Já estão nas lojas, com distribuição da Universal Music, o CD e o DVD que registram o show itinerante em tributo a João Bosco que reuniu, além do homenageado, Alcione, Leila Pinheiro, Mariana Aydar e Péricles. Originado da 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que celebrou a vida e obra de Bosco no ano em que o artista completou quatro décadas de carreira fonográfica, o show foi gravado ao vivo em 11 de julho de 2012 no Teatro Abril, em São Paulo (SP), na última apresentação da turnê. O CD toca 20 dos 21 números do show. Somente Casa de Marimbondo (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) - tema cantado por Mariana Aydar, que também interpreta De Frente pro Crime (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) e Memória da Pele (João Bosco e Waly Salomão, 1989) - foi excluído do CD por falta de espaço. Sob direção de José Mauricio Machline, criador do Prêmio da Música Brasileira, os cinco artistas passam em revista os grandes sucessos de Bosco. Se Péricles não mostra toda a grandeza de Nação (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1982) antes de seguir a pegada sensual do bolero Dois pra Lá, Dois pra Cá (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) e de cantar Kid Cavaquinho (João Bosco e Aldir Blanc, 1979), Leila Pinheiro faz a primeira gravação da obra-prima Sinhá (João Bosco e Chico Buarque, 2011) após os registros feitos por Chico Buarque em estúdio e ao vivo. Com suingue, Alcione cai dentro de Linha de Passe (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1979), escapa ilesa do tiroteio verbal de Bala com Bala (João Bosco e Aldir Blanc, 1972) e destila o fino romantismo de Quando o Amor Acontece (João Bosco e Abel Silva, 1987). No fim, Bosco entra em cena para duetos com os cantores e números feitos com a adesão da Banda Mantiqueira. Nos extras do DVD, todos cantam Dom de Encantar, samba em que Arlindo Cruz celebra Bosco.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Show itinerante em tributo a Bosco ganha registro ao vivo em CD e DVD
Desdobramento da cerimônia de entrega da 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira, o show itinerante em tributo a João Bosco - homenageado da atual edição do prêmio criado pelo empresário José Maurício Machline - foi gravado ao vivo em 11 de julho de 2012. O registro foi feito no Teatro Abril, em São Paulo (SP), na última apresentação da turnê que juntou Bosco com Alcione, Arlindo Cruz, Leila Pinheiro, Mariana Aydar e Péricles. No fim da turnê, Arlindo mostrou samba em tributo a Bosco, Dom de Encantar. O show foi apresentado pelo ator Murilo Rosa. Centrado nos maiores sucessos do cantor e compositor mineiro, o roteiro entrelaça os números individuais com duetos com Bosco. CD e DVD sairão neste segundo semestre de 2012.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
23º Prêmio da Música Brasileira coroa a consagração de Criolo em 2011
Em sua 23ª edição, o Prêmio da Música Brasileira coroou a consagração obtida pelo rapper paulista Criolo ao longo de 2011. Criolo - que cantou o samba De Frente pro Crime (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) na homenagem prestada ao cantor e compositor mineiro João Bosco no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 13 de junho de 2012 - levou para a casa os troféus de Melhor Álbum e Melhor Cantor na categoria Pop / Rock / Reggae / Hip Hop / Funk, além de ter ganhado o prêmio de Revelação (a Melhor Cantora da categoria foi Marisa Monte, representada por seu empresário Leonardo Netto). A premiação de Criolo - visto na foto com Zélia Duncan, uma das apresentadoras da cerimônia dirigida pelo empresário José Maurício Machline, idealizador do prêmio - seguiu a tendência da mídia, que transformou o artista na sensação musical de 2011 por conta do segundo álbum do rapper, Nó na Orelha. Já a escolha de Poesia Musicada como o Melhor Álbum da categoria MPB repetiu a premiação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), que elegeu o álbum de Dori Caymmi o melhor disco de 2011. Dori foi também laureado com o troféu de Melhor Cantor da categoria, prêmio concedido a Mônica Salmaso na ala feminina. Já Passo Torto - quarteto paulista formado por Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos e Romulo Fróes - foi premiado como o Melhor Grupo. Na categoria Samba, Fabiana Cozza levou com justiça o prêmio de Melhor Cantora enquanto Arlindo Cruz foi o Melhor Cantor e Beth Carvalho - representada por sua filha Luana Carvalho - foi contemplada com o troféu de Melhor Álbum por conta de Nosso Samba Tá na Rua, seu primeiro álbum de inéditas em 15 anos. Já a categoria Regional rendeu troféus a artistas de repercussão realmente regional - fato inédito na história do Prêmio da Música Brasileira. A categoria foi dominada pelo cantor e compositor pernambucano Herbert Lucena, vencedor dos prêmios de Melhor Álbum e Melhor Cantor por conta de seu CD Não me Peçam Jamais Que Eu Dê de Graça Tudo Aquilo Que Eu Tenho pra Vender (2011). Socorro Lira e Ponto BR foram, respectivamente, a Melhor Cantora e o Melhor Grupo da categoria. Na elástica categoria Canção Popular, Alcione ganhou os troféus de Melhor Cantora e de Melhor Álbum justamente por um disco, Duas Faces - Jam Session, que a afastou momentaneamente de sua habitual trilha popular. Na ala masculina, Cauby Peixoto - aplaudido de pé pela plateia de convidados - foi eleito o Melhor Cantor por conta de CD ao vivo que celebrou em 2011 seus 80 anos de idade e 60 de carreira. Em categorias especiais, foram premiados os discos O Samba Carioca de Wilson Baptista (Projeto Especial), Lá Onde Eu Moro, de João Hermeto (Álbum de Eletrônico); Não me Peçam Jamais Que Eu Dê de Graça Tudo Aquilo Que Eu Tenho pra Vender, de Herbert Lucena (Projeto Gráfico), Embolada, de Rita Rameh e Luiz Waack (Álbum Infantil); Liszt: Harmonies Du Soir, de Nelson Freire (Álbum Erudito) e Goodnight Kiss, de Delicatessem (Álbum em Língua Estrangeira). Coerente no todo, a 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira pecou somente por minimizar a importância do álbum Recanto, de Gal Costa. Afinal, Recanto foi - ao lado do álbum de Criolo - a sensação de 2011. Vacilo do corpo de jurados de um prêmio que se consolidou ao longo de seus 23 anos por celebrar a diversidade e a segmentação que pautam a boa música brasileira.
Bosco fecha e afina no Rio premiação que homenageou sua obra genial
Urdida com requinte em fina costura que põe o samba, os sons das Geraes, o bolero, a música moura e o jazz no colo da Mãe África, a obra plural de João Bosco foi devidamente celebrada na 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira neste ano de 2012 em que o compositor mineiro celebra quatro décadas de projeção nacional e carreira fonográfica iniciada em 1972 com o lançamento de sua música Agnus Sei (João Bosco e Aldir Blanc) no Disco de Bolso do jornal O Pasquim. Depois que os tambores de Minas ressoaram no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em número comandado pelo ator e cantor mineiro Maurício Tizumba para abrir alas para a cerimônia realizada na noite de 13 de junho, 13 artistas de diferentes estilos e gerações protagonizaram 10 números musicais orquestrados sob a direção musical do pianista João Carlos Coutinho. Em que pesem os corretos desempenhos de intérpretes como Alcione (Quando o Amor Acontece, João Bosco e Aldir Blanc, 1987), Ivete Sangalo (Corsário, João Bosco e Aldir Blanc, 1975), Ney Matogrosso (O Cavaleiro e Os Moinhos, João Bosco e Aldir Blanc, 1976), Zé Renato (Bodas de Prata, João Bosco e Aldir Blanc, 1975) e Zélia Duncan (Dois Pra Lá, Dois Pra Cá, João Bosco e Aldir Blanc, 1974), a qualidade desses números musicais oscilou. Alguma coisa pareceu fora da ordem nos duetos inéditos de Gaby Amarantos com Zeca Pagodinho (em medley que entrelaçou Incompatibilidade de Gênios e Coisa Feita, sambas lançados em 1976 e 1982, respectivamente) e de Zeca Baleiro com Blubell (em Miss Suéter, com a cantora reproduzindo os vocais feitos por Ângela Maria na gravação original feita por Bosco em 1976). Ambos ficaram abaixo das expectativas - assim como o encontro de Mariene de Castro com Arlindo Cruz para defender Nação (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1982), menos vibrante do que o previsto. Já Milton Nascimento não reproduziu no palco do Municipal o brilho de sua interpretação de Agnus Sei (João Bosco e Aldir Blanc, 1972) nos recém-lançados CD e DVD João Bosco 40 Anos Depois. Quem reluziu no número foi a guitarra tocada com maestria por Toninho Horta. Coube ao próprio Bosco - visto em foto de Rodrigo Amaral - entrar no tom ao encerrar a cerimônia com bloco em que enfileirou o samba O Mestre-Sala dos Mares (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) - prova de que a voz e o violão percussivo de Bosco valem por uma banda - o bolero Desenho de Giz (João Bosco e Abel Silva, 1987), seu hit popular Papel Machê (João Bosco e José Carlos Capinam, 1984) e a emblemática O Bêbado e a Equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc, 1979) - número em que voltou ao palco o time de intérpretes convidado para celebrar no Prêmio da Música Brasileira - idealizado e dirigido por José Maurício Machline - a obra fundamental de João Bosco, devidamente contextualizada pelo primoroso texto biográfico-analítico escrito por Francisco Bosco e ouvido ao longo da cerimônia. Em seu discurso, Bosco estendeu o tributo aos grandes compositores que fazem a história da música brasileira - "É assim que entendo essa homenagem" - e saudou o parceiro Aldir Blanc, que enviou texto lido pelo ator José Wilker, com elogios como "irmão de fé" e "essa pessoa genial". No todo, a premiação - que coroou a consagração do rapper paulista Criolo em 2011 - prestou bela e justa homenagem a João Bosco, pessoa tão genial como Aldir.
Bosco revive 'O Bêbado e a Equilibrista' ao encerrar premiação no Rio
A foto de Rodrigo Goffredo eterniza o momento em que João Bosco encerrou a cerimônia que celebrou sua obra na 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira. A homenagem aconteceu no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na noite de 13 de junho de 2012. Fechando seu set individual, o cantor e compositor mineiro reviveu O Bêbado e a Equilibrista - música de sua parceria com Aldir Blanc que se consagrou em 1979 como o hino da Anistia na voz de Elis Regina (1945-1982) - com a presença no palco dos intérpretes que apresentaram suas músicas na cerimônia dirigida por José Maurício Machline, o criador do Prêmio da Música Brasileira.
Braz e Salmaso cantam em premiação 'Sinhá', a melhor música de 2011
Homenageado da 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira, entregue em cerimônia que lotou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 13 de junho de 2012, João Bosco voltou para casa com justo troféu. Uma das grandes barbadas da premiação idealizada pelo empresário José Maurício Machline, Sinhá foi anunciada como a música vencedora da categoria Melhor Canção logo após ter sido apresentada por Renato Braz com Mônica Salmaso em dueto que - a despeito da alta categoria vocal dos cantores - sequer roçou a beleza da gravação original feita por Chico Buarque com o violão e os vocais de Bosco em seu álbum Chico (2011). Samba de tom afro que remete aos tempos do Brasil imperial e escravocrata, Sinhá é obra-prima que reativou a parceria de Bosco com Buarque 27 anos após a composição de Mano a Mano (1984). A foto de Rodrigo Amaral flagra Braz e Salmaso na defesa de Sinhá, a melhor música de 2011.
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