♪ Cantora e compositora paraense nascida em 1938 na interiorana cidade de Cachoeira do Arari (PA), Ionete da Silveira Gama - a Dona Onete - festeja 78 anos de vida neste mês de junho de 2016. O aniversário coincide com o lançamento do segundo álbum da artista, Banzeiro, editado via Na Music. Com doze músicas de autoria da própria Onete, sendo dez inéditas, Banzeiro chega ao mercado fonográfico em 23 de junho de 2016, primeiramente com exclusividade na plataforma digital Deezer. Somente a partir de 5 de julho o disco vai estar disponível para audição e/ou download gratuito no portal do projeto Natura musical, patrocinador de Banzeiro, disco produzido entre outubro de 2015 e maio deste ano de 2016. Gravado no Apce Studio, em Belém (PA), com produção musical do guitarrista Pio Lobato, o disco foi formatado com banda-base que, além de Pio, inclui os músicos JP Cavalcante (percussão), Vovô (bateria) e Breno Oliveira (contrabaixo). Mas houve adesões eventuais de outros músicos ao longo do processo de gravação, caso do tecladista Ziza Padilha. A música-título Banzeiro é releitura estilizada do banguê, ritmo trazido da África pelos escravos recrutados para trabalhar nos engenhos do interior do Pará. Contudo, os ritmos que dominam o disco são o bolero e o carimbó. Sucessor de Feitiço caboclo (Na Music, 2012), Banzeiro traz músicas como Coração brechó, Faceira, Lua Jaci, Tipti, Na linha do arco-íris, No sabor do beijo, No meio do pitiú, Sonhos de adolescente, Queimoso e tremoso, além da composição-título Banzeiro. Traduzido na bela imagem da capa do álbum, cujo projeto gráfico é assinado por Roberta Carvalho, o nome Banzeiro remete às ondas provocadas pelo deslocamento dos barcos nos rios. As duas músicas já gravadas em disco são Proposta indecente (2012) - lançada pela cantora paraense Aíla no álbum Trelelê (Na Music, 2012) - e Quando eu te conheci (2013), lançada pela também paraense cantora Lia Sophia em CD editado há três anos.
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quarta-feira, 15 de junho de 2016
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Aos 78 anos, Onete alinha 12 músicas autorais no segundo álbum, 'Banzeiro'
♪ Voz de um gênero musical de tom sensual que batizou de carimbó chamegado, Dona Onete vai lançar o segundo álbum em 2016, ano em que festeja o 78º aniversário de vida. Cantora e compositora paraense nascida em 1938 na interiorana Cachoeira do Arari (PA), Ionete da Silveira Gama - em foto de Júlia Rodrigues - alinha 12 músicas de autoria própria no álbum produzido pelo guitarrista Pio Lobato e intitulado Banzeiro. Das 12 músicas do sucessor de Feitiço caboclo (Na Music, 2012), dez são inéditas. As exceções são Proposta indecente (2012) - gravada pela cantora Aíla no álbum Trelelê (Na Music, 2012) - e Quando eu te conheci (2013), lançada pela cantora Lia Sophia em disco editado há três anos. Aíla e Lia Sophia, a propósito, participam de Banzeiro, disco cujo título remete à onda provocada pelo deslocamento dos barcos no rio. A música-título Banzeiro - já disponível para audição e/ou download gratuito no portal do projeto Natura musical - é releitura estilizada do banguê, ritmo trazido da África pelos escravos recrutados para trabalhar nos engenhos do interior do Pará. Com músicas como No sabor do beijo, o álbum Banzeiro foi gravado com banda formada por JP Cavalcante (percussão), Vovô (bateria), Breno Oliveira (contrabaixo) e o produtor do álbum, Pio Lobato (guitarra).
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Dona Onete mostra bolero chamegado aos cariocas no festival 'Back2Black'
♪ A IMAGEM DO SOM - Com a habitual indumentária, tradutora dos tons nortistas que pautam a música que compõe e que canta, Ionete da Silveira Gama - a Dona Onete, apresentada como a "lenda viva" da música do Pará neste ano de 2012 em que a música do Norte ganhou aura hype na mídia de Rio e SP - mostrou boleros e carimbós chamegados aos cariocas na noite de ontem, 25 de novembro de 2012. Aos 74 anos, Onete foi a atração que abriu o Palco Petrobrás na terceira e última noite do festival Back2Black, apresentado na Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro (RJ). Onete - em foto de Mauro Ferreira - cantou músicas autorais como a abolerada Poder da sedução e a maliciosa Jamburana, gravadas no recém-lançado primeiro álbum da veterana artista, Feitiço Caboclo (Na Music, 2012). Onete conseguiu prender a atenção do público até o momento em que Gal Costa começou (consagradora) apresentação do show Recanto no palco principal do festival, concentrando todas as atenções do Back2Black e esvaziando a plateia de Onete, vivaz voz do Pará.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Onete acentua em 'Feitiço caboclo' a malícia sensual dos gêneros paraenses
Resenha de CD
Título: Feitiço caboclo
Artista: Dona Onete
Gravadora: Na Music
Cotação: * * * 1/2
Título: Feitiço caboclo
Artista: Dona Onete
Gravadora: Na Music
Cotação: * * * 1/2
♪ Aproveitando a aura hype que envolve atualmente artistas egressos do Pará e que abre espaço na ainda influente mídia do eixo Rio-São Paulo, Dona Onete tenta visibilidade nacional com o álbum Feitiço caboclo, produzido por Marco André. Aos 73 anos, Ionete da Silveira Gama é espécie de Dona Ivone Lara para a geração de Gaby Amarantos e Lia Sophia. Tanto que as ascendentes cantoras da cena paraense integram, reverentes, o coro que encorpa Homenagem aos orixás (Dona Onete) - tema que conecta o mundo do tecnobrega paraense ao universo afro-brasileiro do Candomblé - e a abolerada canção Louco desejo (Dona Onete). Sim, Onete também transita pelo universo kitsch da música sentimental brasileira, rota já perceptível em Poder da sedução (Dona Onete), faixa que abre o disco inteiramente autoral. Contudo, Feitiço caboclo é álbum dominado pela malícia sensual e pelo balanço brejeiro que caracterizam a música de Onete, criadora até de um estilo rotulado por ela de Carimbó chamegado, nome de sedutora faixa do CD. Entre a evocação da batida do tambor de Crioula paraense no envolvente merengue Balanço crioulo (Dona Onete) e o suingue caribenho de Lua namoradeira (Dona Onete), a artista firma parceria com MG Calibre em Rio de lágrimas. A miscigenada faixa concilia o rap de Calibre, a cadência do samba e a guitarra definidora do paraense Manoel Cordeiro, nome também presente em Boi guitarreiro (Dona Onete e Marco André), outra música marcada pela fusão, unindo o boi-bumbá à guitarrada. Em qualquer levada, o canto rústico de Onete acentua a sensualidade do balanço do Norte, como em Moreno morenado (Dona Onete) e em Jamburana, tema em que a compositora recorreu ao jambu - tempero local - para criar versos erotizados. Dona de si, Onete confia no próprio feitiço caboclo.
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