Série de reedições criada pela gravadora Warner Music para revitalizar seu catálogo, The triple album collection embala em box três álbuns de determinado artista ou grupo. Os álbuns são relançados em CDs encartados em miniaturas das capas dos LPs originais, só que sem os encartes correspondentes. Recém-lançado no Brasil, o volume dedicado ao trio australiano Bee Gees na coleção repõe em catálogo títulos de três fases distintas da discografia da banda. O primeiro, Spirits having flown, foi lançado originalmente em 1979, quando ainda estava alta a febre de disco music provocada pela trilha sonora do filme Saturday night fever, capitaneada pelas músicas fornecidas pelos irmãos Gibb para a produção. Spirits having flown rendeu hits como Tragedy, Too much heaven e Love you inside out - músicas inspiradas que prolongaram o momento áureo do trio. Segundo título do box, Size isn't everything é álbum de 1993, quando o trio já não era a bola da vez no universo pop. Mas a belíssima balada For whom the bell tolls - a grande música do disco, projetada no Brasil na trilha sonora da novela Sonho meu (TV Globo, 1993 / 1994) - reiterou a habilidade dos irmãos Gibb na composição de músicas capazes de seduzir milhões de pessoas. Se alguém ainda duvidava desse talento do trio, One night only - álbum ao vivo gravado em 1997 e lançado em 1998 - fez o resumo de obra majestosa ao longo de 24 faixas, quase todas hits que atravessaram gerações.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
domingo, 17 de março de 2013
Bublé dueta com Reese e regrava Bee Gees e Miracles em 'To be loved'
Oitavo álbum de estúdio de Michael Bublé, To be loved tem lançamento mundial programado para abril de 2013 pela Reprise Records. Produzido por Bob Rock, o álbum já está sendo promovido desde 25 de fevereiro com a edição do single It's a beautiful day ( Michael Bublé, Bob Rock e Alan Chang), já em rotação na internet. Sucessor do disco natalino Christmas (2011), To be loved alinha três inéditos temas de autoria do cantor e compositor canadense entre covers de músicas de diversas épocas e estilos. De acordo com Bublé, o repertório positivista versa sobre amor, alegria e felicidade. A música-título To be loved é da lavra do cantor e compositor norte-americano de r & b e soul Jackie Wilson (1934 - 1984), em cuja voz o tema foi lançado em 1958. Outro cover é To love somebody (Barry Gibb e Robin Gibb), sucesso do primeiro álbum internacional do trio australiano Bee Gees, lançado em 1967. Em Somethin' stupid (C. Carson Parks), Michael Bublé canta com a atriz norte-americana Reese Whiterspoon em dueto que remete à gravação do tema feita por Frank Sinatra (1915 - 1998) com sua filha Nancy Sinatra em 1967. Bublé também dá voz a Who's loving you (soul de Smokey Robinson lançado pelo grupo The Miracles em 1960) You've got a friend in me (Randy Newman) - tema do filme de animação Toy story (1995) - e a You make me feel so young (Josef Myrow e Mack Gordon), tema do filme musical Three little girls in blue (1946), entre outras músicas. Eis, na ordem, as 14 músicas (e seus compositores e os anos em que elas foram lançadas) cantadas por Michael Bublé em seu oitavo álbum de estúdio, To be loved:
1. You make me feel so young (Josep Myrow e Mack Gordon, 1946)
2. It's a beautiful day (Michael Bublé, Bob Rock e Alan Chang, 2013)
3. To love somebody (Barry Gibb e Robin Gibb, 1967)
4. Who's loving you (Smokey Robinson, 1960)
5. Somethin' stupid (C. Carson Parks, 1966)
6. Como dance with me (Jimmy Van Heusen e Sammy Cahn, 1959)
7. Close your eyes (Michael Bublé, Alan Chang e Amy Foster, 2013)
8. After all (Bryan Adams, Michael Bublé, Alan Chang, Steven Sater e Jim Vallance, 2013)
9. Have i told you lately that i love you? (Scotty Wiseman, 1945) - com Naturally 7
10. To be loved (Jackie Wilson, 1958)
11. You've got a friend in me (Randy Newman, 1995)
10. To be loved (Jackie Wilson, 1958)
11. You've got a friend in me (Randy Newman, 1995)
12. Nevertheless (I'm in love with you) (Harry Rubby e Bert Kalmar, 1931) - com The Puppini Sisters
13. I got it easy ( Michael Bublé, Bob Rock e Alan Chang, 2013)
14. Young at heart (Johnny Richards e Carolyn Leigh, 1953)
Deluxe Edition:
15. Be my baby (Phil Spector, Jeff Barry e Ellie Greenwich, 1963)
16. My Melancholy baby (Ernie Burnett e George A. Norton, 1912)
17. It's a beautiful day (Swing Mix) (Michael Bublé, Bob Rock e Alan Chang, 2013)
13. I got it easy ( Michael Bublé, Bob Rock e Alan Chang, 2013)
14. Young at heart (Johnny Richards e Carolyn Leigh, 1953)
Deluxe Edition:
15. Be my baby (Phil Spector, Jeff Barry e Ellie Greenwich, 1963)
16. My Melancholy baby (Ernie Burnett e George A. Norton, 1912)
17. It's a beautiful day (Swing Mix) (Michael Bublé, Bob Rock e Alan Chang, 2013)
domingo, 20 de maio de 2012
Uma das vozes do grupo Bee Gees, Robin Gibb sai de cena aos 62 anos
Três dias depois da morte de Donna Summer (1948 - 2012), foi a vez de Robin Gibb (1949 - 2012) sair de cena. Uma das vozes do trio australiano Bee Gees, grupo que ampliou seu sucesso mundial na mesma era da disco music que marcou o apogeu de Summer, Robin morreu neste domingo, 20 de maio de 2012, aos 62 anos, vítima de complicações decorrentes de um câncer no fígado. Embora tenha lançado seis álbuns de estúdio entre 1970 e 2006, nos períodos em que se dedicou à sua carreira solo, foi como integrante dos Bee Gees - o trio formado por ele com seus irmãos Barry Gibb e Maurice Gibb (1949 - 2003) - que Robin Gibb pôs sua bela voz na história do universo pop. O trio - formado em 1961 e desfeito em 12 de janeiro de 2003 com a morte de Maurice, irmão gêmeo de Robin - alcançou sucesso relevante dos anos 60 aos 90, tendo se tornado febre nos 70. Robin era quem sustentava os vocais do trio ao harmonizar sua voz com o falsete de Barry, com quem formou dupla em 2009 na tentativa vã de reviver os tempos áureos dos Bee Gees. Tempos que não se limitaram ao sucesso inicial dos anos 60, feito a reboque de canções românticas e melodiosas como Words (1968) e o megahit I Started a Joke (1968). O melhor ainda estava por vir. Em meados dos anos 70, após amargar breve período de brigas e ostracismo, os irmãos Gibb
se reuniram, se reinventaram - sob a batuta do produtor Arif Mardin (1932 - 2006) - e redirecionaram suas vozes para os ritmos negros. Começava a nascer naquele momento, mais especificamente no álbum Main Course (1975), a música
dançante que faria o som dos irmãos Gibb se tornar a febre de sábado à noite - e
dos outros seis dias da semana - quando John Travolta, travestido de Tony
Manero, rodopiou nas pistas ao som dos incendiários temas fornecidos pelo grupo
para a trilha sonora do filme Os Embalos de Sábado a
Noite (1977). O universo pop dançou ao som de músicas como Stayin’ Alive, Night Fever, How Deep is Your Love e More Than a Woman. Seguiu-se um álbum arrasador, Spirits Having Flown (1979), que
manteve os Bee Gees no topo até que, vítimas dos efeitos colaterais da
superexposição, os irmãos Gibb se refugiaram nos bastidores para criar hits para
cantoras como Dionne Warwick e Dolly Parton. A volta as paradas se deu - em proporções mais moderadas - em 1987, com o álbum E.S.P., gerador do sucesso You Win Again. Em 1993, a bela balada For Whom The Bell Tolls - do álbum Size Ins't Everything, lançado naquele mesmo ano - mostrou que os vocais e a inspiração dos Bee Gees continuavam afiados. Fato comprovado quatro anos mais tarde, em 1997, quando o trio compôs e gravou com Celine Dion a balada Immortality, outro megahit mundial do porte dos sucessos emplacados pelo trio na era das discotecas. Após a morte precoce de Maurice Gibb, Robin deu continuidade à sua carreira solo. Seu último álbum, o natalino My Favourite Carols, foi lançado em 2006. Neste ano de 2012, mesmo enfrentando problemas de saúde, Robin chegou a lançar uma música, Don't Cry Alone, parte do repertório de seu recém-lançado projeto Titanic Requiem. Mas, a partir deste triste domingo, quem merece um belo réquiem é Robin Hugh Gibb pela imortal contribuição que deu ao universo da música pop ao lado de seus irmãos.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Bee Gee exibe trecho de música gravada com Michael Jackson em 2002
Um dos dois vocalistas remanescentes do trio australiano Bee Gees, Barry Gibb revelou nesta quarta-feira, 25 de maio de 2011, trecho de vídeo que exibe a música inédita All in your Name, gravada por Gibb com Michael Jackson (1958 - 2009) em 2002. A música foi composta por Gibb com Jackson. Não há - por enquanto - informações sobre o lançamento da gravação.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
'In Our Own Time' reconta história dos Bee Gees sem adicional relevante
Resenha de DVD
Título: In Our Own Time
Artista: Bee Gees
Gravadora: Eagle / ST2
Cotação: * * *
Título: In Our Own Time
Artista: Bee Gees
Gravadora: Eagle / ST2
Cotação: * * *
Em 2001, quando já contabilizava 42 anos de carreira iniciada em 1959 na Austrália, o grupo Bee Gees contou sua trajetória emblemática no universo pop em documentário editado no DVD This Is Where I Came in. Primoroso, o filme foi batizado com o título do que viria a ser o último álbum do trio. A morte repentina de Maurice Gibb (1949 - 2003), em 12 de janeiro de 2003, pôs fim a uma história que Barry e Robin Gibb decidiram retomar como dupla em 2009 e que ainda vai originar um filme de ficção a ser produzido em Hollywood. Dez anos depois da edição de This Is Where I Came in - A História Oficial dos Bee Gees (2010), a ST2 lança no mercado brasileiro In Our Own Time (2010) outro DVD que reconta a história dos Bee Gees na forma de documentário. Apesar de In Our Own Time obviamente já abordar a morte de Maurice Gibb, o fato é que o documentário atual nada acrescenta de relevante ao que já foi contado. Ao contrário, se havia em This Is Where I Came in salutar diversidade de depoimentos, In Our Own Time é conduzido basicamente por longa entrevista de Barry e Robin. As falas de Maurice, embora não inéditas, também ajudam a contar a história. Tudo que é dito é respaldado por cenas de apresentações do grupo em programas de TV, filmes caseiros, trechos de clipes e números de shows. O material de arquivo destaca takes de estúdio que flagram os Bee Gees durante a gravação de Tragedy - sucesso do álbum Spirits Having Flown (1979) - e no encontro com Celine Dion no registro original de Immortality, a bela canção de 1997 que ajudou a impulsionar as vendas astronômicas do álbum Let's Talk About Love, lançado pela cantora canadense naquele ano. Mesmo soando déjà vu, In Our Own Time é filme que prende a atenção porque a história dos Bee Gees é cheia de altos, baixos e lances surpreendentes no jogo da indústria do disco. Nos anos 60, eles eram garotos que conquistaram a Inglaterra e os Estados Unidos - e, por tabela, o mundo - com suas canções melodiosas, como I Started a Joke (1968), e seus vocais que harmonizavam com maestria as vozes agudas de Barry e Robin, os melhores cantores do trio. Em meados dos anos 70, após amargar breve período no ostracismo, os irmãos Gibb se reinventaram - sob a batuta do produtor Arif Mardin (1932 - 2006) - ao redirecionar suas vozes para os ritmos negros. Começava a nascer ali a música dançante que faria o som dos irmãos Gibb se tornar a febre de sábado à noite - e dos outros seis dias da semana - quando John Travolta, travestido de Tony Manero, rodopiou nas pistas ao som dos incendiários temas fornecidos pelo grupo para a trilha sonora do filme Os Embalos de Sábado a Noite (1977). Seguiu-se um álbum arrasador, Spirits Having Flown (1979), que manteve os Bee Gees no topo até que, vítimas dos efeitos colaterais da superexposição, os irmãos Gibb se refugiaram nos bastidores para criar hits para cantoras como Dionne Warwick e Dolly Parton. Como In Our Own Time reconta a história sob ótica oficial, o filme omite o fato de que o grupo também contribuiu para esse período de baixa ao apresentar em 1981 um dos álbuns menos inspirados de sua carreira, Living Eyes (1981), hoje um dos títulos mais raros da discografia do trio. A recuperação, em proporções menores, viria somente em 1987 com E.S.P. - álbum que rendeu ao grupo o hit You Win Again. Na sequência, sucessos espaçados mantiveram os Bee Gees em cena. A febre passou, mas a música do trio ficou na História. Entre altos e baixos, os Bee Gees são donos de um dos cancioneiros mais sedutores de todo o universo pop. Já devidamente reconhecido, o legado do irmãos Gibb é tão rico que justifica até um DVD a rigor redundante como In Our Own Time.
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