Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Almir Guineto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Almir Guineto. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de junho de 2013

Guineto agenda gravação de seu primeiro DVD para o segundo semestre

No embalo do lançamento de seu primeiro disco em onze anos, Cartão de visita (2012), Almir Guineto arquiteta a gravação de seu primeiro DVD, prevista para o segundo semestre de 2013. Intérprete de Corcel na tempestade (Almir Guineto e Adalto Magalha, 1987), Elba Ramalho já confirmou participação no registro ao vivo. Deverá regravar tal música em dueto com Guineto.

sábado, 6 de abril de 2013

Rapper Karol Conka grava hit de Guineto no primeiro álbum, 'Batuk freak'

Sucesso de Almir Guineto em 1986, Caxambu (Élcio do Pagode, Jorge Neguinho, Zé Lobo e Bidubi) ganha releitura de Karol Conka no primeiro álbum da rapper curitibana, nome em ascensão no universo do hip hop brasileiro. Intitulado Batuk freak, o disco vai ser editado em formato físico pela gravadora Deck em breve, mas já vai estar disponível para download gratuito a partir das 13h45m da próxima segunda-feira, 8 de abril de 2013, no site oficial da revista Vice. O álbum totaliza 12 faixas. Além de Caxambu e de oito músicas inéditas, Karol Conka registra em Batuk freak as três músicas - Boa noite, Gandaia e Corre, corre, erê - que projetaram o nome da rapper na internet. O produtor do álbum é Nave, que deu forma à mistura de samples, sons orgânicos e pesadas batidas eletrônicas que pauta o CD Batuk freak.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

De volta ao Rio e ao disco, após 11 anos, Guineto lança 'Cartão de Visita'

Não é por acaso que Almir Guineto mira o Cristo Redentor na imagem da capa de seu primeiro CD em 11 anos, Cartão de Visita, nas lojas no fim deste mês de abril de 2012 em edição da Radar Records. O lançamento de Cartão de Visita marca a volta do sambista carioca ao Rio de Janeiro (RJ), cidade natal onde o CD foi gravado, mixado e masterizado no estúdio Cia. dos Técnicos sob a produção de Ivan Paulo, autor dos arranjos. No samba que dá título ao disco, Cartão de Visita (Almir Guineto e Adalto Magalha), o artista saúda as belezas naturais da cidade em que despontou como compositor e logo depois como cantor, na virada dos anos 70 para os 80. Com participação de Arlindo Cruz na faixa Partideiro Caseiro, parceria de Arlindo com seu compadre Zeca Pagodinho, o disco alinha sambas inéditos como Tá Tudo Mudado (Almir Guineto, Adalto Magalha e Dudu Nobre), através do qual Guineto expressa nostalgia de costumes de tempos idos (inclusive até do formato atual do samba-enredo). Cartão de Visita apresenta também a (boa) versão do compositor para Tambor (Almir Guineto, Adalto Magalha e Daniel Oliveira), samba lançado por Beth Carvalho no álbum Nosso Samba Tá na Rua (2011). Eis as 12 faixas do 14º disco solo de Guineto, Cartão de Visita, e os respectivos compositores:

1. Mãe Iemanjá (Almir Guineto e Babalu)
2. Tá Tudo Mudado (Almir Guineto, Adalto Magalha e Dudu Nobre)

3. Tambor (Almir Guineto, Adalto Magalha e Daniel de Oliveira)
4. Cartão de Visita (Almir Guineto e Adalto Magalha)

5. Desabafo (Brasil, Gilson Bernini e Fernando Magaça)
6. Dom do Criador (Adalto Magalha, Marquinhos PQD, Zé Roberto, Pedrinho da Flor
    e Mauro Diniz) - com Adalto Magalha
7. É Você (Almir Guineto e Adalto Magalha)
8. Outra Oportunidade (Almir Guineto, Adalto Magalha e Daniel de Oliveira)

9. Partideiro Caseiro (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho) - com Arlindo Cruz
10. Paixão Falida (Almir Guineto, Adalto Magalha e Evair Rabel
o)
11. Sou Eu (Almir Guineto e Adalto Magalha)
12. Homenagem ao Mestre Neoci (Almir Guineto e Adalto Magalha)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Almir Guineto finaliza no Rio álbum de músicas inéditas como 'Tambor'

Aos 30 anos de carreira solo, Almir Guineto prepara sua volta ao disco. Radicado em Tupã, cidade do interior de São Paulo, o cantor e compositor carioca veio à sua cidade natal gravar álbum de inéditas no estúdio Cia. dos Técnicos, situado em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). O repertório do primeiro disco do sambista desde Todos os Pagodes (2001) inclui Tambor, parceria do compositor com Adalto Magalha. Guineto - visto em foto extraída de seu site oficial - finaliza o CD no momento em que seu primeiro álbum solo, O Suburbano (1982), volta ao catálogo em reedição produzida pela Microservice a partir do catálogo da Copacabana.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Reedição de 'O Suburbano' joga luz sobre o inspirado começo de Guineto

Resenha de reedição de CD
Título: O Suburbano
Artista: Almir Guineto
Gravadora da edição original de 1982:  Beverly / Copacabana
Gravadora da reedição de 2011: Microservice
Cotação: * * * * 1/2

Egresso dos grupos Os Originais do Samba e Fundo de Quintal, responsáveis cada um em seu estilo por momentos de renovação do samba carioca, Almir Guineto partiu para a carreira solo em 1981. Estimulado pelo sucesso de Mordomia (Ari do Cavaco e Gracinha), samba que defendera no festival MPB Shell 1981, Guineto entrou em estúdio para gravar seu primeiro álbum solo, O Suburbano, lançado no início de 1982 pela Copacabana, companhia pela qual o cantor faria ainda um segundo álbum, A Chave do Perdão (1982), de menor repercussão. De volta ao catálogo em reedição produzida pela Microservice, O Suburbano se confirma - 30 anos após sua gravação - como um dos melhores discos de samba da década de 80. Dilapidada já há alguns anos, a voz de Guineto dava plenamente conta do recado e deu vida a um punhado de sambas da melhor qualidade. Entre eles, há título pouco ouvido da obra de Martinho da Vila, Madalena Cabrocha Bonita, de cadência típica da obra do compositor. Entre samba de pique carnavalesco (Tudo Acabou, da lavra de Guineto com Luverci Ernesto e Di-Grupo) e partido alto (Sinhá Mandaçaia, também de Guineto com o fiel parceiro Luverci), o pagodeiro rebobina Mordomia, explora (não muito bem) a verve de Feiosa (Juarez e Antônio) e saboreia Mocotó com Pimenta (Geraldo Babão e Zardino). Sambista carioca ligado à história da escola de samba Salgueiro, Geraldo Babão (1926 - 1988), a propósito, tem presença destacada neste álbum de Guineto. Babão é o autor de Fiz o que Pude - grande e melodioso samba que vale o disco por si só - e o convidado do já citado partido alto Sinhá Mandaçaia, regravado por Elza Soares no álbum Trajetória (1997) com Zeca Pagodinho. Outro samba que já vale o disco é o que lhe dá nome, O Suburbano (Beto Sem Braço e Aloísio Machado), partido em que os compositores conta a história de pobretão que vira político e fica mascarado após sua eleição. Então em ótima forma como compositor, Guineto lançou em O Suburbano dois grandes sambas de sua lavra, É, Pois É (com Luverci Ernesto) e Tumulto no Canavial (com Beto sem Braço), partido em cuja introdução se ouve a voz não creditada de Mart'nália. Mas o sucesso radiofônico do disco foi Saco Cheio (Dona Fia e Marco Antônio). Mesmo assim, embora seja um disco excelente, O Suburbano não deu todo o impulso que poderia ter dado à carreira solo de Guineto. O artista somente conseguiria vendas expressivas ao ingressar na extinta RGE, gravadora por onde consolidou sua obra a partir da gravação do álbum Sorriso Novo (1985), uma das pedras fundamentais do pagode que explodiu nos quintais cariocas nos anos 80. Só que basta ouvir O Suburbano para mostrar que o talento de Guineto desabrochou antes, mais precisamente em 1981, neste coeso álbum gravado há 30 anos. Arranjado pelo maestro Ivan Paulo com competência, O Suburbano é clássico precursor do boom de pagode carioca que - a partir de 1985 - projetou o samba de Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal e do próprio Guineto.