Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Com Kassin, Clarice migra do mono para estéreo sem perda da mordacidade

Resenha de álbum
Título: Problema meu
Artista: Clarice Falcão
Gravadora: Edição independente da artista
Cotação: * * * *

Produtor ainda envolto em aura hype na imprensa musical do eixo Rio-São Paulo, como se ainda fosse sinônimo de vanguarda, o carioca Alexandre Kassin tem sido o nome mais requisitado para dar a forma a discos brasileiros. Para alguns artistas, como Marcelo Jeneci e Zélia Duncan, prestou grandes serviços. Ao trabalhar com outros, como Erasmo Carlos, o produtor pareceu ter apenas batido ponto no estúdio sem fazer real diferença no som do Tremendão. Com Clarice Falcão, Kassin veio somar. Ao produzir o segundo álbum da multimídia artista pernambucana radicada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Problema meu - lançado hoje, 19 de fevereiro de 2016 - Kassin fez Clarice migrar do som intencionalmente mono do primeiro álbum, não por acaso intitulado Monomania (Casa Byington, 2013), para o som estéreo deste (sedutor) segundo álbum de matizes mais variados não traduzidos pela capa monocromática. Empreitada caseira, Monomania virou viral e projetou a cantora, compositora, atriz e roteirista - na época, integrante do coletivo Porta dos Fundos, do qual já se desligou. Problema meu tem status mais profissional. E tem méritos. Kassin sustenta a leveza pop da obra autoral de Clarice, mas lhe dá mais colorido sem diluir a graça e a mordacidade espirituosa que pautam músicas como Marta (envolta em atmosfera circense no disco) e Irônico. Grande trunfo da safra inédita e autoral de Problema meu, Irônico foi acertadamente a música escolhida por Clarice Falcão para repor o bloco musical na rua com o carnavalizante clipe da faixa, feito com imagens captadas por celulares de amigos e familiares da artista. Dentro do trilho autoral, Clarice se mostra bem mais autoconfiante, capaz de rir dos próprios dilemas afetivos em Escolhi você ("Você foi o que sobrou", ressalta com a habitual ironia em verso da canção pop) e das próprias limitações da obra musical (assunto da autodepreciativa Clarice). Problema meu é disco leve, mas aclimata Se esse bar - música da  safra anterior de Monomania - em apropriado intimismo melancólico de fim de noite. Contudo, a obra autoral de Clarice jamais desaba sobre o peso da existência. O dilema amoroso de Deve ter sido eu se ajustaria a uma trama adolescente da novela juvenil Malhação por ruminar ódios direcionados por ex-namorada (papel da narradora da canção) à atual companheira de um rapaz. "Eu já não amo mais você / Mas eu ainda odeio essa menina", escancara Clarice nos versos iniciais de letra que roça humor negro ao fim. Aos 26 anos, a artista ainda canta problemas seus - e de todos que se enredam em tramas amorosas. "Eu checo as mensagens sete, oito, vinte vezes / Só passou cinco minutos / Eu senti passar três meses", admite em Vinheta, assumindo as ansiedades e cobranças comuns entre amantes na música que acelera ao fim com a velocidade da mente paranoica da personagem da canção. A habilidade de expor sentimentos universais de forma simples e direta certamente vai facilitar a identificação de Como é que vou dizer que acabou? e de outras músicas de temas afins, mesmo que a abordagem tenha tom juvenil. Música do tempo em que Clarice compunha sempre em inglês, Duet tangencia o universo da canção de cabaré em outro indício da diversidade rítmica proporcionada pela conexão da artista com Kassin. Fora do trilho autoral, Clarice soa artificial ao dar voz ao rock A volta do mecenas (Matheus Torreão), mas se ajusta bem ao tom kitsch de Banho de piscina, antiga canção assumidamente brega da lavra do dramaturgo e diretor pernambucano João Falcão, pai da artista. Já I'll fly with you (Luigino D'Agostino, Carlos Montagner, Paolo Sandrini e Diego Leoni) - balada lançada em álbum de 1999 pelo DJ italiano Gigi D'Agostino com o título em francês L'amour toujours - representa salutar esforço de maturidade de uma cantora em evolução, mas ainda inapta para voos emotivos muito altos. De todo modo, Clarice Falcão reafirma estilo e personalidade forte em Problema meu, álbum cheio de encantos amplificados pelo toque moderno de banda que inclui Danilo Andrade (teclados), Diogo Strausz (guitarra, baixo e violão), Fred Ferreira (bateria) e o próprio Kassin, piloto de alguns baixos do disco que tem cordas orquestradas por Sean O' Hagan e metais arranjados por Alberto Continentino. Como resistir a uma composição tão malandra como Vagabunda? Sim, mesmo sem metáforas e sem sequências complexas de acordes, como ironizam versos de Clarice no fecho do álbum, Clarice Falcão tem graça e tem aquele indefinível algo mais que inexiste em cantoras e compositoras mais gabaritadas. Não gosta do som dela? Problema seu!!

Taviani lança segundo single do álbum em que canta a dupla The Carpenters

Isabella Taviani está lançando hoje, 19 de fevereiro de 2016, o segundo single de Carpenters avenue (Coqueiro Verde Records), álbum em que a cantora carioca dá voz ao repertório da dupla norte-americana The Carpenters (1969 - 1983) com as letras originais escritas em inglês. A escolha do segundo single recaiu sobre Please, Mr. postman, música lançada em 1961 pelo feminino grupo norte-americano The Marvelettes. Please, mr. postman (Georgia Dobbins, William Garrett, Freddie Gorman, Brian Holland e Robert Bateman, 1961) ganhou registro dos Carpenters, com retumbante sucesso mundial, em gravação feita para o álbum Horizon (A&M, 1975) e lançada em single no fim de 1974. A gravação de Taviani é revelada um mês após a edição do primeiro single do álbum da artista brasileira, (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963), música regravada pelos Carpenters em 1970 e registrada por Taviani para o álbum Carpenters avenue com a participação de Dionne Warwick, cantora norte-americana que propagou Close to you em 1964, um ano após ter gravado a canção de forma extra-oficial. Carpenters avenue sai em breve.

DJ carioca Marcelo CIC lança single gravado com cantor italiano Alex Staltari

DJ carioca que tem entrada no mercado internacional de música eletrônica desde 2005, ano em que passou a ter fonogramas editados em selos de house e tecno, Marcelo CIC lança hoje, 19 de fevereiro de 2016, single com a música We wanna be loved. Editada via Universal Music, a gravação de We wanna be loved foi feita com a voz do cantor italiano Alex Staltari. Enquanto o clipe oficial da música está em fase de produção, um lyric video de We wanna be love - produzido pela Dropperz com imagens da participação de Staltari no fonograma - pode ser visto no YouTube.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Trio Não Recomendados lança single com música de Caio contra homofobia

 Música de autoria do cantor e compositor Caio Prado lançada em 2014 no primeiro álbum do artista carioca - #Não recomendados, cuja letra fala alto contra a intolerância social, em especial contra a homofobia, ao expor a maneira preconceituosa como a sociedade rotula gays e todos os que saem do padrão - abre alas, em gravação inédita, para o homônimo e performático trio formado por Caio Prado com Daniel Chaudon e Diego Moraes. O trio Não Recomendados lança às 21h de hoje, 18 de fevereiro de 2016, o single com o registro inédito (feito em estúdio) da música #Não recomendados, produzida por Edu Capello, mixada por Rodrigo Reis e masterizada por Maurício Gargel. Disponível para audição e para download no portal SoundCloud, a regravação do tema #Não recomendados - feita com tons de indie rock sem que seja exatamente um rock - é o primeiro registro fonográfico deste trio ativista.

Pitty, Tulipa e Luiza gravam participação no álbum de inéditas de Nando Reis

A IMAGEM DO SOM - Postada em rede social, a foto tirada por Luiza Possi no estúdio em que Nando Reis grava o 13º disco da carreira solo mostra a cantora com Pitty (à esquerda), Tulipa Ruiz e com o cantor e compositor paulistano. O trio feminino registrou ontem, 17 de fevereiro de 2016, participação em Azul de presunto, música do álbum de inéditas gravado pelo artista no estúdio Trama, na cidade de São Paulo (SP). A faixa também foi feita  com a adesão dos titãs Arnaldo Antunes, Branco Mello, Paulo Miklos e Sérgio Britto. No repertório do disco, previsto para ser lançado no segundo semestre, Nando alinha músicas inéditas de lavra própria como 4 de março, Água-viva, Como somos (parceria com Samuel Rosa), Lobo preso em renda, Pra musa e Só posso dizer (música composta em tributo a Vânia Passos, mulher do artista). O repertório inclui regravação de Concórdia, música de Nando lançada por Elza Soares - com participação do compositor - no CD eletrônico Vivo feliz (Reco-Head Records, 2003). A produção do álbum foi dividida entre os norte-americanos Jack Endino - piloto das sessões feitas em Seattle (EUA) em junho de 2015 - e Barrett Martin,  baterista que já tocou em discos de Nando Reis e que formata as sessões realizadas no Brasil.

Romulo Fróes se eleva ao descer ao chão nobre de Cavaquinho sem o chão

Resenha de álbum
Título: Rei vadio - As canções de Nelson Cavaquinho
Artista: Romulo Fróes
Gravadora: Selo Sesc
Cotação: * * * * *

Quebrando o silêncio fúnebre de Luto (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Sebastião Nunes, 1960), a cuíca de Wellington Moreira Pimpa chora. O choro é acompanhado pelas lágrimas sentidas que também parecem brotar do toque da guitarra de Guilherme Held. A dor do samba de Nelson Cavaquinho (29 de outubro de 1911 - 18 de fevereiro de 1986) - o nobre bamba carioca que saiu de cena há exatos 30 anos - é respeitada (com paradoxal desrespeito) por Romulo Fróes na sétima das 14 faixas do primeiro disco de intérprete do compositor paulistano, Rei vadio - As canções de Nelson Cavaquinho, lançado neste mês de fevereiro de 2016 pelo Selo Sesc. Após seis álbuns autorais em discografia solo iniciada em 2004, Romulo Fróes se eleva ao descer ao inferno astral do compositor carioca em universo poético povoado pela sombra da morte que espreita o nobre vagabundo enquanto ele, o majestoso Cavaquinho, vive a sofrer dores, humilhações e abandonos. Romulo desce ao chão existencial de Cavaquinho, sem harmonia e o chão da cozinha do samba tradicional, em disco de alto nível artístico pela coragem de abordar obra já entronizada na galeria imortal do samba sem a reverência já devidamente prestada por grandes cantoras como Beth Carvalho e Leny Andrade, ambas com luminosos discos dedicados à obra de Cavaquinho. Rei vadio é disco escuro que poetiza a vida pela luz negra de destino cruel. Ao recontar a História de um valente (Nelson Cavaquinho e José Ribeiro, 1966), Romulo até arma a cadência bonita do samba, mas logo a desarma na polifonia dissonante do arranjo que inclui o bass synth de Marcelo Cabral, para restaurá-la em seguida. No chão, sem o chão. Rei vadio vagueia pelas trevas em passos falsos, mesmo quando evolui harmonioso no compasso do samba-choro de Caminhando (Nelson Cavaquinho e Nourival Bahia, 1963), tema originalmente instrumental que ganhou versos oníricos de Nuno Ramos e a voz de Ná Ozzetti. Na letra, Nuno perfila as contradições e a máscara do nobre vagabundo que invadia as ruas e os bares com o cavaquinho, o copo de bebida e o sentimento de abandono que provocava o choro solitário confessado em Rei vagabundo (Nelson Cavaquinho, José Ribeiro e Noel Silva, 1968), samba introduzido por ruídos até que o toque do violão do próprio Romulo clareia a atmosfera suja do ambiente, traduzida por arranjo intencionalmente vazio. Barulhos feios, aliás, são os primeiros sons ouvidos em Rei vadio na introdução de Pode sorrir (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, 1973). O trombone de Allan Abbadia e a cuíca de Wellington Moreira Pimpa sinalizam já nesta primeira faixa o tom fúnebre que pauta o disco. O mesmo trombone de Abadia sopra a solidão espalhada em Cinzas (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Renato Gaetani, 1955). Mesmo que os toques do violão e do cavaquinho de Rodrigo Campos tentem iluminar Não me olhes assim (Aceito teu adeus) (Nelson Cavaquinho, Luis Rocha e Amado Régis, 1967) na cadência do samba, Rei vadio acaba por apagar a luz em respeito ao perene luto existencial do nobre vagabundo. Em Notícia (Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Nourival Bahia, 1955), fica claro que a guitarra - no caso, a de Guilherme Held - atravessa intencionalmente o samba. Essa guitarra se junta à de Kiko Dinucci para fazer brotar a mágoa que semeia Erva daninha (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, 1976), samba que até cai em certo suingue, à certa altura, mas logo recai no chão sem chão que sustenta Rei vadio. Pote até aqui de mágoas, o canto rústico do compositor ora celebrado sem cores é evocado por Dona Inah, dama do samba paulistano, solista quase solitária de Eu e as flores (Nelson Cavaquinho e Jair do Cavaquinho, 1968), tema em que a voz de Romulo é ouvida somente após o quarto minuto da faixa, como fugaz sopro de vida. Indício de que a tristeza se impõe até sobre a folia, Vou partir (Nelson Cavaquinho e Jair do Cavaquinho, 1965) cai no samba quase tradicional com a cozinha de Wellington Moreira Pimpa e o coro da velha guarda da escola paulistana Nenê de Vila Matilde. Bem marcada pela bateria de Curumin, a humilhação afetiva de Mulher sem alma (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, 1973) é reiterada pelos metais orquestrados por Thiago França, traduções dos tropeços do nobre vagabundo nos passos erráticos da feminina personagem-título. A propósito, tal como a obra de Lupicínio Rodrigues (1914 - 1974), o cancioneiro de Nelson Cavaquinho destila mágoas e culpas jogadas na conta da mulher amada. Contudo, no samba de Cavaquinho, há mais resignação do macho ferido, talvez pela consciência da finitude que se aproxima. A morte cai bem no chão do nobre vagabundo. Por isso, quando o disco vai chegando ao fim, o teatro fica cada vez mais sem cor. Revivida com a adesão da voz de Criolo, Luz negra (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, 1961) tira todo o chão de Romulo em alucinado arranjo que caminha em passos cambaleantes. É nessa rota dissonante que é feito Juízo final (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, 1973). A voz sempre bem colocada de Romulo é ouvida somente no segundo minuto do samba. Fez-se a treva. Mas eis que, após o (falso) fim apocalíptico, ouve-se o coro sujo de um bloco de rua, como a dizer que, sim, a luz há de chegar até mesmo aos corações humilhados como o deste rei vadio, reentronizado por Romulo Fróes, trinta anos após a morte do artista, em disco brilhante pelo desconforto que provoca ao respeitar - sempre desrespeitando - o luto do nobre Nelson Cavaquinho.

'Matheus & Kauan na praia' registra show feito pela dupla em lago de Brasília

Nos palcos desde 2011, a emergente dupla sertaneja Matheus & Kauan - formada em 2010 por irmãos nascidos na interiorana cidade goiana de Itapuranga (GO) - vai lançar o terceiro registro consecutivo de show. No mercado fonográfico a partir de 26 de fevereiro de 2016, nos formatos de CD e DVD editados pela gravadora Universal Music, Matheus & Kauan na praia perpetua números do show apresentado pela dupla no Lago Paranoá, em Brasília (DF). A rosa e o beija-flor é a música que promove na web e nas rádios a gravação ao vivo feita sob a produção musical do maestro Pinocchio. Outra música, Que sorte a nossa, vai começar a ser divulgada para alavancar as vendas de Matheus e Kauan na praia, sucessor do CD e DVD  Face a face (Universal Music, 2015).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quarto álbum de Caram tem faixa feita por Baleiro e música de Chico César

Quatro anos após a edição de Será bem vindo qualquer sorriso (Independente, 2012), a cantora paulista Bruna Caram prepara o quarto álbum, previsto para ser lançado neste primeiro semestre de 2016. O disco tem faixa feita com produção de Zeca Baleiro. Chico César é um dos compositores presentes no repertório, que inclui músicas já lançadas como A canção de agora e Pra te esquecer.

Nando Reis se une a três titãs e a ex-titã ao gravar faixa de álbum de inéditas

Na segunda fase de gravação do álbum de inéditas que vai lançar no segundo semestre deste ano de 2016, com músicas como 4 de março, Nando Reis reuniu três integrantes da formação atual do grupo Titãs - Paulo Miklos (à esquerda na foto tirada no estúdio da cidade de São Paulo onde o artista grava o disco), Branco Mello (ao centro) e Sérgio Britto (de boné na foto postada por Reis no Facebook) - e um ex-titã como o próprio Nando, Arnaldo Antunes, para registrar uma faixa do álbum. Inédita, a música se chama Azul de presunto e reuniu na gravação - feita ontem, 16 de fevereiro de 2016, na cidade de São Paulo (SP) - nada menos do que cinco dos oito integrantes da formação áurea dos Titãs.

Brandileone e Zé Luis lançam 'Eu sou outro', disco produzido por Alê Siqueira

Terceiro álbum gravado pelo cantor, compositor e violonista paulistano Tó Brandileone sem o 5 a Seco, grupo do qual faz parte, Eu sou outro está sendo lançado neste mês de fevereiro de 2016 em edição independente. Anna Turra assina a arte final do disco, produzido por Alê Siqueira no Gargolândia, estúdio situado no interior de São Paulo. Eu sou outro é álbum assinado por Tó com o percussionista Zé Luis Nascimento. Além de tocar violão e guitarra, Tó pilotou o piano do disco. A cantora e compositora paulistana Maria Gadú participa da música Pensando bem, parceria de Brandileone com Pedro Altério, coautor também de Quem sabe, última das 11 composições alinhadas no disco. A música-título Eu sou outro é de Brandileone com Vinicius Calderoni, parceiro também de O agora, Ou não e Faça desse drama (esta assinada também por Caê Rolfsen e Leo Bianchini). Em Eu sou outro, Brandileone também apresenta parcerias com Luísa Sobral (O que tinha de ser), Pedro Viáfora (Meu coração e o seu) e Ricardo Teté (Ancestrais). O repertório é essencialmente autoral, mas o cantor dá voz a Desafio (Danilo Moraes) e a Xi, de Pirituba a Santo André (Rafael Altério e Kléber Albuquerque). Eu sou outro sucede o álbum Ontem hoje amanhã (Independente / Tratore, 2013) na discografia construída por Tó Brandileone sem o grupo 5 a Seco.

Ivete faz quinta gravação ao vivo de show solo em abril, em Trancoso, Bahia

Ivete Sangalo agendou o quinto registro audiovisual de show da carreira solo para 8 e 9 de abril deste ano de 2016. A gravação ao vivo vai ser feita no Teatro Trancoso, na cidade litorânea de Trancoso, situada na Bahia. Estão previstas músicas inéditas no roteiro do show cujo registro gera DVD e CD ao vivo, a serem lançados pela gravadora Universal Music no segundo semestre deste ano.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Single com música 'Vou te esperar' dá prévia de 'Ela', álbum de Clara Gurjão

♪ Aos 27 anos, a cantora, compositora e violonista carioca Clara Gurjão inicia carreira solo com o lançamento do álbum Ela - cujas edições física e digital estão programadas para março de 2016 - após ter sido violonista do grupo de samba Cabide de Molambo, ter caído no samba-jazz com o Clara Gurjão Trio e ter integrado o grupo Violeiros Urbanos. Anunciado pelo single com a música Vou te esperar (Clara Gurjão), disponibilizado hoje nas plataformas digitais, o álbum Ela foi produzido pela própria Clara Gurjão em parceria com Danilo Andrade, Kassin e Marcelo Costa. Ela apresenta doze músicas no repertório essencialmente inédito, sendo dez de autoria da artista, inclusive a composição que dá nome ao álbum. A banda que toca no disco é formada por Danilo Andrade (teclados e arranjo vocal), Kassin (baixo), Marcelo Costa (bateria), Maurício Pacheco (guitarra) e Stéphane San Juan (percussão). Ela entra em pré-venda no iTunes em 29 de fevereiro.

Nando Reis grava álbum de músicas inéditas com produção de Barrett Martin

A IMAGEM DO SOM - Postada na página oficial de Nando Reis no Facebook, a foto mostra o artista em estúdio da cidade de São Paulo (SP) com o produtor e baterista norte-americano Barrett Martin, músico da cidade de Seattle (Washington, Estados Unidos). Barrett produz no Brasil a segunda parte das gravações do 13º disco solo de Nando, iniciadas neste mês de fevereiro de 2016. A primeira parte das gravações foi feita em Seattle em junho de 2015 sob a batuta do produtor norte-americano Jack Endino, nome já recorrente nas fichas técnicas dos discos do cantor, compositor e músico paulistano. Previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano de 2016, o álbum de Nando tem repertório formado por músicas inéditas e autorais. Uma desss composições inéditas se chama 4 de março. O último álbum de estúdio de Nando foi  Sei (Relicário,  2012),  disco lançado de maneira independente.

Tiago Iorc lança EP com seis versões da canção 'Amei te ver', single de 2015

Quarto álbum de Tiago Iorc, Troco likes (Slap / Som Livre, 2015) ampliou a visibilidade deste cantor, compositor e músico brasiliense criado entre Inglaterra e Estados Unidos. A popularidade do artista cresceu sobretudo desde que o clipe da música Amei te ver (Tiago Iorc, 2015) - filmado, editado e lançado em um único dia, 9 de novembro de 2015 - virou viral, inclusive por conta da participação da atriz Bruna Marquezine no vídeo. Ciente da força popular do single, Iorc lança hoje, 16 de fevereiro de 2016, o EP Amei te ver. O EP alinha seis versões da música. Além da gravação original lançada no álbum Troco likes, há a versão Radio edit da música, um registro de tom acústico, a Versão alternativa  e (dois) remixes produzidos pelo DJ paulista Fernando Deeplick.

EDITORIAL - Na teoria, o EP Amei te ver (* * *) pode soar redundante por alinhar seis registros da mesma música. Na prática, o disco se revela até interessante. Todas as cinco versões adicionais respeitam a configuração original da canção de Tiago Iorc. Inclusive os dois remixes produzidos pelo DJ Deeplick. Amei te ver cai no suingue eletrônico nos remixes do DJ sem perda da linha melódica e sem que a voz do cantor seja soterrada por beats sintetitzados. A radio edit é a mais dispensável por se aproximar do registro original. Já a Versão alternativa e a versão intitulada Acústica contribuem para desossar a estrutura de canção de amor que inicialmente soou trivial, ao ser ouvida com a safra autoral do álbum Troco likes, mas que ganhou vida própria a partir do clipe alvo de assunto na mídia pautada por factoides criados por celebridades. Iorc - que começou lançando álbuns compostos e gravados em inglês - se beneficia dessa mídia populista, mas, justiça seja feita, a visibilidade do artista foi ampliada desde que o cantor passou a gravar em português e a falar a língua pop adotada atualmente pelo público jovem brasileiro, mas sem cair na vulgaridade.

Nando Reis lança edição dupla em vinil autografada de álbum de voz e violão

Primeiro volume de projeto intitulado No recreio e lançado por Nando Reis no ano passado, o álbum ao vivo Voz * Violão (Relicário / Deck, 2015) está sendo lançado em vinil em edição dupla de tiragem limitada. Disponível no mercado fonográfico a partir de hoje, 16 de fevereiro de 2016, a edição em vinil duplo de Voz * Violão totaliza somente 500 exemplares autografados pelo artista. O vinil duplo também vai estar à venda na lojinha aberta nas casas de show onde o cantor e compositor paulistano vai apresentar o atual show de voz e violão que rendeu o belo disco gravado ao vivo em São Paulo (SP).

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Gil perde Grammy que premia Eliane Elias na categoria 'Álbum de jazz latino'

Eliane Elias venceu o 58º Grammy Awards na categoria Álbum de jazz latino. Radicada nos Estados Unidos desde 1981, a cantora, compositora e pianista paulistana foi premiada por conta do álbum Made in Brazil (Concord Jazz / Universal Music, 2015). Os vencedores estão sendo anunciados nos Estados Unidos na noite de hoje, 15 de fevereiro de 2016. O cantor, compositor e músico baiano Gilberto Gil - que concorria com Gilbertos samba (Sony Music, 2014) na categoria Álbum de world music (na qual já obteve duas vitórias em 1999 e em 2006) - perdeu o prêmio para a cantora africana Angélique Kidjo, vencedora com o álbum orquestral  Signs (429 Records, 2015).

Mundo de Tatit renasce com palavras picadas no som do sexto CD do artista

Resenha de álbum
Título: Palavras e sonhos
Artista: Luiz Tatit
Gravadora: Dabliú Discos
Cotação: * * * 1/2

A inédita música autoral que dá título ao sexto álbum solo de Luiz Tatit, Palavras e sonhos, embute a senha para a decodificação de universo particular que renasce neste disco do cantor e compositor paulistano, projetado no Grupo Rumo no início da década de 1980. É tateando a musicalidade das palavras que Tatit parte para a construção de obra musical que conserva frescor no álbum produzido por Jonas Tatit - filho do artista - e posto no mercado fonográfico neste mês de fevereiro de 2016 pela Dabliú Discos, gravadora tão identificada com a produção musical da cidade de São Paulo (SP) quanto o cancioneiro do artista. "Uso palavras picadas no som", admite o artesão linguístico em Palavras e sonhos (Luiz Tatit, 2016), a última das 13 músicas do álbum. Fiel a si mesmo, sem querer mudar o rumo da música que produz há quatro décadas, Tatit reitera o estilo próprio. A safra - composta por músicas feitas por Tatit após o lançamento do último álbum solo, Sem destino (Dabliú Discos, 2010), lançado há seis anos - é interessante. Mais útil (Luiz Tatit, 2016) é uma das pérolas para quem gosta de tatiar. Um verso vai levando naturalmente ao outro em encandeamento que conduz à oposição dos universos existenciais de Palmira, a que suspira com a mente coberta por nuvem negra, e de Elvira, a que inspira, com ações e visões positivas diante da existência. "É mais útil se inspirar", receita Tatit, ao toque do próprio violão e da sanfona de Gabriel Levy em arranjo que se alterna entre o universo urbano e o mundo caipira que Tristeza do Zé (José Miguel Wisnik e Luiz Tatit, 2011) evoca diretamente tanto pela alusão no título ao seminal clássico sertanejo Tristeza do Jeca (Angelino Oliveira, 1924) quanto pela disposição das vozes de Tatit e Juçara Marçal, convidada para fazer a segunda voz deste tema segue a toada moderna da obra do parceiro José Miguel Wisnik. Música escolhida para ser o primeiro single (já disponível nas plataformas digitais desde janeiro), Diva Silva Reis (Luiz Tatit, 2016) é bafejada com leve sopro pop por conta do refrão bem delineado na gravação e dos metais orquestrados por Gabriel Milliet. Na letra, Tatit perfila a personagem-título de caráter ambíguo com o mundo surreal delineado pelo compositor em Feitiço da fila (Luiz Tatit, 2015). Novamente com o toque ruralista da sanfona de Gabriel Levy, Tatit inventaria amores e dores provocadas por mulheres com nomes de flores em Das flores e das dores (Emerson Leal e Luiz Tatit, 2012), música já gravada pelo parceiro baiano do compositor no tema, Emerson Leal. Já Musa da música (Dante Ozzetti e Luiz Tatit, 2013) - composição já registrada pela voz límpida da cantora e compositora Ná Ozzetti - se ajusta bem ao fraseado vocal do autor dos versos. O vocal de Juçara Marçal evoca a mãe África citada no refrão e representada também pela vigorosa voz da cantora moçambiquense Lenna Bahule, presença recorrente ao longo do disco, mas especialmente destacada nesta faixa bem marcada pelo ritmo da bateria de Sérgio Reze. Já Musa cruza (Luiz Tatit, 2016) se diferencia pela disposição inusual das cordas orquestradas por Fábio Tagliaferri enquanto a balada Estrela cruel ilumina a conexão de Tatit com o sempre inspirado Marcelo Jeneci, coautor e convidado do tema, gravado somente com a voz de Jeneci (extremamente grave, quase soturna, na primeira parte da música), a voz de Tatit e o piano tocado pelo próprio Jeneci. Cantados no fim a duas vozes, os versos poéticos da balada sinalizam mundo musical distante da prosódia experimentada por Tatit desde os tempos do Grupo Rumo, evocados na dicotomia entre sim e não exposta nos versos de Do meu jeito (Vanessa Bumagny e Luiz Tatit, 2014). O renascido mundo de Tatit parece evocar outra galáxia, de atmosfera onírica, em Planeta e borboleta (Luiz Tatit, 2016), faixa solada pelas vozes de Ná Ozzetti. Sim, vozes. A cantora se desdobra no canto desta que é uma das músicas mais belas do disco. Matusalém (Arthur Nestrovsky e Luiz Tatit, 2016) faz ode à vida, reiterada pela sede de viver que arde em Quantos desejos (Luiz Tatit, 2015), música menor do que a gana posta nos versos. Enfim, sem querer impressionar e ser muderno, Luiz Tatit apresenta Palavras e sonhos com a coerência que rege obra pavimentada com versos picados no som. A música está a serviço das palavras e dos sonhos embutidos nessas palavras cheias de som e de vida.

Voz da Novanguarda, Júlio Ferraz apresenta música de álbum solo em single

Vocalista da banda pernambucana Novanguarda, Júlio Ferraz inicia paralela discografia solo neste ano de 2016. Com expressiva capa de Giselle Rosa, o single lançado hoje (15 de fevereiro de 2016) pelo cantor, compositor e multi-instrumentista pernambucano apresenta oficialmente uma música, Débora, do primeiro álbum solo de Ferraz, A Ilha da inconsciência no espelho polifônico das bifurcações do tempo, previsto para ser lançado em março. A outra música do single, Por trás de linhas, é (boa) sobra de estúdio das sessões de gravação do primeiro disco solo do artista. As duas músicas autorais sinalizam um álbum de sonoridade forte, construída com mix encorpado de rock psicodélico, trip hop, jazz e folk. Natural da interiorana Floresta, cidade do sertão pernambucano onde nasceu em 1987, Ferraz lança o single através de parceria com o selo Discobertas. A Ilha da inconsciência no espelho polifônico das bifurcações do tempo é o primeiro álbum de trilogia solo idealizada pelo artista. Débora é single digital, mas terá pequena tiragem em edição física em CD.

Delia Fischer lança single com canção do Roberto lançada pelo 'Rei' em 1975

Desde que foi convidada para fazer a direção musical de (não concretizado) espetáculo teatral baseado na obra de Roberto Carlos, a pianista, arranjadora, compositora e cantora carioca Delia Fischer vem prestando atenção especial no cancioneiro do cantor e compositor capixaba. A admiração nascida dessa atenção resultou no single que Delia lança na web neste mês de fevereiro de 2016 com regravação de Olha, canção de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, lançada pelo Rei em álbum de 1975. O registro de Olha por Delia foi feito com os músicos Pedro Guedes no baixo, Nailson Simões na bateria e Pedro Mibielli no violino. O piano e a voz são obviamente da própria Delia Fischer, que está em cena desde a década de 1980. A gravação de Olha gerou clipe feito pela artista na cidade do Rio de Janeiro (RJ) - na orla carioca - com direção e roteiro de Pernan Santos.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Som Livre relança, com duas faixas-bônus, disco gravado por Chico na Itália

Álbum gravado em 1969 por Chico Buarque no autoexílio do artista carioca em Roma e lançado no Brasil naquele mesmo ano de 1969 pela extinta gravadora RGE, Chico Buarque de Hollanda na Itália está sendo reposto em catálogo pela gravadora Som Livre neste mês de fevereiro de 2016. Fabricada em embalagem digipack, com encarte que reproduz as letras das 14 músicas, a atual reedição em CD de Chico Buarque de Hollanda na Itália incorpora duas boas faixas-bônus às 12 músicas do álbum original, inteiramente cantado por Chico em italiano e produzido por Sergio Bardotti sob a direção musical de Toquinho. Trata-se de de Cara cara (Cara a cara) (Chico Buarque em versão em italiano de Sergio Bardotti, 1969) e de Ciao ciao addio (Chico Buarque em versão em italiano de Sergio Bardotti, 1969), faixas lançadas originalmente em raro compacto simples da RGE.