neste mês de abril de 2015. Produzido por Alex Moreira com o próprio Donatinho, o disco está repleto de parceiros e solistas. O rapper Akira Presidente é convidado e parceiro de Donatinho em Choro da nova escola, música assinada também por Felipe Pinaud. Rita Benneditto canta Janaína, parceria sua com Donatinho. Totonho Cabra figura em Ladrão de alma, faixa creditada a Totonho, Donatinho e a Fernando Caneca. Já Luka é parceira e solista de Índios - faixa linkada no disco a Tupa-mi Mbou (Miguel Duarte Barrios) - enquanto Dona Onete põe voz e suingue na Dança dos urubus, tema que assina com Kassin e com o próprio Donatinho. Em Zambê, o tecladista passa ritmos do Brasil por seu moderno filtro eletrônico. Donatinho também canta algumas músicas, dividindo com sua parceira Maria Joana a interpretação de Ladeira do samba, tema que se destaca na safra inédita e autoral de Zambê, CD pautado pela diversidade rítmica.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Donatinho é parceiro de Onete e Rita Benneditto em seu álbum solo 'Zambê'

Tecladista com atuação relevante em discos e shows da cena contemporânea do Brasil, em especial da cena carioca, Donatinho está lançando seu primeiro álbum solo, Zambê. No disco, já disponível no iTunes, o músico - em foto de Vassia Tolstoi - apresenta parcerias com Rita Benneditto (Janaína), Dona Onete (Dança dos urubus, música assinada também por Kassin) e Maria Joana (Ladeira do samba). Zambê investe na mistura da música regional brasileira com a música eletrônica. Ritmos como samba, choro, moda de viola, coco, ponto de candomblé, batuque indígena e carimbó são reprocessados com batidas de house, electro, trip-hop, hip hop, dub e cia.

Voz do Pará, Sinimbú soa leve e feminina em álbum feito com Donatinho

Resenha de CD
Título: Una
Artista: Juliana Sinimbú
Gravadora: Na Music
Cotação: * * * 1/2

Em seu primeiro álbum, Una, a cantora e compositora paraense Juliana Sinimbú não resiste a um ou outro elemento que, de tão recorrente em discos de intérpretes do Norte do Brasil, já virou clichê. Como a inclusão de uma música da veterana conterrânea Dona Onete, por exemplo. No caso do CD de Sinimbú, produzido por Donatinho com recursos obtidos pela artista no projeto Natura Musical, a música de Onete é Não me provoca, tema arretado e turbinado com solo de guitarra de Kassin. Contudo, Juliana Sinimbú escapa dos clichês e esbanja leveza feminina em Una. O toque regionalista é suavizado por essa leveza, ainda que o universo rítmico do Pará e da América Latina esteja evocado nos arranjos de músicas como Para tal um amor (Arrocha), tema meio brega abolerado que manda recado bem direto para o eleitorado masculino que sai do tom. A música é uma das seis composições de autoria de Sinimbú inseridas entre as 11 canções de Una. Na função de produtor do álbum, Donatinho convocou músicos de ponta da cena contemporânea carioca como o baixista Alberto Continentino, o baterista Stéphane San Juan e o já mencionado Kassin, cujo lap steel dá toque havaiano ao romantismo dengoso de Abraça (Juliana Sinimbú e Renato Torres). A presença desses músicos permitiu que o disco se equilibrasse com delicadeza entre o regionalismo nortista e o pop de sotaque universal, mérito de Donatinho. Faixa em si menos sedutora, Vodka (Juliana Sinimbú e Otto) fala de paixão embriagante com direito a versos embutidos pelo cantor e compositor pernambucano Otto no tema. Já Quero quero (Iva Rothe) flerta com o suingue africano à moda do desativado Obina Shock, grupo que esteve em evidência na segunda metade da década de 1980. Com carreira pavimentada desde a segunda metade dos anos 2000, Sinimbú deixa boa impressão em Una, álbum aberto com Clarão da lua (Almirzinho Gabriel) que - ao contrário da maioria dos discos - fica mais cativante na segunda metade. Delicadeza (Juliana Sinimbú) é bonita canção - gravada com cordas da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ) - que faz jus ao título, trocado no encarte do CD pelo nome de outra boa música de autoria de Sinimbú, Pra você voltar, canção que reitera a leveza elegante de Una e que celebra na letra os laços que unem artista e público. Ó (Marcella Belas, Helson Hart e Tenilson Del Rey) é outra música luminosa que combina suingue e leveza. No fim, abordagem do bolero light Nua ideia (Leila XII) (João Donato e Caetano Veloso, 1990) - feita com o piano de Donato - arremata álbum feminino que apresenta Juliana Sinimbú de forma muito promissora.