Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Zé canta parcerias com Lula Queiroga e Pedro Luís em 'Breves Minutos'

Com foto intencionalmente desfocada de Dalton Valério na capa assinada pelo artista gráfico Philippe Leon, o 12º álbum solo de Zé Renato, Breves Minutos, tem lançamento confirmado para outubro de 2011. Primeiro disco de repertório inteiramente autoral gravado pelo cantor e compositor carioca, Breves Minutos vai chegar às lojas em edição do selo MP,B distribuída pela Universal Music. Zé Renato apresenta parcerias inéditas com Lula Queiroga (A Cor do Anel de Isabel), Joyce (Tá Legal e De Onde É que Vem a Saudade?), Ivan Santos (Água pra Quê?) e Pedro Luís (Imbora, música também gravada por Pedro em seu primeiro disco solo, Tempo de Menino, também previsto para ser lançado pelo selo MP,B no último trimestre de 2011). Com 12 músicas novas, o CD foi produzido pelo próprio Zé Renato. Toninho Horta toca em Tá Legal.

domingo, 25 de setembro de 2011

Com Klinghoffer na guitarra, Red Hot faz show memorável no Rock in Rio

Resenha de show - Rock in Rio 2011
Título: I'm With You
Artista: Red Hot Chili Peppers
Local: Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 25 de setembro de 2011
Foto: Divulgação Rock in Rio 2011 / Rogério Resende - R2
Cotação: * * * *

Coube ao Red Hot Chili Peppers fazer o primeiro show realmente memorável da edição 2011 do Rock in Rio. Já passava da uma da madrugada deste domingo, 25 de setembro, quando o grupo norte-americano se fez ouvir em alto e bom na Cidade do Rock, tocando Monarchy of Roses, música que também abre o recém-lançado décimo álbum de estúdio da banda, I'm With You. Era o primeiro show do quarteto no Rio de Janeiro (RJ) com seu novo guitarrista, Josh Klinghoffer, substituto do dissidente John Frusciante. E, a julgar pela performance incendiária do Red Hot no Rock in Rio, Klinghoffer não vai deixar ninguém sentir saudade de Frusciante. Seguro, ele expôs bem a veia roqueira do grupo com sua guitarra personalíssima. Reforçado com o molho da percussão do brasileiro Mauro Refosco, o grupo alternou músicas de I'm With You - caso de Look Around - com sucessos de álbuns anteriores. Can't Stop (de By the Way, de 2002) e Otherside (balada de Californication) mostraram logo no início que o jogo já estava ganho para o Red Hot Chili Peppers. Em boa forma vocal, o cantor da banda, Anthony Kiedis, manteve o pique alto até o números finais, Around the WorldGive It Away. Os solos de Klinghoffer - alternados com as demonstrações da já notória habilidade de Flea no baixo - foram a cereja de um bolo apimentado com rocks funkeados. Enfim, com pegada, o Red Hot Chili Peppers fez o primeiro show (realmente) à altura das dimensões do Rock in Rio.

Sem pegada e energia, Snow Patrol faz show protocolar no Rock in Rio

Resenha de show - Rock in Rio 2011
Título: Snow Patrol
Artista: Snow Patrol
Local: Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 24 de setembro de 2011
Foto: Divulgação Rock in Rio 2011 / Marco Terranova - R2
Cotação: * * 1/2

Bem que o vocalista do Snow Patrol, Gary Lightbody, cumpriu o protocolo, se vestindo com a Bandeira do Brasil enquanto cantava Hands Open, número em que desceu do palco para se aproximar do público espremido na fila do gargarejo da Cidade do Rock. Gary também saudou o fato de o grupo estar tocando pela primeira vez no Rio de Janeiro e elogiou o futebol do Brasil, a quem dedicou a balada This Isn't Everthing You Are, entoada por ele na sequência, então com a Bandeira Nacional já enrolada no microfone. Contudo, a disposição do cantor para se mostrar simpático não diluiu a sensação de que a banda irlandesa fez show protocolar no Rock in Rio. Programada no Palco Mundo entre os shows dos grupos Capital Inicial e Red Hot Chili Peppers, a primeira apresentação do Snow Patrol em solo carioca transcorreu sem pegada e sem energia. Com boa vontade, parte do público até repetiu em coro o refrão imperativo de Shut Your Eyes. Mas o pop rock tristonho da banda não empolgou para valer a multidão que apenas esperava o show do Red Hot Chili Peppers. As projeções que introduziram em clima meio futurista o show - aberto com You're All That I Have - até fizeram supor apresentação mais vibrante. Só que o show do Snow Patrol não decolou ao longo de seus 14 números. Generosa, a banda incluiu no roteiro até seu novo single, Fallen Empires, tema de seu próximo álbum. Só que permaneceu a sensação de que o Snow Patrol tocava no palco errado e na hora errada. Baladas climáticas como Make This Go on Forever e Set the Fire to the Third Bar - dividida por Gary com a cantora brasileira Mariana Aydar em harmoniosa união de vozes - têm lá sua beleza, mas são mais adequadas para palco mais intimista como o Sunset.

Questões autorais inviabilizam reedições de álbuns dos Novos Baianos

Questões relativas a direitos autorais inviabilizam, por enquanto, as reedições dos dois álbuns gravados pelo grupo Novos Baianos na extinta gravadora Tapecar, Caia na Estrada e Perigas Ver (1976) e Praga de Baiano (1977), ambos gravados já sem Moraes Moreira. Tais reedições já tinham sido programadas pelo selo Discobertas para o primeiro semestre deste ano de 2011.

Boyle regrava temas de Depeche Mode e Tears of Fears no terceiro disco

Música do repertório do grupo inglês Depeche Mode, lançada em 1990 em single e no álbum Violator, Enjoy the Silence é a surpresa do repertório do terceiro álbum de Susan Boyle, Someone to Watch Over me. Nas lojas em novembro de 2011, em lançamento mundial orquestrado pela gravadora Sony Music, o disco já está sendo promovido com a faixa You Have to Be There. De autoria de Bjorn Ulvaeus e Benny Andersson, You Have to Be There é música composta pelos integrantes do desativado quarteto sueco ABBA para o musical Kristina (2009) que se ajustou com toda pompa à voz límpida da cantora escocesa. O repertório de Someone to Watch Over me traz ainda hit do grupo inglês Tears for Fears, Mad World, entre standards como Autumn Leaves e Unchained Melody. Eis as dez faixas de Someone to Watch Over me:

1. You Have to Be There
2. Unchained Melody
3. Enjoy the Silence

4. Both Sides Now
5. Lilac Wine
6. Mad World
7. Autumn Leaves

8. This Will Be the Year
9. Return

10. Someone to Watch Over me

CD 'Outside Society' rebobina 18 gravações da discografia de Patti Smith

Nas lojas do Brasil ainda neste mês de setembro de 2011, via Sony Music, a terceira coletânea de Patti Smith, Outside Society, resume a discografia da artista norte-americana através de 18 gravações extraídas dos dez álbuns de estúdio de Smith. Sucessora de Land (2002), a compilação cobre período que vai de 1975 - ano em que Smith lançou seu primeiro álbum, Horses, de alma punk - até 2007, ano do último álbum da cantora e compositora, Twelve. Lançada em agosto nos Estados Unidos, a coletânea Outside Society sai no momento em que Smith adapta seu livro de memórias, Just Kids (Só Garotos, na tradução para o português), para o cinema, em parceira com o roteirista John Logan. Eis as 18 faixas de Outside Society:

1. Gloria - Fonograma do álbum Horses (1975) 
2. Free Money - Fonograma do álbum Horses (1975) 
3. Ain’t It Strange - Fonograma do álbum Radio Ethiopia (1976) 
4. Pissing in a River - Fonograma do álbum Radio Ethiopia (1976) 
5. Because the Night - Fonograma do álbum Easter (1978) 
6. Rock N Roll Nigger - Fonograma do álbum Easter (1978) 
7. Dancing Barefoot - Fonograma do álbum Wave (1979) 
8. Frederick - Fonograma do álbum Wave (1979) 
9. So You Want To Be a Rock N Roll Star - Fonograma do álbum Wave (1979) 
10. People Have the Power - Fonograma do álbum  Dream of Life (1988) 
11. Up There Down There - Fonograma do álbum Dream of Life (1988) 
12. Beneath the Southern Cross - Fonograma do álbum Gone Again (1996) 
13. Summer Cannibals - Fonograma do álbum Gone Again (1996) 
14. 1959 - Fonograma do álbum  Peace and Noise (1997) 
15. Glitter in Their Eyes - Fonograma do álbum Gung Ho (2000)
16. Lo and Beholden - Fonograma do álbum Gung Ho (2000) 
17. Smells Like Teen Spirit - Fonograma do álbum Twelve (2007) 
18. Trampin’ - Fonograma do álbum Trampin’ (2004)

sábado, 24 de setembro de 2011

Rihanna explora forçada sensualidade em show dançante no Rock in Rio

Resenha de show - Rock in Rio 2011
Título: Loud
Artista: Rihanna
Local: Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 24 de setembro de 2011
Foto: Divulgação Rock in Rio 2011 / Rogério Resende - R2

Cotação: * * *

Logo assim que começou a cantar Umbrella, ao término do show que encerrou a primeira noite da edição 2011 do festival Rock in Rio, Rihanna virou o microfone para o público que ainda estava na Cidade do Rock - grande parte das 100 mil pessoas, diga-se - e deixou que a plateia cantasse sozinha alguns versos do hit que sedimentou sua carreira. Atração mais aguardada da noite de abertura do miscigenado festival, a cantora de Barbados fez o que, a rigor, todo mundo esperava que ela fizesse: um show pontuado por exploração de uma forçada sensualidade - sobretudo em números quentes como Rude Boy e como S & M (tema que fala em sexo sadomasoquista como já indica seu título) -  e por músicas bem dançantes como Don't Stop the Music. As coreografias e os vídeos - projetados no telão já na abertura do show, feita com Only Girl (In the World) - acentuaram o caráter sexualizado da apresentação. Foram 17 números em cerca de uma hora e meia de apresentação. Prestes a encerrar a turnê do álbum Loud (2010), Rihanna não incluiu no roteiro We Found Love, o primeiro single do álbum que vai lançar em novembro. Em contrapartida, cantou hits como Love The Way You Lie. Entre tantas músicas dançantes, a balada Unfaithful foi a pausa para público e cantora retomarem o fôlego. Com um único figurino, feito sob medida para mostrar sua boa forma, a Popozuda mostrou que segue fielmente os mandamentos que regem atualmente o pop norte-americano.

Show no Rock in Rio mostra que Elton continua de pé, escorado nos hits

Resenha de show - Rock in Rio 2011
Título:
Elton John

Artista: Elton John
Local: Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 23 de setembro de 2011
Foto: Divulgação Rock in Rio 2011 / Marcus Vini

Cotação: * * * 1/2

Embora seja  compositor com total domínio do idioma pop universal, Elton John de certa forma foi um estranho no ninho pop da primeira noite do Rock in Rio, o festival que volta à sua cidade natal, o Rio de Janeiro (RJ), após dez anos e algumas passagens pela Europa. Elton iria fechar a noite de 23 de setembro de 2011. Mas a organização do festival resolveu trocar a ordem de sua apresentação com a de Rihanna, cujo show era alvo das maiores expectativas da noite. Enquadrado entre as apresentações de Katy Perry e Rihanna, o show de Elton mobilizou somente parte da plateia. A mais velha, a que testemunhou o apogeu do cantor e compositor inglês nos anos 70. E foi lançando mão dos hits dessa década áurea que Elton mostrou que, aos 64 anos, ainda continua de pé, escorado em sucessos que residem na memória afetiva de quem tem mais de 40 anos. I'm Still Standing, aliás, foi a segunda música do show, prova de que Elton John, quando quer, é mais roqueiro do que pop. Às voltas com seu piano, no comando de banda que incluía músicos veteranos como ele, Elton fez show sem surpresas e, por isso mesmo, eficiente. Não faltaram baladas -Goodbye Yellow Brick Road, Rocket Man, Daniel, Don't Let the Sun Go Down on me - que enterneceram a plateia. Mas, escaldado, Elton alternou baladas com rocks como Saturday Night's Alright (For Fighting) e Crocodile Rock, que abriram e fecharam a apresentação, respectivamente, para sacudir um público que já dava sinais de cansaço e, em parte, assistia ao show sentado na grama da Cidade do Rock. Outra parte, no entanto, esbanjava animação, dançando nas áreas mais próximas ao palco. E foi a esse público, o do gargarejo, que o cantor dedicou Tiny Dancer. Mesmo que tenha perdido um pouco do vigor dos tempos idos, a voz do cantor também continua de pé e defendeu com dignidade um repertório infalível - inclusive nos temas menos batidos, como a balada Levon, de seu aclamado álbum Madman Across the Water (1971) - que reitera a força atemporal de obra projetada a partir de 1969, ou seja, há 42 anos. É fato que Elton já fez shows melhores, com mais pegada. Ainda assim, disse a que veio. Será que daqui a 40 anos Katy Perry e Rihanna ainda vão estar de pé, no palco de um megafestival, como Elton John??...

Perry arma parque de diversões adolescentes ao encenar seu pop in Rio

Resenha de show - Rock in Rio 2011
Título: Teenage Dream
Artista: Katy Perry
Local: Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 23 de setembro de 2011
Foto: Divulgação Rock in Rio 2011 / Bruno Lima - R2
Cotação: * * *

Primeira atração internacional da edição de 2011 do Rock in Rio, Katy Perry armou um parque de diversões adolescentes ao encenar seu pop na Cidade do Rock, erguida em Jacarepaguá, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ) para abrigar o festival. A plateia juvenil se deliciou com hits grudentos como Firework, E.T. e Last Friday Night (T.G.I.F.), acompanhados em coro na vibrante parte final da apresentação. Frequentadora assídua das paradas norte-americanas, onde vem enfileirando no topo os singles de seu álbum Teenage Dream (2010), Perry fez show colorido, com coreografias, adereços cênicos e numerosas trocas de figurinos (foram várias somente na irresistível Hot N Cold), mas, descontadas a euforia adolescente e a pegada pegajosa de números como California Gurrls, ficou evidente no palco do Rock in Rio a artificialidade do pop da cantora e compositora. Ela posa de pin-up, mas confunde malícia com vulgaridade nos versos de Peacock. Para completar, suas declarações de amor ao Rio soaram falsas. Perry fez gênero ao vestir túnica estampada com a imagem da Bandeira do Brasil para cantar Thinking of You - balada que dedicou também aos argentinos, provocando vaias na plateia - e ao convidar um rapaz (Júlio Salvo, de Sorocaba, ora vivendo seus cinco minutos de fama) para subir ao palco e encenar com ela jogo de sedução que introduz I Kissed a Girl. Mesmo quando a cantora improvisou, tudo pareceu tão ensaiado. Inclusive a única surpresa do roteiro, Magalenha, música de Carlinhos Brown, projetada por Sergio Mendes no exterior e revivida por Perry no Rock in Rio para reiterar que os gringos não conseguem reproduzir o suingue brasileiro. Enfim, por mais que tenha decepcionado como cantora pela falta de fôlego vocal que a fez arfar muito, Katy Perry cumpriu bem seu papel e entreteve o público com seu pop-chiclete. Contudo, seu parque de diversões adolescentes devia ser proibido para maiores...

Voz frágil de Milton esmaece tributo a Mercury na abertura do Rock in Rio

Não foi uma abertura à altura de um evento como o Rock in Rio 2011. Sem vigor, a voz de Milton Nascimento empalideceu sua interpretação de Love of my Life, balada do Queen, cantada em coro por 250 mil pessoas em cada uma das duas apresentações feitas pelo grupo inglês na primeira edição do festival, em 1985. Na companhia da Orquestra Sinfônica Brasileira e da guitarra do titã Tony Bellotto (visto com Milton na foto feita por Marco Terranova / R2 para a divulgação do Rock in Rio 2011), Milton foi escolhido para reviver Love of my Life em tributo a Freddie Mercury (1946 - 1991), vocalista do Queen, morto há 20 anos. Foi tentativa vã de reeditar a magia criada pelo tema nos shows do grupo em 1985. Faltou a voz de Freddie.

DVD historia álbum 'Screamadelica', obra-prima do grupo Primal Scream

Há 20 anos, em setembro de 1991, o grupo escocês Primal Scream lançava pela Creation Records o álbum que seria sua obra-prima, Screamadelica, disco que filtrava o rock pelo soul e, sobretudo, pelo universo eletrônico das raves e das drogas sintéticas. O disco injetou doses cavalares de popularidade e prestígio na veia roqueira do Primal Scream. Decorridos 20 anos, Screamadelica é historiado em mais um essencia título da coleção Classic Albums. Lançado no Brasil neste mês de setembro de 2011 através da gravadora ST2, o DVD dedicado ao Screamdelica na série desvenda o processo de criação deste álbum que ajudou a definir o som dos anos 90. No documentário exibido no DVD, os integrantes do Primal Scream, o produtor do álbum (Andrew Wealtherall) e o fundador da Creation Records (Alan McGee) analisam o CD em perspectiva e detalham a confecção de músicas como Loaded, um dos hits que jogou o Primal Scream na pista da modernidade, em sintonia com sua geração. Screamadelica é um clássico!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Djavan entra em estúdio ainda em 2011 para gravar 17º disco de ineditas

Assim que concluir a produção do quinto CD de estúdio de Mart'nália, Djavan começa a gravar seu 17º álbum de inéditas. O último disco em que o cantor - visto em foto de Christian Gaul - registrou repertório inédito e autoral foi Matizes, editado em 2007. Djavan entra em estúdio ainda neste ano de 2011 para gravar o sucessor de Ária (2010), seu primeiro CD de intérprete.

R.E.M. anuncia a edição de coletânea com sucessos e gravações inéditas

Dois dias após anunciar o fim da banda, o R.E.M. revelou que vai lançar coletânea. Nas lojas dos Estados Unidos a partir de 15 de novembro de 2011, a compilação Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage: 1982 – 2011 vai misturar os sucessos do trio norte-americano com algumas gravações inéditas feitas após a conclusão do 15º e derradeiro álbum do grupo, Collapse Into Now (2011). Não há maiores detalhes sobre tais registros inéditos, mas é provável que tenham sido os feitos pelo R.E.M. este ano para o que seria o 16º álbum do trio.

Gravação original do tema do Rock in Rio é editada em vinil pela Polysom

A gravação original da música-tema do Rock in Rio - composta por Eduardo Souto Neto e Nelson Wellington em 1985, ano da primeira edição do festival - está sendo editada em vinil pela PolySom. O picture disc em formato de LP vai estar à venda na loja que a PolySom montou na Cidade do Rock em parceria com a gravadora Musickeria. A Cidade do Rock abriga a quarta edição do festival em sua cidade natal, o Rio de Janeiro (RJ), a partir desta sexta-feira, 23 de setembro. A heterogênea programação do Rock in Rio 2011 vai até 2 de outubro.

Discobertas vai relançar catálogo do selo Pointer em CD a partir de 2012

O selo Discobertas vai digitalizar o acervo da Pointer - gravadora aberta pelo empresário José Maurício Machline que esteve em atividade ao longo dos anos 80 - e relançar em CD a partir de 2012 os principais títulos desse catálogo. Os primeiros títulos reeditados serão Entre Amigos - projeto coletivo de 1985 em que figura a belíssima gravação de Canção da América (Milton Nascimento e Fernando Brant) na voz de Gal Costa - e o álbum que reuniu Michel Legrand e Pedro Paulo Castro Neves, também de 1985. Estão previstas reedições de discos das cantoras Joyce, Leny Andrade e Rosa Maria Colyn. O acordo foi firmado entre Machline e Marcelo Fróes.

Mart'nália grava sexto álbum de estúdio no Rio com produção de Djavan

Djavan é o produtor do sexto álbum de estúdio de Mart'nália. Já sendo feitas no Rio de Janeiro (RJ), as gravações do sucessor de Madrugada (2009) devem ser concluídas até o fim de 2011.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rihanna apresenta 'We Found Love', primeiro 'single' de seu sexto álbum

Ora no Brasil para cumprir agenda de shows que inclui apresentação no festival Rock in Rio, Rihanna apresentou nesta quinta-feira, 22 de setembro de 2011, We Found Love, o primeiro single de seu sexto álbum de inéditas. De sotaque pop eletrônico, a gravação foi pilotada pelo DJ e produtor escocês Calvin Harris. O single We Found Love vai ser lançado oficialmente em 11 de outubro. O álbum em si - sucessor de Loud (2010) - tem lançamento agendado para 21 de novembro. Ainda não há informações sobre o título e sobre o resto do repertório do álbum.

Puxado por gravação de Amy, 'Duets II' de Bennett vai de Aretha a Gaga

Promovido com a suposta última gravação em estúdio de Amy Winehouse (1983 - 2011), o álbum Duets II de Tony Bennett está sendo lançado esta semana. O disco enfileira encontros de Bennett com um time estelar de convidados que vai de Aretha Franklin (em How Do You Keep the Music Playing?, tema de Michel Legrand lançado em 1982) a Lady Gaga (esfuziante em The Lady Is a Tramp, standard lançado em 1937 pelos compositores Richard Rodgers e Lorenz Hart), passando por Andrea Bocelli, k.d. Lang, Mariah Carey, Michael Bublé, Sheryl Crow e Willie Nelson. Amy figura em faixa que expõe a atmosfera clássica do álbum, Body and Soul,  clássico do jazz composto em 1930 por Edward Heyman, Robert Sour, Frank Eyton e Johnny Green. O dueto da cantora inglesa com Bennett foi gravado nos estúdios Abbey Road, em Londres, em 23 de março de 2011, exatos quatro meses antes de a artista sair de cena. O álbum Duets II está sendo lançado no formato de CD simples e em edição dupla que inclui DVD que exibe as imagens dos 17 duetos. Eis as 17 músicas do disco e seus respectivos intérpretes:

1. The Lady Is a Tramp - Tony Bennett e Lady Gaga
2. One for my Baby (and One More for the Road) - Tony Bennett e John Mayer
3. Body and Soul - Tony Bennett e Amy Winehouse
4. Don't Get Around Much Anymore - Tony Bennett e Michael Bublé
5. Blue Velvet - Tony Bennett e k.d. Lang
6. How Do You Keep the Music Playing? - Tony Bennett e Aretha Franklin
7. The Girl I Loved - Tony Bennett e Sheryl Crow
8. On the Sunny Side of the Street - Tony Bennett e Willie Nelson
9. Who Can I Turn on (When Nobody Needs me) - Tony Bennett e Queen Latifah
10. Speak Low - Tony Bennett e Norah Jones
11. This Is All I Ask - Tony Bennett e Josh Groban
12. Watch What Happens - Tony Bennett e Natalie Cole
13. Stranger in Paradise - Tony Bennett e Andrea Bocelli
14. The Way You Look Tonight - Tony Bennett e Faith Hill
15. Yesterday I Heard the Rain - Tony Bennett e Alejandro Sanz
16. It Had to Be You - Tony Bennett e Carrie Underwood
17. When Do the Bells Rings for me - Tony Bennett e  Mariah Carey

'Amor de Alma' anuncia nas rádios quinto CD de estúdio de Victor & Leo

Victor & Leo vão lançar seu quinto álbum de estúdio, Amor de Alma, na segunda quinzena de outubro de 2011. O sucessor do belo Boa Sorte pra Você (2010) vai ser editado pela gravadora Sony Music. A faixa-título, Amor de Alma, chega às rádios na segunda-feira, 26 de setembro. Insatisfeitos com o resultado final de seu último disco, os irmãos mineiros decidiram assumir a produção de Amor de Alma e cuidar dos arranjos, bem como do processo de finalização do CD.

CSS se reaproxima do electro-pop em seu terceiro álbum, 'La Liberación'

Resenha de CD
Título: La Liberación
Artista: CSS
Gravadora: V2 Records / Universal Music
Cotação: * * 1/2

Banda paulista que despontou no mercado fonográfico com álbum de acabamento tosco pontuado por exotismo amador, CSS (2005), Cansei de Ser Sexy - atualmente apenas CSS - virou hype na cena internacional e passou a se levar a sério a partir do segundo álbum, Donkey (2008), trabalho de tom mais orgânico e roqueiro em que o grupo deu peso às guitarras e às distorções. Embora tenha representado upgrade na discografia do grupo, Donkey foi mal recebido por público e crítica. Por isso mesmo, não chega a ser surpresa que o quinteto de electro-pop se reaproxime do pop e dos sons eletrônicos em seu terceiro álbum, La Liberación (2011), recém-lançado no Brasil pela Universal Music. Embora a destoante  música-título La Liberación bise o tom roqueiro de Donkey, o CD é descaradamente pop, como já sinalizam sua faixa de abertura, I Love You, e temas posteriores como Echo of Love e You Could Have It All. Essa opção do CSS por se reconectar ao som de seu primeiro álbum já tinha sido detectada no single Hits me Like a Rock, faixa que se insinua de início como um reggae de levada sintetizada até ser jogada na pista do electro-pop. A mesma pista em que figura City Grrrl, em que pese sua introdução de clima flamenco. Por mais que haja faixas dispensáveis em La Liberación, como a balada Partners in Crime, o álbum desce bem no todo. E termina com um rock, Fuck Everything, que sinaliza que Donkey não foi tempo perdido na discografia de uma banda superestimada na cena indie que - verdade seja dita - vem procurando se levar a sério.