Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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domingo, 3 de maio de 2015

Paula traz ao Rio 'Transbordada', show que canta Charlie Brown, Isaak e Kid

A IMAGEM DO SOM - A caminho dos 53 anos, a serem completados em agosto deste ano de 2015, Paula Toller continua em forma, como mostra a foto de Rodrigo Goffredo, tirada na estreia carioca do show Transbordada. Onze meses após ter apresentado o repertório de seu terceiro álbum solo em show feito dentro da segunda edição do projeto Inusitado, em junho de 2014, a cantora e compositora carioca trouxe para sua cidade natal, Rio de Janeiro (RJ), o show da turnê inspirada pelo disco Transbordada (Som Livre, 2014) que estreou em Porto Alegre (RS) em outubro de 2014. Além das dez músicas do CD produzido por Liminha, Paula cantou músicas dos Kid Abelha para o público que foi ao Citibank Hall carioca na noite de ontem, 2 de maio de 2015, reafirmando a sintonia entre o repertório pop do álbum Transbordada e o cancioneiro radiofônico da por ora desativada banda que a projetou em 1983. A abelha rainha deu voz a Fixação (Leoni, Beni Borja e Paula Toller, 1984), Como eu quero (Leoni e Paula Toller, 1984) - número em que direcionou o microfone para a plateia - e Deus (Apareça na televisão) (George Israel, Sergio Dias e Paula Toller, 1993). O roteiro incluiu os covers de Wicked game (Chris Isaak, 1989) e Céu azul (Chorão e Thiago Castanho, 2011) - música do repertório da extinta banda paulista Charlie Brown Jr. (1992 - 2013) - entre composições da discografia solo de Paula. A cantora reviveu Derretendo satélites (Herbert Vianna e Paula Toller, 1998), Oito anos (Paula Toller e Dunga, 1998) e Meu amor se mudou para a lua  (Nenung, 2007). Tudo entremeado com as músicas do álbum Transbordada.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Musical sobre Charlie Brown estreia com discórdia na família de Chorão

Com estreia programada em São Paulo (SP) para a próxima sexta-feira,13 de março de 2015, o musical sobre o grupo paulista Charlie Brown Jr. (1992 - 2013), Dias de luta, dias de glória - Charlie Brown Jr. - O musical, já provoca discórdia entre familiares do mentor do grupo - Alexandre Magno Abrão (1970 - 2013), o Chorão - antes mesmo de entrar em cena. Filho de Chorão, Alexandre Abrão deu aval para o espetáculo escrito por Well Rianc e dirigido por Bruno Sorrentino e Luiz Sorrentino. Um vídeo contra o musical e contra o envolvimento de Alexandre no espetáculo - postado por Ricardo Abrão, irmão de Chorão, com o apoio da mãe do artista, Nilda Abrão - expôs em cena as desavenças entre os herdeiros de Chorão, que vai ser vivido no palco do Teatro Gamaro pelo ator Julio Cesar Hasse, o rapper paulistano conhecido pelo nome artístico de DZ6. A polêmica realimenta a aura controversa de um grupo que atingiu dimensões trágicas em 2013 com as mortes de Chorão e do músico paulista Luiz Carlos Leão Duarte Junior (1978 - 2013), o baixista conhecido como Champignon. A trama de Dias de luta, dias de glória vai ser contada sob a ótica de Chorão. Nada menos do que 25 atores e 10 músicos vão ocupar um palco que vai reproduzir uma pista de skate para evocar o universo da banda de Santos (SP) que tocou rap, rock e reggae com a linguagem e os códigos do hardcore, falando a língua da juventude sem voz de sua época. O espetáculo foi batizado com o nome da música de caráter biográfico lançada pelo Charlie Brown Jr. no álbum Imunidade musical (EMI Music, 2005). O musical fica em cartaz até 12 de julho, em temporada que vai esquentar (ainda mais) os ânimos dos herdeiros de Chorão.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Suicídio de Champignon alimenta aura trágica em torno de Charlie Brown

A morte do músico paulista Luiz Carlos Leão Duarte Junior (16 de junho de 1978 - 9 de setembro de 2013), o Champignon, alimenta a aura trágica em torno do grupo paulista Charlie Brown Jr. do qual Champignon foi baixista. Afinal, Champignon sai de cena, aos 35 anos, seis meses e dois dias após uma overdose fatal ter calado a voz de Alexandre Magno Abrão (9 de abril de 1970 - 5 de março de 2013), o Chorão, mentor da banda e amigo-irmão de Champignon. A aura trágica é reforçada pelo fato de Champignon ter sido encontrado morto nas primeiras horas desta segunda-feira, 9 de setembro de 2013, em seu apartamento em São Paulo (SP), com um tiro na cabeça - possivelmente disparado pelo próprio músico em provável ato suicida. A trajetória profissional de Champignon se confunde com a de Chorão desde a formação do Charlie Brown Jr., em 1992, em Santos (SP). Contudo, tal qual dois irmãos, Champignon e Chorão nem sempre se entenderam e às vezes brigaram ruidosamente. Em 2005, as desavenças culminaram com a saída de Champigon do grupo - em ato alicerçado pela debandada simultânea de outros três músicos da banda. Em 2008, Champignon integrou a efêmera banda Nove Mil Anjos, primeira empreitada do cantor e músico Junior Lima sem sua irmã Sandy Leah. Três anos depois, em 2011, Champignon retornou ao Charlie Brown, no qual permaneceu até a morte de Chorão. Morte que suscitou a formação, neste ano de 2013, da banda A Banca, formada por integrantes do então já desativado Charlie Brown. Champignon era o vocalista e líder informal d'A Banca. Contudo, sua trágica saída de cena levanta a tese de que a morte de Chorão tenha abalado Champignon a um grau insuspeito. R.I.P., Champignon.

sábado, 13 de abril de 2013

Remanescentes do extinto grupo Charlie Brown Jr. criam banda, A Banca

A morte de Alexandre Magno Abrão (1970 - 2013), o Chorão, em 5 de março, provocou o fim abrupto do Charlie Brown Jr. - o grupo que Chorão formara em Santos (SP) em 1992 e do qual era líder, voz e cérebro. Mas os músicos remanescentes da última formação da banda - Bruno Graveto (bateria), Champignon (baixo), Marcão (guitarra) e Thiago Castanho (guitarra) - vão permanecer em cena. Eles criaram nova banda, A Banca, para a qual foi convocada Helena de Andrade Papini, a Lena, para assumir o baixo, já que o então baixista Champignon vai assumir os vocais d'A Banca. Está prevista a gravação de um disco do novo quinteto até o fim de 2013.

terça-feira, 12 de março de 2013

EMI já prepara reedições dos dois primeiros álbuns do grupo Charlie Brown

Sem perder tempo, ainda no embalo da repercussão da morte de Alexandre Magno Abrão (9 de abril de 1970 - 5 de março de 2013), o Chorão, a gravadora EMI Music anunciou que prepara reedições dos dois primeiros álbuns do grupo Charlie Brown Jr., Transpiração contínua prolongada (1997) e Preço curto… prazo Longo (1999), lançados originalmente no Brasil pela já desativada filial nacional da Virgin Records, gravadora associada à EMI. São os discos que concentram os principais sucessos da banda de Santos (SP), casos de Proibida pra mim (Grazon) (1997), Te levar (1999) e Zóio de lula (1999). As duas reedições vão sair neste primeiro semestre.

quinta-feira, 7 de março de 2013

'La Família 013', álbum de Charlie Brown Jr., tem 'single' e futuro incerto

Por ironia do destino, o single do próximo álbum do grupo Charlie Brown Jr. chegou às rádios na data em que o líder da banda, Alexandre Magno Abrão (9 de abril de 1970 - 5 de março de 2013), o Chorão, saiu de cena. De tonalidade suave, o single se chama Meu novo mundo e mostra que, ao menos na música, Chorão parecia mais pacificado. Intitulado La Família 013, o álbum seria lançado neste ano de 2013, mas sua edição se tornou incerta com a morte de Chorão e com a consequente desativação do grupo formado em Santos (SP) em 1992. De todo modo, certamente haverá gravadoras dispostas a lançar no mercado o que se transformou no CD póstumo de Charlie Brown Jr. - sem falar na provável edição de inéditas gravações ao vivo.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cérebro e voz do grupo Charlie Brown, Chorão sai de cena quase aos 43

Alexandre Magno Abrão (9 de abril de 1970 - 5 de março de 2013), o Chorão, tinha uma banda, mas, a rigor, Charlie Brown Jr. foi o grupo de um homem só. Chorão - como era conhecido artisticamente o cantor e compositor de Santos (SP) que saiu de cena quase aos 43 anos, tendo sido encontrado morto na manhã desta quarta-feira em seu apartamento em São Paulo (SP) - sempre foi a voz, o cérebro e o mentor do Charlie Brown Jr. Tanto que foi o único integrante que permaneceu em todas as formações da banda que fundou em Santos (SP) em 1992 com Champignon, Marcão, Renato Pelado e Thiago Castanho. Criado em família pobre, Chorão tinha personalidade difícil, manifestada já na infância e na adolescência problemáticas. Esse temperamento - quente como o som do grupo - gerou atribulações na vida do artista mesmo quando ele já era famoso. Chorão colecionou desafetos dentro e fora do meio musical. Mas também admiradores. Contudo, na maioria das vezes, o talento e o carisma do cantor - tanto como vocalista do Charlie Brown Jr. quanto como principal compositor do grupo - pairaram acima de suas confusões. Ao tocar rap, rock e reggae com a linguagem e os códigos do hardcore, a banda santista estabeleceu empatia quase imediata com a parcela (imensa) da juventude que se sentia à margem da sociedade, excluída dos círculos da elite burguesa. A entrada do Charlie Brown na Virgin Records (gravadora associada à multinacional EMI Music), na segunda metade dos anos 90, amplificou o discurso e o público da banda, cujo primeiro álbum, Transpiração contínua prolongada (1997), foi bem recebido pela geração MTV e gerou sucessos como Proibida pra mim (Grazon), canção que mostrou que, no peito do rebelde com causa, também batia um coração apaixonado. Por sua natureza melodiosa, a música acabou parando na voz de Zeca Baleiro, que a gravou três anos depois no CD Líricas (2000) e recentemente a regravou em dueto com o próprio Chorão para DVD editado em 2012. Segundo álbum de estúdio da banda, Preço curto... Prazo longo (1999) manteve alta a cotação do grupo no mercado fonográfico com o estouro das faixas Zóio de lula e Te levar, música propagada por anos a fio na trilha sonora de Malhação, a novela juvenil da TV Globo. Ao longo dos anos 2000, a banda continuou gravando discos regularmente - com destaque para Bocas ordinárias (2002) - e obtendo vendas expressivas na primeira metade daquela década. Aos poucos, contudo, Charlie Brown Jr. foi deixando de ser a bola da vez. O temperamento de Chorão provocou as sucessivas saídas de vários músicos da banda. Mesmo assim, o vocalista continuou fiel ao seu grupo e ao seu público. O carisma de Chorão no palco e sua empatia com o público-alvo do Charlie Brown Jr. continuaram intactos, como pode ser atestado no último registro de show da banda, Música popular caiçara - Charlie Brown Jr. ao vivo, DVD e CD lançados pela gravadora indie Radar Records em 2012. Mesmo controvertido, Chorão sai de cena de forma inesperada, mas fica na História do universo pop brasileiro como um jovem que encontrou na música uma brecha para se comunicar, progredir e sair da margem da sociedade.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Grupo Charlie Brown Jr. grava DVD e CD ao vivo em show em São Paulo

O grupo Charlie Brown Jr. vai gravar DVD e CD ao vivo em show agendado para 19 de março de 2011, no Citibank Hall de São Paulo (SP). A base do roteiro da gravação é o repertório do décimo álbum da banda paulista, Camisa 10 Joga Bola até na Chuva (2009), mas estão previstos sucessos de fases anteriores do grupo, como Proibida pra mim, Papo Reto e Rubão - O Dono do Mundo, entre outros. A videografia da banda de Chorão já totaliza cinco títulos.